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domingo, 27 de maio de 2012

Nº 1298-3 - A RELIGIÃO DE JESUS – Domingo de Pentecostes – 27 DE MAIO DE 2012

 
 
 
 
 
 
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Nº 1298-3
Do livro, A RELIGIÃO DE JESUS, de José Mª Castillo – Comentário ao Evangelho do dia – Ciclo B (2011-2012) – Edição de Desclée De Brouwer – Henao, 6 – 48009 Bilbao – www.edesclee.cominfo@edesclee.com: tradução de espanhol para português, por António Fonseca
Estrela O texto dos Evangelhos, que anteriormente (no Ano A) estavam a ser transcritos e traduzidos de espanhol para português, diretamente através do livro acima citado, são agora transcritos através da 12ª edição do Novo Testamento, da Difusora Bíblica dos Missionários Capuchinhos, (editada em 1982, salvo erro..). No que se refere às Notas de Comentários continuam a ser traduzidas como anteriormente. AF.


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27 DE MAIO DE 2012
 
 
Domingo de Pentecostes
 
 
Jo 20, 19-23
 
 
Na tarde desse dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se achavam juntos, com medo dos judeus, veio Jesus pôr-Se no meio deles e disse-lhes «A Paz esteja convosco». Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se os discípulos, vendo o Senhor. E Ele disse-lhes de novo: «A Paz seja convosco. Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos».
 
 
1 – O evangelho do Domingo de Pentecostes relaciona esta festa com três factos fundamentais:
 
1) - o Ressuscitado apresenta-se à sua comunidade mostrando “as mãos e o lado”, quer dizer, os sinais de identidade da ressurreição são as chagas de que foi vítima, sendo morto;
2) - Jesus envia os discípulos para continuar a mesma missão que ele cumpriu e que deixou as suas marcas nas chagas;
3) - da mesma maneira que Jesus, ao morrer, “entregou o espírito” (parédoken to pneuma) – (Jo 19, 30), agora diz-lhes: “Recebei o Espírito Santo” (lábete pneuma Agion) – (Jo 20,22).
 
Quando Jesus se vai embora, em seu lugar, deixa o Espírito.
 
2 – A partir do Pentecostes, inicia o seu andamento a comunidade dos crentes em Jesus, que, com a passagem dos anos, se auto-denominou Igreja. Esta Comunidade-Igreja vive sobre a base dos três princípios que a constituem:
 
1) - a memória de Jesus, “memória subversiva” do Crucificado e Ressuscitado;
2) - a presença do Espírito, que a conduz e lhe ensina progressivamente a verdade plena;
3) - O ministério apostólico, testemunha da recordação, da vida e dos ensina,mentos de Jesus.
 
 
3 – Na Igreja de todos os tempos tem-se dado a tentação constante de centrar todo o ministério como testemunho de Jesus e seu Evangelho. Quando se faz isto, incorre-se no que foi nomeado (e bem) como o “cristomonismo” = Cristo – Apóstolos (Y. Congar), quer dizer, na prática, prescinde-se do Espírito o, que é o mesmo, que “supor-se” que em toda a atuação ministerial ou hierárquica, está presente e operante o Espírito, o que equivale de facto a anular a sua presença.
 

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Viso - mapa
Compilação (e tradução dos comentários) por António Fonseca
http://bibliaonline.com.br/acf;
NOTA FINAL:
Continuo a esclarecer que os comentários aos textos do Evangelho, aqui expressos, são de inteira responsabilidade do autor do livro A RELIGIÃO DE JESUS e, creio eu… apenas retratam a sua opinião – e não a minha ou de qualquer dos meus leitores, que eventualmente possam não estar de acordo com ela. Eu apenas me limito a traduzir de espanhol para português os Comentários e NEM EU NEM NINGUÉM ESTÁ OBRIGADO A ESTAR DE ACORDO.
 
Mais uma nota final:
 
 
Estes são os meus endereços atuais:
 
Para contactos normais: - aarfonseca@hotmail.com
 
Para contactos sobre o blogue: - antoniofonseca40@gmail.com
 

António Fonseca

Nº 1298 - 2ª Página - CARTAS DE S. PAULO (AOS CORÍNTIOS) – DOMINGO DE PENTECOSTES – 27 DE MAIO DE 2012

 
 
UM ESCLARECIMENTO PRÉVIO
 
(Embora já venha alertando, – há muitos meses (desde Nov. 2010) sobretudo na 3ª página dedicada`aos textos do livro A RELIGIÃO DE JESUS, que normalmente são publicados ao Domingo, a partir de hoje 27/5 passará a ser publicado nesta página (2), onde aliás deveria ter sido sempre feito. As minhas desculpas por somente agora ter reparado nesta falha. Obrigado. António Fonseca
 
 
Foi em 27 de Novembro de 2010, que iniciei uma página sobre os textos do NOVO TESTAMENTO é editada diariamente e na qual fui transcrevendo os capítulos dos Evangelhos, de S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S. João. Seguiu-se os Actos dos Apóstolos, de S. Lucas e terminado este, comecei a editar os textos das Cartas de S. Paulo.
Na devida altura (e se Deus o permitir) prosseguirei com os restantes livros do NT, como: Carta aos Hebreus, Carta de S. Tiago, Cartas de S. Pedro, Cartas de S. João, e Apocalipse.
Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
 
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:
 
IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.
 
 
 
É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.
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Nº 1298 - 2ª Página
27 de Maio de 2012
CARTAS DE S. PAULO
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1ª CARTA AOS CORÍNTIOS
2ª PARTE – 15
RESPOSTAS ÀS PERGUNTAS DOS CORÍNTIOS
15 – A ressurreição dos mortos  -  Lembro-vos, irmãos, o Evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual perseverais. Por ele sereis salvos, se o tiverdes como vo-lo transmiti; de outra forma, tereis acreditado em vão.
Transmiti-vos, em primeiro lugar, o que eu mesmo havia recebido: Que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Cefas e em seguida aos doze.
Depois, apareceu, a mais de quinhentos irmãos, de uma só vez, a maior parte dos quais ainda vive, enquanto alguns morreram. Depois apareceu a Tiago, e a seguir, também a mim como a um aborto. É que eu sou o menor dos Apóstolos, e não sou digno de ser chamado Apóstolo, pois persegui a Igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou, e a graça que Ele me deu não foi inútil; pelo contrário, tenho trabalhado mais do que todos eles; não eu, mas a graça de Deus, que está comigo. Tanto eu, portanto, como eles, assim é que pregamos e assim é que vós acreditastes.
Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns de vós que não há ressurreição dos mortos?
Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou é vã a nossa pregação e vã a nossa fé.. E assim  somos considerados falsas testemunhas de Deus, porque contra Ele testificamos que ressuscitou a Cristo, a quem não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou; e, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé e permaneceis ainda nos vossos pecados.
E também aqueles que morreram em Cristo pereceram. Se, tão somente nesta vida esperamos em Cristo, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Porque, assim como por um homem veio a morte, também a ressurreição dos mortos, veio para um homem. Porque, assim como todos  morrem em Adão, assim também, em Cristo, todos serão vivificados,. Cada qual, porém, na sua ordem: Cristo como primícias; depois os que são de Cristo, por ocasião da Sua vinda. depois virá o fim, quando entregar o Reino a Deus Pai, depois de ter destruído todo o Principado, toda a Dominicação e Potestade. É necessário que Ele reine, «até que haja posto todos os inimigos debaixo de Seus pés». O último inimigo a ser destruído será a morte. «Pois tudo sujeitou debaixo de Seus pés». Mas quando se diz que tudo Lhe está sujeito, é claro que se exceptua Aquele que Lhe sujeitou todas as coisas. E quando tudo Lhe estiver sujeito, então também o próprio Filho Se submeterá Àquele que tudo Lhe submeteu, a fim de que Deus seja tudo em todos.
De outra maneira, que ganhariam os que se batizam pelos mortos? Se os mortos não ressuscitam, porque se batizam eles? E nós mesmos porque nos expomos ao perigo a toda a hora? Todos os dias, irmãos, morro pela glória que de vós tenho em Jesus Cristo, nosso Senhor. Se foi por motivos humanos que lutei com as feras em Éfeso, que me aproveita isso, se os mortos não ressuscitam? «Comamos e bebamos, que amanhã morremos». Não vos iludais: as más companhias corrompem os bons costumes. despertai, como é justo, e não continueis a pecar; porque alguns de vós vivem na total ignorância de Deus. Digo-o para vergonha vossa.
Mas dirá alguém: Como ressuscitam os mortos? Com que espécie de corpo voltam eles. Insensato! O que semeias não é o corpo que há-de vir, mas sim um  grão simples de trigo, por exemplo, ou de qualquer outra espécie.
Deus, porém, dá-lhe o corpo como lhe apraz, e a cada uma das suas sementes o corpo que lhe é próprio.
Nem toda a carne é da mesma espécie, mas uma é a dos homens, outra a dos animais, outra a das aves e outra a dos peixes. Há corpos celestes e corpos terrestres, mas um é o esplendor dos corpos celeste e outro o dos corpos terrestres; um é o resplendor do Sol, outro o da Lua, e outro o das estrelas; e uma estrela difere da outra em resplendor.
Assim também é a ressurreição dos mortos: Semeia-se na corrupção e ressuscita-se na incorrupção. Semeia-se na ignominia e ressuscita-se na glória. Semeia-se na fraqueza, ressuscita-se na força.
Semeia-se o corpo natural e ressuscita-se corpo espiritual. Se há corpo natural, também o há espiritual. por isso, está escrito: «O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente; o último Adão é um espírito vivificante».
Mas não é o espiritual que vem primeiro, é sim o natural; o espiritual vem depois. O primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo veio do Céu. Qual foi o homem terreno, tais são também os homens terrenos; qual é o homem celestial, tais serão os homens celestiais. E, assim, como reproduzimos em nós a imagem do terreno, procuremos reproduzir também a imagem do celestial.
O que digo, irmãos, é que a carne e o sangue não podem participar no reino de Deus, nem a corrupção herdará a incorruptibilidade.
Viu revelar-vos um mistério. Nem todos morreremos mas todos seremos transformados. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta, pois ela há-de soar, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. É necessário que este corpo incorruptível se revista de incorruptibilidade, e que este corpo corruptível mortal se revesta de imortalidade. E, quando este corpo corruptível mortal se revestir de imortalidade, então cumprir-se-á o que está escrito: «A morte foi tragada pela vitória, Onde estás, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão
O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a Lei. Graças sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo.
E assim, meus amados irmãos, permanecei firmes, inabaláveis, aplicando-vos cada vez mais à obra do Senhor, tendo sempre presente que o vosso trabalho no Senhor não é em vão.
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Amanhã, dia 28/5/12, se Deus o permitir, prosseguirei a transcrição das CARTAS DE S. PAULO, com a 2ª parte (nº 16) da Carta aos Coríntios.
António Fonseca
http://bibliaonline.com.br/acf; http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt
e Difusora Bíblica dos Missionários Capuchinhos – Lisboa

Nº 1298–1ª Página (148/12) - SANTOS DE CADA DIA – DOMINGO DE PENTECOSTES - 27 de MAIO DE 2012 - 4º ANO

Nº 1298 – 1ª Página – 2012
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27 DE MAIO DE 2012
 
DOMINGO DE PENTECOSTES

Agostinho de Cantuária, Santo
Bispo (604 ou 605)

Agustín de Canterbury , Santo

Agustín de Canterbury , Santo

Tudo ignoramos deste Santo antes do ano de 596; era então prior do mosteiro de Santo André, fundado por São Gregório Magno na sua casa de Célio, uma das colinas de Roma; foi escolhido este monge para ser o instrumento principal da obra de conversão da Grã-Bretanha, que São Gregório tinha antes sonhado e mesmo procurado realizar por si mesmo. Evangelizada desde os primeiros séculos do cristianismo, segundo o testemunho de Tertuliano e Orígenes, a grande ilha tinha inteiramente recaído no paganismo por causa das invasões dos Saxões nos séculos V e VI. Com os primeiros habitantes, os Bretões, tinha o cristianismo sido rechaçado para Oeste, para as Cornualha e o País de Gales, e nada permitia esperar virem os conquistadores a ser convertidos pelas suas vítimas. Todavia, o jovem rei de Kent, Etelberto, acabava de se casar com uma princesa cristã, Berta, filha do rei de Paris, Cariberto I. Talvez tenha sido este acontecimento o que fez nascer em S. Gregório esperanças que apressaram a execução dos projetos. Seja como for, na Primavera de 596, Agostinho deixava Roma à frente duma colónia de 40 missionários, na maior parte monges como ele. Lérins foi a primeira demora na viagem, e os futuros apóstolos ouviram lá falar dos Saxões em tais termos que todo o entusiasmo se dissipou, de maneira que mandaram Agostinho a Roma para solicitar do papa que os detivesse. São Gregório reforçou o seu missionário, com a afectuosa energia que estava nos seus modos, conferiu-lhe a dignidade abacial e reenviou-o à Gália com cartas de recomendação e também com avisos, mesmo com admoestações, para os bispos e os grandes. Passado o Inverno, a comitiva embarcou finalmente para o destino. Na Primavera de 597, chegavam os missionários à ilha de Thanet, não longe da atual Ramsgate, e pouco depois apresentavam-se diante de Etelberto: as antigas fontes falam-nos deles a avançar processionalmente, cantando a ladainha que tinha sido pouco antes estabelecida em Roma. Etelberto ouviu-os e respondeu com uma declaração liberal: não podia resolver-se a abandonar as crenças dos seus maiores, mas autorizava os missionários a pregar e converter; concessão tanto mais importante quanto o rei de Kent era ao mesmo tempo chefe da confederação dos reinos saxões. Agostinho depressa conduziu os companheiros a Cantuária, capital do reino, e instalou-os junto duma capela dedicada a S. Martinho, a qual sobrevivera à devastação geral. Pouco depois, tomava Etelberto lugar entre os convertidos, talvez no Pentecostes de 597. A Igreja anglo-saxónica estava fundada. Segundo as instruções, Agostinho foi receber a consagração episcopal do arcebispo de Arles, legado da Santa Sé na Gália. A festa do Natal foi ocasião de se batizarem 10 000 insulares. Já se elevava, fora de Cantuária, num terreno dado pelo rei, a abadia de S. Pedro e S. Paulo, com as capelas de S. Pancrácio e dos Quatro Coroados a evocarem recordações romanas; será mais tarde a abadia de Santo Agostinho, necrópole dos soberanos e dos bispos de Kent . No interior da cidade, a igreja de Cristo, Crishchurch, recordava a a basílica de Latrão, e seria como esta a catedral. A alegria e o entusiasmo de São Gregório com estas notícias manifestam-se em várias cartas suas e nalgumas passagens dos seus comentários sobre Job. escreveu à rainha Berta, para estimular-lhes o zelo que julgava talvez demasiado discreto; ao novo bispo, já taumaturgo, deu avisos a fim de o premunir contra o perigo do orgulho; e ocupou-se com reforçar o número dos operários evangélicos. Nova colónia de 12 missionários sai de Roma, a 22 de Junho de 601, sob a direcção de Mellitus: leva a santo Agostinho as respostas do papa a diversas consultas de ordem disciplinar e litúrgica, respostas em que se manifestam a discrição e o espírito de larga adaptação de São Gregório. Ao mesmo tempo, envia o papa um plano completo de organização hierárquica, que será realizado apenas pouco a pouco; Londres e Iorque, cidades episcopais desde a época bretónica (ou bretã), virão a constituir metrópoles para o Sul e o Norte de Inglaterra, e vendo cada uma ser provida de 12 bispados sufragâneos, e os seus arcebispos, iguais entre si, não deverão ter outra precedência mais que a estabelecida pela antiguidade de cada um. Entretanto Santo Agostinho recebia, com o «pallium», jurisdição sobre todas as igrejas da Grã-Bretanha. O primado conferido a santo Agostinho encarregava-o das cristandades célticas do Oeste da Inglaterra. Nesse ponto, como diz Beda (o Venerável), «por falta de tacto» seria Agostinho menos feliz do que na conversão dos pagãos. Havia, entre o clero bretão e os monges romanos, diferenças de usos litúrgicos, um cálculo diferente na data da Páscoa; e sobretudo havia o amargor dos vencidos e dos despojados, aos olhos de quem Santo Agostinho era o bispo dos saxões. Duas conferências, realizadas no País de Gales, terminaram com a recusa dos monges e clérigos bretões se juntarem aos recém chegados para a conversão dos invasores. Santo Agostinho não sobreviveu muito a São Gregório: morreu em Cantuária, a 26 de Maio de 604 ou 605. O Essex seguira o exemplo de Kent e, se a conquista crista não se encontrava ainda muito estendida, a semente estava lançada e ia, no meio de muitas trovoadas, frutificar e abranger todo o país sem necessidade de que viesse nova missão evangelizadora. www.jesuitas.pt. Ver também http://es.catholic.net/santoral e www.santiebeati.it

COMPLEMENTO
 
Agostinho nasceu durante o século VI. Em 596, era prior de um mosteiro local quando o Papa Gregório lhe pediu que chefiasse uma missão que iria tentar converter os Anglo-Saxões no Sul de Inglaterra. Quando Agostinho e os seus companheiros chegaram a França, alguns dos monges estavam receosos de prosseguir, temendo os perigos que os aguardavam. Agostinho regressou a Roma, foi encorajado pelo papa Gregório e regressou para junto dos monges. Em 597, o grupo chegou a terras pertencentes ao Rei anglo-saxão Ethelbert. Apesar de pagão, o rei estava casado com uma cristã e permitiu que Agostinho vivesse e pregasse na sua capital, Cantuária. Em breve o rei aceitou o Cristianismo e segundo alguns relatos, Agostinho batizou milhares de pessoas.
Uma missão de sucesso – Algum tempo após 597, Agostinho foi até França para ser consagrado Arcebispo e regressou a Cantuária continuando a sua missão de fortalecimento da Igreja em Inglaterra. Agostinho construiu a primeira Catedral de Cantuária e o  mosteiro dos Santos Pedro e Paulo. Por ordem do papa Gregório, Agostinho não destruiu os templos pagãos da região e até tentou incorporar alguns rituais anglo-saxões nas cerimónias religiosas cristãs. O Arcebispo também estabeleceu sés em Londres e Rochester. Agostinho foi menos afortunado no fortalecimento das ligações entre a Igreja Católica Romana e os cristãos celtas de Gales. Tentou sem sucesso convencer os galeses a aceitarem o rito romano. No entanto, quando faleceu, em 604, tinha estabelecido as bases para uma Igreja Romana em Inglaterra.
 
No seu rasto
 
Após Agostinho, diz-se que os Arcebispos de Cantuária ocupam a “cadeira de Agostinho” e o bispado foi o mais importante de Inglaterra.
Hoje o Arcebispo de Cantuária é o dirigente máximo da Igreja Anglicana, que se separou da Igreja Católica Romana, há quase 500 anos. No espírito de Agostinho, recentemente, anglicanos e católicos têm tentado ultrapassar as diferenças que os separam e encontrar um terreno comum. À frente dos esforços nesse sentido está a Comissão Internacional Anglicana-Católica Romana (ARCIC). A Comissão foi fundada em 1970, vários anos depois de um encontro entre o papa Paulo VI e o Arcebispo de Cantuária Michael Ramsey. Os membros do ARCIC reúnem-se para discutir:
* A natureza da Eucaristia.
* Regras para a ordenação de sacerdotes.
* Autoridade da Igreja.
Os dois lados ainda têm diferenças, mas estão empenhados em continuar o diálogo. Este exemplo lembra-nos que deveremos tentar compreender e dialogar com pessoas de todas as convicções religiosas.
 
Oração
 
Meu Deus, através de Teu Filho Jesus Cristo chamaste Agostinho para ensinar os outros a viver melhor neste mundo e a procurar a vida eterna no mundo que há-de vir. Possam todos os que empreendem missões de salvação partilhar a devoção do Vosso Santo e possa eu ter no coração a mesma certeza que levou Agostinho a atuar em serviço do teu nome. Ámen.
(Oração contemporânea)
 
No período da vida de Santo Agostinho (séculos VI e VII) ocorreram diversos acontecimentos dos quais se destacam: O petróleo é usado pela primeira vez no Japão (615); O país de gales converte-se ao Cristianismo (550); A varíola espalha-se da China até ao sul da Europa (600); Os árabes conquistam Chipre (649)
 
 
Júlio, Santo
Mártir (entre 305 e 311)

Giulio (il Veterano) di Durostoro

Era um «veterano», um desses antigos soldados que Roma instalava nas fronteiras e nas regiões pouco seguras, para os levar a intervir em caso de perigo. O extracto seguinte das suas Actas mostra como repugnava ao juiz condenar um homem honrado. – «É verdade, Júlio, que és cristão e recusas sacrificar aos deuses?Sou discípulo de Cristo; por isso não posso fazer o que desejas. – Mas que mal há em queimar um pouco de incenso, e depois voltas para tua casa, certo de não tornares a ser importunado?Servi 26 anos no exército, sem haver nada, fosse o que fosse, para me ser imputado; tomei parte em sete guerras sem nunca me defender atrás de nenhum camarada, para evitar a morte. E tu querias que, tendo sido sempre fiel nas coisas pequenas, me tornasse infiel nas grandes?Se há culpa, Júlio, tomo-a à minha conta. Segue o meu conselho; obedece à lei, e fica connosco. – A lei divina está acima da dos homens. – A lei dum crucificado desaparecido? Tens então medo dos mortos? Cristo sofreu para nos salvar; mas é o Filho de Deus vivo, e espera-me para me dar a vida eterna… Por favor, basta de palavras! Faz o teu dever e obterei o que desejo». Conforme a lei, o juiz pronunciou a pena de morte. Júlio vendou-se a si mesmo os olhos; e em seguida ofereceu a cabeça ao algoz. Isto deu-se em Silistra (Bulgária), num dia 27 de Maio, entre 305 e 311. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

Bruno de Würzburg, Santo
Bispo

Bruno de Würzburg, Santo

Bruno de Würzburg, Santo

Martirológio Romano: Em Wurzburgo, de Franconia, na Alemanha, santo Bruno, bispo, que reconstruiu a igreja catedral, reformou o clero e explicou ao povo as Sagradas Escrituras (1045).Etimologicamente: Bruno = Aquele que é de pele escura, é de origem germânica. Filho do duque Conrado I e de Matilde de Suevia, parente do papa Gregório V e dos imperadores Conrado II e Enrique III, esteve à frente da chancelaria imperial romana de 1027 a 1034. Bispo de Würzburg de 1034 a 1045. Reconstruiu a catedral, preocupado pela instrução do clero, escreveu «Expositio in psalmos» comentando cada salmo, com textos de santo Agostinho e Casiodoro; «Comentario al Cantar de los cantares»; «Comentario al Padrenuestro». Ninguém entendia de onde sacava o tempo o bispo, porque além disso acompanhou em 1040 o imperador Enrique III por Alemanha. Em 1042 dedicou muitas horas a conseguir que Inês de Poitou, filha do rei Guillermo de Aquitânia, se casasse com Enrique III. Em 1045 o acompanhava numa expedição contra Hungria, que resultou fatal. Chegados a Persenberg na margem do Danúbio, se alojaram no castelo da condessa Reichilde. Um dia enquanto comiam, o pavimento se veio abaixo: houve mortos e feridos, entre eles Bruno. Que morreu uma semana depois, após uma semana de autêntico purgatório. Enterrado em sua catedral, fez muitos milagres. Quando quiseram canonizá-lo Inocêncio IV avisou: «nem os méritos sem milagres, nem os milagres sem méritos, bastam para declarar santo a um cristão». Passou o exame com nota excelente.

27500 > Sant' Agostino di Canterbury Vescovo 27 maggio - Memoria Facoltativa MR

Agostino di Canterbury
92074 > Sant' Atanasio Bazzekuketta Martire 27 maggio MR

Atanasio Bazzekuketta mais 22 mártires ugandeses
54890 > Sante Barbara Kim e Barbara Yi Martiri 27 maggio MR

Barbara Kim e Barbara Yi
54850 > San Bruno di Wurzburg Vescovo 27 maggio MR

Bruno di Wurzburg
94051 > Beato Dionisio da Semur Mercedario 27 maggio

Beato Dionisio da Semur
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Beati Edmondo Dule, Riccardo Hill, Giovanni Hogg e Riccardo Holiday
54865 > Sant' Eutropio di Orange Vescovo 27 maggio MR

Eutropio di Orange
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Federico di Liegi

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Gausberto
90982 > Beato Giacomo di Nocera 27 maggio

Beato Giacomo Filippo Bertoni

90991 > San Giuliano Martire venerato a Gerusalemme 27 maggio

Giuliano
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Giulio (il Veterano) di Durostoro
95292 > Beato Giuseppe da Igualada (Giuseppe Tous Soler) Sacerdote cappuccino 27 maggio

Beato Giuseppe da Igualada (Giuseppe Tous Soler)
54920 > San Gonzaga Gonza Martire 27 maggio MR

Gonzaga Gonza
54800 > San Liberio (Liverio, Oliviero) Venerato ad Ancona 27 maggio

Liberio (Liverio, Oliviero)
91726 > San Restituto di Roma Martire 27 maggio MR

Restituto di Roma

60150 > San Secondino Martire venerato a Capua 27 maggio

Secondino

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  • 1 - A integração dos textos editados MMI IMP S.r.l./IMP BV – impressa na União Europeia (Ver blogue nº 1153 – 3/1/12) que se refiram a alguns dos Santos hoje incluídos, continuará a ser efetuada diariamente desde que eu possua as respectivas pagelas na Coleção de Histórias de Santos que nos inspiraram, intitulada “Pessoas Comuns – Vidas Extraordinárias pelo que peço as minhas desculpas. AF.
  • Hoje POR EXEMPLO foi incluído como
  • Complemento na vida de
  • (Agostinho de Cantuária Santo)Estrela
  • 2 - Sites utilizados: Os textos completos são recolhidos através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. em que também incluo imagens recolhidas através de http://es.catholic.net/santoral,; em seguida os textos deste mesmo site sem tradução e com imagens, e por último apenas os nomes e imagens de HTTP://santiebeati.it.
  • 3 - Como já devem ter reparado, de vez em quando, segundo a sua importância há uma exceção da 1ª biografia, (ou biografias do Livro Santos de Cada Dia – já traduzidas – por natureza) que mais sobressaem, – quando se trate de um dia especial, dedicado a Jesus Cristo, a Nossa Senhora, Anjos ou algum Santo, em particular – todos os restantes nomes surgem por Ordem alfabética, uma, duas ou três vezes, conforme figurem nos três sites indicados, que poderão ser consultados - se assim o desejarem – pelos meus eventuais leitores. LOGICAMENTE E POR ESSE FACTO, DIARIAMENTE, O ESPAÇO OCUPADO, NUNCA É IGUAL, ACONTECENDO POR VEZES QUE É DEMASIADO EXTENSO.
  • Peço-vos a melhor compreensão e as minhas maiores desculpas e obrigado.
  • Responsabilidade exclusiva de ANTÓNIO FONSECA
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