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sábado, 1 de setembro de 2012

Nº 1395-2 - Livro do APOCALIPSE - 1 de Setembro de 2012

antoniofonseca1940@hotmail.com

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Caros Amigos:
Findei anteontem (30/8/12) a transcrição completa dos textos insertos no NOVO TESTAMENTO – 12ª edição (1979) – DIFUSORA BÍBLICA – Missionários Capuchinhos – livro este distribuído pelos Catequistas às crianças que fizeram a sua Profissão de Fé (pelo menos a meus filhos gémeos…) em 1982, nomeadamente, na Paróquia da Senhora do Porto, onde se encontra situada a Comunidade de São Paulo do Viso. Estes textos foram as Epístolas (ou Evangelhos) de S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S. João; Actos dos Apóstolos, CARTAS DE SÃO PAULO (Carta aos Romanos, 1ª e 2ª aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, 1ª e 2ª aos Tessalonicenses, 1ª e 2ª a Timóteo, a Tito, a Filémon,  e aos Hebreus), Carta de S. Tiago, 1ª e 2ª cartas de S. Pedro, 1ª, 2ª e 3ª Cartas de S. João e, finalmente, a Carta de S. Judas.
Como está expresso no título, enceto hoje a transcrição do livro do APOCALIPSE, escrito por S. João. Este é talvez, senão o maior, mas pelo menos um dos mais importantes testemunhos dos Apóstolos, rico em conteúdo teológico. Seguirei exactamente o mesmo método que apliquei nas anteriores transcrições, por capítulos e sem mencionar os números de versículos.
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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos,o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:
IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.
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Nº 1395 - 2ª Página

1 de Setembro de 2012

A P O C A L I P S E
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Juízo Final

Os 4 Cavaleiros do Apocalipse

INTRODUÇÃO
1  -  Título e assunto do Livro  -  Revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para manifestar aos Seus servos as coisas que brevemente devem acontecer, e que, pelo Seu Anjo, enviou e notificou a João, Seu servo, o qual testifica com o palavra de Deus e tewtemunho de Jesus Cristo tudo o que viu. Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas, porque o tempo está próximo.
Mensagem às Igrejas da Ásia  -  João, às sete Igrejas que estão na Ásia: Graça e paz da parte d’Aquele que é, que era e que há-de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do Seu trono, e da parte de Jesus Cristo, que é a testemunha fiel, o primogénito dos mortos e o Princípe dos reis da terra. Aquele que nos ama e que com o seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus, Seu Pai, glória e poder para todo o sempre, Ámen.
Ei-Lo que vem sobre as nuvens e todos os olhos O verão, até mesmo os que O trespassaram; todas as tribos da terra se lamentarão por causa d’Ele. Sim! Ámen. Eu sou o Alfa e o Omega, diz o Senhor Deus, O que é, que era e que há.de vir, o Todo-Poderoso.
Visão de João na Ilha de Patmos  -  Eu, João, que também sou vosso irmão e companheiro na aflição, na realeza e na paciência em Jesus Cristo, estava na ilha de Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo. E fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: «O que, vês, escreve-o num livro e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: A Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodiceia». Virei-me para ver quem falava comigo e, ao virar-me, vi sete castiçais de ouro, e, no meio dos sete castiçais, alguém semelhante a um filho de homem, vestido até aos pés com um  vestido comprido e cingido no peito com um cinto de ouro. A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; os seus olhos eram como uma chama de fogo. Os seus pés eram semelhantes ao bronze posto ao rubro numa fornalha e a sua voz como o ruído de estrelas e da sua  boca saía uma aguda espada de dois gumes, afiada e o seu rosto era como o Sol quando resplandece com toda a sua força.
Quando o vi, caí a seus pés como morto; e Ele pôs sobre mim a sua mão direita, dizendo-me: «Não temas: Eu sou o Primeiro e o Último. O que vive; conheci a Morte, mas eis-Me aqui vivo pelos séculos dos séculos. E tenho as chaves da Morte e do Inferno. Escreve, pois, as coisas que tens visto, as que são e as que hão-de acontecer depois destas; Eis o mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete Igrejas, e os sete castiçais são as sete Igrejas».
        
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1 de Setembro de 2012  -  10,15 h
ANTÓNIO FONSECA
Imagem no mapa

Nº 1395-3 - IN MEMORIAM do Padre Mário Salgueirinho - 1 de Setembro de 2012

Caros Amigos:

Por motivos já explicados por várias vezes, esta rubrica foi publicada pela última vez em 28 de Julho passado. Desde então decorreram exactamente 4 sábados em que não pude editá-la neste blogue. Hoje, porém, volto a fazê-lo, pelo menos até sobrevir outra interrupção. De qualquer modo e para salvaguardar outro possível intervalo, vou tentar agendar novas publicações para serem editadas durante os sábados do mês de Setembro – talvez não seja um “truque” a seguir, dada a instabilidade com que venho lutando – mas, foi o melhor que encontrei. Desculpem-me e obrigado. António Fonseca

 
(Post para publicação em 1 de Setembro de 2012 – 10,30 h).
(Pde Mário Salgueirinho Barbosa)
Padre Mário Salgueirinho foi para todos nós um ser humano exemplar, uma pessoa marcante e ficam definitivamente as nossas vidas mais pobres sem o seu carácter, bondade e sabedoria.
Que descanse em paz com as honras do Senhor.
18\06\1927 - 29\10\2011

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Do livro “Caminhos da Felicidade”
POSSO AJUDÁ-LO ?

 

Num destes dias, entrei num  hipermercado movimentado. Gente fervilhando por todos os sectores na azáfama das compras.
Vi, então, aqui e acolá, alguns rapazes e moças com uma ampla camisola vestida onde se lia em grandes letras: POSSO AJUDÁ-LO.
A ajuda que estes funcionários amavelmente oferecem é qualquer informação sobre preços ou localização de produtos.
Mas achei oportuna aquela mensagem estampada nas túnicas: POSSO AJUDÁ-LO.
Cada pessoa – cristã ou não – deve apresentar ao seu mundo: onde vive, onde trabalha, por onde passa – uma mensagem semelhante de solidariedade para com os outros. É que podemos dar uma ajuda valiosa com a nossa palavra, com o nosso conselho, com a nossa presença nas horas difíceis, com o nosso testemunho, com  as nossas acções de ajuda material ou moral.
Cada pessoa, em vez de viver fechada com os seus talentos, com as suas capacidades, com o seu dinheiro, com os seus valores espirituais ou materiais, deve apresentar de forma que se veja, se compreenda, uma oferta de ajuda aos demais. POSSO AJUDÁ-LO
Num mundo de confusão e ignorância, num mundo de angústias misturadas com erros e contravalores, num mundo chagado de doenças físicas e morais, há muita gente de olhar faminto de pão e de verdade, buscando um sinal de auxílio, um simples estender da mão de alguém que possa dar alguma ajuda e algum alívio, alguma réstia de felicidade.
Porto, Dezembro de 1998
Mário Salgueirinho
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Do livro “Dar é receber”

LADRÃO DE SONHOS

Há uma espécie de ladrões de que nos havemos de acautelar é o ladrão de sonhos.
Há pessoas que projectam a realização de um sonho na vida e alguém, com os seus medos, com o seu pessimismo sombrio, desanima a pessoa e desfaz-lhe o sonho como nuvem passageira.
Eis uma bela história de um sonho realizado.
Um jovem chamado Monty era filho de um treinador de cavalos, que arrastava uma vida ingrata de fazenda para fazenda, de rancho para rancho, de pista para pista. O curso secundário do filho era constantemente interrompido.
No último ano do curso, um professor mandou-lhe escrever o que gostaria de ser quando crescesse. O jovem escreveu sete páginas explicando que o seu objectivo era possuir um rancho de cavalos. Descreveu e desenhou tudo pormenorizadamente e entregou ao professor.
Daí a dias recebeu o seu trabalho com uma nota negativa a vermelho e esta frase: «Procure-me no fim da aula».
O aluno procurou então o professor e perguntou-lhe: «Por que tive esta nota negativa
«Porque é um projecto irreal para tio. Não tens dinheiro. Vens de uma família itinerante e pobre. tens de comprar terreno e cavalos. escolhe um projecto menos ambicioso».

O moço regressou a casa triste e desalentado. reflectiu e ao fim de uma semana entregou o trabalho ao professor com esta frase: «Pode ficar com a sua nota negativa, que eu fico com o meu sonho».

O tempo passou. E Monty não desistiu do seu sonho. E disse a um grupo de amigos: «Conto a minha história, porque tenho encaixilhado sobre a lareira aquele meu trabalho escolar. E é curioso que o meu professor trouxe trinta alunos para acampar no meu rancho. Antes de ir embora, disse-me: «Monty, quando era teu professor eu era um ladrão de sonhos. Durante aqueles anos, roubei os sonhos a muitos alunos. Tu tiveste juízo suficiente para não desistires do teu

É importante não deixar esfumar os nossos sonhos, não deixar anular os projectos da nossa vocação.

 

Porto, Dezembro/2003
Mário Salgueirinho
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http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt; http://bibliaonline.com.br/acf
A publicar em:
1-Setembro-2012 - 10,30 horas
António Fonseca

Nº 1395-1 - (245-12) - SANTOS DE CADA DIA - 1de Setembro de 2012 - 4º ANO

antoniofonseca1940@hotmail.com
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Nº 1395-1  -  (245-12)

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SANTA BEATRIZ DA SILVA

Fundadora (1426-1490)

No dia 3 de Outubro de 1976, Portugal ficou tendo mais uma santa – Santa Beatriz da Silva e Meneses. Fora beatificada em 1926, por Pio XI. Paulo VI, ao canonizá-la, disse «Beatriz da Silva nasceu em Ceuta, cidade do Norte de África, nessa época sob o domínio da coroa de Portugal. O feliz evento verificou-se em 1426, muito provavelmente, embora alguns biógrafos falem de 1424. Nasceu portuguesa, portanto». Mas não falta quem lhe aponte outras naturalidades, Campo Maior, Lisboa e Évora.- O pai, Dom Rui Gomes da Silva foi governador de Ceuta e alcaide-mor (quer dizer, Presidente da Câmara) de Campo Maior. Sua mãe, D. Isabel de Meneses, era próxima parente do Arcebispo de Évora, Dom Garcia de Meneses. Concedeu-lhes o Senhor onze filhos. Beatriz, a segunda filha do piedoso casal, passou os primeiros 21 anos em Campo Maior, toda entregue à devoção e a obras de caridade. Ela mesma dizia: “ – A caridade apoderou-se de tal maneira do meu coração, que me faz sempre esquecer de mim mesma. E é como me sinto feliz. Por isso, depois da família, quem mais conta para ela são os pobres. Quando todos os dias, estes se apresentavam à porta do castelo, apreciavam sem dúvida, o pedaço de pão alvo que Beatriz lhe oferecia, mas muito mais ainda o seu sorriso de donzela, sempre pronta a unir à esmola uma palavra animadora. E para melhor o poder fazer, visitava e catequizava as crianças. Acudia frequentemente a Jesus Sacramentado, presente na Igreja Matriz, onde recebera a graça de se tornar cristã pelo Baptismo. Nossa Senhora da Conceição, devoção tão querida de toda a família, foi a mestra que a orientou desde pequenina. A beleza de Beatriz era tão extraordinária que um pintor italiano a quis perpetuar e pediu a dom Rui Gomes autorização para lhe retratar a filha, Beatriz opôs-se tenazmente, pois não lhe consentia o pudor estar sem véu diante de um homem estranho. O pintor insistia e para o conseguir valeu-se dum estratagema. Beatriz serviria apenas para modelo dum quadro de Nossa Senhora. Obrigada pelo pai, a angelical menina cedeu, mas sob a condição de ficar com os olhos baixos, todo o tempo que o pintor trabalhasse. O famosos quadro, em que Nossa Senhora aparece com as feições da nossa santa, conserva-se actualmente na Secretaria da Misericórdia de Campo Maior. Depois duma juventude toda feita de caridade e piedade, Beatriz, pelos 21 anos, foi chamada para o Paço Real de Lisboa, a fim de servir de aia à infanta D. Isabel, neta de D. João I. Acompanhou a sua senhora para Espanha quando esta, em 1447, casou com o rei Dom João II, daquela nação. «Formosíssima, a sua graça causa a sua desgraça» – como escreveu Antero de Figueiredo. Beatriz era tão senhorial, sensata, simpática e bonita, que o rei e fidalgos cercavam-na de atenções e olhavam-na com interesse. A Rainha D. Isabel, despeitada e a referver de ciúmes, persegue-a e maltrata-a. A pobre menina oferecia tudo a Deus e, no fundo do seu coração, cada vez se unia mais a Ele. À oração e a Sagrada Eucaristia, de que era devotíssima, ia buscar força para a luta da vida. Segue-se a narração seguinte, talvez dramatizada pela lenda. “Certa tarde, a despeitada soberana avisa-a: – Beatriz, prepara-te, que esta noite precisarei de ti, e eu própria virei buscar-te. A jovem fidalga ajoelhou-se diante do oratório que tinha no quarto, onde uma imagem de Nossa Senhora, sorrindo, parecia incutir-lhe coragem. Enchem-se de lágrimas os seus olhos de uma beleza sem par e ansiosos, parecem interrogar a Senhora: – Minha Mãe, será possível? Dizem que a rainha vai tentar fazer-me desaparecer do palácio e do seu caminho. Mas, afinal, porquê? Que fiz eu? Não recordo a menor falta. Só uma vil intriga pode ter produzido tal ameaça. Estava ainda nestas reflexões quando a porta do seu quarto se abriu para dar passagem a Dona Isabel, que vinha embrulhada na sua capa e segurava na mão uma lanterna. Ao vê-la de joelhos, exclamou: – Ah! rezavas? Pensas acaso que a Virgem vai livrar-te depois dos desvarios que tens praticado? Segue-me! A pobre menina obedeceu sem réplica e foi seguindo a rainha. Atravessam os salões e compridos corredores e descem até aos subterrâneos do velho palácio de Tordesilhas, no Alcácer de Valladolid. Beatriz, atónita, não sabia que pensar. Não teve, porém, tempo para muitas reflexões. Dona Isabel abriu uma porta, que se escondia no recanto duma parede, e apareceu uma espécie de armário ou cofre grande. Imediatamente se volta para a jovem portuguesa, gritando-lhe: – Eu te ordeno, Entra imediatamente neste cofre! Beatriz tenta desculpar-se, a mas a senhora interrompe-a com uma chuva de injúrias: – És falsa, Beatriz, tens pois de desaparecer da minha vistas! Entra imediatamente no cofre, onde ficarás fechada até eu vir encontrar aqui o teu cadáver. A tímida menina obedeceu. Quando a rainha a viu dentro, fechou impetuosamente a porta, exclamando: – Finalmente estou vingada. Agora posso viver tranquila no meu Palácio, sem a tua sombra. A pobre prisioneira reza, aflita, mas confiada: – Escutai a minha súplica. Senhor e minha Mãe, e não me deixeis morrer sem receber a Sagrada Eucaristia. E, como sei que a jóia mais preciosa e que mais vos agrada é a pureza, ofereço-me por esposa do vosso Filho e meu Salvador. Coloco-me debaixo do vosso manto e prometo espalhar e venerar o mistério da Vossa Imaculada Conceição. A escura prisão iluminou-se e apareceu-lhe a celeste Rainha com o menino nos braços. Trazia vestido um hábito branco e a cobri-+lo um manto azul celeste. Depois de consolar a prisioneira e de lhe manifestar a satisfação que lhe dera com o voto de castidade, prometeu-lhe que sairia livre daquela cadeia, pois Deus tinha-a destinado para grandes coisas. Fundaria um instituto religioso com o título de Ordem da Imaculada Conceição». Dias depois, ao abrir o armário, a rainha, que esperava encontrar um cadáver, deu com  Beatriz cheia de vida e ainda mais formosa. Torturada pelo remorso e também pelo medo, ouviu estas palavras: – Senhora, não temais. Servi-vos durante anos e estava disposta a continuar a servir-vos. Mas Deus chama-me e não posso deixar de seguir o seu apelo. Peço-vos, portanto, licença para abandonar o palácio e seguir hoje mesmo, se possível for, para o Convento de São Domingos el Real de Toledo. – Pois bem, Beatriz, se o Senhor te chama, vais em demora e podes contar com o meu auxílio – respondeu a rainha arrependida. A inocente vítima deixou nesse mesmo dia Valladolid a caminho de Toledo. Depois de 30 longos anos passados na oração e penitência no Convento de S. Dominbgos, dali saiu em 1484, com mais doze religiosas, para dar começo à nova Ordem de Nossa Senhora da Conceição, que foi aprovada pelo papa Inocêncio VIII, um ano antes da morte da Fundadora. As freiras vestem de branco com manto azul celeste, professam especial devoção a Nossa Senhora da Conceição e seguem a regra de S. Francisco. Vivem vida contemplativa na oração, penitência e trabalho (costura,, bordados, paramentos, malhas). O Corpo de Santa Beatriz jaz em Toledo, onde a Fundadora faleceu a 9 de Agosto de 1490, com 66 anos de idade, no reinado de D. João II. «A Ordem Concepcionista Franciscana» expandiu-se rapidamente por todo o mundo. Em Portugal existiram vários conventos, até à expulsão das Ordens religiosas em 1834. O primeiro e mais conhecido foi o de Braga, inaugurado em 1629, no edifício que é actualmente o Instituto Monsenhor Airosa. Outros mosteiros se fundaram em seguida: Nossa Senhora da Penha, em Braga (1652); Nossa Senhora dos Anjos, em Chaves (1685); Nossa Senhora da Conceição de Loulé, Carnide, Arrifana de Sousa, Ponta Delgada, etc. . As Concepcionistas de Santa Beatriz da Silva que não se devem confundir com outras Concepcionistas de fundação moderna, são, actualmente, ao todo umas 3 000 no mundo inteiro, distribuídas em 155 mosteiros de vida contemplativa, nos seguintes países: Espanha 95; Brasil 18; Colômbia e Bolívia 22; Peru e Equador 7; Bélgica 2; Portugal 2. Os dois únicos mosteiros portugueses situam-se em Campo Maior e Viseu. A fundação do Convento Concepcionista de Campo Maior anda ligada a um facto extraordinário. Pelo ano de 1926, era Pároco da freguesia o rev. Doutor Gabriel da Costa Gomes. Uma mulherzinha do povo, ignorante e analfabeta, que vivia no solar da antiga família, foi ter com  o prior contando-lhe que tinha visões, em que lhe aparecia uma santa, natural daquela terra, fundadora de uma Ordem Religiosa em Toledo, Espanha, que pedia que o seu culto fosse ali restabelecido. O padre, a princípio, não ligou importância. Mas os pormenores históricos sobre a vida da desconhecida santa e sua família eram tão numerosos e exactos que acabou por admitir que aquela mulher rude e ignorante falava por inspiração do alto. Escreveu para Toledo, curioso e receoso, pedindo informações que vieram confirmar o que a paroquiana contava. Foi a Toledo pessoalmente, conheceu as Religiosas Concepcionistas e trouxe de lá uma relíquia. mandou fazer uma imagem da Santa, cópia da que se venera em Toledo, e começou a celebrar cada ano a sua festa, no dia 1 de Setembro e o seu culto propagou-se. Sua Mensagem. Santa Beatriz da Silva recomendou ás suas Religiosas grande pureza de coração, amor a Jesus, e, de modo particular, devoção à Senhora da Conceição. «Considerem as Irmãs atentamente que sobretudo devem desejar ter o Espírito do Senhor e a sua santa actuação, como pureza de coração e oração devota; purificar dos desejos terrenos e das vaidades do século a consciência: e tornar-se um só espírito com Cristo seu esposo, pelo amor». Mas a principal característica da sua vida e da Ordem que fundou é um grande amor a Nossa Senhora, sobretudo no privilégio da sua Conceição Imaculada. «Esta devoção legou-a ela em significativa herança, às suas filhas espirituais, dispondo que fosse a característica da nova ordem» (Paulo VI). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

BEATO MIGUEL GHEBRÉ

Mártir (1791-1885)

Mártir abexim, membro da Congregação da Missão (Lazaristas). Nasceu em Dibo (Geggian), em 1791, também de sangue português. depois de frequentar as escolas inferiores, aos 22 anos abraçou a vida monástica para se dar mais livremente ao estudo e à oração. Numa viagem a Alexandria, conheceu São Justino de Jacobis, com quem peregrinou até Roma (1841) e à Palestina. Voltando à pátria, abjurou a heresia monofisita (1843); em seguida, incorporou-se no séquito de De Jacobis, por quem foi ordenado sacerdote em 1851. Desde então e até à morte, este «génio abexim inteligente, hábil, activo e exemplar» (De Jacobis) ocupou-se na conversão  dos hereges e ganhou para a fé romana até mesmo o filho do Rei João. Ocupou-se em instruir os jovens abexins do Seminário de Alai, para quem redigiu gramática, dicionário em língua ge’ez, um catecismo e, com o mesmo Justino De Jacobis, começou a tradução da teologia moral de Cury. Deflagrando a perseguição religiosa, foi preso em Gondar, em 1854, por ordem de Albuna Salama. Condenado à morte pelo imperador Teodoro, foi indultado mas, conservado sempre em cadeias, não resistiu a tantas privações e faleceu em Cerécia Ghebaba, a 28 de Agopsto de 1885. Foi beatificado por Pio XI, a 31 de Outubro de 1926. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

SANTA MARGARIDA DE RIÉTI

Religiosa (1747-1770)

Sobrinha do médico-poeta Francisco Rédi, nasceu em Arezze, Itália, a 15 de Julho de 1747. educada pelas Beneditinas de Santa Apolónia, em Florença, entrou no Carmo de Santa Teresa da mesma cidade, em 1764, e aí mesmo veio a morrer, a 7 de Março de 1770. O seu corpo conserva-se incorrupto. Caracteriza-se ela pelo perfeito equilíbrio de todos os aspectos fundamentais da vida espiritual; é grande mística, mas sempre entregue aos esforços da ascética; consuma-se no serviço assíduo de  numerosas irmãs doentes. Alimentada da Sagrada Escritura, do dogma e de liturgia, experimenta a mais pronunciada aridez contemplativa. Nota dominante da sua vida interior: o empenho no ocultamento; é a «Santa da vida oculta». O seu itinerário espiritual leva-a do Sagrado Coração à Santíssima Trindade. Depois de assimilar totalmente os ensinamentos de Santa Margarida Maria Alacoque, vive-os de modo pessoal com a imitação da vida secreta da Alma e do Coração de Cristo; daqui sobe à procura da intimidade da Santissima Trindade por meio de um  conjunto de exercícios ascéticos e litúrgicos, coroados com profundas contemplações trinitárias. E depois emprega-se toda em entornar sobre a Igreja a abundância dos impulsos do Espírito Santo, com os quais se sente pessoalmente beneficiada. É a realização mais pura e mais perfeita do ideal teresiano. Foi canonizada a 19 de Março de 1934. É a Santa mais nova do Carmelo teresiano; falecida com 23 anos incompletos. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

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Josué, Santo
Septiembre 1 Patriarca del A.T.,

Josu, Santo

Josué, Santo

Patriarca

Martirologio Romano: Conmemoración de san Josué, hijo de Nun, siervo del Señor, que al recibir la imposición de manos por Moisés, fue lleno del espíritu de sabiduría, y a la muerte de Moisés introdujo de modo maravilloso al pueblo de Israel, cruzando el Jordán, en la tierra de promisión (Jos, 1, 1).Muerto Moisés, Josué es el capitán que introducirá a su gente Tierra Prometida. Ya era la hora de poseer la tierra que Dios prometió a los israelitas al sacarlos de Egipto. Han pasado cuarenta años. Es un pueblo joven el que está en las proximidades de Canán. Son los hijos de los que Yavé sacó con mano poderosa. Se han curtido en el desierto inhóspito donde han vivido del mimo de Dios y presenciando a diario sus grandezas. Tienen esculpida en su alma la idea de que sólo en la fidelidad a la Alianza tienen garantía de la protección de Dios.

Gil o Egidio, Santo
Septiembre 1 Ermitaño y Abad,

Gil o Egidio, Santo

Gil o Egidio, Santo

Ermitaño

Martirologio Romano: En la región de Nimes, de la Galia Narbonense (hoy Francia), san Egidio o Gil, cuyo nombre adopta la población que después se formó en la región de la Camargue y donde se dice que el santo había erigido un monasterio y acabado el curso de su vida mortal (s. VI/VII)

Gil o Egidio, Santo

También se llamaba Egidio. Parece ser que tenía origen griego, peregrinó a Roma, luego se hizo religioso y finalmente se estableció como ermitaño cerca de Nimes. Fundó Gil o Egidio, Santo un monasterio. Conocido y extendido su culto por toda Europa durante la Edad Media. Lo que las devociones populares cuentan de su vida resaltan su bondad cristiana, su misericordia, la delicadeza que demostraba con los pecadores y la llamada a la conversión. Los abundantes peregrinos de Santiago le pedían ayuda contra el miedo y las madres recurrían a él cuando sus hijos eran presa de terrores nocturnos o sufrían pesadillas. ¿Quieres saber más? EWTN puede complemetar la información

Terenciano de Todi, Santo
Septiembre 1 Obispo y Mártir,

Terenciano de Todi, Santo

Terenciano de Todi, Santo

Obispo y Mártir

Martirologio Romano: En Todi, de la Umbría, san Terenciano, obispo (c. s. IV). Etimología Terenciano = atento, delicado. Viene de la lengua latina. San Terenciano se convirtió gracias a la fe que veía en los primeros cristianos que llegaron a la ciudad de Todi, Italia. Llegó a ser obispo de Todi. Muchos paganos se convirtieron a la fe de Cristo por su celo pastoral.

José Samsó i Elias, Beato
Septiembre 1 Sacerdote y Mártir,

Jos Sams i Elias, Beato

José Samsó i Elias, Beato

Sacerdote y Mártir

En Mataró, Cataluña, España, Beato José Samsó i Elías, sacerdote y mártir durante la persecución religiosa en España. ( 1936) Fecha de beatificación: 23 de enero de 2010, en la basílica de Santa María de Santa María de la ciudad barcelonesa de Mataró –de la que fue párroco–, la ceremonia fue oficiada por el Cardenal Arzobispo de la Archidiócesis de Barcelona, Lluís Martínez Sistach, en representación de S.S. Benedicto XVI.

Juana Soderini de Florencia, Beata
Septiembre 1 Terciaria Servita,

Juana Soderini de Florencia, Beata

Juana Soderini de Florencia, Beata

Virgen

Martirologio Romano: En Florencia, en la región toscana también de Italia, beata Juana Soderini, virgen de la Orden Tercera de los Siervos de María, preclara por su oración y austeridad de vida (c. 1367).
Los Soderini eran considerados como miembros de una de las familias más nobles de Florencia al iniciarse el siglo XIV.

Lupo de Sens, Santo
Septiembre 1 Obispo,

Lupo de Sens, Santo

Lupo de Sens, Santo

Obispo

Martirologio Romano: En Sens, de Neustria, san Lupo, obispo, que fue desterrado por haber dicho ante un jerarca local que convenía al pueblo ser regido por un sacerdote y obedecer a Dios antes que a los príncipes (c. 623).
San Loupo o Leu, perteneciente a una familia noble, nació en Orléans. Fue elegido Arzobispo de Sens en 609.

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92473 > Sant'Adiutore Vescovo 1 settembre


93464 > Beato Alfonso Sebastia Vinals Sacerdote e martire 1 settembre MR


93673 > Sant’Anea Corpo santo 1° settembre


92081 > Sant'Arealdo di Brescia Martire 1 settembre


95194 > Sant'Augusto di Caserta Protovescovo 1 settembre


92314 > Santa Colomba Eremita 1 settembre


68530 > San Costanzo di Aquino Vescovo 1 settembre MR


68540 > Beati Cristino (Michele) Roca Huguet e compagni Martiri 1 settembre MR


68500 > Sant'Egidio Abate 1 settembre MR


90186 > Santi Egidio ed Arcano da Sansepolcro 1 settembre


68550 > Sant'Elpidio di Atella (S. Arpino) Vescovo 1 settembre


92446 > San Giosuè Patriarca 1 settembre MR


91771 > Beata Giovanna Soderini da Firenze Serva di Maria 1 settembre MR


92513 > Beata Giuliana di Collalto 1 settembre MR


94584 > San Giustino di Parigi Martire mercedario 1 settembre


95559 > Beato José Samsó i Elías Sacerdote e martire 1° settembre


94587 > Beato Lugi Conciso Mercedario 1 settembre


91950 > San Lupo di Sens Vescovo 1 settembre MR


91053 > Madonna di Montevergine 1 settembre


92927 > Beate Maria Carmen Moreno Benitez e Maria Amparo Carbonell Munoz Protomartiri delle Figlie di Maria Ausiliatrice 1 settembre MR


91280 > San Nivardo (Nivard, Nivo) di Reims Vescovo 1 settembre


93135 > Beato Pietro Rivera Rivera Sacerdote e martire 1 settembre MR


91875 > San Prisco di Capua Vescovo 1 settembre MR


94586 > Beato Simone Ponce Mercedario 1 settembre


68510 > San Sisto di Reims Vescovo 1 settembre MR


36400 > San Tammaro Vescovo 1 settembre


90322 > San Terenziano Martire 1 settembre MR


91316 > Santa Verena di Zurzach 1 settembre MR


68520 > San Vincenzo Vescovo e Martire 1 settembre MR


68600 > San Vittore di Le Mans Vescovo 1 settembre MR

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