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terça-feira, 19 de junho de 2012

Nº 1321 – 2ª Página – CARTAS DE SÃO PAULO – Carta aos Efésios - 19 de Junho de 2012

Meus Amigos:

Finalmente, – Graças a Deus - colocar em ordem a publicação diária dos textos das Cartas de S. Paulo (Novo Testamento) – ao fim duma série de interrupções no sistema do meu computador e depois duma “maratona” que iniciei há 8 dias atrás, com a publicação diária de 2 Capítulos.

Espero que em referência à Página nº 1 – SANTOS DE CADA DIA, a mesma possa ficar em dia já durante esta semana (se entretanto o computador não me fizer nova “partida”).

Creio, no entanto, que Deus não permitirá que isso venha a acontecer, mas seja feita a Sua Vontade.

antoniofonseca1940@hotmail.com

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Como disse no início, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.

Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:

IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.

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Nº 1321 - 2ª Página

19 de Junho de 2012

CARTAS DE S. PAULO

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CARTA AOS EFÉSIOS
 

1  -  SAUDAÇÃO E ENDEREÇO  -  Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, aos santos e fiéis, em Cristo Jesus, que estão em Éfeso: A vós graça e paz sejam dadas da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.

O MISTÉRIO DA RECAPITULAÇÃO DE TODAS AS COISAS EM CRISTO

O plano divino da salvação  -  Bendito seja o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, que, do alto dos Céus, nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. Foi assim que n’Ele nos escolheu antes da constituição do mundo, para sermos santos e imaculados diante dos Seus olhos. Predestinou-nos para sermos Seus filhos adoptivos por meio de Jesus Cristo, por Sua livre vontade, para fazer resplandecer a Sua maravilhosa graça, pela qual nos tornou agradáveis em Seu amado Filho. É n’Ele que temos a redenção, pelo Seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da Sua graça, que abundantemente derramou sobre nós, com plena sabedoria e discernimento, dando-nos a conhecer o mistério da Sua vontade, segundo o beneplácito que n’Ele de antemão estabelecera, para ser realizado ao completarem-se os tempos: reunir sob a chefia de Cristo todas as coisas que há no Céu e na terra. N’Ele é que fomos escolhidos, predestinados conforme o desígnio d’Aquele que tudo opera segundo a decisão da Sua vontade, para servir à celebração da Sua glória, nós, que, desde o começo, tínhamos esperado em Cristo. Foi n’Ele que vós também depois de terdes ouvido a Palavra da verdade – o Evangelho da vossa salvação, no qual acreditastes - fostes marcados com o selo do Espírito Santo, que tinha sido prometido, o qual é o penhor da nossa herança, enquanto esperamos a completa redenção daqueles que Deus adquiriu para o louvor da Sua glória.

Cristo é a Cabeça da Igreja  -  Por isso, também eu tenho ouvido falar da vossa fé no Senhor Jesus e da vossa caridade, para com  todos os santos. Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações. Rogo ao Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, que vos conceda o espírito de sabedoria e de revelação para bem O conhecerdes, iluminando os olhos do vosso coração, a fim de saberdes que esperança constitui o Seu chamamento, que tesouros de glória encerra a Sua herança entre os santos e que enorme grandeza representa o Seu poder para nós, os crentes, como o mostra a eficácia da Sua força vitoriosa, que exerceu em Cristo, ressuscitando-O dos m ortos e sentando-O, nos Céus, à Sua direita, acima de todo o Principado, Potestade, Virtude e Dominação e acima de todo o nome que se evoca, não só neste mundo como também no futuro. «Sob os Seus pés sujeitou todas as coisas» e constituiu-O cabeça de toda a Igreja que é o Seu Corpo e o complemento d’Aquele que preenche tudo em todos.

 

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Post colocado em 19 de Junho de 2012 – 16,55 horas

ANTÓNIO FONSECA

Prosseguirei esta tarefa, amanhã se Deus quiser, já com o Cap. nº 2 da CARTA AOS EFÉSIOS. AF

1319-1320 - Pág.2 - CARTAS DE S. PAULO (Cartas do Cativeiro – aos EFÉSIOS) – DOMINGO e SEGUNDA-FEIRA – 17 e 18 de Junho de 2012

AVISO IMPORTANTE

Meus Amigos:

Tendo em atenção o que escrevi nesta Nota publicada nos últimos dias, informo que após ter terminado a transcrição dos textos das 2 Cartas aos Coríntios e da Carta aos Gálatas) passo hoje a inscrever as Cartas do Cativeiro – CARTA AOS EFÉSIOS (de que serão publicadas hoje as respectivas Introduções e posteriormente por Capítulos diários)

antoniofonseca1940@hotmail.com

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Como disse anteriormente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.

Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:

IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.

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Nº 1319 - 2ª Página

17 de Junho de 2012

CARTAS DE S. PAULO

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CARTAS DO CATIVEIRO
INTRODUÇÃO

As Cartas aos Efésios, Filipenses, Colossenses e Filémon são conhecidas por «Cartas do Cativeiro». Com efeito, Paulo quando as escreveu encontrava-se preso, cf. Fil 1, 7, 12-17; Ef 3, 1; 4, 1; 6, 20; Col 4, 3, 10, 18; Fil 1, 9, 10, 13, 23. Temos ainda outra carta escrita pelo Apóstolo na prisão, a 2 Tim. Mas, certamente, isto verificou-se numa prisão diferente das anteriores. Foram as quatro cartas chamadas «Cartas do Cativeiro», escritas da mesma prisão? Hoje duvida-se sobretudo pelo que se refere à Carta aos Filipenses. Esta parece ter sido escrita antes das outras três e, possivelmente, numa prisão de Éfeso.

Pelos Actos dos Apóstolos conhecemos três prisões de Paulo: uma em Filipos, por volta do ano 50 (Act 16, 23-40); outra em Jerusalém-Cesareia nos anos 58-60 (Act 21, 23-26, 32); a terceira em Roma, na continuação de Cesareia (Act 27, 1-28, 16). Mas isto não inclui todas as prisões de Paulo. Uma tradição transmitida por São Clemente de Roma fala de sete prisões do Apóstolo. Os autores atuais creem que Paulo esteve preso em Éfeso, pois ele fala das «feras de Éfeso» (1 Cor 15, 32) e duma grande tribulação que sofreu nessa cidade (2 Cor 1, 8). Provavelmente foi aí que escreveu a sua carta aos Filipenses. teológica e tematicamente, esta carta é anterior às outras cartas do cativeiro. Se foi escrita em Éfeso, é-o também cronologicamente. Além disso as outras três cartas (Ef. Col e Flm) escritas em Roma, entre os anos 61 e 63, na primeira prisão romana do Apóstolo, parecem ter sido enviadas por um mesmo portador, Tíquico (Ef 6, 21; Col 4, 7).

As Cartas do Cativeiro representam a cúpula da evolução teológica de Paulo. O primeiro degrau da sua pregação encontra-se nas duas cartas aos Tessalonicenses cuja tema era a Parusia, e vinda eminente de Cristo a consumar a História. O segundo passo teológico Paulino encontrámo-lo nas Quatro grandes Cartas (1 e 2 Cor, Gal e Rom), onde o Apóstolo, após a sua experiência missionária, resolve o problema da supremacia de Cristo sobre a lei de Moisés. A salvação vem-nos pela fé na morte e ressurreição de Cristo e não pelas obras da lei. Finalmente, as Cartas do cativeiro descerram-nos o panorama empolgante do «Mistério de Cristo», imagem do Pai, pleroma de Deus, cheio de poder e de glória, o Pantocrator, o Kyrios, o Cristo-Cósmico, no Qual são recapituladas todas as coisas, no qual tudo foi criado em Quem tudo tem consistência. O Seu domínio estende-se sobre a igreja da qual Ele é a cabeça e o princípio vital. Por isso, nestas cartas, é também tratado o «Mistério da Igreja».

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Nº 1320 - 2ª Página

18 de Junho de 2012

CARTAS DE S. PAULO

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CARTA AOS EFÉSIOS
INTRODUÇÃO

Não está bem claro se esta carta foi escrita aos cristãos de Éfeso – grande cidade da Ásia Menor evangelizada por Paulo na sua terceira viagem missionária, Act 19, 1 ss – ou aos da Laodiceia (Col. 4, 16). O tom impessoal da carta, a ausência de companheiros do Apóstolo (não se nomeia nenhum), leva os críticos atuais a inclinar-se pela hipótese de que se trata duma carta-circular dirigida às Igrejas paulinas da Ásia Menor. Por esta época, nas cristandades asiáticas, começam a propalar-se doutrinas judaico-gnósticas sobre as forças espirituais, os anjos, colocando-os acima de Cristo. Assim se procurava exaltar a Lei de Moisés, pois, segundo as tradições rabínicas, ela foi promulgada por anjos. Se os anjos que a promulgaram, eram superiores a Cristo, também a Lei o era sobre o Evangelho. Frente a esta visão das coisas, Paulo expõe o «Mistério de Cristo» na sua grandeza cósmica, enraizado no «Mistério da Igreja».

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Post colocado em 19 de Junho de 2012 – 14,45 horas

ANTÓNIO FONSECA

Prosseguirei esta tarefa, amanhã se Deus quiser, já com a CARTA AOS EFÉSIOS. AF

1315-1316 - Pág.2 - CARTAS DE S. PAULO (Aos GÁLATAS) – QUARTA e QUINTA-FEIRA – 13 e 14 de Junho de 2012

AVISO IMPORTANTE

Meus Amigos:

Tendo em atenção o que escrevi nesta Nota publicada nos últimos dias, informo que após ter terminado a transcrição dos textos das 2 Cartas aos Coríntios, passo hoje a inscrever a Carta aos Gálatas (que será publicada por Capítulos diários, conforme as anteriores e, como sucederá. creio eu, nas restantes). Hoje iniciarei a edição da Introdução e dos Capítulos 1 e 2 desta Carta.

antoniofonseca1940@hotmail.com

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Como disse anteriormente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.

Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:

IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.

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Nº 1315 - 2ª Página

13 de Junho de 2012

CARTAS DE S. PAULO

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CARTA AOS GÁLATAS
A DEFESA DA PRÓPRIA POSIÇÃO DOUTRINAL

 

3  -  A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ – Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, vós, perante cujos olhos foi apresentado Jesus Cristo crucificado?

Só isto quero saber de vós: Recebestes o Espírito pelas obras da Lei, ou pela pregação da ? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabais agora pela carne? Foi em vão que recebestes tantos dons? Se é que isto também foi em vão!

Aquele que vos dá o Espírito, e que opera maravilhas entre vós, fá-lo pelas obras da Lei, ou pela pregação da Fé?

Abraão, acreditou em Deus e isso foi-lhe imputado à conta de justiça. sabei, pois, que os que dependem da fé é que são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar os gentios pela fé, anunciou primeiro a Abraão  esta boa nova, dizendo: «Em ti todas as nações serão benditas. de modo que, todos os que dependem da fé serão benditos com o crente Abraão.

A Lei não justificou ninguém – Todos aqueles que dependem das obras da Lei estão debaixo da maldição, porque está escrito: Maldito aquele que não cumpre todas as prescrições do Livro da Lei, para as praticar.

É evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus porque o justo viverá pela fé. Ora a Lei não depende da, mas quem tiver praticado estas coisas viverá por elas.

Cristo resgatou-nos da maldição da Lei, fazendo-Se maldição por nós, pois está escrito: Maldito seja todo aquele que é suspenso no madeiro, para que a bênção de Abraão em Jesus Cristo se estendesse aos gentios, e para que, pela fé, recebamos a promessa do espírito.

A Lei e a Promessa  -  Irmãos, falo como homem: Se o testemunho de um homem  for confirmado, ninguém o anula ou acrescenta.

Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência.

Não se diz: «E aos teus descendentes». Como se fossem muitos, mas sim: « E à tua Descendência», como de um só que é Cristo.

Portanto afirmo: Tendo sido o testamento confirmado anteriormente por Deus, não foi anulado, pela Lei feita quatrocentos e trinta anos depois, de modo a tornar vã a promessa. Ora pela promessa é que Deus Se mostrou liberal com Abraão.

Valor provisório da Lei  -  Para que é então a Lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que chegasse a “Descendência”, a quem a promessa fora feita; foi estabelecida pelos anjos e pela intervenção de um mediador.

Ora o mediador não o é de um só, mas Deus é um só. Deste modo, a Lei estará contra as promessas de Deus? De maneira nenhuma. Se tivesse sido dada uma lei capaz de comunicar a vida, a justiça viria realmente da lei. Mas a escritura encerrou todas as coisas sob o domínio do pecado, para que a promessa fosse dada aos crentes pela fé em Jesus Cristo. Antes que a fé viesse, estávamos sob a custódia da lei, à espera da fé que havia de ser revelada. A Lei foi o nosso pedagogo, para nos conduzir a Cristo, a fim de que fossemos justificados pela fé. Tendo, porém, chegado a fé, já mão estamos sujeitos ao pedagogo. porque todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Jesus Cristo; pois todos os que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo. Não há judeu nem grego; não há servo nem livre, não há homem nem mulher, pois todos vós sois um só em Cristo. E, se sois de Cristo, sois então descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa.

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Nº 1316 - 2ª Página

14 de Junho de 2012

CARTAS DE S. PAULO

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CARTA AOS GÁLATAS
INTRODUÇÃO

4 – A LIBERDADE CRISTÃ – Ora eu digo: Enquanto o herdeiro é menino, em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo, pois está sob o domínio de tutores e administradores, até ao dia determinado pelo pai. Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos subjugados pelos elementos do mundo. Mas, ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, para resgatar os que se encontravam sob o jugo da Lei e para que recebêssemos a adopção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito que clama: «Abbá! Pai». Portanto, já não és servo, mas filho; e, se és filho, também és herdeiro, pela graça de Deus.

Outrora, quando não conhecíeis a Deus, servíeis àqueles que, na realidade, não são deuses. Agora, porém, conhecendo a Deus, ou melhor, sendo conhecidos de Deus, como é que voltais outra vez a esses elementos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?

Observais os dias, os meses as estações e os anos! Receio que os meus esforços entre vós tenham sido em vão.

Rogo-vos, irmãos, sede como eu, pois também eu me tornei como vós. Bem sabeis que eu estava doente quando vos anunciei o Evangelho pela primeira vez. Fui para vós uma provação, por causa do meu corpo, mas não me desprezastes, nem rejeitastes, pelo contrário, recebestes-me como um anjo de Deus, como a Cristo Jesus, Onde está agora aquele vosso entusiasmo? Eu mesmo sou testemunha de que, se fosse possível, teríeis arrancado os vossos olhos para mos dar. Tornei-me, acaso, vosso inimigo por vos dizer a verdade? O interesse que mostram por vós não é bom: O que pretendem é afastar-vos de mim, para que depois vos interesseis por eles. É bom que sejais sempre zelosos pelo bem, e não somente quando estou entre vós. Filhinhos meus, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós, bem quisera estar agora convosco, e mudar a minha voz, porque estou perplexo a vosso respeito.

Argumento tirado da Escritura - Dizei-me, vós que quereis estar debaixo da Lei: Não escutais a Lei? Pois está escrito que Abraão teve dois filhos: Um da escrava e outro da mulher livre. Mas o da escrava nasceu segundo a carne, e o da mulher livre, em virtude da promessa.

Isto foi dito por alegoria, pois as duas mulheres representam as duas alianças: Uma, a do monte Sinai, que gera filhos para a escravidão, é Agar. Ora, o Sinai é um monte da Arábia e corresponde à Jerusalém atual, que é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém, lá do alto, é livre, e esta é a nossa mãe, porque está escrito:

Alegra-te, ó estéril que não dás à luz

Rejubila e canta, tu que não tens as dores do parto

Pois são mais os filhos da abandonada

Do que os daquela que tem marido.

E vós, irmãos, à semelhança de Isaac, sois filhos da Promessa. Mas, como então o que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o Espírito, assim é também agora.

Que diz, porém, a Escritura? Lança fora a escrava e o seu filho, porque o filho da escrava não poderá herdar com o filho da mulher livre. Pelo que, irmãos, não somos filhos da escrava, mas da mulher livre.

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Post colocado em 19 de Junho de 2012 – 10,30 horas

ANTÓNIO FONSECA

Prosseguirei esta tarefa, amanhã se Deus quiser, já com a CARTA AOS GÁLATAS, Capítulo nº 5. AF

1313-1314 - Pág.2 - CARTAS DE S. PAULO (Aos GÁLATAS) – SEGUNDA e TERÇA-FEIRA – 11 e 12 de Junho de 2012

 

AVISO IMPORTANTE

Meus Amigos:

Tendo em atenção o que escrevi nesta Nota publicada nos últimos dias, informo que após ter terminado a transcrição dos textos das 2 Cartas aos Coríntios, passo hoje a inscrever a Carta aos Gálatas (que será publicada por Capítulos diários, conforme as anteriores e, como sucederá. creio eu, nas restantes). Hoje iniciarei a edição da Introdução e dos Capítulos 1 e 2 desta Carta.

antoniofonseca1940@hotmail.com

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Como disse anteriormente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.

Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:

IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.

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Nº 1313 - 2ª Página

11 de Junho de 2012

CARTAS DE S. PAULO

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CARTA AOS GÁLATAS
 
INTRODUÇÃO

 

Nos começos da Igreja Apostólica, apresentou-se um sério problema à consciência cristã. A Igreja nasceu no seio do mosaísmo. Assim, o Antigo Testamento, cujos cinco primeiros livros ou Pentateuco constituem a Lei de Moisés, ainda hoje é venerado nos nossos templos. Mas as suas prescrições sobre o culto, os alimentos, a doenças, etc. (ler o Levítico) deixaram de vigorar. Hoje é claro que não estamos obrigados a tais prescrições. Para os primeiros cristãos, porém, a coisa não era tão clara. Tratava-se de judeus convertidos, que continuavam a observar a Lei e a circuncidar-se.

Primeiro surgiu a discussão se se havia de anunciar o Evangelho também aos pagãos, considerados imundos pela Lei (cfr Act 10-11). Depois, levantou-se o problema de se os cristãos vindos do paganismo estavam também sujeitos à lei mosaica. Divergiam as opiniões. Paulo, apesar de ser judeu da seita dos fariseus (os mais zelosos da Lei), tornou-se o campeão da liberdade cristã de não se sujeitar à Lei. Isso mereceu-lhe a hostilidade não só dos judeus, mas também dos cristãos de origem judaica. O chamado Concílio de Jerusalém (Act 15) não conseguira acalmar de todo os ânimos. Cristãos de origem judaica, os judaizantes, seguiam nas pegadas do Apóstolo, negando-lhe a dignidade apostólica, acusando-o de anunciar um cristianismo diferente do dos outros apóstolos e tratando de submeter os recém-convertidos ao jugo da lei.

Foi o que aconteceu nas igrejas paulinas da Galácia, região da Ásia Menor. Nas pegadas do Apóstolo vieram os judaizantes e atraíram os gálatas para a sua causa. Paulo escreve-lhes, então, uma carta polémica, em defesa da sua dignidade apostólica, da ortodoxia da sua doutrina reconhecida  pelas colunas da igreja-mãe de Jerusalém e expõe o seu pensamento sobre as relações entre a Lei e Cristo. Este último ponto será amplamente tratado na carta aos Romanos, cronologicamente posterior à Carta aos Gálatas. EstrelaCuriosamente esta Carta foi descrita no início das Cartas de S. Paulo, no Novo Testamento e por isso já aqui foi publicada também.

Para o Apóstolo, a Lei de Moisés foi apenas um pedagogo cuja missão era conduzir a Cristo.Se os cristãos continuassem a observá-la como coisa necessária para a salvação, então a obra de Cristo tinha sido inútil. A salvação não nos vinha por Ele, mas pela Lei. Por isso, o que nos justifica não são as obras da lei, mas a fé em Cristo. Partindo deste princípio, Paulo vai ainda mais longe. esforça-se por provar aos seus adversários que a lei nunca justificou ninguém. O próprio Abraão não foi justificado pela observância da lei, mas pela Fé e pela promessa. A Lei não fez mais que manifestar o pecado ao indicar um caminho, sem dar forças para o seguir. Só a boa-nova de Cristo, que é poder de Deus para todo o que crê, justifica porque, indicando o caminho, dá também a força sobrenatural para o seguir.

O grupo dos judaizantes quase desapareceu com a queda de Jerusalém por volta do ano 70.

 

1  -  SaudaçãoPaulo, apóstolo, não da parte dos homens, nem por homem algum mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que O ressuscitou dos mortos, e todos os irmãos que estão comigo, às Igrejas da Galácia: Graça e paz da parte de Deus Pai e da de Nosso Senhor Jesus Cristo, que a Si mesmo Se entregou pelos nossos pecados, a fim de nos arrebatar deste perverso século presente, segundo a vontade de Deus, nosso Pai, ao Qual seja dada glória para todo o sempre! Ámen.

Admoestação severa  -  Estou admirado de que, tão depressa, passeis d’Aquele que vos chamou à graça de Cristo para outro Evangelho; Na verdade, não há outro Evangelho; há apenas os que semeiam a confusão entre vós e pretendem perverter o Evangelho de Cristo. Mas ainda que alguém – nós mesmos ou um anjo do Céu – vos anunciem outro evangelho, além do que vos tenho anunciado, esse seja anátema.

Repito mais uma vez o que já disse; se alguém vos anunciar outro evangelho, além do que já recebestes, esse seja anátema. Porventura procuro eu agora conciliar o favor dos homens, ou o de Deus? Ou procuro agradar aos homens? Se procurasse agradar aos homens, não seria servo de Cristo.

A DEFESA DA PRÓPRIA AUTORIDADE APOSTÓLICA

A sua missão apostólica vem de Deus  -  Faço-vos saber, irmãos, que o Evangelho que por mim  foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem  algum, mas pela revelação de Jesus Cristo. Certamente, já ouvistes falar de outrora como eu vivia no Judaísmo, com que excesso perseguia a Igreja de Deus e a assolava. E na minha nação, excedia em Judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.

Mas, quando aprouve a Deusque me reservou desde o seio da minha mãe e me chamou pela Sua graça – revelar a Seu Filho em mim, para que O anunciasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue, nem voltei a Jerusalém para ir ter com os que foram Apóstolos antes de mim, mas parti para a Arábia e voltei outra vez a Damasco.

Depois, passados três anos, fui a Jerusalém, para visitar Pedro e fiquei com ele quinze dias. Não vi mais nenhum dos Apóstolos a não ser Tiago, irmão do Senhor. Quanto àquilo que vos escrevo, diante de Deus o afirmo: Não estou a mentir. Depois, fui para as regiões da Síria e da Cilícia. E não era conhecido, pessoalmente, das Igrejas da Judeia, que estavam em Cristo, estas somente tinham ouvido dizer: «Aquele que já nos perseguiu, agora anuncia a fé que outrora combatia». E glorificavam a Deus por minha causa.

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Nº 1314 - 2ª Página

12 de Junho de 2012

CARTAS DE S. PAULO

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CARTA AOS GÁLATAS
INTRODUÇÃO

2 – A aprovação dos Apóstolos – Catorze anos depois, subi outra vez a Jerusalém, com Barnabé, levando também comigo Tito. Subi em virtude duma revelação e expus-lhes o evangelho que prego entre os gentios, em particular aos mais considerados, com receio de correr ou de ter corrido. em vão. Mas, nem o próprio Tito, que estava comigo, sendo gentio, foi obrigado a circuncidar-se, e isto apesar dos falsos irmãos, que se intrometeram e entraram a espiar a liberdade que temos em Cristo Jesus, a fim de nos reduzirem à escravidão. A estes nem sequer uma hora quisemos estar sujeitos, para que a verdade do Evangelho perdurasse para vós.

Quanto àqueles que tinham alguma autoridade – o que tinham sido antes não me importa, pois Deus não faz acepção de pessoas – apesar da sua autoridade, nada me impuseram. Antes, pelo contrário, tendo visto que a evangelização dos incircuncisos me tinha sido confiada, como a Pedro, a dos  circuncisos – porque Aquele que operou eficazmente em Pedro. para o apostolado da circuncisão, Esse operou também em mim, com eficácia em favor dos gentios, e tendo reconhecido a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João. que eram considerados as colinas, estes deram-nos as mãos, a mim e a Barnabé em sinal de comunhão, para que nós fossemos aos gentios e eles aos circuncidados.

Recomendaram-nos somente que nos lembrássemos dos pobres o que procurei fazer com grande solicitude.

O incidente de Antioquia  -  Mas, quando Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe frente a frente porque merecia censura. Antes de terem chegado alguns homens da parte de Tiago, ele comia juntamente com os gentios; mas, quando eles chegaram, retraiu-se e separou-se deles, com receio dos da circuncisão . E os outros judeus também dissimulavam com ele, de tal modo que até Barnabé, se deixou levar pela sua dissimulação.

Mas, quando vi que não caminhavam a direito em relação à verdade do Evangelho, disse a Cefas, diante de todos: «Se tu, que és judeu, vives à maneira dos gentios, e não à dos judeus, como podes obrigar os gentios a judaizar

A posição de Paulo  -  Nós somos judeus por nascimento, e não pecadores dentre os gentios. Sabendo, porém, que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, também nós acreditamos em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei, porque, pelas obras da Lei, ninguém será justificado. Mas, se ao procurarmos ser justificados em Cristo, também nós nos encontramos pecadores, será que então Cristo é agente do pecado? De maneira alguma! Se torno a edificar aquilo que tinha demolido, apresento-me como transgressor. porque, pela Lei morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo! Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim.

Não rejeitou a graça de Deus; porque, se a justiça se obtém por meio da lei, segue-se que Cristo morreu em vão.

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Post colocado em 19 de Junho de 2012 – 10,30 horas

ANTÓNIO FONSECA

Prosseguirei esta tarefa, amanhã se Deus quiser, já com a CARTA AOS GÁLATAS, Capítulo nº 3. AF