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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Simbolismo e significados do Apocalipse: interpretação exegética do Livro da Revelação - parte 1


Simbolismo e significados do Apocalipse: interpretação exegética do Livro da Revelação - parte 1



O Apocalipse, cujo título no grego é αποκάλυψις (apokálypsis), que significa "revelação" (traduzido literalmente: 'tirar o véu'), é o último livro da Bíblia Sagrada. Complexo e profundamente místico, está repleto de símbolos, alegorias e comparações. Trata-se de uma leitura extremamente difícil, até para teólogos e pesquisadores gabaritados. A compreensão deste livro, sem dúvida, está além do alcance do leigo comum e também dos curiosos em geral. Por isso mesmo, é mais fácil cair na tentação de manipular certas passagens, deturpando-as e usando-as fora de contexto, para justificar qualquer opinião pessoal.

Como é de conhecimento geral, certos embusteiros da fé têm usado desses artifícios desonestos para atacar a Igreja de Cristo, chegando a dizer que é a Igreja a "Prostituta" e/ou a "Grande Babilônia", e o Papa a "Besta" citados no livro do Apocalipse. Para começarmos a ler um pouco melhor este livro tão difícil, é essencial possuirmos algum conhecimento exegético prévio. Com este artigo, pretendemos ao menos lançar alguma luz sobre o tema e abrir caminhos para uma leitura mais madura e realista de um texto sagrado tão maltratado e manipulado por ignorantes e desonestos.

Para muitos, o Apocalipse é um livro que fala somente de destruição, catástrofe e fim do mundo. Ao iniciar a sua leitura, não são poucos aqueles que, impressionados, assustam-se e desistem. Outros tantos utilizam os textos para caluniar pessoas e religiões. A verdade inegável é que a linguagem do Apocalipse é estranha para o leigo, saturada de simbolismos e alegorias desconhecidas. Raros são aqueles que sabem por onde começar a decifrá-lo.

Temas como a Besta do Apocalipse (na realidade são duas Bestas, a primeira e a segunda), o Anticristo e o número 666, entre outros, têm sido motivo de muita confusão, sempre aumentada por espetaculares produções cinematográficas que tratam o assunto com total liberdade (e irresponsabilidade). Não são poucos os que se apressam em apontar, nos tempos atuais, algum "anti-Cristo" ao qual poderiam ser atribuídas as descrições do Apocalipse: com inquieta curiosidade e sem nenhum receio, especulam ansiosamente, com muito atrevimento mas sem fundamentar as supostas evidências que enxergam por todos os lados. Nos acontecimentos dos nossos tempos, enxergam suas próprias "verdades" sobre toda a simbologia contida no Livro da Revelação, sem desconfiar que seus reais significados estão vinculados a um outro tempo específico, dentro de contextos históricos alheios à atualidade.


Considerações gerais

Para começar este trabalho exegético, consideramos importante explicar alguns elementos que servem como material sólido (e historicamente correto) para interpretar o texto. Optamos pela tradução bíblica da edição brasileira da Bíblia de Jerusalém.


Gênero literário

Livro da RevelaçãoApocalipse de João ou ainda Apocalipse de Jesus Cristo segundo João, corresponde, precisamente, ao gênero literário denominado "apocalíptico", que floresceu na literatura hebraica por quatro séculos, de 2aC até 2dC. A literatura apocalíptica depende da literatura profética e da sapiencial. Porém, diferentemente da literatura profética, onde o elemento essencial é "a Palavra", na apocalíptica o elemento essencial é "a Visão". Outra característica do gênero apocalíptico é o uso abundante de símbolos.

A estrutura de um texto apocalíptico divide-se sempre em três fases:
1. Uma etapa de opressão ao Povo de Deus;
2. Uma etapa de castigo e destruição do inimigo;
3. Uma etapa de libertação, vitória e domínio do Povo de Deus.

No Apocalipse, é importante distinguir o ensinamento, que há por detrás da Visão, do relato que narra a Visão. O conteúdo apocalíptico é escatológico ao invés de histórico, motivo pelo qual o seu ensino perdura até o fim dos tempos. No entanto, em sua dimensão histórica, o relato se refere a um tempo concreto, específico. É sob essa ótica que o Apocalipse deve ser interpretado, se quisermos obter o correto entendimento dos seus significados. Além disso, mediante uma boa hermenêutica, podemos proceder a uma constante atualização do seu conteúdo doutrinário.

No Antigo ou Primeiro Testamento (AT) encontramos literatura apocalíptica em Isaías, Ezequiel, Judite, Zacarias e Daniel. No Novo Testamento, encontramos textos apocalípticos em Marcos, Mateus e Lucas, quando narram o discurso escatológico de Jesus; em algumas passagens paulinas, nas epístolas aos Tessalonicenses e 1Coríntios; e, finalmente, como é óbvio, no próprio livro da Revelação ou Apocalipse.


Chaves de interpretação

Para entender mais perfeitamente o conteúdo do livro do Apocalipse, é necessário primeiro conhecer o conteúdo e os símbolos contidos no livro do profeta Daniel; por sua vez, para entender os símbolos de Daniel, é preciso conhecer e entender os símbolos usados pelo profeta Ezequiel; para entender o significado da segunda Besta, é imprescindível compreender o significado da primeira Besta, e assim por diante. Esse procedimento coeso é de fundamental importância no estudo. Ao compreendermos os simbolismos de Ezequiel e Daniel, por exemplo, a exegese do Apocalipse de João resulta em um processo mais simples e natural. Oferecer a interpretação de toda esta simbologia está fora do alcance deste nosso trabalho: esta observação visa conscientizar o estudioso que deseja realmente aprofundar-se no tema por conta própria.

Os Apocalipses (pois existem diversos) foram desenvolvidos numa época de opressão. No caso concreto do Apocalipse de João, foi escrito no ano 95, segundo a opinião majoritária. Nesse tempo, Domiciano exigia o "culto imperial", ainda mais que seus predecessores Vespasiano e Tito. É neste contexto histórico que devemos buscar o verdadeiro significado dos simbolismos empregados por João.


Simbologia dos números no Apocalipse

Todos os números usados no Apocalipse têm significado específico. Conhecê-los ajuda a entender os símbolos do texto. Neste primeiro momento de estudo, convém conhecer os seguintes:

Número 2 - Significa solidez, é usado para reforçar uma determinada realidade; como por exemplo: 2 testemunhas, 2 chifres, etc.;
Número 3 - Perfeição;
Número 6 - Um a menos que o 7; significa imperfeição;
Número 7 - Plenitude, totalidade, inteireza;
Número 666 - O célebre e enigmático "número do Anticristo", que já deu margem a tantas e diversas interpretações, muitas absurdas, designa 3 vezes o número 6, isto é, a máxima imperfeição, a oposto absoluto daquilo que é perfeito.




Breve resumo do Livro do Apocalipse


Logo ao abrir o Livro da Revelação, os três primeiros versículos são um resumo de tudo o que encontraremos adiante. É a porta de entrada da “casa”: a primeira palavra que aparece é “revelação”. A principal finalidade do livro é motivar à resistência, porque os primeiros cristãos viviam tempos muito difíceis. Vemos que a Revelação vem de Deus, por meio de Jesus, para seus servos. Os servos de Jesus são os seus seguidores e profetas.

O Apocalipse é um livro urgente. Não foi escrito para que, ao lê-lo, pudéssemos prever o futuro, mas sim para motivar pessoas a resistirem à opressão e a serem profetas e profetizas, pelo bem da Igreja. O que encontramos no Apocalipse são sinais, e a função do sinal é apontar para algo que ainda não vemos: o caminho que precisa ser percorrido.

O Apocalipse está repleto de Anjos. Quem são? Num primeiro momento são os representantes de Deus, que comunicam algo ou uma missão especial. Num segundo momento, representam os responsáveis pelas "igrejas", que são as comunidades da Igreja então existentes. Outro tema que já aparece no início do livro é o valor e a importância do testemunho dos santos; no texto original em grego, martiria, que nesse contexto significa testemunhar Jesus, Deus feito homem que foi morto, ressuscitou e venceu a morte, tornando-se Senhor da História e da Vida. O Apocalipse é também um livro da felicidade: já no início, anuncia a primeira bem-aventurança: "Feliz aquele que lê e escuta as palavras desta profecia" (1,3).


"Sete igrejas"?

Assim como as nossas celebrações católicas, até hoje, iniciam-se com a saudação: “A Graça e Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo estejam convosco...”, João inicia o seu Apocalipse da mesma maneira(1,4-8). João faz essa Saudação às "sete igrejas" da Ásia, e aqui cabe um esclarecimento importantíssimo: a doutrina católica ensina que só há uma Igreja de Cristo, una e indivisível. O Livro do Apocalipse, no entanto, menciona a existência de sete igrejas, somente na Ásia, já naquele tempo. Alguns membros de comunidades ditas pentecostais e neopentecostais, assim como de diversas novas seitas autodenominadas "cristãs", vêm interpretando essas citações do Apocalipse como se constituíssem uma suposta "prova" de que a Igreja de Cristo não é uma só. Para estes, as menções às "sete igrejas" demonstrariam que, desde o princípio, não houve uma só Igreja, e sim uma diversidade de "igrejas" diferentes e independentes entre si, unidas apenas pela fé na Ressurreição de Jesus e na observação das Escrituras.

Na realidade, essa concepção é totalmente equivocada: tanto teologicamente quanto historicamente falando, nada poderia ser mais falso. Se cremos na Bíblia como Sagrada, como Palavra inspirada por Deus, precisamos crer nela como um conjunto coerente e harmonioso, cujos livros se integram e complementam para proclamar a única Mensagem Divina para toda a humanidade. Sendo assim, a Bíblia não pode proclamar uma Verdade Revelada numa página e, logo a seguir, negar ou contrariar esta mesma Verdade em outra página. Analisemos a questão observando esta coerência da hermenêutica bíblica:

No Evangelho segundo Lucas, Jesus mesmo diz que "todo reino dividido contra si mesmo acaba em ruínas" (Lc 11,17). Na Carta aos Efésios, o Apóstolo Paulo afirma que só há uma Igreja, que é Una, pois existe em "um só Corpo e um só Espírito", que professa "um só Senhor, um só Batismo e uma só Fé" (Ef 4,5). Logo, se existissem apenas duas "igrejas" diferentes, com doutrinas diferentes e "batismos" próprios, necessariamente uma delas não poderia ser a autêntica Igreja de Jesus Cristo. No entanto, o que vemos hoje são muitos milhares de "igrejas", uma verdadeira infinidade de denominações ditas "cristãs", cada qual proclamando um tipo de fé completamente diferente das demais. Dentre estas, algumas dizem que o batismo não é condição para a salvação, outras dizem que sem o batismo ninguém se salva; algumas aceitam o divórcio, outras não; algumas praticam o que chamam de "santa ceia", outras não; algumas pregam a famigerada "teologia da prosperidade", outas a condenam; etc, etc...

Fica, portanto, evidente que só pode haver uma única Igreja de Cristo autêntica, e esta Igreja só pode ser a mais antiga, a única que provém dos Apóstolos e guarda a sua Tradição, conforme eles mesmos nos orientaram: "Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que não anda segundo a tradição que de nós recebeu" (2Ts 3,6). A Igreja original precisa ser aquela por meio da qual Jesus se dá no Pão e no Vinho, Igreja que se reúne em torno da Sagrada Eucaristia (conf. 1Cor 11,29). Precisa ser a Igreja que cumpre a profecia de Maria Santíssima, que, cheia do Espírito Santo, declarou de si mesma: "Todas as gerações me chamarão Bem-aventurada" (Lc 1, 48). Através do estudo aprofundado da Bíblia Sagrada, vemos claramente que a Igreja de Jesus Cristo só pode ser a Igreja Católica Apostólica Romana, e nenhuma outra. Mas, sendo assim, como explicar a menção às "sete igrejas" no Apocalipse?

Como já vimos, no contexto do Apocalipse, o número 7 significa totalidade, plenitude; Segundo este princípio, o texto alude a sete anjos, sete cartas, sete selos, sete montes, sete trombetas, sete reis, sete candelabros, sete estrelas, etc... e também sete "igrejas". Tudo isso indica totalidade: a mensagem é dirigida à Igreja de Cristo em sua totalidade, a todos os filhos e filhas da Igreja, a todos os membros do Corpo Místico de Cristo, que é a própria Igreja, representada nas "sete igrejas" da Ásia.

Quando fala em "sete igrejas", o autor se refere às diferentes comunidades da única Igreja situadas nas localidades de Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia, de modo muito semelhante ao qual, atualmente, nos referimos às nossas muitas comunidades ou paróquias, dizendo, por exemplo: "visitei a 'Igreja da Sé'", ou "conheci a 'igreja da Natividade do Senhor de Caruarú'".

Não está errado dizer "Igreja da Sé", e "Igreja da Natividade do Senhor", mas não são igrejas diferentes, distintas, independentes uma da outra, e sim comunidades irmãs que pertencem a uma única Igreja, que é Católica (Universal), Apostólica (procede dos Apóstolos) e Romana (somente porque a sua sede primacial, isto é, o endereço físico do sucessor de Pedro, está localizado em Roma).

Uma outra maneira de comprovar essa realidade é observar que, de do mesmo modo, ainda que todo o conjunto dos textos da Bíblia afirme e reafirme, insistentemente, que há um só Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo, sendo o Espírito Santo o responsável por todas as experiências de Deus no Apocalipse, João fala dos “Sete Espíritos de Deus” (Ap 4,5). - Assim como no caso da Igreja de Cristo, o texto também salienta a Plenitude do Espírito Santo, que é Um só, - através do número que representa a totalidade e a plenitude: uma Igreja, representada por "sete igrejas", um Espírito, representado por "sete Espíritos".


Continua aqui


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Bibliografia
1- RICHARD, Pablo. Apocalipse - Reconstrução da Esperança, 2ª ed. Petrópolis: Vozes, 1996.
2- BORTOLINI, Pe. José. Como ler o Apocalipse, Resistir e Denunciar. São Paulo: Paulus, 2008.
3- GALVÃO, Antônio Mesquita. Apocalipse ao Alcance de Todos. São Paulo: O Recado, 2009.
5- CORSINI, Eugênio. O Apocalipse de São João - Grande Comentário Bíblico. São Paulo: Paulinas, 1992.
6- MESTERS, Carlos. Esperança de um Povo que Luta - O Apocalipse de São João, uma Chave de Leitura. São Paulo: Paulus, 1991.


Referência bibliográfica:
Edição Brasileira da Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulinas, 1991.
The New American Bible. Nashville: Catholic Bible Press, 1987.
CARRILLO, S. El Apocalipsis. C. México: Instituto de Pastoral Bíblica, , 1998.NUTTING, M. And God Say What?. New York: Paulist Press, 1986.YATES, K. Nociones Esenciales del Hebreo Biblico. New York:Harper & Row Publishers, 1984.
Outras fontes:
RIVERO, Pe. Jordi. Apostolado Veritatis Splendor: A prostituta do Apocalipse, a Grande Babilônia. Disponível em http://www.veritatis.com.br/apologetica/105-igreja-papado/603-a-prostituta-do-apocalipse-a-grande-babilonia desde 11/12/2006; tradução: Carlos Martins Nabeto.
* Este artigo contém trechos baseados em texto do Padre Ademir Nunes Faria.

Nº 1394-2 - Livro do APOCALIPSE - 31 de Agosto de 2012

antoniofonseca1940@hotmail.com

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Caros Amigos:
Findei ontem (30/8/12) a transcrição completa dos textos insertos no NOVO TESTAMENTO – 12ª edição (1979) – DIFUSORA BÍBLICA – Missionários Capuchinhos – livro este distribuído pelos Catequistas às crianças que fizeram a sua Profissão de Fé (pelo menos a meus filhos gémeos…) em 1982, nomeadamente, na Paróquia da Senhora do Porto, onde se encontra situada a Comunidade de São Paulo do Viso. Estes textos foram as Epístolas (ou Evangelhos) de S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S. João; Actos dos Apóstolos, CARTAS DE SÃO PAULO (Carta aos Romanos, 1ª e 2ª aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, 1ª e 2ª aos Tessalonicenses, 1ª e 2ª a Timóteo, a Tito, a Filémon,  e aos Hebreus), Carta de S. Tiago, 1ª e 2ª cartas de S. Pedro, 1ª, 2ª e 3ª Cartas de S. João e, finalmente, a Carta de S. Judas.
Como está expresso no título, enceto hoje a transcrição do livro do APOCALIPSE, escrito por S. João. Este é talvez, senão o maior, mas pelo menos um dos mais importantes testemunhos dos Apóstolos, rico em conteúdo teológico. Seguirei exactamente o mesmo método que apliquei nas anteriores transcrições, por capítulos e sem mencionar os números de versículos.
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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos,o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:
IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.
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Nº 1394 - 2ª Página

31 de Agosto de 2012

A P O C A L I P S E

INTRODUÇÃO

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Juízo Final

 

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Os 4 Cavaleiros do Apocalipse

 

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INTRODUÇÃO

1  -  Género literário  -  O Apocalipse pertence a um género literário especial, muito em voga nos ambientes judeus a partir do século II, a.C. É um tipo de literatura próprio das épocas de perseguição. Procura descobrir os caminhos de Deus sobre o futuro, a fim de consolar os deprimidos, infundindo-lhes coragem com a certeza de que a vitória final será dos bons. Nos livros canónicos do AT aparece, por vezes, este estilo principalmente em Daniel. Nele e nos apocalipses apócrifos, parece ter-se inspirado o Apóstolo João para escrever esta obra.
O estilo apocalíptico caracteriza-se por imagens grandiosas e simbólicas constituídas por elementos da natureza e apresentadas em forma de visões. Estilo estranho para nós, ocidentais do século XX, enquadra-se perfeitamente na mentalidade semita. Com efeito, enquanto nós pensamos linearmente – silogismo, conclusão – os semitas pensam dum modo circular, em forma de espiral. Exprimem-se através duma sucessão de imagens diferentes que uma a outra vez voltam sobre o tema em questão, explicitando novos aspectos. esta forma mental, subjacente a todo o pensamento semita, tem um campo especialmente apropriado nos apocalipses. Nestes, tudo são símbolos, incluídos os próprios números. Não admira, pois, que nem sempre nos seja muito clara a mensagem do Apocalipse.
2 – Autor, ocasião e finalidade  -  O género apocalíptico, como dissemos, é típico dos períodos de crise, de perseguição. Supõe-se, portanto, um desses períodos na Igreja Apostólica. O autor apresenta-se a si mesmo como João e escreve em Patmos pequena ilha do mar Egeu – onde se encontra desterrado por causa da fé (Ap 1, 9). A tradição eclesiástica identifica este João com o Apóstolo do mesmo nome (Mt 4, 21; 27, 56; Jo 21, 1-14). Assim, tudo leva a concluir que se está sob a perseguição de Domiciano, por volta do ano 95. Violenta tempestade sacudia então as cristandades da Ásia Menor: as perseguições, as doutrinas pagãs do culto ao imperador e as heresias dos nicolaitas e marcionitas. O Apóstolo João, como pastor zeloso, escreve então o Apocalipse, para encorajar os cristãos à perseverança, consolando-os com a certeza de que Jesus está com os Seus, os meus serão punidos, os bons premiados e que a vitória dos cristãos está para breve.
3 – Teologia do Apocalipse – É rico em conteúdo teológico. Exprime a fé da Igreja Apostólica na sua mais avançada fase. A doutrina do Corpo Místico (1 Cor 12, 12 ss ), que no 4º Evangelho aparece sob a alegoria da videira e dos ramos (Jo 15, 1 ss ), recebe aqui novas imagens: Cristo está no meio das sete lâmpadas (1, 13) e tem na Sua mão direita as sete estrelas (1, 16), símbolos das sete igrejas que personificam a totalidade da Igreja. Cristo e a Igreja formam uma só coisa.
Cristo é apresentado do mesmo plano que Javé, com iguais atributos. Ele é «Senhor dos senhores e Rei dos reis». Aquele que tem «um nome que ninguém conhece a não ser Ele mesmo» (cf 1, 7.8.18; 5, 13; 7, 10; 19, 16 etc.).
A História da Salvação continua a desenvolver-se no tempo da Igreja, sob o controlo da Divina Providência. Por isso, acontecimentos como o Êxodo, pragas, teofanias, destruição da Babilónias, etc., servem de pano de fundo para apresentar as novas intervenções de Deus na História.
A existência de anjos e demónios, o juízo de Deus sobre bons e maus, o castigo  deste e a glória daqueles, a ressurreição futura, etc., são realidades fortemente atestadas no Apocalipse.
        
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31 de Agosto de 2012  -  10,15 h

ANTÓNIO FONSECA

Imagem no mapa

Simbolismo e significados do Apocalipse: interpretação exegética do Livro da Revelação - parte 1

A propósito do início da transcrição do Livro do APOCALIPSE que vou levar a efeito já a partir de hoje (31 de Agosto) na 2ª página do meu blogue, e por coincidência, deparei ontem com o texto do blogue  VOZ DA IGREJA e resolvi incluir o referido texto logo a seguir à publicação da 1ª página (Santos de Cada Dia) de modo a completar a descrição que faço na referida 2ª página.
 
 
Posted: 14 Aug 2012 11:26 AM PDT


O Apocalipse, cujo título no grego é αποκάλυψις (apokálypsis), que significa "revelação" (traduzido literalmente: 'tirar o véu'), é o último livro da Bíblia Sagrada. Complexo e profundamente místico, está repleto de símbolos, alegorias e comparações. Trata-se de uma leitura extremamente difícil, até para teólogos e pesquisadores gabaritados. A compreensão deste livro, sem dúvida, está além do alcance do leigo comum e também dos curiosos em geral. Por isso mesmo, é mais fácil cair na tentação de manipular certas passagens, deturpando-as e usando-as fora de contexto, para justificar qualquer opinião pessoal.
Convido os meus leitores a lerem o conteúdo completo abaixo assinalado
Os meus cumprimentos.

António Fonseca




Nº 1394-1 - (244-12) - SANTOS DE CADA DIA - 31 DE AGOSTO DE 2012 - 4º ANO


antoniofonseca1940@hotmail.com
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Nº 1394-1  -  (244-12)
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SÃO RAIMUNDO NONNATO
Sacerdote (1200-1240)
S. Raimundo Nonnato, assim chamado porque «não nascido» mas extraído vivo das entranhas da mãe já morta, viu a luz em Portei, na diocese de Solsona, Espanha, pelo ano de 1200. Os pais eram pobres e Raimundo, ainda menino, teve de guardar o gado. As montanhas de Lérida foram o campo dos seus anos de pastor. Conhecia-lhes muito bem as fontes e arroios, os bosques e os vales e, sobretudo uma ermida de S. Nicolau, onde se venerava uma imagem de Nossa Senhora de quem era devotíssimo. Conta-se que, durante as horas que passava aos pés de Maria, um anjo lhe guardava o rebanho. O que parece fora de toda a dúvida é que a Virgem Santíssima lhe falou um dia e lhe disse que entrasse na recém-fundada Ordem de Nossa Senhora das Mercês para a redenção dos cristãos cativos em terras de mouros. Vencida a resistência do pai, veio para Barcelona, onde conheceu S. Pedro Nolasco, a quem pediu a admissão. Em Barcelona, trabalhou desde o principio no ministério da pregação e catequese, em particular com  os cristãos remidos dos infiéis. Isto não lhe bastava, pois sonhava com maiores e mais difíceis empresas. Sonhava com a redenção dos que gemiam em terras de mouros. Reunia esmolas, mendigando de porta em porta, para resgatar aqueles infelizes. Em 1224 entrou pelo reino mouro de Valência para remir e consolar os cativos. Libertou 140. Em 1226 chegou mesmo até Argel, com S. Pedro Nolasco e, não bastando o dinheiro que levavam para remir tantos cativos, ficou ele em pessoa como refém. Já ordenado sacerdote, voltou outras duas vezes a África. Na primeira, em 1229, desembarcando em Argel, esteve em perigo de perder a vida, pela liberdade apostólica em falar e discutir com mouros e judeus. Em 1232, veio a Bugia, onde obteve óptimos resultados até na conversão de muçulmanos e judeus. A expedição mais célebre do santo foi a do ano de 1236, a Tunes ou mais provavelmente a Argel. Ficou novamente como refém, enquanto se recolhia o dinheiro necessário, em terras cristãs. Libertou 250 cativos em Argel e 228 em Tunes. Dedicando-se com liberdade à evangelização dos infiéis, isto excitou as iras dos mais rebeldes, que o açoitaram e lançaram meio esfolado numa escura masmorra. Continuou pregando Cristo. Um dia, os mouros entraram-lhe na prisão, furaram-lhe os lábios com um  ferro em brasa e pelos buracos meteram-lhe um cadeado. Era o meio único para fechar a boca àquele intrépido pregador. Abriam-na para lhe dar de comer a escassa ração dos presos. Chegou por fim o seu resgate e Raimundo, esgotado pelos açoites, pela fome e pelos maus tratos, voltou a Espanha, à terra de origem. A sua fama de santo e valente pregador tinha chegado até ao papa Gregório IX, que pelo ano de 1239 lhe enviou o chapéu cardinalício. Já antes o encarregara de ir a França convencer S. Luís a partir para a Terra Santa. O Santo continuou na sua humildade e espírito caritativo. Conta-se que um dia, não tendo que dar a um pobre, lhe entregou o seu próprio chapéu. Quando Gregório IX o chamou a Roma para utilizar os seus conselhos, adoeceu com gravidade em Cardona e morreu santamente em 1240. O seu corpo foi descansar na mesma ermida de S.- Nicolau em que orava nos seus anos de pastor. Do Livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.
SANTO ARISTIDES
(século II)
Aristide Marciano, Santo
Este Santo do II século tinha ensinado filosofia em Atenas. A Apologia que escreveu, depois de convertido, é dedicada a Adriano, o imperador então reinante (117-138). Nela mostra que os Bárbaros, os Gregos e os Judeus formaram da Divindade uma ideia falsa, e que só os Cristãos a conhecem verdadeiramente. É aliás o que Jesus ensinava, dizendo que ninguém conhece o pai senão o Filho e aqueles a quem  o Filho o revelou (Lc 10, 22; Jo 8, 19; 14, 7). Reina na Apologia de Aristides um tom de sinceridade alegre que prova quanto o autor se sentia feliz por ter encontrado a fé. Do Livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.
WWW.ES.CATHOLIC.NET/SANTORAL
Ramón Nonato, Santo
Agosto 31 Cardenal,
Ramn Nonato, Santo
Ramón Nonato, Santo
Religioso, cardenal, Patrón de las parturientas
Martirologio Romano: En Cardona, de Cataluña, san Ramón Nonato, que fue uno de los primeros socios de san Pedro Nolasco en la Orden de la Bienaventurada Virgen María de la Merced, y es tradición que, por el nombre de Cristo, sufrió mucho para la redención de los cautivos (c. 1240). Fecha de canonización: Fue canonizado en 1657 por el Papa Alajandro VII
Aristide Marciano, Santo
Agosto 31 Apologista,
Aristide Marciano, Santo
Aristide Marciano, Santo
Apologista
Martirologio Romano: En Atenas, san Aristídes, filósofo, notabilísimo por su fe y por su ciencia, que dedicó algunos de sus libros sobre la religión cristiana al emperador Adriano (c. 150).
Francisco Piani de Caldarola, Beato
Francisco Piani de Caldarola, Beato
Fecha de beatificación: Fue beatificado por el Papa Urbano VII en el año 1634.  Francisco fue un confesor del siglo XVI. Fue el gran propagador y fundador de los Montes de Piedad juntamente con el Beato Bernardino de Feltre. Los dos eran hermanos franciscanos dela estricta observancia.
Dominguito del Val, Santo
Agosto 31 Patrono de los monaguillos,
Dominguito del Val, Santo
Dominguito del Val, Santo
Acólito. Mártir. Año 1250.  Por el año 1250 el rey Alfonso el sabio escribió: ""Hemos oído decir que algunos seres muy crueles, el Viernes Santo, en recuerdo de la Pasión de Nuestro Señor, roban algún niño cristiano y lo crucifican"". Esto fue lo que hicieron con Santo Dominguito del Val.
Pedro (Pere) Tarrés, Beato
Agosto 31 Sacerdote,
Pedro (Pere) Tarrs, Beato
Pedro (Pere) Tarrés, Beato
Fecha de beatificación: Fue beatificado el 5 de septiembre de 2004. Pere Tarrés i Claret nace el 30 de mayo de 1905 en Manresa, provincia de Barcelona, Cataluña (España).Sus padres Francesc Tarrés Puigdellívol y Carme Claret Masats eran creyentes y ejemplares; tienen otras dos hijas, Francisca y María. Pere es bautizado el 4 de junio en la parroquia de la Virgen del Carmen.
Aidano de Lindisfarne, Santo
Aidano de Lindisfarne, Santo
Obispo
Martirologio Romano: En Lindisfarne, de Northumberland, san Aidano, obispo y abad, varón de suma mansedumbre, piedad y recto gobierno, que, llamado del monasterio de Iona por el rey Osvaldo, estableció allí su sede episcopal y un monasterio, para dedicarse con eficacia a la evangelización de aquel reino (651).
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

União de Blogs Católicos

União de Blogs Católicos

Nº 1393-2 - CARTA DE SÃO JUDAS - 30 DE AGOSTO DE 2012

antoniofonseca1940@hotmail.com

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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos,o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:
IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.
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Nº 1393 - 2ª Página

30 de Agosto de 2012

CARTAS DE S. JUDAS

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CARTAS PASTORAIS

CARTAS CATÓLICAS

CARTA DE SÃO JUDAS
                                                                                                                                                                         
O autor desta carta apresenta-se como «Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago». Tiago é certamente o bispo de Jerusalém, autor duma carta canónica. Mc 6, 3 apresenta Tiago e Judas como «irmãos» de Jesus. Se este Judas deve ser identificado com Judas, apóstolo (cf Act 1, 13), também chamado Tadeu (Mc 3, 18), é coisa discutida. De facto o autor ao afirmar: «Lembrai-vos, caríssimos, das palavras anteriormente ditas pelos Apóstolos» (Jd 1, 17) parece excluir-se do número deles. Seja como for, Judas é um, personagem importante da Igreja Apostólica, pertencendo ao grupo dos «irmãos» de Jesus.
A carta tem o tom duma homilia judaica do tempo e constitui uma forte diatribe contra os falsos doutores. Pensa-se que foi escrita entre os anos 70 e 80. Está intimamente relacionada com a 2ª carta de São Pedro, pois dos 25 versículos que a constituem, 19 estão total ou parcialmente na carta petrina, mas não é fácil determinar qual delas depende da outra.
A Igreja reconhece esta carta como sagrada e inspirada por Deus.
                                                                                                                                                ENDEREÇO E OCASIÃO DA CARTA
1 – Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos eleitos, amados por Deus e guardados para Jesus Cristo. Que a misericórdia, a paz e a caridade vos sejam dadas em abundância.
Caríssimos, desejava muito escrever-vos acerca da nossa salvação comum, e senti-me obrigado a fazê-lo para vos exortar a combater pela fé que foi dada aos santos de uma vez para sempre. Porque se introduziram entre vós certos homens ímpios, de há muito condenados, que convertem em dissolução a graça do nosso Deus e negam o nosso único Mestre e Senhor, Jesus Cristo.
                                                                                                                                                        OS FALSOS DOUTORES
Quero lembrar-vos, embora saibais todas estas coisas, que o Senhor, depois de ter salvo o povo da terra do Egipto, fez perecer em seguida os incrédulos. E os anjos que não souberam conservar a sua dignidade, mas abandonaram a própria morada, Ele os guardou para o julgamento do grande dia, em prisões eternas e no fundo das trevas. Assim, Sodoma e Gomorra e as cidades circunvizinhas, que se corromperem da mesma maneira e se entregaram  ao vício, são apontadas como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.
Apesar disso, também estes, deixando-se levar pelo seu delírio, contaminam a carne, desprezam, a autoridade e blasfemam as Glórias. Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o Demónio, acerca do corpo de Moisés, não ousou proferir contra ele um julgamento injurioso, mas disse, somente: «Que o Senhor te castigue». Estes, porém, falam mal do que ignoram; e mesmo no que conhecem naturalmente, como animais irracionais, até nisso encontram a sua perdição. Ai deles, porque seguiram pelo caminho de Caim, e por causa do lucro deixaram-se seduzir pelo erro de Balaão e pereceram na rebelião de Coré».
Estes são a desonra dos vossos ágapes; banqueteiam-se convosco sem pudor algum e apascentam-se a si mesmos. São nuvens sem água que os ventos levam; árvores de Outono sem fruto, duas vezes mortas, desarreigadas; ondas furiosas do mar que repelem a espuma da sua torpeza; estrelas errantes condenadas à negrura das trevas eternas.
Também Enoc, o sétimo patriarca depois de Adão, profetizou a respeito deles, dizendo: «Eis que veio o Senhor com milhares dos Seus Santos, para julgar a todos e confundir todos os ímpios por causa das obras de impiedade que cometeram e por causa de todas as palavras duras que proferiram contra Ele os pecadores ímpios».
Estes são murmuradores, descontentes, homens que vivem, ao sabor das suas paixões, cuja boca profere palavras soberbas, e que por interesse, adulam as pessoas.
Lembrai-vos, caríssimos, das palavras anteriormente ditas pelos Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: «Nos últimos tempos virão impostores que viverão segundo as suas ímpias paixões».
Homens que semeiam discórdias, homens sensuais que não têm o Espírito.        
                                                                                                                                                  EXORTAÇÕES AOS CRISTÃOS
Vós, porém, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento  da vossa santíssima fé; orai no Espírito Santo. Conservai-vos no amor de deus, aguardando a miser5icóprdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
Procurai convencer os que hesitam; salvai os outros, arrancando-os do fogo. Dos demais tende piedade, repassada de temor, detestando até a túnica contaminada pela sua carne.
                                                                                                                                                              CONCLUSÃO
Aquele que é poderoso para nos preservar de quedas e nos apresentar diante da Sua glória, imaculados e cheios de alegria, ao Deus único, nosso Salvador, por Jesus Cristo, Senhor nosso seja dada glória, majestade, força e poder desde o princípio dos tempos agora e para sempre. Ámen.
        
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30 de Agosto de 2012  -  10,15 h

ANTÓNIO FONSECA

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Nº 1393-1 - (243-12) - SANTOS DE CADA DIA - 30 DE AGOSTO DE 2012 - 4º ANO

antoniofonseca1940@hotmail.com
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Nº 1393-1  -  (243-12)

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BEATA JOANA JUGAN

(1792-1879)

Mara de la Cruz (Juana) Jugan, Santa

María de la Cruz (Juana) Jugan, Santa

João Paulo II beatificou, no dia 3 de Outubro de 1982, Joana Jugan, que fundou, em 1839, a obra das Irmãzinhas dos Pobres. Na homilia, na parte relativa à nova beata, Sua Santidade começou por exaltar a humilde auxiliar dos pobres e afirmou que se inclinava «a dizer que Deus não podia glorificar mais humilde serva». E disse, pouco depois: «Com a coragem e a fé, características das mulheres do seu torrão natal, não hesita em “mendigar na vez dos pobres que ela acolhe”. Quer ser a irmã deles, a “Irmãzinha” deles. Quer identificar-se com todos esses anciãos, muitas vezes de má saúde, por vezes de todo abandonados. Não é o Evangelho no estado puro? Não é o caminho que a ordem terceira de S. João Eudes lhe ensinara: “Não ter senão uma vida, um coração, uma alma e uma vontade com Jesus”, para atingir aqueles que Jesus sempre preferiu: os pequenos e os pobres?"» E apresentou-a em seguida, a percorrer o caminho longo da cruz: «Devido aos seus exercícios quotidianos em piedade… a alma de Joana estava verdadeiramente mergulhada no mistério de Cristo Redentor, especialmente na sua paixão e na sua cruz. O nome dela na religião – Irmã Maria da Cruz – é disso símbolo real e comovedor. Desde o lugarejo natal das Cruzinhas (coincidência ou presságio?) até à sua partida deste mundo, a 29 de Agosto de 1879, a vida desta fundadora é comparável a longa e fecundíssima Via Sacra, vivida na serenidade e na alegria, segundo o Evangelho. Como deixar de aludir a que, no fim dum quadriénio a partir da fundação da obra, Joana foi vítima de intromissões abusivas, e exteriores ao grupo das suas primeiras companheiras? Deixou que lhe tirassem o cargo de Superiora e, um pouco mais tarde, aceitou sem o menor protesto voltar à casa-mãe para retiro, que virá a durar 27 anos (!) Ao formar juízo de semelhantes acontecimentos, a palavra heroísmo acorre naturalmente ao espírito. S. João Eudes, seu mestre espiritual, dizia: “A verdadeira medida da santidade é a humildade” . Ela recomendava muitas vezes às Irmãzinhas: “Sede pequenas, pequeníssimas! Conservai o espírito de humildade, de simplicidade! Se chegássemos a julgar-nos alguma coisa, a Congregação  já não levaria a que se bendissesse o Deus bom, e nós cairíamos”». Pouco depois João Paulo II, observa: «Na nossa época , o orgulho, a busca da eficácia e a tentação dos meios poderosos dominam facilmente o mundo e por vezes, infelizmente, a Igreja. Criam obstáculos à implantação do reino de Deus. Por isso, a fisionomia espiritual de Joana Jugan é capaz de atrair os discípulos de Cristo e de lhes encher os corações de simplicidade e humildade, de esperança e alegria evangélica, vindas de Deus e do esquecimento próprio». E, referindo-se o santo padre aos belos textos do decreto Gaudium et Spes do Concilio Vaticano II, diz: «Joana encontrava-se já de acordo secreto  com o que eles dizem do estabelecimento duma grande família humana em que todos os homens se tratem como irmãos e compartilhem dos bens da criação segundo a regra da justiça, inseparável da caridade. se os sistemas de segurança social actualmente em vigor suprimem as misérias do tempo de Joana Jugan, a angústia das pessoas idosas vigora ainda em muitos países em que trabalham as suas Filhas. Mas mesmo nas regiões onde existem, esses sistemas de previdência nem sempre fornecem aos anciãos esse tipo de casas verdadeiramente familiares, que viria corresponder àquilo que esperam, como às carências corporais e espirituais das mesmas…» E pouco depois continua: «Desde os primeiros anos, quis a fundadora que a sua Congregação, longe de se limitar ao Oeste de França, se tornasse verdadeira rede de casas familiares, em que fosse cada pessoa acolhida,  honrada e mesmo – segundo as possibilidades individuais – promovida no sentido dum desenvolvimento da sua existência. A actualidade da missão inaugurada pela beata é tão verdadeira que os pedidos de admissão e fundação não para de se amiudar. Por ocasião da sua morte, estavam 2400 Irmãzinhas ao serviço das pessoas pobres e idosas, em dez países. Hoje são 4 400 (isto, em 2009…) espalhadas dentro de trinta nações e nos cinco continentes. A Igreja inteira e a própria sociedade não podem senão admirar e aplaudir o maravilhoso crescimento da pequeníssima semente evangélica lançada em terra bretã, lançada ( fez este ano (2011) - , 172 anos) pela humilíssima Cancalesa, tão pobre de bens mas tão rica de fé!». E Sua Santidade termina fazendo votos para que a nova beatificação produza nas Irmãzinhas maior fidelidade ao carisma espiritual e apostólico de sua Mãe, lhes traga numerosas vocações, seja apelo para aumento da fé e de caridade na paróquia de Cancale e na diocese toda de Rennes (França) que a viram nascer , e por último seja, para as pessoas idosas do mundo inteiro, fonte de alegria e de esperança. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

BEATO JOÃO JUVENAL ANCINA

Bispo (1545-1604)

João Juvenal Ancina foi um dos primeiros membros do Oratório fundado por S. Filipe Néri. Nascido em Fossano, em 1545, era compatriota e tornou-se amigo de S. Francisco de Sales. Era espírito cultíssimo, poeta latino e autor de laudes em língua moderna para o Oratório. Ensinara medicina em Turim e veio para Roma como médico da embaixada saboiana.Gastou mais de um ano para descobrir Filipe e o Oratório, juntou-se aos Filipinos em 1578, e viveu na casa de Nápoles parte da sua carreira religiosa. Juvenal ambicionava as austeridades do claustro e, depois da morte de Filipe, em 1595, houve muita dificuldade em o reter numa vida que julgava demasiado benigna. Ambicionava criar uma nova sociedade de padres missionários. Barónio chamava-lhe novo Basílio. De facto, tinha a eloquência dum Crisóstomo – dizia, naturalmente cultivando a lisonja. Nomeado bispo de Saluces em 1602, persuadiu-se de que a dignidade era uma terrível embrulhada. Durante cinco meses, amuado, evitou o cargo. Era uma boa alma muito ingénua,. inclinada a creditar numa irmã Úrsula visionária. Apavorava-se com o ministério do confessionário. Era ardoroso e afável. Morreu a 30 de Agosto de 1604, envenenado por um religioso a quem ele detivera as maquinações contra uma comunidade. Ancina foi beatificado em 1888. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

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Pamaquio, Santo
Agosto 30 Laico,

Pamaquio, Santo

Pamaquio, Santo

Laico

Martirologio Romano: En Roma, conmemoración de san Pammaquio, senador, insigne por su celo en la fe y por su generosidad hacia los pobres, a cuya piedad hacia Dios se debe la construcción de la basílica que recibe su título en el monte Celio ( 410)

Juan de Mayorga, Beato
Agosto 30 Mártir,

Juan de Mayorga, Beato

Juan de Mayorga, Beato

Mártir

Martirologio Romano: Mártir, que cuando junto a sus compañeros se dirigía a las misiones del Brasil en una nave llamada «San Jacobo», fueron asaltados por piratas y, en odio a la religión católica, traspasados todos ellos con espadas y lanzas ( 1570)

Fiacrio, Santo
Agosto 30 Eremita,

Fiacrio, Santo

Fiacrio, Santo

Eremita

Martirologio Romano: En Breuil, en la región de Meaux (Francia), san Fiacrio, eremita, que, oriundo de Irlanda, llevó una vida solitaria. ( c.670) Etimológicamente: Fiacrio = orante, que reza, es de origen celta.

Tomás Kempis, Beato
Agosto 30 Sacerdote y Escritor,

Toms Kempis, Beato

Tomás Kempis, Beato

Sacerdote
Autor de La Imitación de Cristo

La fama mundial de Tomás de Kempis se debe a que él escribió La Imitación de Cristo: el libro que más ediciones ha tenido, después de la Biblia. Este precioso librito es llamado "el consentido de los libros" porque se ha sacado en las ediciones de bolsillo más hermosas y lujosas, ha tenido ya más de 3,100 ediciones en los más diversos idiomas del mundo. Su primera edición salió en 1472, 20 años antes del descubrimiento de América (un año después de la muerte del autor), y durante más de 500 años ha tenido unas 6 ediciones cada año. Caso raro y excepcional. Tomás nació en Kempis, cerca de Colonia, en Alemania, en el año 1380. Era un hombre sumamente humilde, que pasó su larga vida (90 años) entre el estudio, la oración y las obras de caridad, dedicando gran parte de su tiempo a la dirección espiritual de personas que necesitaban de sus consejos.

Juan Juvenal Ancina, Beato
Agosto 30 Obispo,

Juan Juvenal Ancina, Beato

Juan Juvenal Ancina, Beato

Obispo

Martirologio Romano: En Saluzzo, en el Piamonte, beato Juan Juvenal Ancina, obispo, que, habiendo sido antes médico, fue uno de los primeros en entrar en el oratorio de san Felipe Neri (1604).

Eustaquio van Lieshout, Beato
Agosto 30 Sacerdote,

Eustaquio van Lieshout, Beato

Eustaquio van Lieshout, Beato

Nació en Aarle-Rixtel (Países Bajos), en la diócesis de Hertogenbosch, el 3 de noviembre de 1890. Fue bautizado el mismo día, con el nombre de Humberto.

Vicente Cabanes Badenas, Beato
Agosto 30 Presbítero y Mártir,

Vicente Cabanes Badenas, Beato

Vicente Cabanes Badenas, Beato

Presbítero y Mártir

Martirologio Romano: En Bilbao, España, beato Vicente Gabanes Badenas, presbítero de los Terciarios Capuchinos de la Bienaventurada Virgen de los Dolores y mártir, que, durante la persecución contra la fe, mereció entrar en el banquete de la gloria.

Manuel Medina Olmos, Beato
Agosto 30 Obispo y Mártir,

Manuel Medina Olmos, Beato

Manuel Medina Olmos, Beato

Obispo de Guadix-Baza

Martirologio Romano: En Almería, España, pasión de los beatos mártires Fiego Ventaja Milán, obispo de Almería, y Manuel Medina Olmos, Obispo de Guadix-Baza, quienes encarcelados por odio a la fe cristiana, soportaron insultos e injurias, hasta una noche en la que fueron fusilados.
Fecha de beatificación: Beatificados el 10 de octubre de 1993 por S.S. Juan Pabo II.
Lista del grupo de mártires: Hermano Edmigio (Isidoro Primo Rodríguez), Hermano Amalio (Justo Zariquiegui Mendoza), Hermano Valerio Bernardo (Marciano Herrero Martínez), Hermano Teodomiro Joaquín (Adrián Sáiz Sáiz), Hermano Evencio Ricardo (Eusebio Alonso Uyarra), Hermano Aurelio María (Bienvenido Villalón Acebrón), Hermano José Cecilio (Bonifacio Rodríguez González), todos ellos hermanos de las Escuelas Cristianas de La Salle.
La lista es completada por Mons. Diego Ventaja Milán, obispo de Almería, y Mons. Manuel Medina Olmos, obispo de Gaudix.

Diego Ventaja Milán, Beato
Agosto 30 Obispo y Mártir,

Diego Ventaja Miln, Beato

Diego Ventaja Milán, Beato

Obispo de Almería

Martirologio Romano: En Almería, España, pasión de los beatos mártires Fiego Ventaja Milán, obispo de Almería, y Manuel Medina Olmos, Obispo de Guadix-Baza, quienes encarcelados por odio a la fe cristiana, soportaron insultos e injurias, hasta una noche en la que fueron fusilados.
Fecha de beatificación: Beatificados el 10 de octubre de 1993 por S.S. Juan Pabo II.
Lista del grupo de mártires: Hermano Edmigio (Isidoro Primo Rodríguez), Hermano Amalio (Justo Zariquiegui Mendoza), Hermano Valerio Bernardo (Marciano Herrero Martínez), Hermano Teodomiro Joaquín (Adrián Sáiz Sáiz), Hermano Evencio Ricardo (Eusébio Alonso Uyarra), Hermano Aurelio María (Bienvenido Villalón Acebrón), Hermano José Cecilio (Bonifacio Rodríguez González), todos ellos hermanos de las Escuelas Cristianas de La Salle.
La lista es completada por Mons. Diego Ventaja Milán
, obispo de Almería, y Mons. Manuel Medina Olmos, obispo de Gaudix.

Estefan (José) Nehme, Venerable
Agosto 30 Monje Maronita,

Estefan (Jos) Nehme, Venerable

Estefan (José) Nehme, Venerable

Monje Maronita

En Kfifane, Venerable Esteban, en el siglo Yousef (José) Nehme, religioso profeso libanés de la orden libanesa de los maronitas. ( 1938)

Rosa de Lima, Santa
Agosto 30 Memoria Litúrgica,

Rosa de Lima, Santa

Rosa de Lima, Santa

Patrona de Perú, América y las Filipinas
Agosto 30

Etimológicamente significa” rosa, jardín florido”. Viene de la lengua latina.
La primera mujer declarada santa de todo el continente americano

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68080 > Sant'Agilo Abate 30 agosto MR


90231 > Beato Alfredo Ildefonso Schuster Cardinale arcivescovo di Milano 30 agosto MR


92417 > San Bononio Abate 30 agosto MR


93369 > Beati Diego Ventaja Milan e Emanuele Medina Olmos Vescovi e martiri 30 agosto MR


94023 > Beato Dionisio Ullivarri Barajuan Coadiutore salesiano, martire 30 agosto


54750 > Beato Ero di Armenteira Abate 30 agosto


92642 > Beato Eustachio van Lieshout Sacerdote 30 agosto


90673 > San Fantino il Giovane Monaco 30 agosto MR


68050 > Santi Felice e Adautto Martiri 30 agosto MR


68200 > San Fiacrio (Fiacre) 30 agosto MR


92900 > Santa Gaudenzia Vergine e martire 30 agosto


93153 > Beato Gioacchino da Albocacer (José Ferrer Adell) Sacerdote e martire 30 agosto MR


34350 > Beato Giovanni Giovenale Ancina Vescovo 30 agosto MR


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68060 > Santi Martiri della Colonia Suffetana 30 agosto MR


68070 > San Pammachio di Roma 30 agosto MR


90730 > San Pietro di Trevi Eremita 30 agosto MR


94585 > Beato Raimondo di Santa Grazia Mercedario 30 agosto


93674 > Beato Riccardo Premostratense 30 agosto


95196 > Beato Stefano Nehmé Monaco maronita 30 agosto


94503 > San Teodosio di Oria Vescovo 30 agosto


93468 > Beato Vincenzo Mattia Cabanes Badenas Sacerdote e martire 30 agosto MR

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