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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Nº 1571-3 - A VIDA DOS PAPAS DA IGREJA CATÓLICA - (69) - 25 de Fevereiro de 2013

Nº 1571 - (3)

BOM ANO DE 2013

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Caros Amigos:

Desde o passado dia 11-12-12 que venho a transcrever as Vidas do Papas (e Antipapas)

segundo textos do Livro O PAPADO – 2000 Anos de História.

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BEATO INOCÊNCIO V

Beato Inocencio V

Beato Inocêncio V

(1276)

Foi admitido, ainda criança, no convento dominicano de Lyon, completou a sua educação na Universidade de Paris, tendo Alberto Magno como mestre, e depois de ordenado sobressaiu pela sua eloquência e, principalmente, como professor de Teologia, a ponto de ser designado por «Doctor famosissimus».

Quando era arcebispo de Lyon, foi nomeado por Gregório X para preparar o segundo concílio naquela cidade.

A sua grande capacidade levou-o a ser eleito papa em 21 de Janeiro de 1276, tomando o nome de Inocêncio V. Muito se esperava deste papa, mas teve um breve pontificado de breves cinco meses. Ainda começou a organizar uma cruzada para libertar a Espanha de uma poderosa invasão de sarracenos, procurou consolidar a união entre as Igrejas Ortodoxa e Romana, conseguida no Concílio de Lyon, tratou de conciliar guelfos e gibelinos na Itália; tratou de restaurar a paz entre as cidades de Pisa e de Lucca; foi intermediário entre Rudolfo de Habsburgo e Carlos de Anjou; retirou o embargo que pesava sobre Florença.

Foi autor de numerosas obras sobre Filosofia, Teologia e Direito Canónico, sendo a principal os Comentários às Sentenças de Pedro Lombardo.

 

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ADRIANO V

Adriasno V

Adriano V

(1276)

Foi enviado de Inocêncio IV a pregar uma cruzada em Inglaterra e a reconciliar Henrique IV com os seus barões.

Foi eleito papa em 11 de Julho de 1276, mas não chegou a ser coroado.

No entanto, nesse mês de pontificado, declarou abolidas as normas de Gregório X, morrendo antes de as substituir.

Foi sepultado na Igreja de São Francisco, em Viterbo, atribuída a Arnolfo di Cambio.

 

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JOÃO XXI

João XXI

João XXI

(1276-1277)

Pedro Julião tornou-se o único papa português, ao ser eleito em 15 de Setembro de 1276, com o nome de João XXI. Dizem os historiadores que deveria ter-se chamado João XIX, mas erros cometidos com João XIV e um antipapa, com o nome de João XX, que nunca existiu determinaram que fosse João XXI.

Com Pedro Hispano, muito tempo antes de ser papa e até com o nome de Pedro Hispano Portucalense, escreveu algumas obras famosas. Destacam-se: Summulae logicales, um compêndio de lógica, adoptado nas universidades europeias e com mais de 260 edições impressas entre 1474 e 1639; Scientia libri de anima, um tratado de psicologia; e Thesaurus pauperum (O Tesouro dos pobres), sobre medicina, com 81 edições em diversas línguas.

Regressado a Portugal, esteve na diocese de Lisboa, foi arcebispo e prior de Santa Maria de Guimarães e chegou a ser nomeado deão para a diocese de Braga, mas não pôde aceitar, porque no Concilio de Lyon foi nomeado por Gregório X bispo-cardeal de Túsculo.

Foram as suas grandes qualidades pessoais e intelectuais que o tornaram preferido dos cardeais eleitores, mas o pouco tempo de pontificado, cerca de oito meses, não o deixou fazer mais. Mesmo assim, saíram da sua chancelaria mais de uma centena de documentos importantes.

Interveio com prudência, mas com energia, no conflito entre Filipe, de França, e Afonso, o Sábio, de Castela, e empenhou-se em salvar as possessões cristãs na Terra Santa, ameaçadas pelos muçulmanos, desenvolvendo uma intensa atividade diplomática, enviando núncios a diversas nações e ao próprio rei dos Tártaros, que lhe tinha pedido evangelizadores da fé cristã.

Quanto á Igreja do oriente, pretendendo consolidá-la, enviou emissários ao imperador Miguel Paleólogo, convidando-o a proceder em conformidade com o acordado pelos seus embaixadores no Concilio de Lyon.

No campo doutrinal, João XXI interveio na Universidade de Paris, ao constar-lhe que havia perigo de deixar contaminar a filosofia tradicional com o aristotelismo averroísta – ordenou uma investigação da qual saíram condenadas 219 teses defendidas pelos seus professores.

Mostrando impressionante sensibilidade, concedia audiências a ricos e pobres, por igual, a qualquer hora, mostrando especial predileção pelos estudantes e homens de letras, a que protegeu.

Morreu vítima do desmoronamento de uma estância por ele mandada construir em Viterbo e ficou sepultado na catedral da cidade.

Quanto a Portugal, o seu país de origem, teve uma atuação perfeitamente imparcial.

Logo que soube da sua eleição, D. Afonso III escreveu-lhe falando da corrupção e dos excessos do clero, tentando demonstrar que era ele que tinha razão.

João XXI escreveu-lhe a dizer que apenas pretendia promover a paz em Portugal, de modo a que o país pudesse encontrar sempre na Igreja uma verdadeira mãe. Terminava notificando-o do envio de um legado português, com o qual o rei poderia trocar impressões sobre o assunto.

Chegado o núncio, o franciscano Frei Nicolau em Fevereiro de 1277, D. Afonso III continuou com evasivas e a dissimular. Frei Nicolau, esgotados todos os recursos para um entendimento e com o apoio de todo o clero e do povo, publica solenemente as disposições da bula papal na porta da catedral, declarando lançado o interdito a todo o reino e excomungando o monarca. D. Afonso III só viria a arrepender-se à hora da morte, e, em 16 de fevereiro do ano seguinte, fez vir à sua presença o bispo de Évora, D. Durão, os vigários do bispado de Lisboa e os párocos dos Dominicanos e dos Franciscanos, bem como alguns fidalgos da corte, e perante eles jurou sobre os Evangelhos submeter-se à vontade da Santa Sé, devolvendo o quer tinha indevidamente tomado e exortando o seu sucessor. D. Dinis, a cumprir as suas últimas vontades.

Este papa português, um grande intelectual, homem sério e cheio de virtudes, apenas teve pouco tempo para fazer o muito que poderia ter feito pela Igreja e pela Cristandade.

 

Continua:…

Post colocado em 25-2-2013 – 10H30

ANTÓNIO FONSECA

Nº 1206-4 - «REZAR NA QUARESMA» 25 de Fevereiro de 2012

1º SÁBADO DA QUARESMA

Lucas 5, 27-32

“NÃO SÃO OS QUE TÊM SAÚDE QUE PRECISAM DE MÉDICO MAS SIM OS DOENTES

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Quando consigo ficar lúcido, percebo que estou doente.

Que a minha vida não é o que sonhei.

Que os meus passos são coxos, que o meu amor é débil.

Sinto que sou feito para mais e melhor…

mas que não consigo avançar muito mais.

Não desanimo.

Sei que Jesus é o médico de que preciso,

Aquele que é capaz de curar a minha vida,

de devolver luz e esperança aos meus dias.

»»»»»»»»»»

Estava perdido, desanimado

e a Tua Palavra aqueceu-me de novo o coração.

Estava sozinho, com medo que me ferissem

e a Tua presença fez-me sentir amado.

Estava infeliz, convencido

que a minha dor era incurável

e o Teu perdão devolveu-me a alegria

edisal@edisal.salesianos.pt

http://www.edisal.salesianos.pt/

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NOTA:

O livrinho “REZAR NA QUARESMA – Um Caminho de mudança” consta de leituras –

citação bíblica do Evangelho do dia;

uma frase bíblica em destaque;

uma imagem para ajudar a pensar;

uma meditação que faz a ponte entre o Evangelho e os dias de hoje;

uma proposta de oração.

Dai que, durante este período de Quaresma, tal como ocorreu nos 2 últimos anos (como acima refiro), diariamente será aqui transcrito o texto do respectivo dia, solicitando a devida vénia às Edições Salesianas.

António Fonseca

aarfonseca0491@hotmail.com

http://bibliaonline.com.br/acf

Nº 1206-3ª Página - Recordando o Padre Salgueirinho–Vitral - 25 de Fevereiro de 2012

 

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Os 3 textos que se seguem, foram transcritos através do blog http://padremariosalgueirinho.blogspot.com, e referem-se ao mês de Fevereiro de 2010 (que incluiu o Carnaval e 15 dias da Quaresma desse ano) pelo facto de na VOZ PORTUCALENSE da semana em curso (22/2/12), porventura por falta de espaço, voltou a não poder publicar o costumado Vitral.

Os meus cumprimentos. AF.

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Monday, February 22, 2010

A importância das pontes

As pontes são construções pequenas, média ou grandes, de incomensurável importância. Nesta catástrofe na Ilha da Madeira, vários locais ficaram isolados, sem possibilidade de assistência. Pediam pontes os habitantes que nem sequer podiam fugir.
A ponte é um abraço amigo, pequeno ou grande, entre duas margens de terras do mesmo país ou de dois países. É um laço que oferece serviço e felicidade a gente sem conta: pobres e ricos, crianças, adultos e idosos. Muita gente passa a caminho do estudo ou do trabalho, passeando ou a caminho dos hospitais.
Uma ponte pode der grandiosa, modesta ou humilde e tosca de qualquer aldeia. Mas pouca gente, ao atravessá-la, reconhece a importância que ela tem pelos benefícios que oferece, sem pensar no arquiteto que a traçou, nos engenheiros e empreiteiros que a construíram, muitas vezes sem o nome assinalado.
As pontes destruídas pelas guerras, pelos vendavais, são abraços desfeitos.
A ponte contém um simbolismo belo de solidariedade, de amizade e de amor. Na nossa caminhada existencial temos de ir construindo pontes: entre familiares desavindos, entre vizinhos ofendidos, entre amigos de amizade cortada ou esfriada.
“Construímos muros a mais e pontes a menos” escreveu Newton. São “muros” que obstruem o caminho, que fecham a comunicação da amizade e do amor.
“Se você se sente só é porque construiu muros em vez de pontes”.
Aquele que vive só para si, sem abertura aos outros, sem estender a mão aos outros, vive numa solidão triste, num reduto fechado sem alegria, sem um sorriso, sem uma réstia de felicidade.
Cada ponte que vemos, que atravessamos, é um apelo a construir “pontes” mesmo invisíveis, mas reais. “Pontes” de reconciliação, de amizade e de amor!

posted by Maia @ 1:44 PM 0 comments

 

Tuesday, February 16, 2010

As pedras


Faz-nos bem contemplar as coisas simples da Natureza, pois todas, mesmo as pedras inertes, contêm uma mensagem do poder e do amor do Criador divino.
Encontramos nos caminhos da vida numerosas pedras, algumas em que tropeçamos e nos ferimos.
Encontramos pedras em toda a parte, modeladas de diferentes formas. São as pedras das paredes e calçadas, dos muros e das pontes.
Das pedras arranca o escultor com seu talento estátuas belas, como o “David” de Miguel Ângelo, como o “Cristo do Corcovado”, tantas imagens belas de heróis e de Santos.
Com a pedra, os construtores edificam casas – moradas de pobres ou palácios de reis, castelos, torres e catedrais grandiosas.
Com a pedra se fere e mata: David, com uma pedra matou o gigante Golias. Com pedras se lapidavam as adúlteras e com pedras tentaram apedrejar Cristo.
Há pedras enormes, soluços da terra em repouso. São ofertas da Natureza ao homem para concretizar seus sonhos. Não falam, não sofrem, não choram, servem.
O poeta brasileiro António Sales diz que elas sofrem:
“Rochas erguidas isoladamente,
parecem calvas frontes sofredoras,
com grandes rugas feitas pela mágoa.”
Há pedras preciosas de grande beleza e valor. O poeta Guimarães Filho definiu assim maravilhosamente as várias pedras preciosas:
Topázio é um louro filho de uma gota de mel e de um raio de sol.
Rubi, uma gota de sangue eternamente acesa.
Opala, um pedaço de Céu destacado do arco-íris.
Esmeralda, cristalina lágrima das ondas.
É bela esta atitude de Fernando Pessoa no seu poema “Pedras no caminho”:
… “Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo”.
Guardemos as pedras dos nossos caminhos para construir uma catedral de louvor a Deus!

posted by Maia @ 4:08 PM 0 comments

Monday, February 01, 2010

Alguém espera por nós

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!” - é o mandamento novo de Jesus Cristo, que muitos cristãos – e não cristãos – põem em prática nos caminhos da vida.
Conta certo indivíduo que fez uma viagem de avião longa, cansativa, aborrecida. Primeiro, a corrida para o aeroporto, as vistorias das malas e do seu vestuário, os avisos ruidosos dos alto-falantes. Depois, a espera longa, o embarque, o ruído dos motores, a subida para o avião, os lugares apertados, as turbulências, a aterragem, a procura das malas, etc., etc.
Não contava com alguém à sua espera no aeroporto. Saiu do avião mal disposto e cansado.
Viu uma multidão enorme esperando familiares e amigos.
Olhou por cima daquela massa humana e viu um braço levantado a acenar-lhe. Rompeu, com dificuldade até àquele braço levantado. Era um amigo que quis fazer-lhe uma surpresa. Abraçaram-se com alegria. E naquele instante, a felicidade daquele encontro inesperado fez-lhe esquecer todos os incómodos da viagem.
Saiu-lhe então esta palavra instantânea: “que alegria ter alguém que venha esperar-nos!”
E o amigo atalhou, feliz: “que alegria ter alguém a quem esperar!”
Foi grande a alegria que o primeiro sentiu ao ver, no meio daquela multidão desconhecida, alguém que tinha deixado o seu trabalho ou o seu descanso para tomar o carro para ir esperar um amigo que chegava a uma terra estranha. Tudo para proporcionar-lhe um pouco de felicidade.
Mas não foi menos bela e solidária a resposta daquele que se disse feliz por ter a quem esperar: a quem rever, a quem abraçar, a quem prestar ajuda, a quem acompanhar. Uma maneira simples e oportuna de amar os outros.
Se estivermos atentos, encontraremos sempre alguém que espera por nós: pela nossa ajuda material ou moral. Encontraremos sempre alguém em solidão, em esquecimento, em marginalização para dar-lhe a nossa presença, o nosso acolhimento, a nossa colaboração, a nossa palavra de encorajamento e luz, sentindo a alegria de servir os outros.

posted by Maia @ 3:00 PM 0 comments

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Autoria do Padre Mário Salgueirinho Barbosa.


Transcrição efectuada habitualmente através de http://vp-vozportucalense.pt. Não foi porém, o caso de hoje, como acima disse e que agora repito:

Do blog http://padremariosalgueirinho.blogspot.com,

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ANTÓNIO FONSECA

para publicar neste blogue, em 18-2-2012 – 10,30 horas