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domingo, 6 de janeiro de 2013

Nº 1522-1 - (6-13) - SANTOS DE CADA DIA - EPIFANIA DO SENHOR–(festa de REIS) - 6 de Janeiro de 2013 - 5º ano

antoniofonseca1940@hotmail.com

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Nº 1522-1 – (6-13)

EPIFANIA DO SENHOR
DIA DE REIS MAGOS

Epifana del Seor

Epifania vem duma palavra grega que significa manifestação ou aparição. A partir do século IV, os gregos comemoram, nesta solenidade, o baptismo do Salvador, quando foi revelada a sua filiação divina (“Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus o meu enlevo” – Mt 3, 17 e par.), e comemoram também as bodas de Canaã, em que Jesus manifestou publicamente, a primeira vez, o seu poder de operar milagres. Os Latinos, remetendo agora para outros dias o baptismo e as bodas, celebramos hoje a aparição da estrela no oriente e a viagem dos Reis Magos até Belém.

Para o evangelista S. Mateus, os Magos vêm a ser homens sábios, zelosos executores de toda a justiça e virtude, curiosos investigadores dos fenómenos celestes e praticantes sinceros da religião e do culto verdadeiro de Deus. Os documentos antigos não nos oferecem outros dados para lhes determinarmos melhor as personalidades. Uma das pinturas do século II, na catacumba romana de Priscila, representa Nossa Senhora vestida como dama romana e os Magos de cabeça descoberta e a andar com os presentes nas mãos, sem que nada indique a nacionalidade ou o carácter real das pessoas. Neste  noutras catacumbas há grande variedade na representação. Umas vezes usam os Magos túnicas curtas, outras cobrem-se com longas capas e mantos, ou têm nas cabeças gorros frígios. Se Maria está no centro da cena, eles agrupam-se dos dois lados simetricamente. É frequente, contudo, o número de três. S. José  em geral não aparece, a não ser nas pinturas mais tardias, dos séculos IV e V.

Os Magos com certeza que não eram reis, pois, se o fossem, S. Mateus di-lo-ia, e Herodes tê-los-ia recebido respeitosamente. Desde o século VI são considerados como reis para os adaptar à célebre profecia do Salmo 71: «Os reis de Társis e das ilhas virão com presentes, os reis da Arábia e de Sabá trarão as suas ofertas. Prostrar-se-ão diante dele todos os reis”. A pátria mais provável destes homens é a Arábia, célebre pelo incenso, morra e também pelo ouro.

A estrela que os guiou é singularíssima. Anda à frente deles, eclipsa-se ao chegarem à capital de Israel e torna a aparecer no princípio do caminho de Belém, passando sobre a casa em que habitava o Menino. A palavra que o primeiro evangelista usa aplica-se unicamente a um astro especial, seja ele planeta, estrela, cometa ou outro meteoro celeste. Orígenes, no século III, inclinava-se para um cometa que pode ser extraordinário, mais provavelmente, pelo menos no seu curso; ou realizar no tempo devido a sua aparição normal com alguma variante sobrenatural na carreira. Outros Padres, e com eles muitos autores modernos, falam dum meteoro móvel e transitório, parecido com a coluna brilhante que orientava os israelitas pelo deserto.

A intervenção divina, em todo este acontecimento, é inegável e manifesta-se mais evidente na atitude dos Magos do que na estrela mesma. Estes Magos era com certeza gentios, não israelitas, mas sem dúvida adoravam o verdadeiro Deus e, amando a verdade, conheciam também alguma coisa da religião do Antigo Testamento. Eram homens que viviam no plano elevado do espírito, acima do mundo e dos seus apetites grosseiros. estavam, pois, preparados para ouvir a voz de Deus e reconhecer, em seguida, a sua estrela. Esta mesma altura de ideias deu-lhes valor e energias para se lançarem a uma viagem longa, dirigida a terra estrangeira, viagem cheia de incógnitas e aventuras perigosas. O amor de Deus e da verdade que  buscavam, fortalecia-os e alentava-os. Chega a Jerusalém e não hesitam em perguntar na corte do rei Herodes – sanguinário e ambicioso, velho suspeitoso e ladino – pelo recém-nascido rei dos Judeus. Esta pergunta sobressaltou a corte, o rei e a cidade inteira. Todos os judeus sabiam que Herodes era idumeu, rei intruso e ilegítimo, que aos Romanos comprara a coroa; e todos esperavam o legitimo sucessor de David. Herodes foi, sem dúvida, quem mais se impressionou, mas soube dissimular, a fim de melhor levar a efeito os tenebrosos planos de dar a morte ao Menino e aos temerários sábios do Oriente, que vinham à busca dum rei dos Judeus, que não era Herodes nem qualquer dos seus filhos.

Os Magos procederam, com toda a honradez e simplicidade, fiados na estrela e obedientes também à graça interior que atuava nos seus corações. Na simplicidade de pombas, faltava-lhes a astúcia de serpentes. Mas quem se entrega confiado a Deus não pode equivocar-se, não pode tropeçar no caminho.

Herodes, embora com hipocrisia e duplicidade, informou-os exatamente sobre o lugar em que estava o Menino. Era Belém e para lá se dirigiram os Magos sem temor. Alegraram-se muito vendo de novo o cometa misterioso, que vai diante deles como a luz do Senhor (Iavé). Entram na casa onde está o Menino ainda pequeno, de um ano, ou ano e meio; adoram-nO, oferecem-Lhe os dons do incenso, ouro e mirra, e em troca recebem maior luz e mais amor pela verdade. Buscavam um Rei: encontram uma casa pobre, um berço modesto, um menino como os outros, uma mãe jovem e vestida com simplicidade. os olhos externos não vêem, por lado nenhum, a realeza. A fé , a luz interior do espírito e a ação de graças sobrepõem-se; e eles adoram-nO como a Rei, provavelmente como a Deus; oferecem-se a Ele, para o Seu serviço e despedem-se alegres e confiantes.

O anjo de Iavé não os abandona no regresso. Não devem voltar a Jerusalém, porque Herodes pensa, no seu coração, em matá-los. Em sonhos recebem  o aviso de que regresse às suas terras do Oriente pelo vale e campo dos Pastores, atravessando o Jordão perto da foz no mar Morto, de maneira que evitem o caminho da capital.

A Missa e o Ofício divino de hoje falam da Epifania de Cristo aos Magos e das epifanias ou manifestações interiores às almas. Não é, portanto, só a Epifania do Evangelho a que hoje celebramos; celebramos também a interior e secreta que se dá em, cada crente a quem Jesus Se descobre pela fé. Ninguém viu Deus em Si, mas Deus revela-Se, de muitas diversas formas, ás almas. Bastam boa vontade e humildade. Felizes os pequeninos, os meninos de coração, os puros e limpos, porque eles verão a Deus. A antiga sentença “conhece-te a ti mesmo” tem valor secundário. O importante é conhecer Deus, Cristo, a Epifania de Jesus.

 Do Livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT

ANDRÉ BESSETTE, Beato

Confessor (1845-1937)

Andrs (Alfredo) Bessette, Beato

A 23 de Maio de 1982, João Paulo II beatificou o irmão André Bessette. Nasceu em 1845 perto de Montreal, no Canadá. o oitavo filho de seus pauis, gente muito humilde, chamou-se Alfredo; na vida religiosa, 25 anos mais tarde, havia de mudar o nome para André.

Era tão doente, que no dia seguinte, ao ser batizado, declarou o Pároco: «Nem vale a pena fazer o assento do baptismo, porque daqui a pouco voará para os anjinhos». Bem se enganou, pois aquele menino, apesar de enfermiço chegou aos 91 anos!

Foi criado de lavoura, padeiro, sapateiro, funileiro e ferreiro. Imigrou para os Estados Unidos, onde trabalhou quatro anos em fábricas de tecidos. Depois voltou ao Canadá. A sua piedade simples leva-o a rezar constantemente e oferecer muitos sacrifícios a Jesus. Trazia apertada à cinta uma correia com pontas de pregos. Uma característica o distinguiu sempre: grande devoção a S. José. Diria: «Sou filho adotivo de São José e irmão de Jesus. Este, que na terra obedeceu sempre a São José, também no céu lhe faz sempre a vontade». Todas as graças e milagres pedia-os a Jesus por meio de S. José.

Foi o seu Pároco que lhe incutiu tão profunda devoção e foi também ele que o animou a entrar na Congregação de Santa Cruz. Nesta, dedicada ao ensino, entrava um quase analfabeto! Mas na carta de recomendação trazia escrito pelo mesmo pároco: «Mando-vos um santo».

No fim de 1870, Alfredo recebeu o hábito e mudou o nome para André, homenagem ao mesmo Pároco. Este ano será inesquecível para ele, pois em 1870, o papa Pio IX proclamou S. José Padroeiro da Igreja. O irmão André faz um contrato secreto com o Esposo de Maria. Promete honrar sempre o título que lhe conferiu o papa e procurar que todos amassem e venerassem tão grande santo.

Ao terminar o Noviciado é-lhe negada a profissão por falta de saúde. Ao fim  de seis meses de hesitações, decide o mestre de Noviços: «Se este jovem não puder trabalhar, saberá, ao menos rezar muito bem».

Feita a profissão religiosa em 1872, Frei André foi nomeado porteiro do Colégio de Nossa Senhora, em Montreal, onde passou cerca de 40 anos.

Frei André tornou-se, muito em breve, o amigo dos pobres, dos doentes e dos aflitos. Muitas pessoas começaram a confiar-lhe as suas intenções e necessidades, que ele recomendava a S. José. Tinha cerca de trinta anos quando se verificaram as primeiras curas ou milagres por ele obtidos.

Frei André acolhe, com doçura e bondade, católicos, protestantes ou ateus. Aos enfermos toca-lhes as partes doentes com a medalha de São José e com azeite da lâmpada que ardia em frente da imagem do grande santo. As curas extraordinárias multiplicavam-se. Só em 1904 registaram-se 435, isto é, mais de uma por dia.

Ao homem de S. José não lhe faltam perseguições. Até lhe chamam “charlatão” e “supersticioso”! Frei André tudo suporta sem uma queixa, sempre com um  sorriso de santidade.

Reconhece, porém, ele e outros, ser o Colégio insuficiente para atender tantos milhares de peregrinos. E pensam numa colina sobranceira à cidade de Montreal. O Superior a quem expõe o projeto de aquisição e construção, pergunta-lhe admirado e incrédulo:

«- Então, Irmão André, acham mesmo que São José vai conseguir tão grande terreno, para lá ser erigido um santuário em sua honra

«- Num gesto meio escandalizado, o irmão exclama:

- Claro que sim, padre Reitor! São José é o pai do Dono de todo o mundo, portanto, deste Monte, no meio da cidade… Jesus nunca há-de negar um pedido a seu pai. Ele sempre foi menino obediente no céu, como bom Filho

Os factos mostram que o Irmão tinha razão, pois tudo conseguiu. Amarrou uma medalha do seu Santo no tronco duma árvore, para que todo o terreno adjacente fosse doado para uma futura igreja em honra de S. José. A graça vem, sendo-lhe oferecido quase milagrosamente todo o terreno. Para conseguir dinheiro para a construção da Igreja, coloca uma imagem de S. José no alto duma coluna. Primeiro, constrói um barracão, depois uma igreja e mais tarde uma basílica, que é uma das grandes igrejas do mundo e a maior de toda a terra em honra de S. José.

Para ali muda o seu escritório o bondoso Irmão, e ali fica durante trinta anos até à hora da morte.

Cada sexta-feira, dirige o Irmão André a Via Sacra pela encosta que sobe em  direção à basílica.

O número de peregrinos torna-se incalculável. na cidade multiplicam-se os hotéis. Os vapores aumentam os serviços. Os transportes urbanos tornam-se um  formigueiro.

Duas mil cartas chegam cada dia, vindas de todo o mundo. Os milagres são clamorosos.

Passando pela enfermaria do Colégio de Nossa Senhora, viu o Irmão um aluno muito doente e pergunta-lhe brincando: – Que tens tu, meu menino?

- Muita febre – responde.

- Tu estás é com preguiça. Vai brincar para o recreio.

O rapaz salta da cama, beste-se e põe-se a jogar com os colegas. De repente, grande alarme. O prefeito corre ao Superior, este acode ao médico e por fim todos cercam o menino como um cabrito vadio. O Irmão André, muito censurado limita-se a dizer: «Examinem o pequeno». Feitos os exames médicos, todos se calam, porque no rapaz não apareceu sequer um vestígio da doença.

E tantos outros casos semelhantes!

Um dia apareceu um doente apoiado em duas muletas. O Irmão André fitou-o e, num cintilar interior, deu esta ordem: «Leva as muletas a São José, e deixe-as lá com ele». O facto repetiu-se tantas vezes que o altar do grande santo está cercado por uma guarda de honra de muletas. Por este motivo, a vida do Irmão André, escrita no Brasil por Afonso de Santa Cruz, tem o título: «O Colecionador de Muletas”.

Um jovem, sacerdote, padre Adolfo Clément, quase cego, oferece os seus préstimos a São José com a condição de recobrar a vista. Com voz grossa e simples o Irmão apenas lhe diz: «Então amanhã Vossa Reverência já pode ler o Breviário”. No dia seguinte o padre consegue ler perfeitamente, deixando os médicos assombrados.

Num dos seus sonhos-visões comtemplou o Irmão André o céu. Viu os magníficos, tronos de Jesus e Nossa Senhora, e logo abaixo o de São José, do qual dizia: «Todos quantos entrarem no céu hão-de ficar espantados com  a sua beleza e esplendor». Ao lado deste trono viu uma cadeira ou poltrona vazia. Na sua ingenuidade arrisca e pergunta: – Para quem é? São José aponta para um bilhete com estas palavras, afixado no respaldar da poltrona: «Reservado… Irmão André». O humilde fradinho desconfia e teme que outro, antes dele, ocupe aquele lugar. Mas São José garante-lhe que há-de guardá-lo para ele até à sua entrada no céu.

Esse dia aproximava-se. Faleceu o Irmão André a 6 de Janeiro de 1937, primeira quarta-feira do mês e do ano, aos 91 anos de idade, depois de ter oferecido a vida pelo Santo Padre e pela Santa Igreja.

Três anos depois foi iniciado o processo de beatificação e 45 anos após a morte, em 1982, foi elevado aos altares. Uns 10 milhões de cartas tinham chegado relatando graças desde o seu falecimento.

Do Livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT

RAFAELA MARIA DO SAGRADO CORAÇÃO, Santa

Rafaela Mara del Sagrado Corazn, Santa

Nasceu perto de Córdova, na Espanha, em 1850. Faleceu em Roma, a 6 de Janeiro de 1925. Em 1877 fundara em Córdova, com sua irmã Maria del Pilar, as Escravas do Sagrado Coração de Jesus, dedicadas a adorar o Santíssimo Sacramento e a educar crianças. As Escravas espalharam-se rapidamente e, Rafaela dirigiu-as, com Maria del Pilar como ecónoma geral, até 1893. Neste ano, Maria del Pilar, mais velha, convenceu-se que a irmã errava muito na administração económica; fez campanha e as Religiosas Conselheiras declararam a Madre Rafaela incapaz de governar a Congregação; assim, Maria del Pilar substituiu-a no cargo; teve, deste modo, o gosto de ser Superiora Geral durante dez anos (1893-1903). estes dez anos e os 22 seguintes passou-os Rafaela a um canto, esquecida e desprezada, mais feliz por não ter senão que dar bom exemplo e entregar-se continuamente à oração e à humildade. Mas, depois que ela morreu, as autoridades eclesiásticas compreenderam o que se tinha passado; foi aberto sem detença o processo de beatificação; Pio XII beatificou-a em 1952 e Paulo VI canonizou-a em 1977.

Do Livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT

SANTO ANDRÉ CORSINI

Andrs Corsini, San

Bispo de Fiésole (1302-1373) Estrela

André nasceu em 1302 no seio de uma ilustre família, era uma criança muito irrequieta. Um dia, a sua mãe desiludida repreendeu-o dizendo: “Eu vejo que tu és, de facto, o lobo que vi no meu sonho”. Mais tarde, ela explicou que durante a sua gravidez, tinha sonhado que estava para dar à luz um lobo que correu para dentro duma igreja e se transformou num cordeiro. Preocupado com a repreensão de sua mãe, André dirigiu-se à igreja carmelita da localidade. Depois de ter rezado com fervor, ele decidiu ingressar na Ordem dos Carmelitas. Através da oração, do estudo e do auto-sacrifício constantes. André amadureceu espiritualmente. Embora seja conhecido sobretudo pelos seus dotes proféticos e curativos, ele também possuía um talento para ajudar aqueles que levavam uma vida dissoluta. Por exemplo, uma vez ajudou o seu oprimo a abandonar o vício pelos jogos de azar.

O Bispo humilde – Quando o Bispo de Fiésole morreu em 1349, André foi escolhido para o substituir. Pensando que não merecia o cargo, ele escondeu-se noutro mosteiro. Quando os seus companheiros estavam para nomear um outro candidato, uma criança encontrou André por acaso. Como Bispo, ele continuou a levar uma vida humilde, dormindo numa cama de folhas de vinha e lavando os pés aos pobres todas as quintas-feiras. Além, da sua constante caridade com os pobres, André era um hábil pacificador. Em várias ocasiões, ele conseguiu restabelecer a tranquilidade pública quando os ânimos começavam a alterar-se. Quando se desencadearam disputas amargas entre a nobreza e o povo de Bolonha, o papa Urbano V enviou André para tentar resolver o problema. Ele conseguiu chegar a um acordo de paz que durou por muitos anos. André adoeceu no momento em que cantava na Missa da noite de Natal de 1373. O lobo transformado em cordeiro por graça do Senhor faleceu a 6 de Janeiro de 1373, dia da Epifania.

• Carlos Sezze, Santo
Religioso franciscano,

Carlos Sezze, Santo

Carlos Sezze, Santo

Martirológio Romano: Em Roma, são Carlos de Sezze, religioso da Ordem dos Irmãos Menores, o qual desde a infância se viu obrigado a ganhar o pão quotidiano, e convidava a seus companheiros a imitar a Cristo e aos santos. Vestido com o saial franciscano, se entregava largamente à adoração do Santíssimo Sacramento do Altar (1670). Data de canonização: 12 de abril de 1959 pelo Papa João XXIII. Alguns escritores modernos chamaram a atenção dos teólogos místicos para este leigo franciscano, antes quase desconhecido por causa de estarem ainda inéditos na sua maior parte seus numerosos escritos, que são quarenta entre tratados e cartas; somente seis, e não certamente os mais importantes, mereceram a honra da imprensa. Nasceu este santo varão em Sezze, formosa vila da província romana, em 22 de outubro de 1613, de pais muito pobres de bens temporais mas muito ricos de virtudes, os quais lhe procuraram unicamente a instrução elementar, que bem cedo teve que interromper para se dedicar à guarda das ovelhas,no qual serviu admiravelmente, como a outro Pascoal Bailão, para o exercício da oração e a leitura de livritos piedosos. Visitava com frequência a igreja dos Frades Menores, não muito longe de sua casa, e ao contemplar nela os toscos quadros dos beatos (hoje canonizados) Salvador de Horta e Pascoal Bailão, leigos espanhóis da referida Ordem, sentia tal entusiasmo que, como escreveu depois, exclamava: «Se eu chego a entrar nesta religião imitarei a estos santos: passarei as noites na igreja e farei asperíssima penitência». Caiu logo em muito grave enfermidade, que foi causa decisiva de sua vocação religiosa, de modo que aos dezassete anos de idade pediu licença para entrar nos religiosos franciscanos da província de Roma no estado laical, o que conseguiu depois de longa e dura prova, sendo enviado ao convento de Nazzaro, onde vestiu o pobre saial de São Francisco no dia 18 de maio de 1635, começando logo o noviciado. Passado o ano de provação entre rigorosos exercícios de penitência e grandes tribulações espirituais, alguns religiosos professos estavam perplexos em permitir-lhe ou negar-lhe a licença para pronunciar os três votos perpétuos, duvidando que pudesse sustentar o peso da vida regular. Nesta lamentável situação acudiu o devoto jovem à Virgem Santíssima, de quem havia recebido já tantíssimos favores; esta clementíssima Mãe veio sem tardar em seu auxilio, de modo que, desaparecendo aqueles temores, pôde no dia 19 de mão de 1636 consagrar-se para sempre ao Senhor, mudando o nome de Juan Carlos pelo de Carlos de Sezze.
La vida del fervoroso lego después de su profesión fue bastante sencilla, residiendo sucesivamente en los conventos de Morlupo, Ponticelli, Palestrina, Carpineto (patria del futuro papa León XIII), San Pedro in Montorio de Roma (en gran parte edificado por los Reyes Católicos Fernando e Isabel) y San Francisco a Ripa, que conserva el recuerdo de la habitación de San Francisco y donde Carlos de Sezze falleció santamente el día 6 de enero de 1670. Morando en Morlupo tuvo una tremenda visión que lo alentó en el progreso de la vida contemplativa; en Ponticelli dióse enteramente al ejercicio que llamaba «la confianza en Dios» o la pequeñez espiritual, a guisa de un niño descansando en el regazo de su madre y que tanto recomienda el Santo en sus escritos. Bien pronto le cautivó otro ejercicio saludable: rogar todos los días por la propagación de la fe en los países paganos, deseando además derramar en ellos la sangre por Cristo, y al efecto pidió y obtuvo partir como misionero para las Indias de patronato portugués; pero al ir para allá le sobrevino una grave enfermedad, por lo cual fue trasladado a la enfermería de San Francisco a Ripa, llorando amargamente porque no podía acompañar a los que salían destinados a aquellas misiones. En aquel tiempo la provincia romana abrió un convento de retiro en Castelgandolfo, donde los religiosos vivían con extraordinaria austeridad, muy semejante a la de los antiguos anacoretas; allí acudió nuestro Carlos con permiso de los superiores; pero por lo visto el sitio no era muy sano, así es que poco después, esto es, en 1643, hubo que cerrar aquel convento a causa de las enfermedades contraídas por algunos religiosos; por lo cual el siervo de Dios fue trasladado a Carpineto, donde pudo dar pruebas de su heroica caridad durante la terrible epidemia que devastó aquella región. Viósele muchas veces asistiendo a los pobres apestados más peligrosos, sin cuidarse de su propia salud y también cargando sobre sus espaldas a los muertos para darles cristiana sepultura. Dios permitió que, en vez de premio por tanta abnegación y sacrificio, recibiese una pública reprensión y fuese trasladado al convento romano de San Pedro in Montorio para encargarse del oficio de sacristán y, más tarde, del de cuestor de limosnas en la misma capital. Ejercitando este último humilde servicio recibió de Jesús Sacramentado el más estupendo prodigio de su vida, que le mereció el título de «Serafín de la Eucaristía», pues que entrando una mañana en la iglesia de San José «de Capo de Case», situada cerca de la actual plaza de España, y oyendo allí en compañía de algunos fieles y todo absorto en el amor de Jesús el santo sacrificio de la misa, al llegar el acto de la elevación un rayo luminoso partió de la hostia sagrada hiriendo el costado del Santo hasta penetrar su corazón –cuya señal se observa todavía actualmente–, con lo cual cayó el extático lego en un admirable deliquio de amor y dolor, como él mismo refiere en su autobiografía. Desde este momento la vida de fray Carlos fue eminentemente eucarística, de modo que frecuentemente, después de la santa comunión, experimentaba largos coloquios e íntimas comunicaciones con Jesús, a quien tanto recreaba el fervor y sencillez columbina de su siervo. Este fidelísimo hijo del «Pobrecillo de Asís» fue decorado con el don de milagros: numerosísimos enfermos recobraron la salud mediante las oraciones que por ellos elevaba al Señor, a la Virgen Santísima y al entonces Beato Salvador de Horta, taumaturgo catalán, cuya devoción habían propagado por Italia los franciscanos de Cerdeña, en cuya capital había fallecido en 1567, y en este mismo tiempo trabajaba en Roma para su canonización el Beato Buenaventura de Barcelona, lego también fallecido igualmente como su compatriota en tierras italianas. El mismo Carlos de Sezze refiere difusamente unos veinte milagros obrados por él mediante una reliquia del prodigioso franciscano de Horta, que llevaba siempre consigo. Estos milagros, lo mismo que sus excelsas virtudes y maravillosas profecías, hicieron popular en el Lacio el nombre de fray Carlos, de modo que hasta algunos cardenales y papas lo colmaron de obsequios. Predijo el honor del Papado a los purpurados Chigi (Alejandro VII), Rospigliosi (Clemente IX), Alfieri (Clemente X) y Albani (Clemente XI); otros pontífices lo invitaron no pocas veces a su corte para aprovecharse de sus sobrenaturales consejos y espiritual doctrina. Maravilla causa ver en Carlos de Sezze, que solamente había aprendido a leer y escribir, una doctrina mística tan sublime, que algunos escritores modernos la comparan a la de Santa Teresa o de San Juan de la Cruz, proclamándolo uno de los mejores autores de la misma disciplina en el siglo XVII, dotado ciertamente de ciencia infusa. Es verdaderamente un escritor fecundo. No se han conservado todas sus obras, pues sabemos que estando en Carpineto su confesor le mandó quemar un libro de meditaciones, lo cual ejecutó sin resistencia alguna, y otro confesor suyo, el padre Antonio de Aquila, el cual nos ha dado la primera lista de los mismos escritos, asegura que había otros ya entonces perdidos. De todos modos, los que existen actualmente dan derecho a proclamar a San Carlos autor espiritual de grande fecundidad y seguro magisterio. Entre sus obras, estudiadas recientemente con utilísimos detalles por el docto padre Jaime Heerinckz, descuellan por su importancia: Le tre Vie, tratado sobre la vía purgativa, iluminativa y unitiva; Cammino interno dell´anima; Discorsi sopra la vita di N. Signor Gesù Cristo; Sacro Settenario, que, según dice el mismo autor, la seráfica madre Santa Teresa de Jesús se lo dictó textualmente; finalmente la obra más extensa y de mayores vuelos: Le grandezze della misericordia di Dio in un anima diulata dalla grazia divina, que es su autobiografía, compuesta por inspiración divina y por mandato de su confesor. El Santo trabajó en esta última obra desde 1661 hasta 1665, mientras residía en el convento romano de San Pedro in Montorio. Describe en ella su propia vida y sobre todo las gracias que había recibido del Altísimo desde su infancia a la edad de cincuenta y dos años. El libro está dividido en siete partes y en ciento doce capítulos, su materia está saturada de preciosas ideas y descripciones importantes no solamente por lo que se refiere a la vida del autor, sino también y principalmente por la multitud de fenómenos místicos y muy extraordinarios, en esta voluminosa obra descritos, y que pueden ser utilísimos a los cultivadores de la ciencia mística. La doctrina espiritual de este siervo de Dios es siempre sólida y sustancial; y a pesar de que su autor no pudo dedicarse a estudios de alta teología, trata de ella de una manera maravillosa, describiendo sapientemente los grados más elevados de la mística católica, de modo que en este sujeto verificóse de nuevo la verdad de la sentencia evangélica según la cual el Señor esconde los misterios divinos a los sabios del mundo y los revela a los párvulos de espíritu. Murió el Santo en el convento romano de San Francisco a Ripa en la fiesta de los Reyes de 1760, después de pocos días de enfermedad, durante la cual recibió, arrodillado en el suelo, el divino Viático, confortado con una celestial visión del Salvador, de la Virgen Santísima y de muchos ángeles. El papa León XIII lo elevó a los primeros honores de los altares en 1882 y Juan XXIII lo canonizó en el año 1959 juntamente con la barcelonesa Joaquina Vedruna de Más, fundadora de las Carmelitas de la Caridad. Su sepulcro se venera en la iglesia franciscana de San Francisco a Ripa, pero el corazón incorrupto, con la señal de la cruz impresa en el acto del prodigio eucarístico referido, se conserva en la capilla del convento llamada de San Francisco.

Juan de Ribera, Santo
Bispo

Juan de Ribera, Santo

Juan de Ribera, Santo

São João nasceu em Sevilha em 27 de Dezembro de 1532. Seus pais se chamavam Pedro e Teresa, família que se distinguia entre a nobreza por sua generosidade.
Enviaram a Juan a estudar a Salamanca, onde se converteu em discípulo de Vitória e de outros teólogos que brilhavam por sua vez em Trento. Não tinha ainda 30 anos quando foi nomeado pelo Papa Pio IV Bispo de Badajoz, dedicando-se em pleno à santificação de suas ovelhas, enviando missionários por toda a diocese. Com a idade de 36 anos foi transferido para a sede de Valência, onde cedo advertiu as necessidades desta grande arquidiocese. Ao santo, entre outras coisas, lhe tocou aplicar as reformas de Trento em sua jurisdição, assim como também a catequização dos mouriscos mas com poucos frutos, sendo estes expulsos em 1609 pelo rei Felipe III. Frente a isto, São João foi nomeado vice-rei de Valência; o santo aceitou este cargo a rogos do rei, e Valência desfrutou longos anos de paz e de melhor administração da justiça. San Juan percorreu várias vezes a diocese e entre 1570 e 1610 levou a cabo 2.715 visitas pastorais, e celebrou sete sínodos. Fundou o Colégio de Corpus Christi para a formação do clero e honrar solene ao Santíssimo Sacramento. San Juan de Ribera faleceu em Janeiro de 1611. Autor: n/a | Fonte: Arquidiocese de Madrid

Tão mal estavam as coisas em sua época que os hereges e os infiéis desfrutavam esperando a pronta dissolução da Igreja. Juan sentiu fervor pelos santos reformadores que o Espírito Santo suscitou, também nesse tempo, para aliviar as penas de seu povo. Nasce em Sevilha quando era a porta de entrada e saída para o Novo Mundo e pertence à melhor prosápia. Filho de dom Pedro Afán Enríquez de Ribera e Portocarrero, conde dos Molares, duque de Alcalá, Vice-rei de Nápoles e antes de Catalunha. Sua mãe, dona Teresa de los Pinelos, morreu muito cedo. A família, com seus títulos nobres, é conhecida na cidade por sua generosidade e amor aos pobres. Estuda na Universidade de Salamanca quando o Claustro salmanticense vive um período áureo entre as lições de Vitória e os teólogos que têm muito que ver com Trento, porque são tempos nos que a infidelidade e a heresia se combatem com as espadas e com a pluma. Ali termina os estudos e tem cátedra. O papa Pío IV o nomeia bispo de Badajoz, quando ainda não havia cumprido trinta anos; não há que olvidar que é filho do Vice-rei de Nápoles e essas coisas tinham muito peso por aquela altura. Dá começo a suas andanças como prelado enviando seis pregadores com São João de Ávila para preparar as almas à reforma que se postula desde Trento. Por sua parte, não fica quieto: prega com entusiasmo, se põe como um confessor mais no confessionário, visita e atende com os sacramentos aos enfermos e, às vezes, lhe toca dormir sobre sacos de estamenha. E até vende a louça de prata para remediar aos pobres. Escreve normas para a reforma da vida dos bispos, primeiras em Espanha em seu género. Para desgosto dos pacenses, lhes dura pouco este bispo como pastor. Agora é Valência a que desfrutará de seu governo. O há precedido um santo que pôs as metas muito altas. Foi Santo Tomás de Villanueva, o frade que deu uma volta a Valência que por um século não desfrutou da presença de seus bispos. Lá vai João como Arcebispo, depois de haver deixado em Badajoz, repartidos entre os pobres, seus dinheiros, bens alfaias. Madruga, reza, estuda, recebe a gente sem entraves nem excessos de respeito; é parco na comida, rompe frequentemente os modeles usuais da época, sendo suficiente em ocasiões os figos secos, uvas, ou frutas do tempo. Vai fazendo cópia de livros como intelectual sem remédio. A Missa lhe dura com frequência duas horas... e com lágrimas, depois de despedir ao acólito para estar a gosto com o Senhor depois da consagração e entrar em diálogo íntimo, pessoal e intenso. Soam as disciplinas e guarda os cilícios em lugar recôndito que sempre descobre seu perspicaz assistente. A meta marcada no seu trabalho é pôr em marcha a reforma de Trento. Sofre o problema da abundante mourisca a que não conseguiu converter. Celebrou sete sínodos. As contínuas visitas pastorais são o cume de sua pastoral junto com a atenção a seu clero a que doutrina, anima, corrige ou admoesta, sempre dando-lhe exemplo. Burjasot o viu na sua praça explicando o catecismo às crianças. Em seu próprio palácio monta uma escola para os filhos dos nobres porque afirma que é bispo de todos: ali se formam bem os alunos, se educam, passam à universidade, ajudam nos pontificais; aquilo se parece pela piedade e os bons modos a um seminário e, de facto, saem da instituição cardeais, arcebispos e altos eclesiásticos. Felipe III o faz Vice-rei de Valência e desde então as coisas marcham melhor, sobretudo a recta administração da justiça. Fundou na cidade o Colégio e Seminário de Corpus Christi. E faleceu em seu amado colégio em 6 de Janeiro de 1611. Em Valência se festeja no dia 14 e em Badajoz em 19, ambos em Janeiro. Com homens tão íntegros e apostólicos a Igreja superou o obstáculo de hereges e de infiéis. Não fez São João senão o que é próprio de um bispo, mas fazê-lo naquele tempo foi muito mérito.

 

• Julián, Basilisa e 7 cavaleiros,

incluindo um sacerdote de nome António, Santos
Mártires

Julin, Basilisa y compaeros, Santos

Julián, Basilisa e companheiros, Santos

Martirológio Romano: Em Antinoe, da Tebaida (hoje Egito), santos Julián e Basilisa, mártires (s. IV). Etimologia: Julián = Aquele que pertence à família Júlia, é de origem latina. Basilisa = aquela que reina, é de origem grega. Nasceu são Julián em Antioquia, de pais cristãos, em fins do século terceiro. Havendo-se desposado com uma honestíssima donzela chamada Basilisa, guardaram os dois, de comum acordo, perfeitíssima continência. Porque no mesmo dia da boda, a que havia concorrido a nobreza da cidade, estando os desposados em seu tálamo, se sentiu no aposento um odor suavíssimo de rosas e açucenas. Ficou maravilhada Basilisa daquela extraordinária fragrância e perguntou a seu esposo, que odor era aquele que sentia e de onde vinha, porque não era tempo de flores. Respondeu Julián: O odor suavíssimo que sentes é de Cristo, amador da castidade, a qual eu de sua parte te prometo, como prometi a Jesus Cristo, se tu consentires comigo e lhe ofereceres também tua virgindade. Respondeu Basilisa que nenhuma coisa lhe era mais agradável que imitar seu exemplo. Pouco depois levou o Senhor para si aos pais de Julián e Basilisa, deixando-os herdeiros de suas fazendas riquíssimas; e eles começaram logo a gastá-las com larga mão em socorrer aos pobres. Consagrou-se ele a instruir na religião cristã aos homens e ela às mulheres em diversas casas. Receavam por este tempo as perseguições de Diocleciano e Maximiano, mas Basilisa pôde livrar-se delas, e acabou sua vida santa e preciosa de morte natural. Seu marido Julián foi quem alcançou a palma de um glorioso martírio. O bárbaro governador Marciano mandou prender ao santo e arrasar sua casa e a Julián o passearam pela cidade carregado de cadeias, e precedido de um pregoeiro que dizia: Assim se hão-de tratar aos inimigos dos deuses e desprezadores das leis imperiais. Encerraram-no depois em obscuro e hediondo calabouço, a onde foram visitá-lo sete cavaleiros cristãos, que, com um sacerdote chamado António, foram também companheiros de seu martírio. Chegado o dia da execução, enquanto o governador, sentado em público tribunal, interrogava a Julián, acertaram a passar por ali uns gentios, que levavam a enterrar a um defunto. Em tom de mofa lhe disseram que ressuscitasse ao morto. Então Julián, em nome de Jesus Cristo, o ressuscitou o que encheu a todos de grande espanto, e mais, quando ouviram que aquele homem ressuscitado, publicamente confessava a Jesus Cristo. Atribuiu o governador tão estupendo sucesso à poderosa magia de Julián, e condenou ao ressuscitado aos mesmos suplícios. Encerraram-nos a todos em umas cubas acesas, mas os condenados saíram delas sem a menor lesão; atiraram-nos depois às feras do anfiteatro, e as feras não ousaram fazer-lhes dano algum. Finalmente, envergonhado o cruel tirano, os fez degolar, e assim entregaram neste dia suas almas puríssimas ao Criador.

 

• Macário o Escocês, Beato
Abade

Macario el Escocs, Beato

Macário o Escocês, Beato

Martirológio Romano: Em Würzburg, cidade de Franconia (hoje Alemanha), beato Macário, abade, que foi o primeiro superior do mosteiro dos Escoceses desta cidade (1153) Beneditino desde muito jovem, viajou desde Escócia para a Alemanha, junto com seus companheiros Cristiano e Eugénio, pelo ano 1138 aproximadamente. Segundo Zimmermann, foi prior do mosteiro de Santiago em Ratisbona e dali o abade Dermizio (Dermitius) o enviou a Würzburg junto com onze monges. Está registado que o bispo Embrico (1125-46) consagrou em 1139 a Macário como primeiro abade do mosteiro escocês de S. Santiago, fundado recentemente em Würzburg. As fontes ressaltam sua erudição, vida ascética e descrevem milagres realizados por ele. Morfeu em 1153: o aniversário de sua morte de acordo com Zimmermann foi em 6 de janeiro, ainda que se saiba que em alguns lugares da diocese de Würzburg é celebrado em outras datas (23 ou 24 de Janeiro e 19 de dezembro). Durante a Idade Média, por muito tempo, a tumba do beato estava esquecida; em 1614 se descobriram suas relíquias e solenemente foram depositadas numa urna, no ano seguinte, Macário resultou objeto de grande devoção popular: Era invocado especialmente para as enfermidades com febres altas. Se diz que junto a sua tumba ocorreram 28 curas milagrosas. Em 1731 se fundou em sua honra a «Irmandade de Macário», enriquecida com indulgências, que deixou de existir depois da Segunda Guerra Mundial. Em 1823 se realizou a trasladação das relíquias, desde o mosteiro, secularizado em 1803, para a capela da Virgem, a mesma que em 1945 foi destruída e que atualmente se encontra já reconstruída. No Breve Apostólico de 1734 na Irmandade e noutros testemunhos, a Macário chama-se "santo". responsável da tradução (para espanhol…): Xavier Villalta

 

Pedro Tomás, Santo

Bispo

Pedro Tomas, Santo

Pedro Tomás, Santo

Etimologicamente significa “ rocha e gémeo”. Vêm da língua hebraica. Teve um desenvolvimento espiritual estupendo. Graças a ele pôde enfrentar com garantias tudo o que o esperava depois. Sem uma preparação a fundo no religioso, é muito difícil para um crente resolver tudo o que se lhe põe em cima, quando menos o pensa. ¿Que fez este jovem para ser santo? Nada de particular. Soube viver em contínuo contacto com Deus, o eixo que dá vida a toda a pessoa de fé. Foi um mártir do século XIV. Se o nome de Pedro o criou Jesus para designar a primeira “pedra da Igreja”, desde então este nome é dos mais comuns à largura e ao comprimento das distintas línguas. Foi um monge que em seu tempo chegou a ser bispo, arcebispo e patriarca. E se por si isto fosse pouco, também se lhe encomendaram altas e difíceis missões diplomáticas. Veio ao mundo no inicio do século XIII num povo de Perigord. Como jovem de uma densa perseverança, se meteu a carmelita para, desta forma, observar melhor os conselhos evangélicos de celibato, obediência e pobreza. Dadas suas qualidades, se converteu com os anos no Superior Geral da Ordem Carmelita e num dos membros mais qualificados da então Cúria Pontifícia. O Papa Inocêncio IV o enviou a Génova como embaixador para que conseguisse que a paz entre a grandiosa cidade de Milão e a República de Veneza se fizessem realidade. Após este êxito, o Papa o mandou por motivos muito distintos a que trabalhasse pela união entre a igreja ortodoxa e a romana. Tanto foi seu êxito que, à sua volta, o nomearam legado universal para o Oriente e Patriarca de Constantinopla. Foi o Papa Urbano V. O próprio rei de Chipre se lançou a levar a cabo uma cruzada contra os turcos. Ele se uniu a ela com a cruz, em lugar de com a espada. Morreu em Famagusta, Chipre, em 6 de Janeiro de 1366. ¡Felicidades a quem leve este nome!

Rita Amada de Jesus (Rita LOPES de Almeida), Beata
Fundadora

Rita Amada de Jess (Rita Lpez de Almeida), Beata

Rita Amada de Jesus (Rita Lopes de Almeida), Beata

Rita Amada de Jesus nasceu em 5 de Março de 1848, num pequeno povoado da paróquia de Ribafeita, Diocese de Viseu, Portugal. Poucos dias depois foi batizada com o nome de Rita Lopes de Almeida. Cresceu num ambiente familiar de muita piedade, onde nas noites se fazia leitura espiritual. Desde sua meninice demonstrou uma devoção especial a Jesus Sacramentado, à Santíssima Virgem e a São José, assim como muito carinho pelo Santo Padre, que nesse tempo se encontrava em exílio. A Igreja em Portugal continuava a ser perseguida por parte da Maçonaria, que se apoderou dos bens eclesiásticos, encerrou os Seminários, e Casas de Religiosos. Aos Institutos de Religiosas, proibiu a admissão de Noviças. Bispos e sacerdotes provenientes de famílias de alto nível económico foram objecto também de ataques. Devido a isto não podiam dedicar-se ao seu ministério completamente, já que tinham que se defender. Tudo isto debilitou em parte a Igreja. Mas esta situação política não apagou a ânsia de uma autêntica vida cristã que a família de Rita experimentava, em especial seus Pais, assim como o desejo de a comunicar aos outros. Neste ambiente familiar Deus suscitou em Rita a vocação missionária, para libertar a juventude do indiferentismo religioso, e fomentar os valores morais, e assim com este apostolado pôde fortalecer a família. Seu zelo apostólico fez dela uma itinerante. Ia de terra em terra e ensinava a orar. Através do Santo Rosário e outras orações desejava despertar nos corações de quem a escutavam, a imitação de Nossa Senhora, Mãe de Deus. Em seu apostolado buscava sempre as pessoas que levavam uma vida imoral, e fazia todo o possível para as resgatar do mal e conduzi-las a Deus. Este estilo radical de apostolado, a fez objecto de ameaças de morte. À oração uniu a penitência. Para levar a cabo este objectivo, logrou conseguir alguns “instrumentos de mortificação”, em suas visitas às Irmãs Beneditinas do Convento de Jesus a Viseu. Neste tempo, com a ajuda de seu Confessor, pôde discernir que Deus a chamava à Vida Consagrada. Nesta Época não era possível entrar em nenhum Instituto, devido a que as leis maçónicas proibiam a entrada de noviças. Portanto, Rita seguiu no “mundo”, entregue ao apostolado e às práticas de mortificação, com a esperança de poder consagrar-se a Deus no futuro. Durante este tempo recusou pretendentes, alguns deles ricos, pois segundo ela já havia feito sua consagração a Deus no íntimo de seu coração. Sua consagração a Deus a levou à prática frequente da Comunhão Reparadora, que fomentou seu fervor Eucarístico, e à devoção ao Sagrado Coração. Deus fez dela um verdadeiro apóstolo concedendo-lhe uma paixão pela salvação das almas. Colaborando com o apostolado de Rita, seus pais chegaram a albergar em casa mulheres muito desejosas de conversão. Como aos 20 anos de idade, seu desejo de se consagrar a Deus aumentou consideravelmente. Compartilhou com seus pais este seu grande desejo. Não obstante a fé e vida exemplar cristã de seus pais, eles não aprovaram a sua decisão. Rita não desistiu, ao contrário, continuou nutrindo a esperança de o realizar. E com a idade de 29 anos logrou entrar numa Congregação. Esta congregação era a única que existia em Portugal porque era estrangeira, e se dedicava só a ajudar aos pobres. Mas como o carisma deste Instituto era diverso do tipo de zelo apostólico que ardia em seu coração, Rita não se pôde identificar com ele. O Diretor Espiritual da Comunidade, em quem Rita confiava plenamente, viu que a Vontade de Deus para ela, era: o receber e educar meninas pobres e abandonadas. Rita saiu deste Instituto, de origem francesa, com a idade de 32 anos. De acordo com o Rev. P. Francisco Pereira, S.J. buscou os meios para se preparar e realizar sua futura e urgente missão. Rita era dotada de muitos dons e virtudes e de natureza piedosa, e só desejava cumprir a vontade de Deus. Dócil a seu Diretor Espiritual, logrou vencer os conflitos político e religiosos e fundar um Colégio-Instituto de Jesus, Maria e José, na Paróquia de Ribafeita, com a espiritualidade da Sagrada Família, em 24 de Setembro de 1880. Em breve tempo, este tipo de apostolado se estendeu a outras dioceses de Portugal. Nas dioceses de Viseu, Lamego e Guarda, as autoridades civis trataram sempre de o suprimir. Experimentou dificuldades de carácter económico, assim como com uma religiosa de seu Instituto. Ainda mais, no ano 1910, desencadeou-se uma feroz perseguição contra a Igreja. Todos os Institutos foram suprimidos, suas propriedades foram expropriadas incluindo o Instituto de Madre Rita, que conseguiu refugiar-se em sua terra natal. É aqui onde pouco a pouco logrou localizar suas religiosas dispersas devido à situação política, e reagrupá-las numa humilde casa de Ribafeita. Desde este lugar, enviou vários grupos delas ao Brasil, que perpetuaram o Carisma da Fundadora. Nesta forma seu Instituto pôde sobreviver. Madre Rita, faleceu em 6 de Janeiro de 1913, em Casalmendinho (Paróquia de Ribafeita), em odor de santidade. Seu funeral, foi presidido pelo Vigário Geral da Diocese, e foi uma ação de graças a Deus pelo dom desta religiosa para a Igreja e ao mundo. Foi beatificada em 28 de Maio de 2006. Reproduzido com autorização de Vatican.va

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  • Nossa Senhora de Fátima, pediu aos Pastorinhos:
    “REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS”
  • Tero1 - Cpia
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    NOTA:
    Como decerto hão-de ter reparado, são visíveis algumas mudanças na apresentação deste blogue (que vão continuar… embora não pretenda eu que seja um modelo a seguir, mas sim apenas a descrição melhorada daquilo que eu for pensando dia a dia para tentar modificar para melhor, este blogue). Não tenho a pretensão de ser um “Fautor de ideias” nem sequer penso ser melhor do que outras pessoas. Mas acho que não fica mal, cada um de nós, dar um pouco de si, todos os dias, para tentar deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos, quando nascemos e começamos depois a tomar consciência do que nos rodeia. No fim de contas, como todos sabemos, esta vida é uma passagem, e se Deus nos entregou o talento para o fazer frutificar e não para o guardar ou desbaratar, a forma que encontrei no “talento” de que usufruo, é tentar fazer o melhor que posso, aliás conforme diz o Evangelho.
    Assim, a principiar pela imagem principal, a partir de hoje, e se possível todos os dias, ela será modificada mediante o que eu for encontrando passível de aproveitamento para isso. Em conformidade com o que digo, na minha 1ª postagem de hoje (e a última de ontem, 31 de Dezembro) editarei diariamente, pelo menos, mais três páginas, (sendo a Pág. 1Vidas de Santos; Pág. 2O Antigo Testamento; e Pág. 3O Papado – 2000 anos de história). Além disso, semanalmente (ao Domingo e alguns dias santificados – quando for caso disso –) a Pág. 4A Religião de Jesus; e a Pág. 5 - Salmos) e, ainda, ao sábado, a Pág. 6In Memorian.
    Outros assuntos que venham aparecendo emergentes dos acontecimentos que surjam tanto em Portugal, como no estrangeiro; e, ainda, alguns vídeos musicais (ou outros) que vão sendo recolhidos através do Youtube e foram transferidos para o meu canal “antónio0491” que se encontra inserido logo após o Título e sua descrição.
    Registe-se também que através de Blogs Católicos, União de Blogs Católicos, etc., estou inscrito em muitos blogs que se vão publicando em Portugal, Brasil, e outros países, que, por sua vez, também publicarão este blogue. Há ainda mais algumas alterações que já fiz e vou continuando a efetuar na parte lateral do blogue, retirando ou colocando vários complementos.
    Como também já deve ser do conhecimento de muitos, encontro-me inscrito na rede social, Google + Facebook, e outros, individualmente e, também ali poderão encontrar este blogue. O meu correio electrónico foi modificado e será inscrito no início de cada página (pelo menos na primeira, de cada dia).
    Para terminar, gostaria de que os meus leitores se manifestassem, bastando para tal marcar o quadrado que entendam, que segue sempre abaixo de cada publicação, como aliás eu faço, relativamente aos blogues que vou vendo sempre que me é possível, com o que ficaria muito grato
    Desculpem e Obrigado mais uma vez – António Fonseca
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    Localização geográfica da sede deste Blogue, no Porto
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    http://confernciavicentinadesopaulo.blogspot.com
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  • Meus endereços:
  • Nome do blogue: SÃO PAULO (e Vidas de Santos)
  • Endereço de Youtube: antonio0491@youtube.com
  • António Fonseca
  • Nº 1522-(3) - VIDAS DOS PAPAS DA IGREJA CATÓLICA - (28) - 6 de Janeiro de 2013

    Nº 1522 - (3)
    Desejo a continuação de
    BOAS FESTAS e BOM ANO DE 2013
    ===============
    Caros Amigos:
    Desde o passado dia 11-12-12 que venho a transcrever as Vidas do Papas (e Antipapas)
    segundo textos do Livro O PAPADO – 2000 Anos de História.
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    SEVERINO
    Severino
    Severino
    (Em 640)
     
     
    Foi eleito em 12 de Outubro de 638, no mesmo dia da morte do papa Honório I, por fácil consenso, mas a tomada de posse demorou 17 meses, pois só ocorreu em 28 de Maio de 640.
    O imperador bizantino, Heraclio, aproveitando o avanço dos monoteístas com a atitude dúbia e imprudente de Honório I, pretendeu que Severino subscrevesse uma declaração de fé, Ectesis (=exposição=), que, propondo o mistério da Santíssima Trindade e da Encarnação, segundo o Concílio de Calcedónia, afirmava uma só vontade em Cristo. O patriarca Sérgio e o clero bizantino assinaram sem dificuldade, mas Severino recusou-se obstinadamente, por mais que o imperador, para o forçar, lhe retardasse o reconhecimento da eleição.
    Mas teria de sofrer ainda mais devido à sua teimosia. O exarca de Ravena deixou de pagar às tropas dizendo não ter dinheiro e inventou que havia grandes tesouros em Latrao, o que levou ao assalto do palácio.
    O exarca Isaac veio então a Roma, desterrou os membros mais preponderantes do clero e apoderou-se do tesouro constituído por vasos de ouro e prata. Depois, para acalmar o povo, Isaac anunciou, finalmente, a aprovação imperial para a eleição de Severino.
    Ao papa poucos meses de vida lhe restaram, somente três, e apenas teve tempo para um hipotético sínodo do qual saiu uma profissão de fé que está conservada no Livro Diurno e onde se condenam os erros contidos na Ectesis.
     
     
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    JOÃO IV
    João IV
    João IV
    (De 640 a 642)
     
     
    Foi eleito 4 meses depois da morte do papa São Severino, em 24 de Dezembro de 640.
    Mandou construir uma capela junto ao baptistério de Latrão, dedicada a São Venâncio, mártir da sua terra natal e fez trasladar as suas relíquias da Dalmácia para a capela.
    Bizâncio, a apoiar o monofisismo preocupava João IV, que em janeiro de 641 promove um sínodo em Roma para condenar novamente a heresia.
    Falecido o imperador Heraclio e assassinado, quatro meses depois, o filho Constantino III, o novo patriarca Pirro começou a enviar escritos a diversos bispos e igrejas, invocando abusivamente a autoridade do papa Honório. João IV decide intervir e esclarece todas as questões num documento que ficou conhecido por Apologia do Papa Honório.
    Ficaram de João IV diversas cartas, pelas quais se depreende uma grande atividade a favor dos monges da França e da Itália. Foi sepultado em São Pedro.
     
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    TEODORO I
    Teodoro I
    Teodoro I
    (De 642 a 649)
     
    O exarca Isaac, de Ravena, que forçou a eleição de Teodoro, pretendia que este fosse mais sensível ao monotelismo, mas o novo papa, eleito em 24 de Novembro de 642, manteve a mesma linha de pensamento e atuação dos seus antecessores, sem ceder às pressões imperiais.
    Em 643, os bispos de Chipre mostraram-se solidários com  a fé romana e condenaram o édito de Heraclio, de teor monofisita. Por essa altura, São Máximo, ex-secretário de Heraclio, refuta e confunde, em debate público, o patriarca Pirro.
    Pirro, abandonado pelo imperador, dirige-se a Roma, mostra-se arrependido junto de Teodoro I e este, acreditando nele, recebe-o com benevolência. Era tudo falsidade, pois Pirro, regressando a Ravena, volta à heresia, o que levou o papa, em sínodo, a proferir contra ele a sentença de excomunhão. Perante uma petição de bispos de África, Teodoro escreve a Paulo, patriarca de Constantinopla, convidando-o a regressar à fé católica, mas ele permanece obstinado, o que leva Teodoro I a depô-lo por não rejeitar o Ectesis de Heraclio. Perante esta atitude, Constante II decide abolir o Ectesis, substituindo-o por outro édito, o Typus, que em vez de se ocupar das questões teológicas proibia simplesmente qualquer discussão a esse respeito, sob severas penas. tratava-se de uma falsa paz, pois silenciava Roma na defesa da ortodoxia e não repudiava o monofisismo, pondo-o apenas ao abrigo das intervenções da Santa Sé.
    Teodoro I morreu, ao que parece, vítima de envenenamento, antes de poder protestar contra tal arbitrariedade. Foi sepultado em São Pedro.
    Durante o seu pontificado, acrescentou ao título de pontífice o de soberano e reorganizou o clero romano.
     
     
    ********************************
    Continua:…
    Post colocado em 6-1-2013 – 11H00
    ANTÓNIO FONSECA

    Nº 1522-4 - A RELIGIÃO DE JESUS - A EPIFANIA DO SENHOR - 6 de Janeiro de 2013

    1522-4
    Do livro A Religião de Jesus, de José Mª Castillo – Comentário ao Evangelho do dia – Ciclo A (2010-2011) – Edição de Desclée De Brouwer – Henao, 6 – 48009 Bilbaowww.edesclee.cominfo@edesclee.com: tradução de espanhol para português, por António Fonseca
    Estrela O texto dos Evangelhos, que inicialmente estavam a ser transcritos e traduzidos de espanhol para português, diretamente através do livro acima citado, são agora copiados mediante a 12ª edição do Novo Testamento, da Difusora Bíblica dos Missionários Capuchinhos, (de 1982, salvo erro..). No que se refere às Notas de Comentários continuam a ser traduzidas como anteriormente.AF.
    6 de Janeiro de 2013
    A EPIFANIA DO SENHOR
    Mt 2, 1-12
    Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente. «Onde está o rei dos Judeus que acaba de nascer? – perguntavam. «Vimos a Sua Estrela no Oriente e viemos adorá-Lo». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes perturbou-se e toda a Jerusalém com ele. E, reunindo todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo, perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém de Judeia pois assim foi escrito pelo Profeta:
    «E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá; porque de ti sairá o Príncipe que apascentará o meu povo Israel».
    Então, Herodes mandou chamar secretamente os magos e pediu-lhes informações exatas sobre a data em que a estrela lhes havia aparecido. E, enviando-os a Belém, disse-lhes: «Ide e informai-vos cuidadosamente acerca do menino, e, depois de O encontrardes, vinde comunicar-mo para que também eu vá adorá-Lo». Após as palavras do rei, puseram-se a caminho. E a estrela, que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o Menino, parou. Ao ver a estrela sentiram, grande alegria e entrando na casa viram o Menino com Maria, Sua mãe. Prostrando-se, adoraram-nO, e , abrindo os cofres, ofereceram-Lhe presentes: Ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho a não voltarem para junto de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.
     
    1 – O estudiosos do Evangelho de Mateus estão de acordo em que o relato dos Magos não é histórico. Trata-se de uma lenda, que, segundo a interpretação mais plausível, quer dizer que Jesus transcende uma determinada religião, e portanto, acolhe a todos os homens de boa vontade, sejam de onde forem e tenham as crenças que tiverem. O relato dos Magos não diz que estes se converteram; tiveram um gesto de generosidade com o “Menino” e voltaram para onde tinham vindo. Isso foi tudo. Jesus é para todos e acolhe a todos os seres humanos, sem fazer diferenças e sem conceder privilégios. Jesus transcende as culturas, as religiões, as práticas religiosas… O que Jesus acolhe é a bondade.
     
    2 – No relato destaca-se um contraste: Os Magos “generosos” prostram-se perante Jesus; enquanto que os Sumos Pontífices, “submissos ao poder” colocam-se ao serviço do tirano Herodes. É uma dor ver muita gente religiosa mais identificada com os interesses do poder político do que com a singeleza de tantas crianças desconhecidas, que vivem na escassez.
     
    3 – O dia dos Reis Magos, é um dia de prendas. A exemplaridade dos magos não esteve nos presentes, mas sim no seu interesse pelo Menino. Abundam as pessoas que suprem a sua falta de amor com presentes. Há pais, parentes, amigos que disfarçam o seu desinteresse com uma prenda. Com isso serve-se mais os interesses do comércio e do consumo do que a necessidade de amor que todos temos.
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    Compilação (e tradução dos comentários) por António Fonseca
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    NOTA FINAL:
    Continuo a esclarecer que os comentários aos textos do Evangelho, aqui expressos, são de inteira responsabilidade do autor do livro A RELIGIÃO DE JESUS e, creio eu… apenas retratam a sua opinião – e não a minha ou de qualquer dos meus leitores, que eventualmente possam não estar de acordo com ela. Eu apenas me limito a traduzir de espanhol para português os Comentários.
    NEM EU NEM NINGUÉM ESTÁ OBRIGADO A ESTAR DE ACORDO.
    Mais uma nota ainda:
    Estes são os meus endereços atuais:
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    Post para publicação em 1-1-2013 - 10,45 h
    Até lá, se Deus quiser.
    António Fonseca
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