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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Vidas de Papas da Igreja Católica - (18) - 27 de Dezembro de 2012


Caros Amigos:
Desde o passado dia 11-12 que venho a transcrição das Vidas do Papas (e Antipapas)
segundo textos do Livro O PAPADO – 2000 Anos de História.
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SÃO SISTO III
Joio II
Santo Sisto III
(De 432 a 440)
Foi eleito em 31 de Julho de 432.
Sacerdote romano que se teria, segundo Santo Agostinho, convertido do pelagianismo, tendo conseguido, com tacto e compreensão, o regresso à ortodoxia de diversos bispos antioquenos, seguidores de Nestório.
Para exaltar a fé proclamada no Concilio de Éfeso (431) sobre a maternidade divina de Maria, dedica uma basílica em sua honra, restaurando a antiga basílica liberiana, que passa a chamar-se Santa Maria Maior.
São Sisto foi vítima das maiores calúnias. Basso, pessoa de qualidade, mas sem religião, acusou o pontífice dum grande delito.  acusação provocou um escândalo tão contundente que o imperador Valentiniano convocou um concílio com a denúncia. Reunido o concílio, formado por 56 bispos, tornou-se patente a inocência de São Sisto e o acusador foi excomungado , tendo morrido uns meses depois com mostra de grande arrependimento. O papa com espírito caritativo, assistiu-lhe na última enfermidade, absolveu-o da excomunhão e administrou-lhe o sagrado viático.
Reconquistou a Ilíria e contribuiu para a reconstrução de Roma, muito mal tratada depois da pilhagem de Alarico.
Também mostrou eficiência  ao preparar o pontificado de São Leão Magno, seu sucessor. Está sepultado em São Lourenço Extramuros.

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SÃO LEÃO I MAGNO
Leo I Magno
São Leão I Magno
(De 440 A 461)
Eleito papa em 29 de Setembro de 440, foi um papa invulgar, a quem a História deu o nome de Magno, o Grande.
Foi o primeiro a defender o principio da independência e supremacia da autoridade religiosa frente à civil, impondo-se como protótipo, para o futuro, do pontífice romano ideal.
Foram vinte anos agitados e difíceis de um pontificado em que soube, com a sua forte personalidade, vigor apostólico e solidez da sua doutrina, restabelecer a paz e a unidade religiosa, alicerçando, ao mesmo tempo, o primado em bases mais sólidas e indiscutíveis, perante as restantes sedes episcopais ou patriarcais da Igreja.
Estava na Gália, em missão de defesa da ortodoxia, quando lhe comunicaram ter sido escolhido para suceder a São Sisto III. Tinha então 40 anos e aceitou sem medo dos tempos conturbados e difíceis que iria encontrar.
Primeiro os maniqueus, com um perigoso foco infiltrado em Roma, e a seguir os priscilianistas, que perturbavam a paz na Península Hispânica, foram as dificuldades iniciais. Alertado por São Toríbio de Astorga, São Leão Magno, aconselha-o por carta de 21 de Julho de 447,a reunir em concílio todos os bispos hispânicos, por se tratar de uma doutrina mais perigosa que o do maniqueísmo, que se revestia de aparências ortodoxas. Pouco depois os bispos reuniram em Toledo e redigiram uma «regra de fé», esclarecedora da ortodoxia.
O maior combate travou-o contra o monofisismo do arquimandrita de Constantinopla, Eutiques, o qual pregava a existência de uma só natureza, a divina, em Cristo, ou, mais exatamente, uma tal absorção da natureza humana pela divina que, no extremo oposto ao nestorianismo, apenas esta subsistia.
Num sínodo celebrado em Constantinopla no ano de 448, Eutiques mete os pés pelas mãos e o patriarca Flaviano não hesita em condenar a heresia. Eutiques, porém, recusa submeter-se e com o apoio do imperador apela para o papa contando-lhe, a seu modo, o que se passa. O papa, no entanto, depois de uma demora prudente, redige a célebre Epistola Dogmática, em que expõe, com toda a precisão, a doutrina católica quanto às duas naturezas de Cristo e a sua união numa só pessoa.
Eutiques não se conforma e, com o apoio do imperador de Constantinopla, reúne um sínodo em Éfeso, onde, com os seus apaniguados, rejeita todo o conteúdo da Epistola Dogmática e, não contentes com isso, procedem à deposição de Flaviano e de todos os defensores da ortodoxia pontifícia, com cenas de violência físicas e o apoio de soldados imperiais.
São Leão Magno qualificou o sínodo como um latrocínio «Ephesinum, non judicium sed latrocinium».
Bem tentou o papa demover o imperador, mas o principal agitador, Dióscoro, Bispo de Alexandria, ousou até decretar uma excomunhão contra o próprio papa.
Entretanto, a providência deu uma ajuda. Em 450, morre o imperador vítima de uma queda de cavalo e sua irmã, a imperatriz Pulquéria, então no trono, manda regressar do exílio todos os bispos fieis a Roma, faz conduzir a Constantinopla, com grande pompa, os restos mortais de Flaviano, falecido no exílio, e escreve a São Leão Magno, a cuja obediência se submete, propondo-lhe a realização de um concílio ecuménico, para acabar de vez com todas as dissensões.
O papa aceita a proposta e o concílio, reunido em Calcedónia, em Outubro de 451, teve a presença de cerca de 600 bispos, todos orientais, á exceção de dois e dos legados pontifícios, dele saindo o triunfo da ortodoxia romana. O patriarca de Alexandria, Dióscoro, que estava acompanhado de 17 bispos egípcios, ainda tentou um  golpe de força propondo a condenação do papa, mas falhou e o concílio pediu a sua deposição.
Acalmados os ânimos, numa segunda sessão foram examinadas as cartas de São Cirilo e a Epistola Dogmática de São Leão Magno. Ao terminar a leitura da epístola, todos os padres conciliares proferiram esta exclamação que ficaria célebre: «Esta é a fé dos Apóstolos. Pedro falou pela boca de Leão».
Contudo, os monofisistas não desistiram, tendo conseguido colocar adeptos nas sedes eclesiásticas de Alexandria, Antioquia e Jerusalém, à custa de distúrbios e lutas sangrentas, e, mesmo condenados no concílio, apoderaram-se, por algum tempo, de quase toda a região oriental.
Para além das lutas contra o monofisismo, São Leão Magno salvou a civilização ocidental do perigo da invasão dos Hunos. De facto, comandados por Átila, os bárbaros invadem a Itália, a caminho de Roma, em 452. O imperador Valentiniano, assusta-se e envia-lhes uma delegação conciliadora, presidida pelo próprio papa. Átila fica impressionado com  a majestade do pontífice e retira-se aterrorizado sem pilhar Roma.
O povo depressa esquece os perigos passados e entra em desaforos. O próprio imperador  escandaliza com a sua devassidão e acaba por ser assassinado por Petrónio Máximo, por lhe ter seduzido a mulher, o qual ocupa o trono.
A imperatriz viúva, Eudóxia, vê-se obrigada a casar com Petrónio e, por vingança, pede auxilio a Genserico, rei dos Vândalos, prometendo abrir-lhe as portas de Roma. Genserico aceita e em Maio de 455 desembarca perto de Roma. A população aterrorizada assassina o imperador.
Mais uma vez é o papa quem procura deter o perigo, mas Genserico não cede, concordando apenas em não incendiar a cidade e em livrar das pilhagens as basílicas de São Pedro, São Paulo e Latrão.
É novamente a grandeza de São Leão Magno a conjurar o perigo, pelo menos em grande parte, e Genserico, saciado com o saque, deixa a cidade e retira-se para África com  os navios carregados com grandes riquezas, levando também a imperatriz Eudóxia, causadora de tudo isto.
São Leão Magno reage a todos os males que caíram sobre a cidade e à desolação do povo. Ajuda-os, anima-os e a cidade começa a refazer-se. Esta sua ação em prol de Roma. valeu-lhe ficar para sempre conhecido como «Defensor Urbis».
Na Península Hispânica, os visigodos que tinham passado os Pirenéus em 414, eivados de arianismo, cometem violências contra os cristãos fieis a Roma, saqueando e destruindo parcialmente Astorga e Braga, em 456. Quase todas as igrejas da Península sofreram semelhantes horrores.
Para além de todas as lutas e dificuldades, São Leão Magno deixou-nos 90 magníficos sermões e homilias e o mais antigo missal romano, o Sacramentário Leonino. As suas obras oratórias valeram-lhe o título de Doutor da Igreja, que lhe foi conferido em 1754.
Foi o primeiro papa a ser sepultado no átrio da Basílica de São Pedro. Mais tarde, em 668, os seus restos mortais foram trasladados para o interior da basílica, onde lhe é dedicado um lindíssimo altar decorado com um alto-relevo que representa o seu encontro com Átila.
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Continua:…
Post colocado em 27-12-12 – 11H00
ANTÓNIO FONSECA

Nº 1512-3 - A RELIGIÃO DE JESUS - SÃO JOÃO, APÓSTOLO E EVANGELISTA - 27 de Dezembro de 2012

1512-3
Do livro A Religião de Jesus, de José Mª Castillo – Comentário ao Evangelho do dia – Ciclo A (2010-2011) – Edição de Desclée De Brouwer – Henao, 6 – 48009 Bilbaowww.edesclee.cominfo@edesclee.com: tradução de espanhol para português, por António Fonseca
Estrela O texto dos Evangelhos, que inicialmente estavam a ser transcritos e traduzidos de espanhol para português, diretamente através do livro acima citado, são agora copiados mediante a 12ª edição do Novo Testamento, da Difusora Bíblica dos Missionários Capuchinhos, (de 1982, salvo erro..). No que se refere às Notas de Comentários continuam a ser traduzidas como anteriormente.AF.
27 de Dezembro de 2012
SÃO JOÃO, APÓSTOLO E EVANGELISTA
Jo 20, 2-8
No primeiro dia da semana, Maria de Magdala foi ao sepulcro logo de manhã, ainda escuro, e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu, pois, e foi ter com Simão Pedro e com  o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram».
Pedro saiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntamente, mas o outro discípulo antecipou-se e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou Simão Pedro, que o seguia, entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que estivera sobre a Sua cabeça; este não estava com as ligaduras, mas enrolado num lugar à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: VIU E ACREDITOU.
1 – Em plena celebração do Natal, depois de recordar o primeiro mártir cristão, Estêvão, a liturgia nos propõe o último e seguramente o mais profundo dos evangelistas, o autor do IV Evangelho, João. Por isso, pode-se pensar razoavelmente que, para a Igreja, depois de Jesus, o primeiro é o que dá a vida por Ele (Estevão). E depois, o que dá o testemunho mais livre e mais fundo que se pode dar ao próprio Jesus. Dar a vida por Jesus e ser testemunha da sua mensagem, ambas as coisas, é o que se nos pede a quem recordamos com gozo o seu nascimento.
2 – O problema, que apresenta a festividade de São João Evangelista, é que não sabemos quem foi o autor do IV Evangelho. Hoje está fora de dúvida que o autor não foi João, o filho de Zebedeu. Pelo que se diz em Jo 21, 24, o autor seria “o discípulo amado”. Mas, quem foi este discípulo? Não se sabe. O último redator do texto parece que foi um cristão dos finais do Séc. I. Um homem bom, que, ao denominar-se o “discípulo amado”, quis deixar muito claro que, para dar a conhecer a Jesus, a condição indispensável é manter uma relação profunda de amor com o próprio Jesus. Somente desde uma relação de amor profundo se pode explicar quem é aquele a que se refere.
3 – O IV Evangelho explica quem é Jesus apresentando-O como o Revelador de Deus. O que “vê a Jesus, vê a Deus(Jo 14, 9); o que toca “Jesus, toca a Deus” (Jo 20, 25-27); o que “recebe a Jesus, recebe a Deus” (Jo 13, 20); o que “vê a Jesus, vê a Deus” (Jo 1, 18). A desconcertante bondade de Jesus que dá vinho aos que só têm água (Jo 2), que dá vida (Jo 11). vista (Jo 9), liberdade (Jo 5), pão (Jo, 6), a quem carece das coisas tão necessárias, nessa bondade, tão humana, é-nos revelado o que transcende todo o humano, Deus mesmo. Não revelamos a Deus com “dogmas”. Damo-lo a conhecer mediante a nossa “bondade”.
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Viso - mapa
http://confernciavicentinadesopaulo.blogspot.com/
Compilação (e tradução dos comentários) por António Fonseca
http://bibliaonline.com.br/acf;
NOTA FINAL:
Continuo a esclarecer que os comentários aos textos do Evangelho, aqui expressos, são de inteira responsabilidade do autor do livro A RELIGIÃO DE JESUS e, creio eu… apenas retratam a sua opinião – e não a minha ou de qualquer dos meus leitores, que eventualmente possam não estar de acordo com ela. Eu apenas me limito a traduzir de espanhol para português os Comentários.
NEM EU NEM NINGUÉM ESTÁ OBRIGADO A ESTAR DE ACORDO.
Mais uma nota ainda:
Estes são os meus endereços atuais:
Para contactos normais: antoniofonseca1940@hotmail.com
e sobre o blogue: - antoniofonseca40@gmail.com
Hiperligações normais que utilizo para textos insertos no blogue:
- http://bibliaonline.com.br/acf; http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt
Post para publicação em 27-12-2012 - 10,30 h
Até lá, se Deus quiser.
António Fonseca
http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt; http://bibliaonline.com.br/acf
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Nº 1511-2 - O ANTIGO TESTAMENTO - “6” - LEVÍTICO - 27 de Dezembro de 2012


antoniofonseca1940@hotmail.com

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FELIZ NATAL DE 2012
e
BOM ANO NOVO DE 2013
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Caros Amigos:
Ver por favor a edição de, 12 de Novembro, deste Blogue.
Resolvi simplesmente começar a editar o ANTIGO TESTAMENTO que é composto pelos seguintes livros:
GÉNESIS, ÊXODO, (Estes já estão…) – Faltam apenas 1120 páginas… sejamos optimistas.
LEVÍTICO, NÚMEROS, DEUTERONÓMIO, constantes do PENTATEUCO; JOSUÉ, JUÍZES, RUTE, 1º E 2º de SAMUEL, 1º e 2º Reis, (2) CRÓNICAS (paralipómenos), ESDRAS, NEEMIAS, TOBIAS, JUDITE, ESTER, 1º E 2. MACABEUS (Livros históricos); JOB, SALMOS, PROVÉRBIOS, ECLESIASTES, CÂNTICO DOS CÂNTICOS, SABEDORIA, ECLESIÁSTICO (Livros Sapienciais ); ISAÍAS, JEREMIAS, JEREMIAS – Lamentações, BARUC, EZEQUIEL, DANIEL, OSEIAS, JOEL, AMÓS, ABDIAS, JONAS, MIQUEIAS, NAUM, HABACUC, SOFONIAS, AGEU, ZACARIAS e MALAQUIAS (Profetas).
SÃO APENAS POUCO MAIS DE 40 LIVROS = 1260 PÁGINAS … (coisa pouca…)
Poderei porventura dar conta do recado? Se calhar, não!
Só Deus o sabe e decerto providenciará o que lhe aprouver!
SEI: que é uma tarefa ciclópica, impossível., etc., para os meus 72 anos. Desconheço se conseguirei executar esta tarefa e sei os limites que poderão antepor-se-me, mas CREIO EM DEUS TODO-PODEROSO que não me desamparará em ocasião alguma.
Com Fé e perseverança tudo se consegue e portanto irei até onde Deus me permitir, rezando todos os dias para que eu possa Evangelizar com os meios que tenho à disposição, durante o tempo que Deus Nosso Senhor Jesus Cristo entender.
Se o conseguir, darei muitas Graças a Deus
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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos,o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:
IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.
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Nº 1511 - 2ª Página

27 de Dezembro de 2012
ANTIGO TESTAMENTO

L E V Í T I C O
6 – RITOS A CUMPRIR
6 – RITOS A CUMPRIRO Senhor disse a Moisés: «Darás a Aarão e aos seus filhos as ordens seguintes: Esta é a regra do holocausto, sacrifício que se consome sobre o braseiro do altar, desde a noite até de manhã; o fogo. O sacerdote revestirá a túnica de linho, depois de ter coberto o corpo com os calções de linho, retirará do altar a cinza do fogo que consumiu o holocausto, e depositá-lo-á ao lado do altar. Despojar-se-á das suas vestes e revestirá outras para transportar as cinzas para fora do acampamento, a um lugar puro. O fogo do altar deverá ali arder sem se extinguir. O sacerdote ateá-lo-á com lenha todas as manhãs, disporá sobre ela o holocausto e queimará a gordura do sacrifício de ação de graças. O fogo arderá ininterruptamente sobre o altar, sem nunca se extinguir. Esta é a lei da oblação. Os filhos de Aarão apresentá-la-ão ao Senhor sobre a dianteira do altar. Retirar-se-á um punhado da flor da farinha da oblação com o azeite e depois de todo o incenso que a cobre, e queimar-se-á tudo sobre o altar, como odor agradável e memorial em favor do Senhor. E os filhos comerão o que resta da oblação: comê-lo-ão sob a forma de ázimos no lugar santo. É no átrio da tenda da reunião que o deverão comer. Não será cozido com o fermento , pois é a parte que reservei dos Meus sacrifícios; é uma coisa santíssima, como o sacrifício pelo pecado e como o sacrifício de reparação. Todo o individuo do sexo masculino, entre os filhos de Aarão, podê-lo-á comer; é uma concessão perpétua conferida aos vossos descendentes sobre as ofertas feitas pelo fogo ao Senhor. Tudo o que nele tocar tornar-se-á santo». O Senhor disse a Moisés: «Esta é a oferta que Aaarão e seus filhos apresentarão ao Senhor, cada um deles, no dia da sua unção; um décimo do efá de flor de farinha, como oblação, regularmente, metade de manhã e metade de tarde. Esta oblação será preparada numa sertã, com azeite , e, depois de estar bem amassada, dividi-la-ás em bocados, que oferecerás como odor agradável ao Senhor. Todo o filho de Aarão que for ungido como sucessor, fará esta oblação. Esta é uma lei perpétua diante do Senhor e a oblação deve ser um sacrifício total. Toda a oblação dum sacerdote será também queimada integralmente e dela nada será comido». O Senhor disse a Moisés: «Dize a Aarão e aos seus filhos: Esta é a regra do sacrifício pelo pecado. A vítima do sacrifício pelo pecado será imolada na presença do Senhor, no lugar onde se imola o holocausto: é uma coisa santíssima. O sacerdote que oferecer a vítima pelo pecado, comê-la-á num lugar santo, no átrio da tenda da reunião. Tudo o que tocar nessa carne será santo; se o sangue salpicar alguma veste, será lavada num lugar santo. O vaso de terra, em que for cozida, será destruído; se for cozida num vaso de cobre, este será esfregado e lavado com água. Todo o indivíduo do sexo masculino, entre os sacerdotes, poderá comê-la; é uma coisa santíssima. Mas a vítima pelo pecado, cujo sangue se tiver levado para a tenda da reunião, a fim de se fazer a expiação do santuário, não será comida em caso algum; será queimada pelo fogo.
7Esta é a regra da oferta de reparação: é uma coisa santíssima. A vítima do sacrifício de reparação será imolada no lugar onde se imola o holocausto e o sangue será aspergido em torno do altar. Depois, oferecer-se-á toda a gordura: a cauda, a gordura que envolve as entranhas, os dois rins com a gordura que os cobre na região lombar e a membrana do fígado, que se separa com os rins. O sacerdote queimará tudo sobre o altar como sacrifício queimado ao Senhor; é uma oferta de reparação. Todo o individuo do sexo masculino, entre os sacerdotes, poderá comê-la; é num lugar santo que será comida; é uma coisa santíssima. Tal como no sacrifício da expiação, assim se procederá no sacrifício de reparação; a lei é a mesma para os dois; a vítima será para o sacerdote que apresentar a oferta. Quando um sacerdote oferecer o holocausto de um particular, a pele da vítima oferecida pertencer-lhe-á  Toda a oblação cozida no forno, ou preparada na caçarola ou numa sertã, pertencerá ao sacerdote que a oferecer. Toda a oblação amassada com  azeite, ou seca, pertencerá aos filhos de Aaarão, a todos igualmente. Esta é a regra do sacrifício de ação de graças a oferecer ao Senhor. e for oferecido por reconhecimento, oferecer-se-ão, conjuntamente com  a vítima do sacrifício de ação de graças, bolos sem fermento amassados com  azeite, bolachas sem fermento, humedecidas de azeite, a flor de farinha, frita em bolos amassados com azeite. Apresentar-se-á esta oferta com bolos de pão fermentado, a fim de completar o sacrifício de ação de graças . Retirar-se-á um bolo de cada uma destas ofertas, com o tributo ao Senhor, e pertencerá ao sacerdote que tiver derramado o sangue da vítima de ação de graças. A carne da vítima deste sacrifício, oferecida em ação de graças, será comida no próprio dia da oferta; não se deixará nada para o dias seguinte. Se alguém oferecer uma vítima em cumprimento de um voto ou como oferta voluntária, deverá ser comida no dia em que for oferecida, e o resto poderá ser comido no dia imediato. Se ainda restar carne do sacrifício, no terceiro dia, será consumida pelo fogo. Se alguém, ao terceiro dia, ousar comer a carne deste sacrifício de ação de graças, ele não beneficiará quem o ofereceu ; será uma cosia reprovada e aquele que a comer suportará o peso da sua falta. Se a carne tiver tocado  em qualquer impureza, não será comida e queimar-se-á no fogo; e todo aquele que estiver puro poderá comer a carne pura. Mas quem comer a carne deste sacrifício em estado de impureza, será eliminado do seu povo. Aquele que tocar nalguma coisa impura, numa impureza humana ou num animal impuro, ou seja no que for abominavelmente imundo, se, em, seguida, comer a carne do sacrifício de ação de graças consagrado ao Senhor, será eliminado do seu povo». O Senhor disse: «Diz aos filhos de Israel o seguinte: Não comereis sebo de boi, nem de ovelha, nem de cabra. O sebo de um animal morto, ou despedaçado por uma fera, poderá ser aplicado a qualquer uso; mas não vos servireis dele para comer. Quem comer o sebo dos animais oferecidos ao Senhor em sacrifício, será eliminado do seu povo. Seja qual for o lugar em que habitardes, não comereis nenhuma espécie de sangue, seja de ave ou de quadrúpede. Quem comer sangue de qualquer espécie, será eliminado do seu povo. O Senhor disse a Moisés: Dize o seguinte aos filhos de Israel: Aquele que fizer homenagem ao Senhor do seu sacrifício de ação de graças, deve apresentar-Lhe a sua oferta levantada sobre a vítima de ação de graças. Apresentará com as suas próprias mãos as ofertas destinadas ao Senhor: a gordura, que porá sobre o peito, e o, peito para agitar diante do Senhor: O sacerdote queimará a gordura sobre o altar, mas o peito será para Aarão e seus filhos. dareis também ao sacerdote a coxa direita, como parte reservada das vossas vitimas de ação de graças. Aquele dos filhos de Aarão que oferecer o sangue e a gordura do sacrifício de ação de graças, terá a coxa direita como quinhão. O peito agitado e a coxa alçada, tomei-as Eu aos filhos de Israel, das suas vítimas de ação de graças e destinei-as ao sacerdote Aarão e aos seus filhos, como tributo invariável da parte dos filhos de Israel. Esta é a parte de Aarão e de seus filhos, nos sacrifícios do Senhor, a partir do dia em que principiaram a exercer o sacerdócio do Senhor. É o que o Senhor ordenou que os filhos de Israel dessem aos sacerdotes, desde o dia da unção, como regra perpétua, para todas as suas gerações». Este é o rito relativo ao holocausto, à oblação, ao sacrifício pelo pecado e ao sacrifício de reparação, à oferta inaugural e ao sacrifício de ação de graças, conforme o Senhor prescreveu a Moisés no monte Sinai, quando ordenou aos filhos de Israel que apresentassem as suas ofertas ao Senhor, no deserto do Sinai.

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A Arca da Aliança
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27 de Dezembro de 2012 - 10,15 h
ANTÓNIO FONSECA
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Nº 1512-1 - (362-12) - SANTOS DE CADA DIA - 27 de Dezembro de 2012 - 5º ano

antoniofonseca1940@hotmail.com
Oitava do Natal do Senhor
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Boas  Festas
F E L I N A T A L e
A N O  N O V O  D 2 0 1 3
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Nº 1512-1 - (362-12)
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Nº 1512-1 – (362-12)

JOÃO, Santo – (Evangelista)
Apóstolo e Evangelista
Juan Apstol y Evangelista, Santo
João Apóstolo e Evangelista, Santo
O Discípulo Amado
Vinte anos teria, quando muito, ao ser chamado por Jesus. Foi, sem dúvida, o mais novo dos discípulos e com menos que o Mestre uma boa dúzia de anos. Ribeirinho do lago de Tiberíades, nem o seu género de vida como pescador; nem aquela fogosidade juvenil que lhe mereceu o título de Boanerges (filho do trovão), partilhado com o seu irmão Tiago, o Maior; nem a sua atividade apostólica nos tempos heroicos da primitiva Igreja palestinense; nem a sua longevidade quase centenária, que supõe constituição corpórea vigorosa; nem a intrepidez com que defendeu – diante dos gnósticos, chamando-lhes “anti-cristos” – a verdadeira fé em Jesus Deus-homem; nem a densidade sublime da sua teologia e da sua mística, baseadas, no entanto, na realidade histórica; nada disso autoriza essa figura de jovenzinho brando – quase feminino, se não enfermiço – tantas vezes representada por uma arte iconográfica que parece ignorar os dados bíblicos. Se João foi «o discípulo que Jesus amava» e o mais jovem dos apóstolos, foi também o pescador robusto e vigoroso, o moço equilibrado e sereno que respeitosamente sabe manter-se em segundo lugar quando acompanha Pedro; o homem varonil a quem Jesus confia vitaliciamente a sua própria mãe como herança; o teólogo que, sem perder o contacto com a terra, sabe elevar-se a tais cumes teológicos, como nenhum outro escrito neotestamentário, nem sequer S. Paulo. Tudo isso supõe personalidade riquíssima em qualidades humanas, e uma entrega interna e externa, total e decisiva, ao amor e ao serviço do Mestre. Conhecem-se dois períodos na sua vida, separados por longo silêncio de quase meio século. Os pormenores do primeiro ficaram registados no Testamento Novo; os do segundo, na mais estrita e depurada tradição contemporânea. Entre um e outro, a falta de dados durante esse prolongado silêncio. A respeito da primeira época, sabemos que João era de Betsaida, nas margens do lao, terra também de Pedro. Teve como pais Zebedeu e Salomé (irmã de S. José?). Os filhos deste matrimónio, Tiago e João, foram pescadores como o pai, mas não de condição precária, pois tinham ao seu serviço jornaleiros, possuíam barco próprio, pescavam com o corpo ligado a extensa rede varredora, e a mãe deles era uma daquelas piedosas mulheres que valiam com os seus bens às necessidades materiais do Mestre. João, o irmão Tiago e o amigo Pedro formavam o grupo predileto de Jesus. Os três foram testemunhas diretas da ressurreição da filha de Jairo, da transfiguração de Jesus no Tabor e da sua agonia no Getsémani. Jesus teve tal predileção por João que este assinalava-se como «o discípulo que Jesus amava». Na noite da ceia reclinou a cabeça sobre o peito do Mestre e foi o único discípulo que esteve ao pé da cruz; e a ele Jesus agonizante deixou a sua Mãe entregue. a amizade de João com Pedro foi de sempre. Conterrâneos e companheiros de pesca, foram ambos encarregados de preparar a última ceia pascal. Também foi sem dúvida João quem introduziu Pedro na casa do sumo sacerdote, durante a noite da paixão. E na manhã da ressurreição verificam, ambos juntos, que o sepulcro está vazio. Juntos aparecem também na cura do paralítico por Pedro, na prisão e no julgamento sofrido diante do sinédrio, e na Samaria, para onde se dirigem em nome dos Doze, a fim de invocarem lá, sobre os já crentes, o Espírito Santo. E quando S. Paulo, aí pelo ano de 49, volta a Jerusalém no fim da primeira experiência missionária, encontra lá Pedro e João, aos quais qualifica de «colunas» da Igreja. O segundo período da sua vida coincide com o último decénio do primeiro século da nossa era, pouco mais ou menos, João é nessa altura o oráculo dos cristãos da província romana da Ásia, quer dizer, do litoral egeu e de parte da terra interior da atual Turquia. O centro da sua atividade apostólica mantém-se continuamente em Éfeso. Ele mesmo nos diz no Apocalipse que esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 depois de Cristo). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu amnistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso. Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável. O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que sentiriam os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos. E neste ancião, que parecia não dever morrer nunca – isso anelavam e, em parte, acreditavam os bons filhos espirituais do apóstolo, vendo a sua longevidade, encontravam aquelas comunidades na sua espiritualidade e na suave e unção cristocêntrica dos escritos – os Santos Padres daquela primeira geração pós-apostólica que com ele trataram pessoalmente ou se formaram na fé cristã com os que tinham vivido com ele, como S. Pápias de Hierápole, S. Policarpo de Esmirna, Santo Inácio de Antioquia e Santo Ireneu de Lião. E são estas precisamente as fontes donde dimanam as melhores notícias, que a tradição nos transmitiu acerca deste a última etapa da vida do apóstolo. Mas a situação não era nada risonha para a Igreja. Às perseguições mais ou menos individuais de Nero seguiu-se, no tempo de Domiciano, uma perseguição em toda a regra. O imenso poder do divinizado César romano propõe-se aniquilar a inerme Esposa de Cristo. A Besta contra o Cordeiro. E, para mais, o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procura corroer a essência mesma do Cristianismo. Triste situação a deste nonagenário sobre cujos membros pesa agora, por ser o sobrevivente único dos que conviveram com o Mestre, o sustentáculo da fé cristã. Mas Deus concedeu-lhe, providencialmente, tão longos anos de vida para ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela horas, e para as gerações futuras também, Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse. Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempos de Trajano (98-117). Entre destes dois períodos de atividade apostólica de S. João, existe a grande interrupção dum silêncio prolongado. Desde o ano 49 – quando S. Paulo o encontra ainda em Jerusalém, sendo ele «coluna» da Igreja palestinense – até cerca do ano 90 – quando foi desterrado para Patmos – nada se sabe a seu respeito. Onde esteve? Que igrejas evangelizou?
Sem dúvida, a tradição considera a sua vinda a Éfeso depois de Patmos como volta, como regresso. Lá tinha pois trabalhado anteriormente. Mas quando chegou aí pela primeira vez? Talvez os factos se devam explicar assim: entre o ano 66 e 68, sucederam muitas coisas que puderam motivar a ida de S. João para Éfeso. Primeiramente, a Santíssima Virgem, entregue aos cuidados filiais de João, voara já em corpo e alma para os céus. Por outro lado, começava em 66 a espantosa guerra judaica que terminaria com a destruição de Jerusalém pelo exército romano e, em conformidade com o aviso prévio de Jesus, os cristãos da Cidade Santa dispersaram-se anteriormente e situaram-se noutras regiões. Já não era, portanto, necessária a presença de João na Palestina. Além disso, pelo ano de 67, Paulo, o grande evangelizador do mundo greco-romano e, que tinha permanecido em Éfeso mais tempo que em nenhuma outra cidade do Império, tinha sido decapitado em Roma. Como deixar abandonada a si mesma a região da Ásia, que – pela situação, cultura helenística e pelo estado florescentíssimo das suas comunidades, ameaçadas pelas novas correntes de Éfeso reclamavam a presença dum apóstolo que, como João, continuasse na Ásia a sementeira de Paulo e lhe fecundasse o desenvolvimento doutrinal. Pata tal obra ninguém mais a propósito – e talvez já então o único disponível – que aquele animoso Boanerges, que, por outro, tão profundamente penetrara na compreensão do «mistério» de Jesus. Estes factos motivaram sem dúvida a transferência de João para Éfeso, a fim de exercer a sua atividade missionária, plasmada ao mesmo tempo nos seus escritos. as o João missionário fica quase diminuído pelo João escritor. Se com a palavra falada foi o oráculo da Ásia durante muitos anos, como escritor é e continuará a ser, através dos séculos, o «teólogo»e o «místico» por excelência, a «águia» dos evangelistas, a tocha quer ilumina com claridades celestiais o futuro terrestre e eterno da Igreja. Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, O Apocalipse e as três cartas que têm o seu nome. Apesar da aparente serenidade e di buscado anonimato, em parte, destas obras, a forte personalidade do seu autor, dominada por fundíssima penetração do «mistério» de Jesus, manifesta-se fortemente nelas pela concepção e trama das mesmas, pela profundidade das ideias, que o leitor nunca chega a esgotar, e pelo que tem de particular o seu estilo, pobre em gramática e em recursos literários, mas de dramatismo inigualado. Os escritos de S. João constituem já o final dos livros sagrados, o último estádio do fieri da Igreja nascente, a maturidade definitiva da revelação. Com uma meia dúzia escassa de ideias, mas carregadas de densidade teológica inesgotável, João desenvolve o tema central e mesmo único dos seus escritos: ensinar-nos quem é Jesus: Deus-homem, luz, verdade e amor. Se a S. João se chama o evangelista do amor, pelas mesmas razões devia chamar-se o evangelista da vida terrena do Mestre, que ele descreve como nenhum outro escritor sagrado. Igualmente é característica de S. João a teologia da nossa palingénesis ou renascer do Espírito Santo, e da nossa imanência em Cristo mediante a fé e a Eucaristia. E é curioso anotar que S. João não repara na esperança. Nunca utiliza deste termo no Evangelho ou no Apocalipse, e só uma vez nas suas epístolas. Parece que não pensa no mais além. Mas o caso é que, segundo o seu pensamento, para quem «permanece em Cristo» não há fronteiras entre este mundo e o vindouro. Tudo está já presente para quem ama a Cristo. A vida eterna possui-a já, em toda a sua essência, aquele que tem fé em Cristo e «permanece n’Ele» pela observância dos mandamentos. Os escritos de S. João devem dizer-se, portanto, essencialmente cristocêntricos. A finalidade central que têm em vista é revelar-nos as riquezas encerradas na pessoa de Jesus. O seu tema central é Jesus, que, por ser tão realmente homem e tão realmente Deus, é o Revelador do Pai, e é por isso a luz do mundo, e a vida dos homens, e a chave do universo, que n’Ele encontra a razão da sua existência e do seu destino. João é, por último, o evangelista da universal missão materna de Maria. Prescindindo mesmo da parte que ele tinha tido em transmitir as notícias recolhidas em S. Lucas sobre a infância de Jesus, o evangelista S. João, que tanto simbolismo sabe descobrir nos principais milagres de Jesus, coloca a Santíssima Virgem no milagre de Canaã e junto da cruz – princípio e fim da vida pública de Jesus –, como para indicar a presença permanente de Maria na obra do seu Filho e a sua solícita colaboração maternal com Ele. Se quiséssemos resumir, em poucas palavras, a que se deve-me estas características dos escritos de S. João, diríamos: primeiro, ao amor sincero do seu coração varonil pelo Mestre, durante a sua vida terrena; segundo, à intimidade do seu viver diário com a Santíssima Virgem, desde que Jesus lha recomendou, estando Ela junto da cruz, até que subiu aos céus; terceiro, a um contínuo repensar os factos de que foi testemunha direta, durante a vida de Cristo e ao valorizar-lhes o significado sobrenatural; e quarto, aos seu constante «permanecer em Cristo» durante tantos anos de união íntima com Ele, pela fé e pela recordação, com o que obteve essa penetração saborosíssima do «mistério» de Jesus reflectida nas suas obras. Há narrações simpáticas, embora historicamente não de todo seguras, que vêm confirmar a amabilidade deste santo ancião, ao mesmo tempo que mostram a sua natural viveza de carácter e o amor em Cristo que a todos professava. Contam dele que, para descanso do espírito, gostava de entreter-se a acariciar uma rolinha domesticada que tinha. Bom precedente para S. Francisco de Assis… E, certa ocasião – conta Santo Ireneu –, tendo ido o bem aventurado apóstolo aos banhos públicos de Éfeso, viu que eles estava o herege Cerinto; imediatamente, sem se banhar, saiu dizendo: «Fujamos daqui; não vá desabar o edifício por estar dentro dele tão grande inimigo da verdade». E noutra ocasião, tendo sabido que um jovem cristão, educado para o sacerdócio, veio a dar tão maus passos que chegou a chefe de bandidos, fez o Santo que o levassem ao monte que servia de refúgio ao ladrão e, correndo atrás dele e chamando-o com gritos, dizendo «Meu filho, meu filho», conseguiu resgatá-lo para Cristo. Alguns autores dos primeiros séculos indicam que João ressuscitou um morto. Mas o milagre principal foi o sucedido na sua própria pessoa. Refere Tertuliano que, sendo levado o apóstolo a Roma, pouco antes do desterro para Patmos, foi metido numa talha de azeite a ferver, da qual saiu porém totalmente ileso e cheio de renovada juventude. Há quem ponha em dúvida a historicidade deste facto, porque nem consta que S. João tenha estado alguma vez em Roma nem de tal milagre se fizeram eco os escritores que tiveram conhecimento do Santo, ao passo que Tertuliano, da Igreja de África, dificilmente poderia ter informação segura. Mas a Igreja romana celebrou muito tempo a festa de «S. João diante da Porta Latina», dando crédito ao tormento ineficaz do azeite. Uma lenda curiosa recolheu Santo Agostinho. No sepulcro do santo apóstolo – diz – vemos mover-se a terra sobre a parte correspondente ao peito, como se o corpo ali sepultado respirasse ainda, ou continuasse a palpitar o seu coração. Nada mais que lenda, é claro. Mas o que não é lenda, mas realidade; é o coração do santo evangelista continuar a palpitar nos seus escritos, e essas palpitações serem de amor, de admiração e de enlevo diante da pessoa de Jesus, que foi para ele a grande revelação da sua vida e o centro do seu viver. E João queria que o fosse também para todos os homens. Porque Jesus é o Cristo, o Filho de Deus; é a Luz, e a Verdade, e a Vida, e o Amor. Do Livro Santos de Cada Dia, de www.jesuitas.pt

Nasceu em Roma e em Roma veio a falecer, no ano de 399. O seu principal título de glória foi compadecer-se dos doentes abandonados e fundar em Óstia, junto de Roma, um grande hospital em que eles eram tratados gratuitamente. Foi a primeira fundação do género existente na Europa. Esta fundação é «uma das datas mais altas na história da civilização ocidental», escreve o historiador Camille Julian. Fabíola pertencia à ilustre gens dos Fábios. Na juventude, tinha escandalizado a Igreja, divorciando-se civilmente do seu marido legítimo para se casar com outro. Mas, falecendo ambos pouco tempo depois, fez publicamente penitência em S. João de Latrão, e o papa Sirício (384-399) admitiu-a de novo à comunhão. Consagrou-se desde esse momento à piedade e despendeu os enormes bens em obras caritativas. Em 395, Fabíola partiu para a Terra Santa e esteve algum tempo na escola de S. Jerónimo. Este ficou impressionado com a sua forte personalidade, inteligência e virtude; e escreveu-lhe a biografia. Receando uma invasão dos Hunos, deixou ela a Palestina e voltou para a Cidade Eterna. Do Livro Santos de Cada Dia, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it
Estes dois irmãos palestinianos, ambos monges e ambos poetas, sofreram, tormentos atrozes em Constantinopla, por terem permanecido fiéis ao culto das imagens. Teodoro morreu na prisão em consequência dos ferimentos que recebeu. Teófanes, posto em liberdade , foi arcebispo de Niceia e sobreviveu quatro anos ao irmão. Do Livro Santos de Cada Dia, de www.jesuitas.pt.
Alfredo Parte, Beato
Mártir Escolápio,
Alfredo Parte, Beato
Alfredo Parte, Beato
O P. Alfredo se nos apresenta como um testemunho de Cristo nestes tempos modernos, vítima da intolerância que desencadeou a dura guerra civil espanhola nos anos 1.936-39. Em poucas palavras vamos a sintetizar a vida do Beato Alfredo. FAMILIA CRISTÃ. Mace em Cilleruelo de Bricia (Burgos), em e de junho de 1.899, no seio de uma numerosa família cristã de sete filhos. Ele era o mais velho. Seus pais: Castor e Justa. SACERDOTE ESCOLAPIO. De menino quis seguir a Jesús de Nazaré, imitando a S. José de Calasanz, dedicando sua vida à educação cristã. E se ordena Sacerdote em Palência, en 1.928. GESTO. Uma enfermidade no fémur o deixou coxo quando tinha 18 anos. Isso o impediu compartilhar o desporto com seus alunos, expresando el carácter alegre que tenía. Además, esa enfermedad originó una de las anécdotas más significativas y espontáneas de su martirio. Viéndole cojo los milicianos, quisieron ayudarle a subir a la cubierta del barco para fusilarle. A lo que él respondió. “Hasta ahora he necesitado bastón, pero para subir hacia Dios no lo necesito”. Y la arrojó, trepando como pudo hasta la cubierta. MÁRTIR. En su vida encontramos rasgos muy marcados del creyente, religioso, educador y sacerdote: generoso, humilde, hombre de oración, devoto de Ntra. Sra., amigo de los chicos, siempre estaba rodeado de ellos. Pero además fue mártir, es decir, dio la vida por la fe. Estaba en el colegio de Villacarriedo cuando estalló la guerra. Se refugió en la casa de su tía, pero lo cogieron preso, llevándole a la bodega del barco Alfonso Pérez, anclado en la bahía de Santander. Pudo disimular su condición de sacerdote pero, ante la pregunta de qué era, confesó en voz alta oyéndolo los compañeros de bodega: “Soy sacerdote Escolapio de Villacarriedo”. Y le fusilaron. Era el 27 de diciembre de 1.936. BEATIFICADO. Ante los datos claros de su martirio, Juan Pablo II le beatificó en Roma, junto con otros doce escolapios, el 1 de octubre de 1995.
Francisco Spoto, Beato
Sacerdote e Mártir,
Francisco Spoto, Beato
Francisco Spoto, Beato
Francisco Spoto nasceu a 8 de julho de 1924, em Raffadali (Itália). Os pais o educaram para uma fé profunda e genuína e eles lhe transmitiram um grande sentido do dever. A família, a escola e a paróquia eram as atmosferas frequentadas por Francisco: seus educadores e os pais em primeiro lugar se deram conta de que nesse rapaz bom, consciente e sensível estava amadurecendo o gérmen da vocação o serviço de Deus e dos irmãos. Francisco entró en el Seminario de la Congregación de los Misioneros Siervos de los Pobres, en 1936. Desde el principio mostró poseer un carácter: humille, pero tenaz, con un alto sentido del deber y de responsabilidad. Precisamente debido a su determinación y la tenacidad ganó dos apodos, de los compañeros y los superiores respectivamente: “alemán” y “piedra”, nombres que dan una imagen clara del temple del joven. Durante los años en el seminario nació en él la pasión por los estudios, que en su breve vida se tradujeron en una preparación sólida, claramente visible en sus escritos, cartas y homilías. La cultura no era en sí su meta, sino colocarla al servicio del amor a Dios y a los hermanos. En 1 de noviembre de 1940 Francisco emitió su primera profesión. Recibió la Ordenación sacerdotal al 22 de julio de 1951. Inmediatamente dedicó su ministerio sacerdotal al desarrollo de los trabajos típicos de la Congregación de los Misioneros Siervos de los Pobres. El Capítulo General de 1959 lo escogió Superior-General teniendo tan sólo 35 años justos, necesitó una dispensa de la Santa Sede debido a su corta joven. Asume las nuevas responsabilidades con tenacidad renovada, determinación y fuerte sentido del deber empeñándose con todo sus fuerzas en dar impulso y vitalidad a la Congregación, poniéndose al servicio de todos con activa humildad y la amorosa firmeza. La oración perfuma y palpita en su vida, ya que él la considera centro de sus actividades cotidianas. Su manera concreta permitió conseguir la aprobación de las Constituciones de parte de la Santa Sede, la nueva Casa de estudios teológicos en Roma y, en 1961, la inauguración de la misión en Biringi, en la actual República Democrática de Congo (anterior-Zaire). Y, de hecho allí, en la tal estimada tierra, P. Spoto pasará los últimos meses de su vida en una camino direccionado a la santidad y al martirio. El 4 de agosto de 1964, partió para Biringi para confortar a los hermanos que se encontraron en dificultad notable debido a la situación políticamente crítica y peligrosa en la ex-colonia belga que, después de obtener la independencia en 1960, pasó un periodo muy inestable, con luchas marcadas por ideologías materialistas y anti-religiosas, que se volvieron más feroces a partir de 1964 debido a la persecución de innumerables religiosos y monjas. En este contexto, P. Francisco partió para el Congo, lleno de entusiasmo, aunque consciente de que podría perder su propia vida. En el mes de septiembre, cuando la situación en Biringi se hizo más difícil, decidió dejar el cargo de Superior-General, comunicando su decisión en una carta dirigida al Vicario-General: “Si me quedo aquí no es por persistencia o indiferencia, más bien es por un alto sentido alto del deber, interés y amor de la Congregación" (Carta al Vicario-general, el 20 de septiembre de 1964). Un padre bueno no abandona a sus propios hijos en la necesidad extrema. A inicio de noviembre, P. Spoto y tres hermanos de la congregación fueron obligados dejar la misión y vagar sin dirección, escondiéndose y intentando huir de los Simba que los seguían por matarlos. En esta situación penosa, P. Francisco puso a punto su sentido de sacrificio, perfeccionando el deseo de ofrendar su vida para salvar a sus compañeros. No obstante vivir esa vida nómada, repleta de sustos y miedos, P. Francisco consiguió escribir una especie de “diario”. El día 3 de Diciembre sus compañeros fueron capturados. Él logró huir, empezó la noche vagando por el bosque con los pies descalzos, sediento, hambriento, ensangrentado... la mañana siguiente, él encontró a sus tres compañeros libres, milagrosamente ilesos. En la noche del 11 de Diciembre P. Francisco fue atacado por dos guerrilleros y, debido a los violentos golpes, quedó paralítico. A partir de esa trágica noche, hasta el día de su muerte, él fue transportado en una especie de camilla, continuando el escape para evitar ser capturados nuevamente. P. Francisco murió al 27 de diciembre de 1964, después de haber recibido el Sacramento de la Unción. Enterrado en las proximidades de la choza donde se refugiaron. Sus hermanos de la Congregación sobrevivieron y regresaron a Italia. Su muerte no fue una oferta inútil: su sangre inocente bañó ese pedazo de tierra de África e hizo crecer y producir abundantes frutos. Reproducido con autorización de Vatican.va traducido por Xavier Villalta
Jos Mara Corbn Ferrer, Beato
José María Corbín Ferrer, Beato
Nasceu em Valência, em 26 de Dezembro de 1914. O mais jovem dos mártires tratou de levar a seus companheiros a viver plenamente as virtudes cristãs com o testemunho de sua vida. Morreu em Santander, no barco prisão "Alfonso Pérez", em 27 de Dezembro de 1936. Para ver mais sobre os 233 mártires em Espanha faz "click" AQUI
Loreta ou Lorena Fusconi, SantaReligiosa
Etimologicamente significa “laurel”. Vem da língua latina. Jesus disse: “ Voltai-vos para Deus, porque está chegando o reino dos céus”. Loreta ou Lorena foi monja no século XV. Nasceu em Nurcia, Itália, na mesma pátria de são Bento, o grande fundador da Ordem beneditina. Era filha de uma família importante na cidade. Seu pai era senador em Roma. Era amigo do Papa Urbano IV. Tanta era sua influência que chegou a salvar ao Papa de um atentado que ia a cometer Banderesi contra ele. Foi um pai exemplar em casa. Sua filha Loreta encontrou em casa os primeiros germes de sua vocação religiosa. Em1400, meditando tudo em seu coração e ante a presença de Deus, tomou a opção de se entregar a Deus por completo na vida religiosa, e num convento das dominicanas. Vestiu o hábito no convento de sua cidade, fez seu postulado e em continuação o ano de noviciado, após o que professou solenemente na Ordem. Toda sua vida a passou no mesmo convento. Esteve nele 30 anos, até sua morte, acontecida no ano 1430. Durante este tempo, se dedicou inteira e intensamente à oração, a penitência, pureza e ao heroísmo da caridade pelos mais necessitados. Na grande árvore dominicana havia nascido uma flor nova de santidade nesta rapariga Lorena. ¡Felicidades a quem leve este nome! “Perdoa a miúdo aos demais, nunca a ti mesmo” (Siro).
Sara Salkahazi, Beata
Sara Salkahazi, Beata
Nació el 11 de mayo de 1899 en Kassa-Košice, Eslovaquia. Provenía de una familia acomodada. Era una mujer inteligente, profesora y periodista. En contacto con sus alumnos, conoció los problemas sociales de los pobres, que después denunció en sus artículos periodísticos. Para ampliar sus horizontes y experimentar directamente lo que implicaba ser discriminado, aprendió el oficio de encuadernadora y también trabajó para una modista. Se afilió al partido social cristiano y fue redactora de su periódico, ocupándose sobre todo de problemas sociales femeninos. En 1929, cuando tenía 30 años, solicitó ingresar en el instituto de las Religiosas de la Asistencia, congregación húngara fundada por Margit Schlachta para promover obras caritativas y sociales en favor de la mujer, actualmente presente en Estados Unidos, Canadá, México, Taiwan y Filipinas. Emitió los votos temporales en el año 1930. Eligió como lema de su vida religiosa las palabras de Isaías: «Heme aquí: envíame» (Is 6, 8). Desempeñó su primera labor apostólica en su ciudad natal, donde organizó la obra caritativa católica. A continuación, fue enviada a Komárom con la misma finalidad. Creó una publicación católica femenina, gestionó una librería religiosa, dirigió un hospicio para pobres y también se dedicó a la enseñanza. Los obispos de Eslovaquia le encomendaron la organización del movimiento nacional de jóvenes. En aquella época impartía cursos de dirección y publicaba manuales. En su corazón Sara albergaba el deseo de ir a misionar a China o a Brasil, pero el estallido de la segunda guerra mundial no se lo permitió. Después de algunas incomprensiones con sus superioras, en 1940 emitió los votos perpetuos. Como directora nacional del movimiento católico de jóvenes trabajadoras creó el primer colegio húngaro para trabajadoras, cerca del lago Balaton. En Budapest abrió casas para trabajadoras y organizó cursos de formación. Cuando el partido nacionalsocialista húngaro alcanzó el poder y comenzó a perseguir a los judíos, las Religiosas de la Asistencia dieron refugio a muchos. Por su parte, sor Sara, con grandes sacrificios y poniendo en peligro su vida, les brindó alojamiento en las casas que había fundado para las trabajadoras. Durante una redada en Budapest, los soldados la detuvieron y la condujeron hasta un muelle a orillas del Danubio. Allí, mientras se hacía la señal de la cruz, la fusilaron, juntamente con la catequista Vilma Bernoviczs y las personas que había escondido en su casa. Era el 27 de diciembre de 1944; después arrojaron su cuerpo al río. En 1996 la archidiócesis de Esztergom-Budapest inició su proceso de beatificación y canonización. El 17 de Septiembre de 2006 en Budapest, Hungría, fue beatificada Esta beatificación será la primera que se realice en Hungría desde el año 1083, cuando el primer rey del país, San Esteban, fuera beatificado con su hijo, Emerico, y San Gellert, un obispo italiano que contribuyó a la evangelización de la naciónReproducido con autorización de Vatican.va
Juan Apóstol y Evangelista, Santo
Diciembre 27 El discípulo amado
Fabiola de Roma, Santa
Diciembre 27 Matrona romana
Alfredo Parte, Beato
Diciembre 27 Mártir Escolapio
Francisco Spoto, Beato
Diciembre 27 Sacerdote y Mártir
José María Corbín Ferrer, Beato
Diciembre 27 Mártir de Valencia
Sara Salkahazi, Beata
Diciembre 27 Mártir
91745 > Beato Alfredo Parte Sacerdote scolopio, martire 27 dicembre MR

83300 > Santa Fabiola di Roma Matrona romana 27 dicembre MR

90217 > Beato Francesco Spoto Sacerdote e martire 27 dicembre

22100 > San Giovanni Apostolo ed evangelista 27 dicembre - Festa MR

93245 > Beato Giuseppe Maria (José Maria) Corbin Ferrer Giovane laico, martire 27 dicembre MR

94059 > Santa Nicarete (Niceras) di Costantinopoli Vergine 27 dicembre

94825 > Beato Raimondo de Barellis Mercedario 27 dicembre

92766 > Beata Sara Salkahazi Vergine e martire 27 dicembre

83290 > Santi Teodoro e Teofane Grapti 27 dicembre MR
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Nossa Senhora de Fátima, pediu aos Pastorinhos:
“REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS”
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    Edição: 27-12-2012 – 10,00 H
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