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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Nº 1169-2ª Página - EVANGELHO, SEGUNDO S. MATEUS - ANO B – 19 DE JANEIRO DE 2012

 

Nº 1169-2ª Página

(Continuação (24)

LIVRO QUINTO
 
 
UNIVERSALISMO DO REINO
 
 
24 – Discurso sobre a destruição do TemploSaindo Jesus do templo, aproximaram-se d’Ele os seus discípulos para Lhe mostrarem as construções do templo. Mas Ele disse-.lhes: «Vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra; tudo será destruído». E, estando sentado no Monte das Oliveiras foram ter com Ele os discípulos, perguntando-Lhe em particular: «Diz-nos quando tudo isto acontecerá e qual o sinal da Tua vinda e do fim do mundo».
Jesus respondeu-lhes: «Tomai cuidado para que ninguém vos desencaminhe. Porque virão muitos em Meu nome, dizendo: «Sou eu o Cristo», e hão-de enganar a muita gente. Ouvireis falar de guerras e rumores de guerras, mas não vos assusteis. Isto tem de acontecer, mas não é ainda o fim. Erguer-se-á povo contra povo e reino contra reino, e haverá fomes, pestes e terramotos em vários sítios. Tudo isto será apenas o princípio das dores. Então submeter-vos-ão à tortura e à morte, e, por causa do Meu nome, sereis odiados por todos os povos. Nessa altura, muitos sucumbirão, e mutuamente se hão-de trair e odiar. Surgirão muitos falsos profetas que enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, resfriará a caridade da maioria; mas aquele que se mantiver firme até ao fim, será salvo. Esta Boa Nova do Reino será proclamada em todo o mundo para se dar testemunho diante de todos os povos. E então virá o fim».
 
O fim do Templo – «Quando virdes, pois, a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, instalada no lugar santo, – o que lê entenda – então, os que se encontrarem na Judeia fujam para os montes; aquele que estiver no terraço não desça para tirar as coisas de sua casa e o que se encontrar no campo não volte atrás para buscar a capa. Ai das que estiverem grávidas e das que estiverem amamentando nesses dias. Rezai para que a vossa fuga não se verifique no inverno ou em dia de sábado, pois, nessa altura, a aflição será tão grande como nunca foi vista, desde o princípio do mundo até ao presente nem jamais o será. E, se não fossem abreviados esses dias, criatura alguma poderia salvar-se, Mas, por causa dos eleitos, esses dias serão reduzidos. Então, se vierem dizer-vos: Aqui está o Cristo, ou ali está ele, não acrediteis, pois hão-de surgir falsos Cristos e falsos profetas que farão grandes milagres e prodígios, a ponto de desencaminharem se possível, até os eleitos. Olhai que vo-lo predisse. se vos disserem, portanto: Ele está no deserto, não saiais: Ei-lo no interior da casa, não acrediteis. Porque, assim como relâmpago sai do Oriente e brilha até ao Ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem. Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres».
 
Liturgia celeste -  «Logo após a aflição daqueles dias, o Sol obscurecer-se-á, a Lua não dará a sua Luz, as estrelas cairão do céu e as forças dos céus serão abaladas. Aparecerá então, no céu o sinal do Filho do Homem e todos, os povos da terra se alimentarão e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu, com grande poder e glória. Ele enviará os Seus anjos, com uma trombeta altissonante, para reunir os Seus eleitos desde os quatro ventos,de um extremo ao outro dos céus».
 
Aprender da figueira – «Aprendei a parábola tirada da figueira. Quando os seus ramos se tornam tenros e as folhas começam a despontar, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes tudo isto, ficai sabendo que Ele está próximo, à porta. Em verdade vos digo: Esta geração não passará sem que tudo isto aconteça. O céu e a terra passarão, mas as Minhas palavras não passarão».
 
Necessidade de vigiar «Quanto àquele dias e àquela hora, ninguém o sabe, nem os anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai. Como foi nos dias de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do Homem: Nos dias que precederam o dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca: e não deram por nada até chegar o dilúvio, que a todos arrastou. Assim será também a vinda do Filho do Homem. Então estarão dois homens no campo: Um será levado e outro deixado; duas mulheres, estarão a moer no mesmo moinho: Uma será levada, e outra será deixada».«Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Ficai sabendo isto: Se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estais vós também preparados, porque o Filho do Homem virá na hora em que menos pensardes». «Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor pôs à frente dos seus criados para lhes dar de comer a seu tempo? Feliz o servo a quem o Senhor ao voltar, encontrar assim ocupado. Em verdade vos digo, confiar-lhe-á todos os seus bens. Mas, se for um mau servo e disser consigo mesmo: O meu senhor demorar-se-á, e começar a bater nos seus companheiros, a comer e a beber com os ébrios, o senhor desse servo virá no dia em que ele não o espera e à hora que ele não sabe; castigá-lo-á severamente e destinar-lhe-á lugar entre os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes».

(continua em 20/1/2012)


Transcrição de António Fonseca

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Localização geográfica da sede deste Blogue, no Porto
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email: aarfonseca0491@hotmail.com

Nº 1169-1ª Página - (19-2012) - 19 de JANEIRO DE 2012 - SANTOS DE CADA DIA - 4º ANO

 

 
NOTA DE AUTOR:
 
A integração dos textos editados MMI IMP S.r.l./IMP BV – impressa na União Europeia (Ver blogue nº 1153 – 3/1/12) que se refiram a alguns dos Santos hoje incluídos, continuara a ser efetuada diariamente desde que eu possua as respectiva pagelas na Coleção de Histórias de Santos que nos inspiraram, intitulada “Pessoas Comuns – Vidas Extraordinárias” pelo que peço as minhas desculpas. AF. – HOJE, POR EXEMPLO serão incluídos como complemento na vida de GUILHERME DE BOURGES E WULFSTAN Santos Estrela
 
 
Nº 1169 – 1ª Página – 2012
 
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Será esta porventura, a nova imagem do €uro de agora em diante,
ao contrário…(?) – se calhar …
 
Feliz Ano de 2012
 
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GUILHERME DE BOURGES, Santo
 

COMPLEMENTO
 
O pai de Guilherme partiu do princípio de que seu filho seguiria a carreira das armas, uma tradição familiar, e se juntaria às Cruzadas na terra Santa. No entanto, Guilherme aspirava a  uma vida religiosa contemplativa. Assim, foi enviado para ser educado por seu tio Pedro, Arquidiácono de Soissons e pouco depois foi ordenado sacerdote. Atraído pela vida monástica, deu entrada na Abadia de Grandmont. Pouco depois, juntou-se à Ordem de Cister e tornou-se Abade de Fontaine-Jean e mais tarde de Chalis. Quando o Arcebispo de Bourges faleceu em 1200, Guilherme foi escolhido para o substituir. Relutante, só aceitou quando tal lhe foi ordenado pelo Papa Inocêncio III.
Governante compassivo – Como Arcebispo Guilherme demonstrou ser um modelo de piedade, força interior e humanismo. Protegeu a propriedade da Igreja da anexação pelo governo e chegou mesmo a opor-se ao Rei. Guilherme distinguiu-se particularmente pelas preocupações com os excluídos da sociedade, incluindo  os pobres, os doentes e os presos de Bourges. tal como Jesus fizera, abraçava aqueles que outros ignoravam e encorajava todos a mostrar a mesma compaixão. Após a sua morte em 1209, Guilherme foi sepultado na Catedral de Bourges. Em breve muitos milagres se atribuíram à sua intercessão. Apenas nove anos depois, Guilherme foi canonizado pelo Papa Honório III.
 
NO SEU RASTO
 
Aos olhos de seu pai, Guilherme deveria ter sido um líder militar. Mas escolheu servir o Senhor e alcançou a fama pela sua bondade para com  os outros.
No início do século XX, George C. Marshall foi preparado para uma carreira militar e veio a tornar-se um general da mais alta patente no exército americano. Mas é pelos seus atos humanitários que continua a ser lembrado:
 
* Após servir em combate durante a Primeira Guerra Mundial, desenvolveu uma abordagem mais humana do treino militar.
* Após a Segunda Guerra Mundial, enquanto Secretário de Estado, criou o Plano Marshall, um programa para ajudar os países arruinados pela guerra.
* Em 1949, foi nomeado diretor da Cruz Vermelha americana e ajudou milhares de pessoas vítimas de catástrofes.
 
Em 1953, Marschall atingiu o culminar da sua carreira ao receber o Prémio Nobel da Paz. É o único militar de carreira que alguma vez recebeu tal honra.
 
ORAÇÃO
 
Escuta-Me meu Deus, fonte de todo o bem, como conduziste Guilherme de Bourges ao Teu serviço, pela sua preocupação com os pobres, os enfermos e os atribulados, ajuda-nos a encontrarmos o mesmo espírito de compaixão e preocupação. Permite-nos conhecer a alegria de dar, e faz com que nos lembremos sempre dos menos afortunados. Ámen.
 
(Oração contemporânea)

No período em que viveu São Guilherme de Bourges (séculos XII-XIII)ocorreram entre outros, os seguintes factos:
É construído em Moscovo o primeiro Kremlin (1156); D. Afonso Henriques proclama-se Rei de Portugal (1139); Vida de Genghis Khan, líder mongol (1162-1227); Vaga de lepra assola a Europa (1200).
 
WULFSTAN, Santo
 

COMPLEMENTO
 
Nascido por volta de 1009, Wulfstan foi educado por monges beneditinos. Por volta do ano 1033, foi viver em casa do Bispo de Worcester, Brihteah, onde se preparou para o sacerdócio. Depois de ser ordenado, recusou o cargo de pastor numa congregação abastada, preferindo entrar para um pequeno mosteiro em Worcester, onde ensinou e acabou por ser nomeado Abade. Em 1062, foi nomeado Bispo de Worcester, com a aprovação do Rei Eduardo, o Confessor. Crê-se que Wulfstan foi o primeiro Bispo inglês a visitar regularmente os seus diocesanos. O Bispo também dirigiu a construção de novas igrejas e mandou reconstruir a Catedral de Worcester, que fora destruída pelos dinamarqueses em 1041.
Pacifista humilde – Em 1066, Guilherme, o Conquistador, venceu a batalha de Hastings e tornou-se rei de Inglaterra. Wulfstan foi um dos primeiros Bispos a aceitar o novo Rei, que era normando. Isso permitiu-lhe manter o seu cargo, enquanto os seus colegas eram quase todos substituídos por Bispos normandos. Wulfstan aproveitou a sua posição para conseguir a paz entre os nobres normandos e os anglo-saxões. Nos seus 32 anos como Bispo, Wulfstan ficou conhecido pela sua grande humildade e generosidade. graças aos seus sermões, foram alcançados muitos objectivos, como convencer os comerciantes de Bristol a pôr fim ao tráfico de escravos com os vikings da Irlanda. Também incentivou os jovens que estudavam em Worcester a servir os pobres. Diz-se que quando morreu, em 1095, estava a lavar os pés aos pobres, um ritual que cumpria diariamente.
 
NO SEU RASTO
 
Wulfstan esforçou-se por promover a paz e auxiliar os pobres e os humildes.
Hoje muitos religiosos têm missões semelhantes. Na Etiópia, em 1997, as autoridades locais de Mandura, pediram ao Arcebispo de Adis Abeba que a Igreja os ajudasse a implementar um programa de desenvolvimento social e escolar numa zona com profundas carências. As populações vivem num estado de subdesenvolvimento profundo; 93,7 % da população não sabe ler nem escrever. As Irmãs Combonianas abriram uma missão na área, para melhorar a vida desta gente. estas irmãs apostam na colaboração e interação com outros grupos e organizações não governamentais e no diálogo com outras Igrejas, sobretudo com  a Igreja ortodoxa etíope, para melhor servirem o povo. As Irmãs foram viver entre as pessoas, desejosas de partilhar alegrias, preocupações e dificuldades. Assumiram como prioridade aprender a língua, estudar e compreender a cultura e experimentar a simplicidade e as exigências das formas de vida desse povo, integrando-as na comunidade.
 
ORAÇÃO
 
Ó Deus, ofereço-Vos o meu corpo e os seus sentidos, a minha alma e as suas faculdades, o meu coração e os seus sentimentos. Os meus pensamentos, desejos, palavras e atos, e todo o meu ser, são Vossos. Se Vós Vos destes inteiramente a mim, como posso eu não me dar inteiramente a Vós? Tomai-me. Senhor, e fazei comigo o que a Vossa Vontade ditar.
 
(Oração tradicional)

No período em que viveu São Wulfstan (1009-1095), ocorreram entre outros, os seguintes factos:
Os normandos derrotam os anglo-saxões na batalha de Hastings (1066); O governo chinês imprime o primeiro papel-moeda (1023); Início da construção da Catedral de Pisa (1063); O poema Chanson de Roland surge em França (1100).

SÃO CANUTO, rei da Dinamarca

Mártir (1086)

São Canuto IV, filho de Suenon II, nasceu pelos meados do século XI. Já tinha dado provas das suas qualidades de chefe, quando faleceu o pai. Era então eletiva a coroa da Dinamarca e o povo preferia Canuto para suceder ao pai. Mas os grandes temiam o seu valor e a sua vida irrepreensível. Assim caiu a eleição em Haraldo, inexperiente e tímido. Canuto sujeitou-se a ele com toda a prontidão. Mas Haraldo morreu no segundo ano de governo. Deu-se agora, de facto, a sucessão de Canuto. Aplicou-se a expurgar o reino de desordens e vícios, dominou populações inquietas no Norte do país, promoveu o bem-estar do povo, protegeu o clero e fomentou a cristianização. Era, em particular, grande devoto de Nossa Senhora. Os bons inícios em breve tenderam para a ruína, quando os ingleses lhe pediram auxílio contra o normando Guilherme, o Conquistador, que lhes dominara o país. Canuto reuniu um corpo de tropas. para saldar as despesas feitas, foi preciso impor contribuições à nobreza. Bastantes fidalgos combinaram nada pagar e aproveitaram a ocasião para recusar os dízimos à Igreja. O rei pensou em marchar contra as tropas rebeldes. Mal aconselhado, porém, deteve-se longamente na ilha de Fionia, onde os revoltosos o surpreenderam quase indefeso. Compreendeu que estava perdido, quando ouvia a Missa. Comungou e deu o perdão aos inimigos. depois, virado para o altar de braços em cruz, esperou impávido a morte. Os conjurados entraram na igreja e mataram-no, do mesmo modo que um seu irmão e 17 companheiros fiéis. Isto a 10 de Julho de 1086. Canuto foi considerado mártir pelos seus partidários; o papa Pascoal II (1118), canonizou-o, e ficou sendo padroeiro da Dinamarca. Clemente X (1670-1676), levado pelos muitos milagres atribuídos ao Santo, estendeu a sua festa a toda a Igreja. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt 

SÃO GERMÂNICO

Mártir (156)

Germánico, Santo

Germânico, Santo

Martirológio Romano: Em Esmirna, de Ásia (hoje na Turquia), paixão de são Germânico, mártir de Filadélfia em tempo dos imperadores Marco Antonino e Lúcio Aurélio. Foi discípulo de são Policarpo, ao que precedeu no martírio, e condenado pelo juiz no vigor da primeira juventude, por graça de Deus superou o medo da fragilidade corporal, chegando a provocar ele próprio ao animal que lhe destinaram para seu sacrifício (c. 167). Tudo o que sabemos de São Germânico se reduz ao que nos diz a carta aos cristãos de Esmirna sobre a perseguição em que foi feito prisioneiro São Policarpo: "Mas demos graças a Deus, porque Germânico triunfou de seus inimigos”. Com efeito, o muito nobre jovem alentou o valor dos outros com sua constância, e fez frente às feras, em forma admirável. Como o procônsul tratasse de o salvar, rogando-lhe que se apiedasse de sua própria juventude, Germânico, expressou seu desejo de se ver livre da companhia de homens tão descarrilados, E ele mesmo provocou valentemente às feras para que o atacassem. Ao ver a multidão o maravilhoso valor dos cristãos, amados do Senhor e temerosos de Deus, começou a gritar: ¡Morram os inimigos dos deuses! ¡Traí a Policarpo!" Este relato é um dos documentos mais autênticos que possuímos sobre a Igreja primitiva. Eusébio cita este passagem em sua "História Eclesiástica", e o texto completo nos chegou por uma fonte independente. Há que notar que Germânico, ao provocar contra si as feras para se livrar quanto antes da abjecta companhia dos pagãos e judeus, fez realmente o gesto que Santo Ignácio de Antioquia se propunha fazer (ad Rom. 5). O mesmo Martirológio Romano nos faz pensar no exemplo de Santo Ignácio de Antioquia, dizendo que Germânico, "que havia sido moído pelos dentes das feras, mereceu unir-se com o Verdadeiro Pão, Jesus Cristo, morrendo por sua causa".

38325 > San Germanico Martire 19 gennaio MR

Ascolta da RadioVaticana:
Ascolta da RadioRai:

BEATO MARCELO SPÍNOLA MAESTRE

Bispo (1835-1906)

Marcelo Spínola y Maestre, Beato

Marcelo Spínola e Mestre, Beato

Martirológio Romano: Na cidade de Sevilha, em Espanha, beato Marcelo Spínola e Maestre, bispo, que fundou círculos de operários para melhorar a sociedade humana, trabalhou pela verdade e pela equidade, e abriu sua casa aos menosprezados (1906).Nasceu em 14 de Janeiro de 1835 na ilha São Fernando, diocese de Cádiz (Espanha), seus pais foram o Marquez Dom Juan Spínola e Dona Antónia Maestre e Osorno, Em 29 de Junho de 1856, obtém a Licenciatura em Direito pela Universidade de Sevilha. Estabelece bufete em Huelva, ao serviço gratuito dos pobres, e exerce ali como advogado até que passa a Sanlúcar de Barrameda, por destino de seu pai comandante de Marinha. É ordenado sacerdote em 21 de Maio de 1864, em Sevilha. Celebra sua primeira missa na igreja de são Felipe Neri da mesma cidade, em 3 de Junho, festividade do Coração de Jesus. Durante seus primeiros anos de sacerdócio é capelão da Igreja da Merced em Sanlúcar de Barrameda. É nomeado pelo cardeal Lastra pároco de São Lorenzo de Sevilha, e exerce como tal desde 17 de Março de 1871 até 28 de Maio de 1879, em que o arcebispo Joaquín Lluch o nomeia canónico da Santa Igreja Catedral de Sevilha. Nomeado por Leão XIII para a diocese de Coria (Cáceres), no Consistório de 10 de Novembro de 1884, ocupa a diocese de 7 de Março de 1885 a 5 de Agosto de 1886, sendo imediatamente destinado à diocese de Málaga de 16 de Setembro de 1886 a 8 de Fevereiro de 1896, e posteriormente preconizado para arcebispo de Sevilha, cargo que ocupa desde 11 de Fevereiro de 1896 a 19 de Janeiro de 1906, para ser nomeado cardeal por Pio X, no consistório de 11 de Dezembro de 1905. Em 31 de Dezembro de 1905, sua Majestade o rei de Espanha, Afonso XIII, lhe impõe o barrete cardinalício. Fundou em Coria (Cáceres) em 1885 a Congregação das Escravas do Divino Coração junto com a Serva de Deus, Madre Célia Méndez e Delgado. Em 19 de Janeiro de 1906, na cidade de Sevilha, partiu para casa de Nosso Pai. Sua santidade João Paulo II, em sua visita a Sevilha em 5 de Novembro de 1982, orou ante seu sepulcro, que visitou expressamente. Foi beatificado por João Paulo II em Roma em 29 de Março de 1987.

91814 > Beato Marcello Spinola y Maestre Vescovo 19 gennaio MR

SÃO MÁRIO e SANTA MARTA (esposa) e  SANTOS ABACO e AUDIFAX (filhos)

Mártires (270)

Mario, Marta, Audifax y Abaco, Santos

Martirológio Romano: Na via Cornélia, no décimo terceiro miliário antes de Roma, no cemitério de Ninfa, santos Mário, Marta, Audifax e Ábaco, mártires (c. s. IV). Etimologia Mário: próprio da gente que pensava descendia do deus Marte, é de origem latina. Marta = senhora, é de origem aramaica. Exemplo de famílias cristãs, São Mário, sua mulher Marta e seus dois filhos, Ábaco e Audifax, da nobreza persa, deixaram sua terra e se dirigiram a Roma, para visitar os sepulcros dos mártires e consolar aos cristãos que sofriam na prisão. Com a ajuda de um sacerdote, puderam dar cristã sepultura a 260 mártires, cujos corpos estavam decapitados e permaneciam no campo expostos às inclemências do tempo. Mas enquanto realizavam sua boa obra, foram surpreendidos pelas autoridades romanas e levados ante tribunal. O prefeito Flaviano e o governador Marciano, haveriam realizado o interrogatório. Durante o império de Décio, este havia ordenado que aqueles que fossem suspeitos de ser cristãos, para não ser condenados a morte deviam fazer um ato de adesão ao culto pagão como adorar a estátua do imperador, ou queimar um grama de incenso ante a estátua de algum deus. Por suposto, Mário e sua família não aceitaram tal coisa e foram decapitados. Se lhes deu sepultura num campo onde logo se edificou uma igreja, meta de inumeráveis peregrinações durante a Idade Média. Peçamos por sua intercessão que nos dê o Senhor gozar da paz nesta terra e encontrar logo a alegria na vida eterna.

38300 > Santi Mario, Marta, Abaco e Audiface Martiri a Roma 19 gennaio MR


Ascolta da RadioRai:
Ascolta da RadioMaria:

SÃO TIAGO SALES e SÃO GUILHERME SALTAMÓCCHIO (franceses)

SÃO MELCHIOR GRODÉCZ, MARCOSCRISINO, SANTO ESTEVÃO PONGRÁCZ (húngaros) e

SÃO TIAGO BONNAUD, GUILHERME ANTÓNIO DEFAUD e ALEXANDRE CARLOS LANFANT e Mais 20 companheiros franceses

Mártires Jesuítas em 1593, 1619 e 1792, respectivamente

A Companhia de Jesus celebra hoje, em Portugal, vinte e sete mártires que morreram pela fé católica após a divisão dos cristãos no século XVI; franceses, Tiago Sales e Guilherme Saltamócchio, em 1593; húngaros, Melchior Grodécz e Estevão Pongrácz, em 1619; e, de novo franceses, Tiago Bonnaud e 22 companheiros, em 1792. Os dois primeiros e os vinte e três últimos foram beatificados por Pio XI; e os dois húngaros por S. Pio X. (M. Crisino, como se verá, não foi jesuíta).

TIAGO SALES e GUILHERME SALTAMÓCCHIOTiago Sales nasceu em Lezoux, na Alvérnia. Desde criança começou a mostrar admirável devoção à Santíssima Eucaristia e a Nossa Senhora, em cuja congregação se inscreveu ao frequentar o colégio. Aos 17 anos entrou na Companhia de Jesus, vindo a ser, antes do sacerdócio, óptimo professor de filosofia na Universidade de Pont-à-Mousson. Aí também, mas já depois da ordenação, ensinou teologia dois anos. Em fins de 1588, estando fraco de saúde, foi mandado para Dôle, onde recuperou bastante as forças. Em 1590, já se aplicava a ministérios relativamente fáceis e, a seguir, em missões populares, conseguindo nelas grande fruto. E retomou o ensino de teologia, desta vez em Turnon. Mostrava extraordinária devoção à Missa e visitava muitas vezes o Santíssimo, pedindo que lhe fosse concedido derramar o sangue por Cristo nosso Senhor. Em 1592 veio-se-lhe juntar , na mesma Universidade, Guilherme Saltamócchio , que havia de ser companheiro da sua morte gloriosa. Este, nascido em Saint-Germain-l’Herm, de pai italiano e mãe francesa, entrou em 1579 na Companhia de Jesus, como irmão coadjutor. Pouco versado em letras, era fervorosíssimo na oração, dotado de grande simplicidade e de gratidão para oferecer em tudo os seus serviços. Muito empenhado na mortificação, costumava animar-se para esta luta dizendo: «Aguenta, carne, aguenta». Logo que este santíssimo irmão chegou a Tournon, foi dado pelos Superiores como companheiro do Padre Sales, ao ser este enviado a pregar o Advento em Aubenas, na diocese de Vivarais. No dia 6 de Fevereiro de 1593, encontrando-se Tiago e Guilherme em Aubenas, os calvinistas apoderaram-se traiçoeiramente da cidade. E, encontrando estes grades defensores da fé católica numa casa em oração, levaram-nos aos seus chefes. Durante todo o dia, em favor de vários pontos de religião, e sobretudo da presença do corpo e sangue de Cristo na Eucaristia, argumentou demoradamente Sales contra os mestres calvinistas, apresentando-lhes também os seus escritos. Guilherme, porém, na sua ingenuidade, mostrava concordar em todos os pontos, e recusou afastar-se para não deixar de acompanhar o Padre como lhe fora mandado. Os invictos soldados de Cristo, em jejum e tiritando de frio, passaram também a noite seguinte entre os insolentes soldados. Surgindo o dia 17 de Fevereiro, renovada a acesa discussão sobre o augustíssimo sacramento da Eucaristia, foram os dois levados para um largo. Tiago foi alvejado com uma arcabuzada , uma punhalada no peito e outra no pescoço. O irmão Guilherme recebeu 18 punhaladas. O primeiro ainda não completara 37 anos, o segundo acabava de entrar no trigésimo sexto. Foram os dois beatificados por Pio XI em 1926.

BEATOS MÁRTIRES MARCOS CRISINO, ESTEVÃO PONGRÁCZ e MELCHIOR GRÓDECZ. com Marcos Crisino, natural da Croácia e antigo aluno do Colégio Germânico-Húngaro em Roma e depois cónego de Gran, na Hungria, sofreram cruel martírio em 1619, em Cassóvia, nesta mesma Nação, os Padres Jesuítas Estêvão Pongrácz e Melchior Gródecz. Póngracz nasceu no ano de 1582 de família húngara. Recebida educação cristã muito esmerada e formação literária, sentiu-se chamado à Companhia de Jesus para ajudar os seus concidadãos a resistir às heresias de Lutero e Calvino. Terminados com muito louvor os estudos filosóficos e teológicos, foi mandado em 1615 para Homona, na sua pátria, para reforçar o povo na fé e na piedade, e reconduzir os hereges ao catolicismo. Com grande fervor e não menor prudência exerceu esta missão por cerca de quatro anos. Sobretudo em Cassóvia, para onde foi chamado pelo governador, manteve a prática da vida católica. Do mesmo modo e para a mesma cidade foi chamado Melchior Gródecz, natural da Silésia, destinado sobretudo a ocupar-ser dos soldados da guarnição. Estando estes três a dar largas ao grande zelo apostólico, aconteceu que Jorge Rakóczi, chamado pelos hereges, conquistou Cassóvia. E logo mandou que os três sacerdotes católicos fossem guardados à vista por soldados; entretanto ocupou-se o conselho da cidade de lhes dar a morte. E assim, depois da meia noite entre o dia 6 e o dia 7 de setembro de 1619, os algozes enviados começaram por, com uma maça de ferro, lançar por terra Póngracz. E em seguida foram-no também os outros dois com murros, pontapés, bofetadas e outros ataques, enquanto eles repetiam gemendo os nomes de Jesus e de Maria. Crisino rejeitou constantemente a esperança de salvação que lhe era oferecida em nome de Rakóczi, no caso de abandonar a fé católica. Então, com archotes passaram a queimá-los nus e suspensos do tecto, até que, desfeitas as paredes dos corpos, as entranhas se espalharam. Por último, indo já nascendo o dia, depois de os desprenderem das traves, cortam a cabeça a Crisino e Gródecz. ferem duas vezes Póngracz com um alfange e, julgando-o morto, lançam-no numa cloaca juntamente com os corpos dos outros. Este, todavia, respirava ainda e só passadas mais de vinte horas, exterminado pelas feridas e pelo fedor, voou para o céu. Os corpos deles, sepultados em Tirnávia, junto da igreja das Ursulinas, tornaram-se célebres, durante mais de dois séculos, por muitos milagres. Provados estes e juntamente o martírio, o papa S. Pio X, em 1905, incluiu os três denodados atletas de Cristo no catálogo dos Beatos.

BEATO TIAGO JÚLIO BONNAUD, GUILHERME ANTÓNIO DEFAUD e ALEXANDRE CARLOS LANFANT. A revolução que deflagrou na França, no fim do século XVIII, mostrou-se violenta não só contra o Rei e os pobres, mas sobretudo contra a Igreja e os ministros dela. O que se manifestou não só noutros tempos mas sobretudo no princípio do mês de Setembro de 1792, quando 3 Bispos, numerosos sacerdotes, tanto seculares como religiosos, e alguns fiéis foram sacrificados em ódio à fé com morte cruel, por causa do iníquo juramento por eles negados com toda a constância. Todos eles, 191, incluiu o Papa Pio XI no catálogo dos Beatos Mártires. Entre estas Bem-aventuradas vítimas, pode com razão a Companhia de Jesus apresentar 23 sacerdotes. Tinham pertencido à antiga Companhia, extinta em 1773; mas exercendo vários ministérios sagrados, eram reconhecidos por muitos como constantes possuidores do espírito inaciano: e por isso não raro eram tanto mais perseguidos quanto mais pareciam relíquias vivas da velha Ordem. Catorze deles foram mortos no convento dos Carmelitas, a 2 de Setembro; 7 no seminário de S. Firmino, no dia 3; e os dois últimos mereceram a mesma coroa do martírio, um no dia 4, na cadeia “La Force”, e o outro no dia 5, junto da abadia de S. Germano. Neste purpúreo grupo inaciano sobressaiam principalmente três homens; Tiago Júlio Bonnaud, nascido na arquidiocese de S. Dinis. Vigário geral do Arcebispo de Lião, o qual sempre resistiu tenazmente às lais iniquas e orientou o clero a si confiado com a palavra e o exemplo; Guilherme António Delfaud, Arcipreste da diocese de Pèrigueux e Sarlat,que,na Assembleia legislativa em que era deputado, defendeu com intrepidez os direitos da Igreja; e Alexandre Carlos Lanfant, natural de Lião, exímio pregador da palavra divina, que a propôs na corte e ainda, ao que se diz, foi confessor régio. Mas também os outros na totalidade, sendo insignes por zelo apostólico e dotados de virtudes sacerdotais, lutaram até ao fim por Cristo e conseguiram vitória com Cristo. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

95174 > Sante Archelaide, Tecla e Susanna Martiri di Salerno 19 gennaio

Santo Arsénio, bispo

Na ilha de Corfú, na Grécia, santo Arsénio, bispo, que foi um pastor completamente dedicado a sua grei e assíduo na oração noturna (s. X).

90684 > Sant' Arsenio di Corfù Vescovo 19 gennaio MR

• Basiano, Santo

Bispo

Basiano, Santo

Basiano, Santo

Martirológio Romano: Na cidade de Lodi, na Ligúria (hoje Itália), comemoração de são Basiano, bispo, que lutou energicamente, junto com santo Ambrósio de Milão, para proteger a sua grei da heresia dos arianos, que ainda persistia na sua diocese (409). Basiano nasceu na Sicília, em tempo do imperador Constantino. Seu pai, que era idólatra, o enviou a Roma porque queria prepará-lo para que chegasse a ser seu sucessor no governo de Siracusa. Mas o jovem ouviu falar dos cristãos e se interessou por sua religião. A estudou com empenho, se converteu e foi batizado por um santo sacerdote chamado Gordiano. Quando o pai se inteirou desta conversão, se pôs furioso. Enviou emissários a Roma para fazer apostatar a seu filho e obrigá-lo a regressar a Siracusa. Basiano estava fazendo oração na igreja de São João Baptista, quando um venerável ancião o avisou do perigo. Fugiu para Ravena, onde o bispo o consagrou sacerdote e o agregou ao serviço de sua Igreja. No ano 376, morto o bispo de Lodi, Basiano, de cinquenta e cinco anos de idade, foi eleito para o suceder. Recebeu a consagração episcopal no primeiro de Janeiro de 377. Dois factos prodigiosos assinalam sua primeira entrada em Lodi: a cura de vários leprosos e a promessa feita por uma voz celestial de que, daí em diante, nenhum dos povoadores dessa cidade padeceria de lepra. Na Idade Média se mantinha a crença de que os bispos de Lodi teriam uma perna com chagas de lepra, para preservar assim a seu rebanho. Este detalhe o desconheceram Tillemont e os bolandistas. Basiano foi amigo pessoal de Santo Ambrósio de Milão. Com ele combateu aos arianos e assistiram juntos à maior parte dos concílios da Gália Cisalpina. Basiano foi quem acompanhou a Ambrósio em seu leito de morte e que cumpriu com ele os últimos deveres. Morreu Basiano em 19 de Janeiro de 412. Em 4 de Novembro de 1163 houve uma translação de suas relíquias.

41800 > San Bassiano Vescovo 19 gennaio MR

90219 > San Catello Vescovo 19 gennaio

94096 > San Deodato di Saint-Diè Vescovo 19 giugno

94524 > San Godone di Novalesa Abate 19 gennaio

93934 > Beata Elisabetta Berti Vedova 19 gennaio

São João, bispo

Na cidade de Ravena, na Flaminia (hoje Itália), são João, bispo, o qual, durante a guerra contra os lombardos que agitava toda Itália, proveu otimamente às necessidades de sua Igreja, como narra são Gregório I Magno, papa, que lhe enviou seu livro da Regra Pastoral (595).

38320 > San Giovanni di Ravenna Vescovo 19 gennaio MR

São Launomaro, abade

SAN LAUNOMARO

Perto de Carnuto (Chartres), de Neustria (hoje França), são Launomaro, abade do mosteiro de Corbión, que havia fundado ele próprio na solidão de Perche (c. 593).

38310 > San Launomaro Abate di Corbion 19 gennaio MR

Santas Liberata e Faustina, monjas

SANTAS LIBERADA y FAUSTINA

Em Como, cidade de Lombardía (hoje Itália), santas Liberada e Faustina, irmãs e vírgens, que fundaram o mosteiro de Santa Margarita (580).

91583 > Santa Faustina di Como Benedettina 19 gennaio MR    91418 > Santa Liberata di Como Vergine benedettina 19 gennaio MR

                                                                                                    

• Macário o Alexandrino, Santo

Presbítero e Abade

Macario el Alejandrino, Santo

Macário o Alexandrino, Santo

Martirológio Romano: Comemoração de são Macário, chamado Alexandrino, presbítero e abade nas montanhas de Scete, no Egipto (s. V). Este varão santíssimo, ainda que tenha nascido no Egipto, foi presbítero de Alexandria. Fez-se discípulo do grande Padre santo António abade, e saiu tão perfeito, que santo António lhe disse que o Espírito Santo havia repousado sobre ele, e que ele seria herdeiro de suas virtudes. Sabendo que os monges Tabemesioras não comiam em toda a Quaresma coisa que houvesse chegado ao fogo, ele fez o mesmo por espaço de sete anos. Enviaram uma vez a são Macário umas uvas muito frescas e saborosas: teve vontade de comer delas, mas para vencer aquele gosto e apetite não as quis tocar; antes as enviou a outro monge que estava enfermo; recebeu-as este com agradecimento, e por se mortificar tampouco as comeu, mas enviou-as a outro monge; e em suma as uvas andaram de mão em mão por todos os monges e voltaram a são Macário, o qual deu graças ao Senhor pela virtude de todos aqueles santos. Para vencer o sono que lhe estorvava a oração, esteve vinte noites sem se encostar debaixo de telhado; e vendo-se uma vez tentado do espírito da fornicação, passou seis meses nu em carne num lugar onde havia inumeráveis e grandes mosquitos, os quais deixaram seu corpo tão lastimável, que parecia um leproso. Caminhou vinte dias por um deserto sem comer bocado, e estando fatigado e desmaiado o proveu o Senhor milagrosamente de sustento. Uma vez cavando num poço lhe mordeu uma serpente: tomou-a o santo nas mãos e fê-la em pedaços sem receber lesão alguma. Acreditou nosso Senhor em sua santidade com o dom de milagres, e entre muitos enfermos que curou, veio a ele um clérigo de missa, que estava com um câncer na cabeça, tão disforme, que se comia toda; mas o santo monge pôs as mãos sobre ele, e o enviou são a sua casa. Sendo já velho, se foi dissimulado para o mosteiro de São Pacómio, no qual viviam cerca de mil e quatrocentos monges. Sete dias tardaram em recebê-lo, alegando que por sua velhice não poderia levar os trabalhos que levavam os jovens. Mas foi tal a austeridade de sua vida, que espantou a todos os religiosos, parecendo-lhes que era mais que homem. Finalmente, cheio de virtudes e merecimentos, morreu de idade muito avançada pelos anos 394 da era de Cristo, deixando os monges preciosíssimos documentos de altíssima perfeição. A vida deste santo a escreveu Paládio, que morou três anos com ele na solidão.

38290 > San Macario l'Alessandrino Monaco 19 gennaio MR

• Macário o Grande, Santo

Abade

Macario el Grande, Santo

Macário o Grande, Santo

Martirológio Romano: Comemoração de são Macário o Grande, presbítero e abade do mosteiro de Scete, no Egipto, que, considerando-se morto para o mundo, vivia só para Deus, ensinando-o assim a seus monges (c. 390). Etimologia: Macário = Aquele que encontrou a felicidade, é de origem grega. Macário nasceu no alto Egipto, pelo ano 300, e passou sua juventude como pastor. Movido por uma intensa graça, se retirou do mundo muito cedo, confinando-se numa estreita cela, onde repartia seu tempo entre a oração, as práticas de penitência e a fabricação de esteiras. Uma mulher o acusou falsamente de que havia tentado fazer-lhe violência. Em resultado disso, Macário foi arrastado pelas ruas, espancado e tratado de hipócrita disfarçado de monge. Tudo sofreu com paciência, e ainda enviou à mulher o produto de seu trabalho, dizendo a si próprio: "Macário, agora tens que trabalhar mais, pois tens que sustentar a outro". Mas Deus deu a conhecer sua inocência: a mulher que o havia caluniado não pôde dar a luz, até que revelou o nome do verdadeiro pai da criança. Com isso, o furor do povo se tornou em admiração pela humildade e paciência do santo. Para fugir da estima dos homens, Macário refugiou-se no vasto e melancólico deserto de Scete, quando tinha ao redor de trinta anos. Aí viveu sessenta anos e foi o pai espiritual de inumeráveis servidores de Deus que se confiaram à sua direção e governaram suas vidas com as regras que ele lhes traçou. Todos viviam em ermidas separadas. Só um discípulo de Macário vivia com ele e se encarregava de receber aos visitantes. Um bispo egípcio mandou a Macário que recebesse a ordenação sacerdotal a fim de que pudesse celebrar os divinos mistérios para seus ermitãos. Mais tarde, quando os ermitãos se multiplicaram, foram construídas quatro igrejas, atendidas por outros tantos sacerdotes. As austeridades de Macário eram incríveis. Só comia uma vez por semana. Numa ocasião, seu discípulo Evágrio, ao vê-lo torturado pela sede, lhe rogou que tomasse um pouco de água; mas Macário se limitou a descansar brevemente na sombra, dizendo-lhe: "Nestes vinte anos, jamais comi, bebi, ou dormi o suficiente para satisfazer a minha natureza". Seu corpo estava debilitado e tremente; seu rosto, pálido. Para contradizer suas inclinações, não recusava beber um pouco de vinho, quando outros lhe pediam, mas depois se abstinha de toda bebida durante dois ou três dias. Em vista do que, seus discípulos decidiram impedir que os visitantes lhe oferecessem vinho. Macário empregava poucas palavras em seus conselhos, e recomendava o silêncio, o retiro e a contínua oração - sobretudo esta última - a toda classe de pessoas. Costumava dizer: "Na oração não faz falta dizer muitas coisas nem empregar palavras escolhidas. Basta repetir sinceramente: Senhor, dá-me as graças que Tu sabes que necessito. Ou melhor: Deus meu, ajuda-me". Sua mansidão e paciência eram extraordinárias, e conseguiram a conversão de um sacerdote pagão e de muitos outros. Macário ordenou a um jovem que lhe pedia conselhos que fosse a um cemitério a insultar os mortos e a louvá-los. Quando voltou o jovem, Macário lhe perguntou que lhe haviam respondido os defuntos. "Os mortos não contestaram a meus insultos, nem a meus louvores", lhe disse o jovem. "Pois bem, - lhe aconselhou Macário -, faz tu o mesmo e não te deixes impressionar nem pelos insultos, nem pelos louvores. Só morrendo para o mundo e para ti mesmo, poderás começar a servir a Cristo". A outro lhe aconselhou: "Está pronto a receber da mão de Deus a pobreza, tão alegremente como a abundância; assim dominarás tuas paixões e vencerás ao demónio". Como certo monge se queixara de que na solidão sofria grandes tentações para quebrar o jejum, enquanto que no mosteiro o suportava gozosamente, Macário lhe disse: "O jejum resulta agradável quando outros o veem, mas é muito duro quando está oculto aos olhares dos homens". Um ermitão que sofria de fortes tentações de impureza, foi a consultar a Macário. O santo, depois de examinar o caso, chegou o convencimento de que as tentações se deviam à indolência do ermitão; assim pois, o aconselhou que não comesse nunca antes da queda do sol, que se entregasse à contemplação durante o trabalho, e que trabalhasse sem cessar. O outro seguiu estes conselhos e se viu livre de suas tentações. Deus revelou a Macário que não era tão perfeito como duas mulheres casadas que viviam na cidade. O santo foi a visitá-las para averiguar os meios que empregavam para santificar-se, e descobriu que nunca diziam palavras ociosas nem ásperas; que viviam em humildade, paciência e caridade, acomodando-se ao humor de seus maridos, e que santificavam todas suas ações com a oração, consagrando à glória de Deus todas suas forças corporais e espirituais. Um herege da seita dos hieracitas, que negavam a ressurreição dos mortos, havia inquietado em sua fé a vários cristãos. Sozomeno, Paladio e Rufino relatam que São Macário ressuscitou a um morto para confirmar a esses cristãos em sua fé. Segundo Cassiano, o santo limitou-se a fazer falar ao morto e lhe ordenou que esperasse a ressurreição no sepulcro. Lúcio, bispo ariano que havia usurpado a sede de Alexandria, enviou tropas ao deserto para que dispersassem aos piedosos monges, alguns dos quais selaram com seu sangue o testemunho da sua fé. Os principais ascetas. Isidoro, Pambo, os dois Macários e alguns outros, foram desterrados para uma pequena ilha do delta do Nilo, rodeada de pântanos. O exemplo e a pregação dos homens de Deus converteu a todos os habitantes da ilha, que eram pagãos. Lúcio autorizou mais tarde os monges a retornar a suas celas. Sentindo que se acercava o seu fim, Macário fez uma visita aos monges de Nitria e os exortou, com palavras tão sentidas, que estes se ajoelharam a seus pés chorando. "Sim, irmãos, -- lhes disse Macário --, deixemos que nossos olhos derramem rios de lágrimas nesta vida, para que não vamos ao sítio em que as lágrimas alimentam o fogo da tortura". Macário foi chamado por Deus aos noventa anos, depois de haver passado sessenta no deserto de Scete. Segundo o testemunho de Cassiano, Macário foi o primeiro anacoreta deste vasto deserto. Alguns autores sustentam que foi discípulo de Santo António, que vivia a uns quinze dias de viagem do sítio onde estava Macário. Nos ritos copta e arménio, o Canon da missa comemora a São Macário.

37975 > San Macario il Grande Abate di Scete 19 gennaio MR

São Ponciano, mártir

SAN 
PONCIANO

Perto de Spoleto, cidade da Umbria (hoje Itália), são Ponciano, mártir, que foi duramente açoitado com varas e, finalmente, degolado por sua fé em Cristo, em tempo do imperador Antonino (s. II).

91277 > San Ponziano di Spoleto Martire 19 gennaio MR

São Remígio, bispo

Em Rouen, cidade de Neustria (hoje França), são Remígio, bispo, irmão do rei Pepino, que se preocupou por introduzir o modo romano no canto da salmodia (c. 762).

38330 > San Remigio Arcivescovo di Rouen 19 gennaio MR

 

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  • Por enquanto, vou mantendo esta parte final, que retirarei ou modificarei, quando o entender.
  • WWW.ES.CATHOLIC.NET/SANTORAL
    WWW. SANTIEBEATI.IT
  • Sites utilizados: Os textos completos são recolhidos através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. em que também incluo imagens recolhidas através de http://es.catholic.net/santoral,; em seguida os textos deste mesmo site sem tradução e com imagens, e por último apenas os nomes e imagens de HTTP://santiebeati.it.
    NOTA INFORMATIVA: Como já devem ter reparado, de vez em quando, segundo a sua importância há uma exceção da 1ª biografia, (ou biografias do Livro Santos de Cada Dia – já traduzidas – por natureza) que mais sobressaem, – quando se trate de um dia especial, dedicado a Jesus Cristo, a Nossa Senhora, Anjos ou algum Santo, em particular – todos os restantes nomes surgem por Ordem alfabética, uma, duas ou três vezes, conforme figurem nos três sites indicados, que poderão ser consultados - se assim o desejarem – pelos meus eventuais leitores. LOGICAMENTE E POR ESSE FACTO, DIARIAMENTE, O ESPAÇO OCUPADO, NUNCA É IGUAL, ACONTECENDO POR VEZES QUE É DEMASIADO EXTENSO.
    As minhas desculpas e obrigado.
    Responsabilidade exclusiva de ANTÓNIO FONSECA
    email: aarfonseca0491@hotmail.com