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terça-feira, 14 de agosto de 2012

14 DE AGOSTO DE 1385 - 14 de agosto de 2011 - 626 anos depois da Batalha de Aljubarrota

NOTA ESPECIAL:

Como Português e como admirador incondicional de Nuno Álvares Pereira (ou Beato Nuno de Santa Maria) - (ou ainda SÃO NUNO DE SANTA MARIA) não podia deixar de celebrar mais uma vez a efeméride gloriosa da Batalha de Aljubarrota, ocorrida precisamente em 14 de Agosto de 1385. Na impossibilidade de fazer menção mais detalhada da referida Batalha, pelo facto do meu computador não estar a corresponder aos meus esforços de recuperação total do sistema informático, que se tem revelado muito dificil ( se não impossível...) de conseguir!!! Vejam-se as dificuldades com que luto diariamente para regularizar esta publicação, dado que não posso recorrer ao Windows Live Writer que não está instalado correctamente, pois o sistema Windows Vista  não o permite - MAS ESPERO QUE ESTE PROBLEMA DEIXE DE O SER... - como ia dizendo, na impossibilidade de efectuar uma história mais detalhada, repito o texto publicado em 2011, conmforme segue:
Caros Amigos Portugueses (e não só):

Hoje decorrem 627 anos sobre a Batalha de Aljubarrota que marcou definitivamente as páginas mais lindas da História de Portugal que deverá orgulhar todos os Portugueses, – que nos perdoem o Patriotismo – os nossos Irmãos de Espanha, - pois os tempos e as gentes eram outros e pensava-se de diferente maneira, tanto na Península Ibérica, como no mundo inteiro, de então; enquanto se formavam as nações, existiram muitas guerras e desentendimentos entre as pessoas que originavam estes mal entendidos, que aliás, ainda hoje e talvez, quem sabe, no futuro breve ou longínquo, essas diferenças que separam os povos, venham finalmente a acabar, assim Deus o permita. Tenhamos fé!
Entretanto, e para despertar a memória dos acontecimentos, lembrei-me de transcrever neste blogue, a descrição desta  Batalha que ditou o destino de Portugal naquelas Eras. Esta descrição é transcrita do livrinho – Biografia de NUN´ÁLVARES – Condestável e Santo – escrito por D. António dos Reis Rodrigues – c/anexos e Ilustrações: Subsídios para a iconografia do grande condestável – ALETHEIA Editores – em Abril de 2009. E-mail: aletheia@aletheia.ptwww.aletheia.pt, e, com a devida vénia:
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«… Nuno nasceu, muito provavelmente, em Flor da Rosa, nos arredores do Crato, em 24 de Junho de 1360, festa litúrgica de São João Baptista. Era filho bastardo de Álvaro Gonçalves Pereira, prior da Ordem Militar dos Hospitalários ou do Crato, havendo sido legitimado por ato do rei D. Pedro, quando tinha de idade pouco mais de um ano. Em casa de seu pai, recebeu a mais aprimorada educação: foi "”criado a grã viço” Estrela.
Da sua infância, conservam-se as palavras memoráveis que respondeu a D. Fernando, em Santarém. A corte portuguesa procurava nesta cidade, por esse tempo vila, livrar-se da ação das tropas castelhanas, contra os quais o rei, em virtude dos muitos desconcertos, a que fizemos alusão, da sua política relativamente ao país vizinho, andava em guerra. O exército de Castela marchava sobre Lisboa, passando por ali perto, e D. Fernando mandou reconhecer as forças inimigas precisamente por Nun’Álvares, acompanhado de seu irmão Diogo, ambos então na corte com o pai e alguns cavaleiros hospitalários. No regresso, o jovem emissário limitou-se a informar: “que lhe parecia muita gente mal acautelada; e que pouca gente com bom capitão, bem acautelada, os poderia desbaratar”. Ainda não perfizera 13 anos; era, portanto, uma criança. Mas nesta informação estava já o seu retrato em corpo inteiro. O «bom capitão» não tardaria a ser ele próprio, como dizem que lhe foi profetizado, logo depois de ter nascido: vencedor de batalhas. E o pai tinha por certo o mesmo: «que aquele seu filho havia de haver tão boas andanças que em todas as batalhas que entrasse sempre delas seria vencedor».
(…), Aos 16 anos, aliás sem que tivesse resistido a tal proposta, visto que «era coisa de que ele trazia a vontade muito afastada», pensou a família, com o apoio do soberano, em dar-lhe estado. D. Leonor Alvim, jovem «dona viúva» de Vasco Gonçalves Barroso, poderosa fidalga de Pedraça, nas terras de basto, foi escolhida para noiva, e o casamento efetuou-se em 15 de Agosto de 1376. Desse casamento, cedo interrompido pela morte de Leonor, ficar-lhe-á uma filha, Beatriz, mais tarde casada com o 1º Duque de Bragança, bastardo de D. João I. Nun’Álvares ainda na flor da vida, não consentirá em passar a segundas núpcias, apesar das instâncias dos seus amigos. Tinha outro sonho a realizar e queria guardar-se todo para ele. (…), (…), (…) Nos últimos dias de 1383, a morte de Andeiro, amante de Leonor Teles, precipitou os acontecimentos. Reunido no mosteiro de São Domingos, «o comum povo livre e não sujeito a alguns que o contrário disto sentissem» proclamou o Mestre de Avis regedor e defensor do reino, o qual prestes organizou o seu Conselho de Governo, chamando Nun’Álvares a fazer parte dele. Nas ruas estalava a revolução, que alastrou rapidamente de Lisboa a numerosas terras do país, com  particular vigor nas do Alentejo, transformado em verdadeiro «baluarte da revolução». (…), (…), (…).
(…) E, logo no dia seguinte, ou mesmo, segundo alguns, no próprio dia da eleição, em 6 de Abril, aniversário da batalha dos Atoleiros, Nun’Álvares recebia do soberano as funções de Condestável, comandante supremo do exército português. (…), (…) Foi, portanto a determinação de Nun’Álvares que resolveu o incidente, disposto a avançar sozinho – «com estes poucos e bons portugueses que comigo vão» –, caso o rei o não quisesse acompanhar. Mas o rei inclinou-se para a decisão do amigo. Mandou aparelhar o seu exército, marchando ao encontro do Condestável, que se tinha adiantado e o aguardava perto de Tomar. Reunidas as duas forças, seguiram por Ourém em direção a Porto de Mós, onde passaram o dia 13 de Agosto que era domingo. Enquanto a tropa descansava, Nun’Álvares fez o reconhecimento do local onde a batalha deveria travar-se, «dali a uma pequena légua», perto de Aljubarrota, e possivelmente nesse dia mandou lançar abatizes (obstáculos compostos de troncos de árvores…) no caminho pelo qual supôs se aproximaria o inimigo e executar no terreno apressadas obras de fortificação, fossos e covas de lobo, obras rudimentares sem dúvida mas eficazes, que ainda em parte lá existem e foram, há anos descobertas. No dia seguinte, celebrava-se a Vigília da Festa de Nossa Senhora da Assunção, e era dia de jejum. «Bem cedo, de madrugada, mandou o conde tocar trombetas; e de noite, antes que amanhecesse, começou a ouvir suas missas; e naquela tenda onde ele estava davam o Santo Sacramento a quantos comungar queriam clérigos que para aí eram prestes». Logo que rompeu a alvorada, saiu a hoste para o campo de batalha. Ali chegado, Nun’Álvares formou os soldados, que se calculam em número aproximado de 7000 homens, segundo o dispositivo que adoptara, olhando ao norte, as alas num extremo e noutro da frente, cravadas nela como dois poderosos baluartes. Uma dessas alas, a da direita, era a famosa Ala dos namorados. Horas depois, já ia alto o sol, chegaram os castelhanos. O caminho de Leiria, donde vinham, era efetivamente, como constava, um rio caudaloso de gente, de cerca de 32 000 homens. Mas à vista do campo português, o rio deteve-se e obliquou o seu curso para poente, com o fim de contornar o nosso quadrado e atacá-lo pela retaguarda, na região planáltica mais acessível. Com uma flexibilidade surpreendente, que marca as suas extraordinárias qualidades de comando, o Condestável mandou inverter a posição. E o choque entre os dois exércitos decorreu segundo o esquema previsto desde o início. Os pormenores não vale a pena enumerá-los. Uma coisa, por todas, é digna de referência : a batalha foi fulminante, visto que demorou somente o curto espaço de meia hora. Os castelhanos, deixando a frente juncada de mortos e de feridos, retiraram em desordem.(…)

Siga-se lendo, se possível, o livro acima citado.AF.
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Estrela Crónica do Condestável (Chronica do Condestabre de Portugal Dom Nuno Alvarez Pereira, revisão, prefácio e notas de Mendes dos Remédios), cap II, Coimbra, F. França Amado, 1911, p. 3.

14 de agosto de 2012
Transcrição de excertos do livrinho – Biografia de NUN´ÁLVARES – Condestável e Santo – escrito por D. António dos Reis Rodrigues, – já acima citado.
Por António Fonseca

Nº 1377-2 - "2" - CARTAS DE SÃO PAULO - 14 DE AGOSTO DE 2012

antoniofonseca1940@hotmail.com

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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos,o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:
IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.
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Nº 1371 - 2ª Página

8 de Agosto de 2012

CARTAS DE S. PAULO

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CARTAS PASTORAIS

CARTAS CATÓLICAS

CARTA DE SÃO TIAGO

 
1  -  Saudação  -  Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos da Dispersão, saúde!
Benefício das provações  -  Meus irmãos, considerai como suptrema alegria as provações de toda a ordem que vos assediam, tendo em conta que a prova, à qual é submetida a vossa fé, produz a paciência. Mas a paciência tem de ser acompanhada de obras perfeitas, a fim  de serdes perfeitos, irrepreensiveis, sem nada descurar.
E, se algunm de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá generosamente e sem recriminações e essa sabedoria ser-lhe-á dada. Mas peça-a com fé e sem hesitar, porque aquele que hesita assemelha-se à onda do mar que é levada e agitada pelo vento. Não pense, pois, tal homem que receberá o que quer que seja do Senhor; é homem de espírito vacilante e volúvel em todos os seus caminhos.
Que o irmão de condição humilde se glorifique na sua exaltação e o rico na sua humilhação, porque ele passará como a flor da erva; porque assim como o Sol desponta com ardor e a erva seca e a sua flor cai, perdendo toda a beleza, assim murchará também o rico nos seus caminhos.
Feliz o homem que suporta a provação, porque, depois de ter sido provado, receberá a coroa da vida que o Senhor prometeu aos que O amam.
Ninguém diga, quando for tentado: «É Deus que me tenta». Deus não pode ser tentado e não tenta ninguém. Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e seduz. E a concupiscência, depois de ter concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. Não vos enganeis, meus amados irmãos. Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do pai das luzes, no Qual não há mudança nem sombra de variação. Por Sua livre vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, para que sejamos como que as primícias das Suas criatruras.
A verdadeira religião  -  Sabei isto, meus amados irmãos: Todo o homem deve ser pronto para ouvir, tardo para falar e lento para se irar, pois a ira do homem não realiza a justiça de Deus. rejeitai, pois, toda a imundicie e todo o vestigio de malícia e recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas. Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes, enganando-vos a vós próprio. Porque, se alguém escuta a palavra e não a põe em prática, assemelha-se ao homem que contempla a sua fisionomia no espelho; mal acaba de se contemplar sai dali e esquece-se de como era. Aquele, porém, que medita com atenção a Lei perfeita da Liberdade, e nela persevera, não como ouvinte que facilmente se esquece, mas como cumpridor fiel dos Seus preceitos, este encontrará a felicidade no que fizer.

Se alguém se julga religioso, mas não refreia a sua língua, ilude o seu coração e a sua religião é vã. A religião pura e sem mácula diante de Deus, nosso Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas tribulações e conservar-se isento da corrupção deste mundo.

 

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Este Post era para ser colocado em 8 de Agosto de 2012 – 10,15 horas

ANTÓNIO FONSECA

Prosseguirei esta tarefa, amanhã se Deus quiser, já com a Carta de São Tiago - 2 das CARTAS CATÓLICAS. AF

Nº 1377-2 - "1" - CARTAS DE SÃO PAULO - 14 DE AGOSTO DE 2012

antoniofonseca1940@hotmail.com

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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos,o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:
IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.
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Nº 1370 - 2ª Página

7 de Agosto de 2012

CARTAS DE S. PAULO

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CARTAS PASTORAIS

CARTAS CATÓLICAS

INTRODUÇÃO

 
O título de «Cartas Católicas», aplica-se aos sete escritos epistolares do NT, que não são atribuidos ao apóstolo Paulo. É um título mais oportuno do que exacto. Como estas cartas - ao contrário das paulinas - não podem ser identificadas pelos destinatários, por não estarem dirigidas a uma Igreja ou a um personagem concreto, a tradição eclesiástica apelida-as globalmente de «Cartas Católicas».
CARTA DE SÃO TIAGO

INTRODUÇÃO
O autor deste escrito apresenta-se como «Tiago, servo de Deus e de Jesus Cristo, o Senhor». Não diz que é apóstolo, nem indica qualquer outro título que o identifique. Com efeito, qualquer judeu se podia apelidar de «servo de Deus» (Dt 32, 36); Sl 33, 23). Este era também um título messiânico (Is 42-43). Mas o irmão de Tiago, de que nos ocupamos, é cristão, pois, declara-se também «servo de Jesus Cristo, o Senhor».
No NT, aparecem, pelo menos, dois Tiagos famosos: Tiago, filho de Zebedeu (Mt 4, 21) e irmão do apóstolo João (Mt 17, 1). É o proto-mártir dos apóstolos. Morreu muito cedo, no ano 42 da nossa era (Act 12, 2). Por isso, não deve ser o autor da presente carta. O outro Tiago é o apóstolo, filho de Alfeu (Mt 10, 3). Dele pouco se sabe, a não ser que o identifiquemos com «Tiago, irmão do Senhor», a quem Paulo chama «coluna da Igreja», juntamente com Pedro e João (Gál 2, 9). Tornou-se o chefe da Igreja de Jerusalém e parece que devia ser o esteio dos cristãos judaizantes (Act 12, 17; 15, 13-29; 21, 17-18). Foi favorecido com uma aparição do Ressuscitado (1 Cor 15, 7).
 Esta carta dirige-se às «doze tribos da Diáspora». Parece ter por destinatários cristãos judaizantes. Se ela foi escrita, como pretendem alguns autores, pelos meados do século I, então dirige-se a judeus convertidos antes das viagens missionárias de Paulo. Nesse caso, seria o primeiro escrito cristão.
Tematicamente, assemelha-se aos escritos sapienciais do AT e causa estranheza a quase completa falta de alusão a Cristo. Se foi escrita em Jerusalém, como tudo indica, e se também espelha a situação desta Igreja, então a descrição de Act 4, 32-37; 2, 42-47 é muito menos idílica do que ali se pinta.

 

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Este Post era para ser colocado em 7 de Agosto de 2012 – 10,15 horas

ANTÓNIO FONSECA

Prosseguirei esta tarefa, amanhã se Deus quiser, já com o nº 2 das CARTAS CATÓLICAS. AF

Nº 1377-1 - (227-12) - SANTOS DE CADA DIA - 14 DE AGOSTO DE 2012 - 4º ANO

antoniofonseca1940@hotmail.com
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 Nº 1377-1  -  (227-12) 

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I-Am-Posters
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SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE
Mártir (1941)
Maximiliano Kolbe, Santo
Maximiliano Kolbe, Santo
A 10 de Outubro de 1982, o papa João Paulo II canonizou este seu compatriota, já beatificado por Paulo VI em 1971. Se o nome de Kolbe é bem conhecido, muitos aspectos da sua personalidade e do seu apostolado são ainda ignorados por muitos. Antes de morrer no campo de concentração de Auschwitz, num dom total da sua pessoa aos seus irmãos, o Padre Maximiliano tinha-se manifestado como arauto da Imaculada, ao serviço de quem mobilizara todos os recursos dos meios modernos de comunicação. Mártir da caridade. O Padre Kolbe é conhecido na Europa Ocidental pelas circunstâncias da sua morte. Preso pelos nazis, devido à sua atividade religiosa, a 7 de Fevereiro de 1941, é o primeiro retido em Varsóvia e depois enviado a Auschwitz, o tristemente célebre «campo da morte». Obrigado como os companheiros a trabalhos pesados, sofre com eles a fome e as brutalidades dos «Kapos», esses condenados de direito comum encarregados de baixas missões. É exposto também aos vexames e às pancadas dos soldados alemães SS., cuja animosidade se desencadeia contra ele pela simples razão de ser padre. Mas nem por isso deixou o condenado a sua calma e serenidade, vinda da fé, da oração e da devoção à Imaculada. Anima os seus camaradas de miséria, incita-os a aguentarem os sofrimentos e ensina-lhes a esperar. Mas eis que um dia um dos prisioneiros polacos consegue escapar-se quando estava a trabalhar fora do arame farpado. Os guardas perdem a cabeça. O chefe do campo, o sinistro Fritch, manda que, em represália, dez presos, escolhidos à sorte, sejam condenados a morrer de fome. Um sargento passa entre as fileiras dos forçados reunidos na praça: «Tu… tu… tu…». Um deles, Francisco Gajowniczek, não consegue dominar a dor: «Oh! minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!». Então, caso nunca visto, sai um homem da fileira, de própria iniciativa. Tão calmo, tão digno que os soldados não se atrevem a intervir. Dirige-se para o oficial, que lhe pergunta: «Que queres tu?» – «Tomar o lugar deste pai de família». De todo estupefacto com esta audácia, Fritch pergunta: «Quem és tu, então?». E Kolbe dá esta simples resposta: «Sou um padre católico». Vencido com os seus homens, o oficial S. S. nem sequer levanta a voz: «Pois bem! Vai… qual é o teu número de matricula?»… Assim foi que, na maior simplicidade, o «16 670» se junta aos seus nove companheiros de suplício. O «bunker» da fome? Um subterrâneo, com teto baixo, sem ar e sem luz. Lá, durante dias e noites, sem pão, sem água, esses homens iam esperar a morte. «Notemos cuidadosamente, dizia em 1971 o então Cardeal Wojtiyla, depois João Paulo II, foi como sacerdote que o Padre Kolbe acompanhou o grupo lamentável dos nove condenados à morte. Não se tratava unicamente de salvar o décimo! Era preciso ajudar a morrer os outros nove. A partir do momento em que a porta fatal se fechou diante dos condenados, ele tomou-os ao seu cuidado, não aqueles somente, mas ainda os outros que morriam de fome nos «bunkers» vizinhos… O que é verdade é que, desde que o Padre Kolbe ficou no meio deles, esses desgraçados sentiram-se dum momento para o outro protegidos e assistidos, e as células, em que esperavam o desfecho inexorável do caso, ressoaram com orações e cânticos. Até os esbirros ficaram transtornados..  O que é verdade também – e todos os sobreviventes de Oswiecim-Auschwitz bem o sabem – é que, a partir da Assunção de 1941, a enxovia ficou sendo menos infernal». O Padre Kolbe morrerá a 14 de Agosto. Sendo único sobrevivente do seu grupo ao cabo de quinze dias, foi-lhe dada a morte com uma injeção de fenol. Tinha 47 anos. Maximiliano Kolbe não sabia o que é o ódio. Na prisão de Varsóvia, entre os arames farpados de Auschwitz, olhava com os mesmos olhos claros e límpidos os algozes e as vítimas, a ponto de os mais sádicos dos guardas desviarem os olhos: «Não olhes para nós assim». O Padre Kolbe foi a testemunha do amor mais alto, aquele que absolve e perdoa. Lição para todos quantos foram vítimas… Gajowniczek pôde assistir em Roma à glorificação daquele a quem deveu sobreviver à concentração de suplícios. Apóstolo pela imprensa – O Padre Kolbe foi, segundo a expressão do cardeal Wojtyla, «precursor, no campo dos meios de comunicação». Entrando na ordem dos franciscanos conventuais, o jovem Kolbe foi mandado para Roma como estudante. Foi lá que, em 1917 (tinha 23 anos), com seis dos seus irmãos e a autorização dos superiores, ele fundou a Milícia da Imaculada, associação dedicada a vasto apostolado católico e mariano. Ordenado sacerdote em 1918, ensinou teologia em Cracóvia. Foi então que, a fim de lançar e desenvolver a devoção à Imaculada, fundou a Revista Azul. Com a tiragem inicial, de 5000 exemplares, destinada às massas de operários e de lavradores, depressa se espalhou na Polónia inteira. Não se pode dizer que tenha contado com o apoio dos religiosos entregues ao apostolado da imprensa. Entretanto, a revista desenvolveu-se. Num terreno extenso, a 40 quilómetros de Varsóvia, o Padre Kolbe estabeleceu uma comunidade e uma tipografia. Em 1930, com a bênção de Pio XI, foi para o Japão onde, perto de Nagasáqui, fundou a segunda cidade da Imaculada com o seu próprio boletim mariano e missionário, impressos em japonês. Outras fundações estavam previstas na China, na Coreia e na Índia. Ficaram porém só em projeto  por causa dos acontecimentos. Regressando à Polónia, o Padre Kolbe ficou sendo superior da comunidade de Niepopkalanow, que então contou com, 762 religiosos. As rotativas giram a rendimento pleno: a Revista Azul sai a um milhão de exemplares. Em 1938, o Padre Kolbe põe a funcionar um posto emissor. Pensa mesmo na instalação dum aeroporto junto da Cidade da Imaculada. «A alguns prelados (e é de novo o Cardeal Wojtyla que fala), um tanto escandalizados comestes projetos de louco”, que lhe perguntavamQue faria S. Francisco no vosso lugar?», replicava com vivacidade: “Arregaçaria as mangas, Senhor Bispo, e trabalharia connosco”. Na verdade, o seu «Cântico das Criaturas» englobava as rotativas e as linotipias, e os 700 irmãos operários de Niepojkalanow faziam “cantar” as máquinas para a glória de Deus. A prisão do Padre Kolbe pelos Alemães não foi motivada senão pela influência que exercia na Polónia com a revista e as publicações marianas. «Cavaleiro da Imaculada» – O Padre Kolbe figura, ao lado de S. Luis Grignon de Monfort, como um dos maiores devotos de Nossa Senhora e um dos apóstolos mais originais do seu culto. Dedicou todos os instantes da vida à Imaculada. Muitas vezes pronunciava este queixume: «Quão pouco é ainda conhecida a Inmaculada!». repetia sem se cansar: «A Mãe Santíssima, quando Bernadete lhe perguntou qual era o seu nome, respondeu: “Sou a Imaculada Conceição”. Esta é a definição da Imaculada». Este mistério da Imaculada, diz S. Maximiliano, supõe em Maria riquezas inesgotáveis, ainda insuspeitadas. Há nela um abismo de grandeza e de luz que só se pode descobrir pouco a pouco. Inclui ainda um reflexo não só sobre a pessoa mesma de Maria, mas também sobre a sua missão na história da Salvação. Quando insiste na unidade de ação do Espírito Santo e da Virgem Imaculada, o Padre Kolbe coloca em luz plena a mediação universal de Maria. Com todo o seu ardor, rogava que este dogma fosse proclamado. Não chama o Concílio Vaticano II a Maria «advogada, auxiliadora, medianeira» e afirma que «todos devem ter para com Ela verdadeira devoção e confiar a própria vida e apostolado à sua solicitude maternal?». Embora pioneiro dos estudos marianos, o Padre Kolbe mostrou-se teólogo perfeitamente seguro. Nele não houve nenhuma «mariolatria»; sempre soube colocar Maria no seu lugar, lugar de criatura, embora ela seja a mais nobre: Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. «A sua teologia mariana, diz ainda o Cardeal Wojtyla, é de exatidão doutrinal que maravilha os conhecedores deste fecho da abóboda do Vaticano II, que é a constituição sobre a Igreja. Poder-se-ia- dizer que previu até nalgumas formulações o admirável capitulo consagrado à Virgem Maria. A fecundidade espiritual deste humilde religioso que não foi só gigante do rendimento – coisa tão apreciada pelo nosso mundo tecnocrata – mas um dos maiores contemplativos da nossa época, proclama hoje, diante do mundo inteiro, o papel único da Virgem Mãe de Deus na obra da Salvação. Mãe da Cabeça, ela é também Mãe do Corpo, de Cristo “espalhado e comunicado”, portanto, Mãe da Igreja». Toda a razão de ser, de sofrer e de morrer do Padre Kolbe esteve em perscrutar – para dela viver e fazer que se vivesse – a resposta de Maria a Bernadette: «Sou a Imaculada Conceição». Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt  -  Áudio da RadioVaticana: RadioRai: e da RadioMaria:
SANTA ANASTÁCIA
(século IX)
Anastácia passou toda a vida na ilha de Egina, donde era natural. Era seu desejo, manifestado desde a infância, abraçar o estado religioso, mas os pais opuseram-se a isso e obrigaram-na a aceitar um casamento vantajoso que lhe propuseram. O marido morreu na defesa da ilha de Egina, atacada pelos mouros, vindos de Espanha. Guerras contínuas tinham  despovoado essa região e as autoridades tomaram disposições rigorosas contra os celibatários. Anastácia viu-se, por isso, forçada a contrair novas núpcias. O segundo marido era tão rico como o primeiro e não menos generoso do que ela. A sua casa passou a ser abundante celeiro para os infelizes. Os próprios maniqueus, diz um cronista da época, eram objecto das suas liberalidades. As ocupações dos esposos estavam por tal forma reguladas que, excetuadas as horas consagradas à oração, o marido ficava em casa para acolher os indigentes que se apresentavam, enquanto ela percorria os bairros pobres à procura de inválidos e da pobreza envergonhada. Por fim, convenceram-se ambos de que Deus os chamava a estado mais perfeito. Ele fez-se monge, deixando todos os bens do casal à esposa, e esta reuniu primeiro em sua casa algumas companheiras que formou na vida religiosa e, depois, ajudada por um sacerdote, chamado Matias, levou-as para o deserto de Tímia. Foi aí que em, breve se ergueu o grande mosteiro, governado por Anastácia até à morte. A nossa santa manteve sempre relações com a imperatriz Teodora, a quem cabe o mérito de ter posto fim ao conflito das imagens e que encerrou também os seus dias no convento. A ilhe de Egina faz parte da Grécia.Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt
BEATA ISABEL RENZI
Fundadora (1786-1859)
Veio ao mundo em Saludecio (Itália), a 19 de Novembro de 1786, no seio de uma rica família. Foi educada pelos pais e pelas Clarissas de Mondaino. Como decorreu a sua vida, é-nos relatado por João Paulo II no dia da beatificação da bem-aventurada, a 18 de Junho de 1989: «Seguindo o desígnio de Deus, misteriosa e humanamente inexplicável, Isabel Renzi cumpriu a sua vocação como quem “lançou a semente na terra… a semente germina e cresce, sem ela saber como” (Mc 4, 26.27). No borrascoso período da invasão francesa, que seguiu à revolução, Isabel foi quase arrancada do escondimento do mosteiro da Monjas Agostinianas; mas, reinserida no mundo, pôde conhecer melhor as urgentes necessidades da Igreja do seu tempo e dar-se conta de que um novo chamamento do Senhor lhe dizia respeito. Deus mesmo a tinha, por assim dizer, transplantando junto dos problemas da juventude feminina da sua terra. Compreendeu, assim, que erra preciso preparar as jovens do povo para enfrentarem as novas condições de vida que as esperavam numa sociedade secularizada, em contacto com as novas estruturas politicas e administrativas, não raro adversas à fé. Isabel deu-se conta, com intuito profético, de que estava a surgir uma época em que a mulher haveria de assumir novas responsabilidades sociais. Poder-se-ia dizer que Isabel Renzi se tornou fundadora, não tanto por uma opção, quanto porque uma série de circunstâncias a levaram e quase a constrangeram a realizar uma obra orgânica e estável em beneficio das jovens, na sua terra Romanha. Mas teve que enfrentar, para isto, enormes dificuldades, e lutou com discernimento iluminado para vencer obstáculos que a tentação, com frequência, lhe apresentava como insuperáveis. A sua regra de vida foi precisamente a de abandonar-se a Deus, a fim  de que Ele dispusesse os passos e os tempos para o desenvolvimento da obra como lhe agradava. (…) Como uma semente lançada a terra, Isabel suportou as suas privações com ativa esperança. Escreveu. “tudo se complicava, quando o presente me era tão doloroso e o futuro me parecia ainda mais escuro, fechava os olhos e abandonava-me, como uma criancinha nos braços do *Pai que está nos céus”». Faleceu santamente em Cotriano, a 14 de Agosto de 1859. L’OSS. ROM. 25.6.1989; DIP 7, 1687-9; 5, 824-6. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt
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Maximiliano Kolbe, Santo
Agosto 14 Presbítero y Mártir
Maximiliano Kolbe, Santo
Maximiliano Kolbe, Santo
Arnulfo de Soissons, Santo
Arnulfo de Soissons, Santo
Domingo Ibáñez de Erquicia y Francisco Shoyemon, Santos
Domingo Ibáñez de Erquicia y Francisco Shoyemon, Santos
Sante de Urbino Brancoisini, Beato
Agosto 14 Laico Franciscano, 14 de agosto
Sante de Urbino Brancoisini, Beato
Sante de Urbino Brancoisini, Beato
Antonio Primaldo y casi ochocientos compañeros, Beatos
Antonio Primaldo y casi ochocientos compañeros, Beatos (Ver "Compendiosa história de los ochocientos mártires de Otranto”)
Ver em HTTP://SANTIEBEATI.IT, os seguintes:
92848 > Sant' Arnolfo di Soissons Vescovo 14 agosto MR

93349 > Santi Domenico Ibanez de Erquicia e Francesco Shoyemon Martiri domenicani 14 agosto MR
91602 > Beata Elisabetta Renzi Vergine e Fondatrice 14 agosto MR

91373 > Sant’ Eusebio di Roma Prete 14 agosto MR
 
66085 > San Fachtna (o Fachanano) Vescovo 14 agosto MR

93459 > Beato Felice Yuste Cava Sacerdote e martire 14 agosto MR
 
93589 > Beato Guglielmo da Parma Laico mercedario 14 agosto


92834 > San Marcello di Apamea Vescovo e martire 14 agosto MR
90300 > Beati Martiri d'Otranto(800) -  14 agosto MR

34050 > San Massimiliano Maria Kolbe Sacerdote e martire 14 agosto - Memoria MR

90220 > Beato Sante Brancorsini da Urbino Francescano 14 agosto MR

66080 > Sant' Ursicino Martire 14 agosto MR

93465 > Beato Vincenzo Rubiols Castellò

Sacerdote e martire 14 agosto MR
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