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quarta-feira, 7 de março de 2012

Nº 1217-4 - «REZAR NA QUARESMA» - 7 de Março de 2012 - (Quarta-feira)

 

2ª SEMANA DA QUARESMA

Quarta-feira

Mateus 20, 17-28

“… quem quiser ser o primeiro, seja vosso escravo. Será como o Filho do Homem…”.

****************

Jesus acaba de anunciar a sua Paixão e Morte por amor.

Mas esta conversa não agradou aos seus seguidores;

preferiram clarificar quem era mais importante e ficava com os primeiros lugares.

Menos mal que com eles,

e connosco,

Jesus está cheio de paciência.

E explica,

mais uma vez;

só numa atitude de serviço face aos outros,

será possível mudar alguma coisa neste mundo.

 

»»»»»»»»»»

 

Jesus, Mestre, Senhor e Irmão:

abre o meu coração, tão preguiçoso e mesquinho

quando se trata de dar o primeiro passo para servir.

Ensina-me a colocar todos os meus dons

ao serviço de quem precisa.

Ensina-me um amor que não faz contas.

Ensina-me a viver como Tu.

Contigo.

 

edisal@edisal.salesianos.pt

http://www.edisal.salesianos.pt/

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NOTA:

O livrinho “REZAR NA QUARESMA – Um Caminho de mudança” consta de leituras –

citação bíblica do Evangelho do dia;

uma frase bíblica em destaque;

uma imagem para ajudar a pensar;

uma meditação que faz a ponte entre o Evangelho e os dias de hoje;

uma proposta de oração.

Dai que, durante este período de Quaresma, tal como ocorreu nos 2 últimos anos (como acima refiro), diariamente será aqui transcrito o texto do respectivo dia, solicitando a devida vénia às Edições Salesianas.

António Fonseca

aarfonseca0491@hotmail.com

http://bibliaonline.com.br/acf

Nº 1217 - 2ª Página - EVANGELHO, SEGUNDO S. LUCAS - ANO B – 7 DE MARÇO DE 2012

 

(6)

Nº 1217-2ª Página

EVANGELHO DE S. JOÃO

III – A PÁSCOA DO PÃO DA VIDA

6 – MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES Depois disto, Jesus retirou-Se para o outro lado do mar da Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-O uma grande multidão, por ver os milagres que fazia nos doentes. Jesus subiu a um monte e sentou-Se lá com os discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo, então, os olhos e vendo que uma numerosa multidão vinha ter com Ele, Jesus disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?» Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Filipe respondeu: «Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um». André, irmão de Simão Pedro, um dos discípulos, disse-Lhe: «Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes, mas que é isso para tanta genteJesus respondeu: «Mandai sentar essa gente». Havia muita erva naquele lugar. Sentaram-se, pois, os homens, em número de cerca de cinco mil. Então Jesus tomou os pães e, depois de dar graças, distribuiu-os aos que estavam sentados; fez o mesmo com os peixes, e comeram tanto quanto lhes apeteceu. Quando ficaram saciados, disse aos discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca». Recolheram-nos e encheram doze cestos de bocados dos cinco pães de cevada, que haviam sobrado aos que tinham estado a comer. Vendo aqueles homens o milagre que Ele fizera, disseram: «Este é na verdade o Profeta que está para vir ao mundo». Jesus sabendo que viriam arrebatá-l’O para o fazer Rei, retirou-Se, novamente sozinho, para o monte.

JESUS CAMINHA SOBRE AS ÁGUAS – … Quando entardeceu, os discípulos desceram para junto do mar e, subindo para uma barca, atravessaram o mar em direção a Cafarnaum. Era já escuro e Jesus não tinha ido ter com eles; e, como o vento soprava forte o mar ia-se encrespando. Tendo eles remado cerca de vinte e cinco ou trinta estádios, viram Jesus aproximar-Se da barca, caminhando sobre o mar, e tiveram medo. Mas Ele disse-Lhes: «Sou Eu, não temais». Quiseram então recebê-l’O na barca, e logo a barca chegou à terra para onde iam.

DISCURSO NA SINAGOGA DE CAFARNAUM … No dia seguinte, a multidão, que ficara do outro lado do mar, verificou que não havia ali mais que uma barca e que Jesus não tinha entrado nela com os Seus discípulos mas que estes tinham partido sozinhos. Entretanto, tinham vindo outras barcas de Tiberíades para junto do local onde tinham comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças. Quando a multidão viu que Jesus não estava lá, nem os discípulos d’Ele, entraram todos naquelas barcas e foram para Cafarnaum, em busca de Jesus. E quando O encontraram, do outro lado do mar, disseram-Lhe: «Rabbi, quando chegaste aqui?» Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas porque comeste dos pães e ficastes saciados. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até à vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará; pois a este é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o Seu selo». Disseram-Lhe então: «Que devemos fazer para executar as obras de Deus?» Respondeu-lhes Jesus: «A obra de Deus é esta: Que acrediteis n’Aquele que Ele enviou». Disseram-Lhe eles: «Que milagres fazes Tu, para nós vermos e Te acreditarmos? Que obras realizas? Os nossos pais comeram o maná do deserto, conforme está escrito: «Deu-lhes a comer um pão que veio do Céu». Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão que vem do Céu, pois o pão de Deus é o que desce do Céu e dá a vida ao mundo». Disseram-Lhe então: «Senhor, dá-nos sempre desse pão». Jesus respondeu: «Eu Sou o Pão da Vida; o que vem a Mim jamais terá fome e o que acredita em Mim jamais terá sede. Eu já vos disse: Vós vedes-Me e não Me acreditais. Tudo o que o Pai Me dá virá a Mim; e não repelirei aquele que vem a Mim, porque desci do Céu, não para fazer a Minha Vontade, mas a d’Aquele que Me enviou. Ora. a vontade d’Aquele que Me enviou é que Eu nada perca daquilo que Me deu, mas que o ressuscite no último dia. E a vontade de Meu Pai é esta: Que todo aquele que vê o Filho e acredita n’Ele tenha a vida eterna; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia». Puseram-se então os judeus a murmurar contra Ele por ter dito: «Eu sou o pão que desceu dos céus», e diziam: «Não é Ele Jesus, filho de José, de quem conhecemos o pai e mãe? Como é que diz agora: «Desci do Céu?» Jesus respondeu-lhes: «Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, o não atrair; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. Está escrito nos profetas: «Todos serão instruídos por Deus». Todo aquele que ouviu e aprendeu do Pai, vem a Mim. Não é que alguém tenha visto o Pai, a não ser Aquele que vem de Deus; Esse é que viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que acredita possui a vida eterna». «Eu Sou o Pão da Vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Mas este é o pão que desceu do Céu e quem dele comer não morrerá. Eu Sou o Pão vivo que desceu do Céu. Se alguém comer deste Pão viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne pela vida do mundo». Discutiam então os judeus uns com os outros, dizendo: «Como pode Ele dar-nos a comer a Sua carne?» Disse-lhes Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o Seu Sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue tem a vida eterna e E ressuscitá-lo-ei no último dia. Porque a Minha Carne é, em verdade, uma comida e o Meu Sangue é, em verdade, uma bebida. Quem come a Minha carne e bebe o Meu Sangue fica em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou, e Eu vivo pelo Pai, assim também o que Me come viverá por Mim. Este é o Pão que desceu do Céu; não é como aquele que os vossos pais comeram, e morreram; o que come deste pão, viverá eternamente». Isto disse Ele, estando a ensinar na sinagoga de Cafarnaum.

CONFISSÃO DE PEDRODepois de terem ouvido, muitos dos Seus discípulos disseram: «Duras são estas palavras! Quem pode escutá-las?» Conhecendo Jesus interiormente que os Seus discípulos murmuravam acerca disto disse-lhes: «Isto escandaliza-vos? E se virdes o Filho do Homem a subir para onde estava anteriormente? O espírito é que dá vida, a carne não serve para nada. As palavras que Eu vos disse são Espírito e Vida. Mas há alguns de vós que não acreditam». Efetivamente, Jesus sabia, desde o início, quais eram os que não acreditavam e quem era aquele que O havia de entregar. E acrescentou: «Por isso é que vos disse: Ninguém pode vir a Mim se não lhe for concedido por Meu Pai». A partir de então muitos dos Seus discípulos retiraram-se e já não andavam com Ele. Por isso, Jesus disse aos doze: «Também vós quereis retirar-vos?» Simão Pedro respondeu-Lhe: «Senhor, para quem havemos nós de ir? Tu tens palavras de vida eterna; e nós acreditamos e sabemos que és o Santo de Deus». Jesus respondeu-lhe: «Não fui Eu que vos escolhi a vós, os doze? E contudo, um de vós é um demónio». Referia-se a Judas, filho de Simão Iscariotes, pois este, um dos doze, viria a entregá-l’O».

Amanhã, dia 8/3/12, segue-se o Capítulo seguinte do Evangelho de SÃO JOÃO.

António Fonseca

aarfonseca0491@hotmail.com

Nº 1217– 1ª Página – (67/2012) - SANTOS DE CADA DIA (2ª Semana da Quaresma) – 7 de Março de 2012

 
Ver Notas no final
 
Nº 1217 – 1ª Página – 2012
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Quaresma
 
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Perpétua e Felicidade, Santas
Padroeira dos mártires (203)

Perpetua y Felicidad, Santas

Perpétua y Felicidad, Santas

Numa perseguição que se desencadeou em Cartago, foram presos nesta cidade cinco catecúmenos, entre os quais uma escrava chamada Felicidade e uma mulher, ainda nova e de posição, chamada Perpétua. Os restantes, Saturnino, Revocato e Secóndulo, seus familiares, e, o catequista Saturno. Em seguida, refere-se apenas a morte de Perpétua e Felicidade. A primeira estava grávida de oito meses e a segunda tinha uma criança de peito. Receberam o baptismo enquanto estavam presas. Permitiram a Perpétua que levasse consigo o filho para o cárcere. Chegado o interrogatório, ambas confessaram abertamente a fé e foram condenadas a ser lançadas às feras no aniversário do imperador Geta. A mãe foi então separada do seu filhinho. «Deus permitiu que ele não voltasse a pedir o peito e que ela não fosse mais atormentada com o leite», escreveu Perpétua no diário quer foi fazendo até ao dia da sua morte. Narra em seguida uma visão em que lhe apareceu seu irmão Dinócrates, ao sair do Purgatório graças às suas orações, e outra em que lhe foi prometida a assistência divina no último combate. Felicidade receava que, devido ao seu estado, não lhe permitissem morrer com a companheira, mas, três dias antes dos espetáculos públicos, deu à luz. Como as dores do parto lhe arrancassem gritos, um dos carcereiros observou-lhe: «Se tu te lamentas já dessa maneira, que será quando fores lançada às feras?». «Hoje sou eu que sofro, respondeu a escrava; nesse dia, sofrerá por mim Aquele por quem eu sofro». Deu à luz uma menina que foi adoptada por uma mulher cristã. Perpétua e Felicidade entraram alegremente no anfiteatro com os três companheiros. Envolveram-nas numa rede e entregaram-nas às arremetidas duma vaca furiosa. O povo cansou-se depressa de ver torturar as duas jovens mães, uma das quais ia perdendo o leite, e pediu que se acabasse com aquele espetáculo. Abraçaram-se então pela última vez. Felicidade recebeu o golpe de misericórdia impavidamente. Perpétua caiu nas mãos dum gladiador desastrado que falhou o golpe, «tendo-se visto ela própria na necessidade de dirigir contra o pescoço a mão trémula do gladiador inexperiente». Estes martírios deram-se na era de 203. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

22950 > Sante Perpetua e Felicita Martiri - Memoria MR

Ascolta da RadioVaticana:
Ascolta da RadioRai:
Ascolta da RadioMaria:

COMPLEMENTO
 
Um dos exemplos mais comovedores de martírio é aquele de Perpétua, uma jovem mãe que se converteu ao Cristianismo no ano 203. Naquela época, era extremamente perigoso ser um cristão, e Perpétua esteve presa durante muito tempo com muitas outras pessoas. A prisão estava superlotada, era escura e insuportavelmente quente. Depois de alguns amigos terem conseguido que ela fosse transferida para uma secção mais confortável, sua mãe trouxe-lhe o filho pequeno para a visitar. Permitiram que ele ficasse com Perpétua na prisão para que o pudesse amamentar, mas seu pai ficou muito zangado. Várias vezes ele lhe pediu para renegar a sua fé de forma que ela pudesse ser libertada. No entanto, Perpétua recusou-se de o fazer, dizendo-lhe que a sua vida dependia “do poder de Deus”. No seu julgamento, Perpétua foi condenada a ser atirada às feras na arena.
Todos os mártires – Quando prenderam Perpétua, prenderam também Felicidade, uma jovem escrava que estava grávida de oito meses. Felicidade queria ser torturada com os outros para demonstrar a sua fé e estava preocupada que a pusessem de lado por causa do seu estado. No entanto, dois dias antes da execução, ela deu à luz uma menina. Na manhã dos jogos, Perpétua entrou na arena com Felicidade ao seu lado. Perpétua recusou vestir o traje pagão tradicional e disse que preferia antes morrer do que adorar os deuses deles. A multidão vociferava e os Cristãos foram atacados – os homens por um javali, um urso e um leopardo, e as mulheres por uma vaca enraivecida. Gravemente feridos, foram mortos pela espada de um soldado. As últimas palavras de Perpétua foram para o seu irmão. “Mantém-te firme na tua fé e ama o próximo”.
 
No seu rasto
 
Seria agradável acreditar que o martírio é uma coisa do passado, mas a verdade é que ainda hoje muitas pessoas sofrem pela sua fé e crenças.
Pense nos homens e nas mulheres que perderam a vida no movimento pelos direitos civis na década de 60; ou no estudante chinês que se pôs à frente de uma coluna de tanques na Praça Tiananmen em 1989. E o que dizer das vítimas da opressão religiosa em África e do comunismo no mundo? A liberdade de expressão e religião parece-nos normal. Porém, nem sempre é fácil defender as nossas crenças, especialmente quando somos  criticados.
 
* Peça a Deus para lhe dar coragem de fazer aquilo que você sabe que é correto, independentemente de como os outros o tentam influenciar.
* Ensine os seus filhos a serem tolerantes com as opiniões e costumes das outras pessoas.
* Aprenda mais coisas sobre as lutas pela liberdade em todo o mundo. escreva aos seus líderes políticos e peça-lhes para protestarem contra os países que oprimem os direitos do povo.
 
Oração
 
Ó Deus Rei dos santos, que fortificastes as Tuas servas Perpétua e Felicidade, e os seus companheiros a fazer uma boa profissão de fé, resistindo com dedicação, pela causa de Cristo, aos chamados do afecto humano, encorajando-se uns aos outros no momento da sua prova. Permite que nós que estimamos a sua memória abençoada possamos partilhar a sua fé pura e firme, e ganhar com eles a palma da vitória; através do mesmo Jesus Cristo nosso Senhor, que vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo, um Deus, para todo o sempre. Ámen.
(Oração tradicional)
 
No período da vida de Santa Perpétua (181-203) ocorreram diversos acontecimentos dos quais se destacam: Reinado de Severo, Imperador Romano (146-211); Ptolomeu estabelece o sistema de astronomia matemática (127-141); Dinastia Oriental de Han na China (25-220); Vida de Tertuliano, teólogo da África do Norte (162-224).

São Paulo, o Simples

Ermitão (340)

Discípulo e imitador de Santo Antão do deserto. Era um simplório, que a mulher enganava, mas não acreditava quando lho vinham dizer. Finalmente, apanhou-a em flagrante e então deixou-a, indo para o deserto. Santo Antão disse-lhe: “Aos 60 anos és velho demais para te fazeres monge”; e o Santo fingiu não fazer caso dele. Mas o aspirante a monge ficou a imitá-lo. Ajoelhava-se Antão? Paulo caía de joelhos. Comia ou bebia? Paulo fazia o mesmo. Quando Antão se voltava contra o demónio, Paulo não gritava menos. Passados 15 dias, Antão permitiu-lhe estabelecer-se numa gruta vizinha, e durante um ano instruiu-o sobre os caminhos da vida espiritual. Paulo recebeu, em seguida, tantas graças que se tornou um dos solitários mais célebres da Tebaida (Egito). Morreu pelo ano de 340. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

44140 > San Paolo il Semplice Monaco MR

José Olallo Valdés, Beato
Religioso da Ordem Hospitalária de São João de Deus

José Olallo Valdés, Beato

José Olallo Valdés, Beato

O Beato José Olallo Valdés nasceu em La Habana, Ilha de Cuba, em 12 de Fevereiro de 1820. Filho de pais desconhecidos, foi confiado à Casa Berço São José de La Habana, onde no mesmo dia 15 de Março de 1820 recebeu o baptismo. Viveu e foi educado na mesma Casa Berço até aos 7 anos, e depois na de Beneficência, manifestando-se um rapaz sério e responsável; com a idade de 13-14 anos ingressou na Ordem Hospitalária de São João de Deus, na comunidade do hospital dos santos Felipe e Santiago, da Habana. Superando os obstáculos que pareciam interpor-se à sua vocação, mantém-se constante na sua decisão, emitindo a profissão como religioso hospitalário. Em abril de 1835 foi destinado à cidade de Porto Príncipe (hoje Camagüey), incorporando-se na comunidade do Hospital de São João de Deus, onde se dedicou pelo resto de sua vida ao serviço dos enfermos, segundo o estilo de São João de Deus; em 54 anos somente uma noite se ausentou do hospital, e por causas alheias à sua vontade. De enfermeiro ajudante, aos 25 anos passa a ser o "Enfermeiro Mor do hospital", e depois, em 1856, Superior da Comunidade. Viveu enfrentando grandes sacrifícios e dificuldades, mas sempre com rectidão e força de ânimo: sua vida consagrada à hospitalidade não se sentiu afectada durante o período da supressão das Ordens Religiosas por parte dos governos liberais espanhóis, ainda que tenha comportado também a confiscação dos bens eclesiásticos. De 1876, em que morreu seu último irmão de Comunidade, até à data de sua morte, em 1889, ficou sozinho, mas seguiu com a mesma magnificência ocupando-se da assistência dos enfermos, sempre fiel a Deus, à sua consciência, à sua vocação e ao carisma, humilde e obediente, com nobreza de coração, respeitando, servindo e amando também os ingratos, os inimigos e aos invejosos, sem nunca abandonar seus votos religiosos. No período da guerra dos 10 anos (1868-1878) mostrou-se cheio de coragem, na custódia dos que tinha a seu cuidado, sempre prudente e sem rancor, trabalhando em favor de todos, mas com preferência pelos mais fracos e pobres, pelos anciãos, órfãos e escravos. Cedeu ante as exigências das autoridades militares de converter o centro em hospital de sangue para seus soldados, mas sem deixar de seguir acolhendo os mais necessitados dos civis, sem fazer distinções de ideologia, raça nem religião. Durante os momentos e situações mais difíceis dos conflitos bélicos, ainda pondo em perigo sua própria existência, com “doce firmeza”, socorria assistindo aos prisioneiros e feridos da guerra, sem ter em conta sua proveniência social ou política, defendendo inclusive aos que não tinham permissão do governo para que os curasse, não se deixando intimidar com ameaças, nem proibições, e obtendo por tudo isso o respeito e a consideração das próprias autoridades militares. Ante as autoridades também foi capaz de interceder em favor da população de Camagüey num momento de especial tensão e perigo, evitando um massacre civil. Perseverante na vocação, através de sua bondade doce e serena fez do quarto voto de Hospitalidade, próprio dos religiosos de São João de Deus, não só um ministério de amor e serviço para com os enfermos, mas um modo de ardente apostolado, destacando-se na assistência aos moribundos e agonizantes, aos quais acompanhava nas últimas horas de sua existência, na passagem para uma vida melhor. Se distinguiu, pois, sempre por sua infinita bondade, sendo chamado com os apelativos de “apóstolo da caridade” e “pai dos pobres”, que sintetizam perfeitamente o heroico testemunho do Beato Olallo. Modesto, sóbrio, sem aspirações de nenhum género mas sim de estar consagrado unicamente a seu ministério misericordioso, renunciou ao sacerdócio e se caracterizou por seu espírito humanitário e competência sanitária, inclusive como médico-cirurgião, ainda que autodidata. Viveu longe das aclamações, recusando as honras para poder fixar seu olhar somente sobre Jesus Cristo, que encontrava no rosto dos que sofriam. Sua humildade, em fidelidade a seu carisma, se manifestou na renúncia ao sacerdócio, quando foi convidado por seu Arcebispo, porque sua vocação era o serviço dos enfermos e pobres; os testemunhos, finalmente, nos falam de fidelidade total a sua consagração como religioso na prática dos votos de obediência, castidade, pobreza e hospitalidade. Sua morte, ocorrida em 7 de março de 1889, foi tida como a “morte de um justo”: falecimento, velada, funerais e sepultura, com o monumento-mausoléu, levantado depois por subscrição popular, expressavam reverência e veneração para quem foi seu admirado protetor. Desde então seu túmulo será visitado continuamente. Havia morrido mas permanecerá vivo no coração do povo, que o seguirá chamando “Pai Olallo”. A popular fama de santidade que o rodeava nascia de sua vida de homem modesto, justo e de ânimo generoso, enquanto modelo de virtudes com um coração ardente de amor por “meus irmãos prediletos”: sóbrio, gozoso, afável, mas sobretudo excelso servidor da caridade. O Beato Olallo soube ser um fiel imitador de seu Fundador. Deus foi sua vida e, em consequência, iluminado pelo amor de Deus, devolveu da mesma maneira tanto amor. “Deus ocupou o primeiro posto em suas intenções e em suas obras: fixos seus olhos no bem levava a Jesús constantemente na alma”. Esta heroica caridade tinha sua base numa fé que reconhecia em “Deus a seu próprio pai, e em Jesús o centro de sua vida, o fundamento de seu serviço de amor e de sua misericórdia; Jesús crucificado foi o segredo de sua fidelidade ao amor de Deus que motivava cada uma de suas obras”. Sendo de espírito tenaz, foi sempre dócil aos desígnios de Deus para enfrentar e sustentar melhor as duras e quotidianas tarefas impostas pelo trabalho hospitalário e as situações difíceis e delicadas que comportavam riscos para sua própria vida, sempre tratando de obter o bem de seus enfermos. Com a morte do Padre Olallo e de imediato, sua fama de santidade foi aumentando cada dia mais, principalmente entre o povo de Camagüey, que atribuía a sua intercessão graças e ajuda continuas. Aberto o ano 1990, em correspondência com o centenário de sua morte, o Processo de estudo da Causa de sua santidade na diocese de Camagüey, Cuba, foi reconhecida a heroicidade de suas virtudes em 16 de dezembro de 2006. Igualmente, depois da celebração do Processo diocesano sobre um possível milagre, ocorrido em favor da cura da menina, Daniela Cabrera Ramos, de 3 anos, na mesma diocese de Camagüey, sua cura foi reconhecida como verdadeiro milagre por sua Santidade Bento XVI com Decreto de 15 de março de 2008. A cerimónia de BeatificaçãoPadre Olallo Valdés teve lugar na cidade de Camagüey, Cuba, em 29 de novembro 2008, presidida por Sua Eminência o Cardeal José Saraiva Martins. Reproduzido com autorização de Vatican.va

94021 > Beato Giuseppe Olallo Valdes Religioso Fatebenefratelli

Leónidas Fedorov, Beato
Sacerdote e Mártir

Leonidas Fedorov, Beato

Leonidas Fedorov, Beato

Martirológio Romano: na cidade de Kirov, na Rússia, beato Leónidas Fëdorov, bispo e mártir, que, sendo Exarca apostólico dos católicos russos de rito bizantino, mereceu ser discípulo fiel a Cristo até à morte, sob um regime contrário á religião (1934). Etimologicamente: Leónidas = Aquele que é valente como um leão, é de origem latino. O Beato mártir Leonid Fedorov, nasceu no dia 4 de novembro do ano 1879 em San Petersburgo (Rússia), numa família ortodoxa russa. Em 1902 ingressou no Seminário Ortodoxo, foi nessa época que viajou a Roma, onde se converteu ao catolicismo. Realizou seus estudos em várias cidades até que em 25 de Março de 1911 foi ordenado presbítero greco católico na Bósnia. Passou dois anos no mosteiro de São Teodoro o Estudita e logo regressou a São Petersburgo. Por algum tempo esteve deportado na Sibéria, até que obteve sua liberdade em 1917 e foi nomeado Exarcha da Igreja Católica Bizantina Russa. Em 1923 foi preso novamente e sentenciado a 10 anos de prisão. Foi enviado à ilha Solovky no mar Branco e logo a Vladka. Foi pioneiro do ecumenismo com os ortodoxos com quem convivia naqueles campos. Morreu martirizado no dia 7 de Março de 1935 em Kirov. Foi beatificado por João Paulo II em 2001 junto a outros 24 mártires greco-católicos, que a seguir são indicados: Mykolay Charneckyj, bispo, 2 abril - Josafat Kocylovskyj, bispo, 17 novembro - Symeon Lukac, bispo, 22 agosto - Basilio Velyckovskyj, bispo, 30 Junho - Ivan Slezyuk, bispo, 2 dezembro Mykyta Budka, bispo, 28 setembro - Gregorio (Hryhorij) Lakota, bispo, 5 novembro - Gregorio (Hryhorij) Khomysyn, bispo, 28 dezembro - Leonid Fedorov, Sacerdote, 7 março - Mykola Konrad, Sacerdote, 26 junho - Andrij Iscak, Sacerdote, 26 junho - Román Lysko, Sacerdote, 14 outubro - Mykola Cehelskyj, Sacerdote, 25 maio - Petro Verhun, Sacerdote, 7 fevereiro - Alejandro (Oleksa) Zaryckyj, Sacerdote, 30 outubro - Klymentij Septyckyj, Sacerdote, 1 maio - Severijan Baranyk, Sacerdote, 28 junho - Jakym Senkivskyj, Sacerdote, 28 junho - Zynovij (Zenón) Kovalyk, Sacerdote, 30 junho - Vidal Vladimir (Vitalij Volodymyr) Bajrak, Sacerdote, 16 Maio - Ivan Ziatyk, Sacerdote, 17 maio - Tarsicia (Olga) Mackiv, Monja, 18 Julho - Olympia (Olha) Bidà, Suora, 28 Janeiro - Laurentia (Leukadia) Harasymiv, Monja, 26 agosto - Volodymyr Pryjma, Laico, 26 Junho (as datas indicadas correspondem às de seu martírio)

92946 > Beato Leonida (Leonid) Fedorov Sacerdote e martire MR

María Clotilde de Bourbon, Venerável
Rainha de Sardenha

María Clotilde de Borbón, Venerable

María Clotilde de Bourbon, Venerável

Etimologicamente: María = Aquela senhora bela que nos guia, é de origem hebraica, Clotilde = Aquela que luta com glória, é de origem germânico. A que todo o mundo chamava a rainha de Sardenha, que algum dia será levada à honra dos altares, nasceu na Sardenha. Ainda que a tenham educado na moleza da corte, ela soube manter-se à margem de tudo aquilo que não fosse nobre, formoso e belo perante os olhos de Deus e da sua própria consciência. Aos 16 anos, contraiu matrimónio com o príncipe Carlos Manuel, ainda que sua inclinação fosse mais para a vida religiosa. Não podiam ter filhos e, segundo a vontade de Deus, eles se sentiam felizes. Para não viver aborrecidos e sem nenhum tipo de apostolado para o bem dos outros, abraçaram os dois a regra da ordem terceira dos Dominicanos. Aos dois lhe tocou a má sorte de sofrer os efeitos da Revolução francesa. Com seus próprios olhos viram como seu irmão Luis XVI era levado à guilhotina, assim como também sua cunhada María Antonieta e sua irmã Maria Elisabeth. Seu marido ocupou o posto de rei da Sardenha em 1796, mas os franceses invadiram todo o Piemonte e obrigaram o monarca a que renunciasse a seus direitos de rei. Desterraram-no para Cagliari. A rainha, entretanto, havia renunciado a todos seus objetos de valor para os dar aos pobres. Quando foram a Roma, na Semana Santa de 1801, conheceram o novo Papa Pío VII, mas sem demora tiveram que voltar a Nápoles. Vendo os perigos que a aguardam, ela mandou edificar um mausoléu em honra de seu marido defunto. Quando ela morreu em 1802 aos 42 anos, todo o mundo a chamava “o anjo tutelar de Piemonte”. O Papa Pío VII a declarou Venerável e introduziu sua causa de beatificação. ¡Felicidades a quem leve este nome! Comentários a P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

Teresa Margarida (Redi) do Coração de Jesus, Santa
Virgem Carmelita

Teresa Margarita (Redi) del Corazón de Jesús, Santa

Teresa Margarita (Redi) del Corazón de Jesús, Santa

Martirológio Romano: Em Florença, na Toscana, santa Teresa Margarita Redi, virgem, que havendo entrado na Ordem de Carmelitas Descalças, avançou pelo árduo caminho da perfeição e morreu sendo ainda jovem (1770). Etimologicamente: Teresa = Aquela que é esperta na caça, é de origem grego. Etimologicamente: Margarita = Aquela de beleza pouco comum, é de origem latino. Nasceu em Arezzo (Itália) de nobre família, em 15 de Julho de 1747. Chamou-se Ana María Redi. Foi alma contemplativa desde muto pequenita. Com frequência ficava ensimesmada e perguntava: "Dizei-me, ¿quem é esse Deus?". Atraída pelo lema de São João: "Deus é amor" (1 Jn 4,16), em 1 de Setembro de 1764 ingressou no Carmelo de Florença e em 11 de Março de 1765 vestiu o hábito tomando o nome de Teresa Margarita del Sagrado Corazón de Jesús. Durante toda sua vida viveu o lema: "Escondida com Cristo em Deus". Mais que "mestra" foi um continuo e magnífico "testemunho" de vida espiritual. Foi apóstola do Sagrado Coração e da Santíssima Virgem do Carmo, a que amou entranhavelmente. Segundo um de seus biógrafos, pertence "à progénie espiritual sanjuanista mais pura. A chama obscura do amor infuso que a abrasa e a consome, ilumina e dirige toda a vida, fazendo-a tocar o cume da vida trinitária, de onde se abre ao mais ardente apostolado contemplativo." Foi também uma grande mística e para chegar a sê-lo usou sobretudo de dois meios: uma dura ascese e intensa caridade fraterna. Assimilou perfeitamente os ensinamentos de Santa Margarita de Alacoque sobre o Sagrado Coração e viveu-as de modo muito pessoal até chegar à intimidade com a Santíssima Trindade. Soube cobrir com as cinzas da santa humildade seus dotes naturais: nobreza, cultura e inteligência, e conservar no mais profundo silêncio, as graças que recebia de Deus, dissimulando continuamente todo ato de virtude. Aos 23 anos uma peritonite truncou sua vida. Foi em 7 de Março de 1770 quando expirou "inclinada a cabeça e abraçada modestamente a seu querido Crucifixo". O papa Pío Xl beatificou-a em 9 de Junho de 1929 e canonizou-a em 12 de Março de 1934.

90051 > Santa Teresa Margherita (Redi) del Cuore di Gesù MR

44170 > Sant' Ardone di Aniano Sacerdote MR

 
92997 > Santi Basilio, Eugenio, Agatodoro, Elpidio, Etereo, Capitone ed Efrem Vescovi e martiri MR

 
93990 > Beato Enrico d’Austria Mercedario

 
44130 > Sant' Eubulio Martire MR

 
44160 > San Gaudioso di Brescia Vescovo MR

 
44210 > San Giovanni Battista Nam Chong-sam Martire MR

 
44190 > Beati Giovanni Larke, Giovanni Ireland e Germano Gardiner Martiri MR

 


44180 > San Paolo di Plousias Vescovo MR

 


44120 > Santi Saturo, Saturnino, Revocato e Secondino Martiri MR

 
92284 > Santi Simeone Berneux, Giusto Ranfer de Bretenières, Ludovico Beaulieu e Pietro Enrico Dorie Missionari, martiri MR

 
 


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  • 1 - A integração dos textos editados MMI IMP S.r.l./IMP BV – impressa na União Europeia (Ver blogue nº 1153 – 3/1/12) que se refiram a alguns dos Santos hoje incluídos, continuara a ser efetuada diariamente desde que eu possua as respectivas pagelas na Coleção de Histórias de Santos que nos inspiraram, intitulada “Pessoas Comuns – Vidas Extraordinárias pelo que peço as minhas desculpas. AF.
  • Hoje POR EXEMPLO foi incluído como
  • Complemento na vida de
  • Perpétua, SantaEstrela
  • 2 - Sites utilizados: Os textos completos são recolhidos através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. em que também incluo imagens recolhidas através de http://es.catholic.net/santoral,; em seguida os textos deste mesmo site sem tradução e com imagens, e por último apenas os nomes e imagens de HTTP://santiebeati.it.
  • 3 - Como já devem ter reparado, de vez em quando, segundo a sua importância há uma exceção da 1ª biografia, (ou biografias do Livro Santos de Cada Dia – já traduzidas – por natureza) que mais sobressaem, – quando se trate de um dia especial, dedicado a Jesus Cristo, a Nossa Senhora, Anjos ou algum Santo, em particular – todos os restantes nomes surgem por Ordem alfabética, uma, duas ou três vezes, conforme figurem nos três sites indicados, que poderão ser consultados - se assim o desejarem – pelos meus eventuais leitores. LOGICAMENTE E POR ESSE FACTO, DIARIAMENTE, O ESPAÇO OCUPADO, NUNCA É IGUAL, ACONTECENDO POR VEZES QUE É DEMASIADO EXTENSO.
  • Peço-vos a melhor compreensão e as minhas maiores desculpas e obrigado.
  • Responsabilidade exclusiva de ANTÓNIO FONSECA
    http://bibliaonline.com.br/acf; http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt