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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Nº 1189-2ª Página - EVANGELHO, SEGUNDO S. LUCAS - ANO B – 8 DE FEVEREIRO DE 2012

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Nº 1189-2ª Página

EVANGELHO DE S. LUCAS

PRÓLOGO
NA SUBIDA PARA JERUSALÉM
O bom samaritano – Levantou-se então um doutor da Lei e perguntou-Lhe, para O experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?» Disse-lhe Jesus: «Que está escrito na Lei? Como é que lês?» O outro respondeu: «Amarás ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração, toda a tua alma, com  todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo». Respondeste bem, disse Jesus, faze isso e viverás». Mas ele querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?». Tomando a palavra, Jesus respondeu: «Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu em poder dos salteadores, que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando-o meio morto. Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote, que, ao vê-lo, passou ao largo. Do mesmo modo, também, um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou adiante. Mas um samaritano, que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o encheu-se de piedade,. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: «Trata bem dele e o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar». «Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?» Respondeu: «O que usou de misericórdia para com ele». Jesus retorquiu: «Vai e faz tu também do mesmo modo».
 
Marta e Maria – Quando iam no caminho, Jesus entrou numa aldeia. E uma mulher, de nome Marta, recebeu-O em sua casa. Tinha ela uma irmã chamada Maria, a qual se sentara aos pés do Senhor e escutava a Sua palavra. Marta, porém, andava atarefada, com muitos serviços e, aproximando-se, disse: «Senhor, não se Te dá que a minha irmã me deixe só a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar». O Senhor, respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que lhe não será tirada».
 
Em que se devem alegrar os Apóstolos – Os setenta e dois voltaram cheios de alegria, dizendo: «Senhor, até mesmo os demónios se nos sujeitaram em Teu nome!» Disse-lhes Ele: «Eu via Satanás cair do céu como um raio. Olhai que vos dou poder para pisar aos pés serpentes e escorpiões e domínio sobre todo o poderio do inimigo, e nada vos causará dano. Contudo, não vos alegreis, porque os espíritos vos obedecem, alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus».
 
11 – A oração dominical – Sucedeu que, estando Ele algures a orar, disse-Lhe, quando acabou, um dos Seus discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar como João também ensinou aos seus discípulos». Disse-lhes Ele: «Quando orardes, dizei:
 
«Pai santificado seja o Vosso nome
Venha a nós o Vosso Reino;
Dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência;
Perdoai-nos os nossos pecados,
pois também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende.
E não nos sujeiteis à tentação».

(Continua em, 9/2/2012, esta descrição do EVANGELHO DE SÃO LUCAS)


Transcrição de António Fonseca

Nº 1189 – 1ª Página – (39/2012) - SANTOS DE CADA DIA – 8 de Fevereiro de 2012

Ver Notas no final

email: aarfonseca0491@hotmail.com

Nº 1189 – 1ª Página – 2012

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Aurora Boreal Mount Nemrut - Turquia

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Elfleda, Santa
Abadessa

COMPLEMENTO

Elfleda era filha de Oswy, Rei da Nortumbria, e de Enfleda. Em 654, Oswy pediu a Deus que o ajudasse numa batalha contra um Rei pagão. Prometeu que, se saísse vencedor, Elfleda, então apenas com um  ano de idade, dedicaria a sua vida ao serviço de Deus. Oswy venceu a batalha e Elfleda foi entregue aos cuidados de Hilda, que fundou a Abadia de Whitby, famosa como centro de ensino. Elfleda cresceu e, devido às suas ligações reais, participou na política de Nortumbria. Também se envolveu nas disputas religiosas da época,. Esses conflitos tinham, origem em 2 ritos opostos praticados na Igreja inglesa. Alguns bispos e dirigentes preferiam os ritos desenvolvidos nas Ilhas Britânicas, enquanto outros apoiavam a autoridade do Papa de Roma. Elfleda começou por se opor aos ritos romanos. Mas, em 664, Oswy aceitou esses ritos e Elfleda mudou de opinião. Tornou-se também amiga de um dos mais fortes apoiantes do ritual romano. Wilfrid, Bispo de York. Este teve muitas dificuldades em governar a sua diocese, tendo frequentes brigas com reis e bispos locais. Elfleda sucedeu a Hilda, que morreu em 680. Como Abadessa de Whitby, teve um papel fundamental ao pôr fim a essas disputas.

Ajudar um amigo – Em 705, Elfleda, Wilfrid e outros chefes religiosos reuniram-se junto ao rio Nidd. Wilfrid esperava recuperar algum do poder que perdera, mas os outros bispos opuseram-se-lhe. Elfleda jurou que o antigo Rei – um dos seus irmãos – havia apoiado Wilfrid. O seu voto apaziguou os bispos e permitiu chegarem a um acordo. Foi o último grande feito de Elfleda antes de morrer.

No seu rasto

No papel de mediadora entre Wilfrid e os outros bispos, Elfleda provou ser uma amiga fiel.  

Na década de 1980, Maurício era economista, uma estrela em ascensão no banco onde trabalhava, mas um acidente de automóvel pôs fim à sua carreira e deixou-o paralítico. Vendo que a família não podia  ajudá-lo, João Tomás, um colega de trabalho, resolveu intervir. Embora ele e Maurício não fossem especialmente chegados antes da tragédia, João começou a visitá-lo no hospital e a tratar dos assuntos do colega. Entre outras coisas:

* Assegurou que o trabalho de Maurício fosse distribuído interinamente por outras pessoas, incluindo ele próprio, para que o lugar fosse mantido vago.

* Conseguiu que o banco reintegrasse Maurício na posição que ocupava antes do acidente.

* Sensibilizou a direção do banco para a necessidade de facilitar os acessos aos serviços a pessoas com locomoção reduzida.

A relação entre Maurício e João Tomás é uma história comovente de harmonia, lealdade e amizade verdadeira.

ORAÇÃO

Abençoada Elfleda, graças à Tua Fé encontraste força para ajudar um amigo aflito e sabedoria para terminar um conflito. Que as Tuas ações nos recordem as muitas formas que podemos utilizar para realizar a vontade de Deus na terra – em especial amando os outros e procurando ser justos em tudo o que fizermos em nome de Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.

(Oração contemporânea)

Durante o tempo de vida de Santa Elfleda (653-714) ocorreram entre outros os seguintes acontecimentos: Os monges de Lindisfarne produzem os Evangelhos ilustrados com iluminuras (700); O Sínodo de Whitby estabelece a Igreja inglesa (664); Wilibrord de Utrecht descobre a ilha de Heliogoland (698); Terramoto atinge a Ásia Menor (740).

 

Estevão de Muret, Santo
Fundador

40000 > Santo Stefano di Grandmont o di Muret Eremita 8 febbraio MR

COMPLEMENTO

Estevão nasceu numa família nobre por volta do ano 1047, em Thiers, França. Ainda criança viajou com o pai para Itália. As datas e informações acerca da estada de Estevão em Itália são pouco claras. De acordo com alguns relatos, fez os seus estudos religiosos com Milo, Arcebispo de Benevento, que mais tarde o nomeou Diácono. Estevão provavelmente estudou também em Roma e visitou a Calábria. Durante as suas viagens terá conhecido alguns eremitas, cuja devoção total a Deus muito o impressionou. Regressado a França por volta de 1076, renunciou à sua parte da fortuna da família para poder viver como um eremita. Fixou-se nas montanhas de Muret, perto da cidade de Limoges. No seu retiro na montanha, era frequente Estevão jejuar e dormir apenas poucas hotras por noite.

Modelo de vida espiritual – A vida de austeridade e de oração que levava inspirou outros, que  a ele se reuniram em Muret. Tornou-se o dirigente de uma organização de eremitas que como o seu fundador, optou por uma existência de pobreza e observância dos Evangelhos. Estevão morreu em 1124 e foi então que os seus discípulos se mudaram para Grandmont, onde estabeleceram a ordem com o mesmo nome. Estevãoo deixou regras escritas, mas os monges basearam-se no seu exemplo e nos seus ensinamentos. Os membros da Ordem não podiam possuir terras e deviam fazer votos de silêncio. A Ordem também defendia a igualdade, não fazendo distinção entre membros laicos e sacerdotes. A Ordem de Grandmont tornou-se muito popular em França. O exemplo de Estevão foi perpetuado até ao encerramento da Ordem, em 1780. Hoje, Estevão ainda inspira muitos cristãos que buscam uma vida de simplicidade e oração.

No seu rasto

Foi o exemplo dado por Estevão que o transformou num líder, durante e após a sua vida.

No século XX, o explorador britânico Ernest Shackleton também foi, com a sua força de carácter, um líder exemplar para muitas pessoas. Em 1914, Schakleton empreendeu uma expedição à Antártida. Desde sempre mostrou que a sua maior força residia na sua honestidade. Disse aos membros da sua tripulação que se preparassem para suportar, tal como ele próprio, salários baixos, um frio  brutal e perigos vários. Hoje, essa expedição é recordada como um fracasso, tendo o barco em que seguiam encalhado no gelo. Mas mais famosa ainda se tornou a forma com o Schakleton liderou aos seus homens ao longo dos 22 meses que demoraram a sair da Antártida:

* Acordava mais cedo do que os outros, para lhes preparar comida quente.

* Ignorou a hierarquia em vigor, tratando oficiais e marinheiros como iguais.

 

Dar o exemplo e viver de acordo com os valores de Cristo pode inspirar outros a fazer o mesmo.

ORAÇÃO

Estevão, eremita simples e Santo muito amado, dedicaste a Tua vida a Cristo e mostraste ao mundo a forma de servir o Senhor. Abençoai-me nos meus momentos de oração solidária e ajudai-me a encontrar o caminho para me libertar das necessidades e dos bens materiais que me impedem de aprofundar o meu amor pelo Senhor. Ámen.

(Oração contemporânea)

Durante o tempo de vida de Santo Estevão de Muret (1047-1124) ocorreram entre outros os seguintes acontecimentos: D. Afonso Henriques intitula-se Rei de Portugal (1139); Haroldo e Tostig conquistam o País de Gales (1063); D. Henrique, duque de Borgonha, recebe o Condado Portucalense (1096); Reinado de Saladino que domina o Egito e a Síria (1138-1193). 

Jacoba ou Jaquelina, Beata

Viúva (1239)

Jacoba de Settesoli constituiu, com Santa Clara, o par de senhoras mais estimadas por S. Francisco. Este conheceu Jacoba provavelmente em 1212. Tinha ela então cerca de vinte e dois anos, e pertencia à primeira nobreza romana. Tendo enviuvado de Graciano Frangipani, teria sem dúvida abraçado a vida religiosa se a educação dos dois filhos e a necessidade de lhes assegurar o património não a tivessem impedido. Limitou-se assim a entrar para a ordem terceira. era mulher forte e que bem mereceu, pela sua energia viril, o nome de «Frei Jacoba”, com que S. Francisco a fez passar à posteridade. Durante as visitas à cidade eterna, o Poverello era muitas vezes seu hóspede e comia em casa dela um doce excelente chamado “mortairol”, feito de açúcar, amêndoas e outros ingredientes pisados num almofariz. Em reconhecimento das suas atenções afetuosas, o Santo presentou-a com um cordeiro que, no dizer de S. Boaventura, “parecia ter sido educado por ele para a vida espiritual». Seguia a dona até à igreja, ficava parado enquanto ela rezava e voltava na sua companhia para casa. Se, de manhã, Jacoba tardava em acordar, o cordeiro vinha dar-lhe turras com a cabeça e balava aos seus ouvidos, para a obrigar a ir às suas devoções. Alguns dias antes de deixar o mundo, o Poverello mandou dizer a Jacoba o seguinte: «Põe-te imediatamente a caminho, se me queres tornar a ver. traz contigo o que for necessário para o meu enterro e algumas daquelas boas coisas que me davas a comer quando eu estava doente em Roma». Jacoba partiu logo, levando consigo o que era necessário para sepultar o Poverello; um véu para lhe cobrir o rosto, a almofada onde a cabeça repousaria no caixão, o lençol de crina que deveria envolver o corpo, e toda a cera necessária para a velada e o funeral. Também lhe levou os doces de amêndoa que ele desejava, mas que mal conseguiu provar. Além de muitos outros desgostos, Jacoba teve o de sobreviver a todos os que amava; aos dois filhos e a todos os netos. Passou os últimos anos em Assis, a fim de estar perto dos que tinham conhecido S. Francisco. Foi sepultada perto dele, na grande basílica da Úmbria e sobre o seu túmulo puseram a seguinte inscrição: HIC REQUIESCIT JACOBA SANCTA NOBILISQUE ROMANA (aqui descansa Jacoba santa e nobre romana). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

Jerónimo Emiliani, Santo
Padroeiro dos jovens e juventude abandonada

Jerónimo Emiliani, Santo

Jerónimo Emiliano, Santo

No século XVI, quando era tão grande o perigo de os cristãos se paganizarem devido ao falso Renascimento, Deus interveio diretamente e multiplicou os Santos e profetas, que falaram sobretudo com a linguagem do amor e da caridade. S. Camilo e S. Caetano levantam hospitais; S. José de Calasanz abre escolas para pobres; Santo Inácio abre colégios, universidades e uma casa de refúgio; S. Jerónimo Emiliano multiplica toda a espécie de beneficência, especialmente os asilos para órfãos. A vida deste pai dos órfãos é metade sombra e metade luz. Vive cerca de 30 anos nas sombras da paixão. Nasce no palácio dos Emiliani de Veneza, no ano de 1481, e passa a juventude entre a ambição e o prazer do aristocrata do Renascimento, amigo de festas, jogador e duelista. Serve Veneza como governador e como militar. Aos 15 anos é soldado e aos 25 senador. A desgraça abre.-lhe, como a tantos outros, os olhos da alma e, na noite do abandono e da humilhação, levanta-os para o céu. Na guerra de Veneza com Luis XII, Jerónimo intervém muito ativamente. Tinha 28 anos. Sitiado na praça de Castelnuovo, resiste como herói. O governador abandona a praça aproveitando a noite e Emiliano coloca-se à frente da guarnição, até que a fortaleza se transforma num montão de ruínas. O resultado foi ser preso e metido no calaboiço. Neste as trevas dão-lhe luz e começa a meditar pela primeira vez no assunto transcendente da alma. Uma tarde aparece ele inesperadamente em Trevino com as cadeias e as chaves da prisão a fim de colocá-las no altar da Mãe de Deus. Diz-se que a Virgem Maria lhe apareceu na masmorra, quebrou as cadeias e lhe abriu a porta. Regressa a Veneza, mas não já como aristocrata e senador; é mendigo voluntário, é apóstolo, é pai de todos os necessitados. Recebe o sacerdócio em 1518 e dedica-se por completo a todas as obras de caridade. A peste e a fome de 1528 oferecem-lhe campo fecundo de misérias e males para remediar. Funda hospitais, hospícios e casa de refúgio. Corre e multiplica-se com o alforge ao ombro, mendiga o pão, senta-se para comê-lo ao lado duma fonte,e convida todos os mendigos. Sempre alegre, parece o retrato da caridade. Quando exalta as alegrias da pobreza, o seu rosto ilumina-se e as palavras parecem chamas. Vai de igreja em igreja e de hospital em hospital; visita as casas e os antros dos pobres, para deixar a esmola, a resignação e o conforto da fé. Volta sempre ao seu lugar, acompanhado por todos os pequeninos que não têm pai nem mãe. Cada dia parece que há mais órgãos e Jerónimo converte-se em pai e mestre de todos. Em Somasca estabelece a casa central da Ordem dos Clérigos Regulares, por isso chamados de Somasca. Jerónimo falece em 8 de fevereiro de 1537, e conta-se que S. Carlos Borromeu, fazendo bastantes anos depois a visita pastoral em Somasca, deu conta da presença do corpo do Santo pelo odor que exalava o seu túmulo. Pediu um turibulo, aproximou-se do sepulcro e incensou-o. Eram os princípios da veneração, que viria a decretar Clemente XIII em 1767. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

26050 > San Girolamo Emiliani (Miani) Fondatore 8 febbraio - Memoria Facoltativa MR

Ascolta da RadioVaticana:
Ascolta da RadioRai:
Ascolta da RadioMaria:

COMPLEMENTO

Nascido Jerónimo Emilianini, em 1481, a sua juventude não teve religião nem regras. Só quando servia no exército veneziano e foi feito prisioneiro é que começou a dedicar-se a Deus. Como poderoso comandante de uma fortaleza, Jerónimo achava que não precisava de Deus. Mas quando foi feito prisioneiro e lançado na masmorra pelos inimigos de Veneza, conhecidos como a Liga de Cambrai, Jerónimo começou a sentir a força de Deus. Preso com pesadas correntes e fechado numa cela escura, húmida e fria, Jerónimo voltou-se para a oração. Diz-se que as suas orações sinceras permitiram, uma milagrosa fuga. Jerónimo foi para Treviso, mas mais tarde regressou a Veneza para se preparar para o sacerdócio. Foi ordenado em 1518 e dedicou-se a ajudar crianças órfãs ou abandonadas.

Pai dos perdidos – Nesse tempo, havia milhares de pessoas em Veneza que sofriam de fome e peste. Jerónimo era especialmente atraído pelas crianças que haviam perdido as suas famílias devido à fome e à doença. Usou os seus bens e arrendou uma casa para os órfãos, encarregando-se da sua educação, alimentação e agasalho. Jerónimo também fundou orfanatos em várias cidades assim como um hospital e uma casa para prostitutas arrependidas. Iniciou uma nova congregação, chamada Clérigos Regulares de Somasca, cujos membros cuidavam dos camponeses que viviam, perto da aldeia. Sucumbindo a uma doença fatal quando cuidava dos doentes, Jerónimo veio a falecer a 8 de Fevereiro de 1537. A congregação continuou o seu meritório trabalho e ainda hoje dirige escolas e orfanatos por toda a Itália.

No seu rasto

Jerónimo Emiliani dedicou a sua vida a cuidar das crianças órfãs. Hoje, cuidar dos mais pequenos também significa proteger as crianças de doenças que se podem evitar, como a SIDA.

Em África, a situação é particularmente aflitiva. A organização internacional Médicos do Mundo lançou uma campanha para evitar a SIDA infantil que mata milhares de bebés em Moçambique, país em que mais de uma em cada dez pessoas está infectada pela SIDA. Quando a mãe está infectada, pode passar a doença ao bebé. Contudo, esse contágio pode ser evitado através da administração de um medicamento no momento do parto. Os Médicos do Mundo chamaram a atenção para o facto, lançando uma campanha de recolha de fundos, em Portugal, para ajudar os bebés moçambicanos. Se nada foi feito, em poucos anos estaremos perante uma catástrofe humanitária. Para contribuir para travar a SIDA infantil em Moçambique poderá contactar os Médicos do Mundo, Avenida de Ceuta – Sul, lote 4, loja 1 – 1300 – Lisboa ou pelo telefone 213619520.

ORAÇÃO

Querido e amado Pai, há tantas crianças que fogem de lares desfeitos, que desaparecem partindo os corações de seus pais. Querido e amado Pai, guarda esses jovens abandonados no Teu coração e protege-os das ruas e dos perigos que os rodeiam. Inspira pessoas a adoptarem as crianças que nada têm e dá-nos o espírito de São Jerónimo para protegermos as crianças da nossa comunidade. Ámen.

(Oração contemporânea)

Durante o tempo de vida de São Jerónimo Emiliani (1481-1537) ocorreram entre outros os seguintes acontecimentos: Um terramoto no centro da China mata milhares de pessoas (1556); São fundados em Veneza os primeiros colégios públicos (1500); Estabelecimento da Igreja Anglicana  ( 1534); Madrid torna-se capital de Espanha (1560).

Josefina Margarida Fortunata Bakhita, Santa

Religiosa (1947)

Josefina Bakhita, Santa

Josefina Bakhita, Santa

Dificilmente se encontrará na hagiografia da Igreja caso semelhante ao de Josefina Bakhita, que veio ao mundo em terras do Sudão (África) por volta de 1870, de pais pagãos. Desconhece-se o seu nome de origem, pois o trauma causado pelos espantosos sofrimentos da infância e adolescência levaram-na a esquecer o próprio nome. Foram os seus raptores que – por ironia da história – a apelidaram de Bakhita, que quer dizer afortunada. Apesar de ser de família rica, logo de pequena começou a sofrer ao presenciar o rapto duma irmã mais velha. Dois anos depois, quando contava cerca de nove primaveras, também ela teve a mesma desgraça. Submetida a terríveis sevicias, caminhou com muitos outros prisioneiros durante dias seguidos. Numa noite conseguiu fugir com uma companheira, mas terminou por cair nas unhas de outros negreiros, que a venderam a um oficial turco. Este entregou-a ao tirânico poder da esposa, mulher sem sentimentos, que mais parecia uma fera selvagem. É impossível descrever quanto a criança sofreu nas mãos daquela sádica criatura. Basta dizer que a sujeitou ao tormento espantoso da tatuagem, abrindo-lhe feridas no corpo e cobrindo-as com sal. Deus, porém, protegeu aquela vítima inocente, dispondo as coisas de tal forma que em 1884 fosse comprada pelo cônsul italiano em Cartum. Ele depois levou-a para o seu país e deu-a de presente a um amigo, que tinha em casa um administrador muito piedoso e empenhado na difusão da fé católica. este tratou logo de ensinar os rudimentos da doutrina cristã à empregada negra, que não tinha religião nenhuma, mas possuía uma alma bem disposta. Com efeito, quando ainda era escrava, ao contemplar o céu estrelado, exclamava: “Que patrão tão poderoso, que acende tantas luzes”. Em Veneza foi admitida no Pio Instituto dos Catecúmenos, dirigido pelas Irmãs Canossianas. Em 1889 ela pediu para ficar com as religiosas e que a não forçassem a voltar para casa da família que a havia recebido e agora exigia o seu regresso para a levar consigo para África. Felizmente, as Irmãs conseguiram por meio dum Cardeal que o Governo italiano declarasse a escrava livre, com direito a escolher o seu futuro. Estando bem instruída nas verdades da fé, no dia 9 de Janeiro de 1890 foi batizada com o nome de Josefina Margarida Fortunata Bakhita. Nesse mesmo dia recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão.

Josefina Bakhita, Santa

Josefina Bakhita, Santa

Podemos imaginar os sentimentos de júbilo que inundaram a alma pura daquela jovem sudanesa, que de escrava passou a filha de Deus. Estes sentimentos vão renovar-se sete anos mais tarde, a 8 de Dezembro de 1896, quando – depois de haver ingressado no noviciado das Irmãs Canossianas – pronunciou os votos de pobreza, castidade e obediência. Agora era não só filha de Deus, mas também esposa do Cordeiro Imaculado. Em toda a sua vida, Josefina Bakhita foi profundamente humilde, virtude que a acompanhou até à morte. A par da humildade, sobressaiu na obediência e no amor a Deus e ao próximo, desempenhando com alegria todos os ofícios que as Superioras lhe confiaram; cozinheira, porteira, sacristã e enfermeira. O que mais lhe custou foi ter de percorrer as diversas casas do Instituto numa promoção em favor das missões. Sujeitou-se, no entanto, sem palavra de queixa. Em 1945 celebrou com alegria os 50 anos de vida consagrada. Os tormentos que padecera na infância deixaram-ma marcada para o resto da vida. Com o andar dos anos foram-se acentuando os seus efeitos negativos.

Josefina Bakhita, Santa

Josefina Bakhita, Santa

No Inverno de 1947 foi atacada por uma pneumonia dupla. Sentindo que a morte se aproximava, pediu o sacramento da santa Unção que recebeu com sinais de grande fervor. No dia 8 de Fevereiro desse ano, partiu para os braços do Pai. Deus. que glorifica os humildes, glorificou a antiga escrava sudanesa com as honras da beatificação – a que assistiram, centenas de milhares de pessoas, provenientes de 60 países dos vários continentes – no dia 17 de Maio de 1992. Foi canonizada a 1 de Outubro de 2000. AAS 71 (1979) 460-4; I. ZANOLINI, Bakhita, Roma, 1961. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

40025 > Santa Giuseppina Bakhita Vergine 8 febbraio - Memoria Facoltativa MR

 

93851 > Beati Alfonso de Riera, Francesco de Aretto, Dionisio Rugger e Francesco Donsu Mercedari 8 febbraio

• Eugénia, Santa
Fundadora

 

Era uma oração de confiança. Esta disposição ia crescendo nela cada vez mais e com maior intensidade. Centrou seu mundo interior na Eucaristia, a única que dá asas para voar pelo firmamento da santidade. Entregou-se a viver a caridade tão acima, que inclusive chegava até a preocupar-se pelas almas do purgatório. Via tudo sob o prisma da comunhão dos santos. E pensando em tudo isto, fundou uma associação de 6.000 mulheres que buscaram e viram esta comunhão. Para dar-se conta de que não eram sonhos seus, foi a Ars, onde estava o cura João Bautista Vianney. Fez-lhe consulta sobre seu projeto divino. E o santo Cura de Ars, mundialmente conhecido, lhe respondeu que como era coisa de Deus, seguisse adiante. Outra das missões destas Irmãs é a educação das crianças, sobretudo no tema da catequese e as missões. Nasceu em Lille em 1825 e morreu em 1856. ¡Felicidades a quem leve este nome! Eugenia Maria Giuseppina Smet nasce da benestanti di origine fiamminga, terza di sei figli. Studia a Lille dalle suore del Sacro Cuore, e a 17 anni vorrebbe diventare una di loro. Ma rimane in famiglia, dedicandosi all’apostolato in parrocchia. Si fa sostenitrice dell’Opera per la propagazione della fede: un sodalizio di laici fondato a Lione nel 1822 da Pauline Jaricot (anche lei laica) e destinato a vastissima diffusione e influenza, per la sua geniale semplicità; i soci aiutano le missioni con la preghiera ogni giorno e con un soldo ogni settimana. Una somma di piccoli gesti produce risultati imponenti.  Nel novembre 1853 Eugenia è sempre la signorina Smet, 28 anni, con voto privato di castità, che decide di promuovere un’associazione di fedeli impegnati a pregare per le anime del Purgatorio. Ottiene presto adesioni, ma le difficoltà incontrate la inducono a fondare, con quello stesso scopo, una vera congregazione di suore. Chiede consiglio a molti, mette in mezzo anche il papa Pio IX e il Curato d’Ars, e infine eccola a Parigi, ai primi del 1856. (È la Parigi trionfale di Napoleone III, della vittoria in Crimea, dei grandi congressi e progetti). Qui un sacerdote la mette a capo di cinque religiose già unite da quell’impegno, e dal gruppetto nascono poi le Suore Ausiliatrici del Purgatorio. Questo è il loro nome. E loro scopo è l’intercessione a favore dei defunti non ancora accolti tra gli eletti di Dio. Ma Eugenia (che ha preso il nome di Maria della Provvidenza) vede pure il durissimo “purgatorio” che molti già sopportano in questa vita. Perciò stabilisce che le Ausiliatrici devono dedicarsi alla preghiera per i defunti e al soccorso per i viventi: l’intercessione, dunque, in due forme. Continua a insistere: "Bisogna diventare per gli altri la Provvidenza di Dio". Ossia provvedere a malnutriti, malati, analfabeti... Nessuna forma di intervento è esclusa: "Bisogna aiutare qualsiasi bene". Nel suo straordinario management Eugenia promuove una sorta di sinergia tra il terreno e l’ultraterreno: ogni gioia donata in questo mondo è convertibile in speranza di più vicina beatitudine nell’altro, per altri. Le regole e la spiritualità di sant’Ignazio sono adottate nel 1859, permettendo il consolidamento dell’Istituto, la cui espansione è lenta, perché lei non ha fretta: con la sua concretezza fiamminga, Eugenia vuole prima “irrobustire le radici”. Una casa si apre a Nantes nel 1865, e due anni dopo nasce quella missionaria di Shanghai. Alla fine del XX secolo le Ausiliatrici saranno circa 1.500, in una sessantina di case sparse nel mondo. Eugenia ha guidato negli ultimi anni l’istituto tra le sofferenze fisiche e la tragedia della guerra perduta contro la Prussia. Lei si spegne in Parigi sotto il tiro dei cannoni nemici. (Il sacerdote che l’assiste, padre Pierre Olivaint, morirà nei massacri della Comune parigina, alcuni mesi dopo). Pio XII la proclamerà beata nel 1957.


40020 > San Giacuto Monaco 8 febbraio MR


 

40050 > Beata Giuseppina Gabriella Bonino 8 febbraio MR


40100 > Sant' Invenzio (Evenzio) Vescovo di Pavia 8 febbraio MR


91090 > San Laureato Martire 8 febbraio


40010 > Santi Martiri Costantinopolitani 8 febbraio MR

 
40040 > San Nicezio (o Niceto) di Besancon Vescovo 8 febbraio MR

 
40030 > Sant' Onorato di Milano Vescovo 8 febbraio MR

 
40060 > San Paolo di Verdun Vescovo 8 febbraio MR

 
40080 > Beato Pietro Igneo Monaco 8 febbraio MR

 
92863 > Santa Quinta (Cointa) d’Alessandria Martire 8 febbraio MR

 

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  • 1 - A integração dos textos editados MMI IMP S.r.l./IMP BV – impressa na União Europeia (Ver blogue nº 1153 – 3/1/12) que se refiram a alguns dos Santos hoje incluídos, continuara a ser efetuada diariamente desde que eu possua as respectivas pagelas na Coleção de Histórias de Santos que nos inspiraram, intitulada “Pessoas Comuns – Vidas Extraordinárias pelo que peço as minhas desculpas. AF.Hoje POR EXEMPLO foi incluído como Complemento nas vidas de Lucas, o Jovem, Santo .Estrela

  • 2 - Sites utilizados: Os textos completos são recolhidos através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. em que também incluo imagens recolhidas através de http://es.catholic.net/santoral,; em seguida os textos deste mesmo site sem tradução e com imagens, e por último apenas os nomes e imagens de HTTP://santiebeati.it.

  • 3 - Como já devem ter reparado, de vez em quando, segundo a sua importância há uma exceção da 1ª biografia, (ou biografias do Livro Santos de Cada Dia – já traduzidas – por natureza) que mais sobressaem, – quando se trate de um dia especial, dedicado a Jesus Cristo, a Nossa Senhora, Anjos ou algum Santo, em particular – todos os restantes nomes surgem por Ordem alfabética, uma, duas ou três vezes, conforme figurem nos três sites indicados, que poderão ser consultados - se assim o desejarem – pelos meus eventuais leitores. LOGICAMENTE E POR ESSE FACTO, DIARIAMENTE, O ESPAÇO OCUPADO, NUNCA É IGUAL, ACONTECENDO POR VEZES QUE É DEMASIADO EXTENSO.

  • Peço-vos a melhor compreensão e as minhas maiores desculpas e obrigado.

  • Responsabilidade exclusiva de ANTÓNIO FONSECA

    email: aarfonseca0491@hotmail.com

    http://bibliaonline.com.br/acf; http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt