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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Simbolismo e significados do Apocalipse: interpretação exegética do Livro da Revelação - parte 1


Simbolismo e significados do Apocalipse: interpretação exegética do Livro da Revelação - parte 1



O Apocalipse, cujo título no grego é αποκάλυψις (apokálypsis), que significa "revelação" (traduzido literalmente: 'tirar o véu'), é o último livro da Bíblia Sagrada. Complexo e profundamente místico, está repleto de símbolos, alegorias e comparações. Trata-se de uma leitura extremamente difícil, até para teólogos e pesquisadores gabaritados. A compreensão deste livro, sem dúvida, está além do alcance do leigo comum e também dos curiosos em geral. Por isso mesmo, é mais fácil cair na tentação de manipular certas passagens, deturpando-as e usando-as fora de contexto, para justificar qualquer opinião pessoal.

Como é de conhecimento geral, certos embusteiros da fé têm usado desses artifícios desonestos para atacar a Igreja de Cristo, chegando a dizer que é a Igreja a "Prostituta" e/ou a "Grande Babilônia", e o Papa a "Besta" citados no livro do Apocalipse. Para começarmos a ler um pouco melhor este livro tão difícil, é essencial possuirmos algum conhecimento exegético prévio. Com este artigo, pretendemos ao menos lançar alguma luz sobre o tema e abrir caminhos para uma leitura mais madura e realista de um texto sagrado tão maltratado e manipulado por ignorantes e desonestos.

Para muitos, o Apocalipse é um livro que fala somente de destruição, catástrofe e fim do mundo. Ao iniciar a sua leitura, não são poucos aqueles que, impressionados, assustam-se e desistem. Outros tantos utilizam os textos para caluniar pessoas e religiões. A verdade inegável é que a linguagem do Apocalipse é estranha para o leigo, saturada de simbolismos e alegorias desconhecidas. Raros são aqueles que sabem por onde começar a decifrá-lo.

Temas como a Besta do Apocalipse (na realidade são duas Bestas, a primeira e a segunda), o Anticristo e o número 666, entre outros, têm sido motivo de muita confusão, sempre aumentada por espetaculares produções cinematográficas que tratam o assunto com total liberdade (e irresponsabilidade). Não são poucos os que se apressam em apontar, nos tempos atuais, algum "anti-Cristo" ao qual poderiam ser atribuídas as descrições do Apocalipse: com inquieta curiosidade e sem nenhum receio, especulam ansiosamente, com muito atrevimento mas sem fundamentar as supostas evidências que enxergam por todos os lados. Nos acontecimentos dos nossos tempos, enxergam suas próprias "verdades" sobre toda a simbologia contida no Livro da Revelação, sem desconfiar que seus reais significados estão vinculados a um outro tempo específico, dentro de contextos históricos alheios à atualidade.


Considerações gerais

Para começar este trabalho exegético, consideramos importante explicar alguns elementos que servem como material sólido (e historicamente correto) para interpretar o texto. Optamos pela tradução bíblica da edição brasileira da Bíblia de Jerusalém.


Gênero literário

Livro da RevelaçãoApocalipse de João ou ainda Apocalipse de Jesus Cristo segundo João, corresponde, precisamente, ao gênero literário denominado "apocalíptico", que floresceu na literatura hebraica por quatro séculos, de 2aC até 2dC. A literatura apocalíptica depende da literatura profética e da sapiencial. Porém, diferentemente da literatura profética, onde o elemento essencial é "a Palavra", na apocalíptica o elemento essencial é "a Visão". Outra característica do gênero apocalíptico é o uso abundante de símbolos.

A estrutura de um texto apocalíptico divide-se sempre em três fases:
1. Uma etapa de opressão ao Povo de Deus;
2. Uma etapa de castigo e destruição do inimigo;
3. Uma etapa de libertação, vitória e domínio do Povo de Deus.

No Apocalipse, é importante distinguir o ensinamento, que há por detrás da Visão, do relato que narra a Visão. O conteúdo apocalíptico é escatológico ao invés de histórico, motivo pelo qual o seu ensino perdura até o fim dos tempos. No entanto, em sua dimensão histórica, o relato se refere a um tempo concreto, específico. É sob essa ótica que o Apocalipse deve ser interpretado, se quisermos obter o correto entendimento dos seus significados. Além disso, mediante uma boa hermenêutica, podemos proceder a uma constante atualização do seu conteúdo doutrinário.

No Antigo ou Primeiro Testamento (AT) encontramos literatura apocalíptica em Isaías, Ezequiel, Judite, Zacarias e Daniel. No Novo Testamento, encontramos textos apocalípticos em Marcos, Mateus e Lucas, quando narram o discurso escatológico de Jesus; em algumas passagens paulinas, nas epístolas aos Tessalonicenses e 1Coríntios; e, finalmente, como é óbvio, no próprio livro da Revelação ou Apocalipse.


Chaves de interpretação

Para entender mais perfeitamente o conteúdo do livro do Apocalipse, é necessário primeiro conhecer o conteúdo e os símbolos contidos no livro do profeta Daniel; por sua vez, para entender os símbolos de Daniel, é preciso conhecer e entender os símbolos usados pelo profeta Ezequiel; para entender o significado da segunda Besta, é imprescindível compreender o significado da primeira Besta, e assim por diante. Esse procedimento coeso é de fundamental importância no estudo. Ao compreendermos os simbolismos de Ezequiel e Daniel, por exemplo, a exegese do Apocalipse de João resulta em um processo mais simples e natural. Oferecer a interpretação de toda esta simbologia está fora do alcance deste nosso trabalho: esta observação visa conscientizar o estudioso que deseja realmente aprofundar-se no tema por conta própria.

Os Apocalipses (pois existem diversos) foram desenvolvidos numa época de opressão. No caso concreto do Apocalipse de João, foi escrito no ano 95, segundo a opinião majoritária. Nesse tempo, Domiciano exigia o "culto imperial", ainda mais que seus predecessores Vespasiano e Tito. É neste contexto histórico que devemos buscar o verdadeiro significado dos simbolismos empregados por João.


Simbologia dos números no Apocalipse

Todos os números usados no Apocalipse têm significado específico. Conhecê-los ajuda a entender os símbolos do texto. Neste primeiro momento de estudo, convém conhecer os seguintes:

Número 2 - Significa solidez, é usado para reforçar uma determinada realidade; como por exemplo: 2 testemunhas, 2 chifres, etc.;
Número 3 - Perfeição;
Número 6 - Um a menos que o 7; significa imperfeição;
Número 7 - Plenitude, totalidade, inteireza;
Número 666 - O célebre e enigmático "número do Anticristo", que já deu margem a tantas e diversas interpretações, muitas absurdas, designa 3 vezes o número 6, isto é, a máxima imperfeição, a oposto absoluto daquilo que é perfeito.




Breve resumo do Livro do Apocalipse


Logo ao abrir o Livro da Revelação, os três primeiros versículos são um resumo de tudo o que encontraremos adiante. É a porta de entrada da “casa”: a primeira palavra que aparece é “revelação”. A principal finalidade do livro é motivar à resistência, porque os primeiros cristãos viviam tempos muito difíceis. Vemos que a Revelação vem de Deus, por meio de Jesus, para seus servos. Os servos de Jesus são os seus seguidores e profetas.

O Apocalipse é um livro urgente. Não foi escrito para que, ao lê-lo, pudéssemos prever o futuro, mas sim para motivar pessoas a resistirem à opressão e a serem profetas e profetizas, pelo bem da Igreja. O que encontramos no Apocalipse são sinais, e a função do sinal é apontar para algo que ainda não vemos: o caminho que precisa ser percorrido.

O Apocalipse está repleto de Anjos. Quem são? Num primeiro momento são os representantes de Deus, que comunicam algo ou uma missão especial. Num segundo momento, representam os responsáveis pelas "igrejas", que são as comunidades da Igreja então existentes. Outro tema que já aparece no início do livro é o valor e a importância do testemunho dos santos; no texto original em grego, martiria, que nesse contexto significa testemunhar Jesus, Deus feito homem que foi morto, ressuscitou e venceu a morte, tornando-se Senhor da História e da Vida. O Apocalipse é também um livro da felicidade: já no início, anuncia a primeira bem-aventurança: "Feliz aquele que lê e escuta as palavras desta profecia" (1,3).


"Sete igrejas"?

Assim como as nossas celebrações católicas, até hoje, iniciam-se com a saudação: “A Graça e Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo estejam convosco...”, João inicia o seu Apocalipse da mesma maneira(1,4-8). João faz essa Saudação às "sete igrejas" da Ásia, e aqui cabe um esclarecimento importantíssimo: a doutrina católica ensina que só há uma Igreja de Cristo, una e indivisível. O Livro do Apocalipse, no entanto, menciona a existência de sete igrejas, somente na Ásia, já naquele tempo. Alguns membros de comunidades ditas pentecostais e neopentecostais, assim como de diversas novas seitas autodenominadas "cristãs", vêm interpretando essas citações do Apocalipse como se constituíssem uma suposta "prova" de que a Igreja de Cristo não é uma só. Para estes, as menções às "sete igrejas" demonstrariam que, desde o princípio, não houve uma só Igreja, e sim uma diversidade de "igrejas" diferentes e independentes entre si, unidas apenas pela fé na Ressurreição de Jesus e na observação das Escrituras.

Na realidade, essa concepção é totalmente equivocada: tanto teologicamente quanto historicamente falando, nada poderia ser mais falso. Se cremos na Bíblia como Sagrada, como Palavra inspirada por Deus, precisamos crer nela como um conjunto coerente e harmonioso, cujos livros se integram e complementam para proclamar a única Mensagem Divina para toda a humanidade. Sendo assim, a Bíblia não pode proclamar uma Verdade Revelada numa página e, logo a seguir, negar ou contrariar esta mesma Verdade em outra página. Analisemos a questão observando esta coerência da hermenêutica bíblica:

No Evangelho segundo Lucas, Jesus mesmo diz que "todo reino dividido contra si mesmo acaba em ruínas" (Lc 11,17). Na Carta aos Efésios, o Apóstolo Paulo afirma que só há uma Igreja, que é Una, pois existe em "um só Corpo e um só Espírito", que professa "um só Senhor, um só Batismo e uma só Fé" (Ef 4,5). Logo, se existissem apenas duas "igrejas" diferentes, com doutrinas diferentes e "batismos" próprios, necessariamente uma delas não poderia ser a autêntica Igreja de Jesus Cristo. No entanto, o que vemos hoje são muitos milhares de "igrejas", uma verdadeira infinidade de denominações ditas "cristãs", cada qual proclamando um tipo de fé completamente diferente das demais. Dentre estas, algumas dizem que o batismo não é condição para a salvação, outras dizem que sem o batismo ninguém se salva; algumas aceitam o divórcio, outras não; algumas praticam o que chamam de "santa ceia", outras não; algumas pregam a famigerada "teologia da prosperidade", outas a condenam; etc, etc...

Fica, portanto, evidente que só pode haver uma única Igreja de Cristo autêntica, e esta Igreja só pode ser a mais antiga, a única que provém dos Apóstolos e guarda a sua Tradição, conforme eles mesmos nos orientaram: "Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que não anda segundo a tradição que de nós recebeu" (2Ts 3,6). A Igreja original precisa ser aquela por meio da qual Jesus se dá no Pão e no Vinho, Igreja que se reúne em torno da Sagrada Eucaristia (conf. 1Cor 11,29). Precisa ser a Igreja que cumpre a profecia de Maria Santíssima, que, cheia do Espírito Santo, declarou de si mesma: "Todas as gerações me chamarão Bem-aventurada" (Lc 1, 48). Através do estudo aprofundado da Bíblia Sagrada, vemos claramente que a Igreja de Jesus Cristo só pode ser a Igreja Católica Apostólica Romana, e nenhuma outra. Mas, sendo assim, como explicar a menção às "sete igrejas" no Apocalipse?

Como já vimos, no contexto do Apocalipse, o número 7 significa totalidade, plenitude; Segundo este princípio, o texto alude a sete anjos, sete cartas, sete selos, sete montes, sete trombetas, sete reis, sete candelabros, sete estrelas, etc... e também sete "igrejas". Tudo isso indica totalidade: a mensagem é dirigida à Igreja de Cristo em sua totalidade, a todos os filhos e filhas da Igreja, a todos os membros do Corpo Místico de Cristo, que é a própria Igreja, representada nas "sete igrejas" da Ásia.

Quando fala em "sete igrejas", o autor se refere às diferentes comunidades da única Igreja situadas nas localidades de Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia, de modo muito semelhante ao qual, atualmente, nos referimos às nossas muitas comunidades ou paróquias, dizendo, por exemplo: "visitei a 'Igreja da Sé'", ou "conheci a 'igreja da Natividade do Senhor de Caruarú'".

Não está errado dizer "Igreja da Sé", e "Igreja da Natividade do Senhor", mas não são igrejas diferentes, distintas, independentes uma da outra, e sim comunidades irmãs que pertencem a uma única Igreja, que é Católica (Universal), Apostólica (procede dos Apóstolos) e Romana (somente porque a sua sede primacial, isto é, o endereço físico do sucessor de Pedro, está localizado em Roma).

Uma outra maneira de comprovar essa realidade é observar que, de do mesmo modo, ainda que todo o conjunto dos textos da Bíblia afirme e reafirme, insistentemente, que há um só Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo, sendo o Espírito Santo o responsável por todas as experiências de Deus no Apocalipse, João fala dos “Sete Espíritos de Deus” (Ap 4,5). - Assim como no caso da Igreja de Cristo, o texto também salienta a Plenitude do Espírito Santo, que é Um só, - através do número que representa a totalidade e a plenitude: uma Igreja, representada por "sete igrejas", um Espírito, representado por "sete Espíritos".


Continua aqui


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Bibliografia
1- RICHARD, Pablo. Apocalipse - Reconstrução da Esperança, 2ª ed. Petrópolis: Vozes, 1996.
2- BORTOLINI, Pe. José. Como ler o Apocalipse, Resistir e Denunciar. São Paulo: Paulus, 2008.
3- GALVÃO, Antônio Mesquita. Apocalipse ao Alcance de Todos. São Paulo: O Recado, 2009.
5- CORSINI, Eugênio. O Apocalipse de São João - Grande Comentário Bíblico. São Paulo: Paulinas, 1992.
6- MESTERS, Carlos. Esperança de um Povo que Luta - O Apocalipse de São João, uma Chave de Leitura. São Paulo: Paulus, 1991.


Referência bibliográfica:
Edição Brasileira da Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulinas, 1991.
The New American Bible. Nashville: Catholic Bible Press, 1987.
CARRILLO, S. El Apocalipsis. C. México: Instituto de Pastoral Bíblica, , 1998.NUTTING, M. And God Say What?. New York: Paulist Press, 1986.YATES, K. Nociones Esenciales del Hebreo Biblico. New York:Harper & Row Publishers, 1984.
Outras fontes:
RIVERO, Pe. Jordi. Apostolado Veritatis Splendor: A prostituta do Apocalipse, a Grande Babilônia. Disponível em http://www.veritatis.com.br/apologetica/105-igreja-papado/603-a-prostituta-do-apocalipse-a-grande-babilonia desde 11/12/2006; tradução: Carlos Martins Nabeto.
* Este artigo contém trechos baseados em texto do Padre Ademir Nunes Faria.

Nº 1394-2 - Livro do APOCALIPSE - 31 de Agosto de 2012

antoniofonseca1940@hotmail.com

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Caros Amigos:
Findei ontem (30/8/12) a transcrição completa dos textos insertos no NOVO TESTAMENTO – 12ª edição (1979) – DIFUSORA BÍBLICA – Missionários Capuchinhos – livro este distribuído pelos Catequistas às crianças que fizeram a sua Profissão de Fé (pelo menos a meus filhos gémeos…) em 1982, nomeadamente, na Paróquia da Senhora do Porto, onde se encontra situada a Comunidade de São Paulo do Viso. Estes textos foram as Epístolas (ou Evangelhos) de S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S. João; Actos dos Apóstolos, CARTAS DE SÃO PAULO (Carta aos Romanos, 1ª e 2ª aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, 1ª e 2ª aos Tessalonicenses, 1ª e 2ª a Timóteo, a Tito, a Filémon,  e aos Hebreus), Carta de S. Tiago, 1ª e 2ª cartas de S. Pedro, 1ª, 2ª e 3ª Cartas de S. João e, finalmente, a Carta de S. Judas.
Como está expresso no título, enceto hoje a transcrição do livro do APOCALIPSE, escrito por S. João. Este é talvez, senão o maior, mas pelo menos um dos mais importantes testemunhos dos Apóstolos, rico em conteúdo teológico. Seguirei exactamente o mesmo método que apliquei nas anteriores transcrições, por capítulos e sem mencionar os números de versículos.
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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos,o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:
IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.
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Nº 1394 - 2ª Página

31 de Agosto de 2012

A P O C A L I P S E

INTRODUÇÃO

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Juízo Final

 

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Os 4 Cavaleiros do Apocalipse

 

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INTRODUÇÃO

1  -  Género literário  -  O Apocalipse pertence a um género literário especial, muito em voga nos ambientes judeus a partir do século II, a.C. É um tipo de literatura próprio das épocas de perseguição. Procura descobrir os caminhos de Deus sobre o futuro, a fim de consolar os deprimidos, infundindo-lhes coragem com a certeza de que a vitória final será dos bons. Nos livros canónicos do AT aparece, por vezes, este estilo principalmente em Daniel. Nele e nos apocalipses apócrifos, parece ter-se inspirado o Apóstolo João para escrever esta obra.
O estilo apocalíptico caracteriza-se por imagens grandiosas e simbólicas constituídas por elementos da natureza e apresentadas em forma de visões. Estilo estranho para nós, ocidentais do século XX, enquadra-se perfeitamente na mentalidade semita. Com efeito, enquanto nós pensamos linearmente – silogismo, conclusão – os semitas pensam dum modo circular, em forma de espiral. Exprimem-se através duma sucessão de imagens diferentes que uma a outra vez voltam sobre o tema em questão, explicitando novos aspectos. esta forma mental, subjacente a todo o pensamento semita, tem um campo especialmente apropriado nos apocalipses. Nestes, tudo são símbolos, incluídos os próprios números. Não admira, pois, que nem sempre nos seja muito clara a mensagem do Apocalipse.
2 – Autor, ocasião e finalidade  -  O género apocalíptico, como dissemos, é típico dos períodos de crise, de perseguição. Supõe-se, portanto, um desses períodos na Igreja Apostólica. O autor apresenta-se a si mesmo como João e escreve em Patmos pequena ilha do mar Egeu – onde se encontra desterrado por causa da fé (Ap 1, 9). A tradição eclesiástica identifica este João com o Apóstolo do mesmo nome (Mt 4, 21; 27, 56; Jo 21, 1-14). Assim, tudo leva a concluir que se está sob a perseguição de Domiciano, por volta do ano 95. Violenta tempestade sacudia então as cristandades da Ásia Menor: as perseguições, as doutrinas pagãs do culto ao imperador e as heresias dos nicolaitas e marcionitas. O Apóstolo João, como pastor zeloso, escreve então o Apocalipse, para encorajar os cristãos à perseverança, consolando-os com a certeza de que Jesus está com os Seus, os meus serão punidos, os bons premiados e que a vitória dos cristãos está para breve.
3 – Teologia do Apocalipse – É rico em conteúdo teológico. Exprime a fé da Igreja Apostólica na sua mais avançada fase. A doutrina do Corpo Místico (1 Cor 12, 12 ss ), que no 4º Evangelho aparece sob a alegoria da videira e dos ramos (Jo 15, 1 ss ), recebe aqui novas imagens: Cristo está no meio das sete lâmpadas (1, 13) e tem na Sua mão direita as sete estrelas (1, 16), símbolos das sete igrejas que personificam a totalidade da Igreja. Cristo e a Igreja formam uma só coisa.
Cristo é apresentado do mesmo plano que Javé, com iguais atributos. Ele é «Senhor dos senhores e Rei dos reis». Aquele que tem «um nome que ninguém conhece a não ser Ele mesmo» (cf 1, 7.8.18; 5, 13; 7, 10; 19, 16 etc.).
A História da Salvação continua a desenvolver-se no tempo da Igreja, sob o controlo da Divina Providência. Por isso, acontecimentos como o Êxodo, pragas, teofanias, destruição da Babilónias, etc., servem de pano de fundo para apresentar as novas intervenções de Deus na História.
A existência de anjos e demónios, o juízo de Deus sobre bons e maus, o castigo  deste e a glória daqueles, a ressurreição futura, etc., são realidades fortemente atestadas no Apocalipse.
        
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31 de Agosto de 2012  -  10,15 h

ANTÓNIO FONSECA

Imagem no mapa

Simbolismo e significados do Apocalipse: interpretação exegética do Livro da Revelação - parte 1

A propósito do início da transcrição do Livro do APOCALIPSE que vou levar a efeito já a partir de hoje (31 de Agosto) na 2ª página do meu blogue, e por coincidência, deparei ontem com o texto do blogue  VOZ DA IGREJA e resolvi incluir o referido texto logo a seguir à publicação da 1ª página (Santos de Cada Dia) de modo a completar a descrição que faço na referida 2ª página.
 
 
Posted: 14 Aug 2012 11:26 AM PDT


O Apocalipse, cujo título no grego é αποκάλυψις (apokálypsis), que significa "revelação" (traduzido literalmente: 'tirar o véu'), é o último livro da Bíblia Sagrada. Complexo e profundamente místico, está repleto de símbolos, alegorias e comparações. Trata-se de uma leitura extremamente difícil, até para teólogos e pesquisadores gabaritados. A compreensão deste livro, sem dúvida, está além do alcance do leigo comum e também dos curiosos em geral. Por isso mesmo, é mais fácil cair na tentação de manipular certas passagens, deturpando-as e usando-as fora de contexto, para justificar qualquer opinião pessoal.
Convido os meus leitores a lerem o conteúdo completo abaixo assinalado
Os meus cumprimentos.

António Fonseca




Nº 1394-1 - (244-12) - SANTOS DE CADA DIA - 31 DE AGOSTO DE 2012 - 4º ANO


antoniofonseca1940@hotmail.com
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Nº 1394-1  -  (244-12)
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SÃO RAIMUNDO NONNATO
Sacerdote (1200-1240)
S. Raimundo Nonnato, assim chamado porque «não nascido» mas extraído vivo das entranhas da mãe já morta, viu a luz em Portei, na diocese de Solsona, Espanha, pelo ano de 1200. Os pais eram pobres e Raimundo, ainda menino, teve de guardar o gado. As montanhas de Lérida foram o campo dos seus anos de pastor. Conhecia-lhes muito bem as fontes e arroios, os bosques e os vales e, sobretudo uma ermida de S. Nicolau, onde se venerava uma imagem de Nossa Senhora de quem era devotíssimo. Conta-se que, durante as horas que passava aos pés de Maria, um anjo lhe guardava o rebanho. O que parece fora de toda a dúvida é que a Virgem Santíssima lhe falou um dia e lhe disse que entrasse na recém-fundada Ordem de Nossa Senhora das Mercês para a redenção dos cristãos cativos em terras de mouros. Vencida a resistência do pai, veio para Barcelona, onde conheceu S. Pedro Nolasco, a quem pediu a admissão. Em Barcelona, trabalhou desde o principio no ministério da pregação e catequese, em particular com  os cristãos remidos dos infiéis. Isto não lhe bastava, pois sonhava com maiores e mais difíceis empresas. Sonhava com a redenção dos que gemiam em terras de mouros. Reunia esmolas, mendigando de porta em porta, para resgatar aqueles infelizes. Em 1224 entrou pelo reino mouro de Valência para remir e consolar os cativos. Libertou 140. Em 1226 chegou mesmo até Argel, com S. Pedro Nolasco e, não bastando o dinheiro que levavam para remir tantos cativos, ficou ele em pessoa como refém. Já ordenado sacerdote, voltou outras duas vezes a África. Na primeira, em 1229, desembarcando em Argel, esteve em perigo de perder a vida, pela liberdade apostólica em falar e discutir com mouros e judeus. Em 1232, veio a Bugia, onde obteve óptimos resultados até na conversão de muçulmanos e judeus. A expedição mais célebre do santo foi a do ano de 1236, a Tunes ou mais provavelmente a Argel. Ficou novamente como refém, enquanto se recolhia o dinheiro necessário, em terras cristãs. Libertou 250 cativos em Argel e 228 em Tunes. Dedicando-se com liberdade à evangelização dos infiéis, isto excitou as iras dos mais rebeldes, que o açoitaram e lançaram meio esfolado numa escura masmorra. Continuou pregando Cristo. Um dia, os mouros entraram-lhe na prisão, furaram-lhe os lábios com um  ferro em brasa e pelos buracos meteram-lhe um cadeado. Era o meio único para fechar a boca àquele intrépido pregador. Abriam-na para lhe dar de comer a escassa ração dos presos. Chegou por fim o seu resgate e Raimundo, esgotado pelos açoites, pela fome e pelos maus tratos, voltou a Espanha, à terra de origem. A sua fama de santo e valente pregador tinha chegado até ao papa Gregório IX, que pelo ano de 1239 lhe enviou o chapéu cardinalício. Já antes o encarregara de ir a França convencer S. Luís a partir para a Terra Santa. O Santo continuou na sua humildade e espírito caritativo. Conta-se que um dia, não tendo que dar a um pobre, lhe entregou o seu próprio chapéu. Quando Gregório IX o chamou a Roma para utilizar os seus conselhos, adoeceu com gravidade em Cardona e morreu santamente em 1240. O seu corpo foi descansar na mesma ermida de S.- Nicolau em que orava nos seus anos de pastor. Do Livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.
SANTO ARISTIDES
(século II)
Aristide Marciano, Santo
Este Santo do II século tinha ensinado filosofia em Atenas. A Apologia que escreveu, depois de convertido, é dedicada a Adriano, o imperador então reinante (117-138). Nela mostra que os Bárbaros, os Gregos e os Judeus formaram da Divindade uma ideia falsa, e que só os Cristãos a conhecem verdadeiramente. É aliás o que Jesus ensinava, dizendo que ninguém conhece o pai senão o Filho e aqueles a quem  o Filho o revelou (Lc 10, 22; Jo 8, 19; 14, 7). Reina na Apologia de Aristides um tom de sinceridade alegre que prova quanto o autor se sentia feliz por ter encontrado a fé. Do Livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.
WWW.ES.CATHOLIC.NET/SANTORAL
Ramón Nonato, Santo
Agosto 31 Cardenal,
Ramn Nonato, Santo
Ramón Nonato, Santo
Religioso, cardenal, Patrón de las parturientas
Martirologio Romano: En Cardona, de Cataluña, san Ramón Nonato, que fue uno de los primeros socios de san Pedro Nolasco en la Orden de la Bienaventurada Virgen María de la Merced, y es tradición que, por el nombre de Cristo, sufrió mucho para la redención de los cautivos (c. 1240). Fecha de canonización: Fue canonizado en 1657 por el Papa Alajandro VII
Aristide Marciano, Santo
Agosto 31 Apologista,
Aristide Marciano, Santo
Aristide Marciano, Santo
Apologista
Martirologio Romano: En Atenas, san Aristídes, filósofo, notabilísimo por su fe y por su ciencia, que dedicó algunos de sus libros sobre la religión cristiana al emperador Adriano (c. 150).
Francisco Piani de Caldarola, Beato
Francisco Piani de Caldarola, Beato
Fecha de beatificación: Fue beatificado por el Papa Urbano VII en el año 1634.  Francisco fue un confesor del siglo XVI. Fue el gran propagador y fundador de los Montes de Piedad juntamente con el Beato Bernardino de Feltre. Los dos eran hermanos franciscanos dela estricta observancia.
Dominguito del Val, Santo
Agosto 31 Patrono de los monaguillos,
Dominguito del Val, Santo
Dominguito del Val, Santo
Acólito. Mártir. Año 1250.  Por el año 1250 el rey Alfonso el sabio escribió: ""Hemos oído decir que algunos seres muy crueles, el Viernes Santo, en recuerdo de la Pasión de Nuestro Señor, roban algún niño cristiano y lo crucifican"". Esto fue lo que hicieron con Santo Dominguito del Val.
Pedro (Pere) Tarrés, Beato
Agosto 31 Sacerdote,
Pedro (Pere) Tarrs, Beato
Pedro (Pere) Tarrés, Beato
Fecha de beatificación: Fue beatificado el 5 de septiembre de 2004. Pere Tarrés i Claret nace el 30 de mayo de 1905 en Manresa, provincia de Barcelona, Cataluña (España).Sus padres Francesc Tarrés Puigdellívol y Carme Claret Masats eran creyentes y ejemplares; tienen otras dos hijas, Francisca y María. Pere es bautizado el 4 de junio en la parroquia de la Virgen del Carmen.
Aidano de Lindisfarne, Santo
Aidano de Lindisfarne, Santo
Obispo
Martirologio Romano: En Lindisfarne, de Northumberland, san Aidano, obispo y abad, varón de suma mansedumbre, piedad y recto gobierno, que, llamado del monasterio de Iona por el rey Osvaldo, estableció allí su sede episcopal y un monasterio, para dedicarse con eficacia a la evangelización de aquel reino (651).
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