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sábado, 12 de maio de 2012

Nº 1283–1ª Página (133/12) - SANTOS DE CADA DIA – SÁBADO – 12 de MAIO DE 2012 - 4º ANO

Nº 1283 – 1ª Página – 2012
12-5-12
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12 DE MAIO DE 2012
Sábado
 
Pancrácio, Santo

Mártir

COMPLEMENTO
 
Pancrácio nasceu provavelmente em finais do século III, talvez na Síria ou Frígia, uma província da Ásia Menor. De acordo com algumas fontes, como as Actas Romanas, Pancrácio ficou órfão quando era ainda uma criança de tenra idade e foi viver com um tio em Roma. Aí se tornou cristão, quando o seu tio se converteu. Crê-se que foram ambos martirizados durante as perseguições aos cristãos decretadas pelo imperador romano Diocleciano em 300. Com apenas 13 anos, Pancrácio morreu por se ter recusado a oferecer sacrifícios aos deuses pagãos. Julga-se que o túmulo de Pancrácio em Roma ficava perto do segundo marco, na Via Aurélia. Uma basílica foi mais tarde erguida nesse local pelo  Papa Símaco, marcando o início de um culto a Pancrácio na cidade.
A lenda espalha-se Séculos depois, em finais de 500, o Papa Gregório I dedicou um mosteiro a Pancrácio. Quando Gregório enviou Agostinho como missionário para a Inglaterra, a lenda de Pancrácio chegou as Ilhas Britânicas. A morte de um jovem pelas suas convicções religiosas comoveu os corações e a imaginação dos ingleses. Em Cantuária construiu-se uma igreja dedicada a Pancrácio, que é referido em muitos martirológios ingleses, incluindo o do famoso historiador eclesiástico Beda. Por volta de 650, num gesto de amizade, o papa Vitalino enviou os restos mortais de Pancrácio ao Rei Oswiu, da Nortumbria. Ao todo, existem 6 igrejas inglesas dedicadas a Pancrácio, incluindo uma no norte de Londres.
 
No seu rasto
Tal como Pancrácio, Ken Saro-Wiwa, um ativista do século XX, nascido em Lagos, na Nigéria, foi perseguido pelas suas convicções.
Em 1990, Saro-Wiwa e outros fundaram o Movimento para a Sobrevivência do Povo Ogoni (MOSOP), que defendia os direitos dos Ogonis, uma tribo da Nigéria. saro-Wiwa e o MOSOP lutaram contra o regime de ditadura militar nigeriano e várias companhias petrolíferas que exploravam o país. O governo não permitiu a realização de eleições livres e Saro-Wiwa acusou-o de poluir as terras e os rios pertencentes aos Ogonis. Sob a sua liderança, o MOSOP:
* Lutou contra a repressão política sofrida pelos Ogonis.
* Tentou pôr fim à poluição das terras e dos rios dos Ogonis.
Devido às suas atividades, Saro-Wiwa e outros ativistas do MOSOP foram presos em 1994 sob falsas acusações de assassínio. Após um julgamento injusto, criticado por muitos governos estrangeiros, Saro-Wiwa e 9 outros líderes foram enforcados a 10 de Novembro de 1995.
 
Oração
 
Invoco o Vosso nome, Senhor. Nestes tempos conturbados, ouvi as nossas preces quando Vos pedimos proteção e paz. Concedei aos nossos governantes a sabedoria necessária para tomarem decisões corretas. Ajudai-nos a temperar a nossa justiça com misericórdia, transformai o nosso ódio em amor e a nossa vingança em perdão. Protegei os nossos filhos de um futuro de medo. Em Vosso nome Vos pedimos. Ámen.
(Oração contemporânea)
 
No período da vida de São Pancrácio (séculos III-IV) ocorreram diversos acontecimentos dos quais se destacam: O Cristianismo chega à Abissínia (350); A cerâmica pintada populariza-se entre as tribos de índios norte-americanos (300); Reinado do Imperador Constantino (337-350); Os hunos invadem a Europa (370).
 
Epifânio de Salamina, Santo

Bispo (356-403)

 

Epifanio de Salamina, Santo

Epifânio de Salamina, Santo

Nasceu na Palestina pelo ano de 315; faleceu em 403. Judeu helenizante convertido, foi trinta e seis anos (376-403) bispo de Salamina em Chipre. Entre numerosos escritos, o seu Panarion (caixa de medicamentos) continua indispensável para os historiadores da Igreja antiga. Epifânio dá cabo nele de 80 heresias, «precisamente tantas, diz ele, como há concubinas no Cântico dos Cânticos» (6, 8). parecem heresias demais! Como polemista, não é agradável para se ler; primeiro, porque não escreve bem; depois, porque é demasiado áspero para com os opositores. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

 
Joana de Aveiro, Beata

Princesa (1452-1490)

Juana de Portugal, Beata

Joana de Portugal, Beata

Nasceu a beata Joana em Lisboa, no ano 1452. Era filha de D. Afonso V e de sua mulher D. Isabel. Logo desde criança começou a mostrar o gosto que tinha pelas coisas de Deus. Recolhia-se muitas vezes num oratório, lia e meditava as vidas dos santos. A sua formosura era tanta que, segundo afirma Frei Luis de Sousa, vieram pintores doutras nações para a retratar; o que se dava naqueles tempos, sobretudo quando qualquer príncipe desejava para sua esposa uma princesa estrangeira. Sua mãe faleceu, tendo Joana quatro anos. Conhecendo D. Afonso V o grande talento da filha, ordenou que nada se alterasse no governo da casa real, ficando ela a substituir a sua falecida mãe. A santa donzela soube aproveitar a nova situação para se entregar com mais liberdade à prática da penitência. Usava camisas de estamenha áspera, que trazia juntamente com um cilício por debaixo das roupas reais. Jejuava muitos dias a pão e água, particularmente às sextas-feiras, empregando vários meios para dissimular a suas abstinência. Os pobres tinham nela uma protetora desvelada. Encarregou um homem muito virtuoso de distribuir as suas esmolas. Tinha um livro com os nomes dos necessitados, grau de pobreza de cada um e dia em que lhe devia ser dada esmola. Em quinta-feira santa mandava chamar doze mulheres pobres, das mais desamparadas, lavava-lhes os pés e despedia-as, depois de lhes ter dado roupas novas e dinheiro. Várias vezes foi pretendida para esposa por príncipes estrangeiros. Conseguiu porém, satisfazer o grande desejo que tinha de conservar sempre a Jesus como seu único esposo. Um dos sonhos dourados da Beata Joana era entrar para uma ordem religiosa. As dificuldades eram muitas, mas a sua confiança em Deus venceu-as todas. Em 1476 partiu D. Afonso V para a África, onde tomou Arzila e ocupou Tânger, que os mouros lhe abandonaram. A noticia desta vitória causou grande alegria em todo o reino. Logo que viu seu pai, correu para ele e saudou-o respeitosa e alegremente. Aproveitando a ocasião, disse-lhe que os monarcas da antiguidade costumavam oferecer sacrifícios aos deuses quando alcançavam qualquer vitória.Que ele também devia oferecer ao Deus verdadeiro o sacrifício da sua única filha. D. Afonso não pôde negar o que lhe pedia, consentindo que entrasse para um convento, apesar dos inconvenientes que nisso achavam o príncipe e as senhoras da corte. Depois de estar algum tempo no mosteiro de Odivelas, partiu para o convento de Jesus em Aveiro, onde, passado algum tempo, recebeu o hábito de noviça. Desde que o vestiu, abandonou por completo todas as galas reais, querendo parecer-se em tudo com a mais humilde noviça . Levou a sua humildade até ao ponto de lavar roupa, amassar pão, varrer as casas, não querendo ser privilegiada em coisa alguma. Aprendeu a fiar e a tecer, e do linho por ela preparado se faziam os corporais para a igreja. Caindo gravemente doente, o rei mandou que tirasse o hábito. Consultado o vigário geral dos Dominicanos em Portugal e vários teólogos, estes foram de parecer que ela não devia professar, por causa dos seus poucos anos. Estando reunida a comunidade, declarou à Prioresa que, por obediência, desistia de professar. Tirou o hábito e colocou-o sobre o altar; passadas algumas horas, tornou a vesti-lo, dizendo que dali em diante o traria por devoção. Embora não estivesse obrigada à regra, cumpria-a-a com todo o esmero. O Senhor pagou-lhe tanta generosidade, concedendo-lhe abundantes graças e inundando-lhe a alma de alegria, que se manifestava sobretudo quando recebia a Sagrada Comunhão. Em 1479 começou uma peste a assolar o país. A vila de Aveiro não foi poupada ao flagelo. O rei, vendo o perigo em que estava sua filha, ordenou que saísse da vila e do convento. A santa obedeceu, dirigindo-se para o Alentejo, aonde a peste ainda não tinha chegado. Passados onze meses, voltou a Aveiro. Em 1481 perdeu o seu querido pai, a quem sucedeu D. João II. Todas estas contrariedades foram aproximando mais de Deus a alma da beata Joana. Nada havia neste mundo que a prendesse, suspirava pelo céu. Em 1489 começou a ter febre contínua, acompanhada de vómitos. Foi piorando, até que em princípios de Maio de 1490 reconheceu estar próxima a sua última hora. No dia 12 de Maio, pelas 2 horas da madrugada, estando reunida a comunidade em volta do seu leito, começaram as religiosas a rezar o oficio da agonia e, ao chegarem à invocação Omnes Sancti Innocentes, abriu os o olhos e, levantando-os por um pequeno espaço para o céu, despediu a inocente alma em companhia dos Santos Inocentes. Ao fim da manhã do mesmo dia realizou-se o funeral, cujas exéquias solenes se celebraram no dia seguinte. Em Aveiro chorou-se durante muito tempo a memória da beata Joana. Muitos milagres se operaram por sua intercessão. Em 4 de Abril de 1693 foi beatificada pelo papa Inocêncio XII. Depois da beatificação, D. Pedro II mandou construir um túmulo luxuoso para onde foram trasladadas e onde ainda hoje se conservam as relíquias da Serva de Deus. Paulo VI, a 5 de Janeiro de 1965, declarou a Beata especial protetora da cidade de Aveiro. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

Lúcia Filippini, Santa

Educadora (1672-1732)

Lúcia Filippini

Veio ao mundo em Turquinia (Itália), a 13 de Janeiro de 1672, no seio de uma nobre e cristã família. Aos poucos meses perdeu a mãe e aos sete anos, o pai. Recolhida pelos tios maternos recebeu a educação própria dos nobres daquela época. Em 1688, o cardeal Marcantónio Barbarigo, admirado com o comportamento exemplar de Lúcia, pediu licença aos parentes para levá-la com ele para Montefiascone, a fim de lhe proporcionar uma sólida formação. Hospedada como educanda no mosteiro de Santa Clara, em 1694 o cardeal Barbarigo confiou-lhe a direção das escolas populares femininas abertas na diocese dois anos antes por Rosa Venerini. Lúcia Filippini consolidou as escolas existentes, abriu outras novas e, associada ao cardeal Barbarigo, fundou o Instituto das Mestras Pias, que mais tarde tomará o nome de Mestras Pias Filippini. A sua fama de educadora estendeu-se de tal forma que em 1707 o Papa Clemente XI convidou-a para fundar algumas escolas populares e um conservatório em Roma. Tornou-se assim a primeira das escolas populares na cidade eterna e no Estado Pontifício. Depois de uma longa e dolorosa enfermidade, morreu aos 60 anos, em Montefiascone (Viterbo) no dia 25 de Março de 1732. Pio XI na alocução de 29 de Setembro de 1926, classificou-a: «A mestra santa». DIP 5, 745-6. www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati, em 25-Março.

Nereu, Aquileu e Pancrácio, Santo

Mártires

AquileuPancracio, SantoNereu

Aquileu, Nereu e Pancrácio, Santos

Dos santos Nereu e Aquileu há umas Actas do martírio do século V, que já Barónio considerava dignas de pouca fé. Não se pode determinar se estes dois morreram no tempo de Domiciano, que os desterrou para a ilha Pôncia, ou no tempo de Nerva, como dizem as Actas, ou ainda no tempo de Trajano. Duas coisas certas conhecemos deles: o martírio e o lugar da sepultura. Parece que estavam ligados à casa de Domitila, a jovem, sobrinha de Flávia Domitila, casada com Flávio Clemente. Deportados para a dita ilha por serem cristãos, foram depois mudados para Terracina e aí decapitados. Os corpos foram levados para Roma e sepultados no cemitério de Domitila. Efectivamente, aqui se encontraram os nomes dos dois mártires Aquileu e Nereu, escritos com letras do século IV, gravadas em colunas que formavam parte duma capela. A vida deles antes do martírio pode deduzir-se do elogio métrico redigido por S. Dâmaso, que também se encontrou. Os dois santos parecem ter pertencido à coorte pretoriana de Nero. São distinguidos como valentes e assinalados como possuidores das mais altas condecorações romanas. Um dia sentiram-se atraídos pelos encantos da verdade cristã. Segundo as Actas, pela pregação mesma de S. Pedro, mas isto não consta. Recebido o baptismo, Nereu e Aquileu deram baixa no exército e, com a subida ao poder da dinastia Flávia, uniram-se, não se sabe a que título, com a casa de Domitila. S. Pancrácio, rapaz de 14 anos, parece que veio do oriente e morreu em Roma, decapitado no tempo do imperador Vespasiano, como dizem as suas Actas, que foram revalorizadas pelas investigações de João Baptista Rossi. Conservamos também o texto latino da epígrafe que Honório I (625-638) mandou lavrar no sepulcro do jovem mártir: «Pelo insigne mérito e singulares graças do bem-aventurado Pancrácio, o Bispo Honório, Servo do Senhor, para bem do povo de Deus derribou o velho edifício que ameaçava ruína e estava privado do corpo do santo por descuido dos antigos; mandou levantar de raiz outra igreja e nela colocou, dentro do altar adornado com preciosos mármores, as relíquias que antes estavam na parede exterior do edifício». O culto a S. Pancrácio foi, desde o princípio, intenso. A Igreja gloria-se em todos os tempos dos seus mártires. O sangue, o heroísmo da fé e as flores das virtudes que mostraram, são neles o fruto mais sazonado e digno que se pode apresentar a Deus, como prova do amor e gratidão que merecem a morte e o sangue de Cristo, derramado tão generosamente por nós. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

Domingo de la Calzada, Santo

Presbítero

Domingo de la Calzada, Santo

Domingo de la Calzada, Santo

Martirológio Romano: Na região de Castela, em Espanha, na localidade que posteriormente foi distinguida com seu nome, santo Domingo de la Calzada, presbítero, que dispôs pontes e caminhos empedrados para uso dos peregrinos jacobeus e, movido por sua imensa piedade, construiu também um hospital de peregrinos, provisionado de salas destinadas a socorrê-los (1060/1109 . Etimologicamente: Domingo = Aquele que é consagrado ao Senhor, é de origem latino. Domingo García, conhecido como Santo Domingo de la Calzada (Vilória de Rioja, província de Burgos, 1019 - † Santo Domingo de la Calzada, La Rioja, 12 de Maio de 1109). Foi um religioso de Espanha e um dos maiores impulsionadores do Caminho de Santiago. Filho de um lavrador chamado Ximeno García e de sua esposa Orodulce, após o falecimento de seus pais, intentou ser admitido nos mosteiros beneditinos de Valvanera e San Millán de la Cogolla mas não o conseguiu. Após este revés se retirou como eremita a um lugar afastado nos bosques de azinheiras de Ayuela, lugar próximo ao atual Santo Domingo de la Calzada, levando uma vida contemplativa até 1039. Sobre esse ano começou a colaborar com Gregório, bispo de Ostia, chegado a Calahorra como enviado papal para combater uma praga de lagostas que assolava os territórios navarros e riojanos. Este lhe outorgou a ordenação sacerdotal. Juntos construíram uma ponte de madeira sobre o rio Oja para facilitar o trânsito dos peregrinos para Compostela. Até à morte de Gregório em 1044. Após morrer Gregório, voltou à zona de Ayuela e empreendeu um profundo labor de colonização. Talhou bosques, rotulou terras e começou a construção de uma calçada de pedra que supôs um desvio do caminho tradicional pela calçada romana entre Logroño e Burgos, mas que se converteu, a partir de então, na rota principal entre Nájera e Redecilla del Caminho. Por este trabalho é conhecido como Domingo de la calzada. Para melhorar as condições dos peregrinos que começaram a transitar a nova calçada, substituiu a ponte de madeira que havia construído com Gregório por uma mais robusta de pedra, e construiu um complexo integrado por hospital, poço e igreja, para atender às necessidades dos viajantes, onde na atualidade se encontra a Casa do Santo, utilizada como albergue de peregrinos. Ao apoderar-se em 1076 de La Rioja, Afonso VI de Castela e vendo que o desenvolvimento do Caminho contribuía a seu projeto da castelanização da zona, se fez partidário do santo, de suas obras, e de sua vila, visitando a Domingo em 1090 e responsabilizando-o das obras viárias que se realizavam ao longo do Caminho de Santiago. Nesses momentos, e com a ajuda de seu discípulo João de Ortega, havia iniciado já a construção de um templo dedicado ao Salvador e Santa María. Este foi consagrado pelo bispo de Calahorra em 1106. No exterior do templo e junto a seus muros, o santo escolheu um lugar para sua própria sepultura. O burgo, chamado Masburguete ou Margubete que se diz hoje em dia, de Santo Domingo de la Calzada começou com umas poucas de casas construídas em torno da ermida do santo durante sua vida. Ao morrer Domingo em 1109 já contava a vila com uma crescente população. A igreja de Santo Domingo de la Calzada, em que foi enterrado, foi elevada ao posto de catedral pouco depois, ao trasladar-se para esta a diocese de Calahorra em 1232 até 1235. Nove tábuas pintadas, adornam hoje uma parede da catedral e recorda os milagres de Santo Domingo.

Felipe de Agira, Santo

Presbítero

Felipe de Agira, Santo

Felipe de Agira, Santo

Martirológio Romano: Em Agira, na Sicília, são Felipe, presbítero, que, oriundo de Trácia, se estabeleceu nesta cidade (s. V). Etimologicamente: Felipe = Aquele que é amigo dos cavalos, é de origem grega. A vida deste santo foi escrita por um monge chamado Eusébio, que se diz companheiro de Felipe, e que nasceu na Trácia, região a sudeste da península balcânica, naquele então província romana, nos tempos de Arcádio imperador romano de oriente, (395 -408). Foi instruído nas disciplinas eclesiásticas e também na língua siríaca, aos 21 anos recebeu o diaconato e logo chegou a Itália junto ao monge Eusébio, que lhe serviu de intérprete em Roma. Depois de haver sido ordenado sacerdote, recebeu o encargo de evangelizar a Sicília centro-ocidental, onde os habitantes, aterrorizados pela atividade eruptiva do Etna, seguiam vendo no vulcão uma manifestação do demónio, quando chegou à ilha se estabeleceu em Agira, província de Enna, sempre com a companhia do monge Eusébio. Desenvolveu com fervor apostólico seu ministério sacerdotal entre as povoações sicilianas, ficando célebre pelos numerosos milagres que obrou, especialmente por libertar a possessos dos demónios que os atormentavam. Morreu em 12 Maio do século V, o ano exato não é conhecido mas está entre 453 e 457, tinha 63 anos. Sobre o lugar de seu sepulcro, foi edificada uma igreja e posteriormente um mosteiro, em redor dos que o antigo ´Agyrium´ ressurgiu com o nome de S. Felipe de Agira, nome conservado até 1939, (atualmente se chama tão só Agira); um reconhecimento das relíquias foi feito em 21 de Julho de 1625. Numerosas são as procissões e as manifestações de divorciou que se desenvolvem naquela parte de Sicília, onde é mais forte o culto a são Felipe; como o oferecimento dos círios durante a procissão de 12 de Maio, feita pelos fieis que hão recebido graças. Reproduzido com autorização de Santiebeati.it - responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta

Germano de Constantinopla, Santo

Bispo,

Germán de Constantinopla, Santo

Germán de Constantinopla, Santo

Martirológio Romano: Em Constantinopla, santo Germano, bispo, o qual, insigne por sua doutrina e virtudes, refutou com grande persuasão o édito contra as imagens sagradas promulgado pelo imperador León o Isáurico (733). Etimologicamente: Germán = Aquele que é um guerreiro forte, é de origem germânica. Nasceu em 635, sendo Heráclio imperador bizantino. Seu pai foi um prestigioso patrício, chamado Justiniano, morto em redor de 669 por ordem do invejoso imperador Constantino Pogonato. Da vida e atividade de Germán antes de obter sua primeira prelatura não sabemos nada. Dos documentos antigos (um menológio e um sinaxário) nos ponderam sua afeição às Escrituras e à contemplação, sua vivacidade de engenho e experiência dos negócios. Em todo caso parece que já antes de 711 era bispo de Cízico, no Helesponto. Pouco depois o monotelismo (heresia defensora de uma só vontade em Cristo), ainda que tenha recebido o golpe de morte no VI concilio ecuménico de 681, reviveu por curto espaço com o imperador Filípico (711-713), o qual pressionou de tal modo a Germán, que o ancião prelado teve a debilidade de no sínodo de Constantinopla, ano 712. Mas sua reação em prol da ortodoxia foi rápida. Ao subir ao trono de Oriente o católico Artemio (Anastásio II) melhora a situação. NOTA: Por motivo da sua grande extensão, não me foi possível, em tempo útil, traduzir o resto desta biografia. As minhas desculpa. AF. Depuesto Juan VI, patriarca heterodoxo de Constantinopla, es nombrado sustituto suyo, en 715, Germán, que cuenta ya unos ochenta años, pero cuyo espíritu joven sabrá resistir los embates de sus adversarios en la época subsiguiente. Se suele colocar al comienzo de su patriarcado un sínodo de 100 obispos, donde habrían sido anatematizados los fautores del monotelismo, entre otros los antecesores de Germán en la sede constantinopolitana, Sergio, Pirro y Pablo. Pero, según Grumel, el documento de las Actas es, por lo menos, dudoso. Sin embargo, el repudio de aquella herejía se manifiesta en la carta del Santo a los armenios, de que hablaremos después. De todos modos, la gloria más excelsa de Germán es su actitud indomable ante la herejía iconoclasta, denominada así por propugnar la destrucción de las imágenes (de Cristo y de los santos). El furor de este movimiento, avivado por cierta tendencia oriental, idealista y antiplástica, data del siglo VIII. Sea por influjo de la actitud hostil de los árabes (para quienes el culto cristiano de tales representaciones sensibles equivalía al idolátrico de los paganos), sea por motivos religiosos de reforma (ante algunos abusos de la época en lo tocante a este culto), tal vez por razones políticas de cesaropapismo, o mejor aún por la educación del emperador León III el Isáurico (716-741) en un ambiente de paulicianismo maniqueo, lo cierto es que este príncipe desencadena una violenta lucha contra las imágenes en 725 con la adhesión de algunos obispos (sobre todo de Constantino de Nicolia, en Frigia), que quizá veían en el culto de los iconos un estorbo para la conversión de los infieles. Germán resiste desde el principio. Debió de ser bien doloroso para el Santo recordar la escena (a. 717) donde él mismo había coronado a León, conforme al ceremonial católico, y donde el príncipe había jurado retener la fe verdadera, decisión reiterada por él en carta al papa Gregorio II. Ahora, en 724-725, León cambia por completo y da comienzo a su campaña iconoclasta. Germán pone en guardia al Pontífice y le informa de su resistencia al emperador; el texto de la carta se ha perdido, pero se conserva la respuesta del Papa, lleno de admiración ante la actitud vigorosa del patriarca, que contaba entonces unos noventa años: "cada hora me acuerdo de tu entrega y considero mi más sagrado deber el saludarte como a hermano mío y propugnador de la Iglesia".También se conservan otras tres cartas del Santo referentes a esta misma controversia. Una a Juan, metropolitano de Synades, a propósito del ya citado Constantino de Nicolia, hostil al culto de las imágenes; otra a éste, recordándole las promesas hechas a Germán de cesar en su actitud iconómaca, y la tercera a Tomás de Claudiópolis: en esta última principalmente se esfuerza el patriarca en demostrar por la Escritura y los Padres que la honra tributada a las imágenes de Cristo, la Virgen y los santos no es idolatría, sino culto dirigido al prototipo a través de la representación sensible.Más emotiva es la admonición al mismo emperador (17 de enero del 730), donde el casi centenario prelado se declara dispuesto a morir en defensa del culto de las imágenes: hermoso es dar la vida por el nombre de Cristo, impreso en su efigie externa. Tal grandeza de alma, junto con el apoyo que el Papa y San Juan Damasceno prestaban al patriarca, contiene a León de tomar decisiones demasiado violentas, pero manifiesta su deseo de que Germán señale sucesor en la sede constantinopolitana. Finalmente, en una reunión celebrada por el emperador, el noble anciano, despojándose de su ropaje episcopal, concluye un largo discurso con estas palabras: "Si soy como Jonás, que se me arroje al mar; pero haría falta un concilio ecuménico para que yo cambiara mis creencias". Después se retira a Platanión, finca de familia, cercana a la capital, y allí muere en 733. Las epístolas dogmáticas de Germán fueron leídas y aprobadas con cálidos elogios en la cuarta sesión del segundo concilio Niceno (ecuménico 7.°) el año 787. Otra carta a los armenios defiende la doctrina calcedonense sobre las dos naturalezas en Cristo, rechazando, por otra parte, toda sospecha de nestorianismo. También se explica en ella el dogma cristológico de las dos operaciones y dos voluntades, lo cual es una abierta repulsa del monotelismo. De vitae termino es el título latinizado de un diálogo del Santo, donde se justifica el proceder de la divina Providencia al asignar a cada hombre diferente duración de vida: tal discrepancia no proviene de la ciega casualidad; todo está previsto y decretado por Dios. Otro escrito teológico-histórico de Germán enumera concisamente la serie de herejías aparecidas a lo largo de los siglos y los sínodos celebrados para combatirlas. Especial interés reviste el aspecto oratorio-pastoral del patriarca. Los nueve sermones que llevan su nombre revelan un estilo cuidadoso y una retórica a tono con el ampuloso ambiente literario de la época. El género dialogado, que ya en el siglo IV ocupa un puesto de honor en la homilética, toma, a partir del siglo siguiente, un carácter "nuevo, poético y afectivo". Fecioru nos ofrece recientemente un ejemplo, al editar (en el texto griego de Migne, completado con el del códice gr.964 de la AcademIa Rumana) un sermón de Germán acerca de la Anunciación. Desde el punto de vista doctrinal son importantes sus sermones mariológicos, por ejemplo en lo tocante a la mediación universal de la Virgen. Dos de ellos, consagrados a la muerte (= Dormición) de Nuestra Señora, son buen testimonio de la creencia del docto y piadoso patriarca en la asunción corporal y en la realeza de la Madre de Dios. Los golpes de la corrupción no podían quebrar el vaso de la divinidad, ni el cuerpo virginal, todo casto y santo, iba a resolverse en polvo, como el de la antigua Eva, madre del polvo. No así María: Madre de la Vida y de la luz, es transportada al paraíso, llenándolo de su propia gloria; es el tránsito al descanso celeste y a las delicias de Dios.

Imelda Lambertini, Beata

Virgem

Imelda Lamertini, Beata

Imelda Lambertini, Beata

Martirológio Romano: Em Bolonha, da Emília, beata Imelda Lambertini, virgem, aceite desde muito pequena como monja na Ordem de Pregadores e que, sendo ainda jovem, depois de haver recebido de modo admirável a Eucaristia, entregou imediatamente seu espírito (1333). Etimologicamente: Imelda = Aquela que luta até o último alento, é de origem germânica. A tradição diz que a Beata Imelda Lambertini, filha do Conde Egano Lambertini de Bolonha e Castora Galuzzi, foi uma menina devota e piedosa que entrou na vida religiosa com a idade de nove anos. Seu maior desejo era receber a Sagrada Comunhão, mas era demasiado jovem. Finalmente, na Vigília da Ascensão, ajoelhada em oração, uma hóstia apareceu por cima de sua cabeça. O capelão lha deu. Um pouco mais tarde, quando a prioresa foi a comprovar, estava morta - ajoelhada ainda ante o altar. Era em 12 de Maio de 1333. Independentemente do que realmente sucedera (ou não sucedera) com a Beata Imelda, uma coisa está clara: Imelda estava disposta a aguardar pacientemente a que suas preces fossem respondidas.

Imelda Lamertini, Beata

Imelda Lambertini, Beata

Quando oramos, a miúdo desejamos uma resposta imediata.Queremos que Deus diga sim ou não, e que o diga no momento. Se não podemos obter uma resposta imediata, queremos algum sinal de que Deus escuta nossa petição e ao menos está considerando seriamente o assunto. Demasiado a miúdo sem embargo, lançamos nossas preces em direção ao céu, sem estar nunca seguros de que hajam sido realmente recebidas. Nossas principais dificuldades com a oração têm lugar porque as respostas não vêm do modo que esperamos. Olhamos fixamente numa direção, enquanto a resposta vem da outra. Toma, por exemplo, o caso da Beata Imelda. Orava para receber a Comunhão, não para que aparecesse uma hóstia milagrosa. ¡E vejam o que recebeu! Quando oramos, necessitamos manter nossos olhos e corações abertos para observar a resposta. Sempre virá, mas quase nunca do modo em que a esperamos. No ano 1826 S.S. Leão XII confirmou seu culto. O Papa São Pío X a nomeou padroeira das crianças que vão a receber a primeira comunhão. Se tiverem informação pertinente para a canonização da beata Imelda, comunique-se a: Chiesa San Sigismondo - Via San Sigismondo, 7

Rictrudis de Marchiennes, Santa

Abadessa

Rictrudis de Marchiennes, Santa

Rictrudis de Marchiennes, Santa

Martirológio Romano: No mosteiro de Marchiennes, na região de Cambray, na Austrásia, santa Rictrudis, abadessa, que, depois da violenta morte de seu esposo Adalbaldo, tomou o santo véu religioso por conselho de santo Amando, governando com grande acerto a suas monjas nesse mosteiro (c. 688). Santa Rictrudis nasceu quanto em Gasconha (França) em 612 de uma família tão rica como devota. Em jovem idade teve como diretor espiritual Santo Amando de Maastricht, desterrado justamente para aquela região pelo rei Dagoberto, a quem condenou sua conduta licenciosa. Amando viveu naquele período como hóspede da família de Rictrudis e desde este lugar o santo francês empreendeu a obra de evangelização na Gasconha. Outro nobre francês, Santo Adabaldo, costumava visitar aquela casa, ganhando o favor do rei Clodoveo II e logrando, apesar da oposição dos aristocratas gascões, que Rictrudis seja sua esposa. Os dois foram a viver perto de Ostrevant, na região de Flandres, e tiveram quatro filhos, também todos eles venerados como santos: Adalsinda, Clotsinda, Mauronto e Eusébia. Amando os visitava frequentemente, eles levavam uma vida "Devota e encantadora", como afirma seu biógrafo. Sem embargo esta feliz existência não estava destinada a durar e em 652 Adabaldo foi assassinado por gascões, presumivelmente ainda hostis à boda celebrada com Rictrudis. Mereceu assim ser mencionado como mártir, ainda que sua comemoração, em 2 de Fevereiro, em honra à verdade já não está incluída no Martirológio Romano. Por causa da trágica desaparição do marido, Rictrudis expressara o desejo de se fazer monja, mas Amando a aconselhou esperar todavia, ao menos até outros projetos para ela, pensava entregá-la como esposa de um dos protegidos. Amando conseguiu ditosamente persuadi-lo a deixá-la livre e assim ela pôde felizmente ir a Marchiennes, onde fundou um mosteiro masculino e um feminino. Foi abadessa dele por muitos anos e as suas duas filhas mais velhas, Adalsinda e Clotsinda, foram também monjas nesse mosteiro. Mais tarde também ingressou Mauronto. A primeira filha morreu jovem, enquanto em troca a segunda foi a sucessora como abadessa quando Rictrudis morreu em 678. A última filha, Eusébia, viveu com a avó. Esta família, incluída toda na glória dos altares, não é mais que um dos muitos casos parecidos verificados nos dois mil anos de cristianismo. Santa Rictrudis é comemorado pelo Martirológio Romano a 12 de Maio. responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta - Reproduzido com autorização de Santiebeati.it

 

Santo Cirilo, mártir

Cirilo

Em Axiópolis, em Mesia (hoje Bulgária), são Cirilo, mártir, que foi martirizado junto com seis companheiros (c. s. III).

Santo Modoaldo, bispo

Modoaldo

Em Tréveris, da Renânia, na Austrásia, santo Modoaldo, bispo, que fundou e enriqueceu várias igrejas e mosteiros, e constituiu também diversos grupos de virgens, sendo sepultado junto a sua irmã Severa (c. 647).

27150 > Sant' Achilleo Martire 12 maggio - Memoria Facoltativa MR

Aquileu

52990 > San Cirillo Martire in Mesia 12 maggio MR

Cirilo

90901 > San Crispolto (Crispolito) e compagni Martiri di Bettona 12 maggio

Crispolito, Tutela, Baronzio e companheiros

53010 > San Domenico della Calzada Eremita 12 maggio MR

Domenico de Calçada

91241 > Sant' Efrem di Gerusalemme Vescovo 12 maggio

Efrem de Jerusalém

91246 > Sant' Epifanio di Costanza di Cipro Vescovo 12 maggio MR

Epifânio di Constanza

90702 > San Filippo Diacono 12 maggio

Fillipo d'Agira

91317 > San Filippo di Agira Sacerdote, esorcista 12 maggio MR

Fillipo d'Agira

91455 > Beato Francesco di Siena Servita 12 maggio

Francisco de Siena

92525 > San Germano Patriarca di Costantinopoli 12 maggio MR

Germano de Constantinopla

90769 > Beata Giovanna di Portogallo Domenicana 12 maggio MR

Joana (ou Giovanna) de Portugal

94136 > Beato Giovanni de Segalars Mercedario 12 maggio

Giovanni de Segalars

53000 > Beata Imelda Lambertini Vergine 12 maggio MR

Imelda Lambertini

92772 > San Modoaldo Vescovo 12 maggio MR

Modoaldo

27100 > San Nereo Martire 12 maggio - Memoria Facoltativa MR

Nereu

27200 > San Pancrazio Martire 12 maggio - Memoria Facoltativa MR

Pancrazio

92778 > Santa Rictrude Sposa, badessa 12 maggio MR

Rictrude

 

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  • 1 - A integração dos textos editados MMI IMP S.r.l./IMP BV – impressa na União Europeia (Ver blogue nº 1153 – 3/1/12) que se refiram a alguns dos Santos hoje incluídos, continuará a ser efetuada diariamente desde que eu possua as respectivas pagelas na Coleção de Histórias de Santos que nos inspiraram, intitulada “Pessoas Comuns – Vidas Extraordinárias pelo que peço as minhas desculpas. AF.
  • Hoje POR EXEMPLO foi incluído como
  • Complemento na vida de
  • (Pancrácio, Santo)Estrela
  • 2 - Sites utilizados: Os textos completos são recolhidos através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. em que também incluo imagens recolhidas através de http://es.catholic.net/santoral,; em seguida os textos deste mesmo site sem tradução e com imagens, e por último apenas os nomes e imagens de HTTP://santiebeati.it.
  • 3 - Como já devem ter reparado, de vez em quando, segundo a sua importância há uma exceção da 1ª biografia, (ou biografias do Livro Santos de Cada Dia – já traduzidas – por natureza) que mais sobressaem, – quando se trate de um dia especial, dedicado a Jesus Cristo, a Nossa Senhora, Anjos ou algum Santo, em particular – todos os restantes nomes surgem por Ordem alfabética, uma, duas ou três vezes, conforme figurem nos três sites indicados, que poderão ser consultados - se assim o desejarem – pelos meus eventuais leitores. LOGICAMENTE E POR ESSE FACTO, DIARIAMENTE, O ESPAÇO OCUPADO, NUNCA É IGUAL, ACONTECENDO POR VEZES QUE É DEMASIADO EXTENSO.
  • Peço-vos a melhor compreensão e as minhas maiores desculpas e obrigado.
  • Responsabilidade exclusiva de ANTÓNIO FONSECA
    http://bibliaonline.com.br/acf; http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt
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  • Nº 1283 - 2ª Página - CARTAS DE S. PAULO (AOS CORÍNTIOS) – SÁBADO – 12 DE MAIO DE 2012

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    Nº 1283 - 2ª Página
     
     
    12 de Maio de 2012
     
     
    CARTAS DE S. PAULO
     
     
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    1ª CARTA AOS CORÍNTIOS
     
     
    INTROITO
     
     
    CORINTO
     
     
    Corinto – … Uma cidade da Grécia, cujo porto marítimo era dos mais frequentados nas viagens entre Roma e o Oriente. Nesta cidade, socialmente, uma minoria aristocrática dominava a massa de escravos: religiosamente, – porque estamos num elo entre dois mundos, a Ásia e a Europa – florescem todas as religiões da época, incluindo judeus e prosélitos; moralmente, reinava uma desenfreada corrupção dos costumes, favorecida pelo porto de mar tão frequentado por marinheiros e viajantes, até ao ponto de a expressão “uma rapariga coríntia” ter mau sentido; intelectualmente, existiam várias escolas filosóficas, coisa muito em voga no mundo grego. Devemos ter em conta este ambiente para entender melhor as cartas paulinas aos coríntios.
     
     
    A Igreja de Corinto foi fundada por S. Paulo na sua segunda viagem apostólica, cf. Act 18, 1 ss, durante os anos 50-52 da nossa era. Formou-se aí uma grande comunidade cristã. Cedo, porém, surgiram as dificuldades: a corrupção moral que reinava na cidade não deixava de refletir-se nos cristãos; o partido dos judaizantes – cristãos convertidos do judaísmo, que diziam ser preciso a observância da lei de Moisés e da circuncisão – negavam a autoridade do Apóstolo e semeavam discórdias; certos abusos, iam aparecendo nas celebrações litúrgicas… Paulo estava, então, em Éfeso na sua terceira viagem missionária (Act. 19, 1 ss). Éfeso, na Ásia Menor, ficava relativamente perto de Corinto, com boas comunicações marítimas. As notícias circulavam com facilidade. Paulo sabia o que se passava em Corinto e é mesmo possível que tenha feito uma visita-relâmpago a esta cidade durante a sua permanência em Éfeso (cf 2 Cor I, 23; 2, 1; 12, 14,21; 13, 1), depois do que teria escrito a «Carta das lágrimas” (2 Cor 2, 4). Por isso, os estudiosos falam de três ou quatro cartas aos coríntios. Seja como for, a tradição só nos conservou duas. A primeira foi escrita em Éfeso (cf 1 Cor 16, 8), talvez na Páscoa de 56. A segunda, na Macedónia, no Outono do mesmo ano. Nesse Outono, Paulo tivera de fugir precipitadamente de Éfeso (Act 19, 23 ss). Por terra, dirigia-se para Corinto, quando o discípulo de Tito, que vinha dessa cidade, lhe saiu ao encontro. As notícias que trazia não eram más de todo. Porém, como os judaizantes caluniavam abertamente o Apóstolo, este, sem perder tempo, escreveu a segunda carta, alegando a sua defesa e preparando a sua chegada.
     
    1º CARTA AOS CORÍNTIOS
     
    INTRODUÇÃO
     
    A 1ª Carta aos Coríntios consta de duas partes principais precedidas duma introdução e seguidas dum epílogo final. A Introdução contém duas partes: as saudações da praxe I, 1-3 e uma ação de graças, 1, 4-9. As saudações epistolares do tempo eram brevíssimas, constando do remetente e do destinatário. Paulo ultrapassa o uso comum espraiando-se em saudações, nomeando os seus colaboradores e acrescentado uma ação de graças.
     
    1  -  Paulo, por vontade de Deus escolhido para Apóstolo de Jesus Cristo, e Sóstenes, nossos irmãos, à Igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Jesus Cristo, chamados à santidade, com todos os que, em qualquer lugar, invocam o nome de Jesus Cristo Senhor deles e nosso; Graça e paz vos sejam dadas da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.
     
    Ação de Graças  -  Dou graças incessantemente por vós ao meu Deus, pela graça que Ele vos concedeu em Jesus Cristo; porque em todas as coisas fostes enriquecidos n’Ele: Em toda a palavra e em toda a ciência. Assim foi confirmado entre vós o testemunho de Cristo, de modo que já não vos falta graça alguma, a vós que esperais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, o Qual também vos confirmará até ao fim, para que sejais encontrados irrepreensíveis no dia do nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, por quem fostes chamados à comunhão com Seu Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor.
     
     
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    Amanhã, dia 13/5/12, se Deus o permitir, prosseguirei a transcrição das CARTAS DE S. PAULO, com a 1ª parte da Carta aos Coríntios.

    António Fonseca