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domingo, 22 de julho de 2012

LUCERE ET FOVERE - 22 DE JULHO DE 2012

 

LUCERE ET FOVERE


CRISTOLOGIA

Posted: 20 Jul 2012 05:29 AM PDT

HISTÓRIA E DESTINO DE JESUS CRISTO
- O Jesus Histórico
INTRODUÇÃO:


Neste trabalho será abordada de forma sucinta o tema da História e Destino de Jesus Cristo – O Jesus Histórico. Não se pode dissociar o chamado Cristo da Fé do Jesus histórico, pois caso contrário, Jesus não passaria de um mito,«Não se pode (…) falar de um “Jesus da história” que seria diferente do «Cristo da Fé», (João Paulo II, Missão de Cristo Redentor, Carta Encíclica Redemptoris Missio, Editorial A. O, Braga, 1991» devendo ser visto à luz do Mistério Pascal: Paixão, Morte e Ressurreição. Estas duas realidades devem estar unidas na sua designação completa: JESUS CRISTO. Contudo, não nos debruçaremos sobre o tema da Ressurreição, que é da “área” do Cristo da Fé. Esta é a perspectiva encetada neste trabalho.
O tema de pregação de Jesus foi o Reino de Deus (Capítulo Um, A Mensagem de Jesus), reino de Paz e de Justiça; mas, para que as pessoas acreditassem no que dizia, deu a conhecer a sua condição de Filho de Deus, através de milagres, que eram sinais reveladores da presença de Deus (Capítulo Dois, Os Milagres de Jesus); através de diversos indícios, podemos chegar à conclusão que Jesus era o Filho de Deus, quer através da Cristologia Implícita, quer através da Cristologia Explícita (Capítulo Três, A Pretensão de Jesus); Jesus sabia que era o Messias e que tinha uma Missão a cumprir; para isso, foi necessário que sofresse e desse a Sua vida na Cruz: o Messias, tão esperado, acaba por morrer de uma morte infame (Capítulo Quarto, A Morte de Jesus – O Messias Crucificado).
No entanto, esta Morte não significou o fim, mas sim um passo no Mistério Pascal: «Jesus foi crucificado e morreu como um fracasso por motivos que não podemos reconstruir. Depois, sim que soubermos como nasceu a fé na ressurreição, direi, se creio que vivia(…) RATZINGER, introdução ao cristianismo 1979», à luz da Ressurreição, o Jesus histórico passa a Cristo da Fé, pois tudo o que tinha pregado torna-se agora compreensível.
1. A MENSAGEM DE JESUS
Qual foi o teor da mensagem de Jesus?
A Sua mensagem centra-se no Reino de Deus, que Ele vem anunciar.
Este anúncio do Reino era dito de uma forma estratégica, pois Jesus Cristo usou da pedagogia, visto que o Povo vivia na expectativa Messiânica.
Em nenhum momento Jesus falou de Si, pois não ouviram nenhuma definição de Sua identidade por Si próprio; ao invés, Ele procura saber o que as multidões dizem acerca de Si.
Ele próprio é o Reino de Deus, assim como a Sua Mensagem.
Em Jesus Cristo, Deus tem uma Palavra salvífica, envolvendo todo aquele que O escuta, ficando a pessoa “obrigada” a tomar uma decisão.
Quais as características da Sua Palavra?
a) A Palavra de Jesus Cristo é incisiva, cortante, pois tem Palavras de Vida Eterna, sendo a Palavra de Jesus comparável a um instrumento cirúrgico; é uma palavra que agita e desinstala, que leva o homem a ter de tomar uma opção fundamental , pois Jesus constantemente apelava à conversão: «Completou-se o tempo e o reino de Deus está perto: Arrependei-vos, e acreditai na Boa Nova» (Mc 1,15);
b) A Sua Palavra é questionadora, pois fala através de parábolas e recorre também muitas vezes a perguntas como resposta a outra pergunta comprometedora . Por que é que Ele fala assim? Para provocar uma resposta que exige um retorno imediato, utilizando a pedagogia do Antigo Testamento. Ele faz a palavra “nascer”;
c) A Sua Palavra é libertadora, pois liberta do Pecado; por exemplo, quando cura o coxo, este passa a poder andar fisicamente, mas também tem um significado teológico: o de poder começar uma caminhada na Fé, livre de amarras, ou seja dos seus pecados, que lhe foram perdoados;
Em concreto, a sua mensagem é a de que está próximo o Reino do Céu, ou Reino de Deus . Este era a tónica da Sua pregação, especialmente na Sua primeira pregação.
Mas, o que é o Reino de Deus?
a) O Reino não é um território: os Judeus aperceberam-se disto e não gostaram. Na Sua Transfiguração do Monte Tabor, Jesus Cristo disse aos discípulos: não digais nada a ninguém. Isto para não criar falsas expectativas em volta de Sua Pessoa (para não pensarem que Ele era Rei na acepção comum da palavra) e para não levar a consequências irreparáveis: não podia encurtar o processo e ser condenado mais cedo do que o tempo previsto ;
b) O Reino não é uma imposição, é uma proposta, pois exige participação e aceitação, através do acolhimento aos pecadores e atenção aos pobres e marginalizados;
c) O Reino excede o histórico: é o Já (está entre nós) e o ainda não (mas não definitivamente realizado, pois falta alguma coisa) . Não é uma realidade histórica no sentido do termo, nem tampouco uma realidade extra-histórica, pois começa já aqui, mas o seu final e plenitude se verificam ao longo da história. A existência histórica prepara a chegada do Reino: é o Advento.. Segundo Jesus, «O reino de Deus não vem de maneira ostensiva. Ninguém poderá afirmar: Ei-lo aqui ou ali, pois o reino de Deus está dentro de vós» (Lc 17, 20-21). A própria vida de Jesus é um já, mas ainda não, pois com a Ressurreição dá-se a Revelação definitiva do Reino de Deus, mas a Igreja é um instrumento ao serviço do Reino (não é o Reino de Deus em si);
Jesus, sendo o Filho de Deus feito homem, é mensageiro (anunciador, pregador...) da vinda de Deus à história, como acolhimento incondicional do homem. Jesus é Aquele que se anunciou Deus-connosco e foi Deus connosco (que curou, deu a Graça...). Jesus questiona os Seus discípulos: «Quem dizem as multidões que Eu sou? (...) Pedro tomou a palavra e respondeu: O Messias de Deus» (Lc 9, 20). Este Mistério do Messias só se pode fazer à luz do Mistério Pascal.
O Reino é uma metáfora, pois não é materializável, nem se define como os reinos humanos; aponta para algo que transcende, que se concretiza aqui e agora; expressa Deus activo, em acção, que age na história e dá a vida pela história, concretizado na figura de Jesus Cristo, Seu Filho. Jesus situa a Mensagem na linha das promessas do Antigo Testamento que se concretiza na Sua vida, pois a Sua pessoa é o Reino de Deus.
2. OS MILAGRES DE JESUS
Antes de mais, coloca-se a questão: o que é um milagre?
É nossa noção comum que um milagre é algo que não tem explicação natural, que vai contra as leis da natureza, sendo cientificamente inexplicável. Não é propriamente essa a noção de milagre. «A palavra milagre provém de ”miraculum”, isto é, algo de admirável (...). Milagre é aquele facto, acontecimento ou realidade, admiráveis, em que o homem percebe a presença de Deus que aí se revela», (MESTERS, Carlos, Curso Bíblico, Edições Paulistas, Sacavém, 1982).
Na Bíblia, um milagre pode ser a coisa mais natural ou ao invés uma coisa extraordinária. Simplesmente, um milagre é um sinal da presença de Deus na vida. Um milagre nada diz a quem não tem fé, pois não encontra a presença actuante de Deus. «É difícil fazer um juízo sobre os milagres, que hoje acontecem em toda a parte». Cfr. MESTERS, Ibidem, nota anterior.
Milagre é algo que não obedece ao Princípio do Determinismo, isto é, as mesmas causas, em circunstâncias semelhantes, podem não produzir os mesmos efeitos. Contudo, isto sem violentar as Leis da Natureza, mas podendo sair das mesmas, constatando que realmente Deus está, servindo-se da Natureza, para dizer “Eu Sou, Eu Estou”. Assim, um milagre é algo em que Deus, através do natural pode manifestar o sobrenatural.
Pela leitura dos Evangelhos, pode dividir-se a actividade de Jesus em duas vertentes: o fazer (ou seja, os Milagres) e o ensinar (dizer); os milagres são a confirmação ou o atestar das Suas palavras, ou seja, há um anúncio do Reino e concretização do Reino através dos milagres. Por exemplo, a expressão «Em verdade, em verdade vos digo», credibiliza as acções de Jesus. Os milagres são os Sinais de que João nos fala, sendo algo que remete sempre para aquilo que Jesus diz.
Mas, existiram realmente os milagres de Jesus?
Nem todos os milagres do Evangelho foram históricos, pois são narrações posteriores da Igreja primitiva, com a pedagogia de despertar a Fé e provocar o seguimento; talvez Jesus não tivesse feito mais do que dois ou três milagres (não se sabe ao certo); de facto, nem todos os milagres são narrados por todos os evangelistas, nem são narrados de forma semelhante, havendo divergências, o que levará a pensar que nem todos existiram. Houve milagres, mas não é fácil identificar quais foram. Cada evangelista põe uma tónica diferente nos milagres: Sobre a diversidade desta tónica : «Todos tinham um fim comum, despertar a fé em Cristo como Filho de Deus enviado a nós, e dar a conhecer a sua mensagem. Isto faz com que suprimam muitos factos que julgam não ter importância para o fim que pretendem. Mas, ainda dentro deste fim geral, cada um deles quis fazer ressaltar uma ou várias facetas especiais da sua pessoa e da sua mensagem, escolheu uma ordem e um método diferente para o fazer», (PEDRAZ, J. Lopez, O Cristianismo não convence? Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, 1973). para Marcos será o de mostrar o poder que O acredita como Filho de Deus; para Mateus será acentuar o poder Magistral dos milagres; para Lucas, salientar a ternura e a compaixão de Jesus (através das curas); e João põe a tónica na revelação da Glória de Jesus, com os seus Sinais. Assim, os relatos dos milagres não são Actas notariais, mas sim sumários relatados pela Igreja, que faziam memória de Jesus Cristo.
Jesus não faz milagres só para os fazer, pois caso assim fosse, teria feito milagres quando Herodes o pediu (Lc. 23, 8), quando o demónio O tentou no deserto (Lc 4,3-12), quando pedem que desça da Cruz e Se salve a Si próprio (Mt, 27,42). Jesus não é um curandeiro, que faz coisas surpreendentes, mas a finalidade é a de proclamar que onde Deus está, o homem salva-se: Deus está aí e para salvar. Os milagres de Jesus Cristo não são um fim, mas sim um meio de revelar a mensagem do Pai, por meio do Seu Filho. De facto, a razão de ser do milagre é suscitar a Fé naquele que contempla o mesmo, de uma forma pedagógica e catequética, «Podemos dizer que ele é um sinal “complexo”, polivalente, para suscitar, confirmar e fortalecer a fé», (PINTO, António Vaz, S.I., Revelação e Fé, Editorial A.O., Vol. I, Braga, 1989). pois esses milagres são sinais reveladores da Identidade de Jesus. A finalidade dos milagres é, então, a conversão e a mudança em vista da instauração do Reino de Deus na vida dos indivíduos e da sociedade. Jesus curou até leprosos, considerados amaldiçoados por Deus, em virtude do seu pecado, para dizer que eles também eram parte da sociedade, eram parte do Povo de Deus. Por exemplo, com o milagre do coxo, não só o pôs a andar, mas também pretendeu dizer que agora já O podia seguir, tendo assim o milagre uma função catequética.
Todos os milagres são apenas antecipação do grande e definitivo milagre da Ressurreição, em que ficou manifesto quem era Jesus e qual o futuro que Ele quer realizar, sendo Ele próprio o Milagre.
Há diversos tipos de milagres, segundo o sujeito que os realiza:
a) Milagres que Deus faz directamente em Jesus: são a concepção virginal, a transfiguração e a Ressurreição;
b) Milagres que Deus faz através de Jesus: as curas, exorcismos, ressurreições de mortos e de superação dos elementos (ou seja, milagres da natureza); «Podemos considerar que se encontram nesta alínea: a transformação da água em vinho, a multiplicação dos pães e dos peixes, a pesca milagrosa, Jesus a caminhar sobre as águas, a tempestade acalmada, a maldição da figueira e talvez algum outro episódio», (CALVO, A.; RUIZ, A. – Para conhecer a Cristologia, Editorial Perpétuo Socorro, 1992).
c) Milagres que fazem os apóstolos e a Igreja (por exemplo, a Eucaristia).
Há nestes tipos de milagres uma progressão, em que Deus age directamente na história, em que Deus opera milagres em Jesus Cristo e em que a Igreja também faz milagres.
3. A PRETENÇÃO DE JESUS
Será que Jesus tinha a clara consciência de quem era, isto é, de ser o Filho de Deus? A resposta a esta pergunta sobre a Sua Identidade é essencial para elaborar a Cristologia. Há duas hipóteses:
I) Cristologia implícita, a Igreja tinha consciência de quem era Jesus;
II) Cristologia explícita: Jesus sabia quem era.
I) CRISTOLOGIA IMPLÍCITA
Existir para qualquer ser humano implica pensar, uma certa auto-compreensão, pois sem esta não é possível uma vida humana plena. A consciência de Jesus de ser quem é obedece aos critérios do desenvolvimento do ser humano. É lógico que a Sua natureza divina existia desde o início, embora a consciência da mesma pudesse não existir.
Jesus nunca afirmou nada sobre Sua Pessoa, pois nunca disse: Eu Sou o Cristo, apesar de que antes de O ser já O era, pois o Verbo de Deus já era antes de ser carne. A afirmação de «Quem me vê, vê o Pai» e outras similares são expressões da Igreja primitiva, que teve a noção, desde o início da sua existência, que Jesus era o Filho de Deus. De notar que antes do Mistério Pascal não existia a Igreja. Até na Transfiguração disse: «Não digais nada a ninguém» (Mt 17, 1-9); assim, não revela quase nada sobre a Sua Pessoa.
No entanto, dá-nos alguns indícios da Sua natureza:
a) O maior indício é dado pela Sua autoridade. «El carácter transcendente de la mesianidade de Jesús se descubre también en su manera de enseñar. Así como los profetas enseñaban siempre em nombre de Yahveh, Jesús afirma simplesmente: «Yo os digo». (...) Lo mismo puede decirse de la soberana autoridad con que Jesús se declara señor del sábado, obra milagros, perdona los pecados y transmite a sus apóstoles el poder de perdonarlos», (CHOPIN, C., El verbo encarnado y redentor, Editorial Herder, Barcelona, 1974). É um elemento importante, pois ela não advém do Livro, nem de nada que lhe é exterior. Por isso, as gentes se interrogavam sobre Jesus: «De onde lhe vem tamanha autoridade?». A Sua própria Pessoa é autoridade, pois Ele é, não sendo atribuída por ninguém. «Em verdade, Em verdade vos digo», expressão frequente de Jesus Cristo, sublinha a Sua autoridade que não lhe vem de fora. «Eu Sou a Luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas» (Jo 8,12) já é uma afirmação da Igreja primitiva;
b) A Sua relação com as instituições sagradas do Seu tempo: não afirma explicitamente que é superior à Lei, mas implicitamente é superior ao culto, ao Templo, às personalidades, ao Sábado, embora não o diga claramente; Jesus é Senhor do Sábado, como Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir;
c) Em relação aos grupos humanos do Seu tempo. As relações de Jesus implicam uma nova consciência, pois relaciona-se com os marginalizados, com os doentes, com os que não são tidos em conta na Sociedade, com publicanos, prostitutas, pecadores, pois são essas pessoas que melhor entendem e acolhem a Sua mensagem do Reino. Isto é uma forma de manifestar a Sua autoridade, pois ao comer com essas pessoas, Jesus provoca as autoridades do Seu tempo, não com pretensão de se sobrepor a ninguém: de facto se quisesse sobrepor aos outros não seguiria o caminho da Cruz, mas o da Glória, o que é contraditório. Deus ama os Seus filhos mais desprotegidos, tendo Jesus disso plena consciência;
d) A Sua relação com Deus também evidencia a Sua autoridade: Ele trata Deus por ‘Abba (Pai). Tratar Deus como Pai e comer com os pecadores levam-no à condenação. A sua oração é tão reveladora que os discípulos pedem a Jesus para lhes ensinar a orar, pois a Sua autoridade fascina-os; tratar Deus por Pai, Paizinho, traduz confiança que quebra as barreiras, se as houver: isto concerteza não foi invenção da Igreja primitiva. Jesus somou obediência e liberdade mediante o Pai. Jesus sem o dizer claramente e sem a pretensão de nada, tinha a consciência de ser o Filho de Deus, mas só o manifestou melhor a alguns. Por exemplo a Tiago, João e Pedro, na Transfiguração, embora ressalvando o facto de lhes dizer que não contassem a ninguém, pois não era chegado o tempo. Jesus tinha a consciência de ser quem era, ou seja tinha a auto-consciência, mas não tinha a preocupação de o dizer claramente.
II) CRISTOLOGIA EXPLÍCITA
Ao longo do Seu Ministério vai revelando progressivamente quem é, o que é comparável à revelação progressiva de Deus na história, obedecendo a esse plano revelador de Deus, com base em alguns factores:
a) Através da sua relação com os Apóstolos. Ele tinha a consciência da Sua autoridade, do carácter explícito da Sua Mensagem, «Jesus possuía evidentemente a consciência da própria messianidade, (Mar., 14, 61 e segs.), que, porém, era muito diferente daquela que os seus contemporâneos argumentavam pela sua descendência dadídica.», (LAPPLE, Alfred, Mensagem Bíblica para o nosso tempo, Edições Paulistas, 1968. pois partilha da Sua autoridade e delega-a aos Apóstolos que considerava amigos e não alunos ouvintes: a ele revelava-lhes tudo, através de Suas parábolas, nas quais se subentendia que hoje seria Jesus e amanhã seriam eles; é uma revelação de abertura, que não esconde nada, revelando a Sua verdadeira essência na Transfiguração; o destino e missão da Sua Pessoa consiste na verdadeira amizade. Com o Seu Ser e fazer é revelador de Seu Pai: «Quem Me vê, vê o Pai», (Jo 14,9). Além disso, sente-se que Jesus fala e actua no lugar de Deus. E esta indiscutível pretensão coloca-O acima de todos os profetas do Antigo Testamento.
b) Através de Títulos Cristológicos: nas Sagradas Escrituras há diversos títulos que se referem a Jesus, tais como: o Cristo, o Filho de Deus, o Filho do Homem, o Servo de Javé. «Jesus defendeu a afirmação de ser o Filho de Deus com os milagres e, sobretudo, com o poder de perdoar pecados.», (LAPPLE, Ibidem nota anterior). Tais expressões podem levar à conclusão que Jesus se declarava como Filho de Deus e Senhor. No entanto, um estudo mais aprofundado revela que tais títulos messiânicos e divinos são confissões de fé da Comunidade cristã primitiva, feita a partir da luz que lhes vinha da sua fé no Cristo ressuscitado. Apenas parece haver probabilidades de que os títulos de Filho do Homem e Servidor de Deus (Servo de Javé) tenham sido realmente apropriados a si mesmo pelo Jesus histórico.
Podia-se aplicar directamente esses títulos a Si próprio (dizendo «Eu Sou o Messias», mas não o fez); podiam ser atribuídos por outrem («Tu És o Messias»); ou então, ao dizer, Messias, Filho do Homem, Servo de Javé, não falava, mas deixava transparecer o Seu Ser. Jesus não usou os títulos de Majestade como os demais, mas tampouco o rejeitou explicitamente; Pilatos ao perguntar se ele era rei, Jesus transfere para Pilatos a responsabilidade, pois diz «Tu o dizes», não o afirmando explicitamente; compreende-Se a Si próprio numa linha de cumprimento das antigas profecias do Antigo Testamento: ao dizer «Filho do Homem» revela a Deus, sem esconder a Sua humanidade, pois Ele era a plenitude da revelação de Deus, ou então para dar cumprimento à profecia de Daniel.
Há uma incarnação do Divino e uma divinização do humano: é a união hipostática, ou seja a união de duas naturezas: a humana e a divina.
Jesus sabia quem era, «O seu agir e o seu pregar constituem o início de uma nova tradição. Jesus tem a consciência precisa de ser o portador definitivo da Revelação e da salvação, e como tal fala e age», ( MANNUCCI, Bíblia Palavra de Deus, Edições Paulinas, 1986). mas não o diz claramente, porque contrariaria a revelação progressiva, lenta de Deus e não rompe com esse esquema, de forma a não dizer que Eu Sou, mas que os outros digam que Ele é. Há um chamado Segredo Messiânico, pois Jesus alerta os discípulos que «não o digais a ninguém», por exemplo na Transfiguração do Tabor, pois o tempo deve cumprir-se, e não pode ser antecipado; nem os acontecimentos podem-se precipitar, criando falsas expectativas sobre Si próprio. De facto, esperava-se um Messias político e não dessa forma. Ele queria ser conhecido, mas queria que fossem os outros a conhecê-lo e não Ele próprio a revelar-se. Ele, ao provocar a autoridade implicitamente, constrói a Sua própria morte. A Sua pedagogia era preparar o Povo para a Sua Messianidade, fazendo com que respondessem à sua pergunta: «E vós quem dizeis que Eu Sou?».
4. A MORTE DE JESUS - O MESSIAS CRUCIFICADO
O projecto de Jesus era fazer a vontade do Pai e tinha a consciência da Sua morte na Cruz; Ele era o Servo de Javé, sofredor de que fala o Evangelho. As Suas atitudes, palavras, constroem a Sua própria morte, pois Ele próprio vai talhando a Sua Cruz; a Sua preferência pelos desprotegidos, pecadores, dita-lhe a própria morte; o anúncio do Reino, De facto, o reino de Deus e o Messias não era esperados por todos da mesma forma. «Os zelotes davam-lhe um sentido nacionalista; para outros tinha um significado apocalíptico com maior conteúdo espiritual e os fariseus faziam-no consistir numa religião de obras, reduzindo-a ao povo de Israel», (MARTÍN, DARÍO GUTIERREZ, O lado Humano de Jesus de Nazaré, Edições São Paulo, 1997). a Sua pregação, a expulsão dos vendilhões do Templo, o tratar-se por Filho de Deus (era considerado uma blasfémia), o comer com publicanos e pecadores, as Suas acções taumatúrgicas, os Sinais do Reino, levam a que Jesus fosse considerado uma ameaça muito grave para os detentores do poder político e até do religioso. Ele era o Messias e reindivicava para Si esses Títulos Messiânicos. Ver ponto anterior deste trabalho.
A Crucifixão Curiosamente, a Crucifixão de Jesus é uma «prova» da existência de Jesus, pois «se, portanto, os primitivos cristãos levam séculos a aceitar a ideia de que o seu Deus tenha morrido sobre uma cruz, como pensar que este modo de morrer seja inventado, no mito, pelos próprios cristãos?», (MESSORI, Vitorio, Hipóteses sobre Jesus, Edições Salesianas, Porto, 1976. era para os agitadores da ordem pública, para os pecadores; No livro “Jesus no Seu Tempo” das Selecções do Readers’s Digest, diz-se: «A crucifixão, descrita pelo orador romano Cícero como a “mais cruel e repugnante das penas”, era reservada, na Palestina, aos criminosos sem cidadania romana, usualmente apenas aos rebeldes contra o Estado, aos escravos delinquentes e aos mais bárbaros criminosos». a Sua entrada em Jerusalém era profética, aqui é vista de diferentes formas pelo Povo: para uns é como um revolucionário; para outros é um facto escatológica, que aponta para outra realidade que nos ultrapassa. mas há contradição, pois quando tudo adivinhava sucesso, acontece a Sua Morte; Mas «O grito de Jesus na cruz, amados irmãos e irmãs, não traduz a angústia dum desesperado, mas a oração do Filho que, por amor, oferece a sua vida ao Pai pela salvação de todos», (JOÃO PAULO II, À Entrada do Novo Milénio, Editorial A.O., Braga, 2001). Jesus perante a morte está sereno, pois sabe que é mais um Profeta a abater, deixando transparecer isso na Sua Parábola dos Vinhateiros; Ele sabia-o, mas não fugiria, pois a Sua vontade era fazer a vontade do Pai e dar cumprimento às Escrituras. Ele tem consciência da Sua própria morte; os discípulos tentam dissuadi-lo desse projecto, mas não o conseguem, pois eles não entendiam; só à luz da Ressurreição é que vão entender. A Morte em si é uma vergonha: «Escândalo da cruz (...). Os próprios discípulos não estavam dispostos a aceitar aquele caminho «absurdo» e desconcertante», tal foi visto esse facto na época», (BERNARDO, Ibidem, nota 3). é a vergonha da Sexta-Feira Santa: tudo está verdadeiramente consumado, estando a redenção de Cristo completa, com a obediência de Jesus a Deus elevada ao máximo.
Jesus Cristo encetou o caminho da Paixão, Morte e Ressurreição. Na Sua Paixão os grandes momentos teológicos foram a agonia, os julgamentos e ultrajes e a execução.
A Crucifixão envolvia um procedimento brutal: primeiro era chicoteado. Depois, escarneciam dele, colocando-lhe uma túnica escarlate em volta dos Seus ombros e na cabeça uma coroa de espinhos para troçarem da Sua afirmação de ser rei. Seguidamente Jesus foi obrigado a carregar a pesada travessa da Cruz «que poderia pesar uns 60 Kg», (Depois de Jesus, O Triunfo do Cristianismo, das Selecções do Reader’s Digest) em direcção ao Gólgota, colina do exterior de Jerusalém onde seria executado. Quando Jesus se mostrou demasiado fraco para levar a Cruz durante todo o caminho, os soldados obrigaram um provinciano que passara ali, a carregá-la por Ele. No Gólgota, pregaram-Lhe as mãos e os pés, tendo depois os soldados fixado um dístico em que se lia: «Jesus Nazareno, Rei dos Judeus». Jesus sofreu na Cruz cerca de seis horas, enquanto os passantes observavam o espectáculo, insultando-O alguns deles. E alguns ironizaram com Ele: «Salvou os outros... e não pode salvar-Se a Si mesmo! O Messias... o rei de Israel!... Desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos» (Mc 15, 31-32). Quando exalou o último suspiro, por volta das três horas da tarde, o centurião romano no Gólgota exclamou: «Este era verdadeiramente o Filho de Deus».
«O seguimento de Jesus exige a cruz antes do prémio». COMISSÃO TEOLÓGICO-HISTÓRICA DO GRANDE JUBILEU DO ANO 2000, Jesus Cristo Salvador do Mundo, Edições Paulinas, 1996 De facto, «Se alguém quer seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-Me. Pois, quem quiser salvar a vida, vai perdê-la; mas quem perder a vida por minha causa, salvá-la-á» (Lc 9, 23-24).
Jesus Cristo, ofereceu-se em sacrifício pela humanidade, como Vítima de expiação, redimiu--a, resgatou-a, libertou-a, pagando com a Sua Vida a Deus a “dívida” da ofensa contraída pelo pecado do Mundo. Jesus é o Messias, segundo fora anunciado no canto do Servo de Javé (Is 42, 1-4). «Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida pelo resgate de muitos» (Mt 21, 28).
O acontecimento da ressurreição é que dará a verdadeira compreensão sobre Jesus e restitui aos seus discípulos o entusiasmo perdido após a Sua Morte. «A Ressurreição faz parte do «mistério pascal», acontecimento salvífico riquíssimo...», (Ibidem, nota anterior) Não acreditar na ressurreição de Jesus é o mesmo que ter uma fé morta, pois «Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé» (I Co 15, 14). Mas isto já é tema para outro posterior trabalho.
CONCLUSÃO:
«Quem dizem os homens que é o Filho do Homem? Responderam: Uns, que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas. E vós, quem dizeis que Eu sou? Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» (Mt. 16, 13-17). Jesus é Alguém que é anunciado como Messias e Salvador, muitos séculos antes de ter nascido. “Cristo” significa, o Esperado, o Prometido, o Messias. O Seu nascimento, a Sua presença e mensagem não deixam ninguém indiferentes: a Sua Palavra suscita a mudança para quem O ouve; a maneira como ama os outros, como perdoa os pecados, cura as doenças, ressuscita os mortos, revela-O como verdadeiro homem, mas também como verdadeiro Deus.
«De tal maneira Deus amou o mundo, que lhe deu o Seu Filho único, para que todo aquele que n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo. 3, 16). Jesus assume plenamente a condição humana, oprimida pelo pecado, mas desejosa de libertação: Ele vai salvar a humanidade em Si próprio. Pela Sua pregação da mensagem salvadora diz-nos que o homem só tem possibilidades de salvação na medida que aderir ao Reino de Deus. Este Reino de Deus consiste na introdução deste mundo na ordem de Deus, através do desaparecimento do pecado e da superação dos inimigos do homem e que exige a conversão das pessoas, através da ruptura com o mundo velho à margem de Deus e da adesão à realidade nova de Jesus Cristo. No entanto, não é só a Sua palavra que liberta, mas também os milagres que Ele faz, que libertam o homem das amarras do pecado, para que possam, com Ele, empreender a caminhada.
Jesus sabia Quem era e qual a Sua missão, pois a Sua autoridade que advém de Si próprio e não de algo exterior, a maneira como Se relaciona com os Seus discípulos, o seu interesse pelos mais desfavorecidos (é uma forma de manifestar a Sua autoridade), a Sua relação com Deus que trata de Pai, entre outros indícios, levam à afirmação de que Ele é o Filho de Deus, o Messias.
A morte de Cristo não foi uma catástrofe repentina e desligada do resto da Sua vida; a Sua Incarnação, vida, mensagem e morte formam um todo profundo. A morte estava implicada nas exigências da Sua Incarnação num mundo de pecado e no estilo da Sua vida e pregação. A morte de Cristo é simultaneamente o fim do pecado e da morte e quem nele crer viverá eternamente; mas para isso, é necessário segui-lo e imitar a Sua vida, pois «Se alguém quer vir após Mim, negue-se a Si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me». A morte de Cristo é iluminada pela Ressurreição: esta significa a plena introdução no homem do Reino de Deus. Com a Ressurreição a morte é vencida e todo aquele que aderir a Cristo participará do Seu Mistério, pois segundo nos diz Jesus Cristo «Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a Minha palavra e acredita n’Aquele que Me enviou, tem a vida eterna e não incorre em condenação, mas passou da morte para a vida!» (Jo. 5, 24).
Exame de "Cristologia (Jesus Cristo - Filho de Deus)"
de Hélder Gonçalves a 12.02.2007
Escola Superior de Teologia e Ciências Humanas de Viana do Castelo
Professor: Padre Alfredo Domingues de Sousa
Avaliação Final: 18 Valores
HÉLDER GONÇALVES

10 MANDAMENTOS PAPA JOÃO PAULO II

Posted: 16 Jun 2012 06:21 AM PDT

1º Não tenhais medo! João Paulo II disse esta frase quando assumiu o seu Pontificado em 1978. Quando eu disser a Deus e a Maria “sou todo Teu”, o Espírito Santo começa a fazer na minha vida tudo o que é da vontade de Deus.
2º Abri as portas ao redentor! Não se feche ao Espírito Santo, não queira ter um Deus intimista. Deus quer que tu abras o teu coração de tal maneira a não existir mais nenhuma sombra dentro dele.
3º Creia e Adore Jesus na Eucaristia! João Paulo II é o papa da Eucaristia. Como ele, creia e adore Jesus Eucarístico. Ficarão até ao último instante na batalha final, aqueles que crêem e adoram a Jesus Eucarístico.
4ª Seja todo de Maria! Se eu for todo de Maria eu serei todo de Jesus. Nossa Senhora não pode ficar escondida.
5º Peça perdão e perdoe sempre! Ninguém pode ser seguidor de Cristo sem perdoar e ter a humildade de pedir perdão.
6º Carregue a sua cruz com amor e alegria! A vida de João Paulo II ensina-nos a carregar a cruz com amor e com alegria.
7º Seja sempre uma pessoa de paz! Se alguém vier discutir consigo, diga logo: “eu sou da paz”.
8º Defende a vida com a tua vida! Se for preciso, defende a vida com a tua vida. Luta contra o aborto, se for preciso morrer por uma pessoa, morra.
9ª Orai e vigiai sem cessar! Não deixe nenhuma brecha para o inimigo.. Se tu deixares uma brecha, ele entra. Ele fica a rodear, ele não dorme, não tem corpo nem se cansa. Ele fica a observar e na hora em que você decidir descansar ele entra. Portanto, vigiai e orai sem cessar.
10º Confie sempre na Misericórdia Divina! Poucos dias antes de morrer, João Paulo II preparou um discurso, que após a sua morte foi lido para mais de 130 mil pessoas na Praça de São Pedro. Neste discurso ele escreveu: “que a humanidade acolha e compreenda a Divina Misericórdia”. Esta foi a última mensagem que João Paulo II nos deixou. Depois disso, nos braços de Cristo misericordioso, no primeiro sábado – dia do Imaculado Coração de Maria – do mês de abril de 2005 – vésperas da Festa da Misericórdia, João Paulo II foi elevado ao céu. Um homem todo de Deus e todo de Maria.
HÉLDER GONÇALVES

AS 12 PROMESSAS

Posted: 14 Jun 2012 04:01 PM PDT

As 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus feitas em favor dos seus devotos a Santa Margarida Maria Alacoque.
- Eu darei aos devotos do Meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
- Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
- Eu os consolarei em todas as suas aflições.
- Seri seu refúgio seguro na vida, e principalmente na hora da morte.
- Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.
- Os pecadores encontrarão em Meu Coração, fonte inesgotável de misericórdia.
- As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção.
- As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.
- A minha benção permanecerá sobre as casas que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.
10ª - Darei aos Sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos.
11ª - As pessoas que propagarem essa devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.
12ª - A todos os que comungarem nas primeiras sextas feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.
HÉLDER GONÇALVES

Post colocado em 22-7-12  -  13,20 horas

ANTÓNIO FONSECA

TELEFONE ESPERANÇA PORTUGAL - 22 DE JULHO DE 2012

 

ITU RESISTE!


Crise na Igreja

Posted: 19 Jul 2012 04:51 PM PDT

Ante a perda da terceira parte do rebanho católico

Marcos Luiz Garcia

Blog Resistir na Fé

Os católicos que realmente levam a sério a prática da Religião, receberam com imensa consternação a notícia da diminuição gigantesca de irmãos na Fé. O último senso apontou uma redução, em 50 anos, de praticamente um terço dos católicos no Brasil! Talvez já não sejamos mais o maior país católico do mundo.

Tal consternação se justifica principalmente pelo fato de que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana ensina que fora d’Ela não há salvação. Esta verdade está inteiramente clara no Símbolo dos Apóstolos ou Credo: Credo in Unam Sanctam Catholicam et Apostolicam Ecclesiam. Creio na Igreja Una Santa Católica e Apostólica.

Ensina o Catecismo da Igreja Católica: “Fora da Igreja não há salvação: Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça pela Igreja que é o seu Corpo” (Parágrafo 846).

Portanto, a coerência de tal ensinamento nos leva à triste convicção de que as almas que rompem com a Igreja Católica, caso não se arrependam, correm sério risco de condenação eterna. Não nos esqueçamos, aliás, que Nossa Senhora quis confirmar a existência do inferno e a condenação das almas mostrando-o aos pastorinhos em Fátima, a 13 de julho de 1917.

Há, entretanto, outro fator preponderante para a consternação dos nossos; é o fato de os católicos estarem abandonando a Igreja por causa de uma força centrífuga autodemolidora, instalada no próprio seio d’Ela, conforme já apontou o Papa Paulo VI em dezembro de 1968.

Nossa Santa Religião está encharcada de elementos que a desfiguram inescrupulosamente vinte e quatro horas por dia, propulsionando assim, direta ou indiretamente, para a apostasia, as almas que buscam a autêntica espiritualidade da Igreja Católica.

Frustradas dentro da Igreja, decepcionadas com uma quantidade não pequena de pastores mal orientados, sentindo-se repelidas por suas apetências coerentes com a Fé, acabam se excluindo, cheias de perplexidades, em razão de sua consciência duramente violentada. Não as justificamos, estamos apenas descrevendo o fenômeno. Caberia permanecer na Igreja em estado de resistência contra os maus católicos. Mas é inegável que essas almas têm essas atenuantes.

Basta viajar pelo interior do Brasil para deparar com uma quantidade incontável de escândalos morais, litúrgicos e doutrinários que transudam numa incontável quantidade de paróquias. Fiéis perplexos, desorientados, vazios, se dispersam, como ovelhas desgarradas pelos campos, à mercê dos lobos espertos que logo as acediam com suas charlatanices, heresias e marketing pseudoreligioso.

Pobres almas remidas por Nosso Senhor Jesus Cristo. Quem tem pena delas?

Quantas autoridades religiosas só tratam de assuntos materiais e temporais, dir-se-ia que perderam a Fé. Dão palpites a propósito de tudo o que não lhes diz respeito, apoiando reivindicações sociais sempre voltadas para a esquerda, muitas vezes contrárias à doutrina e à moral da Santa Igreja; enquanto as almas se desviam aos borbotões. “Pelos seus frutos vós os conhecereis” diz São Mateus, e os frutos aí estão. Uma diminuição enorme de católicos.

Apesar dos números reveladores e das evidências, a obstinação em caminhar pelas vias do “progressismo”, da teologia da libertação, de práticas inspiradas no protestantismo pentecostal etc., é determinada.

Será por um consciente espírito autodemolidor?

Para dar um exemplo que endossa essas considerações, a má vontade e incompreensão que sofrem vários sacerdotes desejosos de, apoiados no Motu Próprio de Bento XVI, celebrarem a Missa Tridentina.

Há sacerdotes relegados , por causa disso, a celebrar fora das cidades, em sítios distantes, em condições materiais precárias, em sensível pobreza. Outros vivem numa perpétua insegurança sobre o que lhes pode acontecer, pelo fato de serem conservadores, desejarem celebrar o ritual tradicional e usarem batina.

Não faltam bispos que colocam toda sorte de dificuldades para permitir a celebração da Missa tradicional, que, não obstante, ganha cada vez mais adeptos.

Não será que essa tendência conservadora pode começar a recuperar o terreno perdido? Por que não favorece-la mais?

Além disso, respeitáveis senhoras são ridicularizadas publicamente até por sacerdotes durante as missas, por se apresentarem de véu para comungar. Ao mesmo tempo, moças indecorosamente vestidas recebem livremente a comunhão.

A outros se lhes nega a absolvição pelo fato de se confessarem conforme aprenderam no catecismo e não - para usar uma expressão utilizada por alguns confessores – segundo a “moda atual” de confissão na Igreja, que mais parece “um papo” do que uma acusação dos pecados.

Chegamos ao ponto de sacerdotes afirmarem publicamente: “Aqui o Papa não manda nada” etc... Conheço testemunhas de todos esses fatos.

Enquanto isso, as almas vão se esfriando, apagando, se retirando, abandonando nossa Santa Igreja. Contudo, para muitos clérigos, este fato parece não causar dor nenhuma. Continuam sua marcha demolidora da Igreja e mortal para as almas.

Serão eles realmente pastores? Aqueles que, segundo Nosso Senhor, dão a vida pelas suas ovelhas? Ou serão lobos com pele de ovelha, o sal que não salga? A pergunta fica colocada.

Imagino quanto esta situação faz sofrer os autênticos pastores de Nosso Senhor!

Em qualquer caso, independente de quantos o traiam, certíssimo é que Nosso Senhor é a cabeça da Igreja, e que Esta constitui Seu Corpo Místico. A parte humana da Igreja é sujeita a erros, mas o seu caráter divino e infalível é inatingível pela conspurcação dos seus inimigos, especialmente dos que, a partir de dentro A traem – de acordo com a constatação de Paulo VI lembrada acima.

Conforme prometeu Nosso Senhor, “as portas do Inferno não prevalecerão contra Ela”; portanto, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, a única Igreja verdadeira do único Deus verdadeiro, vencerá a todos que lutam contra Ela. Sejam eles quem e quantos forem.

POST COLOCADO EM 22-7-12  -  13,05 HORAS

ANTÓNIO FONSECA

Nº 1354 – 2ª Página – CARTAS DE SÃO PAULO – CARTAS PASTORAIS - 22 de Julho de 2012 – (Sábado)

antoniofonseca1940@hotmail.com
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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos,o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:
IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.
É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.
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Nº 1354 - 2ª Página
22 de Julho de 2012
CARTAS DE S. PAULO
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CARTAS PASTORAIS
CARTA A TITO

A PREGAÇÃO DE TITO

2  -  Instruções relativas às diversas categorias de pessoas  -  Quanto a ti, ensina o que é conforme à sã doutrina. Os anciãos devem ser sóbrios, graves, prudentes, firmes na fé, na caridade e na paciência. Do mesmo modo  as anciãs devem mostrar no seu exterior uma compostura santa; não devem ser maldizentes nem dadas ao vinho, mas devem dar bons conselhos, a fim de ensinarem as jovens a amar os seus maridos e filhos, a serem prudentes e honestas, cuidadosas da casa, bondosas e submissas a seus maridos, para que a palavra de Deus não seja desacreditada.

Exorta também os jovens a que sejam moderados. E tu serve de exemplo em tudo pelo teu bom comportamento, pureza de ensinamentos, gravidade, e pela linguagem sã e irrepreensível, para que os nosso adversários sejam confundidos, por não terem mal algum a dizer de nós.

Exorta os servos a serem obedientes aos seus senhores. Que procurem agradar-lhes em tudo e que não os contradigam, nem os defraudem, mostrando-se fiéis em tudo, para que em tudo honrem a doutrina de Deus, nosso Salvador.

Porque a graça de Deus, fonte de salvação, manifestou-se a todos os homens, ensinando-nos a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos, a fim de que vivamos no século presente com toda a sobriedade, justiça e piedade, aguardando a bem-aventurada esperança e a vinda gloriosas do grande Deus e Salvador nosso, Jesus Cristo. Ele deu-Se a Si mesmo por nós, a fim de nos resgatar der toda a iniquidade e de adquirir para Si, purificando-o, um povo zeloso de boas obras.

Assim é que tu deves falar, exortar e repreender com  toda a autoridade. Que ninguém te despreze.

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Post colocado em 22 de Julho de 2012 – 10,15 horas
ANTÓNIO FONSECA
Prosseguirei esta tarefa, amanhã se Deus quiser, já com o nº 3 da Carta a Tito - CARTAS PASTORAIS. AF

Nº 1354–1ª Página - (204/12) – SANTOS DE CADA DIA – 22 de Julho de 2012 (Domingo) – 4º ano

            antoniofonseca1940@hotmail.com
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            Nº 1354 - 1ª Página – 2012
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            I-Am-Posters
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        Agostinho Fangi, Santo
        Religioso - 1493
        Maria Madalena, Santa
        virgem (meados do século II)

        María Magdalena, Santa

        María Magdalena, Santa

        Martirologio Romano: Memoria de santa María Magdalena, que, liberada por el Señor de siete demonios y convertida en su discípula, le siguió hasta el monte Calvario y mereció ser la primera que vio al Señor resucitado en la mañana de Pascua y la que se lo comunicó a los demás discípulos (s. I). Hoy celebramos a Santa María Magdalen, debemos referirnos a tres personajes bíblicos, que algunos identifican en una sola persona: María Magdalena, María la hermana de Lázaro y Marta, y la pecadora anónima que unge los pies de Jesús. Tres personajes para una historia María Magdalena, así, con su nombre completo, aparece en varias escenas evangélicas. Ocupa el primer lugar entre las mujeres que acompañan a Jesús (Mt 27, 56; Mc 15, 47; Lc 8, 2); está presente durante la Pasión (Mc 15, 40) y al pie de la cruz con la Madre de Jesús (Jn 19, 25); observa cómo sepultan al Señor (Mc 15, 47); llega antes que Pedro y que Juan al sepulcro, en la mañana de la Pascua (Jn 20, 1-2); es la primera a quien se aparece Jesús resucitado (Mt 28, 1-10; Mc 16, 9; Jn 20, 14), aunque no lo reconoce y lo confunde con el hortelano (Jn 20, 15); es enviada a ser apóstol de los apóstoles (Jn 20, 18). Tanto Marcos como Lucas nos informan que Jesús había expulsado de ella «siete demonios». (Lc 8, 2; Mc 16, 9) María de Betania es la hermana de Marta y de Lázaro; aparece en el episodio de la resurrección de su hermano (Jn 11); derrama perfume sobre el Señor y le seca los pies con sus cabellos (Jn 11, 1; 12, 3); escucha al Señor sentada a sus pies y se lleva «la mejor parte» (Lc 10, 38-42) mientras su hermana trabaja. Finalmente, hay un tercer personaje, la pecadora anónima que unge los pies de Jesús (Lc 7, 36-50) en casa de Simón el Fariseo. Dos en una, tres en una No era difícil, leyendo todos estos fragmentos, establecer una relación entre la unción de la pecadora y la de María de Betania, es decir, suponer que se trata de una misma unción (aunque las circunstancias difieren), y por lo tanto de una misma persona.  Por otra parte, los «siete demonios» de Magdalena podían significar un grave pecado del que Jesús la habría liberado. No hay que olvidar que Lucas presenta a María Magdalena (Lc 8, 1-2) a renglón seguido del relato de la pecadora arrepentida y perdonada (Lc 7, 36-50). San Juan, al presentar a los tres hermanos de Betania (Marta, María y Lázaro), dice que «María era la que ungió al Señor con perfumes y le secó los pies con sus cabellos». El lector atento piensa: "Conozco a este personaje: es la pecadora de Lucas 7". Además, en el mismo evangelio de Lucas, inmediatamente después del episodio de la unción, se nos presenta a María Magdalena, de la que habían salido «siete demonios». El lector ratifica su impresión: "María Magdalena es la pecadora que ungió a Jesús". Y por último, en el mismo evangelio de San Lucas, pocos capítulos después (Lc 10), María, hermana de Marta, aparece escuchando al Señor sentada a sus pies. El lector concluye: "María Magdalena y esta María son una misma persona, la pecadora penitente y perdonada, que Juan también menciona por su nombre aclarándonos que vivía en Betania". Pero esta conclusión no es necesaria porque: no hay por qué relacionar a Juan con Lucas; los relatos difieren en varios detalles. Así, por ejemplo, la unción, según Lucas, tiene lugar en casa de Simón el Fariseo; su relato hace explícita referencia a los pecados de la mujer que unge a Jesús. Pero Mateo, Marcos y Juan, por su parte, hablan de la unción en Betania en casa de un tal Simón (Juan no aclara el nombre del dueño de casa, sólo señala que Marta servía y que Lázaro estaba presente), y mencionan el gesto hipócrita de Judas en relación con el precio del perfume, sin sugerir que la mujer fuese una pecadora. Sólo Juan nos ofrece el nombre de la mujer, que los demás no mencionan. los «siete demonios» no significan un gran número de pecados, sino -como lo aclara allí mismo Lucas- «espíritus malignos y enfermedades»; este significado es más conforme con el uso habitual en los evangelios. Dos teorías Los argumentos a favor de la identificación de los tres personajes, como vemos, son débiles. Sin embargo, tal identificación cuenta a su favor con una larga tradición, como se ha mencionado. Hay que decir también que los argumentos a favor de la distinción entre las tres mujeres tampoco son totalmente concluyentes. Es decir que ambas teorías cuentan con razones a favor y en contra, y de hecho, a lo largo de la historia, ambas interpretaciones han sido sostenidas por los exégetas: así, por ejemplo, los latinos estuvieron siempre más de acuerdo en identificar a las tres mujeres, y los griegos en distinguirlas. Una respuesta "oficial"A pesar de que ambas posturas cuentan con argumentos, hoy en día la Iglesia Católica se ha inclinado claramente por la distinción entre las tres mujeres. Concretamente, en los textos litúrgicos, ya no se hace ninguna referencia -como sí ocurría antes del Concilio- a los pecados de María Magdalena o a su condición de "penitente", ni a las demás características que le provendrían de ser también María de Betania, hermana de Lázaro y de Marta. En efecto, la Iglesia ha considerado oportuno atenerse sólo a los datos seguros que ofrece el evangelio. Por ello, actualmente se considera que la identificación entre Magdalena, la pecadora y María es más bien una confusión "sin ningún fundamento", como dice la nota al pie en Lc 7, 37 de "El Libro del Pueblo de Dios". No hay dudas de que la Iglesia, a través de su Liturgia, ha optado por la distinción entre la Magdalena, María de Betania y la pecadora, de modo que hoy podemos asegurar que María Magdalena, por lo que nos cuenta la Escritura y por lo que nos afirma la Liturgia, no fue "pecadora pública", "adúltera" ni "prostituta", sino sólo seguidora de Cristo, de cuyo amor ardiente fue contagiada, para anunciar el gozo pascual a los mismos Apóstoles. La liturgia de su fiesta Los textos bíblicos que se proclaman en su Memoria (que se celebra el 22 de julio) hablan de la búsqueda del «amado de mi alma» (Cant 3, 1-4a) o de la muerte y resurrección de Jesús como misterio de amor que nos apremia a vivir para «Aquel que murió y resucitó» por nosotros (2 Cor 5, 14-17). Ell evangelio que se proclama en la Misa es Jn 20, 1-2.11-18, es decir, el relato pascual en que Magdalena aparece como primera testigo de la Resurrección de Jesús, lo proclama «¡Maestro!» y va a anunciar a todos que ha visto al Señor. Como se ve, ninguna alusión a sus pecados ni a su supuesta identificación con María de Betania. Sólo pervive de esta supuesta identificación el hecho de que la Memoria litúrgica de Santa Marta se celebra justamente en la Octava de Santa Magdalena, es decir, una semana después, el 29 de julio. Santa María de Betania aun no tiene fiesta propia en el Calendario Litúrgico oficial. Los textos eucológicos de la Misa de la Memoria de Santa María Magdalena nos dicen, por su parte, que a ella el Hijo de Dios le «confió, antes que a nadie... la misión de anunciar a los suyos la alegría pascual» (Oración Colecta). Magdalena es aquella «cuya ofrenda de amor aceptó con tanta misericordia tu Hijo Jesucristo» (Oración sobre las Ofrendas) y es modelo de «aquel amor que [la] impulsó a entregarse por siempre a Cristo» (Oración Postcomunión).  En la Liturgia de las Horas ocurre otro tanto, ya que los nuevos himnos compuestos después de la reforma litúrgica (Aurora surgit lúcida para Laudes y Mágdalæ sidus para Vísperas) hacen hincapié en los mismos aspectos: María Magdalena como testigo privilegiado de la Resurrección, primera en anunciar a Cristo resucitado, y fiel e intrépida seguidora de su Maestro. Algo similar se verifica en los demás elementos del Oficio Divino, en los que -nuevamente- no hay alusión ninguna a los supuestos pecados de la Magdalena ni a su condición de hermana de Marta y Lázaro. Como claro contraste, cabe señalar que en la liturgia previa al Concilio, la Memoria del 22 de julio se llamaba «Santa María Magdalena, penitente», y abundaban las referencias a su pecado perdonado por Jesús y a su condición de hermana de Lázaro. El evangelio que se proclamaba era justamente Lc 7, 36-50, es decir, la unción de Jesús a cargo de «una mujer pecadora que había en la ciudad»: "in civitate peccatrix". Finalmente, mencionemos que el culto a Santa María Magdalena es muy antiguo, ya que la Iglesia siempre veneró de modo especial a los personajes evangélicos más cercanos a Jesús. La fecha del 22 de julio como su fiesta ya existía antes del siglo X en Oriente, pero en Occidente su culto no se difundió hasta el siglo XII, reuniendo en una sola persona a las tres mujeres que los Orientales consideraban distintas y veneraban en diversas fechas. A partir de la Contrarreforma, el culto a María Magdalena, "pecadora perdonada", adquiere aun más fuerza. La leyenda oriental señala que después de la Ascensión habría vivido en Éfeso, con María y San Juan; allí habría muerto y sus reliquias habrían sido trasladadas a Constantinopla a fines del siglo IX y depositadas en el monasterio de San Lázaro. Otra tradición -que prevalece en Occidente- cuenta que los tres "hermanos" (Marta, María "Magdalena" y Lázaro) viajaron a Marsella (en un barco sin velas y sin timón). Allí, en la Provenza, los tres convirtieron a una multitud; luego Magdalena se retiró por treinta años a una gruta (del "Santo Bálsamo") a hacer penitencia. Magdalena muere en Aix-en-Provence, adonde los ángeles la habían llevado para su última comunión, que le da San Máximo. Diversos avatares sufren sus reliquias y su sepulcro a lo largo de los siglos.  Estas leyendas, naturalmente, no tienen ningún fundamento histórico y, como otras tantas, fueron forjadas en la Edad Media para explicar y autentificar la presencia, en una iglesia del lugar, de las supuestas reliquias de Magdalena, meta de innumerables peregrinajes. Finalmente, cabe consignar que el apelativo "Magdalena" significa "de Magdala", ciudad que ha sido identificada con la actual Taricheai, al norte de Tiberíades, junto al lago de Galilea.  Oración María Magdalena, te pido me ayudes a reconocer a Cristo en mi vida evitando las ocasiones de pecado. Ayúdame a lograr una verdadera conversión de corazón para que pueda demostrar con obras, mi amor a Dios. Amén.

        Felipe Evans, Santo
        Julio 22 Sacerdote y Mártir,

        Felipe Evans, Santo

        Felipe Evans, Santo

        Sacerdote y Mártir

        Martirologio Romano: En Cardiff, ciudad de Gales, santos Felipe Evans, de la Compañía de Jesús, y Juan Lloyd, presbíteros y mártires, que, siendo rey Carlos II, fueron ahorcados al descubrirse que ejercían el sacerdocio en su patria (1679). Etimológicamente: Felipe = Aquel que es amigo de los caballos, es de origen griego. Felipe nace el año 1645, en Monmouthshire, Gales. Cerca de la parroquia de Abergavenny, se encuentra la casa paterna. Sus padres, que han permanecido como buenos católicos, lo envían al continente, cuando tiene quince años, para recibir su educación en el Colegio Inglés de la Compañía de Jesús ubicado en la ciudad de Saint Omer, en Flandes. En la Compañía de Jesús Terminados los estudios de filosofía, hace discernimiento vocacional e ingresa en la Compañía a la edad de 20 años. Es ordenado de sacerdote en 1675.  Se conserva un informe de su vida, escrito por su Provincial: "Tiene una disposición maravillosamente franca y un comportamiento simpático, sin nubarrones. Su frente est siempre libre de arrugas". De regreso a Gales Tan pronto como completa la formación, los superiores lo destinan a la patria. Queda asignado al pequeño Colegio de Cwm.  Muy pronto empieza a ser conocido por su extraordinario celo apostólico. Dice regularmente la misa y predica, a los numerosos grupos católicos, en la mansión de Thomas Gunter, ubicada en la calle de la Santa Cruz, una de las principales de Abergavenny. Más de un centenar de personas se agrupa, cada domingo y día festivo, en la capilla adornada en el frontis con el IHS de los jesuitas. La iglesia está en el amplio jardín y, en la casa, hay un lugar secreto que puede ocultar al sacerdote. Felipe también frecuenta, dos millas al norte de Abergavenny, la casa de campo de Charles Proger, quien hábilmente combina su cargo de juez de paz con su calidad de católico. Allí acuden también algunos cientos de personas.  Igualmente, recorre el valle de Glamorgan en la zona oeste de Gales, y dice misa en Sker House, propiedad de Christopher Turberville, quien con gran valentía lo protege. Cuando estalla, en 1678, la tormenta provocada por Titus Oates, el juez de paz de Llanvihangel Court, John Arnold, ofrece una recompensa de 200 libras esterlinas por la captura de Felipe. Los amigos avisan a Felipe y lo tratan de convencer para que salga de Gales, por lo menos hasta que pase la tormenta. Pero él no acepta dejar el lugar donde lo ha colocado la obediencia. Christopher Turberville tiene el valor de ocultarlo en Sker House, su casa. El 2 de diciembre de 1678, Felipe es detenido por William Bassett y un grupo de hombres armados. La traición, por parte de un pariente protestante del dueño de casa, parece ser cierta. Felipe y su anfitrión son llevados a la cárcel de Dunraven Castle. Allí Richard Lougher, el juez de paz, ofrece una fianza por Felipe, la que es rechazada por William Bassett. Con escolta armada, es conducido a Cardiff. Durante la noche, se detiene la comitiva en Cowbridge. Esta vez, es Sir Edward Stradling quien ofrece una fianza a Felipe con la condición de que preste el juramento prescrito en las Actas de Supremacía y de Fidelidad. Él agradece al magistrado su atención, pero manifiesta que rechaza el ofrecimiento porque no puede ir contra la propia conciencia. En la prisión de Cardiff, Felipe es confinado en un calabozo sin luz y sin ventilación, ubicado en los subterráneos de la Torre negra. Pasa veinte días en estricto aislamiento, hasta que el gobernador accede a que Felipe pueda compartir una celda con otro sacerdote. Este es John Lloyd, diocesano y buen amigo de Felipe, quien sufre prisión por la misma causa. John ha sido formado en el Colegio jesuita inglés de Valladolid y, por lo tanto, tienen muchas cosas en común. Juntos ocupan, ahora, una celda amplia en el primer piso de la Torre con una pequeña ventana ubicada en lo alto. Felipe y John son mantenidos prisioneros durante cinco meses, mientras las autoridades buscan testigos adecuados, que los acusen de haberlos visto actuar como sacerdotes. Los testigos y el juicio El primero de los testigos católicos que encuentran rechaza vehementemente prestarse a sus propósitos. Por ello es golpeado con tal violencia, que una de sus costillas se rompe y muere en la tortura. Varios otros, que rechazan, son azotados. Al fin, convencen, con una recompensa de doscientas libras a cada una, a la anciana Margaret John Lewis y a su hija Mary Lewis, ambas antiguas católicas. Otros cinco testigos, por cien libras, son encontrados para atestiguar contra John Lloyd. El proceso queda fijado para el día 9 de mayo. Ambos prisioneros son acusados de ser sacerdotes y jesuitas, lo cual los hace jurídicamente traidores y no merecedores de un veredicto de inocencia. Nada dicen acerca de complicidad en el complot fraguado por Oates. Las dos mujeres declaran contra Felipe. Afirman que ellas han asistido a las misas celebradas por el P. Evans y que han recibido la comunión de sus manos. A estos cargos, Felipe no responde, porque sabe que dicen la verdad. Mayne Trott, contratado también por Bassett, pretende envolverlo en el complot de Titus Oates, pues jura que a los pocos días de manifestado ese complot, Felipe habría dicho: "Si ustedes temen a las leyes penales actúan tontamente, porque les aseguro que dentro de poco no habrá en Inglaterra otra religión que la católica". Con ello, Felipe estaría anunciando que el duque de York, católico, hermano y heredero del rey, iba a restablecer en su reinado al catolicismo como a única religión de Inglaterra. Felipe, solemnemente, niega estos cargos, a lo cual el Juez accede retirarlos. El Juez, que es un hombre amable, invita a Felipe para que rechace los primeros testimonios. Pero Felipe no puede hacerlo y nuevamente guarda silencio. Entonces el Juez se dirige al jurado: "Señores, si Uds. creen que estas mujeres han dicho la verdad, es un deber pronunciar el veredicto de que es culpable". Richard Bassett, que es miembro del jurado, hace castañetear sus dedos y en voz alta dice: "Deje Ud. este asunto a nosotros. Le aseguro, por Dios, que lo declararemos culpable". El veredicto del jurado es unánime: culpable. Al escuchar Felipe esa condena a muerte, inclina la cabeza. Agradece al Juez, después al jurado, y muy especialmente a Richard Bassett. Los testigos contra John Lloyd no se presentan. Las evidencias de su sacerdocio las presentan: Samuel Hancorne, Benjamin Browne, la misma Margaret Lewis y John Nicholls. El jurado también declara culpable al sacerdote John Lloyd. En la antesala de la muerte De regreso a la Torre del Castillo, ambos son encadenados. Felipe pide al alcaide permiso para hacer traer su arpa. Con las cadenas en los pies, toca, canta y hace cantar a muchos en la prisión. La ejecución es diferida casi tres meses. Hay rumores de una posible liberación. Debido a ello, Felipe y John empiezan a ser tratados con mayor atención. Les quitan las cadenas, les permiten salir de la celda y aun jugar tenis en el patio.  El 21 de julio, repentinamente, mientras Felipe juega un partido de tenis, es informado por el alcaide que su muerte ha sido fijada para el día siguiente en la mañana. Continuó jugando hasta terminar el partido. Después se mostró feliz. Más tarde Felipe y John son nuevamente encadenados. Con mucha paz, dedica las horas a tocar el arpa, a cantar y a conversar alegremente con las numerosas personas que vienen a despedirse. Después a solas, con su amigo John, rezan un largo rato. Hacia el patíbulo El 22 de julio de 1679, alrededor de las nueve de la mañana, Felipe y John son subidos a una carreta en dirección a Gallows Field, el lugar del suplicio. Ambos van con los brazos atados a la espalda. Muy temprano, ambos han recitado al breviario. Cardiff era una ciudad pequeña en ese entonces. La comitiva tomó la calle principal, hasta Gallows Field. No sabemos, con exactitud, qué actitud tomaron las personas que siguieron el cortejo. Sin duda, unos eran amigos, otros son hostiles. Cuando llegan al lugar donde están las horcas, los dos las saludan con las palabras de San Andrés apóstol: "Salve, cruz santa, tanto tiempo deseada". Se ponen de rodillas y besan el cadalso. Se levantan y preguntan al capitán Thomas Gibbon cuál de los dos deber morir primero. Este dice: "Felipe Evans". Felipe abraza a su amigo y sube al patíbulo. De pie, junto al cadalso, Felipe dice sus últimas palabras: "Sin duda éste es el mejor púlpito que un hombre puede tener para decir un sermón. En verdad, solamente puedo decir de nuevo que muero por Dios y por la religión. Me siento muy feliz. Si tuviera muchas vidas, las daría todas, libremente, por esta buena causa.  Si yo pudiera vivir, eso sería por poco tiempo, aunque soy joven. Soy dichoso porque puedo adquirir con un sufrimiento breve una vida eterna. Yo agradezco a los que han sido amables conmigo, en especial a usted, capitán.  Adiós, querido amigo John. Será por muy poco tiempo, porque, en breve, estaremos nuevamente juntos. Rueguen por mí, todos. Yo les devolveré estas oraciones, con el favor de Dios, desde el cielo. Si ustedes que me ven así morir libremente por mi religión, tienen un buen pensamiento sobre mi muerte, yo me sentiré feliz". Después, reza por el rey y termina pidiendo a los católicos presentes que se unan a su oración. Los amigos que están cerca se ponen de rodillas. Al llegar a la horca, Felipe se dirige a John: "Padre Lloyd, cumpla lo que Ud. ha prometido". No podemos saber el significado estricto de esta frase. Tal vez es una exhortación a tener valor, tal vez es un recuerdo, porque ha pedido recibir la absolución. Después, hace una pausa. Felipe se concentra un momento, y dice con voz clara y cariñosa: "Señor, en tus manos encomiendo mi alma". Unos segundos después, su cuerpo queda suspendido en la horca. John, con lágrimas en los ojos, contempla la ejecución de Felipe. Le da la absolución y mira, con veneración, cuando es descuartizado. Felipe tiene apenas 34 años. San Felipe Evans es canonizado por el papa Pablo VI, el día 25 de octubre de 1970, conjuntamente con San Edmundo Campion y otros ocho mártires jesuitas ingleses. También el mismo día el Papa canoniza al amigo de San Felipe Evans: John Lloyd.

        Agustín de Biella Fangi, Beato
        Julio 22 Sacerdote,

        Agustín de Biella Fangi, Beato

        Agustín de Biella Fangi, Beato

        Presbítero Dominico

        Martirologio Romano: En Venecia, beato Agustín de Biella Fangi, presbítero de la Orden de Predicadores, que prestó grandes servicios en Soncino, en Viglebano y en la misma Venecia (1493). Etimológicamente: Agustín = Aquel que es venerado, es de origen latino. Agustín fue un confesor del siglo XV. La línea Biella-Soncino-Venecia representa, imaginativamente, los datos biográficos de Agustín. Nabía nacido en Biella (Piamonte, Italia). Llamado por Dios para ser monje, al poco tiempo de iniciar sus estudios profesionales, eligió la carrera sacerdotal y tras algún tiempo de experiencia, fue nombrado superior del convento de Soncino. Murió en Venecia el 22 de julio de 1491. Entró en la vida religiosa en el convento de los padres dominicos cuando era todavía joven y tenía ya cierta madurez doctrinal. Permaneció 30 años en Soncino, centro cultural de mucha importancia en aquella época, célebre sobre todo por su tipografía. Los diez últimos años de su vida los pasó en Venecia. Es en esta preciosa ciudad del Adriático en donde se encuentran sus reliquias, concretamente, en la iglesia de santo Tomás. Cuando cayó enfermo, pasó toda su enfermedad sin una queja, e hizo de sus sufrimientos la mejor ofrenda para el Señor. En 1530 obreros encontraron su ataúd flotando en el agua que había rezumado en la cámara mortuoria, cuando se abrió el féretro encontraron que tanto el cuerpo y sus ropas no se habían corrompido ni por el paso de los años ni por efecto del agua. Entre las muchas y buena cualidades de que hizo gala, en nombre del Señor, cabe destacar su magnífica predicación y su tono de humildad en todo momento. En el año 1872 del Papa Pío IX confirmó su culto, y fue beatificado oficialmente en 1878. También es conocido como: Agustín Fangi ¡Felicidades a quien lleve este nombre!

        Vandregisilo, Santo
        Julio 22 Abad,

        Vandregisilo, Santo

        Vandregisilo, Santo

        Abad

        Martirologio Romano: En el monasterio de Fontenelle, en Neustria, san Vandregisilo, abad, que, habiendo renunciado a vivir en la corte con el rey Dagoberto, hizo vida monástica en varios lugares, y promovido al sacerdocio por san Audeno, obispo de Rouen, en el bosque llamado Gemeticense fundó y rigió el monasterio de este mismo nombre (c. 668). Vandregisilo nació en las cercanías de Verdún (Francia), a fines del siglo VI o a principios del VII. Era pariente del Beato Pepino de Landen, predecesor de la dinastía carolingia. Sus padres le educaron piadosa y sobriamente, y en la escuela aprendió los rudimentos de las ciencias profanas. Los nobles de aquella época sólo podían hacer carrera en la corte, de suerte que Vandregisilo fue enviado a la corte de Austrasia, en cuanto tuvo edad suficiente para ello. Ahí contrajo matrimonio por complacer a sus padres, aunque personalmente no lo deseaba, pues desde tiempo atrás tenía la intención de abrazar la vida religiosa. Felizmente, los deseos de su esposa concordaban con los suyos, de suerte que vivieron juntos como hermano y hermana (aunque también se cuenta que fueron los padres de Santa Landrada).  Cuando Vandregisilo puso en orden todos sus asuntos seculares, ambos se retiraron a la vida religiosa, el año 628. El rey Dagoberto no dejó de oponerse a ello, ya que no quería perder a un servidor tan eficaz y de tanta confianza. Vandregisilo comenzó por quedar bajo la dirección de San Baudry de Montfaugon, cerca de Verdún; pero a los pocos meses, comprendió que debía retirarse durante algún tiempo a la soledad. Así pues, se construyó una choza en los bosques, a orillas del río Doubs, cerca de Saint-Ursanne, en el Jura, donde pasó seis años. Su modo de vida y las penitencias que practicaba recuerdan mucho la disciplina de los monjes de Irlanda, ya que sólo comía dos veces por semana, dormía una o dos horas diarias y rezaba el oficio descalzo sobre el suelo helado. Por ello, se ha dicho que San Vandregisilo estaba bajo la influencia de San Columbano; tal hipótesis es bastante verosímil, puesto que San Ursicino, uno de los discípulos de San Columbano, había santificado con su vida y su muerte el sitio en el que habitaba entonces San Vandregisilo y éste proyectó, en una época, un viaje a Irlanda. Abandonando a los discípulos que se habían congregado a su derredor, el santo pasó algún tiempo en la abadía de San Columbano en Bobbio y después se trasladó a la abadía de Romain-Moütier. Ahí permaneció diez años, hasta perfeccionarse en las reglas y prácticas de la vida cenobítica. El arzobispo de Rouen, San Ouén (también llamado San Audeno), en cuya diócesis trabajó algún tiempo Vandregisilo, le confirió las órdenes sagradas. Una vez que Dios formó así perfectamente a su instrumento, le dio a entender que había llegado el momento de emprender la gran obra de su vida, o sea la fundación de la abadía de Fontenelle, en las cercanías de Caudebec-en-Caux. Pronto se unieron a Vandregisilo numerosos discípulos. El año 657, San Ouén (San Audeno) consagró a San Pedro la iglesia de la nueva abadía. Fontenelle fue uno de los monasterios más característicos de la Edad Media, ya que era a la vez hogar de ascetas, centro misional y escuela de artes y letras. San Vandregisilo se preocupó particularmente por el bienestar de los habitantes de los alrededores; no contento con encargarse de la instrucción de las personas que trabajaban en las dependencias del monasterio, que eran muy numerosas, extendió su celo a toda la región de Caux, donde había todavía muchos paganos. La bondad del santo ablandó y transformó a muchas almas; su humildad atrajo aun a los más renuentes y su predicación obró numerosas conversiones. En julio del año 668, Vandregisilo tuvo que guardar cama a causa de una ligera indisposición. Entonces, fue arrebatado en éxtasis y comprendió que su muerte estaba próxima. En cuanto volvió en sí, reunió a sus monjes y les dijo: "Quedad tranquilos. Si permanecéis fieles a mis enseñanzas y recordáis lo que os he predicado, si estrecháis entre vosotros los lazos de unidad, amor y humildad y no dejáis que la discordia se introduzca entre vosotros, el monasterio prosperará. El Señor estará siempre entre vosotros y os reconfortará y ayudará en todo".

        María Inés Teresa Arias, Beata
        Julio 22 Fundadora,

        María Inés Teresa Arias, Beata

        María Inés Teresa Arias, Beata

        Martirologio Romano: En Roma, Italia, Madre María Inés Teresa del Santísimo Sacramento (en el siglo, Manuela de Jesús Arias Espinosa), Fundadora de las Congregaciones de Misioneras Clarisas del Santísimo Sacramento y de los Misioneros de Cristo para la Iglesia Universal. ( 1981) Tomado de la Autobiografía de la Sierva de Dios y de sus Notas Intimas las cuales fueron encontradas después de su muerte) Nací en Ixtlán del Río, Nayarit, México el 7 julio de 1904. Fui la quinta de ocho hijos. Mi madre, una mujer toda de su hogar, inteligente, llena de prudencia, de una sensibilidad exquisita. Cuánto era querida de pobres y ricos. Mi padre, ocupando siempre puestos públicos, no se desdeñaba jamás de que lo vieran en la iglesia rodeado de su familia, su esposa y 8 hijos. Iba a fiestas familiares, paseos y otras diversiones inocentes, me gustaba lucir y ser atendida. Sin embargo esto no me llenaba (Experiencias Espirituales, f. 449) . En mayo de 1924 salimos de Tepic a Colima, sentía en mi alma algo que no acertaba a comprender. Se acercaba el tiempo de la gracia (Exp. Esp., f. 449) . En septiembre me dio un acceso fuerte de apendicitis. me llevaron a Guadalajara., necesitaba operación. Me negué, tenía miedo (Exp. Esp., f. 449) . Antes de que regresáramos a Colima me prestaron la vida de santa Teresita, en el camino fui leyendo . En la lectura de «Historia de un alma», no sólo encontré mi vocación, sino a Dios de una manera muy especial en mí (Exp. Esp., f. 449). En octubre en los días del Congreso Eucarístico en México 1924, sentía ya un cambio en mí, en la iglesia me sentía otra, todo me empezaba a parecer despreciable. Sonó el momento designado por la infinita misericordia para transformarme y no lo pude resistir. Dios, el amor, me atraía con fuerza irresistible. Sólo quería amar y darme a Dios. Todo mi anhelo era la Eucaristía (Exp. Esp., f. 449) . Resolví que me operaran para ofrecerle mis sufrimientos a Dios. Nadie en casa se había dado cuenta del cambio operado en mí (Exp. Esp., f. 449). Y después en los días 8 al 12 de diciembre del mismo año inolvidable las gracias de la Madre de Dios, sus caricias y ternuras llovieron a profusión sobre mi pobre corazón que se sentía incapaz de resistir a tanta dicha (Estudios y meditaciones, f. 734). Nunca sabré decir exactamente, lo que ha sido esta Madre para mí. Lo que si sé decir es que yo nunca acierto a separarme de ella (Exp. Esp., f. 540). En la fiesta de Cristo Rey de 1926, me consagré por primera vez al Amor Misericordioso, como víctima de holocausto (Exp. Esp. f. 451) . Dios me llevaba por el camino de la mortificación, y penas interiores muy intensas, por causa del deseo inmenso de pertenecerle del todo y no poderlo realizar por las persecuciones religiosas de México: 1926 - 1931. Nuestro Señor me detuvo, cuánto me costó. Me marcaba el camino, y luego. no me dejaba marchar. Estos años de clausura en mi propia casa me fueron de grande utilidad, pues el buen Dios fue preparando mi alma a una vida intensa de contemplación, siendo la oración el anhelo más grande de mi alma. Fue en el año 1929, el 5 de junio, cuando al fin, después de muchas penas interiores, pude ingresar; en Los Ángeles, California. ¡Cuán dolorosa fue mi partida!, la deseaba con ansias; siendo Dios quien llama, ¿se le puede decir que no? No se puede negar que se siente el corazón partido al dejar seres tan amados. Pero también es verdad que Dios llena todos esos huecos y cuando se va a encontrarse con el Amado del alma para realizar con él, los desposorios divinos, es una dulzura, una paz y una alegría espiritual, que sólo las almas que lo han experimentado lo pueden comprender. Si yo ingresé a una Orden de clausura fue por el deseo inmenso de imitar, en la medida de mis fuerzas, a mi santita predilecta: santa Teresita del Niño Jesús. Se deslizaron los días del postulantado en una alegría exuberante. La comunidad estaba muy pobre; yo pasé muchas hambres, eran sacrificios para comprar almas para el cielo. Así transcurrió el tiempo de mi noviciado en Los Ángeles, California. Mi primera profesión fue el día 12 de diciembre de 1930; no podía menos que, en ese día de mi Morenita amada. Ella me hizo una promesa, promesa formal y solemne que yo se la recuerdo, y le pido la cumpla. «Si entra en los designios de Dios servirse de ti para las obras de apostolado, me comprometo a acompañarte en todos tus pasos, poniendo en tus labios la palabra persuasiva que ablande los corazones, y en éstos la gracia que necesiten; me comprometo además, por los méritos de mi Hijo, a dar a todos aquellos con los que tuvieres alguna relación, y aunque sea tan solo en espíritu, la gracia santificante y la perseverancia final...» (Estudios y meditaciones, f. 735). En ese día, le prometí solemnemente que la haría amar del mundo entero, llevando a todos los países su sagrada y hermosísima imagen en su advocación de santa María de Guadalupe. Se fue acercando el tiempo de los votos perpetuos: 1933, el 14 de ese diciembre fue nuestra consagración total, irrevocable, los desposorios divinos con un Dios que no desecha a sus criaturas. Qué día tan feliz, en medio de nuestras pobrezas, escasez, hambres. Se consiguió un nuevo medio de sustento: lavado y planchado de ropa. Esto me fue confiado a mí, lo hice varios años. Jesús, mi amado Esposo, me ayudó a comprarle con esto muchas almas. Mas de esto mismo, de no poder llevar una vida plenamente contemplativa, me ha nacido la idea de dedicar a los pobrecitos infieles, a los paganos, las horas que en el convento dedicamos al trabajo manual, para ganarnos la vida ( Exp. Esp. f. 541) . Se fue haciendo este deseo más y más intenso, una verdadera obsesión. Trataba este negocio todos los días con Nuestro Señor en la oración, diciéndole manifestara su santísima voluntad. El proyecto fundacional fue dilatado y sobre todo doloroso. Mi alma empezaba a dudar; era yo tan feliz en mi comunidad, mis hermanas y superiora todas me querían y el panorama que se me presentaba era aterrador. Le decía a mi Jesús que manifestara su voluntad, ya que yo solamente eso quería hacer. En medio de las dificultades que iban surgiendo a causa del proyecto fundacional. me seguí dedicando en cuerpo y alma a mis novicias, de las cuales era maestra. El panorama pacífico y tranquilo de mi convento me invadió, llenándome de paz. Pasado un tiempo, mi superiora me dijo que la votación del consejo para que se hiciera la fundación había sido unánime. Gozo, alegría, pena, incertidumbre.; Pero, al ver así manifiesta la voluntad santísima de Dios, pedí permiso a mi superiora para moverme en ese sentido. Así pues, una vez decidido el que se haría la fundación, pasado un tiempo, tuve que renunciar a mi cargo de Maestra de Novicias Fuimos a Cuernavaca a recabar el permiso del Sr. obispo de las diócesis, entonces el señor Dr. Don Francisco González Arias, para exponerle los fines de la fundación proyectada. Al escuchar los deseos manifestados por mí de la fundación de una obra misionera, le gusto desde el primer momento. Quedando de enviar a la Santa Sede las Preces solicitando dicho permiso, el cual firmó el día 3 de diciembre de 1944. ¿Cómo se llevó a cabo esa... fundación? . Una fundación hecha con los debidos permisos, no deseando en nada sino hacer la voluntad de Dios, hasta en la elección de las hermanas que quisieran acompañarme. Mi cuñado, que tenía unos bonitos terrenos en la Privada de la Selva ., me ofreció darme el que escogiera a mitad de precio (Estudios y meditaciones, f. 725). Tenía que empezarse la construcción y no teníamos dinero... La Providencia se hacía esperar, probaba mi fe. Transcurrían los días y los meses, y en ellos penas, alegrías, dudas, sobresaltos, envuelto todo en una gran confianza en Dios nuestro Señor y en un esperar todo de él. El día 2 de agosto de 1945 se nos entregó el documento en que la Santa Sede aprobaba la fundación en Cuernavaca. Me dijo mi superiora: «Ya tiene todo, ya puede salir a la fundación. Pero ¿a dónde?, ¿a qué casa?». No la teníamos. Había que orar, orar más y más y con inmensa confianza. «Ya tienes una casa a tus órdenes en Cuernavaca, para cuando quieras irte» (me dijo Don José María, mi cuñado). Era la primera casa que habitamos, llamada «Quinta Jesús-María» con un jardín muy hermoso. Las 5 hermanas que se iban a ir conmigo ya estaban también preparadas. Se empezaron a adquirir los muebles indispensables como es un hermoso altar, de talla, todo en cedro, así como su sagrario y 6 columnas en las cuales se colocaban floreros. La casa sólo tenía 5 cuartos; el mejor, a la entrada, lo dedicamos a la capilla, luciendo ya su altar de cedro. pero allí mismo, a un lado, la hermosísima imagen de mi Reina y Madre Santa María de Guadalupe. La primera Misa se celebró el domingo 25 de agosto de 1945. El Santísimo se quedó expuesto durante todo el día en acción de gracias. Dios tuvo compasión de su Obra, de esta Obra para la cual se había valido del instrumento más deleznable, más inepto, más incapaz. Pero era suya... la Obra. Bastante se lo dije antes de iniciarla: «Señor, si no es tu voluntad santísima, yo no quiero hacer nada». Por esto ahora muchas veces le digo: «¡Tú tienes la culpa, para qué te valiste de lo peor que encontraste!» A los años de paz, después de las guerras anteriores, se vino una floración de vocaciones, de días muy hermosos. Las almas, las instituciones, tienen que pasar también por sus cuatro estaciones, aunque los inviernos, a las veces, nos hagan sangrar. La Obra no es de esta miserable María Inés-Teresa, sino de Dios sólo, que ha usado este instrumento tan deleznable para que así resplandezca a los ojos de todas las hijas la infinita bondad, el infinito amor y protección de Dios. La vocación misionera fue siempre la mía, ya que, cuando Dios me hizo sentir el deseo de pertenecerle a él por entero, mi vocación fue ser misionera. Por esto me encerré en el claustro, sabía que la oración y los sacrificios salvan más almas, que todo lo que sea acción, si esto va impregnado del espíritu de sacrificio, del deseo de no sobresalir, pero sí del deseo de llevar muchas almas a Cristo. En una tarde tranquila de verano, el 22 de julio de 1981, Madre Ma. Inés T. Arias entregó su alma al Padre Eterno en un acto de amor. "Permíteme, Señor, que desde tu gloria siga fecundizando la semilla que deposité en la tierra para tu mayor gloria, para que fructifique más y más en las manos de los que me han seguido en las tareas apostólicas". "Yo seguiré viviendo en ellos hasta la consumación de los siglos y por lo mismo, mi trabajo no terminará hasta que se clausuren los siglos y empiece la eternidad." El milagroo para su beatificación El niño Francisco Javier Carrillo Guzmán, de un año tres meses de edad, tras caer en una alberca, sufrió asfixia de casi ahogamiento y como consecuencia miocardiopatía hipóxico isquémica, encefalopatía hipóxica difusa y estenosis subglótica. El accidente aconteció el día 17 de junio de 2001, en el rancho El Rocío, a varios kilómetros de la ciudad de Guadalajara. Habiendo realizado repetidos intentos de reanimación, el niño recibió los primeros auxilios médicos especializados después de hora y media aproximadamente del momento del accidente, internándolo en terapia intensiva pediátrica del hospital San Javier. El pronóstico hasta los primeros seis días fue «reservado a su evolución», agravándose aún más, con una insuficiencia orgánica múltiple: falla hepática, pulmonar, hemática, y neurológica así como alteraciones hidroelectrolíticas. Había muy pocas esperanzas de vida y en caso de sobrevivir, la enfermedad dejaría secuelas neurológicas severas. Ante tal acontecimiento, los familiares encomendaron a la intercesión de la sierva de Dios María Inés- Teresa Arias, la curación total y sin secuelas del niño. El día 23 de junio, séptimo día del accidente, durante una Misa celebrada en el convento de las hermanas misioneras clarisas se oró con insistencia para obtener, por la intercesión de la Madre María Inés, lo que sólo un milagro podía conseguir: la salud total de Paquito. Ese mismo día por la tarde, inesperadamente, el niño empezó a mejorar (comenzó a respirar por sí mismo y a orinar). Durante la segunda semana se recupera totalmente y el 9 de julio es dado de alta. Ulteriores exámenes clínicos y neurológicos han demostrado que el niño está totalmente sano y no muestra lesión alguna sea física que neurológica. Los médicos tratantes no encuentran explicación científica a la total recuperación del niño por lo que se atribuye a la intercesión de la sierva de Dios María Inés-Teresa Arias.

        ORACION PARA PEDIR ALGUNA GRACIA O MILAGRO POR SU INTERCESIÓN
        Señor Padre Santo,
        que sostienes y guías a tu Iglesia,
        glorifica a tu sierva fiel,
        madre María Inés Teresa Arias,
        fundadora de nuestra familia misionera,
        ella vivió en sencillez y alegría
        en contemplación y acción inflamada
        por el ansia misionera de dilatar
        el reino de Cristo
        concédenos venerarla en los altares
        para mejor imitar su caridad misionera,
        y por su intercesión concédenos
        la gracia que hoy te pedimos confiadamente.
        Amén
        (se hace la petición y se reza un padre nuestro y ave maría)

        Si Dios te concede alguna gracia comunícalo a:
        MISIONERAS CLARISAS, APARTADO POSTAL 1-083, CUERNAVACA MORELOS, CP 62000, TEL (01-73), 18 58 44, FAX 18 71 53

        San Platão, mártir
        Em Ancira, de Galácia, são Platão, mártir (s. III/IV).
        Santos Mártires Masilitanos, mártires
        En África, santos mártires Masilitanos, de quem, no aniversário de sua morte, santo Agostinho pregou um sermão aos fiéis (s. III/IV).
        San Cirilo, bispo
        Em Antioquia, cidade de Siria, são Cirilo, bispo, o qual, sendo imperador Diocleciano, foi encarcerado e desterrado (c. 306).
        San Anastácio, monge
        Na fortaleza de Suania, nos montes do Cáucaso, santo Anastácio, monge, discípulo de são Máximo o Confessor, com o que, por defender a fé para lá (662).
        San Meneleo, abade
        Em Menat, na Gália Arvernense, são Meneleo, abade (c. 700).
        San Jerónimo, bispo
        Em Pavia, cidade da Lombardia, são Jerónimo, bispo (s. VIII).
        San Gualtério, fundador
        Em Lodi, na Lombardia, são Gualtério, fundador do Hospital da Misericórdia (1224).
        San Juan Lloyd, presbítero e mártir
        Em Cardiff, cidade de Gales, santos Felipe Evans, da Companhia de Jesús, e Juan Lloyd, presbíteros e mártires, que, sendo rei Carlos II, foram enforcados ao descobrir-se que exerciam o sacerdócio na sua pátria (1679).
        Santos Ana Wang, Lúcia Wang Wangzhi e seu filho Andrés Wang Tianqing, mártires
        Num lugar chamado Majiazhuang, perto de Daining, na provincia de Hebei, na China, santos mártires Ana Wang, virgem, Lúcia Wang Wangzhi e seu filho Andrés Wang Tianqing, assassinados pelo nome de Cristo durante a perseguição promovida pelos Yihetuan (1900).
        Santa María Wang Lizhi, mártir
        Perto de Daining, também na provincia chinesa de Hebei, santa María Wang Lizhi, mártir, que na mesma perseguição, quando alguns pagãos intentavam salvá-la pedindo-lhe que dissesse que não era cristã, ela afirmou abertamente que era serva de Cristo Jesús, pelo que foi executada imediatamente (1900).

        90788 > Beato Agostino da Biella Domenicano 22 luglio MR

         
        63930 > Sant' Anastasio Apocrisario 22 luglio MR

         
        64000 > San Cirillo di Antiochia, Andrea e compagni Vescovo 22 luglio MR

         
        63900 > San Filippo Evans Martire 22 luglio MR


        63970 > Beato Giacomo Lombardie Martire 22 luglio MR


        93309 > San Giovanni Lloyd Sacerdote e martire 22 luglio MR

         
        63960 > San Girolamo di Pavia Vescovo 22 luglio MR

         
        63950 > San Gualtero (Gualtiero) Venerato a Lodi 22 luglio MR

         
        95649 > Beata María Inés Teresa del Santissimo Sacramento (Manuela di Gesù Arias Espinosa) Fondatrice 22 luglio


        23600 > Santa Maria Maddalena (di Magdala) 22 luglio - Memoria MR

         
        63980 > Santa Maria Wang Lizhi Martire 22 luglio MR

         
        63920 > Santi Martiri Massulitani 22 luglio MR

         
        63940 > San Meneleo di Menat Abate 22 luglio


        94220 > Beato Paolo de Lara Mercedario 22 luglio


        63910 > San Platone di Ancira Martire 22 luglio MR


        92851 > San Vandregisilo Abate 22 luglio MR

         

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