OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

RecadosOnline.com

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Nº 1372-8 - (222-12) - SANTOS DE CADA DIA - 9 DE AGOSTO DE 2012

Caros Amigos:

É com muita satisfação que vos participo que consegui colocar em dia a edição dos Santos de Cada Dia, que estavam em falta, desde Julho passado, conforme comuniquei ontem. Vou agora tentar pôr em dia "As Cartas de S. Paulo" e posteriormente os restantes textos.
Apesar de ainda não ter resolvido alguns problemas, tais como a actualização do IE e
do Windows Live Writer, espero não ter outros impedimentos, se Deus quiser. 

Nº 1372

SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ
(EDITH STEIN)
Santa Teresa Benedetta della Croce (Edith Stein)1
Religiosa, Mártir (1891-1942)
Última de 11 irmãos, nasceu em Breslau, a 12 de Outubro de 1891, no dia em que a família festejava o «Dia da expiação», a grande festa judaica. Por esta razão, a mãe teve sempre uma predileção especial por esta filha. O pai, comerciante de madeiras, morreu quando Edith ainda não tinha completado os 2 anos. A mãe, mulher muito religiosa, solícita e voluntariosa, teve que assumir todo o cuidado da família, mas não conseguiu manter nos filhos uma fé viva. Stein perdeu a fé: «Com plena consciência e por livre eleição», há-de dizer ela mais tarde. Começou a estudar germanística e história, na universidade de Breslau, mas o seu verdadeiro entusiasmo ia para a filosofia; interessavam-lhe também os problemas da mulher. Em 1913 vai para Gotinga, a fim de assistir às aulas de E. Husserl, do qual há-de ser assistente e com o qual fará o seu doutoramento. Nesta cidade encontrou também o filosofo Max Scheler e este encontro proporcionou-lhe a atração para o catolicismo. Com o estalar da guerra mundial, resolveu fazer o curso de enfermeira, tendo prestado serviço num hospital austríaco. Foram tempos difíceis para ela. Quando o hospital militar fechou, seguiu a Husserl que, entretanto, tinha ido para Friburgo. Por aquele tempo deu-se um facto que alterou a vida de Edith. O casal Reinach, do qual era muito amiga, tinha-se convertido ao Evangelho. Entretanto o marido morreu, ainda muito jovem, e Stein estava com muito medo do encontro com a viúva. Com grande surpresa sua, encontrou uma mulher de fé que tinha assumido a morte do marido dentro dessa fé. Como Edith há-de declarar, este encontro fez desmoronar a sua irreligiosidade e apareceu a luz de Cristo. No Outono de 1918, deixou de ser assistente de Husserl e começou a trabalhar por sua conta. Desejava obter a habilitação para a livre docência, mas isso, naquele tempo, não era permitido às mulheres.  Edith volta apara Breslau. escreve artigos em várias publicações, mas lê também Kierkegaard e os «Exercícios Espirituais", de Santo Inácio de Loiola. No Verão de 1921, visita um casal convertido ao Evangelho. Uma noite encontrou na biblioteca a autobiografia de Santa Teresa de Ávila. Leu-a durante a noite. «Quando fechei o livro, disse para mim própria; é esta a verdade», declarou ela mais tarde. Em Janeiro de 1922, Stein é batizada e no dia 2 de fevereiro desse mesmo ano é crismada pelo bispo de Espira, na capela privada do prelado. Logo a seguir à conversão, Edith pretende entrar no Carmelo, mas os seus conselheiros espirituais impedem-na de dar este passo. Aceita então o trabalho de professora no Instituto e Seminário dum convento dominicano. Além disso, e por insistência do abade do convento de Beuron, Stein faz grandes viagens para dar conferências, em especial sobre temas femininos, e realiza também outros trabalhos: faz traduções de vários autores, escreve também obras filosóficas próprias, etc., Em 1932 é-lhe atribuída uma cátedra numa Instituição católica , onde desenvolve a sua própria antropologia, encontrando a maneira de unir ciência e fé. Em 1933 a noite fecha-se sobre a Alemanha. Edith Stein tem que deixar a docência e ela própria declarou nessa altura: «Tinha-me tornado uma estrangeira no mundo». Em 14 de Outubro desse mesmo ano, entra para o mosteiro das Carmelitas de Colónia, passando a chamar-se Teresa Benedita da Cruz. Em Outubro de 1938 faz a sua profissão perpétua. Foi precisamente no ano de 1938 que o ódio dos nazis contra os judeus se tornou mais evidente. A superiora do Carmelo (a pedido de Edith, a fim de não prejudicar as outras Irmãs), fez os possíveis para a levar para o estrangeiro. Na noite de 31 de Dezembro, cruza a fronteira com a Holanda e refugia-se no mosteiro das Carmelitas de Echt. A 2 de Agosto de 1942 chega a Gestapo, Edith Stein encontrava-se na capela com as Irmãs. Dão-lhe 5 minutos para se apresentar, juntamente com a sua irmã Rosa, que também tinha sido batizada na Igreja católica e prestava serviço no convento. As suas últimas palavras foram: «Anda, vamos, pelo nosso povo». As duas mulheres são levadas para o campo de concentração de Westerbork. O quer estava por detrás desta detenção e de muitas outras, era a vingança contra o comunicado dos bispos católicos dos Países Baixos contra as deportações dos judeus. No amanhecer de 7 de Agosto, parte, com a irmã e um grupo de 985 judeus, para Auschwitz. No dia 9, a irmã Teresa da Cruz, juntamente com a sua irmã Rosa, morre nas câmaras de gás. É beatificada a 1 de maio de 1987, em Colónia, e a 11 de Outubro de 1998 teve lugar a sua canonização, na praça de S. Pedro, em Roma. A 1 de Outubro de 1999, é declarada co-padroeira da Europa, juntamente com Santa Brígida da Suécia e Santa Catarina de Sena. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Áudio da RadioRai:
BEATO CARLOS MARIA LEISNER
Sacerdote (1915-1945)
karl_leisner
Carlos Leisner nasceu a 28 de Fevereiro de 1915, numa pequena cidade alemã chamada Rees, no Baixo Reno, perto do Santuário de Kevelaer, Diocese de Munster, na Westfália. Desde os 12 anos, começa a participar ativamente como líder no Movimento da Juventude Católica, da qual chegou a ser responsável diocesano. Aos 19 anos, conhece o Movimento de Schõnstatt, no qual se integra, através da Comunidade dos Teólogos de Schõnstatt, e decidindo-se pelo Sacerdócio, entra no Seminário de Munster, repartindo os seus estudos por Munster e Friburgo. Pouco depois da sua Ordenação como Diácono, aos 25 anos de idade, é-lhe diagnosticada uma tuberculose pulmonar, que o obriga a ir para um sanatório na Floresta Negra. Nessa altura, juntamente com o seu grupo de Teólogos, selou a Aliança do Amor com a Mãe Três Vezes Admirável de Schõnstatt, no sentido da «Carta Branca». A posição clara de Carlos em relação ao nazismo está na origem duma denúncia contra ele, que o levou a ser preso pela Gestapo, a 9 de Novembro de 1939. Depois de ter passado pelo campo de concentração de Saclisenhausen, perto de Berlim, é transportado para o campo de concentração de Dachau, onde dá entrada a 14 de dezembro de 1940, sendo-lhe atribuído o nº de prisioneiro 22356. Passou aí quatro anos.  Durante esse tempo, encontra no Padre Otto Pies, S.J., seu companheiro na barraca 26, não só um amigo, mas também um precioso guia espiritual, e começa a integrar o grupo de Sacerdotes de Schõnstatt, que, em torno do seu Fundador, padre José Kentenich, também prisioneiro, levaram uma vida de intenso heroísmo em torno ao ideal que, no meio do inferno de Dachau, dava sentido às suas vidas: «Vencedor nas cadeias». A 17 de Dezembro de 1944, Monsenhor Gabriel Piquet, Bispo francês de Clermont-Ferrand, que se encontrava também prisioneiro em Dachau, obtidas as respectivas licenças, ordenou secretamente de Sacerdote o Diácono Carlos Leisner, que nesse momento se encontrava já quase no limite das suas forças físicas, devido aos maus tratos de que os presos eram vítimas. Assim se compreende que este jovem sacerdote, Carlos Leisner, não tenha tido forças para voltar a celebrar a Eucaristia, após a sua Primeira Missa, a 26 de Dezembro desse ano. Após a saída do campo de concentração, no final da Segunda Grande Guerra, Carlos veio a falecer a 12 de Agosto de 1945 no Hospital de Planegg, nas proximidades de Munique. Durante o processo de beatificação, alguém levantou a pergunta: Como é possível beatificar um Sacerdote que na sua vida celebrou apenas uma vez a santa Missa, quando há tantos outros que, durante muitos anos, viveram numa entrega heroica ao serviço do reino de Deus? A respostas encontra-mo-la no segredo do Ideal pessoal animado pelo Ideal do grupo dos teólogos de Schõnstatt,que fortalecia o jovem Diácono Carlos Leisner e mandou imprimir no santinho da Ordenação e Missa Nova: «É necessário que o sacerdote ofereça», frase a que às vezes acrescentava «e se ofereça». Em 8 de Outubro de 1988, num encontro de 42 000 jovens europeus em Estrasburgo, João Paulo II propôs Carlos Leisner como modelo para a juventude duma nova Europa. A 23 de Junho de 1996, no estádio olímpico de Munique, o papa João Paulo II beatifica o sacerdote Carlos Leisner. É este o primeiro membro do Movimento de Schõnstatt,a ser elevado às honras dos altares. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.
SÃO SAMUEL DE EDESSA
(450)
San Nath (Nateo)
A nossa fonte é Gennade (depois de 496), no seu livro sobre os Autores eclesiásticos, LXXXII: a obra de Samuel (em siríaco) contra os inimigos da Igreja é notável. Tem em vista, sobretudo: a) os nestorianos, afirmando ele que o Verbo é Deus Homem e não simples homem nascido da Virgem Maria; b) os eutiquianos, dizendo que Deus tem a verdadeira carne dos homens e não carne mais ou menos celestial; c) os timoteanos, afirmando que o Verbo ficou na sua substância e o homem na sua natureza, que houve união e não mistura para dar a pessoa do Filho de Deus. Este é provavelmente o Samuel que imputou a Ibas, bispo de Edessa, ser nestoriano, isto pelo ano de 447. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.
SÃO JOÃO DE FERMO ou da ALVÉRNIA
Religioso (1259-1322)
Beato Giovanni da Fermo (o della Verna)
Era originário de Fermo, nas Marcas, em Itália. É chamado sobretudo da Alvérnia (em italiano della Verna), porque viveu vários anos e morreu na solidão onde S. Francisco recebeu os estigmas. Nascido em 1259, teve uma infância do minada pelo mistério da Paixão. Chorava de noite até molhar o lençol, à volta da cabeça. Mortificava-se quanto podia, batendo com ramos de urtigas na pele. Chegava a pôr os joelhos em sangue com rápidas genuflexões, batendo na terra dura. Entrou aos dez anos nos cónegos regulares. Tendo encontrado uma velha couraça, subiu à torre para ninguém o ver, e à força de cortes adaptou-a à sua juvenil estatura; usou-a debaixo do vestuário até que lhe descobriram a sua armadura insólita. Aos treze anos, passou para os Menores franciscanos. Habituara-se a andar olhando para o céu, o que fazia que tropeçasse e se ferisse nos pés. A um companheiro, que lhe recomendava olhasse para os pés, respondeu: «Não devemos, para atender aos pés, não fazer caso do espírito». Mandado para a Alvérnia, vivia lá em grandes austeridades, jejuando quaresmas em honra do Espírito Santo, de Nossa Senhora e dos anjos. Durante o Inverno, não tinha senão um hábito grosseiro e polainas, e ainda uma capa, obrigatória na Alvérnia. Algumas vezes, no Inverno, chegava ao coro, branco como boneco de neve, porque o seu eremitério estava longe. Esta habitação não tinha cama; deitava-se no chão duro. Tais austeridades não o impediam de pregar ao povo. Embora não tivesse estudado quase nada, dominava a Sagrada Escritura e sabia tirar dela o que vinha ao seu propósito. morreu ao cabo de 50 anos de vida franciscana, nas primeiras vésperas de S. Lourenço, no meio dos Irmãos da Alvérnia (9 de Agosto de 1322). Tinha-os exortado a não viverem senão para Cristo – Caminho, Verdade e Vida. Conta-se que S. Francisco veio ter com ele para lhe moderar as mortificações e que, por vezes, eram os anjos que lhe faziam companhia. O seu culto foi aprovado pelo papa Leão XIII, em 1880. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.
WWW.SANTIEBEATI.IT
Beato Claudio Richard
San Falco di Palena
Beato Faustino Oteiza Scolopio, martire
San Feidlimid (Fedlimino) 
Santi Fermo e Rustico Áudio da RadioMaria:
Santi Fermo e RusticoSanti Fermo e Rustico 2
 Beato Florentino Asensio Barroso Vescovo e martire
Beato Florentino Asensio Barroso1Beato Florentino Asensio Barroso2
 Beato Francesco Jagerstatter Laico, martire
Beato Francesco Jagerstatter1Beato Francesco Jagerstatter2
Beato Giovanni Guarna da Salerno

 Beato Giuseppe Maria Celaya Badiola Coadiutore salesiano, martire
Beato Giuseppe Maria Celaya Badiola
Beato Guglielmo Plaza Hernandez
Beata Marianna (Barbara) Cope di Molokai 1Beata Marianna (Barbara) Cope di Molokai 2Beata Marianna (Barbara) Cope di Molokai 3Beata Marianna (Barbara) Cope di Molokai 5
 Santi Martiri di Costantinopoli – (11) - Giuliano, Marciano, Giovanni, Giacomo, Alessio, Demetrio, Fozio, Pietro, Leonzio, Maria e Gregorio
Santi Martiri di Costantinopoli
San Maurilio da Rouen
 San Nathì (Nateo) Vescovo e abate
San Nath (Nateo)
Beato Riccardo Bere Sacerdote certosino, martire
Beato Riccardo Bere

San Romano di Roma Martire Áudio da RadioVaticana:
San Romano di Roma
Beati Ruben di Gesù Lopez Aguilar e compagni Martiri
  Beati Ruben di Ges Lopez Aguilar e compagni

Festa dei Santi delle Solovki (48) il monaco martire Giobbe di Uscel; i ve­scovi Filippo II di Mosca, Marcello di Vologda; i mo­naci Zosima e Sabazio delle Solovki, Germano delle Solovki, Aussenzio, Adriano, Acsio, Alessio, Andrea, Antonio, Basilio, Bassiano di Pertominsk, Gerasimo, Gurio, Damiano di Jur'egore, Dositeo, Eleazaro Anzerskij, Eliseo di Sumy, Efrem il Nero, Giacobbe di Kostroma, Gennaro, Giovanni l'Illuminatore, Gio­vanni Jarengskij, Giobbe (nello schima Giosuè) Anzerskij, Giona di Pertominsk, Giuseppe I, Giuseppe II, Irinarco, Cassiano di Muezero, Chirico, Longino Jarengskij, Macario, Misaele, Nestore, Niceforo, Onofrio, Saba, Sebastiano, Tarassio, Timoteo (nello schima Teodoro), Ticone, Trifone, Teodulo, Filippo l'Eremita; i «folli per Cristo» Giovanni I delle So­lovki, Giovanni II delle Solovki.
OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Santa Teresa Benedetta della Croce (Edith Stein)4Santa Teresa Benedetta della Croce (Edith Stein)3Santa Teresa Benedetta della Croce (Edith Stein)5Santa Teresa Benedetta della Croce (Edith Stein)1Santa Teresa Benedetta della Croce (Edith Stein)2
Http://ES.CATHOLIC.NET/SANTORAL
Agosto 9 Presbítero y Mártir
,faustino-oteiza
Santa Teresa Benedetta della Croce (Edith Stein)1
Juan de Fermo
Santa Candida Maria di Ges Cipitria (Giovanna Giuseppa Cipitria y Barriola) 1
Beato Francesco Jagerstatter1
Beata Marianna (Barbara) Cope di Molokai 1
Beato Germano da Carcagente (Jos Maria Garrigues Hernandez)3
Guillermo Plaza Hernández, Beato
Agosto 9 Presbítero y Mártir,
Beato Guglielmo Plaza Hernandez
ruben-lopez-aguilar
Florentino Asensio Barroso, Beato
Agosto 9 Obispo y Mártir,
roman-roma
Román, Santo
Agosto 9 Mártir,

Http://es.catholic.net/santoral; http://santiiebeati.it; www.jesuitas.pt
Compilação através dos sites acima referidos, por
António Fonseca

Nº 1372-7 - (222-12) - SANTOS DE CADA DIA - 9 DEAGOSTO DE 2012

Nº 1370 - (210-12)  -  7 DE AGOSTO DE 2012

S. SISTO II, Papa e companheiros mártires
sixto-II-e-companheiros_thumb
FELICISSIMO, AGAPITO, LOURENÇO
Gennaro, Magno, Vincenzo e Stefano
(258)
Foi Sisto decapitado pela polícia durante uma cerimónia clandestina que ele celebrava num cemitério da via Ápia. Foram, ao mesmo tempo executados seis dos sete diáconos que o rodeavam. Só pouparam algum tempo o diácono Lourenço, seu tesoureiro , a quem deixaram quatro dias para entregar os bens da Igreja. Assim se procedia desde que Valeriano (260) estabelecera a pena de morte «sem julgamento, só com verificação de identidade», contra os bispos, padres e diáconos da religião cristã. S. Sisto II foi Papa nos anos de 257 e 258. Além de S. Lourenço, foram particularmente célebres na antiguidade os diáconos Felicissimo e Agapito, enterrados no cemitério de Pretextato, perto de S. Calisto. No século IV acorriam tão numerosos os peregrinos, que foi necessário aumentar a capela onde eles estavam. S. Dâmaso compôs em honra deles a seguinte poesia epigráfica: «Olhai, este túmulo conserva os membros celestes dos santos que arrebatou num instante a corte do céu. Os companheiros da sua (de Sisto II) cruz invencível, ao mesmo tempo que os seus diáconos, partilhando o mérito e a fé de quem tinham por chefe, entraram nas moradas do Alto e no reino dos eleitos. O povo de Roma sente-se feliz e orgulhoso de que eles tenham merecido triunfar com Cristo sob o comando de Sisto. A Felicissimo e Agapito, aos santos mártires, Dâmaso, bispo». O papa Leão IV, em 848, transportou as relíquias destes dois mártires para a igrejinha de S. Nicolau in Cesarini. Quando foi demolida, em 1927, encontrou-se em três pedaços a inscrição damasiana acima referida, que tinha sido transportada das catacumbas juntamente com os corpos. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Estrela Ver referência a estes Santos, no blogue de ontem dia 6 de Agosto
SÃO CAETANO
San Gaetano Thiene1
Fundador (1480-1547)
S. Caetano de Tiene, manso e humilde, até ao ponto de alcançar de Deus que o seu corpo não fosse reconhecido depois da morte, é uma das figuras mais representativas da Reforma católica no século XVI. Nasceu em 1480, em Vicência, de nobre e rica família. Fez os estudos de Direito civil e canónico em Pádua, onde a sua figura parecia envolvida nas inefáveis doçuras da unção religiosa. Tinha uma natureza orientada para a vida interior, sumamente delicada, condescendente, recolhida e silenciosa. Vivia em completo abandono na Providência Divina. Por humildade, atrasou a ordenação sacerdotal até aos 40 anos, e só depois de várias horas de oração e lágrimas se atrevia a oferecer o santo sacrifício, «no qual , segundo expressão sua, ele – mesquinho verme da terra, pó e cinzase apresentava como nas alturas do céu diante da Santíssima Trindade para tocar com as mãos na luz do Sol e no Criador de todo o Universo». Purificava-se diariamente das suas faltas na confissão sacramental. Tinha como ideal de vida reformar a sociedade cristã no silêncio, sem ruído, sem que ninguém desse conta da sua passagem por este mundo. Falecendo-lhe os pais. herdou avultados bens que muito depressa distribuiu entre os pobres e por diversas obras pias. Como todos os grandes apóstolos daquele tempo, sentiu-se atraído para a Cidade Eterna. Júlio II, conhecendo a sua virtude e méritos, fê-lo protonotário e deu-lhe uma capelania. Foi como prendê-lo numa jaula de ouro. Mas, logo que morreu o Papa, renunciou aos seus cargos e dignidades, para voar livremente e levar para toda a parte a verdade do Evangelho. Os seus anseios de zelo e perfeição levaram-no a inscrever-se, primeiro no Oratório do Amor Divino, fervorosa congregação de Roma, estabelecida na igreja de S. Silvestre. Regressando a Vicência, deu o seu nome à Congregação de S. Jerónimo, parecida à do Amor Divino. De Vicência transferiu-se ele, por conselho do diretor espiritual, para Veneza. Vivia no hospital e repartia o tempo entre a assistência aos enfermos e a pregação da Sagrada Escritura. O espírito mundano, que reinava à sua volta, enchia-o de amargura: «Que pena me dá esta formosa cidade!», escrevia de Veneza, em 1523. «Dá vontade de chorar por ela, na realidade, não há aqui ninguém que busque Jesus Cristo crucificado. Jesus espera e ninguém se apresenta. Não faltam, é certo, pessoas honradas e de boa vontade; mas todas permanecem nas suas casas, por medo dos judeus, e envergonham-se da confissão e da comunhão». De Veneza, pela segunda vez, regressou a Roma. Travou amizade íntima com Pedro Carafa, bispo de Chieiti e grande entusiasta da reforma católica. Das santas conversações saiu a fundação da Ordem dos clérigos regulares, conhecidos por Teatinos (de Teate, nome latino de Chiéti, de que era então bispo Carafa). Os Teatinos foram confundidos algum tempo com os Padres da então incipiente Companhia de Jesus. No ano de 1524 abriram a primeira casa em Roma, renunciaram a tudo o que possuíam e confiaram-se plenamente nos braços da Providência Divina, que se ocupa das aves do céu e dos peixes do mar.«Vejo Cristo como pobre, escrevia S. Caetano, e a mim mesmo rico; Cristo desprezado, e a mim honrado. Desejo, portanto, aproximar-me d’Ele um passo mais , e, para isso, deixar as coisas temporais que ainda possuo». Durante os três primeiros anos Pedro Carafa foi Superior Geral, que pouco depois subiu ao Supremo Pontificado com o nome de Paulo IV; foi então que lhe sucedeu no governo da Ordem S. Caetano. As casas e os religiosos multiplicaram-se prodigiosamente nas regiões de Veneza, Florença, Milão e Nápoles. Na direção do espírito, S. Caetano recomendava sobretudo a comunhão frequente, não para transformar Cristo em nós, mas para transformar-nos a nós n’Ele. «Os prazeres do mundo, dizia com frequência, são apenas espelhos do demónio. Longe de alimentarem a alma, incham-na e exacerbam-na. Só de Deus pode vir o prazer que satisfaz o coração». A um conde, que se irritava com os descuidos dos seus subordinados, escrevia: «Obedeceis a Deus, com tanta prontidão como vos obedecem os homens?». Escrevendo a uma sua sobrinha, comparava belamente aquele que se esquece do céu com o viajante que, chegando à pousada, se entrega de noite à orgias e, vencido pelo vinho, perde o caminho da pátria. A morte surpreendeu-o em Nápoles, no mês de Agosto de 1547. Contava 67 anos de idade. Foi morte edificante e gloriosa, como tinha sido toda a vida, Negou-se a descansar no colchão que lhe tinham preparado, dizendo: «O meu Salvador expirou numa cruz. Bom será que morra sobre cinza». Foi esta a sua última cama. E tinha pedido aos seus religiosos que lhe lançassem  corpo na vala comum. Ainda hoje se vê o santo representado entre as escadinhas da capela sistina de Santa Maria Maior, diante do altar inferior. Está representado com o Menino Jesus ao colo.Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.
Ascolta da RadioVaticana:
Ascolta da RadioRai:
Ascolta da RadioMaria: SANTO ALBERTO DE TRÁPANI
Sant' Alberto degli Abati (da Trapani) 5
Sacerdote (1307)
Alberto de Trapáni, ou de Messina, ou da Sicília, é conhecido por uma Vida escrita mais de 80 anos após a sua morte, que parece ter-se dado em 1306 ou 1307. Este carmelita do século XIII nasceu em Trapáni (a antiga Drépana), parte ocidental da Sicilia, na nobre família florentina De Abbátibus. Entrou novo entre os carmelitas desta cidade e veio a ser ordenado sacerdote, apesar das repugnâncias da sua humildade. Habitou no convento de Messina, donde irradiou para fazer bem em toda a ilha. A sua palavra e os seus milagres realizaram numerosas conversões, em particular no meio judaico. sendo Provincial da Sicília (depois de 1287 ?), abasteceu miraculosamente de alimentos, Messina, que o duque de Calábria cercara. Morreu com grande reputação de santidade. A sua vida tinha sido extremamente humilde e mortificada. O culto de Santo Alberto começou a espalhar-se logo a seguir à sua morte. Foi aprovado oralmente pelo papa Calisto III, em 1457, e foi confirmado pelo papa Sisto IV, em 1476, numa bula oficial. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.
BEATOS AGATÂNGELO DE VENDÔME e  CASSIANO DE NANTES
Beati Agatangelo de Vindocino (Francesco) Nourry e Cassiano da Nantes (Gundisalvo) Vaz Lopez-Netto5
Mártires (1598-1638 e 1607-1638)
O primeiro destes dois capuchinhos, chamado no mundo Francisco Noury, nasceu a 31 de Julho de 1598, em Vendôme, França. Entrou na sobredita família de S. Francisco, e depois estudou em Poitiers e Rennes. Em seguida, tomou parte em «campos volantes», no Poitou, para a conversão dos protestantes. Os capuchinhos faziam então grande esforço missionário. Graças ao zelo da «Eminência cinzenta», do Padre José de Tremblay, mais de cem destes religiosos partiram da França, no espaço de doze anos, a caminho do Oriente. O Padre Agatângelo, em 1628, substituiu a última hora um missionário que adoeceu. No princípio do ano seguinte, encontrava-se em Alexandreta; e pouco depois, em Alepo. Exerceu apostolado entre membros de várias religiões e estudou a sério a língua árabe. Foi, mais tarde, transferido para o Líbano, onde catequizou de noite, reunida, toda a gente de uma aldeia e pôde libertar alguns cativos. Em Outubro de 1633 estava no Cairo. Contava-se com ele para restaurar a missão e veio ajudá-lo o Padre Cassiano de Nantes. Era este de família portuguesa que se fixara em Nantes. Chamava-se no mundo Gonçalo Vaz Lopes Neto, e nascera a 14 de janeiro de 1607. Desde os nove anos, pediu aos capuchinhos que o admitissem na Ordem. Aos quinze ou dezasseis, entrou no convento de Angers. Estudou a teologia em Rennes, como Agatângelo. Em 1631-32 dedicou-se de alma e coração ao próximo, durante uma peste. Na cidade cosmopolita do Cairo, havia na colónia europeia «enormes escândalos». Agatângelo evangelizou os cristãos do Delta e dirigiu-se também aos Coptas. O fruto não foi muito, mas sempre houve quem se unisse a Roma. E Agatângelo empenhou-se mesmo em converter o patriarca deles, o velho Mattaios. Cassiano aplicou-se, durante quatro anos, ao estudo do etíope; e quando entraram os dois na Abissínia, ficou a desempenhar o primeiro lugar Cassiano. Os jesuitas tinham experimentado, neste campo, amizade inicialmente, mas depois ódio. Agatângelo contribuiu para a designação do novo arcebispo da Etiópia, Marcos; esperava que este favoreceria o apostolado católico. Em 1637 empreenderam os dois capuchinhos a peregrinação a Jerusalém, coisa que, além do aumento da devoção, muito os prestigiaria aos olhos dos habitantes da Etiópia. Mas entretanto tinha chegado um protestante alemão, que depressa conquistara as melhores simpatias de Marcos. Foi estabelecido que seria preso qualquer padre católico vindo do Egito. Segundo isto, os nossos dois peregrinos capuchinhos foram presos. Cassiano, ao beijar as cadeias que lhe impunham, exclamou: «Eis aqui os tesouros, as pedras preciosas que viemos buscar». Pouco depois  foram transferidos para Condar, residência do soberano, Basilídes. Levaram quase um  mês, para o trajeto que normalmente exigia apenas uma semana; tão cansados estavam eles! E tinham sido atados à cauda duma mula. Ao cabo de dois interrogatórios, foram ambos condenados à morte. A execução foi a 7 de Agosto de 1638. Os algozes tinham esquecido as cordas para o enforcamento; Agatângelo ofereceu a do seu hábito. Marcos mandou que fossem lapidados os moribundos; uma pedrada lançou fora da órbita o olho direito de Agatângelo. Não consta o lugar da sepultura dos dois heróis. Foram beatificados a 1 de Janeiro de 1905, por S. Pio X. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.
Santa Afra Martire 7 agosto MR
Beati Agatangelo de Vindocino (Francesco) Nourry e Cassiano da Nantes (Gundisalvo) Vaz Lopez-Netto3Beati Agatangelo de Vindocino (Francesco) Nourry e Cassiano da Nantes (Gundisalvo) Vaz Lopez-Netto1Beati Agatangelo de Vindocino (Francesco) Nourry e Cassiano da Nantes (Gundisalvo) Vaz Lopez-Netto2Beati Agatangelo de Vindocino (Francesco) Nourry e Cassiano da Nantes (Gundisalvo) Vaz Lopez-Netto4
Beato Alberto da Sassoferrato Monaco camaldolese 
Sant' Alberto degli Abati (da Trapani) 2Sant' Alberto degli Abati (da Trapani) 4Sant' Alberto degli Abati (da Trapani) 3Sant' Alberto degli Abati (da Trapani)
San Donato di Arezzo Vescovo e martire  Áudio da RadioRai:
San Donato di Arezzo4San Donato di BesanonSan Donato di Arezzo3San Donato di Arezzo1
San Donato di Besanon
San Donaziano Vescovo 
San Donaziano
Beato Edmund Bojanowski Laico, fondatore 
Beato Edmund Bojanowski 1Beato Edmund Bojanowski 3Beato Edmund Bojanowski 4Beato Edmund Bojanowski 5
San Fausto Martire a Milano
San Fausto
San Gaetano Thiene Sacerdote 
San Gaetano Thiene 1San Gaetano Thiene 3San Gaetano Thiene4San Gaetano Thiene5
Beato Giordano Forzatè Abate benedettino di Padova
Beato Giordano Forzat
San Leodebodo Abate di Saint-Benoìt-sur-Loire
Beati Martino di S. Felice (Giovanni) Woodcock, Edoardo Bamber e Tommaso Whitaker
San Miguel De La Mora De La Mora2 
Beato Nicola Postgate Martire 
Beato Nicola Postgate
San Sisto II e compagni Papa e martiri
Beato Vincenzo de L'Aquila
San Vittricio di Rouen
Cayetano de Thiene, Santo
Agosto 7 Presbítero Fundador, 7 de agosto
San Gaetano Thiene 3
Donato de Arezzo, Santo
Agosto 7 Obispo y mártir, 7 de agosto
Sant' Alberto degli Abati (da Trapani) 4
Vicente de L´Aquila, Beato
Agosto 7 Religioso Franciscano, 7 de agosto
Beato Tommaso Caccia e Matteo Nolli da Novara
Beati Agatangelo de Vindocino (Francesco) Nourry e Cassiano da Nantes (Gundisalvo) Vaz Lopez-Netto4
Jordán Forzaté, Beato
Agosto 7 Abad, 7 de agosto
Beato Giordano Forzat
Edmundo Bojanowski, Beato
Agosto 7 Fundador, 7 de agosto
Beato Edmund Bojanowski 3
Afra de Augusta, Santa
Agosto 7 Mártir, 7 de agosto
 afra
Miguel de la Mora de la Mora, Santo
Agosto 7 Sacerdote y Mártir, 7 de agosto
San Miguel De La Mora De La Mora2
Alberto degli Abbati, Santo
Agosto 7 Presbítero Carmelita, 7 de agosto
Sant' Alberto degli Abati (da Trapani) 4
WWW.ES.CATHOLIC.NET/SANTORAL
WWW.SANTIEBEATI.IT
WWW,JESUITAS.PT
Compilação de
ANTÓNIO FONSECA