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Imagens e Frases de Natal Religioso

sábado, 21 de abril de 2012

Nº 1262 – 1ª Página – (107/2012) - SANTOS DE CADA DIA – 21 de Abril de 2012 - 4º ano – Sábado

Ver Notas no final
Nº 1262 – 1ª Página – 2012
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A Terra vista da Lua
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21 DE ABRIL DE 2012

Sábado 

Anselmo, Santo
Arcebispo e Doutor da Igreja

Anselmo, Santo

Anselmo, Santo

Nasceu Santo Anselmo em Aosta (Piemonte), pelo ano de 1033. Seus pais foram o Conde Gondulfo e uma senhora chamada Ermemberga, a quem veio a dever a educação cristã. Teve como mestres um clérigo e depois os Beneditinos de Aosta; recordará depois com saudade o que assim aprendera. Encantador, bem disposto, a todos agradável, nem sempre foi edificante. Pelos vinte anos, tendo perdido a mãe e sendo o pai intratável, Anselmo saiu do castelo familiar com um criado e um burro, indo para França sem intenção de voltar. Seis anos se entregou lá ao estudo e à “procura de prazer”. Na Normandia bateu à porta do mosteiro de Bec, para completar os estudos. Era lá professor Lanfranc, de quem se dizia que sabia a gramática como Herodiano, a dialéctica como Aristóteles, a retórica como Cícero e a Sagrada Escritura como S. Jerónimo e Santo Agostinho. Ao terminar a formação científica. Anselmo resolveu fazer-se também monge. Tinha 27 anos. Pouco depois, o seu mestre Lanfranc era elevado à sé arquiepiscopal de Cantuária e Anselmo teve de sucede-lhe na cátedra como o discípulo mais distinto, E por morte de Herluíno, abade do mosteiro de Bec, o jovem mestre foi eleito para Superior da abadia. A norma do seu governo foi mansidão e bondade. A um abade excessivamente rigoroso, que se queixava do espírito de rebeldia dos súbditos, escreveu: “Como quereis que reinem na vossa casa a paz e a disciplina, se apenas alimentais os vosso filhos com fel e amargura?» O segredo da sua paz interior declarou-o a outro religioso com estas palavras: «Se queres ser feliz na vida religiosa, esquece-te do mundo e alegra-te de que o mundo se esqueça de ti». A calma era um, dos seus traços distintivos. Por isso tanto insistia na renúncia de si próprio. Costumava dizer que não vive ele próprio, mas Cristo. Esquecia-se do mundo, mas o mundo não se esquecia dele. Em 1902 foi nomeado para a sé primacial de Cantuária, por morte do mestre Lanfranc. Desde então o seu viver foi lutar. Antes de nomeado bispo, tinha dito a Guilherme II: «Não te empenhes em jungir um toiro com um cordeiro, porque não poderão debulhar juntos”. Efectivamente, o monarca inglês nunca se pôde entender com Anselmo. Queria ser Monarca e Papa ao mesmo tempo. Pretendia dispor com absoluta autoridade dentro dos assuntos da Igreja e apropriar-se de todos os seus bens. O novo arcebispo quis reduzi-lo ao recto caminho com bons modos, com exortações e conselhos. Não bastou e foi preciso excomungá-lo. Anselmo saiu desterrado da Inglaterra e peregrinou pelo Continente. Lião, Roma e Nápoles puderam admirar a sua virtude e ciência. Assistiu como luminar a um concilio, em Bári, e depois ao outro, em Roma. As honras que recebia na Itália fizeram-no voltar a França, mas não sem pedir várias vezes ao Papa que aceitasse a sua renúncia ao bispado de Cantuária. Por morte de Guilherme II voltou à sua diocese. Teve de lutar com Henrique II para defender os direitos da igreja. Novo desterro e nova visita ao papa. Mas os clamores dos católicos ingleses e a influência da irmã do rei conseguiram que fosse reposto na sua sé e ocupou-a até à morte. Preparando-se para esta, esteve dois anos doente, sem que lhe saísse dos lábios outra queixa que não fosse de não poder celebrar Missa. Durante essa última enfermidade, descansava num leito de cinzas e vestido de áspero cilício. Morreu a 21 de Abril de 1109. Santo Anselmo foi um santo e o primeiro teólogo-filósofo. Como Santo Agostinho e todos os grandes talentos, buscou sempre a paz da alma na união com Deus. “Vamos, homem inconsistente, diz-nos: deixa o tormento das tuas canseiras; foge um instante dos teus cuidados tormentosos; esquece as fadigas que te esmagam, e despreza essa estéril atividade que te enche de fadiga e aflição. Ocupa-te um instante de Deus e busca n’Ele o teu repouso. Entra na celazinha do teu coração, e arroja daí tudo o que não seja Ele, tudo o que não te ajude a buscá-lo. Depois fecha, e abre bem os olhos”. E a seguir dirige-se a Deus e fala-lhe do seguinte modo: “Senhor, desejo conhecer a Tua vontade, a Tua verdade que o meu coração crê e que ama a aminha alma; não quero compreender para crer, mas crer para compreender, pois sei muito bem que sem a fé não compreenderia nada de nada”. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuítas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

COMPLEMENTO

Anselmo nasceu por volta do ano 1033 numa importante família da Itália do Norte. Aos 15 anos sabia que queria ser monge. Aluno excelente.deixou a casa de seus pais ainda adolescente para ir estudar em França. Anselmo instalou-se no convento beneditino em Bec, na Normandia. Em breve se tornou o aluno mais brilhante do Prior Lanfranc, um dos melhores professores da Europa. Em 1060, Anselmo fez-se monge e três anos mais tarde substituiu Lanfranc como Prior de Bec. A nomeação de uma pessoa tão jovem para essa posição perturbou alguns monges mais velhos, mas Anselmo tinha grande talento como administrador e mostrava grande encanto e carinho por todos, o que lhe permitiu ganhar muitos amigos ao longo da vida. Em 1078, foi eleito por unanimidade Abade de Bec.
Um intelectual influente Anselmo escreveu muitas cartas e orações. Cerca de 1077 começou a escrever as obras eruditas que fizeram dele um dos maiores pensadores da Igreja. Na sua obra mais famosa, Proslogion, Anselmo  tentou usar a razão para provar a existência de Deus. “Não procuro compreender para poder acreditar!” escreveu ele, “mas acredito para compreender”. Em 1093, Anselmo foi nomeado Arcebispo de Cantuária. Passou muito do seu tempo em disputas com os Reis ingleses que pretendiam limitar o poder da Igreja, Uma contenda com o Rei Williams Rufus levou ao exílio de Anselmo em 1097. O Arcebispo foi outra vez exilado durante o reinado de Henrique I. Regressou definitivamente a Cantuária em 1107 onde veio a falecer dois anos mais tarde. Apesar do seu envolvimento em questões políticas, Anselmo era um monge dedicado que se serviu do poder da escrita para venerar a Deus.
No seu rasto
Muitos monges, padres e arcebispos como Anselmo tiveram atividades políticas mantendo-se fiéis à sua Fé. Os seus valores cristãos levaram-nos a desafiar a injustiça legal e a corrupção política. Um católico que, no século XX, serviu a Deus nesse duplo papel foi Robert Drinan.
Jesuíta e advogado, Drinan foi eleito para o congresso dos Estados Unidos como representante de Massachusetts em 1970. Apesar da sua eleição ter gerado controvérsia entre alguns católicos, que consideram que os Padres não devem ter cargos políticos. Drinan foi membro do Congresso durante 10 anos. Desde então, tem ensinado Direito na Georgetown University. Como ativista e erudito ele:
* Escreveu sobre a justiça social e os direitos humanos.
*Lutou para acabar com a fome no mundo.
* Convidou outros a denunciar questões económicas e sociais.
Drinan e outros clérigos que mantêm um envolvimento político lembram-nos de que os ensinamentos de Cristo muitas vezes exigem ação e não só contemplação.
Oração
Meu Deus, permite-me conhecer-Te e amar-Te para que em Ti encontre a felicidade. E se não o conseguir completamente nesta vida, permite que cada dia faça alguns progressos até que por fim esse conhecimento, amor e alegria cheguem a mim em toda a sua plenitude. Enquanto estou aqui na terra permite-me conhecer-Te profundamente; permite que o meu amor por Ti se torne cada vez mais profundo para que Te possa amar com toda a minha alma. Ámen.
(Oração  de Santo Anselmo)
No período da vida de Santo Anselmo (1033-1109) ocorreram diversos acontecimentos dos quais se destacam: Erupção do Monte Hekla na Islândia (1104); Reinado de André I, Rei da Hungria (1047-1060); Soninke do Gana reconquista a sua capital, Koumbi (1087); Takayoski funda a escola de pintura de Tosa (1025).

Conrado de Parzham, Santo
Irmão laico capuchinho

 

Conrado (Juan Evangelista) Birndorfer de Parzham, Santo

Conrado (Juan Evangelista) Birndorfer de Parzham, Santo

Nasceu em Parzham (Baixa Baviera), em 1818, e morreu em Altoting (na mesma Baviera), a 21 de Abril de 1894. Trabalhou na quinta da família até à idade de 30 anos, quando se foi apresentar aos capuchinhos que se ocupavam do santuário de Nossa Senhora de Altoting. Estes receberam-no com o irmão leigo e fizeram-no porteiro, cargo em que o mantiveram sempre. Acolhia, como se fosse Cristo, todos os que se apresentavam; fornecedores, visitantes e peregrinos. Muitos religiosos e religiosas confessaram dever a própria vocação à palavra do Santo. Um beneditino fez à conta: à razão de 40 badaladas por dia, Conrado fez mais de meio milhão de atos de virtude na sua vida. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.. Ver também www.es.catholic (onde consta uma longuíssima biografia deste Santo) e www.santiebeati.it.

COMPLEMENTO

Conrado, batizado Johann Birndorfer, era o mais novo de 9 irmãos. Os seus pais trabalhavam na grande quinta que possuíam e educam os filhos num ambiente de amor e devoção. O jovem Johann isolava-se frequentemente para rezar em silêncio. Quando completou 14 anos, a mãe morreu e 2 anos depois foi a vez do pai. Johann decidiu tomar conta da quinta e dedicar-se à oração e à caridade. Aos 31 anos ingressou na Ordem dos capuchinhos e tornou-se um irmão laico. Adoptou o nome de Conrado e tomou os votos em 1852. Ao longo dos 40 anos seguintes, serviu humildemente pessoas de todas as classes sociais, como porteiro de um mosteiro de frades em Altotting, na Baixa Baviera. Servo paciente e sereno, recebia os mais de 100 000 pobres, doentes e famintos que todos os anos batiam à porta do convento.
Servo da humanidade – Embora Conrado fosse um homem de poucas palavras, tinha sempre para todos um gesto bondoso, um sorriso e alguma comida. Preocupava-se particularmente com as crianças, em especial as que tinham  sido abandonadas, e fazia tudo para lhes alegrar o coração. Fortemente empenhado na sua missão, tentava satisfazer sempre todos os pedidos. Conrado raramente comia ou dormia , pois passava os poucos momentos livres que tinha a rezar. “Sinto-me sempre feliz e satisfeito em Deus” afirmava. “Aceito todas as coisas, agradáveis ou desagradáveis, as quais agradeço ao Nosso Pai do céu. Ele sabe o que é melhor para nós…”. A 18 de Abril de 1894, o humilde Conrado foi atender à porta, como era habitual. Mas seria a última vez. Morreu serenamente 3 dias depois, enquanto lá fora, junto à sua janela, as crianças rezavam o terço, tal como ele lhes ensinara.
No seu rasto
Tal como São Conrado, também Clara Barton (1821-1912) serviu o próximo com serenidade e dedicação, quando a guerra civil assolou a América.
Ao ver milhares de soldados unionistas regressar, derrotados, a Washington, Clara, então com 30 anos, decidiu:
* Recolher donativos em medicamentos, alimentos e ligaduras.
* Distribuir provisões diretamente no campo de batalha.
* Alimentar, tratar e confortar os feridos no terreno e nos hospitais.
Finda a guerra, continuou a dedicar-se ao próximo:
* Organizou um programa para localizar soldados desaparecidos em ação.
* Serviu a Cruz Vermelha Internacional durante a guerra franco-prussiana.
* Fundou uma associação para auxílio médico de emergência em 1906.
A sua dedicação ao próximo ultrapassou fronteiras e Clara dedicou-se a obras humanitárias na Rússia, Arménia e África do Sul. A sua derradeira missão foi socorrer as vítimas das cheias, em Galveston, Texas, no ano de 1900. Morreu em 1912.
 
Oração
Querido Deus, nós Te pedimos que nos ajudes a servir-Te como São Conrado o fez, a saber quando falar e a dizer sempre o mais acertado, a saber quando é que um gesto vale mais do que mil palavras. Há tantos que necessitam de consolo nos nossos dias. Ajudas-nos a apoiá-los e a amá-los com os nossos atos e as nossas orações. Em Teu nome o pedimos. Ámen.
(Oração contemporânea)
No período da vida de São Conrado (1818-1894) ocorreram diversos acontecimentos dos quais se destacam: Abolição da escravatura em todos os domínios portugueses (1869); Independência do Brasil (1822); Alexander Graham Bell inventa o telefone (1876); Rachmaninof estreia o seu concerto para piano nº 3 (1909).Bispo (1374)

Santo Anastásio, abade
No monte Sinai, santo Anastásio, ecúmeno, que defendeu incansavelmente a fé ortodoxa ante os monofisitas e escreveu obras destinadas à salvação das almas (c. 700).

Apolónio de Roma, Santo
Mártir

Apolonio de Roma, Santo

Apolónio de Roma, Santo

Martirológio Romano: Em Roma, comemoração de santo Apolónio, filósofo e mártir, que, em tempo do imperador Cómodo, ante o prefeito Perénio e o Senado defendeu com aguda palavra por causa da fé cristã, que confirmou com o testemunho de seu sangue ao ser condenado à pena capital (185). Etimologicamente: Apolónio = Aquele que brilha, é de origem grega. Apolónio, senador romano, era conhecido entre os cristãos da Urbe por sua elevada condição social e profunda cultura. Denunciado provavelmente por um escravo seu, o juiz convidou a Apolónio a justificar-se frente ao senado. O apresentou - escreve Eusébio de Cesareia - uma eloquentíssima defesa da própria fé, mas igualmente foi condenado a morte. O procônsul Perenio, em atenção à nobreza e fama de Apolónio desejava sinceramente salvá-lo, mas se viu obrigado a pronunciar a condenação pelo decreto do imperador Cómodo (em redor do ano 185). Reproduzimos aqui alguns passagens do processo, em que o mártir afirma seu amor pela vida, recorda as normas morais dos cristãos recebidas do Senhor Jesús, e proclama a esperança numa vida futura. Apolónio: Os decretos dos homens não podem suprimir o decreto de Deus; mais crentes vocês matem, e mais se multiplicará seu número por obra de Deus. Nós não encontramos duro o morrer pelo verdadeiro Deus, porque por meio dele somos o que somos; para não morrer de má morte, suportamos tudo com constância; já vivos, já mortos, somos do Senhor. Perenio: ¡Com estas ideais, Apolónio, tu sentes gosto em morrer! Apolónio: eu experimento gosto na vida, mas o por amor à vida que não temo em absoluto a morte; indubitavelmente, não há coisa mais preciosa que a vida, mas que a vida eterna, que é imortalidade da alma que há vivido bem nesta vida terrena. O Logos (= Palavra) de Deus, nosso Salvador Jesus Cristo nos ensinou a travar a ira, a moderar o desejo, a mortificar a concupiscência, a superar as dores, a estar abertos e sociáveis, a incrementar a amizade, a destruir a vanglória, a não tratar de vingar-nos contra aqueles que nos fazem mal, a desprezar a morte pela lei de Deus, a não devolver ofensa por ofensa, mas a suportá-la, a crer na lei que ele nos deu, a honrar ao soberano, a venerar somente a Deus imortal, a crer na alma imortal, no juízo que verá depois da morte, a esperar no prémio dos sacrifícios feitos por virtude, que o Senhor concederá a quem haja vivido santamente. Quando o juiz pronunciou a sentença de morte, Apolónio disse: "Dou graças a meu Deus, procônsul Perenio, juntamente com todos aqueles que reconhecem como Deus o omnipotente e unigénito Filho seu Jesus Cristo e ao Espírito Santo, também por esta sentença tua que para mim é fonte de salvação". Apolónio morreu decapitado em Roma no domingo 21 de abril. Eusébio comenta assim a morte de Apolónio: "O mártir, muito amado por Deus, foi um santíssimo lutador de Cristo, que foi ao encontro do martírio com alma pura e coração fervoroso. Seguindo seu fúlgido exemplo, vivifiquemos nossa alma com a fé". Sabemos também pelo mesmo Eusébio que o acusador de Apolónio - como também mais tarde o do futuro papa Calixto – foi condenado a ter as pernas quebradas. Com efeito, segúndo uma disposição imperial, que Tertuliano (Ad Scap. IV, 3) atribuí a Marco Aurélio, os acusadores dos cristãos deviam ser condenados à morte. As Actas do martírio de Apolónio, descobertas no século passado, existem hoje em versão original arménia e grega e em várias traduções modernas (das "Actas dos antigos mártires", incorporadas em Eusébio,"Historia Eclesiástica", V, 21). Reproduzido com autorização de Catacombe.Roma.it

Santo Aristo, presbítero e mártir
Em Alexandria, no Egipto, santo Aristo, presbítero e mártir (s. inc.).

Bartolomeu Cerveri, Beato
Sacerdote e Mártir

Bartolomé Cerveri, Beato

Bartolomé Cerveri, Beato

Martirológio Romano: Em Cervere, perto de Fossano,no Piemonte, beato Bartolomé Cerveri, presbítero da Ordem de Pregadores e mártir, que lutou por defender a fé católica e a confirmou ao morrer atravessado por lanças de hereges (1466). Etimologicamente: Bartolomé = Aquele que é filho de Ptolomeu, é de origem hebraica. Nascido em Savigliano (Turim) em redor de 1420. Sacerdote da Ordem de Pregadores (Dominicanos), foi professor de teologia em Turim (1452) e várias vezes prior de Savigliano. Insigne por seu magistério e por seu ministério apostólico foi encarregado do oficio de inquisidor geral (1459). Lutou eficazmente pela defesa da fé e selou seu ensino com o martírio quando foi assassinado pelos hereges perto de Cerveri em 21 de abril de 1466. Bartolomé soube de antemão que ia a morrer, pelo que antes de viajar a Cerveri se confessou e logo comentou a seu confessor "Me chamarão Bartolomé de Cerveri, ainda que nunca tenha posto ali os pés. Hoje vou como inquisidor, e ali hei-de morrer". Seu corpo foi trasladado para a igreja paroquial de Cerveri. Pío IX confirmou seu culto em 22 de setembro de 1853.

Juan Saziari, Beato
Religioso Franciscano

Juan Saziari, Beato

Juan Saziari, Beato

Martirológio Romano: Na cidade de Cagli, de Piceno, em Itália, beato Juan Saziari, religioso da Terceira Ordem de São Francisco (c. 1372). Etimologicamente: Juan = Deus é misericordioso, é de origem hebraica. Em 1287, durante uma cruenta batalha, a antiquíssima comuna de Cagli foi quase totalmente incendiada. Esta comuna surgiu sobre o Monte Petrano mas dois anos depois dois habitantes decidiram deslocar o centro das actividades cidadãs para as suas faldas. É aqui, onde algumas décadas depois, viveu o beato Juan Saziari. Nasceu em redor do ano 1327, levou uma vida simples, dividindo seu tempo entre o trabalho no campo e a oração. Não se casou, nem teve filhos, mas foi querido por todos. Teve um carisma certamente não ordinário. Se fez terceiro franciscano querendo assim seguir os ensinamentos e o ideal de vida do santo de Assis. Morreu entre 1370 e 1372, deixando a seus concidadãos um extraordinário exemplo de santidade vivida na modéstia de vida quotidiana. O Senhor, por intercessão do piedoso camponês de Cagli, contestou aos rogos de seus devotos, concedendo graças e milagres. Estes tiveram lugar em seguida de sua morte e sua memória foi transmitida através de inscrições na lápide sepulcral. Em particular, sua celeste ajuda se fez sentir durante uma terrível peste. A parte frontal de urna mármore, elaborada pelo maestro António de Cagli, está agora próxima do altar onde são custodiadas suas relíquias. Um notário de Imola, em 1374, registou oficialmente alguns milagres. Num antigo documento de 1441 já era chamado beato. Juan é enterrado na igreja de São Francisco, a mais antiga da ordem franciscana na região de Marcas, provincia de Piceno. Em 1642 foi posto numa urna de madeira. Às relíquias foram realizados dois reconhecimentos, em 1764 e em 1849. Na Cúria de Cagli, hoje unida com a de Fano, se conserva a documentação do processo de beatificação que viu sua culminação em 9 de dezembro de 1980 – no pontificado de João Paulo II – considerando a veneração que lhe tem sido tributada ininterrompidamente por séculos. A festa do beato, hoje familiarmente chamado beato Juanino, foi fixada para 21 de abril. Reproduzido com autorização de Santiebeati.it

Santo Maelrubo, abade
No mosteiro de Applecroos, em Escócia, santo Maelrubo, abade, o qual, oriundo de Irlanda e monge de Bangor, fundou um mosteiro de missionários, desde que distribuiu, durante cinquenta anos, a luz da fé à população daquelas regiões (722).

Maximiano de Constantinopla, Santo
Bispo

Maximiano de Constantinopla, Santo

Maximiano de Constantinopla, Santo

Maximiano, natural de Roma, de família rica e poderosa, saiu da sua terra natal para se dirigir para Constantinopla, onde o seu amor pela virtude e a afabilidade lhe ganharam o afecto de todos. O patriarca Sisínio ordenou-o sacerdote. Quando, a seguir à condenação de Nestório, ele foi nomeado patriarca, estava já velho e esgotado pelas suas mortificações; uma piedade profunda e o carácter agradável e sossegado pareceram convenientes para as disputas acabarem. Escreveu a Cirilo de Alexandria para lhe pedir socorro de orações; na resposta, este prestou homenagem à pureza da fé, à sabedoria e à prudência de Maximiano, e prometeu-lhe o auxílio do Senhor. O papa Celestino I, informado da nomeação, felicitou os Padres do Concílio de Éfeso pela escolha feita; esse homem, desprovido de qualquer artifício, era exatamente o sucessor indicado para Sisínio de santa memória, que tanto se notabilizara pela simplicidade da fé. Maximiano, pastor fiel e prudente, possuía tudo o que se requer para reunir ovelhas dispersas. Cirilo atribuiu o restabelecimento da paz na Igreja às orações de homem tão santo. Mas este, depois de ocupar a sé patriarcal durante dois anos e cinco meses, faleceu subitamente em quinta-feira santa, a 12 de Abril de 434. Os Gregos honram a memória de Maximiano a 21 de Abril, talvez por ter sido o dia do enterro, ou porque esta data indica a trasladação do corpo para a Igreja dos Santos Apóstolos. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

Romão Adame Rosales, Santo
Presbítero e Mártir Mexicano

Román Adame Rosales, Santo

Román Adame Rosales, Santo

Martirológio Romano: Em Nochistlán, no território de Guadalajara, no México, são Román Adame, presbítero e mártir, que na perseguição contra a Igreja foi martirizado por confessar a Cristo Rei (1927). Etimologicamente: Román = Aquele que pertence a Roma, é de origem latina.  Os 25 santos canonizados em 21 de Maio de 2000 foram:  1 - Cristobal Magallanes Jara, Sacerdote; 2 - Roman Adame Rosales, Sacerdote; 3 - Rodrigo Aguilar Aleman, Sacerdote; 4 - Júlio Alvarez Mendoza, Sacerdote; 5 - Luis Batis Sainz, Sacerdote; 6 - Agustin Caloca Cortés, Sacerdote; 7 - Mateo Correa Magallanes, Sacerdote; 8 - Atilano Cruz Alvarado, Sacerdote; 9 - Miguel De La Mora De La Mora, Sacerdote; 10 - Pedro Esqueda Ramirez, Sacerdote; 11 - Margarito Flores Garcia, Sacerdote; 12 - José Isabel Flores Varela, Sacerdote; 13 - David Galvan Bermudez, Sacerdote; 14 - Salvador Lara Puente, Laico; 15 - Pedro de Jesús Maldonado Lucero, Sacerdote; 16 - Jesus Mendez Montoya, Sacerdote; 17 - Manuel Morales, Laico; 18 - Justino Orona Madrigal, Sacerdote; 19 - Sabas Reyes Salazar, Sacerdote; 20 - Jose Maria Robles Hurtado, Sacerdote; 21 - David Roldan Lara, Laico; 22 - Toribio Romo Gonzalez, Sacerdote; 23 - Jenaro Sanchez Delgadillo; 24 - David Uribe Velasco, Sacerdote; 25 - Tranquilino Ubiarco Robles, Sacerdote  Para ver as biografias dos Mártires Mexicanos do século XX Faz Click AQUI

 

 

 

 

 

50220 > Sant' Anastasio il Sinaita MR

 
26800 > Sant' Anselmo d'Aosta Vescovo e dottore della Chiesa - Memoria Facoltativa

Ascolta da RadioVaticana:
Ascolta da RadioRai:
Ascolta da RadioMaria:


90522 > Sant' Apollonio di Roma Filosofo e martire MR

 
50210 > Sant' Aristo Sacerdote e martire MR

 
90756 > Beato Bartolomeo Cerveri Sacerdote e martire MR

 
32000 > San Corrado (Giovanni Evangelista) Birndorfer da Parzham Cappuccino MR

 
94110 > Beato Giovanni de Riano Mercedario

 
92696 > Beato Giovanni Saziari Terziario francescano MR

 

50230 > San Maelrubha di Applecross Abate MR

 
90112 > San Roman Adame Rosales Sacerdote e martire MR

 

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  • 1 - A integração dos textos editados MMI IMP S.r.l./IMP BV – impressa na União Europeia (Ver blogue nº 1153 – 3/1/12) que se refiram a alguns dos Santos hoje incluídos, continuará a ser efetuada diariamente desde que eu possua as respectivas pagelas na Coleção de Histórias de Santos que nos inspiraram, intitulada “Pessoas Comuns – Vidas Extraordinárias pelo que peço as minhas desculpas. AF.
  • Hoje POR EXEMPLO foi incluído como
  • Complemento na vida de
  • (Anselmo, Santo)Estrela
  • 2 - Sites utilizados: Os textos completos são recolhidos através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. em que também incluo imagens recolhidas através de http://es.catholic.net/santoral,; em seguida os textos deste mesmo site sem tradução e com imagens, e por último apenas os nomes e imagens de HTTP://santiebeati.it.
  • 3 - Como já devem ter reparado, de vez em quando, segundo a sua importância há uma exceção da 1ª biografia, (ou biografias do Livro Santos de Cada Dia – já traduzidas – por natureza) que mais sobressaem, – quando se trate de um dia especial, dedicado a Jesus Cristo, a Nossa Senhora, Anjos ou algum Santo, em particular – todos os restantes nomes surgem por Ordem alfabética, uma, duas ou três vezes, conforme figurem nos três sites indicados, que poderão ser consultados - se assim o desejarem – pelos meus eventuais leitores. LOGICAMENTE E POR ESSE FACTO, DIARIAMENTE, O ESPAÇO OCUPADO, NUNCA É IGUAL, ACONTECENDO POR VEZES QUE É DEMASIADO EXTENSO.
  • Peço-vos a melhor compreensão e as minhas maiores desculpas e obrigado.
  • Responsabilidade exclusiva de ANTÓNIO FONSECA
    http://bibliaonline.com.br/acf; http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt

    António Fonseca

  • Nº 1262 - 2ª Página – ACTOS DOS APÓSTOLOS – Evangelista S. Lucas – 21 DE ABRIL DE 2012

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    Nº 1262-2ª Página

    ACTOS DOS APÓSTOLOS
     
     
    VI – PRISIONEIRO DE CRISTO
     
     
    25  e)  Paulo apela para César – …Festo três dias depois de ter tomado conta do governo da província, subiu de Cesareia a Jerusalém. Os sumos sacerdotes e os judeus mais categorizados expuseram-lhe as suas queixas contra Paulo e pediram-lhe insistentemente, como um  favor, a transferência de Paulo, para Jerusalém, enquanto preparavam uma emboscada para o matarem no caminho. Festo, porém, respondeu que Paulo devia continuar preso em Cesareia, e que ele próprio ia partir brevemente. «Portanto, acrescentou, os mais qualificados dentre vós, venham comigo cá abaixo, e, se algum delito existe nesse homem, que o acusem». Depois de se demorar entre eles, não mais de oito a dez dias, desceu a Cesareia. No dia seguinte, sentou-se no Tribunal e mandou buscar Paulo. Aquando este chegou, viu-se rodeado pelos judeus descidos de Jerusalém, que logo apresentaram contra ele muitas acusações graves, cuja autenticidade, não eram capazes de provar. De seu lado, Paulo defendia-se: «Não cometi delito algum nem contra a Lei dos Judeus, nem contra o Templo, nem contra César». Mas, como desejava captar as boas graças dos judeus, Festo respondeu: «Queres subir a Jerusalém para lá seres julgado sobre este assunto, na minha presença Paulo replicou: «Estou perante o tribunal de César. devo ser julgado aqui. Não fiz mal nenhum aos judeus, como sabes perfeitamente. Mas, se, de facto, sou culpado, se cometi algum crime que mereça a morte, não recuso morrer. Se porém, não há fundamento nas acusações dessa gente contra mim, ninguém tem o direito de me entregar a eles,. Apelo para César!» Então, depois de conferenciar com o seu conselho, Festo respondeu: «Apelaste para César, irás a César».
     
     
    Paulo perante o Rei Agripa - …Alguns dias mais tarde, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia e foram apresentar cumprimentos a Festo. Como se demorassem muitos dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: «Está aqui um homem que Félix deixou preso e contra o qual estando eu em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram queixa, pedindo a sua condenação. Respondi-lhes que não era costume dos romanos conceder a entrega de homem algum antes de o acusado ter os acusadores nas sua frente e dispor, da possibilidade de se defender da acusação. Vieram, pois, comigo e, sem mais delongas, sentei-me, no dia seguinte, no tribunal e mandei comparecer o homem. Postos em frente dele, os acusadores não alegam nenhum dos crimes de que eu suspeitava; só tinham com ele discussões acerca da sua religião e de um certo Jesus que morreu e Paulo afirma estar vivo. Quanto a mim, embaraçado perante um debate deste género, perguntei-lhe se queria ir a Jerusalém a fim de ser lá julgado sobre o assunto. Mas Paulo apelou para que a sua causa fosse reservada á decisão de Augusto  e eu ordenei que o mantivessem preso até o enviar a César». Agripa, disse então a Festo: «Eu também gostaria de ouvir este homem». «Ouvi-lo-ás amanhã». respondeu ele. No dia seguinte, Agripa e Berenice chegaram com grande pompa e entraram na sala de audiências, rodeados pelos tribunos e homens mais notáveis da cidade. A uma ordem de Festo, Paulo foi introduzido. Festo disse então: «Rei Agripa e vós todos que estais presentes: Aqui está este homem, contra o qual todos os judeus em massa me vieram falar, tanto em Jerusalém, como aqui, gritando que ele não devia continuar a viver. Quanto a mim, reconheci que não tinha praticado coisa alguma digna de morte. Contudo, visto ter apelado para o Imperador, resolvi enviar-lho. Nada tenho de positivo a escrever ao «senhor» a seu respeito. Por isso mandei-o trazer à vossa presença, sobretudo à tua presença, rei Agripa, a fim  de que, feito o interrogatório, eu tenha alguma coisa a escrever. de facto, parece-me absurdo mandar um prisioneiro sem mencionar as acusações que pesam sobre ele».
     
     
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    Amanhã, dia 22/4/12, se Deus o permitir, prosseguirei esta transcrição.

    António Fonseca