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terça-feira, 17 de abril de 2012

Nº 1258 - 2ª Página – ACTOS DOS APÓSTOLOS – Evangelista S. Lucas – 17 DE ABRIL DE 2012

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Nº 1258-2ª Página

ACTOS DOS APÓSTOLOS
 
 
VI – PRISIONEIRO DE CRISTO
 
 
21  a)  Subida a Jerusalém – Depois de nos separarmos deles, embarcámos e, navegando diretamente, chegámos a Cós, no dia seguinte a Rodes, e de lá, a Pátara. Encontrámos um barco que ia partir para a Fenícia e fizemo-nos ao mar. Chegando à vista de Chipre, que deixámos à esquerda, seguimos em direção à Síria e aportámos em Tiro, pois era ali que o barco ia descarregar. Tendo encontrado os discípulos, passámos sete dias com eles,. Inspirados pelo Espírito diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém. Mas, no fim da nossa estadia, partimos. Acompanharam-nos todos, com as mulheres e os filhos. até fora da cidade. Ajoelhámo-nos ma margem para rezar, despedi-mo-mos e subimos para o barco, enquanto eles regressavam às suas casas. E nós, terminada a travessia, fomos de Tiro para Ptolemaida. Depois de termos saudado os irmãos e de termos ficado um dia com eles, partimos no dia seguinte para Cesareia. Fomos a casa do evangelista Filipe, um dos sete, e ficámos em sua companhia. Ele tinha quatro filhas virgens, que eram profetizas. Como lá passámos bastantes dias, desceu da Judeia um profeta de nome Agabo; o qual foi ter connosco, pegou no cinto de Paulo, e, ligando-se de pés e mãos, disse: «Isto diz o Espírito Santo: o Homem a quem pertence este cinto será ligado assim em Jerusalém pelos judeus, e eles entregá-lo-ão às mãos dos pagãos». Quando ouvimos isto, nós e os naturais da terra suplicámos a Paulo que não subisse a Jerusalém. Paulo então respondeu: «Porque estais a chorar e a despedaçar-me o coração? Quanto a mim, estou pronto, não só a ser amarrado, mas também a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus». Como não havia meio de o dissuadir, cessámos os nossos rogos, dizendo: «Seja feita a vontade do Senhor!» Decorridos esses dias, fizemos os nossos preparativos e subimos a Jerusalém,. Acompanharam-nos alguns discípulos de Cesareia, que nos levaram a casa de um certo Mnasão, natural de Chipre, discípulo da primeira hora.
 
Em Jerusalém – Quando chegámos a Jerusalém, os irmãos receberam-nos com  alegria. No dia seguinte, Paulo foi connosco a casa de Tiago, e todos os anciãos aí se reuniram. Depois de os saudar, começou a expor, minuciosamente, tudo quanto Deus havia feito entre os pagãos, pelo seu ministério. Quando acabaram de o ouvir, deram glória a Deus e disseram-lhe: «Vês irmão, quantos milhares de judeus abraçaram a fé sem deixarem de ser ardentes defensores da Lei. Ora, a teu respeito, disseram-lhes, que ensinais, a todos os judeus espalhados entre os pagãos a apostasia em relação à lei de Moisés, aconselhando-lhes a não circuncidarem os filhos e a não seguirem os costumes». Que fazer então? Decerto. hão-de ouvir dizer que tu chegaste. Faze, pois, o que te vamos sugerir: Temos aqui quatro homens que têm um voto a cumprir. Leva-os contigo, submete-te com eles, aos ritos da purificação e paga-lhes as despesas para raparem a cabeça. Toda a gente ficará, assim sabendo que nada há de verdadeiro nos rumores postos a circular a teu respeito, mas que, pelo contrário, te manténs fiel cumpridor da Lei. Quanto aos pagãos que abraçaram a fé, já lhes demos a conhecer por escrito a nossa decisão: Que se abstenham de carnes imoladas ídolos, do sangue das carnes sufocadas e da união ilegítima».
 
b)  Prisão de Paulo no TemploNo dia seguinte, Paulo levou consigo esses homens, purificou-se com  eles e entrou no Templo, onde anunciou a data na qual terminavam os dias da purificação, ao fim dos quais deveria ser oferecido  o sacrifício por cada um deles. Quando os setes dias estavam já a terminar, os judeus da Ásia viram-no no Templo, e, amotinando o povo, gritaram: «Homens de Israel, acudi! Este é o homem que a todos prega, e em toda a parte, contra o nosso povo, contra a lei e contra este Lugar! Além disso, até gregos introduziu no Templo e profanou este Santo Lugar». De facto, tinham visto antes, na cidade, o efésio Trófimo com  ele e pensaram que Paulo o introduziu no Templo. A cidade inteira ficou alvoroçada e o povo corria de todos os lados. Apoderaram-se de Paulo e arrastaram-no para fora do Templo, cujas portas imediatamente fecharam. Preparavam-se para o matar quando chegou ao tribuno da coorte a denúncia de que Jerusalém se encontrava toda em alvoroço. Reunindo, sem perda de tempo, soldados e centuriões, precipitou-se com eles contra os manifestantes que, ao verem o tribuno e os soldados, cessaram de bater em Paulo. Então o tribuno aproximando-se, mandou-o prender e ordenou que o algemassem com duas cadeias. Depois perguntou-lhes quem era e o que tinha feito. Mas cada qual no meio da multidão gritava o que lhe apetecia. Não podendo, devido ao tumulto, obter nenhuma informação precisa, mandou conduzir Paulo para a fortaleza. Quando chegou aos degraus, os soldados tiveram de o levar por causa da violência da multidão, pois o povo seguia em massa, a gritar: «À morte!». Já quase dentro da fortaleza, Paulo disse ao tribuno: «Ser-me-á permitido dizer-te uma palavra?» «Tu sabes grego? disse este. «Não és então o egípcio que, há tempos provocou um a rebelião e arrastou para o deserto, os quatro mil sicáriosPaulo respondeu: «Eu sou um  judeu de Tarso, cidadão de uma notável cidade de Cilícia. Peço-te que me autorizes a falar ao povo». Concedida a autorização, Paulo, de pé nos degraus, acenou com a mão ao povo. Fez-se profundo silêncio, e ele dirigiu-lhe as palavras em língua hebraica.
 
  
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Amanhã, dia 18/4/12, se Deus o permitir, prosseguirei esta transcrição.

António Fonseca

Nº 1258 – 1ª Página – (103/2012) - SANTOS DE CADA DIA – 17 de Abril de 2012 - 4º ano – Segunda-feira

Ver Notas no final
Nº 1258 – 1ª Página – 2012
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A Terra vista da Lua
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17 DE ABRIL DE 2012

Terça-feira

Kateri (Catalina) Tekakwitha, Beata

Kateri (Catalina) Tekakwitha, Beata

Eis como João Paulo II descreveu a vida desta bem-aventurada no rito da beatificação, a 22 de Junho de 1980: “Catarina Tekakwitha, o ‘Lírio dos Mohawks ’, a donzela iroquesa, que na América do Norte do século XVII foi a primeira a renovar as maravilhas de santidade de Santa Escolástica, santa Gertrudes, santa Catarina de Sena, Santa Angela Merici e Santa Rosa de Lima, precedendo, no sofrimento do Amor, a sua grande irmã espiritual, Teresa do Menino Jesus. “Gastou a sua curta vida, em parte, na região que é agora o Estado de Nova Iorque e, em parte, no Canadá. É amável, gentil e diligente pessoa, empregando o tempo a trabalhar, rezar e meditar. Na idade de 20 anos recebe o Baptismo. Mesmo quando seguia a sua tribo nas estações de caça, continua as suas devoções, diante de uma rugosa cruz talhada por ela mesma na floresta. Quando a família insiste para que se case, ela responde muito serena e calmamente que tem Jesus como único esposo. Esta decisão, atendendo ás condições sociais das mulheres nas tribos índias naquele tempo, expõe Catarina ao risco de viver como fora da casta e na pobreza. É gesto corajoso, desusado e profético: a 25 de Março de 1679, com a idade de 23 anos, consentindo o seu diretor espiritual, Catarina fez voto de perpétua virgindade. Quanto sabemos, é a primeira vez que tal voto é feito entre Índios da América do Norte. Os últimos meses da sua vida são ainda mais pura manifestação de fé sólida, decidida humildade, calma resignação e radiante alegria, embora no meio de terríveis sofrimentos. As suas últimas palavras, simples e sublimes, sussurradas no momento da morte, resumem, como nobre hino, uma vida da mais pura caridade: ‘Jesus, eu amo-vos…’ “. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it - L’OSS.ROM. 29.6.1980

 

 

COMPLEMENTO

Filha de um chefe Mohawk pagão e cristã dedicada, Kateri Tekakwitha perdeu os pais e um irmão, devido à varíola, quando tinha cerca de quatro anos. A epidemia também deixou a  criança parcialmente cega e desfigurada. A certa altura, Kateri foi viver com um tio. Fez voto de nunca casar, o que levou a que os familiares troçassem dela. Quando tinha cerca de 20 anos, conheceu o missionário jesuíta Jacques Lamberville. Esse encontro exerceu profunda influência em Kateri e foi batizada no dia de Páscoa de 1676. A jovem cristã continuou a ser ridicularizada por aqueles que desconfiavam da sua Fé. Como se recusava a trabalhar nos campos aos domingos, o dia dedicado a Deus, era muitas vezes espancada e recusavam-lhe alimento.
A açucena dos Mohawks – Finalmente, Kateri fugiu com a  ajuda do Padre Jacques. Caminhou através de quase 300 quilómetros de floresta. em direção á aldeia de índios cristãos mais próxima, Sault Saint Louis, perto de Montreal, onde chegou em Outubro de 1677. No dia de Natal Kateri fez a primeira comunhão. Nos 3 anos seguintes, Kateri viveu uma vida preenchida pela oração. Assistia à missa duas vezes por dia e jejuava duas vezes por semana. Um missionário descreveu-a como tendo uma insaciável sede de espiritualidade e uma alma em busca de perfeição. Por volta dos 24 anos, Kateri Tekakwhita morreu em paz. Desde então, vários missionários jesuítas têm testemunhado milagres junto à sua sepultura. Em 1980, foi  beatificada pelo papa João Paulo II, a primeira índia americana proposta para canonização.
No seu rasto
A Irmã Kateri Mitchell é do mesmo clã de Kateri Tekakwitha. Os iroqueses do clã da Tartaruga, da nação Mohawk. Pertence às irmãs de Santana e é diretora executiva  do Centro Nacional de Conferências Tekakwhita, em Great Falls, em Montreal.
Nesse papel, fala em muitas assembleias inter-religiões internacionais e ajuda a preparar anualmente a Conferência Tekakwhita, Há mais de duas décadas que a Irmã Kateri tem vindo a ensinar aos índios americanos de que forma as suas tradições se podem exprimir no catolicismo. Acredita que a sua missão tem dois objectivos:
* Ensinar a compatibilidade do catolicismo com formas tradicionais da espiritualidade índia.
* Levar os índios americanos a reconhecerem que têm um  dom maravilhoso para partilhar, “uma rica espiritualidade, baseada numa relação com o Criador, a terra e  natureza”.
Ela lembra-nos que “através uns dos outros  estamos todos ligados ao centro, a Deus que é a nossa fonte, a nossa vida e a nossa força!.
 
Oração
Jesus, que deste Kateri aos Índios como exemplo de pureza, ensina a todos o amor da pureza e consola a Tua Mãe Imaculada através da açucena, Kateri Tekakwhita e da Tua Santa Cruz. Ámen.
(Da litania de Kateri Tekakwhita)
 
 
No período da vida de Santa Kateri Tekakwhita (1656-1680) ocorreram diversos acontecimentos dos quais se destacam: Reinado de D. João V, Rei de Portugal (1707-1750); Thomas Warton descreve a anatomia das glândulas (1656); É publicada em Inglaterra a primeira lei de direitos de autor (1709): Epidemia de varíola em Berlim (1740)

Aniceto, Santo

Papa e mártir (166)

Aniceto, Santo

Aniceto, Santo

Aniceto, segundo o Liber Pontificalis, nasceu na Síria e foi papa depois de S. Pio, entre 154 e 165. Durante este pontificado, encontramos em Roma numerosos orientais ilustres, como S. Justino, Taciano e Hesegipo. Todos acorreram a Roma como a centro da unidade cristã. Hegesipo diz-nos expressamente que foi a Roma beber, na sua fonte mesma, a pureza da doutrina apostólica. O mais célebre de todos os orientais chegados a Roma nesta época foi S. Policarpo, Bispo de Esmirna e discípulo imediato de S. João Apóstolo. Na sua velhice empreendeu tão longa viagem para tratar com o sucessor de S. Pedro diversos assuntos relacionados com a fé e os costumes cristãos. Sobre a data em que devia celebrar-se a Páscoa não conseguiram entender-se. S. Policarpo defendia, apoiado na prática do oriente e no magistério de S. João, que devia ser a 14 da lua de Março. Santo Aniceto, pelo contrário, seguindo a tradição de Roma e da África, e alegando o exemplo de S. Pedro, estava pelo domingo a seguir à lua cheia da Primavera. Esta divergência de critério não entibiou o amor mútuo que ambos professavam. O Papa ofereceu a S. Policarpo presidir à celebração da liturgia eucarística na sua própria igreja, os dois despediram-se com lágrimas nos olhos e deram entre si o beijo da paz. A afluência de tantos orientais em Roma mostra-nos o prestígio da sua Cátedra no meio da Igreja Universal, pois todos reconheciam nos bispos de Roma os sucessores dos Apóstolos. Os hereges também tomavam Roma como centro das suas propagandas. Aqui vieram o gnóstico Valentim, Marcelino e o heresiarca Marcião. Santo Ireneu narra-nos o trabalho de S. Policarpo com estas ovelhas desgarradas enquanto este estava em Roma; muitas voltaram ao redil do Bom Pastor graças ao seu zelo e prudência. O mesmo Ireneu conta o seguinte episódio sobre o encontro de S. Policarpo com Marcião, que formou uma igreja à parte. Este, encontrando-se com S. Policarpo, saudou-o com estas palavras: - “Não me conheces?Sim, respondeu o Santo Bispo de Esmirna, conheço o primogénito de Satanás”. E não quis conversar com este inimigo da verdade, que tantas almas ia levando para o inferno. O Liber Pontificalis atribui a Santo Aniceto um decreto proibindo aos clérigos usar o cabelo comprido. provavelmente trata-se da atribuição duma lei historicamente posterior. Em geral, julga-se que Santo Aniceto foi mártir. Morreu um mês depois do imperador Antonino Pio. Ao luto universal que provocou a morte deste imperador somaram-se os gritos de ódio e vingança contra os cristãos, tidos como ímpios e ateus, cuja vida sacrílega excitava a ira dos deuses. Santo Aniceto foi sacrificado ao furor do povo. O corpo recebeu sepultura no Vaticano, mas foi trasladado mais tarde para a cripta papal de S. Calixto. Do livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT. VER TAMBÉM WWW.ES.CATHOLIC E WWW.SANTIEBEATI.IT.

Maria Ana de Jesus, Beata

Virgem, mártir (1565-1624)

 

Mariana de Jesús Navarro, Beata

Mariana de Jesús Navarro, Beata

Maria Ana, nascida em Madrid em 1565, teve como pai Luis Navarra de Guevara, e como mãe Joana Romero. Consagrou-se a Deus desde a mais tenra idade e teve de resistir às instâncias do pai que desejava que ela se casasse. Teve mesmo de suportar maus tratos da parte dele e da mulher a quem tomara como segunda esposa. Manteve-se porém inamovível no seu generoso propósito. Para escapar a injustos rigores, procurava entrar num mosteiro, mas encontrava em toda a parte recusa, com temor de ressentimento vindo da própria família. Obrigada a manter-se na casa paterna, passou lá uma vida de retiro e de rigorosas austeridades. Deus encheu-a, porém, de favores extraordinários. Por fim, com a idade de 42 anos, obteve do pai licença para entrar na Ordem de Nossa Senhora das Mercês: nela recebeu o hábito, com o nome de Maria Ana de Jesus. Em 1614, pronunciou os votos solenes de religião, ao mesmo tempo que uma santa jovem que tomou o nome de Maria de Jesus. As duas formaram o núcleo dum novo instituto quer tomou o nome de Religiosas Descalças de Nossa Senhora das Mercês. Maria Ana, que visitava muitas vezes a rainha, edificava a corte inteira com a sua modéstia. Às três classes de desafortunados - pecadores, almas do purgatório e cristãos cativos na África – aplicava todas as suas orações e mortificações. Atacada por uma doença que lhe exercitava a paciência e a submissão à vontade de Deus, morreu a 17 de Abril de 1624. Milagres realizados no seu túmulo levaram a que fosse beatificada por Pio VI em 1783. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

Acácio de Melitene
Bispo

Acacio de Melitene

Acácio de Melitene

Martirológio Romano: Em Melitene, na Arménia, santo Acácio, bispo, que interveio no Concilio de Éfeso contra Nestório para defender a fé católica, e depois foi deposto injustamente de sua sede (c. 435). Etimologicamente: Acácio = Aquele que não tem malícia, é de origem grega - As datas de nascimento de Acácio e de sua morte não se podem fixar com segurança, parece que morreu depois do ano 435. Viveu na época da perseguição de Décio no século III. O citaram antes do tribunal de Marciano para comprovar sua fé. O condenaram à morte, mas não está seguro que a sentença foi executada. Aparentemente o imperador romano o libertou da prisão depois de que tinha experimentado um sofrimento considerável. Acácio era famoso para seu brilhante ensino doutrinal. Além disso realizou alguns milagres. Havia outro bispo em Melitene com o mesmo nome, ainda que de idade menor, que se destacou como adversário de Nestório em 431 no Concilio de Éfeso. Não se pode acrescentar com segurança à lista dos santos.

Clara Gambacorti, Beata
Abadessa Dominicana

Clara Gambacorti, Beata

Clara Gambacorti, Beata

Martirológio Romano: Em Pisa, da Toscana, beata Clara Gambacorti, que, ao perder ainda muito jovem a seu esposo, aconselhada por santa Catalina de Siena fundou o mosteiro de santo Domingo sob uma austera Regra e dirigiu com prudência e caridade as irmãs, distinguindo-se por haver perdoado ao assassino de seu pai e de seus irmãos (1419).Etimologicamente: Clara = Aquela que está limpa de pecado, é de origem latina. A Beata Clara era filha de Pedro Gambacorti (o Gambacorta), que chegou a ser praticamente o amo da República de Pisa. Clara nasceu em 1362; seu irmão, o Beato Pedro de Pisa, era sete anos mais velho que ela. Pensando no futuro de sua filhinha, a que a familia chamava Dora, apócope de Teodora, seu pai a comprometeu a casar-se com Simón de Massa, que era um rico herdeiro, ainda que a menina só tinha sete anos. Não obstante sua curta idade, Dora costumava tirar, durante a missa, o anel de esponsais e murmurava: "Senhor, Tu sabes que o único amor que eu quero é o teu". Quando seus pais a enviaram, aos doze anos de idade, para casa de seu esposo, já havia começado a jovem sua vida de mortificação. Sua sogra se mostrou amável com ela; mas, quando viu que era demasiado generosa com os pobres, lhe proibiu a entrada na despensa da casa. Desejosa de praticar de algum modo a caridade, Dora se uniu a um grupo de senhoras que assistiam aos enfermos e tomou a seu cargo a uma pobre mulher cancerosa. A vida de matrimónio de Dora durou muito pouco tempo; tanto ela como seu esposo foram vítimas de uma epidemia, em que seu marido perdeu a vida. Como a beata era todavia muito jovem, seus parentes tentaram casá-la de novo, mas ela se opôs com toda a energia de seus quinze anos. Uma carta de Santa Catalina de Siena, a quem havia conhecido em Pisa, a animou em sua resolução. Dora cortou os cabelos e distribuiu entre os pobres seus ricos vestidos, coisa que provocou a indignação de sua sogra e de suas cunhadas. Depois, com a ajuda de uma de suas criadas, arranjou-as para tramitar em segredo sua entrada na Ordem das Clarissas Pobres. Quando tudo estava a ponto, fugiu de sua casa para o convento, onde recebeu imediatamente o hábito e tomou o nome de Clara. No dia seguinte, seus irmãos se apresentaram no convento a buscá-la; as religiosas, muito assustadas, desceram-na pelo muro até aos braços de seus irmãos, os quais a conduziram a sua casa. Aí esteve Clara prisioneira durante seis meses, mas nem a fome, nem as ameaças conseguiram fazê-la mudar a resolução. Finalmente, Pedro Gambacorti se deu por vencido e não só permitiu a sua filha ingressar no convento dominicano da Santa Cruz, mas prometeu construir um novo convento. Aí conheceu Clara a María Mancini, que era também viúva e ia a alcançar um dia a honra dos altares. Os escritos de Santa Catalina de Siena exerceram profunda influência nas duas religiosas, as quais, no novo convento, fundado por Gambacorti em 1382, conseguiram estabelecer a regra em todo o fervor da primitiva observância. A Beata Clara foi primeiro sub prioresa e logo prioresa do convento, de que partiram sucessivamente muitas das santas religiosas destinadas a difundir o movimento de reforma em outras cidades de Itália. Até ao dia de hoje, se chama em Itália as religiosas de clausura de Santo Domingo "As irmãs de Pisa". No convento da beata reinavam a oração, o trabalho manual e o estudo. O diretor espiritual de Clara costumava repetir às religiosas: "Não olvideis nunca que em nossa ordem há muito poucos santos que não hajam sido também sábios" Clara teve que fazer frente, durante toda sua vida, às dificuldades económicas, pois o convento exigia constantemente alterações e novos edifícios. Apesar de isso, numa ocasião em que chegou a suas mãos uma valiosa soma de dinheiro que podia ter empregado no convento, preferiu foram, sem dúvida, o sentido do dever e o espírito de perdão, que praticou em grau heroico. Giacomo Appiano, a quem Gambacorti havia ajudado sempre e em quem havia posto toda sua confiança, assassinou-o à traição, quando este se esforçava por manter a paz na cidade. Dois de seus filhos morreram também a mãos dos partidários do traidor. Outro dos irmãos de Clara, que conseguiu escapar, chegou a pedir refúgio no convento da beata, seguido de perto pelo inimigo; mas Clara, consciente de que seu primeiro dever consistia em proteger a suas filhas contra a turba, se negou a introduzi-lo na clausura. Seu irmão morreu assassinado frente à porta do convento, e a impressão fez com que Clara adoecesse gravemente. Sem embargo, a beata perdoou tão de coração a Appiano, que pediu que lhe enviasse um prato a sua mesa para selar o perdão, compartilhando sua comida. Anos mais tarde, quando a viúva e as filhas de Appiano se achavam na miséria, Clara as recebeu no convento. A beata sofreu muito até ao fim de sua vida. Recostada em seu leito de morte, com os braços estendidos, murmurava: "Jesús meu, eis-me aqui na cruz". Pouco antes de morrer, um radiante sorriso iluminou seu rosto, e a beata bendisse a suas filhas presentes e ausentes. Tinha, ao morrer, cinquenta e sete anos. Era em 17 de abril de 1420. Seu culto foi confirmado em 1830 pelo Papa Pío VIII.

 

Estevão Harding, Santo
Abade

Esteban Harding, Santo

Esteban Harding, Santo

Martirológio Romano: No mosteiro de Cister, em Borgonha (hoje França), santo Esteban Harding, abade, que junto com outros monges veio de Molesmes e, mais tarde, esteve à frente deste célebre cenóbio, onde instituiu os irmãos conversos, recebeu a santo Bernardo com trinta companheiros e fundou doze mosteiros, que uniu com o vínculo da Carta de Caridade, para que não houvesse discórdia alguma entre eles, mas que os monges atuassem com unidade de amor, de Regra e com costumes similares (1134). Etimologicamente: Esteban = Aquele que é laureado e vitorioso, é de origem grega. Nasceu em Sherborne em Dorsetshire, Inglaterra, a meados do século XI; morreu em 28 de Março de 1134. Recebeu sua primeira educação no mosteiro de Sherborne e mais tarde estudou em París e Roma. No regresso desta última cidade, se deteve no mosteiro de Molesme e, ficou tão impressionado da santidade de Roberto, o abade, que decidiu unir-se a essa comunidade. Aqui praticou grandes austeridades, chegou a ser um dos principais partidários de São Roberto e foi um dos 21 monges que, pela autoridade de Hugo, nesse lugar. Quando São Roberto foi chamado novamente a Molesme (1099), Esteban chegou a ser prior de Cîteaux sob Alberico, o novo abade. À morte de Alberico (1110), Esteban, que estava ausente do mosteiro nesse momento, foi eleito abade. O número de monges se havia reduzido muito, dado que não haviam ingressado novos membros para substituir os que haviam falecido. Esteban, sem embargo, insistiu em reter a estrita observância instituída originalmente e, havendo ofendido ao Duque de Borgonha, grande promotor de Cîteaux, ao proibir a ele e a sua familia penetrar no claustro, se viu inclusive forçado a pedir esmola de porta em porta. Parecia que a fundação estava se uniu à comunidade. Isto resultou ser o inicio de uma extraordinária prosperidade. No ano seguinte Esteban fundou sua primeira colónia em La Ferté, e até antes de sua morte havia estabelecido um total de treze Mosteiros. Seus talentos como organizador eram excepcionais, instituiu o sistema de capítulos gerais e visitas regulares para assegurar a uniformidade em todas suas fundações, redigiu a famosa “Constituição ou Carta da Caridade”, uma coleção de estatutos para o governo de todos os mosteiros unidos a Cîteaux, que foi aprovada pelo Papa Calixto II em 1119. Em 1133 Esteban, agora ancião, enfermo e quase cego, renunciou ao posto de abade, designando como seu sucessor a Roberto de Monte, que foi consequentemente eleito pelos monges. A eleição do santo, sem embargo, resultou desafortunada e o novo abade reteve o posto só dois anos.Além da “Constituição ou Carta da Caridade”, comummente se lhe atribui a autoria do “Exordium Cisterciencis Cenobii” que, sem embargo, poderá não ser seu. Se conservam dois de seus sermões e também duas cartas (Nº 45 e 49) em “Epp. S. Bernardi”. Esteban foi sepultado na tumba de Alberico, seu predecessor, no claustro de Cîteaux. A celebração de San Esteban há sido movida de data com o tempo, de 17 de abril a 16 de julho, logo a 26 de Janeiro, festa dos santos Fundadores da Ordem Cisterciense: São Roberto, o beato Alberico e santo Estevão. Finalmente, a recente edição do "Martirológio romano" mostra sua celebração em 28 março, como ocasião do dia de sua morte.

Elías, Pablo e Isidoro, Santos
Mártires

Elías, Pablo e Isidoro, Santos

Elías, Pablo e Isidoro, Santos

Martirologio Romano: Em Córdova, na região hispânica de Andaluzia, santos mártires Elías, presbítero, já ancião, e Paulo e Isidoro, monges jovens, que por sua fé cristã pereceram na perseguição levada a cabo pelos sarracenos. ( 856) Santo Elías natural da provincia de Lusitânia (hoje Portugal), homem temeroso de Deus pelo que se dedicou ao serviço da Igreja e no fim veio a ser sacerdote. Vivia em Córdova no tempo que a tirania sarracena enchia de santos o céu e a cidade: de honra com tão altos intercessores. Determinou entregar sua vida ao Criador defendendo sua doutrina, e a tal fim concertou tão notabilíssima empresa com dois jovens de santa vida e louváveis costumes, monges ambos chamados Paulo e Isidoro, com os quais se apresentou ao juiz, que ouvida sua profissão de fé, os mandou no momento decapitar no lugar costumeiro, junto às portas do Palácio no dia 17 de abril do ano 856. Seus corpos foram primeiro cravados em patíbulos para escarmento dos cristãos e depois arrojados ao rio, de onde os fieis com grande diligência tiraram algumas relíquias que repartiram segundo costume, pelas diversas Igrejas da cidade.

Enrique Heath, Beato
Presbítero E Mártir

Enrique Heath, Beato

Enrique Heath, Beato

Martirológio Romano: Em Londres, em Inglaterra, beato Enrique Heath, presbítero da Orden dos Irmãos Menores e mártir, que sob o rei Carlos I, só pela razão de seu sacerdócio, foi entregue ao verdugo em Tyburn. ( 1643) Também é conhecido como: Beato Pablo de Santa Magdalena. Data de beatificação: 22 de novembro de 1987 pelo Papa João Paulo II, junto a outros 84 mártires de Inglaterra e Gales. O Beato Enrique nasceu em 1599 em Peterborough, Inglaterra. Seu pai foi John Heath cabeça de uma familia anglicana, foi batizado na local igreja de São João em 16 de dezembro de 1599. Estudou no Corpus Christi College, em Cambridge, recebendo a licenciatura em 1621 e foi nomeado bibliotecário da universidade. Aqui teve acesso a livros relativos à controvérsia anglicano-católica, lendo-os chegou ao convencimento de que a verdade estava de parte do catolicismo, iniciando assim seu processo de conversão. Em 1622 foi recebido na Igreja Católica Romana por George Muscott, e, depois de uma curta estância no Colégio Inglês de Douai, entrou no convento franciscano de São Boaventura que em 1625, tomando o nome de Paulo de Santa Magdalena. A princípios de 1643, com muito trabalho obteve permissão para ir de missão a Inglaterra e cruzou de Dunquerque (França) a Dover (Inglaterra) disfarçado de marinheiro. Um cavaleiro alemão pagou sua passagem e ofereceu-lhe mais dinheiro para a viagem, mas seguindo o espírito de São Francisco, Heath se negou e preferiu ir a pé de Dover a Londres. Na mesma noite de sua chegada, quando ele descansava no umbral de uma porta, o dono da casa o denunciou como ladrão. Alguns documentos encontrados na gorra delatavam sua religião e foi levado à prisão de Compter. No dia seguinte foi levado ante o alcaide, e, confessando que era sacerdote, foi enviado a Newgate. Pouco depois foi examinado por uma comissão parlamentária, e voltou a confessar seu sacerdócio. Fue acusado finalmente no marco a "Lei contra os jesuítas, sacerdotes de seminário e outras similares pessoas desobedientes" de 1585, por ser sacerdote católico e se apresentar no reino da rainha Isabel. Durante sua reclusão exercia o ministério da reconciliação a ponto que no mesmo carro que o trasladou ao lugar de execução em Tyburn há reconciliado a um dos criminosos que foram executados junto a ele. Foi pendurado até morrer.

Robert de Chaise-Dieu, Santo
Abade

Robert de Chaise-Dieu, Santo

Robert de Chaise-Dieu, Santo

Martirológio Romano: No mosteiro de Chaise-Dieu, de Alvernia, em França, san Roberto, abade que, havendo-se retirado a este lugar para viver como solitário, se lhe juntaram muitos irmãos, e com sua pregação e exemplo de vida reuniu a um bom número deles (1067). Etimologicamente: Roberto = Aquele que brilha por sua fama, é de origem germânica. Fundador da Abadía de Chaise-Dieu em Alvernia; nasceu em Aurilac, Auvergne, aproximadamente no ano 1000; morreu. Pelo lado de ascendência de seu pai, pertenceu à familia dos Condes de Aurilac, de quem se havia originado São Geraud. Estudou em Brioude perto da basílica de São Julián, numa escola aberta para a nobreza de Auvergne, estabelecida pelos cânones da cidade. Havendo entrado na comunidade, e havendo sido ordenado sacerdote, Roberto se distinguiu por sua piedade, caridade, zelo apostólico, eloquentes discursos e o dom dos milagres. Durante perto de quarenta anos, permaneceu em Cluny para viver sob a norma de seu compatriota também santo, Abbé Odilo. Foi forçado a regressar a Brioude, e ali começou um novo projeto, para o qual foi a Roma, para consultar com o Papa. Bento IX o animou a retirar-se junto cone dois companheiros para o vale boscoso do sudeste de Auvergne. Ali construiu uma ermida, sob o nome de Chaise-Die (Casa de Deus). Teve muito renome em suas virtudes e atraiu a um grande número de discípulos, foi obrigado então a construir um mosteiro, o qual foi colocado sob a norma de São Bento (1050). Leão IX construiu a Abadía de Chaise-Dieu, na qual chegou a ser um dos emblemas do florescente cristianismo. À morte de Roberto, se havia cerca de 300 monges e tinha-se enviado multidões ao centro de França. Roberto também fundou uma comunidade para mulheres em Lavadieu perto de Brioude. Por meio da elevação do monge de Chaise-Dieu, Pierre Roger, ao sólio pontifício, sob o nome de Clemente IV, a abadia alcançou o pináculo de sua glória. O corpo de São Roberto se preservava ali, foi queimado pelos huguenotes durante as guerras religiosas. Seu trabalho foi destruído pela Revolução Francesa, mas há restos que ficam para admiração dos turistas, tais como a igreja devastada, a tumba de Clemente VI, e a torre clementina.

 

 

Roberto de Molesmes, Santo
Abade

Roberto de Molesmes, Santo

Roberto de Molesmes, Santo

Martirológio Romano: No mosteiro de Molesmes, em França, são Roberto, abade, o qual, desejoso de uma vida monástica mais simples e mais estrita, já fundador de mosteiros e superior esforçado, já diretor de ermitãos e restaurador exímio da disciplina monástica, fundou o mosteiro de Cister, que regeu como primeiro abade, e chamado de novo como abade a Molesmes, ali descansou em paz (1111). Etimologicamente: Roberto = Aquele que brilha por sua fama, é de origem germânica. Foi um dos fundadores da ordem Cisterciense em França. Aos 15 anos ingressou na abadia de Montier-la-Celle, de que chegou a ser o prior. No ano 1060 foi nomeado abade de Saint Michel-de-Tonnerre, mas não foi capaz de reformar a abadia, que se havia relaxado muito, pelo que regressou a Montier-la-Celle. Alguns eremitas que viviam no bosque de Colan, pediram-lhe que dirigisse um novo mosteiro. Obteve a autorização do Papa Gregório VII para fundar um mosteiro em Molesmes no ano 1075. A construção consistia inicialmente de umas simples choças feitas com ramos, que rodeavam uma capela dedicada à Santíssima Trindade. Esta comunidade se fez rapidamente conhecida por sua piedade e santidade. A comunidade cresceu e começou a aumentar sua riqueza, o que atraiu a monges pouco piedosos que dividiram os irmãos. Roberto quis afastar-se de Molesmes duas vezes, mas o Papa lhe ordenou voltar. Sem embargo, no ano 1098, Roberto e alguns de seus monges deixaram Molesmes com a intenção de não voltar jamais e fundaram o mosteiro de Cîteaux (Císter). Sem embargo, em 1100 os monges de Molesmes pediram a Roberto que voltasse, resolvendo obedecer à Regra de São Bento. Ele voltou e dirigi o mosteiro, que sob sua tutela chegou a ser um dos maiores centros da Ordem Beneditina. O mosteiro de Citeaux, sob a direção de Alberico foi um dos lugares de origem da nova Ordem Cisterciense, que chegaria a ser famosa no século XII com Bernardo de Claraval. Roberto morreu em 17 de abril de 1111. O Papa Honório III o canonizou em 1220. A festa foi fixada inicialmente em 17 de Abril, mas logo foi transferida para 29 de Abril.

 

Simeón Bar Sabas, Ustazades eunuco da sala real,

e os sacerdotes Abdhaykla e Hananyae e o oficial real Pusayk. com mais de 100 companheiros, Santos
Mártires

Simeón Bar Sabas, Ustazades y compañeros, Santos

Simeón Bar Sabas, Ustazades e companheiros, Santos

Martirológio Romano: Na Pérsia, paixão de são Simeão Bar Sabas, bispo de Selêucia e Ctesifonte, que, por ordem do rei persa Sapor II, foi detido e carregado de cadeias por negar-se a adorar o sol e seguir proclamando a Jesus Cristo livre e valentemente. Encarcerado junto com mais de cem cristãos, bispos, presbíteros e de outras ordens eclesiásticas, foi submetido a torturas, e em Sexta feira Santa da Paixão do Senhor, ante seus olhos e quando os exortava, todos seus companheiros oram decapitados, como ele próprio o foi em último lugar. ( 341) Martirológio Romano: Também comemoração de muitos mártires que, após a morte de são Simeón, em todo o território da Pérsia, e igualmente sob o rei Sapor II, foram degolados por causa do nome de Cristo, entre eles santo Ustazades, eunuco do palácio real e padrinho do mesmo rei, que durante o primeiro ímpeto da perseguição sofreu o martírio no palácio de Artajerjes (Artaxerxes), irmão de Sapor, na provincia de Adiabena. ( 341). San Simeón, chamado "Bar Sabas" que significa "filho do batanero", foi nomeado bispo (Catholicos) de Seleucia-Ctesifonte, em Pérsia, a raiz da sede do bispo anterior em 324. Simeón, sem embargo, cedo foi relegado á função de assistente, devido á falta de confirmação da sentença de destituição, se desconhece começou a exercer realmente como bispo titular. Quando em 340 o rei persa Sapor II restabeleceu a feroz perseguição contra os cristãos, não duvidou em elevar os impostos ao dobro e declarar o encerramento de todos os lugares de culto. Tomando nota da pobreza da maioria da gente, Simeón se negou a recolher o dinheiro requerido, pelo que foi detido. Conduzido logo ante o rei, se negou a prostrar-se ante ele ou adorar ao deus sol, isto foi um pretexto para que as autoridades o encarcerassem, e junto a ele a uma centena de pessoas. Simeón logrou reconquistar a fé cristã a Ustazades, eunuco da sala real além de educador do próprio soberano, que logo também padeceu o martírio. Simeón, junto com a centena de companheiros (bispos, sacerdotes y membros de diversas ordens religiosas), estiveram largo tempo na prisão, até que finalmente, depois de ver degolar ante seus olhos a todos seus irmãos na fé e na prisão, a que animava com grande ardor — foi decapitado. Em edições anteriores de Martirologio Romano se mencionavam explicitamente os nomes de alguns dos companheiros no martírio de Simeón: os sacerdotes Abdhaykla e Hananya, e o oficial real Pusayk. Simeón é posto como cabeça do grupo de mártires no Breviário Sírio do ano 412, assim como no novo Martirologio Romano que põe sua memória em 17 de abril. Na mesma data de calendário católico dedica uma menção especial a Ustazades, que com muitos outros cristãos em todas as regiões de Pérsia sofreram o martírio por ordem do rei Sapor II. Tal sorte tocou ao santo preceptor na habitação de Artaxerxes, irmão do mesmo soberano, na provincia de Abiadena, quando começou o primeiro frenesim da perseguição. Reproduzido com autorização de Santiebeati.it - responsável da tradução para espanhol: Xavier Villalta

 

Santos Donnan, abade, junto com 52 monges, e mártires

Na ilha de Eigg, nas Hébridas interiores, frente a Escócia, são Donnan, abade, junto com 52 monges, que durante as celebrações pascais foram degolados ou queimados por uns piratas (617).

Santo Inocêncio, bispo

Em Tortona, da Ligúria, santo Inocêncio, bispo (s. IV).

Beato Jacobo de Cerqueto, monge eremita presbítero

Em Perugia, da Umbría, beato Jacobo de Cerqueto, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que deu exemplo assumindo com alegria a enfermidade que o atacava(1367).

São Pantagato, bispo

Em Vienne, em Burgundia, são Pantagato, bispo (540).

Santos Pedro, diácono, e Hermógenes, mártires

Em Melitene, na Arménia, santos mártires Pedro, diácono, e Hermógenes, seu coadjutor (c. s. IV).

 

93003 > Sant’ Acacio di Militene Vescovo MR
90765 > Beata Chiara Gambacorti Domenicana MR
20254 > Domenica delle Palme (celebrazione mobile) - Solennità MR
49830 > San Donnano e compagni Martiri MR
49840 > Santi Elia, Paolo e Isidoro Martiri MR
49870 > Beato Enrico Heath (Paolo di Santa Maddalena) Sacerdote e martire MR
49860 > Beato Giacomo da Cerqueto MR
91520 > Sant' Innocenzo di Tortona Vescovo MR
49325 > Beata Kateri (Caterina) Tekakwitha MR
94431 > San Landerico Abate
91295 > Beata Maria Anna di Gesù (Navarro) Mercedaria MR
49820 > San Pantagato di Vienne Vescovo MR
49810 > Santi Pietro ed Ermogene Martiri MR
49850 > San Roberto di La Chaise-Dieu Abate MR
51350 > San Roberto di Molesme Abate di Citeaux MR
90856 > Beato Rodolfo di Berna Martire
92746 > Santi Simeone Bar Sabba’e, Usthazade e compagni Martiri in Persia MR
91262 > San Wando (Vandone) Abate

 

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  • 1 - A integração dos textos editados MMI IMP S.r.l./IMP BV – impressa na União Europeia (Ver blogue nº 1153 – 3/1/12) que se refiram a alguns dos Santos hoje incluídos, continuará a ser efetuada diariamente desde que eu possua as respectivas pagelas na Coleção de Histórias de Santos que nos inspiraram, intitulada “Pessoas Comuns – Vidas Extraordinárias pelo que peço as minhas desculpas. AF.
  • Hoje POR EXEMPLO foi incluído como
  • Complemento na vida de
  • 2 - Sites utilizados: Os textos completos são recolhidos através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. em que também incluo imagens recolhidas através de http://es.catholic.net/santoral,; em seguida os textos deste mesmo site sem tradução e com imagens, e por último apenas os nomes e imagens de HTTP://santiebeati.it.
  • 3 - Como já devem ter reparado, de vez em quando, segundo a sua importância há uma exceção da 1ª biografia, (ou biografias do Livro Santos de Cada Dia – já traduzidas – por natureza) que mais sobressaem, – quando se trate de um dia especial, dedicado a Jesus Cristo, a Nossa Senhora, Anjos ou algum Santo, em particular – todos os restantes nomes surgem por Ordem alfabética, uma, duas ou três vezes, conforme figurem nos três sites indicados, que poderão ser consultados - se assim o desejarem – pelos meus eventuais leitores. LOGICAMENTE E POR ESSE FACTO, DIARIAMENTE, O ESPAÇO OCUPADO, NUNCA É IGUAL, ACONTECENDO POR VEZES QUE É DEMASIADO EXTENSO.
  • Peço-vos a melhor compreensão e as minhas maiores desculpas e obrigado.
  • Responsabilidade exclusiva de ANTÓNIO FONSECA
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    António Fonseca