OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

Imagens e Frases de Natal Religioso

sábado, 31 de março de 2012

Guia de Blogs Católicos - 31-Março-2012

Súmula

 

Guia de Blogs Católicos


CARLA MAFFIOLETTI. - Vejam o show dessa brasileirinha

Carla Maffioletti, é uma porto-alegrense que faz sucesso na Europa. Neste vídeo, ela canta com a orquestra de André Rieu.

http://www.youtube.com/watch_popup?v=hnbDo21Kxfg

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Post colocado em 31-3-2012  -  17,00 horas

António Fonseca

Nº 1241-4 - «REZAR NA QUARESMA» - 31 de Março de 2012 –(Sábado) – 5ª Semana da Quaresma

5ª SEMANA DA QUARESMA

Sábado

João 11, 45-56

“Profetizou que Jesus havia de morrer… para congregar na unidade todos os filhos de Deus que andavam dispersos...”

****************

Aproxima-se a Páscoa.

e sobe a tensão.

As propostas de vida nova que Jesus faz

tornam-se insuportáveis para todos aqueles

que preferem ficar amarrados ao seu pecado,

ao seu egoísmo.

A decisão contra jesus está tomada:

deve morrer.

Também a decisão de Jesus está tomada:

permanecerá fiel ao amor que recebeu do Pai.

E amará os seus até ao fim,

até à cruz.

E desse amor tão abundante nascerá para todos nós,

que andávamos perdidos nos nossos egoísmos,

uma vida nova.

»»»»»»»»»»

Estou aqui para Te rezar

e não encontro as palavras.

Abro para Ti as minhas mãos vazias.

Só Te consigo rezar assim:

esperando que a tua vida oferecida

encha de vida abundante a minha vida tão dispersa.

 

 

edisal@edisal.salesianos.pt

http://www.edisal.salesianos.pt/

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NOTA:

O livrinho “REZAR NA QUARESMA – Um Caminho de mudança” consta de leituras –

citação bíblica do Evangelho do dia;

uma frase bíblica em destaque;

uma imagem para ajudar a pensar;

uma meditação que faz a ponte entre o Evangelho e os dias de hoje;

uma proposta de oração.

Dai que, durante este período de Quaresma, tal como ocorreu nos 2 últimos anos (como acima refiro), diariamente será aqui transcrito o texto do respectivo dia, solicitando a devida vénia às Edições Salesianas.

António Fonseca

aarfonseca0491@hotmail.com

http://bibliaonline.com.br/acf

Nº 1241 - 2ª Página – ACTOS DOS APÓSTOLOS – evangelista S. Lucas – 31 DE MARÇO DE 2012

 
Ver NOTA INICIAL publicada em 19/3:
 
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Nº 1241-2ª Página

ACTOS DOS APÓSTOLOS
 
II – A IGREJA DE JERUSALÉM PONTO DE PARTIDA
 
 
Prisão e libertação dos Apóstolos – Surgiu então o Sumo Sacerdote com todos os seus sequazes, isto é, o partido dos saduceus; encheram-se de inveja e deitaram as mãos aos Apóstolos, metendo-os na prisão pública. Mas durante a noite, o Anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, depois de os ter conduzido para fora, disse-lhes: «Ide para o Templo e anunciai ao povo as palavras da Vida». Obedientes a essas ordens, entraram no Templo de manhã cedo e começaram a ensinar. Entretanto, chegou o Sumo Sacerdote com os seus sequazes; convocaram o Sinédrio e todo o Senado dos filhos de Israel e mandaram buscar os Apóstolos à cadeia. Os guardas foram lá, mas não os encontraram na prisão, e voltaram declarando: «Encontrámos a cadeia fechada com toda as segurança e os guardas de sentinela à porta, mas, depois de a abrirmos, não encontrámos ninguém no interior». Esta notícia pôs os Sumos Sacerdotes e o comandante do Templo numa grande perplexidade e perguntavam a si próprios o que tudo aquilo poderia significar. Veio, então alguém comunicar-lhes: «Os homens que meteste na prisão estão agora no Templo a ensinar o povo». O comandante do Templo dirigiu-se imediatamente para lá com os guardas e trouxe os Apóstolos, mas não à força, pois receavam ser apedrejados pelo povo. Trouxeram-nos, pois, e levaram-nos à presença do Sinédrio. O Sumo Sacerdote disse-lhes: «Proíbo-vos formalmente de ensinar nesse nome. Enchestes Jerusalém com a vossa doutrina e quereis fazer recair sobre nós o sangue desse homem».
 
Importa mais obedecer a Deus do que aos homens Pedro e os Apóstolos responderam: «Importa mais obedecer a Deus do que aos homens. O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a Quem matastes, suspendendo-O num madeiro. Foi a Ele que Deus elevou, com a Sua direita, como Chefe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados. E nós somos testemunhas destas coisas, juntamente com o Espírito Santo, que Deus tem concedido àqueles que Lhe obedecem».
 
Intervenção de Gamaliel – Enraivecidos com tal linguagem, pensaram a sério em matá-los. Ergueu-se, então, um homem no Sinédrio, um fariseu chamado Gamaliel, doutor da lei, respeitado por todo o povo. Mandou sair os acusados uns momentos e, tomando a palavra, disse: «Homens de Israel, tomai cuidado com o que ides fazer a esses homens. Nos últimos tempos, apareceu Teudas que se dizia alguém e ao qual seguiram, cerca de quatrocentos homens. Ele foi liquidado e todos os seus partidários foram destroçados e reduzidos a nada. Depois dele, apareceu também Judas, o Galileu, nos dias do recenseamento, e arrastou o povo, atrás dele. Morreu, igualmente, e todos os seus adeptos foram dispersos. E, agora digo-vos: “Não vos metais com esses homens, deixai-os. Se o seu empreendimento é dos homens, esta obra acabará por si própria; mas, se vem de Deus, não conseguireis destrui-los, sem correrdes o risco de entrardes em guerra contra Deus”». Concordaram, então, com as suas palavras. Trouxeram novamente os Apóstolos e depois de os mandarem açoitar, proibiram-lhes de falar no nome de Jesus e libertaram-nos. Quanto a eles, saíram da sala do Sinédrio cheios de alegria por terem sido considerados dignos de sofrer vexames por causa do nome de Jesus. E todos os dias, no Templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Boa Nova de Jesus, o Messias.
 
 
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Amanhã, dia 1/4/12, se Deus o permitir, prosseguirei esta transcrição.

António Fonseca

aarfonseca0491@hotmail.com

Nº 1241-3ª Página - Recordando o Padre Salgueirinho – Vitral–31 de Março de 2012

(Pde Mário Salgueirinho Barbosa)


Padre Mário Salgueirinho foi para todos nós um ser humano exemplar, uma pessoa marcante e ficam definitivamente as nossas vidas mais pobres sem o seu carácter, bondade e sabedoria.
Que descanse em paz com as honras do Senhor.
18\06\1927 - 29\10\2011

O prometido é devido
Como devem ter reparado, ultimamente (talvez por falta de espaço ou tempo, ou outro motivo preponderante a Voz Portucalense não tem podido dar seguimento à publicação de Vitrais). Recorri já por várias vezes ao blogue que, ele escreveu, e que graças a Deus, vai permanecendo na Internet, e novamente segui o mesmo critério, e resolvi recolher os textos que foram ali publicados no mês de Abril de 2007, em 2, (Mensagem da Procissão dos Ramos ) em 16 (Dois gestos extraordinários ) e em 29 (O Dia do Livro -  e, Dia da Mãe) do referido mês.

Sunday, April 29, 2007

Dia da Mãe

O próximo domingo é o "DIA DA MÃE". Tem de ser um dia de reflexão, de ternura e de gratidão.
Sintetizamos a importância deste dia nesta pequena frase: "Mãe, basta um minuto para te dizer que te amo, mas não chega a minha vida inteira para agradecer-te o quanto fizeste por meu amor".
Na verdade, perante tanto esquecimento, abandono e crueldade que verificamos, à nossa volta, de filhos para com sua mãe, bem precisamos de educar as crianças e os jovens para uma atitude perene de gratidão para com a sua progenitora.
Se um filho refletir um pouco - ao menos neste dia - encontrará na vida de sua mãe momentos de imensa generosidade e sacrifício, físico e moral, ao longo dos anos, para que seus filhos nascessem e crescessem sem privações nem sofrimentos.
Gostaria que os meus leitores pudessem dizer sentidamente a sua mãe, nesse dia, o conteúdo deste meu poema.


MÃE
Adoro-te, porque és o rosto de Deus na Terra.
Descubro-o no amor inexcedível de tua vida:
- na ternura do teu olhar;
- no encanto do teu sorriso;
- no amargor das tuas lágrimas;
- na candura dinâmica dos teus beijos;
- nas rugas sofridas da tua face;
- no silêncio da tua doação generosa;
- no desvelo heroico da tua caminhada...

MÃE!
Mesmo que não fosses bela...
Mesmo que não fosses santa,
mesmo pobre, enrugada e humildinha,
eu te adoraria...


MÃE!
Amo-te,
depondo gratamente no regaço
em que me embalaste
o meu coração:
- este coração que começou a palpitar
com o teu,
este coração que tu me deste!

posted by Maia @ 2:25 PM0 comments

O Dia do Livro

Terça-feira, 23, foi o "Dia do Livro". Devia ser um dia de esperança, uma esperança de aumento de interesse pela leitura, sobretudo de todos os jovens que gastam o seu tempo em diversões várias, de costas para o livro impresso.
Os nossos jovens - homens de amanhã, ocupados com tantos festivais musicais e desportivos, não reservam tempo para a leitura.
Mas não apenas eles. Há muitos adultos que não leem, ou porque o seu tempo livre escasseia, ou porque perderam a necessidade de ler, principalmente a curiosidade intelectual, a curiosidade de aprender, de saber, de enriquecer culturalmente.
Por vezes, detenho-me a observar nos escaparates dos quiosques as capas de revistas oferecidas ao comprador. Que futilidade! Que banalidade! Que mediocridade! Que vazio! Só fofocagem fútil, sem um pingo de cultura que valha o preço da revista e enriqueça os leitores.
Toda a criança devia começar por aprender dos seus educadores que um bom livro é um amigo excepcional, para apreciar, para manusear, para ser um companheiro durante algum tempo, às vezes para toda a vida.
Os amigos humanos são variáveis nas atitudes e comportamento, e nem sempre compreendem a missão da amizade com dedicação, com solicitude, com fidelidade.
Mas o bom livro é um amigo indefectível, sempre disponível a nosso lado, noite e dia, servindo-nos sem enfado, ajudando-nos sem cansaço, folheado e relido quantas vezes precisarmos ou quisermos usufruir do prazer do seu conteúdo. Poucos amigos serão desvelados como o livro que não nos abandona, que não regateia o tempo oferecido, que se deixa abrir e ler pacientemente.
O "dia do livro" é um dia de estímulo à leitura: à escolha de bons livros, com mensagens positivas que, ao fechá-los, se deseje reabri-los e voltar a lê-los e dizer "obrigado" ao seu autor.
Cada adulto consciente deve ser apóstolo do livro, esclarecendo e recomendando. E aproveito para lembrar que muitos cristãos lamentavelmente descuram a leitura de livros de carácter religioso, que esclareçam e reforcem a sua fé.
Cada adulto consciente deve ser apóstolo do livro, esclarecendo e recomendando.
E aproveito para lembrar que muitos cristãos lamentavelmente descuram a leitura de livros de carácter religioso, que esclareçam e reforcem a sua fé.

posted by Maia @ 2:24 PM0 comments

 

Monday, April 16, 2007

Dois gestos extraordinários

A imprensa não enxerga, ou faz que não enxerga, eventos nobres. A maior parte dos jornalistas não aprecia nem dá relevo aos valores espirituais que vão surgindo.
Exemplo flagrante são dois gestos insólitos e belos, ocorridos no fim do mês de Março.
Em S. Martinho do Campo (Santo Tirso) deflagrou um grande incêndio numa fábrica de têxteis. Vários operários ficaram feridos gravemente, mas um deles, homem de extraordinária coragem e solidariedade, não vendo fora da fábrica alguns companheiros, reentrou para ajudar a salvá-los, mas o fogo já não o deixou sair. Morreu.
Extraordinário exemplo de heroísmo e abnegação!
Entretanto, o novo Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, sentindo a dor profunda dessa família enlutada, confortou esses familiares telefonicamente e deslocou-se a S. Martinho do Campo para presidir ao funeral daquele operário herói, consolando todos os participantes com palavras de fé e de esperança,
O povo daquela freguesia, e o de outras das redondezas que tiveram conhecimento, sentiram a alegria da presença reconfortante do seu Bispo, o Pastor que sofre com o sofrimento do seu redil.
E nós, atentos a estes testemunhos, sentimos a alegria de ser dirigidos por um Pastor de coração compassivo.
Nenhum jornal divulgou estes gestos. Mas temos de estar atentos ao que de belo vai ocorrendo à nossa volta para aprender esta solicitude evangélica e transmitir estas mensagens, para transformação deste mundo insensível num mundo fraternalmente solidário.
Dois exemplos: um homem que sacrifica a vida para salvar outros e um Bispo que ensina a amar e a confortar irmãos que sofrem.

posted by Maia @ 4:48 PM0 comments

Monday, April 02, 2007

Mensagem da Procissão dos Ramos

As procissões litúrgicas do Dia de Ramos são como sempre bem participadas pelo nosso povo crente. Evocam o acolhimento caloroso com que Jesus foi recebido, em Jerusalém, pelo povo simples. Esse povo que assistira a milagres e escutara palavras de esperança dos lábios de Jesus, numa atitude de júbilo e de fé, estendia no pavimento poeirento seus mantos desgastados e erguia ramos de palmeira saudando e cantando " bendito o que vem em nome do Senhor".
Um delírio indescritível que os Evangelistas não conseguiram retratar plenamente. Mas, pouco tempo depois, esse mesmo povo, num gritedo ingrato e incoerente, pedia e exigia a Pilatos que crucificasse o Divino Nazareno.
Se estivermos atentos ao mundo que nos rodeia, verificaremos que esta atitude incoerente se repete constantemente. Quando tudo corre bem, quando tudo é do nosso agrado, levantamos as mãos e a voz como aquele povo para saudar, para louvar, para enaltecer. Dia de Ramos.
Quando a roda desanda e não ocorre ao nosso agrado, da nossa conveniência, atiramos as pedras da intransigência, da incompreensão, da condenação injusta. Crucificai-o! Crucificai-o!
Olhemos o mundo. Há um treinador desportivo que se esforça pelo bom resultado nos desafios do seu clube. O seu grupo vence várias vezes. As saudações, os louvores, os elogios ao treinador gritam-se em numerosas manifestações de júbilo.
Mas o clube começa a perder e os lenços de despedida espanejam, as palavras dos adeptos ecoam no estádio, pedindo e exigindo a demissão do responsável, esquecendo os momentos de vitória.
Há um gerente de uma empresa dedicado e competente. Tudo corre bem: elogios, expressões de contentamento, como ramos de glória, exprimindo satisfação e júbilo. Mas o cansaço chegou, a crise dificultou os resultados e logo surge, num tom ou noutro, a condenação injusta. Crucificai-o!
Há um sacerdote generoso, pastor solícito e competente que se entrega ao serviço desvelado dos seus paroquianos. Tudo são louvores, ramos de elogios levantados pelo seu povo com admiração, com palavras de justiça e de reconhecimento do seu mérito. Mas às vezes, pouco tempo depois, perante uma insignificância que não agradou, logo surgem os gritos de condenação, de perseguição, de despedimento. Crucificai-o! É bom ser coerente nos nossos julgamentos, nos nossos comentários, nas nossas apreciações. Se olharmos para as pessoas com compreensão e amor, se fizermos da virtude da coerência a nossa medida, nunca deixaremos esquecer as horas de êxito e glória, para afirmar-nos com verdade e justiça.
Há um sacerdote generoso, pastor solícito e competente que se entrega ao serviço desvelado dos seus paroquianos. Tudo são louvores, ramos de elogios levantados pelo seu povo com admiração, com palavras de justiça e de reconhecimento do seu mérito.
Mas às vezes, pouco tempo depois, perante uma insignificância que não agradou, logo surgem os gritos de condenação, de perseguição, de despedimento. Crucificai-o!
É bom ser coerente nos nossos julgamentos, nos nossos comentários, nas nossas apreciações. Se olharmos para as pessoas com compreensão e amor, se fizermos da virtude da coerência a nossa medida, nunca deixaremos esquecer as horas de êxito e glória, para afirmar-nos com verdade e justiça.

posted by Maia @ 2:53 PM0 comments

Como já salientei anteriormente esclareço que a publicação não foi alteradaa não ser na grafia que está atualizada – mas a sua disposição é mantida “aliás como sempre faço” e as datas estão em sentido descendente.
 
Os meus cumprimentos. António Fonseca
 
Post para publicação em 31-3-2012 – 10,20 horas.

Nº 1241 – 1ª Página – (86/2012) - SANTOS DE CADA DIA – 31 de Março de 2012 - 4º ano

Ver Notas no final
Nº 1241 – 1ª Página – 2012
Tero_thumb_thumb_thumb_thumb_thumb_t[1]God-Remained-Posters_thumb_thumb_thu[2]
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Quaresma
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Juan Clímaco, Santo

Juan Clímaco, Santo

O monte Sinai, com tantas recordações bíblicas, forma um maciço de cumes e vales pedregosos e muito secos, quase sem vegetação. Quando o visitou a religiosa Etéria (de naturalidade galega, do século IV ou V), o Sinai estava povoado de monges. Etéria viu diferentes mosteiros, capelas guardas por monges, covas em que moravam anacoretas “e uma igreja no alto do vale; diante da igreja há um ameníssimo jardim com água abundante, no qual está a sarça; muito perto, indica-se o lugar onde se encontrava São Moisés quando Deus lhe disse: «Desata a correia do teu calçado»”. O mosteiro de Santa Catarina, único a manter a vida monacal naquelas paragens agrestes, está situado a mais de 2 000 metros do sopé de Djebel-Musa ou monte de Moisés. Vive no mosteiro uma comunidade de monges ortodoxos gregos e conserva sua famosa biblioteca com 500 manuscritos antigos. No século XIX foi descoberto nela o Códice Sinaítico, do século IV, com todo o Novo Testamento e a maior parte da versão grega do Antigo. A recordação de Moisés e de Elias, aos quais falou Deus neste monte, atraiu desde os primeiros tempos muitos anacoretas. Estes viveram em recintos fechados e só se permitia a vida solitária dentro da clausura. Cada mosteiro regia-se a seu modo, sem regra comum; mas todas estas se inspiravam nos preceitos que S. Basílio dera aos monges. Os divinos ofícios duravam seis horas. O resto do dia ocupavam-no em trabalhos manuais e no estudo. Teciam para si os vestuários; túnica áspera de pelo de cabra ou de cordeiro, faixa, manta e sandálias. Preparavam pergaminhos, transcreviam e iluminavam códices. Comiam uma só vez ao dia e praticavam jejum rigorosíssimo na Quaresma e no Advento. A caridade em forma de hospitalidade era característica dos monges. Junto a cada mosteiro estava a hospedaria para peregrinos e viajantes. Nesse ambiente correu a vida de S. João Clímaco, o mais popular dos escritores ascéticos daqueles séculos, devido à sua única obra Escada do paraíso. Os poucos dados biográficos que chegaram até nós, conhece-mo-los principalmente pelo monge Daniel. Este redigiu-os pouco depois da morte do Santo, como introdução ao livro dele.

Juan Clímaco, Santo

Juan Clímaco, Santo

João Clímaco viveu na segunda metade do século VI e primeira metade do VII. Era muito novo quando um dia se apresentou no mosteiro do Sinai, disposto a consagrar-se a Deus. Nem os bens de família, que eram muitos, nem a educação distinta que recebera, nem um porvir risonho, foram obstáculo para iniciar uma vida humilde e austera. Tudo foi esquecendo heroicamente com as instruções dum excelente religioso chamado Martírio, e depois de três anos de noviciado - a duração que preceituava a regra – entrou na comunidade de monges. Daniel afirma sem rodeios que ele era monge submisso e instruído em letras. Uns anos depois, morreu o monge Martírio e o nosso Santo retirou-se para o extremo do monte, a uns cem metros duma ermida. Ali vivia mais perto de Deus, num antro apertado ou cela natural, que foi testemunha, durante muitos anos, das suas prolongadas orações, contemplações, penitências e lágrimas. Aprendeu aí o que, alguns anos mais tarde, aconselharia ao abade de Raytun numa carta ainda existente: “entre todas as ofertas que podemos fazer a Deus, a mais agradável a seus olhos é indiscutivelmente a santificação da alma por meio da penitência e da caridade”. Aí venceu o demónio da gula, comendo pouco, ao mesmo tempo que dominava a vanglória, comendo de tudo o que lhe permitia a regra monástica, pois sabia que as abstinências extremas foram motivo de ostentação noutros monges. Passou 40 anos alheio à indolência, dado ao estudo e ao trabalho, sendo a oração prolongada e breve o sono, e mantendo-se parco no comer e benigno com os visitantes incómodos. No princípio viveu completamente isolado; correu porém a fama da sua erudição e santidade, e várias pessoas iam ter com ele em busca de conselho. João instruiu-as com toda a caridade. Não faltaram invejoso que o censuraram de charlatão, por isso ele mesmo se impôs a penitência de não ensinar com palavras, mas com obras de penitência, de doçura e de modéstia. Isto durou até que os mesmos que o tinham difamado, foram pedir-lhe que reavivasse os seus divinos ensinamentos. passou horas de tristeza e desânimo, com vontade de tudo deixar correr. Mas logo se tranquilizava pensando agradar a Jesus Cristo e terem muitos chegado à santidade por esse caminho. Quando morreu o abade do Monte Sinai, os monges foram à procura de João e pediram-lhe que aceitasse o cargo de lhe suceder. O Santo, perante a insistência, sempre aceitou e foi para o mosteiro acompanhando-os. Não se tinham equivocado: João desempenhou o cargo com sabedoria, bondade de carácter e vida exemplar. Sendo abade, redigiu, ou pelo menos terminou, a Escada do paraíso, fruto de longa experiência ascética. Compõe-se de 30 graus, que são outros tantos capítulos em que o santo explica, em forma de aforismos e sentenças, as virtudes do monge e os vícios que terá de vencer. O estilo é muito simples e claro. Serve-se de exemplos vividos nos mosteiros. Assim diz-nos que, edificando-o a virtude do monge cozinheiro lhe perguntou uma vez como podia andar recolhido,a cada momento, praticando um trabalho tão material. O cozinheiro respondeu-lhe: “Quando sirvo os monges, imagino comigo que sirvo ao próprio Deus na pessoa dos seus servidores, e o fogo da cozinha recorda-me as chamas que abrasarão os pecadores eternamente”. Os primeiros graus da Escola do paraíso são: a renúncia à vida do mundo, aos afectos terrenos, ao afecto pelos parentes, e a obediência, a penitência, o pensamento da morte e o dom de lágrimas ou, como diz, a tristeza que nos causa a alegria. “Caríssimos amigos, – escreve o Santo – na hora da morte o juiz supremo não nos lançará em rosto termos feito milagres, ou não termos sabido subutilizar em matérias elevadas de teologia, como também não termos chegado a um grau elevado de contemplação, mas sim de não termos chorado os nossos pecados de modo que merecêssemos o perdão”-. Os graus seguintes são: a doçura que triunfa da cólera, esquecimento das injúrias, fugir da maledicência, pois esta seca a virtude da caridade; amor ao silêncio, porque muito falar leva à vanglória; fugir da mentira, que é acto de hipocrisia; combater o enfado e a preguiça, uma vez que esta última destrói por si só todas as virtudes; praticar a temperança, porque gulosar é hipocrisia do estômago, o qual diz nos vamos saciar com aquilo que realmente não sacia. Contentando a intemperança, vem a impureza; daqui se segue que no grau seguinte seja o amor à castidade. A castidade – diz – é dom de Deus, e para obtê-lo convém recorrer a Ele, pois a natureza não a podemos vencer só com as nossas forças. Seguem os graus que tratam da pobreza, virtude oposta à avareza, do endurecimento do coração, que é a morte da alma; do sono, do canto dos salmos; das vigílias, da timidez efeminada, da doçura da alma, humildade, vida interior, paz de alma, oração e recolhimento. O último grau do livro está dedicado às virtudes teologais. Levado pela caridade prática, mandou edificar uma hospedaria para peregrinos a pouca distância do mosteiro. Informado disto, o papa S. Gregório Magno quis ajudá-lo enviando-lhe uma quantia juntamente com uma carta, ainda conservada, em que se recomenda às orações de Clímaco. Morreu com a mesma simplicidade com que vivera. A sua Escada do paraíso, depressa se tornou famosa. O livro copiou-se e leu-se em todos os mosteiros, foi traduzido para latim, e o autor imortalizou-se com o sobrenome de Clímaco, do grego clymas, que significa “escada”. Também, lhe chamaram João o Escolástico, designação que apenas se dava a pessoas de muita doutrina. João Clímaco é um dos Santos Padres da Igreja grega. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuita.pt

COMPLEMENTO

Desde muito jovem que João mostrou interesse pela vida religiosa. Aos 16 anos ingressou numa congregação de monges que viviam no Monte Sinai e estudou sob a orientação do Abade Martírios. Quando o seu mentor faleceu, João, quer tinha então cerca de 35 anos, procurou uma vida de solidão devotando-se ao estudo e à oração. Apesar de viver em reclusão, a sua reputação como conselheiro foi crescendo e era frequentemente visitado por pessoas que procuravam orientação espiritual. Aos 75 anos e a pedido insistente dos monges, regressou ao mosteiro no Monte Sinai como seu dirigente. A sabedoria, piedade e eficiência com que levava a cabo os seus deveres tornaram-se em breve reconhecidas pela hierarquia da Igreja e até o Papa Gregório, o Grande, pediu para ser incluído nas suas orações.
Guias de espiritualidade – Além de bom conselheiro, João era também um grande escritor. O seu legado à Igreja são as obras que escreveu a propósito das exigências e recompensas da vida cristã. São estas A Escada para o Paraíso e Ao Pastor. A Escada para o Paraíso foi escrita a pedido do Abade do Mosteiro de Raithou e valeu a João o nome Climacus (em grego, escada diz-se klimax). Aí, João usa curiosidades históricas, parábolas e teologia pessoal para  fornecer aos leitores um modelo para a viagem em direção à perfeição da Fé. A obra, que continua a ser lida todas as quaresmas nos mosteiros ortodoxos , teve popularidade quase imediata e foi traduzida em várias línguas. Em Ao Pastor, oferece conselhos a quem tem a responsabilidade de apoiar o desenvolvimento espiritual dos outros. Após anos ao serviço do próximo, João faleceu em paz no seu eremitério quase com 80 anos.
 
No seu rasto
 
João passou mais de quarenta anos recolhido num eremitério.
Hoje continua a haver pequenas comunidades de homens entregues a uma devoção total a Deus. Uma delas é a dos Ermitas da Muito Abençoada Virgem Maria do Monte Carmelo. Esta comunidade foi buscar o nome a um grupo que viveu no Monte Carmelo, na Palestina, no início do século XIII. Estabeleceram um regime diário que recebeu o nome de Regra Carmelita e dedicam as suas vidas à Virgem. No eremitério do Monte Carmelo os eremitas seguem a Regra carmelita:
* Cada homem permanece na sua cela, em meditação ou oração, a não ser que esteja a fazer algum trabalho para o grupo.
* As refeições são tomadas em solidão, a não ser aos domingos e em dias especiais.
* Dado que a missão dos eremitas é chamar as pessoas a Deus através da oração, não há ministério ativo.
O eremitério oferece um refúgio àqueles que procuram um lugar tranquilo para refletirem e aproximarem-se de Deus.
 
Oração
 
Senhor, agradeço-Te pelos grandes textos escritos por São João Clímaco. Possam as suas palavras continuar a inspirar as gerações vindouras. Como o guiaste para ser teu sábio e fiel servidor, imploramos-Te que nos guies de forma a mostrar-Te a nossa devoção todos os dias em tudo o que fazemos. Que a Tua palavra encha os nossos corações e as nossas vidas e apague todas as distrações para que façamos unicamente a Tua vontade. Ámen.
(Oração tradicional)
 
No período da vida de São João Clímaco (século VII) ocorreram diversos acontecimentos dos quais se destacam: O Sínodo de Whitby estabelece a Igreja de Inglaterra (664); Budistas indianos começam a escrever os Tantras (século VII); Os árabes destroem o Império Persa (641); Clóvis III torna-se Rei dos francos (691-695).
 

SANTO ACÁCIO DE ANTIOQUIA

Bispo (250)

Sendo bispo de Antioquia da Pisídia (Turquia Asiática) foi preso durante a perseguição de Décio (248-251). Possuímos a ata do interrogatório que o prefeito Marciano lhe dirigiu. Acácio rejeita nela o politeísmo e mofa dos deuses do Império com grande desenvoltura. Foi necessário que esse Marciano fosse de todo agnóstico, ou secretamente cristão, para que o deixasse falar como ele fez e, sobretudo, para o absolver. Não se sabe quanto sobreviveu Acácio à libertação. Do livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT

SANTA BALBINA

Virgem

Balbina de Roma, Santa

Balbina de Roma, Santa

Santa Balbina (ou Babina) encontrou lugar nos martirológios a partir do século IX em consequência dum mal-entendido. Havia em Roma, entre as vias Ardeatina e Ápia, um “cemitério de Balbina”, por causa do nome da matrona que o tinha dado à igreja. Mais tarde, veio a ser “cemitério de Santa Balbina”, e ficou desde então a julgar-se que era por uma “virgem e mártir”, chamada Balbina, lá ter sido enterrada. Do livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT

SÃO BENJAMIM

Mártir (422)

Benjamin, Santo

Benjamin, Santo

Sapor II, rei da Pérsia, tinha tentado sacudir o jugo dos romanos e ao mesmo tempo aniquilar a religião cristã no seu país. Depois da sua morte, foi restituída a paz à Igreja, mas em breve se desencadeou violenta perseguição que durou cerca de três anos. Foi nos começos deste período que foi preso o diácono Benjamim, cuja atividade e influência tinham desagradado a Isdeberge, o novo rei. Entabulavam-se, entretanto, negociações para restabelecer a paz entre este príncipe e o embaixador de Roma. Este pediu que Benjamim, fosse posto em, liberdade. O rei consentiu, mas impôs a condição de o diácono prometer não voltar a exercer o seu zelo entre os magos e sacerdotes da religião persa. Não houve forma de conseguir tal promessa do prisioneiro. Declarou que nunca fecharia aos homens as fontes da graça divina, nem deixaria de fazer brilhar diante dos seus olhos a verdadeira luz. «Doutra forma, acrescentou, eu próprio incorreria nos castigos que o Mestre reserva aos servos que enterram o seu talento». Apesar disso, foi posto em liberdade sob fiança do embaixador romano. Logo que se viu solto, Benjamim voltou a fazer prosélitos entre os magos e adoradores do fogo. Informado disso, o rei intimou-o a comparecer na sua presença e desta vez ordenou-lhe que adorasse o sol e o fogo. «Faz de mim o que quiseres – respondeu Benjamimmas eu nunca renegarei o Criador do Céu e da terra, para prestar culto a criaturas perecedoras. Que juízo farias de um súbdito que prestasse a outros senhores a fidelidade que te é devida a ti?». Furioso com a resposta, Isdeberge ordenou que o torturassem. Espetaram-lhe por muitas vezes canas aguçadas entrasse as unhas e nas articulações. Como persistisse em não apostatar, aplicaram-lhe o suplicio da empalação, e ele expirou dando graças a Deus. passou-se isto pelo ano de 422. Do livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT

Boaventura (Tornielli) de Forli, Beato

Sacerdote Servita

Buenaventura (Tornielli) de Forli, Beato

Buenaventura (Tornielli) de Forli, Beato

Martirológio Romano: Em Udine, no território de Veneza, beato Buenaventura Tornielli, presbítero da Ordem dos Servos de María, que com sua pregação por diversas regiões de Itália moveu o povo à penitência, falecendo já octogenário, enquanto pregava um sermão quaresmal (1491). Etimologicamente: Buenaventura = Aquele que possui boa fortuna, é de origem latino. O Beato Buenaventura Tornielli, nasceu em Forli no ano 1411, e pertenceu a uma família acomodada. Parece que não ingressou na Ordem dos Servitas senão em 1448, quando tinha trinta e sete anos de idade, mas seu fervor e austeridade de vida cedo lhe permitiram recuperar o tempo perdido. Depois de sua ordenação, preparou-se para o trabalho apostólico com um ano de retiro e cedo começou a pregar com maravilhosa eloquência e muito êxito. Foi comissionado especialmente pelo Papa Sixto IV, para empreender esta missão apostólica e seus sermões produziram uma notável reforma de vida em todos os Estados papais e nas províncias de Toscana e Veneza. Em fins de 1488, foi eleito vigário geral de sua ordem, oficio em que deu mostras de suas grandes qualidades administrativas e de sua caridade. Ele, sem embargo, continuou ainda seu trabalho missionário e apenas havia terminado sua pregação de Quaresma em Udine, quando em Quinta-feira Santa de 1491 (31 de Março), foi chamado por Deus, esgotado pela idade e as penalidades da vida que havia levado. Suas relíquias foram finalmente levadas a Veneza, onde seu culto se acrescentou por causa das muitas curas milagrosas. Este culto foi confirmado em 1911 pelo Papa Pío X.

Cristóbal Robinson, Beato

Cristóbal Robinson, Beato

Cristóbal Robinson, Beato

Martirológio Romano: Em Carlisle, en Inglaterra, comemoração do beato Cristóbal Robinson, presbítero e mártir, que foi testemunha do martírio de são João Boste e, finalmente, sob o reinado de Isabel I, em dia não identificado, só pelo facto de ser sacerdote, também foi injustiçado, recebendo desta forma a palma da glória. (1597) Data de beatificação: 22 Novembro de 1987 pelo Papa João Paulo II, junto a outros 84 mártires de Inglaterra, Gales e Escócia. Cristóbal Robinson está em todas as antigas listas de mártires durante a Reforma Protestante, mas sua vida é ainda pouco conhecida. Sem embargo, sua memória nunca foi olvidada em Cumberland (hoje é parte de Cumbria), onde ele é o único mártir católico. Sua morte, evidentemente, causou uma profunda impressão, especialmente na sua terra natal: Carlisle. Cristóbal Robinson nasceu provavelmente em Woodside, perto de Carlisle, entre 1565 e 1570. Foi admitido, com outros seis jovens, em 17 de agosto 1589 no colégio de Douai como estudante. Esta escola havia sido fundada em 29 de setembro de 1568 por William Allen, um ex professor de Oxford e que mais tarde chegaria a ser cardeal. Os primeiros quatro sacerdotes foram enviados a Inglaterra em 1574, e nos próximos dez anos algo mais de uma centena seriam ordenados e partiriam para Inglaterra. De 1568 a 1594 o Colégio foi reassentado junto à Universidade de Reims e foi neste período que Cristóbal Robinson era estudante do Colégio. Imediatamente começou seus estudos teológicos e recebeu a tonsura e as primeiras Ordens Menores em 18 de agosto de 1590. Era tal a necessidade urgente de sacerdotes que haviam concedido ao Colégio uma dispensa geral para encurtar o tempo de formação para o sacerdócio que habitualmente é de seis anos. Cristóbal Robinson recebeu o resto de ordens menores e também as ordens do subdiaconato e o diaconato em cerimónias realizadas durante os três últimos dias do mês de março de 1591. Em 24 de fevereiro de 1992 foi ordenado sacerdote pelo Cardeal Philip Sega na sua capela privada em Reims. Partiu para Inglaterra em 1 de setembro de 1592. Cumberland e provavelmente parte de Westmorland iam ser seu campo de trabalho. Existe uma lista de 1596 em que junto a seu nome se indica “vive principalmente em Woodside, perto de Carlisle em Cumberland”. A única vivenda conhecida com certeza por haver sido visitada e usada por ele foi Johnby Hall, lar da familia Musgrave, a umas seis milhas de Penrith, perto de Castelo de Greystoke. Ele seguramente conhecia a John Boste, natural de Dufton, perto de Appleby, que era o sacerdote mais perseguido nos condados do norte. Ele seria eventualmente capturado junto de Brancepeth, no Condado de Durham, em 13 de setembro de 1593. Cristóbal Robinson se inteirou de sua captura e, tendo a segurança de que ninguém o reconheceria, cavalgou para assistir a seu julgamento. Depois escreveu um detalhado relato do processo e morte de John Boste. Este é o único documento de testemunho presencial de um martírio, escrito imediatamente após de ocorrerem os factos. Ele próprio foi detido três anos e meio depois, em 4 de março de 1597. Uma carta do P. Henry Garnett S.J., datada de 7 de abril de 1597 estabelece o seguinte: "Robinson, um sacerdote do seminário, foi recentemente encarcerado e enforcado em Carlisle. Durante a execução a corda partiu-se duas vezes e à terceira o P. Robinson reprovou ao comissário por sua crueldade, dizendo-lhe que, ainda que ele nunca cederia e se alegrava de sua luta, sem embargo a carne e o sangue eram fracos, pelo que pedia um pouco mais de humanidade para não atormentar a um homem durante tanto tempo. Quando eles optaram por usar duas cordas, ele disse: com isso tardarei mais em morrer, mas não importa, estou disposto a sofrer tudo”. O tempo se encarregou de fazer desaparecer os motivos porque Cristóbal Robinson fora julgado, mas há provas abundantes de que a única causa de sua execução foi ele ser um sacerdote católico. Também há muitas evidências de que em Carlisle o nome de Cristóbal Robinson não é só recordado mas também invocado como um verdadeiro mártir. responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta

SÃO DANIEL

Negociante e mártir (1411)

Daniel, alemão de nacionalidade, veio no século XV estabelecer-se em Veneza, para assegurar ao seu negócio maiores ganhos. Os estorvos do tráfico não lhe impediam servir a Deus com fidelidade. Dava grandes esmolas e visitava muitas vezes os diversos santuários da cidade; frequentava especialmente a igreja dos convento dos camaldulenses, chamada S. Matias de Murano. Pediu aos religiosos o favor de ter um quarto no claustro de baixo, para nele viver com o maior recolhimento e ocupar-se mais da salvação da alma. Num testamento de 31 de Março dispunha de todos os bens em favor dos camaldulenses. Aí viveu, não como religioso, mas antes como hóspede, e continuou durante anos o seu negócio habitual. Em 1411, vieram ladrões que, julgando encontrar grandes tesoiros no seu quarto, nele o assassinaram. Os religiosos sepultaram-lhe o corpo num túmulo de pedra, diante da sala do capítulo. Muito depois, pretendeu-se depositar no mesmo túmulo um senador de Veneza, chamado Paulo Donat. E foi então encontrado intacto o corpo de Daniel, sem corrupção e a exalar um odor agradável; desde então, foi ele considerado como mártir. O corpo foi exposto sobre um altar numa urna, a fim de ser possível aos fieis venerarem-no. Os camaldulenses festejam-no a 31 de Março. Do livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT

Guido de Pomposa, Santo

Abade

Guido de Ponposa, Santo

Guido de Ponposa, Santo

Martirológio Romano: Em Borgo São Domnino, na região de Parma, são Guido, abade do mosteiro de Pomposa, em que recebeu a muitos discípulos e restaurou os edifícios, preocupando-se de modo especial pela oração, a contemplação e o culto divino, e buscando viver na solidão, atento só a Deus (1046). Etimologicamente: Guido = Aquilo que é de madeira ou relativo ao bosque, é de origem germânica. São Guido nasceu perto de Ravena e seus pais estavam orgulhosos dele. Principalmente para os agradar, foi muito cuidadoso em seu aspecto exterior e em sua vestimenta. Sem embargo, uma vez, foi severamente castigado por esta forma de vaidade. Foi a Ravena, onde se celebrava a festa patronal de Santo Apolinário, e, despojando-se de suas finas roupas, as deu aos pobres e vestiu as mais andrajosas que pôde encontrar. Para vergonha de seus pais, partiu para Roma com esta indumentária e, durante sua permanência ali, recebeu a tonsura. Por inspiração divina se pôs sob a direcção de um ermitão chamado Martín, que vivia numa pequena ilhota no rio Pó. Durante três anos permaneceram juntos e depois, o solitário o enviou à abadia de Pomposa, perto de Ferrara, para que aprendesse a vida monástica numa grande comunidade. Esse mosteiro e o de São Severo, em Ravena, estavam na realidade sob a direcção do ermitão, que decidia a nomeação dos superiores. Os sobre salientes méritos de Guido foram tais, que mereceu altos cargos, e chegou a ser abade, primeiro de São Severo e depois de Pomposa, por nomeação de Martín, confirmado pela votação dos monges. Sua reputação arrastou a muitos (incluindo a seu pai e a seu irmão) a unir-se à comunidade, de sorte que o número de monges foi duplicado e se fez necessário que Guido construísse outro mosteiro para acomodá-los a todos. Depois de um tempo, delegou a outros a parte administrativa de seu oficio e se concentrou no aspecto puramente espiritual, especialmente na direcção das almas. Em certas épocas do ano, costumava retirar-se a uma cela, distante aproximadamente cinco quilómetros da abadia, onde levava uma vida de tão intensa devoção e inquebrantável abstinência, que parecia sustentar-se com o jejum e a oração. Especialmente durante a Quaresma, tratava seu corpo com tal severidade, que suas torturas poderiam dificilmente superar-se e ainda assim, era extraordinariamente terno com os monges, que lhe tinham grande devoção. São Pedro Damião, que a pedido seu, deu lições de Sagrada Escritura na abadia de Pomposa durante dois anos, dedicou a São Guido seu livro De Perfectio ne Monachorum. Apesar de haver sido um santo, Guido não escapou à perseguição. Por alguma razão, Heriberto, arcebispo de Ravena, concebeu um ódio acerbo contra ele e se decidiu em verdade a destruir seu mosteiro. Advertido do ataque que se aproximava, a única medida de defesa do abade foi um jejum de três dias em companhia de toda sua comunidade. Quando o arcebispo e seus soldados chegaram às portas da abadia, Guido saiu a recebê-los, e com o maior respeito e humildade, os conduziu à igreja. O coração de Heriberto se comoveu: pediu perdão ao abade, e prometeu protegê-lo dali em diante.

Guido de Ponposa, Santo

Guido de Ponposa, Santo

No final de sua vida, São Guido de Ponposa, se retirou para a solidão, mas foi chamado a Piacenza pelo imperador Enrique III, que havia chegado a Itália e desejava consultar o abade, de cuja santidade e sabedoria tinha grandes referências. O ancião obedeceu muito a seu pesar e se despediu ternamente de seus irmãos, dizendo-lhes que nunca mais veria seus rostos. Havia chegado a Borgo San Donino, perto de Parma, quando foi atacado repentinamente por uma enfermidade, de que morreu ao terceiro dia. Se originou uma disputa pela custódia de seu corpo entre Pomposa e Parma. O imperador dirimiu a questão, fazendo levar as relíquias à igreja de São Juan Evangelista, em Speyer, que mais tarde foi rebatizada com o nome de São Guido-Stift. ¡Felicidades a quem leve seu nome!

Joana de Toulouse, Beata

Virgem

Juana de Toulouse, Beata

Juana de Toulouse, Beata

Martirológio Romano: Em Toulouse, em França, beata Juana, virgem, da Ordem das Carmelitas (s. XV). Etimologicamente: Juana = versão feminina do nome Juan = Deus é misericórdia, é de origem hebraica. A princípios do ano 1240, os Irmãos Carmelitas de Palestina se estabeleceram em Toulouse. Vinte e cinco anos depois, quando São Simon Stock cruzou Toulouse a caminho de Bordéus, se lhe aproximou uma mulher chamada Juana, a qual lhe suplicou que a admitisse na sua ordem. O prior Juan a admitiu, a cobriu com o hábito carmelita e lhe permitiu fazer o voto de perpétua castidade. No que foi possível, Juana observou estritamente a regra de Santo Alberto de Jerusalém e foi venerada, não só como a primeira terceira carmelita, mas como a fundadora das terceiras. Diariamente frequentava a igreja dos padres e combinava a penitência com o amor, privando-se quase das coisas necessárias da vida para ajudar aos pobres e enfermos. Costumava também dirigir os jovens nas práticas da santidade para os preparar a entrar na ordem carmelita. Costumava levar consigo uma imagem do Redentor crucificado, que ela estudava como se fosse um livro. A Beata Juana foi sepultada na igreja dos carmelitas de Toulouse e a sua tumba acudiam em grande número todos aqueles que buscavam sua intercessão. Foi venerada durante 600 anos e seu corpo foi várias vezes custodiado como relíquia, especialmente em 1805, quando um pequeno livro de orações manuscrito foi encontrado a seu lado. O anterior é um resumo da história da Beata Juana, cujo culto foi confirmado em 11 de Fevereiro de 1895.

Natália Tulasiewicz, Beata

Mártir

Natalia Tulasiewicz, Beata

Natália Tulasiewicz, Beata

Martirológio Romano: Na aldeia de Ravensbrück, na Alemanha, beata Natália Tulasiewicz, mártir, que ao ser ocupada Polónia militarmente foi recolhida num campo de concentração pelos nazis e, por causa da inalação de gases, entregou sua alma ao Senhor (1945). Etimologicamente: Natália = Aquela que há nascido, é de origem latina. Natália Tulasiewicz nasceu na região polaca de Rzeszów na Polónia em 9 de Abril de 1906. Se cria num ambiente familiar católico e os valores aprendidos no lar não os perderá quando mais adiante se instale na cidade de Poznan. Todo o contrário. Natália não faz oposições entre suas ânsias juvenis de entrega e de serviço com a vivência sincera de sua fé. Ela há entendido que a vida e a fé vão da mão e que a santidade pode ser vivida no quotidiano. Por estes tempos os laicos vão tomando maior consciência de sua missão de santificar o mundo e Natália se une ao grande movimento de apostolado laical que se dá na Igreja, convertendo-se numa entusiasta animadora deste tipo de apostolado. A meados de Setembro de 1939, a católica Polónia vai a sofrer um dos períodos mais dolorosos de sua história. Quase simultaneamente é invadida por oeste pela Alemanha nazi de Hitler e por este pelo Exército Vermelho soviético de Estaline. Estes dois regimes eram abertamente contrários ao catolicismo e no lapso de poucos anos exterminaram a mais de seis milhões de polacos. A Natália, como a toda sua geração, lhe tocou presenciar com impotência como sua nação era aniquilada. Ela confiava em Deus e sabia que o mal nunca tem a última palavra, por mais que por momentos pareça invencível. Carregada de valor se entrega a infundir esperança entre seus compatriotas, animando-os a esperar no Senhor e a confiar-se à sua protecção. Mas seu apostolado não se ficou nos conselhos, ao inteirar-se de que muitas mulheres polacas estavam sendo enviadas a Alemanha a realizar trabalhos forçados, ela parte livremente com elas para poder ajudá-las espiritualmente. Em Abril de 1944 a GESTAPO, que era a polícia secreta política do regime nazi, descobre sua acção e a prendeu. Foi atrozmente torturada e humilhada publicamente para ser logo enviada ao campo de concentração de Rawensbruck. Era Sexta-feira Santa de 1945, suas forças são poucas logo depois dos mau tratos sofridos; sem embargo, esta admirável mulher sai de sua barraca e proclama um emotivo discurso sobre a Paixão e Ressurreição do Senhor que enche de esperança aos crentes. O Senhor tem um formoso gesto de ternura até sua filha Natália, pois dois dias depois, em 31 de Março, Domingo de Ressurreição, é trasladada a câmara de gás onde entrega sua alma ao Senhor da Vida. Em 13 de Junho de 1999, o Papa João Paulo II, beatificou a 108 vítimas da perseguição nazi, entre os quais se encontrava a laica Natália Tulasiewicz. Para ver mais sobre os 108 mártires de Polónia durante a Segunda Guerra Mundial faz "click" AQUI

Renovato (Renato), Santo

Bispo de Mérida

Renovato (Renato), Santo

Renovato (Renato), Santo

Etimologicamente: Renato = Aquele que volta a nascer, é de origem latina. Etimologicamente: Renovato = Aquele que há sido restaurado, é de origem latina. O XIV bispo de Mérida, Renovato, encerra a época gloriosa de santidade e esplendor emeritense: foi um varão equitativo, justo e engenhoso. Mestre acabado por sua doutrina e exemplaridade de vida. Depois de governar a Igreja durante muitos anos morreu na paz de Deus no ano 633. Seu corpo, junto com os de seus bispos predecessores (Masona e Inocente), descansam sepultados com as maiores honras numa mesma cripta em Mérida, na cripta da Igreja martirial de Santa Eulália. Ante seus sepulcros deram-se contínuos sinais de protecção; daqui que seu culto se iniciasse por assentimento ou aclamação da igreja local na liturgia, ao uso da época. É o último biografado pelo autor das "Vitas" que diz: ´O santo Renato, homem adornado de todas as virtudes; godo de origem, nascido e insigne pelo lustre de sua família. Era esbelto de corpo, de distintos modos, de singular estatura... era maior ainda por dentro sua formosura, inundado na posse do Espírito Santo. Antes havia sido abade do mosteiro de Cauliana. Se distinguiu nas artes e nas ciências eclesiásticas, especialmente nas Sagradas Escrituras. Seu agudo engenho o fez mestre de não poucos discípulos. Sua festa se celebra em 31 de Março.

Santo Agilolfo, bispo

Em Colónia, em Austrásia, santo Agilolfo, bispo, preclaro pela austeridade de vida e a pregação (751/752).

47960 > Sant' Agilulfo (Agilolfo) Vescovo MR

47950 > Santa Balbina di Roma Martire MR

93903 > Beato Bartolomeo Blanco Mercedario

48000 > San Beniamino Diacono e martire MR

92017 > Beato Bonaventura (Tornielli) da Forlì Sacerdote servita MR

47980 > Beato Cristoforo Robinson Martire MR

93527 > Beato Daniele de Ungrispach Martire camaldolese

47970 > Beata Giovanna di Tolosa Contessa, terziaria carmelitana MR

90844 > San Guido di Pomposa Abate 31 marzo MR

93268 > San Mauricillo (Maurilio) Vescovo di Milano

92951 > Beata Natalia Tulasiewicz Martire MR

 

Temporariamente, segundo informações do site www.santiebeati.it não é possível aceder às imagens dos santos acima descritos, pelo que agradeço a vossa compreensão. António Fonseca

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  • 1 - A integração dos textos editados MMI IMP S.r.l./IMP BV – impressa na União Europeia (Ver blogue nº 1153 – 3/1/12) que se refiram a alguns dos Santos hoje incluídos, continuara a ser efetuada diariamente desde que eu possua as respectivas pagelas na Coleção de Histórias de Santos que nos inspiraram, intitulada “Pessoas Comuns – Vidas Extraordinárias pelo que peço as minhas desculpas. AF.
  • Hoje POR EXEMPLO foi incluído como
  • Complemento na vida de
  • (João Clímaco, Santo)Estrela
  • 2 - Sites utilizados: Os textos completos são recolhidos através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. em que também incluo imagens recolhidas através de http://es.catholic.net/santoral,; em seguida os textos deste mesmo site sem tradução e com imagens, e por último apenas os nomes e imagens de HTTP://santiebeati.it.
  • 3 - Como já devem ter reparado, de vez em quando, segundo a sua importância há uma exceção da 1ª biografia, (ou biografias do Livro Santos de Cada Dia – já traduzidas – por natureza) que mais sobressaem, – quando se trate de um dia especial, dedicado a Jesus Cristo, a Nossa Senhora, Anjos ou algum Santo, em particular – todos os restantes nomes surgem por Ordem alfabética, uma, duas ou três vezes, conforme figurem nos três sites indicados, que poderão ser consultados - se assim o desejarem – pelos meus eventuais leitores. LOGICAMENTE E POR ESSE FACTO, DIARIAMENTE, O ESPAÇO OCUPADO, NUNCA É IGUAL, ACONTECENDO POR VEZES QUE É DEMASIADO EXTENSO.
  • Peço-vos a melhor compreensão e as minhas maiores desculpas e obrigado.
  • Responsabilidade exclusiva de ANTÓNIO FONSECA
    http://bibliaonline.com.br/acf; http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt