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terça-feira, 10 de abril de 2012

Nº 1249 - 2ª Página – ACTOS DOS APÓSTOLOS – Evangelista S. Lucas – 8 DE ABRIL DE 2012 – Domingo de Páscoa

ATENÇÃO:
Peço a vossa melhor atenção para o seguinte: No passado dia 4 do corrente mês, transcrevi o 10º Capítulo do Livro ACTOS DOS APÓSTOLOS, III – A EXPANSÃO DA IGREJA FORA DE JERUSALÉM e na sua parte final, comprometia-me a prosseguir com o capítulo 11 e seguintes, a partir do dia 6. Porém, – como se sabe, O HOMEM PÕE E DEUS DISPÕE – e não só pelo facto de ser Semana Santa, mas também porque tive de colaborar (não porque fosse obrigado, por alguém… mas apenas pela minha Consciência de Católico Praticante – nas cerimónias que se efetuaram nesses dias na Igreja da Comunidade de S. Paulo do Viso e na Igreja da Senhora do Porto, e, também pelo facto de querer compor outros textos que julguei importantes para incluir no meu blogue no FIM DE SEMANA MAIS IMPORTANTE DA RELIGIÃO CATÓLICA, conforme devem ter tido oportunidade de constatar, não tive qualquer possibilidade de tempo para prosseguir nesta transcrição que ficou suspensa até hoje dia 10 – (17 horas…). Acresce o facto de ter tido mais alguns problemas no meu computador, o que atrasou deveras o que eu pretendia fazer. Somente agora me é possível tentar recuperar o tempo perdido e por isso vou começar a transcrever o capítulo 11 (que deveria ter saído no dia 6) e à medida que os for completando, serão imediatamente editados, de modo a que – o mais depressa que me for possível, - fique tudo em dia.
Os meus cumprimentos. ANTÓNIO FONSECA
NOTA COMPLEMENTAR: A data de 8 de Abril acima indicada, refere-se ao dia em que este texto deveria ter sido publicado. Assim sucederá sucessivamente por cada edição até ficar em ordem. AF.
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Nº 1249-2ª Página

ACTOS DOS APÓSTOLOS
V - MISSÃO DE PAULO E BARNABÉ NA ÁSIA
 
 
14  Paulo e Barnabé em Icónio – .. Em Icónio, entraram igualmente na sinagoga dos judeus e falaram de tal maneira que uma grande multidão de judeus e de gregos abraçou a fé. Mas os judeus, que não acreditaram, instigaram e indispuseram os pagãos contra os irmãos. Apesar disso, demoraram-se por lá bastante tempo, absolutamente confiados no Senhor, que dava testemunho à pregação da Sua graça, concedendo que se fizessem milagres e prodígios pelas mãos deles. A população da cidade dividiu-se: Uns eram pelos judeus e outros pelos Apóstolos. Entre os pagãos e os judeus, conduzidos pelos respectivos chefes, levantou-se um movimento para os maltratar e apedrejar, pelo que, logo que tiveram conhecimento disso, se refugiaram nas cidades da Licaónia, Listra e Derbe, e os arredores, onde começaram a anunciar a Boa Nova.
 
 
Em Listra – Cura de um coxo – … Havia em Listra um homem inválido dos pés, coxo de nascença e que nunca tinha andado. Ouviu Paulo falar. Este, fitando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado, disse-lhe em voz alta: «Ergue-te bem direito sobre os teus pé!» Ele deu um salto e começou a andar. Ao ver o que Paulo acabava de fazer, a multidão gritou em licaónio: «Os deuses tomaram forma humana e desceram até nós!» E chamavam Zeus a Barnabé e Hermes a Paulo, pois este é que lhes dirigia a palavra. Então o sacerdote de Zeus Fronteiro-à-cidade, trazendo touros e grinaldas para as portas, pretendia, juntamente com a multidão, oferecer um sacrifício. Ao terem conhecimento disso, os Apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as suas túnicas e precipitaram-se para a multidão, gritando: «Amigos, que fazeis? Também, nós somos homens da mesma condição que vós, homens que vos anunciam que deveis abandonar os ídolos vãos e voltar-vos para o Deus vivo que fez o Céu, a terra, o mar e tudo quanto neles se encontra. Nas gerações passadas, permitiu que todas as nações seguissem os seus próprios caminhos mas nem por isso deixou de dar testemunho da Sua generosidade, dispensando-vos do céu chuvas e estações de fertilidade enchendo os vossos corações de alimento e de felicidade». Mesmo depois de ter assim falado, foi a custo que impediram a multidão de lhes oferecer um sacrifício. Apareceram então, vindos de Antioquia e de Icónio, alguns judeus que aliciaram o povo, apedrejaram Paulo e, julgando-o morto, arrastaram-no para fora da cidade. Mas, como os discípulos o tivessem rodeado, ele ergueu-se e voltou para a cidade. No dia seguinte, partiu para Derbe com Barnabé.
 
 
O regresso a Antioquia da Síria – …Depois de terem anunciado a Boa Nova àquela cidade e de terem feito numerosos discípulos, voltaram a Listra, Icónio e Antioquia. Fortaleciam a alma dos discípulos, e encorajavam-nos a manterem-se firmes na fé, porque, diziam eles, «temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus» Depois de lhes terem constituído anciãos em cada Igreja, pela imposição das mãos, e de terem feito orações acompanhadas de jejum, recomendaram-nos ao Senhor, em Quem tinham acreditado. A seguir, atravessaram a Pisídia, chegaram a Panfília e, depois de anunciarem a palavra em Perga, desceram a Atália. De lá, foram de barco para Antioquia de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para o trabalho já realizado. Assim que chegaram, reuniram a Igreja e contaram tudo o que Deus fizera com eles, e como abrira aos pagãos a porta da fé. E demoraram-se bastante tempo com os discípulos.
 
 
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Amanhã, dia 9/4/12, se Deus o permitir, prosseguirei esta transcrição. (Ver NOTA COMPLEMENTAR acima…)

António Fonseca

Nº 1248 - 2ª Página – ACTOS DOS APÓSTOLOS – Evangelista S. Lucas – 7 DE ABRIL DE 2012–Sábado Santo

ATENÇÃO:
Peço a vossa melhor atenção para o seguinte: No passado dia 4 do corrente mês, transcrevi o 10º Capítulo do Livro ACTOS DOS APÓSTOLOS, III – A EXPANSÃO DA IGREJA FORA DE JERUSALÉM e na sua parte final, comprometia-me a prosseguir com o capítulo 11 e seguintes, a partir do dia 6. Porém, – como se sabe, O HOMEM PÕE E DEUS DISPÕE – e não só pelo facto de ser Semana Santa, mas também porque tive de colaborar (não porque fosse obrigado, por alguém… mas apenas pela minha Consciência de Católico Praticante – nas cerimónias que se efetuaram nesses dias na Igreja da Comunidade de S. Paulo do Viso e na Igreja da Senhora do Porto, e, também pelo facto de querer compor outros textos que julguei importantes para incluir no meu blogue no FIM DE SEMANA MAIS IMPORTANTE DA RELIGIÃO CATÓLICA, conforme devem ter tido oportunidade de constatar, não tive qualquer possibilidade de tempo para prosseguir nesta transcrição que ficou suspensa até hoje dia 10 – (17 horas…). Acresce o facto de ter tido mais alguns problemas no meu computador, o que atrasou deveras o que eu pretendia fazer. Somente agora me é possível tentar recuperar o tempo perdido e por isso vou começar a transcrever o capítulo 11 (que deveria ter saído no dia 6) e à medida que os for completando, serão imediatamente editados, de modo a que – o mais depressa que me for possível, - fique tudo em dia.
Os meus cumprimentos. ANTÓNIO FONSECA
NOTA COMPLEMENTAR: A data de 7 de Abril acima indicada, refere-se ao dia em que este texto deveria ter sido publicado. Assim sucederá sucessivamente por cada edição até ficar em ordem. AF.
 
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Nº 1248-2ª Página

 
 
ACTOS DOS APÓSTOLOS
 
 
V  -  MISSÃO DE PAULO E BARNABÉ NA ÁSIA
 
 
13  a) Enviados pelo Espírito – Havia na Igreja estabelecida em Antioquia profetas e doutores: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaem, companheiro de infância do tetrarca Herodes e Saulo. Estando eles a celebrar o culto e a jejuar, disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que Eu os chamei». Então, depois de terem jejuado e rezado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.
 
b) Evangelização de Chipre Enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram à Selêucia e ali meteram-se num barco, rumo à ilha de Chipre. Chegados que foram a Salamina, começaram a anunciar a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Tinham também João como auxiliar. Percorreram, toda a ilha até Pafos e encontraram lá um mago, falso profeta, judeu, chamado Barjesus, que estava ao serviço do procônsul Sérgio Paulo, homem ponderado. Este mandou chamara Barnabé e Saulo, desejoso de ouvir a palavra de Deus. Mas o mago Élimasque assim se traduz o seu nome – opôs-se-lhe, procurando desviar o procônsul da fé. Então Saulotambém chamado Paulo» – cheio do Espírito Santo, fitou nele os olhos e disse-lhe: «Ó criatura cheia de todas as astúcias e de toda a iniquidade, filho do diabo, inimigo de toda a justiça, quando é que cessarás de perverter os rectos caminhos do Senhor? Mas agora a mão do Senhor está sobre ti: Vais ficar cego, e, durante algum tempo não hás-de ver o sol». No mesmo instante, caíram sobre ele o nevoeiro e as trevas, e, voltando-se para todos os lados, procurava alguém que o guaiasse pela mão. Vendo, então o que se tinha passado, o procônsul abraçou a fé, vivamente impressionado com a doutrina do Senhor.
 
b) O Evangelho penetra no interior da Ásia Menor – De Pafos, onde embarcaram Paulo e os companheiros, dirigiram-se a Perga da Panfília; João, porém, separando-se deles, voltou para Jerusalém. Mas eles deixaram Perga e, caminhando sempre, chegaram a Antioquia da Pisídia. A um sábado, entraram na sinagoga e sentaram-se. depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da sinagoga mandaram-lhes dizer: «Irmãos, se tiverdes alguma exortação a dirigir ao povo, falai».
 
Discurso de Paulo em Antioquia – Então Paulo, levantando-se, fez sinal com a mão e disse: «Homens de Israel e vós os que temeis a Deus, escutai: O Deus deste povo, o Deus de Israel, escolheu os nossos pais e engrandeceu este povo durante a sua permanência no Egito. Depois, com a força do Seu braço, retirou-o de lá e, durante uns quarenta anos, sustentou-o carinhosamente no deserto. A seguir, exterminando sete nações na terra de Canaã, conferiu-lhes a posse do seu território, por cerca de quatrocentos e cinquenta anos. Depois disso, deu-lhes juízes até ao profeta Samuel. Logo após, pediram um rei e Deus concedeu-lhes, durante quarenta anos, Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim. Pondo este de parte, Deus elevou David como rei, e a seu respeito deu este testemunho: «Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o Meu coração, que fará todas as Minhas vontades». Da sua descendência segundo a Sua promessa, Deus proporcionou a Israel um Salvador, que é Jesus. João preparou a Sua vinda, anunciando um baptismo de penitência a todo o povo de Israel. Quase a terminar a sua carreira, João dizia: «Eu não sou quem julgais; mas vem, depois de mim, Alguém cujas sandálias não sou digno de desatar». Irmãos, filhos da estirpe de Abraão, e os que dentre vós são tementes a Deus, a nós é que foi dirigida a palavra da salvação. Sem dúvida, os habitantes de Jerusalém e os seus chefes não quiseram reconhecer Jesus, mas, condenando-O realizaram, sem disso se aperceberem, as profecias que são lidas todos os sábados. Embora não tivessem encontrado n’Ele motivo algum de morte, exigiram a Pilatos que O mandasse matar. Quando cumpriram tudo o que acerca d’Ele estava escrito, desceram-n’O do madeiro e sepultaram-n’O. Mas Deus ressuscitou-O dos mortos e, durante muitos dias, apareceu aos que tinham subido com Ele da Galileia a Jerusalém, os quais são agora Suas testemunhas diante do povo. E nós estamos aqui para vos anunciar a Boa Nova de que a promessa feita a nossos pais, Deus a cumpriu em nosso beneficio, para nós Seus filhos, ressuscitando Jesus, como está escrito no salmo segundo:  TU ÉS MEU FILHO, EU GEREI-TE HOJE! Que O ressuscitou dos mortos para não mais voltar à corrupção, disse-O Ele deste modo: «Dar-vos-eis as coisas santas de David, que são verdadeiras». Por isso, diz noutra passagem: NÃO DEIXARÁS O TEU SANTO VER A CORRUPÇÃO. Ora David, depois de servir em sua vida os desígnios de Deus, morreu; foi reunir-se a seus pais e viu a corrupção. Mas Aquele Deus ressuscitou não viu a corrupção. Ficai sabendo, irmãos, que por Seu intermédio é que vos é anunciada a remissão dos pecados. A justificação completa que não pudestes obter pela Lei de Moisés, obtê-la-á por meio d’Ele todo aquele que crê. Tomai, pois, cautela, para que vos não aconteça o que se diz nos profetas: «OLHAI, VÓS, OS DESDENHOISOS, ADMIRAI-VOS E DESAPARECEI! PORQUE EU VOU FAZER UMA OBRA, EM VOSSOS DIAS, OBRA EM QUE NÃO ACREDITAIS SE ALGUÉM VO-LA CONTAR”. À saída, pediram-lhe que falasse no mesmo assunto no sábado seguinte. depois da reunião, muitos judeus e prosélitos piedosos seguiam Paulo e Barnabé que, nas suas conversas com eles, os exortavam a perseverar na graça de Deus. No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra de Deus. A presença da multidão encheu os judeus de inveja, e responderam com blasfémias ao que Paulo dizia. Então, desassombradamente, Paulo e Barnabé afirmaram: «Era primeiramente a vós que a palavra de Deus devia ser anunciada. Visto, porém, que a repelis e vós próprios vos julgais indignos da vida eterna, voltamo-nos para os pagãos, pois assim nos ordenou o Senhor: ESTABELECI-TE COMO LUZ DAS NAÇÕES PARA LEVARES A SALVAÇÃO ATÉ AOS CONFINS DA TERRA». Ao ouvirem isto, os pagãos encheram-se de alegria e glorificaram a palavra do Senhor; e todos os que estavam destinados à vida eterna, abraçaram  a Fé. Assim, a palavra do Senhor divulgava-se por toda aquela região. Mas os judeus incitaram as senhoras devotas mais distintas e os de maior categoria da cidade, desencadeando uma perseguição contra Paulo e Barnabé, e expulsaram-nos do seu território. Estes, sacudindo contra eles o pó dos seus pés, foram para Icónio, Quanto aos discípulos, estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.
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Amanhã, dia 8/4/12, se Deus o permitir, prosseguirei esta transcrição. (Ver NOTA COMPLEMENTAR acima…)

António Fonseca

Nº 1247 - 2ª Página – ACTOS DOS APÓSTOLOS – Evangelista S. Lucas – 6 DE ABRIL DE 2012

ATENÇÃO:
Peço a vossa melhor atenção para o seguinte: No passado dia 4 do corrente mês, transcrevi o 10º Capítulo do Livro ACTOS DOS APÓSTOLOS, III – A EXPANSÃO DA IGREJA FORA DE JERUSALÉM e na sua parte final, comprometia-me a prosseguir com o capítulo 11 e seguintes, a partir do dia 6. Porém, – como se sabe, O HOMEM PÕE E DEUS DISPÕE – e não só pelo facto de ser Semana Santa, mas também porque tive de colaborar (não porque fosse obrigado, por alguém… mas apenas pela minha Consciência de Católico Praticante – nas cerimónias que se efetuaram nesses dias na Igreja da Comunidade de S. Paulo do Viso e na Igreja da Senhora do Porto, e, também pelo facto de querer compor outros textos que julguei importantes para incluir no meu blogue no FIM DE SEMANA MAIS IMPORTANTE DA RELIGIÃO CATÓLICA, conforme devem ter tido oportunidade de constatar, não tive qualquer possibilidade de tempo para prosseguir nesta transcrição que ficou suspensa até hoje dia 10 – (17 horas…). Acresce o facto de ter tido mais alguns problemas no meu computador, o que atrasou deveras o que eu pretendia fazer. Somente agora me é possível tentar recuperar o tempo perdido e por isso vou começar a transcrever o capítulo 11 (que deveria ter saído no dia 6) e à medida que os for completando, serão imediatamente editados, de modo a que – o mais depressa que me for possível, - fique tudo em dia.
Os meus cumprimentos. ANTÓNIO FONSECA
 
 
NOTA COMPLEMENTAR: A data de 6 de Abril acima indicada, refere-se ao dia em que este texto deveria ter sido publicado. Assim sucederá sucessivamente por cada edição até ficar em ordem. AF.
 
 
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Nº 1247-2ª Página

ACTOS DOS APÓSTOLOS
 
 
IV – ANTIOQUIA, A PRIMEIRA IGREJA DOS CRISTÃOS GENTIOS
 
 
11 Prisão de Pedro. Adeus a Jerusalém – Por esse tempo, o rei Herodes maltratou alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João, e, vendo que tal procedimento agradava aos judeus, mandou também prender Pedro. Decorriam os dias dos Ázimos. Depois de o mandar prender, meteu-o na prisão, entregando-o à guarda de quatro piquetes, de quatro soldados cada um, na intenção de o fazer comparecer perante o povo, a seguir à Páscoa. Enquanto Pedro estava encerrado na prisão, a Igreja rezava a Deus, insistentemente, por ele. Na noite anterior ao dia em que Herodes contava fazê-lo comparecer, Pedro estava a dormir entre dois soldados, bem seguro por duas correntes, e diante da porta estavam sentinelas de guarda à prisão. De repente, apareceu o anjo do Senhor e a masmorra foi inundada de luz. O anjo despertou Pedro, tocou-lhe no lado, e disse-lhe: «Ergue-te depressa!» E as correntes caíram-lhe das mãos. O anjo prosseguiu: «Põe o cinto e calça as sandálias», coisa que ele fez. Depois disse-lhe: «Envolve-te na tua capa e segue-me». Pedro saiu e seguiu-o. Não abrangia a realidade do que lhe estava sucedendo por intervenção do anjo, pois julgava ter uma visão. Depois de atravessarem o primeiro posto da guarda e o segundo, chegaram à porta de ferro que dá para a cidade, a qual se abriu por si mesma. Saíram. avançando para uma rua, e logo o anjo se retirou de junto dele. Pedro, voltando a si, exclamou: «Agora sei que o Senhor enviou o Seu anjo e me arrancou das mãos de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava». E, depois de refletir, dirigiu-se a casa de Maria, mãe de João, por sobrenome Marcos, onde numerosos fiéis estavam reunidos a orar. Bateu à porta de entrada, e uma serva chamada Rode veio atender. Reconheceu a voz de Pedro e, com alegria, em vez de abrir, correu a anunciar que Pedro se encontrava à frente da porta. «Estás louca!» disseram eles. Como ela afirmava, sem hesitar, que era a verdade, disseram: «É o seu anjo». Pedro entretanto, continuava a bater. Eles abriram e, ao vê-lo, ficaram estupefactos. Fazendo-lhes sinal com a mão para se calarem contou-lhes como o Senhor o havia tirado da prisão e acrescentou: «Mandai dizer tudo isto a Tiago e aos irmãos». Depois retirou-se dali e foi para outro sítio. Ao romper do dia, grande foi o alvoroço entre os soldados. Que seria feito de Pedro? Como Herodes o tivesse mandado buscar e não o encontrassem, submeteu os guardas a um interrogatório e mandou-os matar. Deixou, em seguida, a Judeia, desceu para Cesareia e por ali se demorou.
 
 
b) Morte de Agripa  Herodes estava enfurecido com os habitantes de Tiro e de Sidónia. Estes, de comum acordo, apresentaram-se diante dele e, depois de terem ganhado Blasto, camareiro do rei, à sua causa, pediram a paz, porque o seu país era abastecido pelo rei. No dia aprazado, Herodes, revestido com um traje real e sentado na tribuna dirigiu-lhes um grande discurso. E o povo gritava: «É um deus que fala, não é um homem!» Mas, no mesmo instante, o feriu o anjo do Senhor, por não ter dado glória a Deus. E, roído pelos vermes, expirou.
 
Entretanto, a palavra de Deus crescia e multiplicava-se. Barnabé e Saulo, depois de terem cumprido a sua missão regressaram de Jerusalém, levando consigo João, de sobrenome Marcos.
 
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Amanhã, dia 7/4/12, se Deus o permitir, prosseguirei esta transcrição. (Ver NOTA COMPLEMENTAR acima…)

António Fonseca