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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Nº 1523-1 (7-13) - SANTOS DE CADA DIA - 7 de Janeiro de 2013 - 5º ano

antoniofonseca1940@hotmail.com

Nº 1523


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Continuação de

Boas Festas


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Nº 1523-1 - (7-13)

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Nº 1523-1 – (7-13)

LUCIANO DE ANTIOQUIA, Santo
Mártir (312)
Luciano de Antioqua, Santo

Este santo, designado pelo nome de Luciano de Antioquia, nasceu em Samósata, cidade da Síria. Órfão aos doze anos, foi para a cidade de Edessa, colocou-se sob a direção duma personalidade chamada Macário, competente intérprete da Sagrada Escritura. Com ele aprende a viver de maneira austeríssima, a sujeitar-se a duras privações e, no silêncio e na oração, adquiriu sério conhecimento dos Livros Santos.

De Edessa dirigiu-se Luciano a Antioquia, cidade célebre pela sua escola em que a controvérsias provocada por Paulo de Samósata originou longos debates teológicos. Nesta cidade foi Luciano ordenado sacerdote e abriu uma escola de exegese segundo o o modelo da que o seu mestre Macário estabelecera em Edessa; lançou-se então a rever as diversas traduções dos Livros santos do Antigo Testamento e a compor deste uma nova, segundo o texto hebraico. Esta obra foi apreciadíssima no Oriente e serviu muito a São Jerónimo.

Partilhou Luciano nesta época dos erros de Paulo de Samósata e foi pro este motivo separado algum  tempo da comunhão católica. Há quem não admita esta excomunhão, baseando-se em que Santo Atanásio nunca atacou Luciano e em em que este, pelo contrário, gozou de grande estima em todos os partidos; quanto ao símbolo atribuído a Luciano, não É certo que seja realmente obra sua; por outro lado, não se poderia qualificá-lo de heterodoxo por causa da omissão da palavra consubstancial (homoousios), que ainda não estava adoptada pela Igreja. Por outro lado, Alexandre, bispo de Alexandria,  mostra-se duríssimo a respeito de Luciano, assegurando quer este se viu algum tempo separado da comunhão católica. O que resulta, pretendem, dum fragmento de carta do mesmo Alexandre, mas a paixão que vibra nesta carta põe seriamente em dúvida pios sobre os quais Alexandre bem se pode ter enganado. O que parece mais verosímil é terem os arianos acobertado os seus erros com o nome de Luciano, que a Igreja Católica honra como um  dos seus gloriosos mártires.

Por fim, supondo mesmo que Luciano de Antioquia se tivesse enganado realmente por algum tempo, deve notar-se agora, uma vez por todas, que até os maiores espíritos se podem enganar, e que o erro não é obstáculo à santidade da vida quando não há obstinação e, por outro lado, a pessoa se submete à autoridade suprema, encarregada de ensinar toda a verdade. Foi o que fez Luciano, como mostram os escritos e o martírio.

Ainda que sacerdote de Antioquia, Luciano encontrava-se em Nicomédia no ano de 303, quando foram publicados os éditos de Diocleciano contra os cristãos. Denunciado, Luciano é lançado na prisão, onde ia ficar durante anos.

Da cadeia foi Luciano conduzido diante do governador ou talvez mesmo diante do Imperador, e apresentou ao seu juiz uma excelente apologia da fé católica. Depois  foi levado de novo para o cárcere e sujeito a não receber qualquer comida, o que durou, ao que se diz, 14 dias. Em seguida, estando quase morto de fome, apresentaram-lhe alimentos que tinham sido oferecidos aos ídolos. Luciano não os aceitou, pois lhe era pedido um ato de idolatria. Chamado uma segunda vez diante do juiz, às várias perguntas respondeu unicamente: «Sou cristão». S. João Crisóstomo notou no seu panegírico ser esta resposta admirável, pintando ao vivo a condição de cristão: «Não pertencer a nenhuma cidade, porque Jerusalém é a sua pátria; não tem profissão terrestre, porque trabalha para a aquisição da vida eterna; já não tem pais na terra, porque todos os habitantes dos céus são pais seus». E até mesmo no instrumento de tortura, Luciano não fez senão repetir: «Sou cristão», e morreu ou na prisão ou executado pelo algoz (7 de Janeiro de 312).

As Atas de Luciano atribuem-lhe bom número de milagres. mas referiremos apenas outro facto. Alguns dias antes da Epifania, os seus discípulos , ao visitarem-no preso, expressaram-lhe o desejo de o ver celebrar os santos mistérios nesta festa. Prometeu fazê-lo. E chegado o dia, tendo ele as mãos presas e conservando-se estendido de costas, mandou que lhe pusessem pão em cima do peito, consagrou-o e deu-o a comunhão aos presentes, com  a certeza ajudado por eles nesta ação. Nisto desempenhou ao mesmo tempo a função de sacerdote, de altar e de vítima, e preludiou o seu martírio do dia seguinte.

O corpo de Luciano foi levado para Drépane, cidade da costa da Bitínia, que veio a chamar-se Helenopólis, em honra da mãe de Constantino. A basílica levantada nesta cidade é testemunho do culto prestado a S. Luciano, célebre mártir do século IV. Foi também, igualmente honrado em Antioquia, como o indica o citado panegírico de S. João Crisóstomo.

Conservam-se dele a revisão crítica do texto dos Setenta, ou tradução grega dos Livros Sagrados, tendo anexo o Novo Testamento (pelo menos os Evangelhos) e a Apologia do Cristianismo.

Do Livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT

RAIMUNDO DE PENHAFORTE, Santo

Confessor (1275)

Raimundo de Peafort, Santo

Martirológio Romano: São Raimundo de Peñafort, presbítero da Ordem de Pregadores, exímio mestre em direito canónico, que escreveu de modo muito acertado sobre o sacramento da penitência. Eleito mestre geral da Ordem, preparou a redação das novas Constituições e, chegado a idade muito avançada, adormeceu no Senhor na cidade de Barcelona, em Espanha. (1275) Etimologicamente: Raimundo = Aquele que é protetor ou bom conselheiro, é de origem germânica. Quando Gregório IX, de quem havia sido um precioso colaborador, lhe comunicou sua intenção de nomeá-lo arcebispo de Tarragona, a consternação de Raimundo de Peñafort foi tal que adoeceu. O humilde e douto sacerdote, que havia nascido entre 1175 e 1180, havia sempre recusado honras e prestigio, mas não o havia logrado. Recusando uma vida cómoda e alegre (era filho do nobre castelhano de Peñafort), se havia dedicado desde muito jovem aos estudos filosóficos e jurídicos; aos vinte anos ensinava filosofia em Barcelona, e aos trinta anos, recém graduado, ensinava jurisprudência em Bolonha. O soldo que obtinha por isso o gastava todo em socorrer aos necessitados. Regressou a Barcelona por convite de seu bispo, que o nomeou canónico. Mas quando os dominicanos chegaram a essa cidade, o convidaram a ingressar em suas filas e Raimundo, abandonando tudo, entrou na Ordem. Dezasseis anos depois, em 1238, foi nomeado Superior Geral, cargo que não pôde recusar. Durante dois anos visitou a pé os conventos da Ordem, depois reuniu o Capítulo geral em Bolonha e apresentou sua renúncia. Assim, aos setenta anos de idade pôde regressar ao ensino e à pastoral. Nomeado confessor do rei Santiago de Aragão, não duvidou em reprovar sua conduta escandalosa durante a expedição à ilha de Maiorca. Uma lenda conta que o rei havia proibido que as embarcações se dirigissem até Espanha, e então, Raimundo, para manifestar seu desacordo com o soberano, estendeu seu manto sobre a água e sobre ele navegou até Barcelona. Uma de suas obras apostólicas dignas de recordar são as missões para a conversão dos hebreus e os maometanos que viviam em Espanha. Segundo a tradição, se lhe atribui o mérito de haver convidado a Santo Tomás de Aquino a escrever a Summa contra Gentios, para que seus pregadores tivessem um texto seguro de apologética para as controvérsias com os hereges e infiéis. Ele próprio redigiu importantes obras de teologia moral e de direito, entre elas a Summa casuum para a administração correta e eficaz do sacramento da penitência. Morreu quase aos cem anos, em 6 de Janeiro de 1275 e foi canonizado em 1601. ¿Queres saber mais? Consulta ewtn

Alderico de Le Mans, Santo
Bispo,

Alderico de Le Mans, Santo

Alderico de Le Mans, Santo

Martirologio Romano: En la ciudad de Cenomanum (hoy Le Mans), en el reino de los francos, san Alderico (Aldric), obispo, que se esforzó en promover el culto a Dios y a los santos (856). Fecha de canonización: Información no disponible, la antigüedad de los documentos y de las técnicas usadas para archivarlos, la acción del clima, y en muchas ocasiones del mismo ser humano, han impedido que tengamos esta concreta información el día de hoy. Si sabemos que fue canonizado antes de la creación de la Congregación para la causa de los Santos, y que su culto fue aprobado por el Obispo de Roma, el Papa. El Santo nació de una noble familia, de ascendencia en parte sajona y en parte bávara, hacia el año 800. A los doce años su padre le envió a la corte de Carlomagno, donde formó parte de la servidumbre de Luis el Piadoso y se ganó la estima de todos. Hacia el año 821 pasó de Aquisgrán a Metz, para ingresar en la escuela episcopal y recibió la tonsura clerical. Después de su ordenación, el emperador Luis le llamó de nuevo a la corte y le nombró capellán y confesor suyo. El año 832, san Alderico fue elegido obispo de Le Mans. Empleó toda su fortuna y sus fuerzas en socorrer a los pobres, mejorar los servicios públicos, construir iglesias y monasterios y promover la religión. Su fidelidad a Luis el Piadoso y a Carlos el Calvo permaneció inalterable durante las guerras civiles que dividieron el Imperio. Una facción le expulsó de su sede durante casi un año, por haber declarado a los monjes de Saint-Calais que estaban sujetos a su jurisdicción. Tal pretensión del santo obispo no estaba en realidad justificada, pues se apoyaba en documentos falsificados, aunque no nos consta que el prelado haya sido personalmente responsable de tal falsificación. Han llegado hasta nosotros algunos fragmentos del reglamento que san Alderico redactó para su catedral. En él ordena que se enciendan diez cirios y noventa lámparas en todas las grandes fiestas. También nos son conocidos tres testamentos del santo prelado. El último de ellos es un edificante testimonio de su piedad. En los dos primeros cede tierras y posesiones a muchas iglesias de su diócesis, y da prudentes consejos y reglas para mantener el orden y el espíritu de caridad. Alderico quedó paralítico dos años antes de su muerte. Confinado al lecho, redobló su fervor y su asiduidad a la oración. Murió el 7 de enero del año 856, y fue sepultado en la iglesia de San Vicente, de la que había sido un gran bienhechor.

Canuto Lavard, Santo

Mártir

Canuto Lavard, Santo

Canuto Lavard, Santo

Martirológio Romano: Nos bosques próximos a Ringsted, na Dinamarca, são Canuto, apelidado Lavard, mártir, que, feito duque de Schleswig, exerceu o poder de modo justo e prudente, e favoreceu a piedade de seu povo. Morreu assassinado por inimigos que recusavam a sua autoridade (1131). Canuto Lavard (12 de Março de 1096 - Ringsted, Dinamarca, 7 de Janeiro de 1131). Príncipe danês ou (dinamarquês, na atualidade), duque de Jutlândia Meridional de 1115 a 1131, e rei dos Obodritas de 1129 a 1131. Canuto Lavard era filho do rei Erik I de Dinamarca e da rainha Bodil Thrugosdatter. Em 1115, seu tio, o sucessor de seu pai, o rei Nicolás I de Dinamarca, concedeu-lhe o título de duque de Jutlândia Meridional. Enrique, o príncipe cristão dos Obodritas, povo vindo de Vagrie, perto de seu ducado, que havia sido anexado a Dinamarca, morreu em 1129 e a família real foi assassinada. Canuto Lavard se fez nomear rei pelo imperador germânico, com o objectivo de terminar a evangelização dos primeiros pagãos desta região da costa báltica. Seu primo, Magnus Nilsson, filho de Nicolás I de Dinamarca, foi nomeado rei de Suécia, como sucessor do rei Inge I de Suécia. Ambos primos, eventuais pretendentes ao reino de Dinamarca, contavam, portanto, com um título real e a animosidade entre eles foi crescendo até que Magnus Nilsson matou a Canuto Lavard em Haraldsted, perto de Ringsted, em Selandia, em 7 de Janeiro de 1131. Desde o momento de sua morte, o jovem príncipe Canuto foi objecto de devoção. Seu assassinato desatou uma guerra civil na Dinamarca. Canuto Lavard foi declarado Santo pelo Papa Alexandre III em 25 de Junho de 1170, durante o reinado de seu filho Valdemar I de Dinamarca. Sua festividade, o Knutsdagen (Dia de Canuto) se celebrou originalmente o dia de sua morte, 7 de Janeiro, mas posteriormente foi mudada para 13 de Janeiro, como permanece na atualidade. Casou-se, em 1116 com Ingeborg de Kiev, filha do príncipe Mstislav I de Kiev. Desta união nasceram: ºMargarita, casada com Stig Tokesen Hvide, morto em 1151 ºCristina, nascida em 1118, casada com o rei Magnus IV de Noruega, foi repudiada. ºCatalina, casada em 1159 com Pribislav, príncipe dos Wendes ºValdemar I de Dinamarca, filho póstumo, nasceu em 14 de Janeiro de 1131.

Carlos Sezze, Santo

Religioso franciscano

Carlos Sezze, Santo

Carlos Sezze, Santo

Alguns escritores modernos têm chamado a atenção dos teólogos místicos sobre este leigo franciscano, antes quase desconhecido por causa de ficar ainda inéditos em sua maior parte seus numerosos escritos, que são quarenta entre tratados e cartas; somente seis, e não certamente os mais importantes, mereceram a honra da imprensa. Nasceu este santo varão em Sezze, formosa vila da província romana, em 22 de Outubro de 1613, de pais muito pobres de bens temporais mas muito ricos de virtudes, os quais lhe procuraram dar unicamente a instrução elementar, que bem cedo teve que interromper para se dedicar à guarda das ovelhas, o que lhe serviu admiravelmente, como a outro Pascoal Bailão, para o exercício de oração e a leitura de livrinhos piedosos. Visitava com frequência a igreja dos Frades Menores, não muito longe de sua casa, e ao contemplar nela os toscos quadros dos beatos (hoje canonizados) Salvador de Horta e Pascual Bailão, leigos espanhóis da expressada Ordem, sentia tal entusiasmo que, como escreveu depois, exclamava: «Se eu chego a entrar nesta religião imitarei a estes santos: passarei as noites na igreja e farei asperíssima penitência». Caiu logo em muito grave enfermidade, a qual foi causa decisiva de sua vocação religiosa, de modo que aos dezassete anos de idade pediu licença para entrar entre os religiosos franciscanos da província de Roma no estado laical, o qual conseguiu depois de longa e dura prova, sendo enviado ao convento de Nazzaro, onde vestiu o pobre saial de São Francisco no dia 18 de Maio de 1635, começando logo o noviciado. Passado o ano de prova entre rigorosos exercícios de penitência e grandes tribulações espirituais, alguns religiosos professos estavam perplexos em lhe permitir ou lhe negar a licença para pronunciar os três votos perpétuos, duvidando que pudesse sustentar o peso da vida regular. Nesta lamentável situação acudiu o devoto jovem à Virgem Santíssima, de quem havia recebido já tantos favores; esta clementíssima Mãe veio sem tardar em seu auxilio, de modo que, desaparecendo aqueles temores, pôde no dia 19 de Maio de 1636 consagrar-se para sempre ao Senhor, mudando o nome de João Carlos pelo de Carlos de Sezze. A vida do fervoroso leigo depois de sua profissão foi bastante simples, residindo sucessivamente nos conventos de Morlupo, Ponticelli, Palestrina, Carpineto (pátria do futuro papa León XIII), São Pedro in Montorio de Roma (em grande parte edificado pelos Reis Católicos Fernando e Isabel) e São Francisco a Ripa, que conserva a recordação do quarto de São Francisco e onde Carlos de Sezze faleceu santamente no dia 6 de Janeiro de 1670. Morando em Morlupo teve uma tremenda visão que lhe deu alento no progresso da vida contemplativa; em Ponticelli deu-se inteiramente ao exercício que chamava «a confiança em Deus» ou a pequenez espiritual, à guisa de um menino descansando no regaço de sua mãe e que tanto recomenda o Santo em seus escritos. Bem cedo o cativou outro exercício saudável: rogar todos os dias pela propagação da fé nos países pagãos, desejando além disso derramar neles o sangue por Cristo, e para o efeito pediu e obteve partir como missionário para as Índias de patronato português; mas ao ir para lá lhe sobreveio uma grave enfermidade, pelo que foi trasladado para a enfermaria de São Francisco a Ripa, chorando amargamente porque não podia acompanhar os que saiam destinados àquelas missões. Naquele tempo a província romana abriu um convento de retiro em Castelgandolfo, onde os religiosos viviam com extraordinária austeridade, muito semelhante à dos antigos anacoretas; ali acudiu nosso Carlos com permissão dos superiores; mas pelo visto o sitio não era muito são, assim é que pouco depois, isto é, em 1643, houve que encerrar aquele convento por causa das doenças contraídas por alguns religiosos; pelo que o servo de Deus foi trasladado a Carpineto, onde pôde dar provas de sua heroica caridade durante a terrível epidemia que devastou aquela região. Viu-se muitas vezes assistindo aos pobres empestados mais perigosos, sem cuidar de sua própria saúde e também carregando sobre suas costas aos mortos para lhes dar cristã sepultura. Deus permitiu que, em vez de prémio por tanta abnegação e sacrifício, recebesse uma pública repreensão e fosse trasladado ao convento romano de São Pedro in Montorio para encarregar-se do oficio de sacristão e, mais tarde, do de questor de esmolas na mesma capital. Exercitando este último humilde serviço recebeu de Jesus Sacramentado o mais estupendo prodígio de sua vida, que lhe mereceu o título de «Serafim da Eucaristia», pois que entrando uma manhã na igreja de São José «de Capo de Case», situada perto da atual praça de Espanha, e ouvindo ali em companhia de alguns fieis e todo absorto no amor de Jesus o santo sacrifício da missa, ao chegar o ato da elevação um raio luminoso partiu da hóstia sagrada ferindo o costado do Santo até penetrar seu coração – cujo sinal se observa ainda atualmente –, com o qual caiu o extático leigo num admirável delíquio (desmaio) de amor e dor, como ele mesmo refere em sua autobiografia. Desde este momento a vida de frei Carlos foi eminentemente eucarística, de modo que frequentemente, depois da santa comunhão, experimentava largos colóquios e íntimas comunicações com Jesus, a quem tanto recreava o fervor e simplicidade columbina de seu servo. Este fidelíssimo filho do «Pobrecillo de Assis» foi decorado com o dom de milagres: numerosíssimos enfermos recobraram a saúde mediante as orações que por eles elevava ao Senhor, à Virgem Santíssima e ao então Beato Salvador de Horta, taumaturgo catalão, cuja devoção haviam propagado por Itália os franciscanos de Sardenha, em cuja capital havia falecido em 1567, e neste mesmo tempo trabalhava em Roma para sua canonização o Beato Boaventura de Barcelona, leigo também falecido igualmente como seu compatriota em terras italianas. O próprio Carlos de Sezze refere difusamente uns vinte milagres obrados por ele mediante uma relíquia do prodigioso franciscano de Horta, que levava sempre consigo. Estes milagres, o mesmo que suas excelsas virtudes e maravilhosas profecias, fizeram popular no Lácio o nome de frei Carlos, de modo que até alguns cardeais e papas o cumularam de obséquios. Predisse a honra do Papado aos purpurados Chigi (Alexandre VII), Rospigliosi (Clemente IX), Alfieri (Clemente X) e Albani (Clemente XI); outros pontífices o convidaram não poucas vezes à sua corte para aproveitar-se de seus sobrenaturais conselhos e espiritual doutrina. Maravilha causa ver em Carlos de Sezze, que somente havia aprendido a ler e escrever, uma doutrina mística tão sublime, que alguns escritores modernos a comparam à de Santa Teresa ou de São João da Cruz, proclamando-o um dos melhores autores da mesma disciplina no século XVII, dotado certamente de ciência infusa. É verdadeiramente um escritor fecundo. Não se hão conservado todas suas obras, pois sabemos que estando em Carpineto seu confessor o mandou queimar um livro de meditações, o qual executou sem resistência alguma, e outro confessor seu, o padre António de Aquila, o qual nos deu a primeira lista dos mesmos escritos, assegura que havia outros já então perdidos. De todos modos, os que existem atualmente dão direito a proclamar a São Carlos autor espiritual de grande fecundidade e seguro magistério. Entre suas obras, estudadas recentemente com utilíssimos detalhes pelo douto padre Jaime Heerinckz, descolam por sua importância: Le tre Vie, tratado sobre a via purgativa, iluminativa e unitiva; Cammino interno dell´anima; Discorsi sopra la vita di N. Signor Gesù Cristo; Sacro Settenario, que, segundo diz o mesmo autor, a seráfica madre Santa Teresa de Jesus o ditou textualmente; finalmente a obra mais extensa e de maiores voos: Le grandezze della misericórdia di Dio in un anima diulata dalla grazia divina, que é a sua autobiografia, composta por inspiração divina e por mandato de seu confessor. O Santo trabalhou nesta última obra desde 1661 até 1665, enquanto residia no convento romano de São Pedro in Montorio. Descreve nela sua própria vida e sobretudo as graças que havia recebido do Altíssimo desde sua infância com a idade de cinquenta e dois anos. O livro está dividido em sete partes e em cento doce capítulos, sua matéria está saturada de preciosas ideias e descrições importantes não somente pelo que se refere à vida do autor, mas também e principalmente pela multidão de fenómenos místicos e muito extraordinários, nesta volumosa obra descritos, e que podem ser utilíssimos aos cultivadores da ciência mística. A doutrina espiritual deste servo de Deus é sempre sólida e substancial; e apesar de que seu autor não pôde dedicar-se a estudos de alta teologia, trata dela de uma maneira maravilhosa, descrevendo sapientemente os graus mais elevados da mística católica, de modo que neste sujeito verificou-se de novo a verdade da sentença evangélica segundo a qual o Senhor esconde os mistérios divinos aos sábios do mundo e os revela aos parvos de espírito. Morreu o Santo no convento romano de São Francisco a Ripa na festa dos Reis de 1760, depois de poucos dias de enfermidade, durante a qual recebeu, ajoelhado no solo, o divino Viático, confortado com uma celestial visão do Salvador, da Virgem Santíssima e de muitos anjos. O papa Leão XIII o elevou às primeiras honras dos altares em 1882 e João XXIII o há canonizado neste ano de 1959 juntamente com a barcelonesa Joaquina Vedruna de Más, fundadora das Carmelitas da Caridade. Seu sepulcro se venera na igreja franciscana de São Francisco a Ripa, mas o coração incorrupto, com o sinal da cruz impresso no ato do prodígio eucarístico referido, se conserva na capela do convento chamada de São Francisco.

Lindalva Justo de Oliveira, Beata

Virgem e Mártir

Lindalva Justo de Oliveira, Beata

Beata Lindalva Justo de Oliveira (1953 – 1993)

Mártir, Religiosa Filha da Caridade de São Vicente de Paulo. Lindalva Justo de Oliveira nasceu em 20 de Outubro de 1953 em Sitio Malhada da Areia, numa zona muito pobre de Rio Grande do Norte, Brasil. O pai de Lindalva, João Justo da Fé, um granjeiro violo. Seu segundo matrimónio foi com Maria Lúcia de Oliveira. A pequena Lindalva foi a sexta de 13 meninos nascidos ao casal. Lindalva foi batizada em 7 de Janeiro de 1954. Sua família não era pudica, mas era rica na fé cristã. João mudou a sua família para Açu para que seus filhos pudessem ir à escola, e depois de muitos sacrifícios ele conseguiu comprar uma casa onde a família reside ainda hoje. Seguindo o bom exemplo de sua mãe, Lindalva demonstrou uma inclinação natural para os meninos mais pobres e compartilhou muito tempo com eles. Com a idade de 12 anos, Lindalva recebeu sua Primeira Comunhão, e durante seus anos escolares ela estava sempre contente de ajudar ao menos afortunado. Depois, em 1979, enquanto vivia com seu irmão Djalma e sua família, em Natal, ela obteve o diploma de ajudante administrativa. De 1978 a 1988 ela teve vários trabalhos em vendas por miúdo e como caixeira numa estação de gasolina, enviando algo de seu salário para casa para ajudar a sua mãe. Lindalva encontrou tempo para visitar, todos os dias depois do trabalho, o asilo de anciãos da localidade. Em 1982, enquanto ajudava amorosamente a seu pai nos últimos meses de sua doença terminal, meditou a sério sobre sua vida e decidiu servir aos pobres. Se registou então num curso de enfermeira, mas também desfrutou essas coisas típicas da juventude: fazer amizades, lições de guitarra e estudos culturais. Em 1986 participou em atividades vocacionais das Filhas de Caridade. Depois de ter recebido o Sacramento de Confirmação em 1987, Lindalva solicitou ser admitida pela dita congregação. Na Festa de Nossa Senhora de Lourdes, 11 de Fevereiro de 1988, ingressou no noviciado sendo sua presença moralmente edificante para seus companheiros por sua alegria e a genuína preocupação pelos pobres. Seu carácter estava marcado por uma doce disposição mas também pela sinceridade. Numa carta a António, seu irmão alcoólico, escreveu: "Pensa sobre isto e interioriza-o em ti. Eu oro muitíssimo por ti e continuarei orando, e se é necessário farei penitência para que sejas capaz de reivindicar-te como pessoa. Segue a Jesus, que lutou até à morte pelos pecadores, dando até sua própria vida, não como Deus mas sim como homem, para o perdão dos pecados. Devemos buscar refúgio n’Ele; só n’Ele a vida merece a pena". Um ano depois seu irmão deixou de beber. Em 29 de Janeiro de 1991 Soror Lindalva foi assinalada para atender a 40 pacientes terminais, todos homens, no centro de saúde municipal em Salvador da Baia. Empreendeu as tarefas mais humildes e buscou servir aqueles que mais sofriam tanto espiritual como materialmente animando-os à recepção dos sacramentos. Soror Lindalva cantava e orava com eles, e inclusive passou as provas de condução para os poder levar a passear. Durante Janeiro de 1993, um tal Augusto da Silva Peixoto, um varão de 46 anos de idade, de um carácter irascível, usando uma recomendação conseguiu ser admitido nas instalações ainda que ele não tivesse nenhum direito para estar ali. Soror Lindalva o tratou com a mesma cortesia e respeito que aos outros pacientes,mas ele se enamorou dela. Ela se distanciou prudentemente dele e era muito cuidadosa ao ter que o atender. Não obstante, ele expôs explicitamente suas intenções luxuriosas para com ela. Uma simples solução teria sido que Soror Lindalva deixasse o lugar, mas seu amor pelos anciãos a fez declarar, "prefiro verter meu sangue do que deixar este lugar." Em 30 de Março os assédios de Augusto se puseram tão insistentes e aterradores que ela procurou a ajuda de um oficial de segurança para travar a este paciente desobediente. Ainda que ele tenha prometido melhorar a sua atitude e conduta, encheu-se de tal ódio e vingança que desenvolveu um plano assassino. Em 9 de Abril de 1993, Sexta-feira Santa, Soror Lindalva tomou parte da Via Crucis paroquial às 4:30 pela manhã. Perto das 7 da manhã regressou a seu trabalho para preparar e servir o desjejum como o fazia todos os dias. Entretanto ela servia o café, Augusto se acercou e atacou-a com uma faca de peixe sobre o pescoço. Caiu ao chão e chorando repetia várias vezes "Deus me protege". Os pacientes correram buscando proteção.Envolvido na sua fúria demente, Augusto a apunhalou 44 vezes (!!!) e dizia: “Já devia ter feito isto há mais tempo”.Tranquilizando-se então de repente, se sentou num banco, limpou a faca nas suas calças, atirou-o para a mesa e exclamou: “Ela não me quis…” e voltando-se para o médico disse: , "Pode chamar a polícia, não fugirei; fiz o que tinha a fazer". No dia seguinte, Sábado Santo, o Cardeal Lucas Moreira Neves, O.P., Primado de Brasil, celebrou o enterro da Irmã de 39 anos de idade e comentou: "Uns poucos anos foram suficientes para que Soror Lindalva coroasse sua vida Religiosa com o martírio." Em 2 de Dezembro de 2007 foi beatificada em São Salvador da Baía (no Estádio de Barradão) pelo Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal José Saraiva Martins, delegado para este fim por Sua Santidade Bento XVI. Reproduzido com autorização de Vatican.va traduzido por Xavier Villalta

 

Mateo Guimerá de Agrigento, Beato
Bispo,

Mateo Guimer de Agrigento, Beato

Mateo Guimerá de Agrigento, Beato

Martirológio Romano: Em Palermo, cidade de Sicília, trânsito do beato Mateo Guimerá, bispo de Agrigento, da Ordem dos Irmãos Menores, propagador devoto do Santíssimo Nome de Jesus (1451) Data de beatificação: A confirmação oficial de seu culto imemorial ou beatificação equivalente, com aprovação do culto, missa e oficio do Beato, a concedeu o papa Clemente XIII em 22 de fevereiro de 1767. Mateo, a quem se tem dado muitos e variados apelativos, nasceu el año 1376 ó 1377 en Girgenti, hoy Agrigento, en el reino de Sicilia, que entonces pertenecía a la corona de Aragón; más tarde, en su vida de apostolado, gozaría Mateo de la amistad, admiración y protección de sus reyes, D. Alfonso V el Magnánimo y su esposa Dña. María de Castilla.. Sus padres eran, según algunos autores, oriundos de Valencia (España), y ciertamente le dieron una buena educación cristiana. Muy joven, en 1391-92, vistió el hábito de los franciscanos Conventuales en el convento de San Francisco de Agrigento, donde hizo la profesión religiosa en 1394. Prendados de sus cualidades espirituales e intelectuales, los superiores lo enviaron a estudiar al famoso centro de estudios que la Orden tenía en Bolonia. Luego lo mandaron para completar sus estudios a Barcelona, donde los Conventuales tenían otro centro de estudios importante; allí consiguió probablemente el título de maestro, y recibió la ordenación sacerdotal en 1400. Aquel mismo año empezó el apostolado de la predicación en Tarragona y en otras poblaciones. En los años 1405-1416, lo encontramos en Padua, en el convento de San Antonio de los Conventuales, como maestro de novicios o de recién profesos, lo que, una vez más, muestra el aprecio en que le tenían los superiores. Después volvió a España, donde permaneció hasta finales de 1417; así lo dice una carta del rey Alfonso el Magnánimo, de fecha 28 de noviembre de 1417, que explica además la razón por la que Mateo regresaba tan pronto a Italia: su deseo de encontrarse con san Bernardino de Siena, de conocer el movimiento de la Observancia y de incorporarse al mismo. El movimiento franciscano de la Observancia, que trataba de llevar a la Orden de Hermanos Menores a una más fiel y estricta observancia de la Regla de San Francisco, sin dispensas ni atenuaciones, surgió en el siglo XIV y se fue organizando y difundiendo en el siglo siguiente, bajo la guía e impulso de san Bernardino de Siena, que tuvo como principales colaboradores a san Juan de Capistrano, Alberto de Sarteano, san Jaime de la Marca y el beato Mateo de Agrigento. Éste se encontró con san Bernardino en 1418, tal vez en el Capítulo general de Mantua, y, con los debidos permisos, se pasó en seguida a los Observantes. Hay que tener en cuenta que la Orden de Hermanos Menores, fundada por san Francisco de Asís, fue una sola Orden hasta que, en 1517, León X la dividió jurídicamente en dos: Conventuales y Observantes; con anterioridad, ya existían en su seno esas diversas tendencias, ramas o grupos, pero seguían siendo una misma familia religiosa. El encuentro y la amistad con san Bernardino marcaron profundamente la vida del beato Mateo. El gran santo lo tomó como compañero al descubrir en él afanes y sentimientos muy similares a los suyos. Y junto a él en muchas ocasiones y a veces, por indicación suya, en otros lugares predicó Mateo sin descanso; su vida austera y llena de espiritualidad acreditaba por todas partes sus sermones. También se cuentan milagros que Dios obró por medio de su siervo. Al mismo tiempo, se había hecho paladín del Nombre de Jesús, como San Bernardino, pero quería que al de Jesús fuera unido el de María, la Madre del Señor. Y por ello, a muchos de los conventos que fundó en Italia y en España les puso el nombre de Santa María de Jesús. En época reciente se han encontrado, y los comenzó a editar el P. Agustín Amore en 1960, casi un centenar de sermones del beato Mateo, escritos en lengua vulgar o en latín y que suelen comentar un texto bíblico. En ellos se pone de manifiesto la sólida formación teológica de su autor, la lógica con que argumentaba y el celo apostólico y hasta los sentimientos íntimos que embargaban su espíritu. A la vez que a la predicación, se dedicó con ardor a la expansión y organización de la Observancia, lo que le valió la estima del rey Alfonso V y la confianza del papa Eugenio IV que le encomendó delicadas misiones para la renovación de los religiosos y del clero, particularmente en Sicilia. En 1425 el papa Martín V concedió al beato Mateo la facultad de fundar conventos de la Observancia, y fueron numerosos los que fundó o reformó tanto en Italia como en España, a la mayoría de los cuales, como queda dicho, aunque no a todos, dio el nombre de Santa María de Jesús: Mesina, Palermo, Agrigento, Siracusa, Barcelona, Valencia, etc. Además ejerció cargos de gobierno en Sicilia: fue Vicario provincial de 1425 a 1430, y Comisario general de la Provincia de Sicilia de 1432 a 1440. El beato Mateo pasó en España al menos cuatro temporadas, dos cuando estaba con los Conventuales y otras dos estando con los Observantes. A las dos primeras ya nos hemos referido. La tercera tuvo lugar en 1427-28, cuando por invitación de los soberanos aragoneses estuvo predicando en Valencia, Barcelona, Vich y otras ciudades. De nuevo, la primera mitad del año 1430, por invitación insistente de la reina Dña. María, esposa del rey Alfonso V, el Beato la pasó por tierras de Valencia y Barcelona predicando y, como ya había hecho antes, cumpliendo misiones reales de pacificación y de beneficencia, difundiendo la devoción al Santísimo Nombre de Jesús, impulsando la implantación de la Observancia y fundando o reformando conventos. Dedicado de lleno a un apostolado intenso y fecundo se hallaba el beato Mateo, cuando su diócesis natal lo eligió y reclamó como obispo; él se resistió cuanto pudo a lo que consideraba una dignidad y puesto para el que no estaba preparado. Pero el rey Alfonso insistió ante el papa Eugenio IV, quien lo nombró obispo de Agrigento el 17 de septiembre de 1442. El 30 de junio de 1443 recibió la consagración episcopal y, por obediencia, hubo de tomar el báculo pastoral de la diócesis. No era un secreto para nadie qué tipo de obispo iba a ser fray Mateo: un obispo reformador, un hombre celoso de la disciplina eclesiástica, impulsor de la renovación, con criterio y actitudes evangélicas, así en el clero como en el pueblo confiado a su cuidado. Ello le enfrentó con quienes se negaban a cualquier reforma que supusiera pérdida de posiciones poco edificantes o de intereses bastardos, y ante la firmeza de Mateo no dudaron en acudir con calumnias a la Santa Sede, que lo llamó y le pidió explicaciones de su conducta. En efecto, por su generosidad hacia los pobres fue acusado por los clérigos que le eran contrarios, de dilapidar los bienes de la Iglesia; lo cierto es que había renunciado a todos sus ingresos en favor de los pobres, reservándose lo estrictamente necesario para sí mismo y para sus más inmediatos colaboradores. Además, lo acusaron falsamente de relaciones ilícitas con una mujer. En el proceso, que se desarrolló en la corte pontificia, se demostró la total inocencia del Beato, por lo que el Papa lo absolvió de todas las acusaciones, le confirmó su confianza y lo devolvió a su sede episcopal. El beato Mateo se sintió confortado por el esclarecimiento de la verdad y por la bendición que mereció del Papa su conducta y forma de proceder, y continuó en su misma labor reformadora. Pero sus adversarios no se aquietaron y muy pronto le crearon nuevos problemas y conflictos. El santo obispo llegó a pensar que las dificultades se debían a su incapacidad para el episcopado, y rogó y suplicó a la Santa Sede, después de madura reflexión e incluso de consultar el caso con san Bernardino de Siena, que le aceptara la renuncia a su cargo, y tanto insistió que al fin le fue aceptada. Había permanecido tres escasos años al frente de su diócesis. Entonces, con la mayor humildad, se reintegró a su comunidad religiosa en Palermo, en la que vivió como un fraile más, sin admitir que se le dieran honores o privilegios. Y allí falleció santamente el 7 de enero de 1450. El pueblo cristiano lo tuvo por santo desde entonces y su culto continuó a lo largo de los siglos. En 1759 se inició el proceso diocesano de beatificación.

• Polieucto de Melitene, Santo
Mártir,

Polieucto de Melitene, Santo

Polieucto de Melitene, Santo

Martirologio Romano: En Melitene, ciudad de Armenia, san Polieucto (Polyeuktos), mártir, que, siendo soldado, a raíz del decreto del emperador Decio que obligaba a sacrificar a los dioses, rompió los ídolos, por lo cual fue cruelmente martirizado hasta ser degollado, recibiendo así el bautismo con su propia sangre (c. 250). Fecha de canonización: Información no disponible, la antigüedad de los documentos y de las técnicas usadas para archivarlos, la acción del clima, y en muchas ocasiones del mismo ser humano, han impedido que tengamos esta concreta información el día de hoy. Si sabemos que fue canonizado antes de la creación de la Congregación para la causa de los Santos, y que su culto fue aprobado por el Obispo de Roma, el Papa. La ciudad de Melitene en Armenia [hoy Turquía], que era una ciudad militar romana, es ilustre por el gran número de sus mártires. Entre ellos, el mártir de mayor alcurnia fue Polieucto, un oficial romano de padres griegos. Siendo aún pagano, se hizo amigo de un celoso cristiano llamado Neraco, quien, cuando llegaron a Armenia noticias de la persecución contra los cristianos, se preparó para entregar su vida por la fe. Su única pena era que Polieucto todavía fuese gentil, pero tuvo la alegría de atraerlo a la verdad y de inspirarle un ardiente deseo de morir por la religión cristiana. Polieucto abiertamente se declaró cristiano, y pronto fue aprehendido y condenado a crueles tormentos. Cuando los verdugos se cansaron de atormentarlo, comenzaron a tratar de persuadirlo para que renunciase a Cristo. Las lágrimas y súplicas de su esposa Paulina, de sus hijos y de su suegro hubieran sido suficientes para hacer flaquear a un hombre menos resuelto. Polieucto, sin embargo, fortalecido por Dios se mantuvo más firme en la fe y recibió con alegría la sentencia de muerte. De camino a la ejecución, exhortó a los circunstantes a que renunciaran a sus ídolos y habló con tanto fervor, que muchos se convirtieron. Fue decapitado durante la persecución de Decio o Valeriano. Tenemos pruebas convincentes del martirio de San Polieucto en Melitene: se sabe de una iglesia que le fue dedicada antes de 377. Su nombre aparece el 7 de enero, en el martirologio siríaco del siglo cuarto, como el de un mártir muerto en Melitene. El mismo asiento se encuentra en el Hieronymianum.

Do Livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT

MARIA TERESA HAZE, Beata

Fundadora (1782-1876)

Mara Teresa del Sagrado Corazn, Beata

Nasceu a 27 de Fevereiro de 1782, em Lieja (Bélgica), de família abastada. No batismo recebeu o nome de Joana. Após tristes vicissitudes , devidas ao ambiente revolucionário de França, que a obrigou, juntamente com a família, a fugir e a viver clandestinamente , regressou à terra natal, e ali, já órfã de pai, dedicou-se a trabalhos de bordado para sustento da família.

A sua casa era também um lugar de oração, de catequese e de apostolado. Sentindo-se chamada por Deus à vida religiosa, não podendo entrar em nenhum convento por causa das leis então em vigor, com a sua irmã Fernanda e a cooperação do P. João Guilherme Habets, a 8 de Setembro de 1833 fundou o Instituto das Filhas da Cruz de Lieja. A finalidade do mesmo era inicialmente a educação da juventude. Depois dedicaram-se também a cuidar de doentes, idosos, presos e outras obras de caridade.

A Irmã Maria Teresa faleceu santamente em Lieja, a 7 de Janeiro de 1876, e foi beatificada a 21 de Abril de 1991.

AAS 84 (1992) 187-9; L’OSS. ROM. 28.4.1991; DIP 4, 1516. Do Livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT

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  • Nossa Senhora de Fátima, pediu aos Pastorinhos:
    “REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS”
  • Tero1 - Cpia
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    NOTA:
    Como decerto hão-de ter reparado, são visíveis algumas mudanças na apresentação deste blogue (que vão continuar… embora não pretenda eu que seja um modelo a seguir, mas sim apenas a descrição melhorada daquilo que eu for pensando dia a dia para tentar modificar para melhor, este blogue). Não tenho a pretensão de ser um “Fautor de ideias” nem sequer penso ser melhor do que outras pessoas. Mas acho que não fica mal, cada um de nós, dar um pouco de si, todos os dias, para tentar deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos, quando nascemos e começamos depois a tomar consciência do que nos rodeia. No fim de contas, como todos sabemos, esta vida é uma passagem, e se Deus nos entregou o talento para o fazer frutificar e não para o guardar ou desbaratar, a forma que encontrei no “talento” de que usufruo, é tentar fazer o melhor que posso, aliás conforme diz o Evangelho.
    Assim, a principiar pela imagem principal, a partir de hoje, e se possível todos os dias, ela será modificada mediante o que eu for encontrando passível de aproveitamento para isso. Em conformidade com o que digo, na minha 1ª postagem de hoje (e a última de ontem, 31 de Dezembro) editarei diariamente, pelo menos, mais três páginas, (sendo a Pág. 1Vidas de Santos; Pág. 2O Antigo Testamento; e Pág. 3O Papado – 2000 anos de história). Além disso, semanalmente (ao Domingo e alguns dias santificados – quando for caso disso –) a Pág. 4A Religião de Jesus; e a Pág. 5 - Salmos) e, ainda, ao sábado, a Pág. 6In Memorian.
    Outros assuntos que venham aparecendo emergentes dos acontecimentos que surjam tanto em Portugal, como no estrangeiro; e, ainda, alguns vídeos musicais (ou outros) que vão sendo recolhidos através do Youtube e foram transferidos para o meu canal “antónio0491” que se encontra inserido logo após o Título e sua descrição.
    Registe-se também que através de Blogs Católicos, União de Blogs Católicos, etc., estou inscrito em muitos blogs que se vão publicando em Portugal, Brasil, e outros países, que, por sua vez, também publicarão este blogue. Há ainda mais algumas alterações que já fiz e vou continuando a efetuar na parte lateral do blogue, retirando ou colocando vários complementos.
    Como também já deve ser do conhecimento de muitos, encontro-me inscrito na rede social, Google + Facebook, e outros, individualmente e, também ali poderão encontrar este blogue. O meu correio electrónico foi modificado e será inscrito no início de cada página (pelo menos na primeira, de cada dia).
    Para terminar, gostaria de que os meus leitores se manifestassem, bastando para tal marcar o quadrado que entendam, que segue sempre abaixo de cada publicação, como aliás eu faço, relativamente aos blogues que vou vendo sempre que me é possível, com o que ficaria muito grato
    Desculpem e Obrigado mais uma vez – António Fonseca
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    Localização geográfica da sede deste Blogue, no Porto
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  • António Fonseca