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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

BLOGS CATÓLICOS–VÁRIAS NOTÍCIAS

Católicos Fiéis à Tradição


Entrevista com a cantora Elba Ramalho - Aborto, Religião, Feminismo e Nossa Senhora

Posted: 05 Feb 2013 07:37 AM PST

Entrevista concedida ao Diário de Pernambuco
http://www.diariodepernambuco.com.br/

Salve Maria!
Eu não conhecia estas posições da cantora Elba Ramalho, o que me surpreendeu! A abertura dela para falar contra o aborto, sua devoção à Nossa Senhora e tudo mais. É importante ver alguém famoso defender a Fé de forma tão aberta. Que Nossa Senhora a abençoe sempre! (Vale salientar que ela é consagrada a Nossa Senhora)



"Viajo o Brasil inteiro e até fora para palestrar sobre Nossa Senhora. Sou uma estudiosa e filha predileta de Nossa Senhora. Ela é tudo na minha vida." (Elba Ramalho)

[...]
Religião
Eu sempre fui religiosa. Ficava quietinha, do meu jeito. De uns 20 anos para cá estou no percalço de Nossa Senhora. Ela foi me mostrando muitas coisas bonitas. Essa pulseira (aponta para o braço direito) é minha pulseira de consagração. Acho que Deus é uma coisa de cada pessoa. Você pode contemplar uma árvore e ali falar com Deus. Eu medito, eu vou a missa, eu faço caridade. A religiosidade está na minha ação. Eu trabalho com caridade.
Aborto
Não adianta chorar o leite derramado. Todas as mulheres que fizeram aborto devem ter essa busca, da confissão. Eu vou para a igreja. Ao invés de ficar me autojulgando, porque foi um momento de muitos anos atrás, eu era muito jovem. Eu achava o que muitas meninas acham hoje, que não tinha vida, que não tinha nada. Eu fiz algo errado e hoje eu já salvei dezenas de crianças. Meu grande trabalho social é aconselhar as meninas: não é coagir, é aconselhar. Se elas ouvem meu conselho e desistem do aborto, é menos uma criança morta. É mais uma vida no mundo. Foi uma ordem natural: pare de chorar o leite derramado, se recomponha e vá salvar.
Perdão
Hoje me sinto completamente perdoada. A maior alegria da minha vida é quando alguém desiste do aborto. Todos nós devemos acreditar na misericórdia. Quem é que não é pecador? Quem é que não jogou pedra? Quem é que não feriu? Tudo lhe será cobrado um dia. O que eu acho mais maravilhoso em ser uma pessoa que tem fé e é que hoje eu procuro envelhecer com confiança na misericórdia. Ao invés de eu estar me lamuriando, estou fazendo coisas boas. Eu leio o evangelho e ele não está na minha mansão. Está na esquina, no Centro do Recife, na Cracolândia. Então eu procuro fazer aquilo que está na palavra.
Religião na prática
Toda religião deve ser de ação. Não adianta de nada eu ter fé aqui, dizer que eu faço o rosário, leio a Bíblia, sou vegetariana, se um pobre na esquina me pede uma esmola e eu viro o rosto. A melhor parte de mim hoje é a minha doação ao outro. O cotidiano da gente é uma dor. A gente não pode caminhar indiferente ao mundo. Lamentavelmente, a cultura de morte é algo que faz com que o jovem imediatamente já pense no aborto. Pela minha experiência do passado eu digo: olha, não faz (o aborto). Não faz porque depois você vai se arrepender. Vai chorar. Vai ficar com um peso em cima de você. Respeito quem decide fazer isso, mas não vai com meu aval.

Feminismo e perseguição


Já apanhei muito por conta dessa minha luta contra o aborto. Sou perseguida sim. As feministas veem o aborto como o resgate da identidade da mulher. A mulher tem o direito de fazer qualquer coisa com o corpo dela, só que aquela criança, no meu entender, é de Deus e do Estado. É preciso ter responsabilidade. Se toda mulher resolver matar seu filho, qual o futuro da humanidade? E se mata muito. Muitas dessas meninas não tem base. Se você não quer dá para adoção. Eu estou no meio artístico onde quase todos os artistas que eu conheço são a favor do aborto. As feministas me levantam várias faixas nos shows. Anunciam na internet que vão me apedrejar, vão me perseguir. Até isso eu já sofri. Só porque defendo os bebezinhos.
Casta
Sempre querem me arranjar namorado. Por enquanto, estou fechada para um relacionamento. Estou sozinha. Tenho 60 anos. Perdi a virgindade aos 21. Casei umas três, quatro vezes. Estou dando meu testemunho de fé, de fidelidade a Deus. Sou separada, divorciada. Ser casta tem a ver também com a religião, é uma coisa muito pessoal. Uma decisão de cada um. Eu posso um dia encontrar um bom José e me casar de novo. Eu estou tranquila. Esses trabalhos todos que eu faço não me deixam tempo para pensar em ninguém. É muito show, tenho minhas filhas do coração, meu filho Luan, tenho muita coisa para fazer.

A Paixão de Cristo nos abriu as portas do Céu

Posted: 05 Feb 2013 12:00 AM PST

A PAIXÃO DE CRISTO NOS ABRIU AS PORTAS DO CÉU

«Temos confiança de entrar no santuário pelo sangue de Cristo» (Jo 12, 24)
Portas fechadas são um obstáculo a nos impedirem a entrada. Ora, os homens estavam impedidos de entrar no reino celeste por causa do pecado; pois, como diz a Escritura (Is 35, 8), haverá um caminho que se chamará o caminho santo e não passará por ele o impuro. Ora, há duas espécies de pecado que impedem a entrada no reino celeste:
1. Um é comum a toda a natureza humana, e esse é o pecado de nossos primeiros pais, o qual fechou ao homem a entrada do reino celeste. Por isso, como lemos na Escritura (Gn 3, 24), depois do pecado do primeiro homem, pôs Deus um querubim com uma espada de fogo e versátil para guardar o caminho da árvore da vida.
2. Outro é o pecado especial de cada pessoa, cometido por ato próprio de cada um.
Ora, pela Paixão de Cristo fomos liberados, não só do pecado comum de toda a natureza humana, tanto quanto à culpa como quanto ao reato da pena, porque Cristo pagou o preço por nós, mas também dos pecados próprios de cada um de nós, que comungamos com a sua Paixão pela fé, pela caridade e pelos sacramentos da fé. E assim, pela Paixão de Cristo se nos abriram as portas do reino celeste. E tal é o que diz o Apóstolo (Heb 9, 2): Estando Cristo já presente, pontífice dos bens vindouros, pelo seu próprio sangue entrou uma só vez no santuário, havendo achado uma redenção eterna. O mesmo significa a Escritura (Nm 35, 25) onde diz que o homicida ali ficará, i. é na cidade a que se tinha refugiado, até à morte do sumo sacerdote, que foi sagrado com o óleo santo; e morto este, poderia voltar aquele para sua casa.
Os santos Patriarcas, tendo praticado obras justas, mereceram a entrada no reino do céu pela fé na Paixão de Cristo, segundo aquilo do Apóstolo (Heb 11, 33): Os Santos pela fé conquistaram reinos, obraram ações de justiça; pela qual também cada um se purificava do pecado, o quanto condizia com a purificação da pessoa própria. Mas a fé ou a justiça de cada um não bastava para remover o impedimento proveniente do reato de toda a natureza humana. Mas esse impedimento foi removido pelo preço do sangue de Cristo. Por onde, antes da Paixão de Cristo, ninguém podia entrar no reino celeste, i. é, alcançando a beatitude eterna, consistente no gozo pleno de Deus.

Cristo pela sua Paixão mereceu-nos a entrada no reino celeste e removeu o obstáculo que no-lo impedia. Mas, pela sua ascensão, como que nos introduzia na posse do reino celeste. Por isso a Escritura diz (Mq 2, 13) que aquele que lhes há de abrir o caminho irá adiante deles.
IIIa q. XLIX a. VI
(P. D. Mézard, O. P., Meditationes ex Operibus S. Thomae.)

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IPCO - Instituto Plinio Corrêa de Oliveira


Eslováquia: Parlamento rechaça ‘casamento’ homossexual

Posted: 05 Feb 2013 01:41 PM PST

Agência Boa Imprensa (ABIM) - O Parlamento da Eslováquia rechaçou, por 129 votos contra 14, um projeto de lei apresentado por partidos de oposição para legalizar as uniões homossexuais.

Durante dois dias de intenso debate, os defensores do matrimônio segundo o…

É possível um relativismo absoluto?

Posted: 05 Feb 2013 02:32 AM PST

Reflexões sobre o atual ateísmo relativista
Pe. Anderson Alves

Roma, 28 de Janeiro de 2013 (Zenit.org) - Em um texto anterior[i], nos perguntávamos se fosse possível conciliar o relativismo e o ateísmo. E víamos que,…

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LUCERE ET FOVERE


A Fé - Creio na Igreja

Posted: 05 Feb 2013 01:27 PM PST

Um caminho já começado mas ainda não acabado: A Fé - Creio na Igreja



As duas questões principais do artigo da Fé sobre o Espírito Santo e a Igreja

Claro está que não pode ser nossa intenção desenvolver, no presente contexto, uma doutrina completa da Igreja; prescindindo das questões teológico-técnicas isoladas, tentaremos apenas identificar brevemente o verdadeiro motivo da irritação que nos acomete e atrapalha quando pronunciamos a fórmula "Santa Igreja Católica”, procurando, então, encontrar uma resposta condizente com a intenção implícita no texto da própria profissão de fé. […] Mesmo assim, convém exteriorizar aqui o que nos aflige nesta passagem. Se formos sinceros, teremos de admitir que gostaríamos de afirmar que a Igreja não é nem santa, nem católica. O próprio Concílio Vaticano II teve a coragem de não falar apenas da Igreja santa, mas também da Igreja pecadora; se há uma crítica a fazer ao concílio, só pode ser a de ter sido até muito tímido na sua afirmação tendo em vista a intensidade da impressão de pecaminosidade da Igreja na consciência de todos nós.

Para além da santidade da Igreja, parece-nos questionável também a Sua catolicidade. A túnica de uma só peça do Senhor foi rasgada em pedaços pelos grupos contraentes e a Igreja una foi dividida em muitas igrejas, cada uma das quais afirma com mais ou menos intensidade ser a única autêntica. Desta maneira, a Igreja tornou-se hoje para muitos o principal obstáculo à fé. Eles só conseguem ver os esforços humanos em demanda do poder e as táticas mesquinhas daqueles que, afirmando serem os administradores oficiais do cristianismo, mais parecem atrapalhar a manifestação do verdadeiro espírito cristão.

Não há nenhuma teoria que possa refutar definitivamente estes pensamentos de fundo meramente racional; por outro lado, eles também não são de origem puramente racional, misturados que estão com a amargura de um coração eventualmente muito decepcionado com as suas expectativas elevadas e que, no seu amor magoado e ferido, só é capaz de sentir que se desmorona a sua esperança.

Como responder, então? Em última análise, só nos resta confessar o motivo que nos leva, apesar de tudo isso, a amar esta Igreja na fé, a ousar reconhecer, mesmo por detrás desse rosto desfigurado, o rosto da santa Igreja. Mas comecemos, mesmo assim, pelos elementos objetivos. Já vimos que a palavra «santa» em todos esses enunciados não se refere à santidade de pessoas humanas - trata-se, na verdade, de uma alusão ao dom divino que concede a santidade no meio da imperfeição humana.

No«símbolo», a Igreja não é qualificada de «santa» por se pensar que os seus membros são todos seres humanos santos e sem pecados; esse sonho, que reaparece em todos os séculos, não combina com o contexto lúcido do nosso texto, por mais que corresponda à expressão de um desejo profundo do ser humano, que não o abandonará até que um novo céu e uma nova terra lhe dêem realmente o que este nosso mundo não é capaz de lhe proporcionar. […] Mas, voltemos ao ponto de partida: a santidade da Igreja consiste naquele poder de santificação que Deus exerce nela apesar da pecaminosidade humana. É esse o verdadeiro sinal da «nova aliança» em Cristo, o próprio Deus prendeu-Se aos homens, deixou-Se prender por eles. A Nova Aliança já não se baseia no cumprimento mútuo do acordo, porque ela é graça concedida por Deus, a qual não recua diante da infidelidade do ser humano. Ela é a expressão do amor ele Deus que não se deixa vencer pela incapacidade do ser humano; pelo contrário, Deus quer bem ao ser humano apesar de tudo e sem cessar; aceita-o precisamente como ser pecador, dirigindo-Se-lhe para o santificar e amar.

Como a liberalidade da entrega do Senhor nunca foi revogada, a Igreja continua a ser sempre santificada por Ele e é nela que a santidade do Senhor se torna presente entre os homens. É verdadeiramente a santidade do Senhor que se torna presente e que escolhe como recetáculo da sua presença, num amor paradoxal, também e precisamente as mãos sujas dos homens. Ela é santidade que resplandece como a santidade de Cristo no meio do pecado da Igreja.[…]

Demos mais um passo em frente. No sonho humano de um mundo perfeito, a santidade é imaginada como isenção do pecado e do mal, e não como algo que se mistura com eles; […] O que escandalizava os contemporâneos de Jesus em relação à sua santidade era a ausência absoluta de uma atitude julgadora: Ele nem lançava um raio sobre os indignos, nem autorizava os zelosos a arrancarem a erva daninha que viam proliferar. Pelo contrário, a sua santidade manifestava-se precisamente na promiscuidade com os pecadores que eram atraídos por Jesus; essa mistura indiscriminada chegou ao ponto de Ele mesmo ser transformado "em pecado», tendo de carregar, pela sua execução, a maldição da lei, que o levou a associar inteiramente o seu destino ao dos perdidos (cf. 2Cor 5,21; Gal 3,13). Ele atraiu a Si o pecado, fazendo com que este se tornasse parte d'Ele, para assim revelar o que é a verdadeira "santidade»:

Não discriminação, mas união, não julgamento, mas amor que salva. Não é a Igreja simplesmente a continuação dessa atitude de Deus que se mistura com a miserabilidade humana? […]

Confesso que, para mim, essa santidade imperfeita da Igreja é um consolo infinito. Não deveríamos desesperar diante de uma santidade que fosse imaculada e que só pudesse manifestar-se julgando-nos e queimando-nos? E quem poderá afirmar que não precisa de ser apoiado e sustentado pelos outros? […]

A Igreja não está em primeiro lugar nos órgãos que a organizam, reformam, governam, e sim naqueles que simplesmente crêem e recebem nela o dom da fé que se torna a sua vida.

Com isto chegamos à outra palavra que o «Credo» usa para qualificar a Igreja:«católica». São muitas as nuances de sentido que acompanham este termo desde a sua origem. Mas existe nele uma ideia principal que pode ser comprovada desde o início: trata-se de uma palavra que remete duplamente para a unidade da Igreja; em primeiro lugar, ela indica a unidade local da Igreja: só a comunidade unida ao bispo é «Igreja Católica»; os grupos que se separaram dessa Igreja local por qualquer razão não são «católicos». Em segundo lugar, o termo refere-se à unidade das muitas igrejas locais entre si; elas não podem fechar-se em si mesmas, pois, para serem Igreja, precisam de estar abertas umas às outras, formando a Igreja una no testemunho comum da palavra e na comunhão da mesa eucarística que recebe a todos em qualquer lugar. […]. Os elementos fundamentais da Igreja são o perdão, a conversão, a penitência, a comunhão eucarística e, a partir dela, a pluralidade e a unidade: a pluralidade de igrejas locais que só podem ser consideradas Igreja na medida em que se inserem no organismo da Igreja una. O conteúdo da unidade é formado sobretudo pela palavra e pelo sacramento: a Igreja é una pela palavra una e pelo pão uno. A estrutura episcopal aparece no fundo como meio dessa unidade.


“Introdução ao Cristianismo”. Joseph Ratzinger. Principia. 2005. Pg 248-253


HÉLDER GONÇALVES

Quaresma–Mensagem do Papa Bento XVI - 7 de Fevereiro de 2013

Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA


Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2013

Posted: 04 Feb 2013 08:25 AM PST


MENSAGEM
Crer na caridade suscita caridade
"Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele"
(1 Jo 4, 16)
Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma 2013

Queridos irmãos e irmãs!

A celebração da Quaresma, no contexto do Ano da fé, proporciona-nos uma preciosa ocasião para meditar sobre a relação entre fé e caridade: entre o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da ação do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos outros.

1. A fé como resposta ao amor de Deus

Na minha primeira Encíclica, deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental do apóstolo João: "Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele" (1 Jo 4, 16), recordava que, "no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um 'mandamento', mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro" (Deus caritas est, 1). A fé constitui aquela adesão pessoal - que engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e "apaixonado" que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o intelecto: "O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no ato globalizante do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor nunca está 'concluído' e completado" (ibid., 17). Daqui deriva, para todos os cristãos e em particular para os "agentes da caridade", a necessidade da fé, daquele "encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor" (ibid., 31). O cristão é uma pessoa conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor - "caritas Christi urget nos" (2 Cor 5, 14) - , está aberto de modo profundo e concreto ao amor do próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade ao amor de Deus.

"A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor! (...) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é a luz – fundamentalmente, a única - que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir" (ibid., 39). Tudo isto nos faz compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente "o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado" (ibid., 7).

2. A caridade como vida na fé

Toda a vida cristã consiste em responder ao amor de Deus. A primeira resposta é precisamente a fé como acolhimento, cheio de admiração e gratidão, de uma iniciativa divina inaudita que nos precede e solicita; e o "sim" da fé assinala o início de uma luminosa história de amizade com o Senhor, que enche e dá sentido pleno a toda a nossa vida. Mas Deus não se contenta com o nosso acolhimento do seu amor gratuito; não Se limita a amar-nos, mas quer atrair-nos a Si, transformar-nos de modo tão profundo que nos leve a dizer, como São Paulo: Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (cf. Gl 2, 20).

Quando damos espaço ao amor de Deus, tornamo-nos semelhantes a Ele, participantes da sua própria caridade. Abrirmo-nos ao seu amor significa deixar que Ele viva em nós e nos leve a amar com Ele, n'Ele e como Ele; só então a nossa fé se torna verdadeiramente uma "fé que atua pelo amor" (Gl 5, 6) e Ele vem habitar em nós (cf. 1 Jo 4, 12).

A fé é conhecer a verdade e aderir a ela (cf. 1 Tm 2, 4); a caridade é "caminhar" na verdade (cf. Ef 4, 15). Pela fé, entra-se na amizade com o Senhor; pela caridade, vive-se e cultiva-se esta amizade (cf. Jo 15, 14-15). A fé faz-nos acolher o mandamento do nosso Mestre e Senhor; a caridade dá-nos a felicidade de pô-lo em prática (cf. Jo 13, 13-17). Na fé, somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1, 12-13); a caridade faz-nos perseverar na filiação divina de modo concreto, produzindo o fruto do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22). A fé faz-nos reconhecer os dons que o Deus bom e generoso nos confia; a caridade fá-los frutificar (cf. Mt 25, 14-30).

3. O entrelaçamento indissolúvel de fé e caridade

À luz de quanto foi dito, torna-se claro que nunca podemos separar e menos ainda contrapor fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas, e seria errado ver entre elas um contraste ou uma "dialética". Na realidade, se, por um lado, é redutiva a posição de quem acentua de tal maneira o carácter prioritário e decisivo da fé que acaba por subestimar ou quase desprezar as obras concretas da caridade reduzindo-a a um genérico humanitarismo, por outro é igualmente redutivo defender uma exagerada supremacia da caridade e sua operatividade, pensando que as obras substituem a fé. Para uma vida espiritual sã, é necessário evitar tanto o fideísmo como o ativismo moralista.

A existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com Deus e depois voltar a descer, trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus. Na Sagrada Escritura, vemos como o zelo dos Apóstolos pelo anúncio do Evangelho, que suscita a fé, está estreitamente ligado com a amorosa solicitude pelo serviço dos pobres (cf. At 6, 1-4). Na Igreja, devem coexistir e integrar-se contemplação e ação, de certa forma simbolizadas nas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta (cf. Lc 10, 38-42). A prioridade cabe sempre à relação com Deus, e a verdadeira partilha evangélica deve radicar-se na fé (cf. Catequese na Audiência geral de 25 de Abril de 2012). De fato, por vezes tende-se a circunscrever a palavra "caridade" à solidariedade ou à mera ajuda humanitária; é importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização, ou seja, o "serviço da Palavra". Não há ação mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangelização é a promoção mais alta e integral da pessoa humana. Como escreveu o Servo de Deus Papa Paulo VI, na Encíclica Populorum progressio, o anúncio de Cristo é o primeiro e principal fator de desenvolvimento (cf. n. 16). A verdade primordial do amor de Deus por nós, vivida e anunciada, é que abre a nossa existência ao acolhimento deste amor e torna possível o desenvolvimento integral da humanidade e de cada homem (cf. Enc. Caritas in veritate, 8).

Essencialmente, tudo parte do Amor e tende para o Amor. O amor gratuito de Deus é-nos dado a conhecer por meio do anúncio do Evangelho. Se o acolhermos com fé, recebemos aquele primeiro e indispensável contato com o divino que é capaz de nos fazer "enamorar do Amor", para depois habitar e crescer neste Amor e comunicá-lo com alegria aos outros.

A propósito da relação entre fé e obras de caridade, há um texto na Carta de São Paulo aos Efésios que a resume talvez do melhor modo: "É pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque nós fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática das boas ações que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos" (2, 8-10). Daqui se deduz que toda a iniciativa salvífica vem de Deus, da sua graça, do seu perdão acolhido na fé; mas tal iniciativa, longe de limitar a nossa liberdade e responsabilidade, torna-as mais autênticas e orienta-as para as obras da caridade. Estas não são fruto principalmente do esforço humano, de que vangloriar-se, mas nascem da própria fé, brotam da graça que Deus oferece em abundância. Uma fé sem obras é como uma árvore sem frutos: estas duas virtudes implicam-se mutuamente. A Quaresma, com as indicações que dá tradicionalmente para a vida cristã, convida-nos precisamente a alimentar a fé com uma escuta mais atenta e prolongada da Palavra de Deus e a participação nos Sacramentos e, ao mesmo tempo, a crescer na caridade, no amor a Deus e ao próximo, nomeadamente através do jejum, da penitência e da esmola.

4. Prioridade da fé, primazia da caridade

Como todo o dom de Deus, a fé e a caridade remetem para a ação do mesmo e único Espírito Santo (cf. 1 Cor 13), aquele Espírito que em nós clama:"Abbá! – Pai!" (Gl 4, 6), e que nos faz dizer: "Jesus é Senhor!" (1 Cor 12, 3) e "Maranatha! – Vem, Senhor!" (1 Cor 16, 22; Ap 22, 20).

Enquanto dom e resposta, a fé faz-nos conhecer a verdade de Cristo como Amor encarnado e crucificado, adesão plena e perfeita à vontade do Pai e infinita misericórdia divina para com o próximo; a fé radica no coração e na mente a firme convicção de que precisamente este Amor é a única realidade vitoriosa sobre o mal e a morte. A fé convida-nos a olhar o futuro com a virtude da esperança, na expectativa confiante de que a vitória do amor de Cristo chegue à sua plenitude. Por sua vez, a caridade faz-nos entrar no amor de Deus manifestado em Cristo, faz-nos aderir de modo pessoal e existencial à doação total e sem reservas de Jesus ao Pai e aos irmãos. Infundindo em nós a caridade, o Espírito Santo torna-nos participantes da dedicação própria de Jesus: filial em relação a Deus e fraterna em relação a cada ser humano (cf. Rm 5, 5).

A relação entre estas duas virtudes é análoga à que existe entre dois sacramentos fundamentais da Igreja: o Batismo e a Eucaristia. O Batismo (sacramentum fidei) precede a Eucaristia (sacramentum caritatis), mas está orientado para ela, que constitui a plenitude do caminho cristão. De maneira análoga, a fé precede a caridade, mas só se revela genuína se for coroada por ela. Tudo inicia do acolhimento humilde da fé ("saber-se amado por Deus"), mas deve chegar à verdade da caridade ("saber amar a Deus e ao próximo"), que permanece para sempre, como coroamento de todas as virtudes (cf. 1 Cor 13, 13).

Caríssimos irmãos e irmãs, neste tempo de Quaresma, em que nos preparamos para celebrar o evento da Cruz e da Ressurreição, no qual o Amor de Deus redimiu o mundo e iluminou a história, desejo a todos vós que vivais este tempo precioso reavivando a fé em Jesus Cristo, para entrar no seu próprio circuito de amor ao Pai e a cada irmão e irmã que encontramos na nossa vida. Por isto elevo a minha oração a Deus, enquanto invoco sobre cada um e sobre cada comunidade a Bênção do Senhor!

Vaticano, 15 de Outubro de 2012

Post 7-2-13  -   23H35  ANTÓNIO FONSECA

Les Fontaines de Dubai Pleurent whitney Houston


 
 
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7 de Fevereiro de 2013
ANTÓNIO FONSECA

Nº 1554 - 3 - A VIDA DOS PAPAS DA IGREJA CATÓLICA - (51) - 7 de Fevereiro de 2013



Nº 1554 - (3)

Desejo a continuação de

BOM ANO DE 2013
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Caros Amigos:
Desde o passado dia 11-12-12 que venho a transcrever as Vidas do Papas (e Antipapas)
segundo textos do Livro O PAPADO – 2000 Anos de História.

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JOÃO XVII

João XVII
João XVII
(1003)
 
Com a morte de Otão III e do papa Silvestre II, os ânimos agitaram-se em Roma e João Crescêncio filho de Crescêncio Momentano, tornou-se patrício e, durante 11 anos, faz sentir a sua influência à frente do município romano.
Eleito em Junho de 1003, este papa, que iria chamar-se João XVII, ocupou o pontificado apenas durante seis meses, pois morreu em Dezembro do mesmo ano e foi sepultado em São João de Latrão.
Erudito e homem de bom carácter a morte levou-o prematuramente.
 
 
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JOÃO XVIII


João XVIII

João XVIII
 
(1003-1009)
 
Foi eleito em 25 de Dezembro de 1003 e consagrado em janeiro de 1004.
Era um  papa com personalidade e consciencioso, que interferiu em diversos problemas eclesiásticos dos países germânicos, aprovando os bispados de Marburgo (1004) e o de Bamberga (1007), este fundado por Henrique II. Esforçou-se por conseguir a união com a Igreja do oriente.
Pouco depois de ser eleito, coroou rei de Itália, Henrique II, o Santo, o rei da Baviera, numa missa solene que celebrou em Pisa.
A nível pastoral, esforçou-se por difundir o cristianismo por terras bárbaras, enviou missionários para territórios pagãos e também fomentou a propagação da fé entre os eslavos, mandando São Bruno a evangelizar a Rússia.
Deve ter renunciado voluntariamente, ou forçado por João Crescêncio, que dominava Roma desde a morte do papa Silvestre II.
Morreu em Roma desde a morte do papa Silvestre II.
Morreu em Roma, no mosteiro beneditino de São Paulo Extramuros, onde está sepultado.
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SÉRGIO IV

Sérgio IV

Sérgio IV
 
(1009-1012)
 
Foi eleito papa em 31 de Julho de 1009, devido à influência da familia Túsculo, que dominava Roma face à decadência dos Crescêncios.
Lutou contra uma crise de fome, que procurou debelar com esmolas, o que levou a que o considerassem amigo dos pobres.
Foi um  defensor dos direitos da Igreja, que muito sofreu quando os lugares santos da Palestina foram invadidos, profanados e saqueados pelo califa Hakim, do Egipto, que perseguia e matava os cristãos e os peregrinos.
Sérgio IV escreve então a todos os príncipes cristãos a convocá-los para a defesa comum do Santo sepulcro, mas nenhum se mostrou disposto a aceitar o apelo e o infeliz papa morreu com essa mágoa, sendo sepultado em São João de Latrão.
As suas atas apresentam-no como zeloso e ativo, empenhado em dignificar e auxiliar diversos mosteiros dentro e fora da Itália, sabendo-se que concedeu privilégios à Igreja de Bamberga.
Reconheceu a Ordem dos Camáldulos de São Romualdo.
O seu epitáfio apresenta-o como «prudente, generoso com os pobres e santo».
 
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GREGÓRIO -  (ANTIPAPA)
 

Gregório  (antipapa)
 
(1012)
 
Este Gregório nem chegou verdadeiramente a ser um antipapa, pois tudo não passou duma tentativa.
De facto, após a morte de Sérgio IV, os condes de Túsculo apoiam a eleição de um membro da familia, no caso Teofilato, irmão do futuro papa João XIX. por sua vez a família Crescêncio atua rapidamente e elege um protegido seu, Gregório, que, vendo-se contestado, procura o apoio do imperador alemão. Este, contudo, não só não o ajuda, como apoia Teofilato, que é eleito papa, com o nome de Bento VIII.
Foi um efémero antipapado.
 
 

Continua:…
Post colocado em 7-2-2013 – 10H15
ANTÓNIO FONSECA

Nº 1534–2 - O ANTIGO TESTAMENTO - NÚMEROS (20) - 7 de Fevereiro de 2013

2013

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Mapa da Península do Sinai
Nº 1554

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Caros Amigos:
Ver por favor a edição de, 12 de Novembro, deste Blogue.

Resolvi simplesmente começar a editar o ANTIGO TESTAMENTO que é composto pelos seguintes livros:
GÉNESIS, ÊXODO, LEVÍTICO, (Estes já estão…) – Faltam apenas 1080 páginas… sejamos optimistas.
NÚMEROS, DEUTERONÓMIO, constantes do PENTATEUCO; JOSUÉ, JUÍZES, RUTE, 1º E 2º de SAMUEL, 1º e 2º Reis, (2) CRÓNICAS (paralipómenos), ESDRAS, NEEMIAS, TOBIAS, JUDITE, ESTER, 1º E 2. MACABEUS (Livros históricos); JOB, SALMOS, PROVÉRBIOS, ECLESIASTES, CÂNTICO DOS CÂNTICOS, SABEDORIA, ECLESIÁSTICO (Livros Sapienciais ); ISAÍAS, JEREMIAS, JEREMIAS – Lamentações, BARUC, EZEQUIEL, DANIEL, OSEIAS, JOEL, AMÓS, ABDIAS, JONAS, MIQUEIAS, NAUM, HABACUC, SOFONIAS, AGEU, ZACARIAS e MALAQUIAS (Profetas).
SÃO APENAS POUCO MAIS DE 40 LIVROS = 1260 PÁGINAS … (coisa pouca…)
Poderei porventura dar conta do recado? Se calhar, não!
Só Deus o sabe e decerto providenciará o que lhe aprouver!
SEI: que é uma tarefa ciclópica, impossível., etc., para os meus 72 anos. Desconheço se conseguirei executar esta tarefa e sei os limites que poderão antepor-se-me, mas CREIO EM DEUS TODO-PODEROSO que não me desamparará em ocasião alguma.
Com Fé e perseverança tudo se consegue e portanto irei até onde Deus me permitir, rezando todos os dias para que eu possa Evangelizar com os meios que tenho à disposição, durante o tempo que Deus Nosso Senhor Jesus Cristo entender.
Se o conseguir, darei muitas Graças a Deus
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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos,o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:

IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.


É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.

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Nº 1554 - 2ª Página

7 de FEVEReiro de 2013


ANTIGO TESTAMENTO


N Ú M E R O S

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Mapa com a distribuição das 12 tribos de Israel

 

VIDA DA TRIBO DE JACOB, DURANTE 40 ANOS NO DESERTO

 

20 – MORTE DE MARIA TODA A ASSEMBLEIA DOS FILHOS DE ISRAEL CHEGOU AO DESERTO DE SIN, NO PRIMEIRO MÊS. O POVO ACAMPOU EM CADES; ALI MORREU MARIA E FOI SEPULTADA NO MESMO LUGAR.  

 

AS ÁGUAS DE MERIBA  -  COMO NÃO HAVIA ÁGUA PARA A ASSEMBLEIA, O POVO AJUNTOU-SE CONTRA MOISÉS E AARÃO, PROCUROU DISPUTAR COM MOISÉS E GRITOU: «OXALÁ TIVESSEMOS PERECIDO COM OS NOSSOS IRMÃOS DIANTE DO SENHOR! PORQUE CONDUZISTES A ASSEMBLEIA DO SENHOR A ESTE DESERTO, PARA NOS DEIXARES MORRER AQUI COM OS NOSSOS REBANHOS? PORQUE NOS FIZESTE SAIR DO EGIPTO E NOS TROUXESTE A ESTE PÉSSIMO LUGAR, EM QUE SE NÃO PODE SEMEAR, E ONDE NÃO HÁ NEM FIGUEIRAS, NEM VINHAS, NEM ROMÃZEIRAS, NEM TAO POUCO ÁGUA PARA BEBERMOISÉS E AARÃO DEIXARAM A ASSEMBLEIA E DIRIGIRAM-SE À TENDA DA REUNIÃO, ONDE SE PROSTRARAM COM A FACE EM TERRA E APARECEU-LHES A GLÓRIA DO SENHOR. E O SENHOR DISSE A MOISÉS: «TOMA A TUA VARA E CONVOCA A ASSEMBLEIA , TU E O TEU IRMÃO AARÃO. ORDENAREIS AO ROCHEDO, DIANTE DE TODOS, E ELE DARÁ AS SUAS ÁGUAS; FARÁS BROTAR A ÁGUA DO ROCHEDO E DARÁS DE BEBER À ASSEMBLEIA E A SEUS REBANHOS». TOMOU MOISÉS A VARA QUE ESTAVA DIANTE DO SENHOR, E COMO ELE LHE TINHA ORDENADO. EM SEGUIDA, MOISÉS E AARÃO CONVOCARM A ASSEMBLEIA DIANTE DO ROCHEDO E MOISÉS DISSE-LHES: «OUVI, REBELDES, ACASO FAREMOS NÓS BROTAR ÁGUA DESTE ROCHEDOMOISÉS LEVANTOU A MÃO E FERIU O ROCHEDO COM A SUA VARA DUAS VEZES; AS ÁGUAS JORRARAM EM ABUNDÂNCIA, DE SORTE QUE BEBEU O POVO E OS ANIMAIS. DEPOIS, DISSE O SENHOR A MOISÉS E A AARÃO: «PORQUE NÃO TIVESTES CONFIANÇA EM MIM E NÃO GLORIFICASTES A MINHA SANTIDADE AOS OLHOS DOS ISRAELITAS, NÃO INTRODUZIREIS ESTA ASSEMBLEIA NA TERRA QUE LHE DESTINO». ESTAS SÃO AS ÁGUAS DE MERIBA, ONDE OS ISRAELITAS DISCUTIRAM COM O SENHOR, QUE MANIFESTOIU ENTRE ELES A SUA SANTIDADE. 

 

EDOM RECUSA A PASSAGEM  -  MOISÉS ENVIOU, DE CADES, MENSAGEIROS AO REI DE EDOM: «EIS, DISSERAM-LHE ELES, AS PALAVRAS QUE DIRIGIE O TEU IRMÃO ISRAEL: SABES TODOS OS TRABALHOS QUE TEMOS PASSADO. NOSSOS PAIS TINHAM DESCIDO AO EGIPTO, ONDE HABITÁMOS DURANTE MUITO TEMPO. OS EGIPCIOS, PORÉM, MALTRATARAM-NOS, A NÓS E A NOSSOS PAIS. CLAMÁMAMOS AO SENHOR E ELE OUVIU-NOS, E MANDOU-NOS UM ANJO QUE NOS TIROU DO EGIPTO. EIS-NOS AGORA AQUI, EM CADES, CIDADE SITUADA NOS CONFINS DO TEU TERRITÓRIO. DEIXA-NOS PASSAR PELA TUA TERRA. NÃO ATRAVESSAREMOS NEM OS CAMPOS, NEM AS VINHAS, E NÃO BEBEREMOS A ÁGUA DOS POÇOS; MAS SEGUIREMOS A ESTRADA REAL SEM NOS DESVIARMOS NEM PARA A DIREITA NEM PARA A ESQUERDA, ATÉ QUE TENHAM OS PASSADO O TEU TERRITÓRIO». EDOM RESPONDEU: « TU NÃO PASSARÁS PELA MINHA TERRA; DE CONTRÁRIO, SAIREI AO TEU ENCONTRO COM A ESPADA NA MÃO». DISSERAM-LHE OS ISRAELITAS: «TOMAREMOS A ESTRADA PÚBLICA , E SE BEBERMOS DA TUA ÁGUA, NÓS E OS NOSSOS REBANHOS, PAGAR-TE-EMOS O QUE FOR JUSTO. NÃO HÁ PERGIGO ALGUM; SÓ QUEREMOS PASSAR». EDOM REPLICOU: «NÃO PASSAREIS». E, IMEDIATAMENTE, FOI AO ENCONTRO DELES COM MUITA GENTE, DE ARMAS NA MÃO. RECUSAN DO EDOM A PASSAGEM ATRAVÉS DO SEU TERRITÓRIO, ISRAEL TOMOU OUTRA DIRECÇÃO. PARTIRAM DE CADES. TODA A ASSEMBLEIA DOS ISRAELITAS CHEGOU AO MONTE HOR. NESSE LUGAR, QUE ESTÁ NA FRONTEIRA DA TERRA DE EDOM, O SENHOR DISSE A MOISES E A AARÃO: AARÃO VAI REUNIR-SE AOS SEUS, PORQUE ELE NÃO ENTRARÁ NA TERRA QUE DESTINO AOS FILHOS DE ISRAEL, VISTO TERDES SIDO REBELDES À MINHA ORDEM, NAS ÁGUAS DE MERIBA. TOMA AARAO E SEU FILHO ELEAZAR, E LEVA-OS AO MONTE HOR. DESPOJARÁS AARÃO DAS SUAS VESTES E REVESTIRÁS COM ELAS O SEU FILHO ELEAZAR. AARÃO SERÁ REUNIDO AOS SEUS E AÍ MORRERÁ». MOISÉS FEZ COMO ORDENOU O SENHOR; SUBIRAM O MONTE HOR À VISTA DE TODA A MULTIDÃO. DESPOJANDO AARÃO DAS SUAS VESTES, MOISES REVESTIU COM ELAS ELEAZAR, FILHO DO SACERDOTE. AARAO MORREU ALI, NO CIMO DO MONTE. MOISES E ELEAZAR DESCERAM DO MONTE. TODA A ASSEMBLEIA , AO SABER DA MORTE DE AARÃO CHOROU-O DURANTE TRINTA DIAS.

 

NOTA:  Por lapso este texto foi transcrito todo em letra maiúscula, contra o que eu tinha projetado. As minhas desculpas por esta “asneira involuntária”. AF

 

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Fronteira – Egipto-Sinai



VIDA DA TRIBO DE JACOB, DURANTE 40 ANOS NO DESERTO

Textos do LivroNÚMEROSdo ANTIGO TESTAMENTO


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7 de FEVEREIRO de 2013 – 10.15 h

ANTÓNIO FONSECA

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http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt; http://bibliaonline.com.br/acf

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Nº 1554-1 - (38-13) - SANTOS DE CADA DIA - (Cinco Chagas do Senhor) - 7 de Fevereiro de 2013 - 5º ano

antoniofonseca1940@hotmail.com

Nº 1554

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Nº 1554-1 - (38-13)


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Nº 1554-1 – (38-13)


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AS CINCO CHAGAS DO SENHOR
 
Festividade
 
 
“Encomendada a Mãe Santíssima, não faltava por se cumprir em Cristo mais que a última profecia. Como todo o Sangue do Corpo se tinha esvaído pelos açoites, pela coroa e pelas chagas dos cravos, era extraordinária a sede que o Senhor padecia, de que estava estalando; mas não por alivio dela, que bem sabia que Lho não havia de dar a impiedade de seus inimigos, mas para dar cumprimento à Profecia, disse: Tenho sede.
 
Acudiram logo com uma esponja molhada em fel e vinagre, aplicaram-na à boca do Senhor, o qual tanto que gostou, disse: Já tudo está acabado e consumado. Faltava só o fel e o vinagre para complemento dos tormentos da Paixão do Senhor; porque todos os outros membros, todas as outras potências e sentidos tinham padecido seu tormento particular, só o sentido do gosto não.
 
A cabeça estava atormentada com a coroa; as mãos e os pés com os cravos; os ombros com a Cruz; as costas com os açoites; (…) a pele estava esfolada; as veias rasgadas; os nervos estirados; (…) o Sangue derramado
 
A Vida tinha padecido os tormentos na honra com as afrontas; (…) a memória padecia na lembrança dos pecados (dos homens); o entendimento na consideração das tiranias presentes; a vontade na dor das ingratidões futuras.
 
Os olhos tinham padecido na vista da desconsolada Mãe; os ouvidos nas invejas e blasfémias; o olfacto no cheiro dos horrores e corrupção do Calvário; o tacto nas penas de todo o Corpo; só faltava o tormento particular para o gosto, que foi o fel e o vinagre, e neste se consumaram todos os tormentos.
 
Tendo o Senhor assim consumado todas as ações e obrigações do Redentor, recolheu-Se o Senhor Consigo e com Deus no silêncio do seu espírito, esperando que acabasse de chegar a morte, e dando este exemplo para nos ensinar a morrer.
 
Cristãos:
 
Quereis morrer cristãmente? – Acabai antes de morrer… Primeiro disse o Senhor: Já se acabou tudo; e então esperou pela morte. (…) O que havemos de fazer na enfermidade e na morte, faça-mo-lo na saúde e na vida. Examinemos muito de propósito nossa consciência; façamos uma confissão muito bem feita, como quem se confessa para dar contas a Deus; componhamos nossas coisas; digamos: Tudo está acabado, e então esperemos pela morte, como Cristo fez.
 
Passado algum espaço neste profundo silêncio, levantou o Senhor a voz e os olhos ao Céu, dizendo: Pai, em vossas mãos encomendo o meu Espírito. E inclinando a cabeça, expirou. (…)
 
Perguntam os santos porque inclinou o Senhor a cabeça? E respondem alguns contemplativos que foi para o Senhor nos dar um Sim universal para todas (as) nossas petições.
 
Pedis a um Cristo crucificado vos perdoe os vossos pecados? Sim.
Pedis a um Cristo crucificado que vos livre das tentações do Demónio? Sim.
Pedis a um Cristo crucificado que vos acuda em todas (as) vossas necessidades, ainda temporais? Sim.
É possível, Senhor, que ainda que ajudei aos que Vos crucificaram, me fazeis participante do preço desse sangue? Sim.
É possível, Senhor, que ainda que Vos tenha ofendido tanto em minha vida, me recebereis nesses braços que tendes abertos? Sim.
É possível, Senhor, que ainda que eu seja tão infiel e tão ingrato, abrireis esse Coração para me meter nele? Sim.
 
Oh bendito seja tal Coração, benditos sejam tais braços, bendito seja tal Sangue, bendita seja tal Misericórdia!” (…) Estrela 
 
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Os Lusíadas (1, 7) afirmam ser Portugal mais devoto de Cristo que os outros países do Ocidente europeu, como se deduz de lhe terem sido dadas como escudo as chagas ou quinas:
 
Vede-o no vosso escudo, que presente
Vos amostra a vitória já passada,
Na qual vos deu por armas e deixou
As que Ele para Si na Cruz tomou.
 
Estrela Da Prática Espiritual da Crucifixão do Senhor, pelo Padre António Vieira, feita no Colégio da Companhia de Jesus, em S. Luís do Maranhão. Cfr. VIL’ALVA, Jorge – Espírito e Vida, 7, Págs. 164-165.
 
 
Transcrição direta através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

JOÃO MARIA MASTAI FERRETTI  (PIO IX), Santo

Papa (1792-1878)

Pio IX, Beato

Pio IX, Beato

 
O Beato João Maria nasceu a 13 de maio de 1792, em Senigallia, perto de Ancona. Ordenado sacerdote em 1819, é nomeado arcebispo de Espoleto, apenas com 35 anos de idade, e em 1840 recebe o barrete cardinalício. A 16 de Junho de 1846, é eleito Papa, quando contava somente 54 anos de idade.
Como Vigário de Cristo, teve que governar a Igreja em momentos históricos particularmente difíceis, dos quais nascerá a nação italiana. Com uma alocução, em Abril de 1848, condenando a guerra contra a Áustria, começou a longa via sacra da sua vida. Logo neste ano, teve que abandonar a cidade de Roma e refugiar-se no porto de Gaeta, onde permanecerá até 1850, quando as tropas hispano-francesas conseguiram romper a defesa militar de Roma, montada por Garibaldi.
O seu pontificado foi assinalado por algumas grandes etapas. A 8 de Dezembro de 1854, foi definido o dogma da Imaculada Conceição, facto importante no caminho da doutrina e devoção mariana; a 1 de Julho de 1861, aparece o primeiro número do L’Osservatore Romano; a 8 de Dezembro de 1864, é publicada a encíclica Quanta Cura e o Syllabus, sendo este último um dos documentos mais debatidos do seu pontificado; a 8 de Dezembro de 1869, deu início ao Concílio Vaticano I que estabeleceu a infabilidade do magistério do Romano Pontífice, nas definições “ex-cathedra”.
Com a tomada de Roma, a 20 de setembro de 1850, fecha-se um período da história de Pio IX; desaparecem os Estados Pontifícios, e assiste-se ao fim inexorável de uma época fortemente marcada pela ação do Papa, no âmbito civil e eclesial. O Romano Pontífice, opta pelo seu encerramento voluntário no Vaticano, depois de ter suspendido “sine die” o Concílio.
Morre a 7 de Fevereiro de 1878, depois de 32 anos de pontificado, o mais longo da história da Igreja. Foi beatificado por João Paulo II, a 3 de setembro de 2000.

Transcrição direta através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

 

COLETA, Santa

Reformadora
 
Esta grande reformadora franciscana nasceu em Córbia, diocese de Amiens, França, em 13 de janeiro de 1381. Seus pais, quase sexagenários, puseram-lhe o nome de Nicoleta, em sinal de reconhecimento a São Nicolau pelo nascimento dela. O pai era artista abastado e virtuoso; a mãe confessava-se todas as semanas. Morreram com pouco intervalo um do outro, deixando a filha, com  a idade de dezoito anos, ao cuidado do abade do convento beneditino de Córbia.
Este quis que ela se casasse; Coleta recusou-se e distribuiu os bens pelos pobres. O tutor permitiu-lhe afinal entrar para a beguinaria de Amiens, mas ela só lá esteve um ano, por achar muito suava a disciplina lá vigente. A seguir entrou para o hospício das beneditinas de Córbia, do qual também saiu. Fez-se depois Clarissa no convento de Moncel, mas a regra de Urbano IV, que lá seguiam, pareceu-lhe muito pouco severa e por isso deixou esse convento.
Fez-se então terceira de S. Francisco e o seu tutor autorizou-a a pronunciar o voto de reclusão. No dia 17 de Setembro de 1402, festa dos Estigmas de S. Francisco, emparedaram-na entre dois contrafortes de Nossa Senhora de Córbia, pequeníssima cela que recebia a luz através duma grade de ferro que dava para a Igreja. Lá viveu durante três anos. Depois, por ordem de S. Francisco e Santa Clara, que lhe apareceram, empreendeu a reforma da Ordem franciscana.
Estava-se em pleno cisma do Ocidente, durante o qual houve 3 papas ao mesmo tempo: um em Roma, outro em Avinhão e o terceiro em Pisa. A França, como a Espanha e a Escócia, pertencia à obediência de Avinhão.
Coleta dirigiu-se a Nice, a fim de se encontrar com Pedro de Luna, que tomara o nome de Bento XIII (mais tarde deposto e depois reeleito). Este impôs-lhe o véu e o cordão seráfico e nomeou-a Superiora Geral de todos os conventos de Clarissas que viesse a fundar ou reformar.
A reforma coletina, que ainda hoje perdura, estendeu-se rapidamente em França, Espanha, Flandres e Sabóia. Abrangeu mesmo parte da ordem dos frades menores.
Coleta viajou muito, operou numerosos milagres, suportou sofrimentos de toda a espécie e trabalhou denodadamente com São Vicente Ferrer na extinção do cisma. Morreu em Gand. Bélgica no dia 6 de Março de 1447.

Transcrição direta através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt
 

RICARDO (rei de Inglaterra), Santo

Rei (722)
 
O príncipe inglês deste nome, um dos monarcas mais ilustres da Grã Bretanha, foi, durante o seu reinado, perfeito modelo de virtude. A Justiça era a norma das suas disposições; e mostrava-se tal o seu talento que tinha faculdade especial para aplacar todas as discórdias e harmonizar os interesses mais opostos. No curto tempo do seu reinado fez gozar sempre aos súbditos a mais doce tranquilidade. Os seus três filhos Winebaldo, Wilibaldo e Walberga, são honrados como santos.
Depois dum breve e ditoso reinado, São Ricardo abdicou da coroa e distribuiu grandes esmolas com o intuito de ir a Jerusalém e a Roma. O seu pensamento era terminar os dias da vida num mosteiro, porém o Senhor, que tinha outros desígnios, dispôs que ele falecesse em Luca, Itália.
Tendo embarcado em Amblehaven, com os filhos Winebaldo e Wilibaldo, aportou às costas da Nêustria, donde se dirigiu a Ruão. Depois de se demorar bastante tempo nesta cidade, continuou a viagem, dando por toda a parte as maiores provas de piedade. Não lhe foi possível chegar a Roma. Ao passar pela cidade de Luca, morreu subitamente pelo ano de 722, sendo sepultado na igreja de São Fridiano.
Foram infrutuosas as diligências que se fizeram para obter o precioso depósito, pois os habitantes de Luca não quiseram renunciar a tão rica herança, mercê da qual o Senhor operava muitos milagres, em atenção às virtudes com que em vida floresceu o ilustre monarca São Ricardo.
 

Transcrição direta através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

Teodoro de Heraclea, Santo

Mártir

Teodoro de Heraclea, Santo

Teodoro de Heraclea, Santo

Martirologio Romano: En Amasea, en el Helesponto, pasión de san Teodoro, soldado, que bajo el emperador Maximiano, por confesar que era cristiano, fue terriblemente azotado, recluido en la cárcel y finalmente quemado vivo. San Gregorio de Nisa cantó las alabanzas de este santo en un célebre elogio. ( 306)  Uno de los mártires orientales provenientes del mundo de la milicia. Fue capitán de soldados. Hizo honor a su nombre -Teodoro es Adorador de Dios- con el testimonio de su sangre derramada. Ejerce el mando en tiempos del emperador Licinio. Murió mártir, en Heraclea, por el año 319, defendiendo la fe y sabiendo anteponer a su lealtad de soldado la preeminencia de obedecer a Dios. El resto es otro cantar. Muchos consideran los relatos como producto de la fábula que se hace en torno a su persona y a su entrega; puede que tengan razón. Siendo sinceros, también nosotros encontramos dificultades para aceptar el relato tal cual nos lo entrega el tiempo sin pasarlo por la criba de la historia que lo purifique. Muy probablemente hay elementos del relato bordados en el telar de la leyenda. Porque dicen que pasaba su valiente vida librando las tierras de alimañas, monstruos y dragones. Y donde se resalta su condición de hombre de fe es en una de las caminatas que hacía el emperador visitando el imperio, revisando sus fuerzas militares y comprobando el estado de las posiciones. En esta ocasión, lleva consigo todas las imágenes idolátricas de los dioses romanos. Son ricas y minuciosamente trabajadas por los artistas palatinos. Quiere donarlas a sus tropas para que le sirvan de protección en las campañas. El capitán Teodoro hace los honores del recibimiento. Luego, de modo ingenuo y servicial, pide permiso al emperador para que las estatuas de los dioses paganos sean depositadas en las dependencias de su casa con el pretexto de custodiarlas y perfumarlas. Así -asegura con pillería- estarán más vistosas a la hora de ser presentadas al gran público. Y lo más ocurrente que resuelve es destruir las imágenes de los dioses falsos, obtener el oro que las recubre y posteriormente donarlo a los pobres para que remedien sus miserias. ¡Claro que con su actuación alegre y decidida da un testimonio de dónde tiene puestos sus valores y de en quién tiene depositada su fe! Pero le valió el martirio por degüello precedido de incontables tormentos que ya están previstos en los relatos de las actas martiriales tardías. Sí, se habla de sus muchas heridas sanadas por ángeles y de conversiones multitudinarias de testigos presenciales al comprobar su firmeza hasta el último momento de su muerte. En el cielo nos encontraremos con Teodoro, el capitán de Heraclea y, si lo cree oportuno, nos contará la verdad de lo que pasó. No deja por ello de animar nuestra existencia conocer lo que los ancestros dijeron de este intrépido santo soldado pícaro, queriendo personificar en él que la fe no está reñida con el sentido práctico y que la valentía profesional debe acompañar a la fortaleza que da la entrega a Dios.

¿Existen dos santos Teodoro?
En el siglo IX tan sólo existía la devoción a un santo con este nombre, pero luego otro Teodoro aparece, este no es soldado sino general, quien habría muerto en Heraclea en tiempos de Licinio el 7 de febrero, también él enterrado en Euchaita el 3 de junio. Esta doble historia, del que fuera tal vez un único mártir, dio como origen a un doble florecimiento de leyendas que han sido escritas en griego, latín y otras lenguas orientales y que influyeron a su vez en los días de sus conmemoraciones.  Los bizantinos recuerdan al Teodoro general el 8 de febrero mientras el soldado el 17 de febrero. En los martirologios occidentales en cambio el general es recordado el 7 de febrero y el soldado el 16 del mismo mes.  Todo el asunto ha sido cuidadosamente estudiado por el padre H. Delehaye en su libro "Las Leyendas griegas de militres santos" (1909). En su opinión solo hubo un Teodoro, probablemente mártir y posiblemente soldado de profesión. Parece ser que su culto comenzó hace mucho tiempo en Euchaita, una población pequeña en el Helesponto y que desde ahí se difundió a otras partes. Poco a poco, algunos hagiógrafos fueron introduciendo muchos detalles ficticios y contradictorios en su historia, sin preocuparse en absoluto de si lo que escribían se apegaba a la verdad histórica. Con el tiempo las divergencias llegaron a ser tan notorias, que fue necesario recurrir a la hipótesis de dos San Teodoros diferentes: el Stratelates (el general) y el de Tiro (el soldado), pero aun así sus biografías se sobreponen y no puede sacarse gran cosa en claro. Uno de los elementos fabulosos introducidos en ciertas versiones de la historia, es la lucha con un dragón. Este detalle aparece en la leyenda de san Teodoro mucho antes que en la de san Jorge. Por eso no es raro encontrar imágenes y cuadros en los que aparece montado a caballo, traspasando al dragón con una lanza, lo que se presta a identificarlo erróneamente. La idea de distinguir a los dos Teodoros parece que se le había ocurrido a alguno mucho antes de lo que el padre Delehaye supone. En una homilía armenia que F. C. Conybeare atribuye al siglo cuarto, ya se les considera distintos; y Mons. Wilper ha reproducido un mosaico que colocó el Papa Félix IV (526-530) en la iglesia de san Teodoro en el Palatino, en donde se representa a nuestro Salvador sentado; mientras que san Pedro le presenta por un lado a un san Teodoro, y san Pablo le presenta al otro san Teodoro por el otro. De todos modos, es posible de que se trate de la misma persona conmemorada en dos días diferentes.

Tobias el Viejo, Santo

Personagem bíblico,

Tobias el Viejo, Santo

Tobias el Viejo, Santo

Patriarca

Sitúate en el año 700 antes de Cristo. Y a continuación lee el libro de Tobías en la Biblia. Es corto y agradable. Este hombre gozaba cumpliendo con su deber religioso, a pesar de que sus padres y familiares adorasen al becerro de oro o a ídolos falsos. Si sus familiares pasaban de ir a las fiestas sagradas para los judíos en la ciudad santa de Jerusalén, él no se perdía ninguna. La mujer siempre ayuda mucho cuando se comparte todo, incluso el tema de la fe. La invasión de Israel por parte del rey de Nínive, hizo que muchos judíos fueran desterrados. Tobías, que tenía muy buenas cualidades, llegó a ocupar un buen puesto en la administración del gobierno. Y como los vaivenes de la política son como son, al entrar un nuevo rey en Nínive, llamado Senaquerib, atacó a los israelitas, y a Tobías le destituyó del cargo que ocupaba con el rey anterior. Tan malo era este monarca que no permitió que enterraran a los israelitas. Quería ver el festín que hacían los cuervos con sus cuerpos. Tobías, exponiéndose a la muerte, los enterraba de noche. Y para colmo, al quedarse dormido en casa, unas golondrinas soltaron su excremento en sus ojos y se quedó ciego. Fue entonces su mujer la que sacó la casa adelante trabajando de hilandera. Tobías siguió ciego durante cuatro años. La economía de casa no iba bien. Se acordó de que un amigo le debía dinero. Le mandó a su hijo Tobías que fuera a pedírselo con estas palabras: "Vaya a la plaza y busque un buen hombre que lo quiera acompañar durante el largo y peligroso viaje, y dígale que le pagaremos el sueldo debido durante todo el tiempo que dure el viaje". Fue san Rafael el compañero, disfrazado de hombre, el que le acompañó. Al llegar a la casa que buscaban, Tobías se enamoró de la joven Sara. Recibió el dinero que le correspondía, la boda se celebró tal y como era costumbre en aquel tiempo, y desde entonces toda la familia gozó de mucha paz, y el ángel Rafael desapareció de su vista. ¡Felicidades a los Tobías!

Lucas el Joven, Santo

Eremita

Lucas el Joven, Santo

Lucas el Joven, Santo

Martirologio Romano: En Soterión, de Fócida (Grecia), san Lucas el Joven, eremita (955). San Lucas el Joven, también llamado «el taumaturgo» (u obrador de milagros), era griego. Su familia era de una isla del Egeo, pero se vieron obligados a abandonarla por los ataques de los sarracenos. Con el tiempo se establecieron en Tesalia, donde fueron pequeños hacendados o campesinos con tierra propia. Su padre, Esteban, y su madre Eufrosina, tuvieron siete hijos, de los cuales él fue el tercero. Fue un muchacho piadoso y obediente. En edad temprana lo pusieron a cuidar las ovejas y cultivar los campos. Desde niño, a menudo se quedaba sin comer para alimentar al hambriento, y algunas veces se quitaba sus vestidos para dárselos a los mendigos. Cuando salía a sembrar, acostumbraba esparcir la mitad de la semilla en las tierras de los pobres. Era notorio que el Señor bendecía las cosechas de su padre con abundancia.  Después de la muerte de Esteban, el muchacho dejó el trabajo en los campos y se dio por un tiempo a la contemplación. Se sentía llamado a la vida religiosa, y en una ocasión salió de Tesalia, con la intención de buscar un monasterio, pero fue capturado por soldados que le creyeron un esclavo fugitivo. Lo interrogaron, pero cuando les dijo que era siervo de Cristo y había emprendido el viaje por devoción, se negaron a creerle y lo encerraron en prisión, tratándolo muy cruelmente. Después de algún tiempo descubrieron su identidad y lo pusieron en libertad, pero al regresar a su casa fue recibido con escarnios y burlas por su fracasada fuga.Aunque todavía deseaba consagrarse a Dios, los parientes de Lucas no querían dejarle ir, pero dos monjes, que iban camino de Roma a Tierra Santa y eran atendidos hospitalariamente por Eufrosina lograron convencerla para que dejara a su hijo viajar con ellos hasta Atenas. Allí entró a un monasterio, pero no se le permitió permanecer mucho tiempo. Un día el superior lo llamó y le dio a entender que su madre se le había aparecido en una visión, y que lo necesitaba, que lo mejor sería que fuera a su casa para ayudarla. Así pues, Lucas regresó una vez más y fue recibido con alegría y sorpresa; pero después de cuatro meses, la misma Eufrosina se convenció de que su hijo tenía una verdadera vocación a la vida religiosa y ya no se opuso más. Lucas construyó una ermita en el Monte Joannitza cerca de Corinto, adonde se fue a vivir; tenía entonces dieciocho años de edad. Llevaba una vida de austeridad casi increíble; pasaba las noches en oración, privándose casi por completo del sueño. Sin embargo, estaba lleno de alegría y caridad, aunque a veces tenía que luchar violentamente contra las tentaciones. Recibió tantas gracias de Dios que por su medio se obraban milagros, tanto durante su vida como después de su muerte. Es uno de los primeros santos de quienes se cuenta que se le vio elevado del piso en oración. La celda de san Lucas fue convertida en oratorio después de su muerte y la llamaron Soterion (lugar de curación). ¡Felicidades a quienes lleven este nombre!

Nivardo, Santo

Hermano de San Bernardo de Claraval

Nivardo, Santo

Nivardo, Santo

 

Etimológicamente significa “relativo a la nieve” o “Nirvana” (Tenerife). Viene de la lengua latina. Toda comunión está minada en la base por la desconfianza y el recelo, el lacerante recelo que puede llegar a tomar formas seductoras. La confianza es esencial para evitar rupturas humanas e incluso guerras.. La familia de san Bernardo de Claraval vivió la unidad completa. Sus padres soñaban con grandes glorias para sus hijos, y ellos, sin embargo, añoraban y ansiaban la santidad como ideal de sus vidas. Los padres lees educaron a que visen todo bajo el prisma de la fe. Así les fue relativamente fácil lograr lo que se proponían. Nivardo era el último de sus hijos, seis en total. A los 13 años se iba de vez en cuando a la abadía ver a su hermano Bernardo. Todos le decían que se quedara en casa para que la herencia pasara enteramente a él. El, con envidia, les decía: "Vosotros habéis escogido el cielo y a mí me dejáis la tierra". Les dijo que no. El prefería quedarse en la abadía con ellos para estar más unido a Dios y parecerse más a Jesús de Nazaret. Se cuenta que Doña Sancha de Castilla quería fundar en su reino algún que otro monasterio. Y llevada por la fama de san Bernardo, le rogó que le enviase monjes. Bernardo, al ver que su hermano Nivardo ardía en deseos de ser monje, lo envió como abad del nuevo monasterio de la Santa Espina. Todo el fue de maravilla. Pero cuando vio que sus años tocaban a su fin, se marchó a Claraval. Todo el mundo sintió en España su ida a Francia. Fue un monje del siglo XII. Si alguna vez tienes tiempo, te recomiendo que leas el libro “La familia que alcanzó a Cristo”. ¡Felicidades a quien lleve este nombre!

Rosalía Rendu, Beata

Virgem

Rosalía Rendu, Beata

Rosalía Rendu, Beata

Filha da Caridade

Martirologio Romano: En la ciudad de París, en Francia, beata Rosalía (Juana María) Rendu, virgen de la Hijas de la Caridad, que trabajó incansablemente en una vivienda de los suburbios más pobres de la ciudad, dispuesta como refugio para necesitados, visitando en sus casas a los pobres. En tiempo de luchas civiles trabajó a favor de la paz y convenció a muchos jóvenes y a ricos para que se dedicasen a obras de caridad (1856). Etimológicamente: Rosalía = Corona de rosas, es de origen latino. Fecha de beatificación: 9 de noviembre de 2003 por el Papa Juan Pablo II.  Jeanne Marie se preocupa mucho por corresponder bien a las exigencias de su nueva vida. Su salud se resiente tanto por la tensión de su espíritu como por la falta de ejercicio físico. Siguiendo el consejo del médico y de su padrino, señor Emery, envían a Jeanne Marie a la casa de las Hijas de la Caridad del barrio Mouffetard, para dedicarse al servicio de los pobres. Allí permanecerá 54 años. La sed de acción, de entrega, de servicio, que abrasaba a Jeanne Marie no podía encontrar un terreno mas propicio para ser saciada que este barrio parisiense. Es, en aquella época, el barrio más miserable de la capital en plena expansión: pobreza en todas sus formas, miseria psicológica y espiritual, enfermedades, tugurios insalubres, necesidades... son el lote cotidiano de sus habitantes que luchan por sobrevivir. Jeanne Marie, que recibió el nombre de Sor Rosalía, hizo allí “su aprendizaje” acompañando a las Hermanas en la visita a los enfermos y a los pobres. Al mismo tiempo enseña el catecismo y la lectura a las niñas que acogían en la escuela gratuita. En 1807, Sor Rosalía, con emoción y con una profunda alegría, rodeada de las Hermanas de su comunidad, se compromete por medio de los votos al servicio de Dios y de los pobres. En 1815, Sor Rosalía es nombrada Superiora de la comunidad de la calle de los “Francs Bourgeois”, que será trasladada dos años más tarde a la calle de “L´Epée de Bóis” por razones de espacio y de comodidad. Entonces van a poder revelarse todas sus cualidades de abnegación, de autoridad natural, de humildad, de compasión, su capacidad de organización, etc. Sus pobres, como los llama, son cada vez más numerosos en esta época turbulenta. Los estragos de un liberalismo económico triunfante acentúan la miseria de los marginados. Sor Rosalía envía a sus Hermanas a todos los rincones de la feligresía de la parroquia de “Saint Médard” para llevar alimentos, ropa, atender a enfermos, decir una palabra reconfortante... las damas de la Caridad las ayudan en las visitas a domicilio. La joven Conferencia de San Vicente de Paúl viene a buscar en Sor Rosalía apoyo y consejos para ir en ayuda de todos los necesitados. Con el fin de aliviar a todos los que sufren, Sor Rosalía abre un dispensario, una farmacia, una escuela, un orfanato, una guardería, un patronato para las jóvenes obreras y una casa para ancianos sin recursos. Muy pronto, va a establecerse toda una red de obras caritativas para combatir la pobreza. Su ejemplo estimula a sus Hermanas, con frecuencia les dice: “Debéis ser como un apoyo en el que todos los que están cansados tienen derecho a depositar su carga”. Y así, sencillamente, vive la pobreza y deja transparentar la presencia de Dios en ella. Su fe, firme como una roca y límpida come una fuente, le hace ver a Jesucristo en toda circunstancia: experimenta en lo cotidiano la convicción de San Vicente: “Si vais diez veces cada día a ver a un pobre, diez veces encontraréis en él a Dios... vais a pobres casas, pero allí encontraréis a Dios”. Su vida de oración es intensa; como afirma una Hermana, “vivía continuamente en la presencia de Dios; si tenía que cumplir una misión difícil, estábamos seguras de verla subir a la capilla o de encontrarla de rodillas en su despacho”. Estaba atenta a asegurar a sus compañeras el tiempo para la oración, pero había “que saber dejar a Dios por Dios” como San Vicente había enseñado a sus Hijas. Así, Sor Rosalía, al ir con una Hermana a hacer una visita de caridad, la invita diciendo: “Hermana comencemos nuestra oración”. Indica con pocas y sencillas palabras la historia y entra en un profundo recogimiento. Como la religiosa en el claustro, Sor Rosalía camina con Dios: le habla de aquella familia con dificultades porque el padre no tiene ya trabajo, de ese anciano que corre el riesgo de morir sólo en la buhardilla: “Nunca he hecho tan bien la oración como en la calle” dice ella. “Los pobres notaban su modo de rezar y de actuar”, dice una de sus compañeras. “Humilde en su autoridad, Sor Rosalía nos reprendía con una gran delicadeza y tenía el don de consolar. Sus consejos, procedentes de la justicia y con todo su afecto, penetraban en las almas”. Es muy atenta en el modo de acoger a los pobres. Su espíritu de fe ve en ellos a nuestros “maestros y señores”. “Los pobres os maltratarán”. Cuanto más maleducados e insolentes sean, con más dignidad debéis tratarlos. Dice: “Recordad que esos harapos esconden a Nuestro Señor”. Los superiores le mandan las postulantes y las Hermanas jóvenes para la formación. Le envían a su casa, por cierto tiempo, a Hermanas un poco difíciles o frágiles. A una de sus Hermanas en crisis le da un día un consejo, que es el secreto de su vida: “Si quiere que alguien la quiera, sea la la primera en amar, y si no tiene nada que dar, dése a sí misma”. Con el aumento de Hermanas, la casa de beneficencia se convierte en una casa de caridad con un ambulatorio y una escuela. Ella ve en ello la Providencia de Dios. Su notoriedad se extiende pronto por todos los barrios de la capital y, más allá, a las ciudades de provincias. Sor Rosalía sabe rodearse de colaboradores generosos, eficaces y cada vez más numerosos. Los donativos afluyen rápidamente, pues los ricos no saben resistir a esta mujer persuasiva. Incluso los soberanos que se sucedieron en el gobierno del país no lo olvidaron en sus generosidades. Las Damas de la Caridad ayudan en sus visitas a domicilio. A menudo podía verse en el recibidor de la casa a obispos, sacerdotes, el embajador de España, Donoso Cortés, Carlos X, el general Cavaignac, los hombres de Estado y de la cultura, hasta el emperador Napoleón III con su cónyuge, así como estudiantes de derecho, de medicina, alumnos del politécnico, que iban a buscar información, recomendaciones o a pedir consejo sobre a qué puerta ir a llamar antes de hacer una buena obra. Entre ellos el beato Federico Ozanam, cofundador de las “Conferencias de San Vicente de Paúl” y el Venerable Juan León Le Prévost, futuro fundador de los Religiosos de San Vicente de Paúl, que buscaban consejo para poner en marcha sus proyectos. Ella estaba en el centro de un movimiento de caridad que caracterizó París y Francia en la primera mitad del siglo XIX. La experiencia de Sor Rosalía es inestimable para aquellos jóvenes. Ella orienta su apostolado, guía sus idas y venidas en el suburbio, les da direcciones de familias necesitadas escogiéndolas con cuidado. Entra también en relación con la Superiora del “Bon Sauveur” de Caen y le pide que acoja a muchas personas. Está especialmente atenta a los sacerdotes y religiosas afectados de trastornos psíquicos. Su correspondencia es breve pero emocionante por su delicadeza, paciencia y respeto hacia esos enfermos. Las pruebas no faltan en el barrio Mouffetard. Las epidemias de cólera se suceden. La falta de higiene, la miseria favorecen su virulencia. De modo particular, en 1832 y en 1846, la abnegación y riesgos que corren Sor Rosalía y sus Hermanas causaron admiración. Se la vio recoger ella misma los cuerpos abandonados en las calles durante las jornadas de motines de julio de 1830 y de febrero de 1848 en las barricadas y las luchas sangrientas que enfrentan el poder a una clase obrera desencadenada. Monseñor Affre, arzobispo de París, es asesinado al querer interponerse entre los beligerantes. Sor Rosalía sufre, ella también sube a las barricadas para socorrer a los combatientes heridos, fueran del bando que fueran. Sin temor alguno, arriesga su vida en los enfrentamientos. Su valentía y su espíritu de libertad causan admiración. Cuando se restablece el orden, trata de salvar a muchos de aquellos hombres que conoce bien y que son víctimas de una feroz represión. Le ayuda mucho el alcalde del distrito, doctor Ulyssse Trélat, republicano puro, muy popular él también. En 1852, Napoleón III decide imponerle la Cruz de la Legión de honor. Ella está dispuesta a rehusar este honor personal, pero el Padre Etienne, superior de los Sacerdotes de la Misión y de las Hijas de la Caridad, le obliga a aceptar. De salud frágil, Sor Rosalía nunca se tomó un instante de descanso, y acababa siempre por superar sus fatigas y sus fiebres. Pero, la edad, una gran sensibilidad y la acumulación de tareas, acaban por llegar al extremo de su gran resistencia y de su fuerte voluntad. Durante los dos últimos años de su vida, se va quedando progresivamente ciega y muere el 7 de febrero de 1856, tras una corta enfermedad. La emoción es grande en el barrio y en todos los medios sociales de París y provincias. Después de celebrar los funerales en la Iglesia de Saint Médard, su parroquia, una multitud inmensa, embargada por la emoción, sigue a su cadáver hasta el cementerio de Montparnasse, queriendo así manifestar su admiración por la obra que ha realizado y su afecto hacia esta Hermana extraordinaria. Numerosos artículos de la prensa dan testimonio de la admiración e incluso de la veneración que Sor Rosalía había suscitado. Periódicos de toda tendencia se hacen eco de los sentimientos del pueblo. L´Univers, periódico principal católico de la época, dirigido por Louis Veuillot, escribe el 8 de febrero: “Nuestros lectores comprenderán la gran desgracia que acaba de acontecer a la clase pobre de París y unirán sus sufragios a las lágrimas y oraciones de los necesitados”.  El Constitutionnel, periódico de la izquierda anticlerical, no duda en anunciar la muerte de esta Hija de la Caridad.“Los pobres del distrito 12 acaban de tener una pérdida muy lamentable: Sor Rosalía, superiora de la comunidad de la rue de l´Epée de Bois murió ayer después de una larga enfermedad. Desde hace muchos años, esta respetable religiosa era la providencia de las clases necesitadas, muy numerosas en ese barrio”. El periódico oficial del Imperio, le Moniteur, alaba la acción benéfica de esta Hermana: “Se han rendido las honras fúnebres a la Hermana Rosalía con un brillo inhabitual: esta santa mujer era, desde hace cincuenta y dos años, muy caritativa en un barrio donde hay muchos miserables que socorrer. Todos los pobres, llenos de gratitud, la han acompañado a la Iglesia y al cementerio. Un piquete de honor formaba parte del cortejo” Muy numerosos son los que van a visitarla al cementerio “Montparnasse”. Y a recogerse ante la tumba de aquella que fue su Providencia. Pero !qué difícil es encontrar el lugar reservado a las Hijas de la Caridad! Por eso, se trasladan sus restos a un lugar mucho más accesible, mas cerca de la entrada del cementerio. En su tumba sencilla, hay una gran cruz, en cuya base están grabadas estas palabras: “A Sor Rosalía, sus amigos agradecidos, los pobres y los ricos”. Manos anónimas han adornado y continúan adornando con flores su sepultura como homenaje, discreto pero permanente, a esta humilde Hija de la Caridad de San Vicente de Paúl.

Anselmo Polanco e Felipe Ripoll, Beatos

Sacerdotes e Mártires

Anselmo Polanco y Felipe Ripoll, Beatos

Anselmo Polanco y Felipe Ripoll, Beatos

Anselmo Polanco, bispo de Teruel
y Felipe Ripoll seu Vigário General

Martirologio Romano: En Pont de Molins, pueblo de la provincia de Gerona, en España, beatos mártires Anselmo Polanco, obispo de Teruel, y Felipe Ripoll, presbítero, que, a pesar de las amenazas y de las promesas, mantuvieron su fidelidad a la Iglesia (1939).
Fecha de beatificación: Fueron Beatificado por el Papa Juan Pablo II, el 1 de Octubre de 1995.

 

¿QUIÉN ES EL PADRE POLANCO?
En Buenavista de Valdavia, pueblo de Palencia, en una humilde familia de labradores nació el Padre Anselmo Polanco el año 1881. Cuando cumplió los once años entró en Barriosuso donde estudió Humanidades durante tres años y en 1896, ingresó en el colegio de Agustinos de Valladolid, del que un tío suyo era rector y vistió el hábito de San Agustín. Allí enfermó y tuvo que regresar al pueblo, donde viéndole tan ejemplar, sus paisanos llegaron a creer que «ser fraile es lo mismo que ser santo». En Navidad de 1904 celebró su primera Misa en el convento de La Vid. Viajó a Alemania, Filipinas. Hispanoamérica y Estados Unidos. En 1921 alcanza el grado de Maestro en Sagrada Teología. Su madre, Ángela, le dirá: «Siempre fuiste buen hijo para tus padres; ahora sé buen padre para tus hijos.» Cargos, viajes, vivencias de religioso observante, pulieron el carácter de fray Anselmo y dulcificaron su talante.
DON FELIPE RIPOLL
Nació en Teruel el 14 de septiembre de 1878. De niño tenía que recorrer diez kilómetros para ir al colegio. Estudió en el Seminario Conciliar y fue ordenado sacerdote el 29 de Marzo de 1901. Su nombramiento de profesor de los seminaristas, le hace continuar sus estudios. Diez años más tarde fue nombrado Canónigo y Rector del Seminario. Le atraía la Compañía de Jesús y durante dos años vivió con los Jesuitas, pero al resentirse su salud, regresó a la diócesis. Siguió unos años entregado al apostolado seglar, promovió las vocaciones sacerdotales y religiosas y dedicó mucho tiempo a la dirección espiritual. En el 1935, el Obispo Polanco, recién llegado a la diócesis, lo nombró Vicario General. Su fidelidad al obispo fue extraordinaria hasta permanecer con él como un hermano hasta la muerte. El 8 de Enero de 1938 fue hecho prisionero y conducido con el obispo Polanco a las cárceles de Valencia, Barcelona, Figueres y Pont de Molins. El 7 de febrero de 1939 fue martirizado en el Desfiladero de Can Tretze, a la edad de 61 años.
MUCHO TENDRA QUE SUFRIR
El día 21 de junio de 1935 el Padre Polanco fue preconizado obispo de Teruel. Se preparó con unos Ejercicios Espirituales en la Cartuja de Zaragoza y recibió la consagración en la iglesia de los Filipinos de Valladolid. Como su padre estaba enfermo, sólo pudo asistir a la consagración su madre, que cuando la felicitaban respondía: «No son éstos los mejores tiempos para ser obispo: mas, en fin, si le matan... ¡qué le vamos a hacer! También los mártires dieron su sangre por Jesucristo.» «Mucho tendrá que sufrir, pero más sufrió el Hijo de la Virgen.» En octubre de 1935 hizo su entrada en la diócesis de Teruel. Al tomar posesión dijo: “He venido a dar la vida por mis ovejas”. En el gobierno de la Diócesis brilló por su celo pastoral, por la pureza y santidad de costumbres, su amor a los pobres, su intensa vida de oración y austeridad, privándose de lo necesario para dárselo a los más necesitados.
SU RITMO DE VIDA DE CADA DÍA
Se levantaba a las cinco de la madrugada. Celebraba la Misa y dicen que infundía respeto después de haber celebrado. Luego oía otra misa. Después rezaba las horas menores y tomaba un frugal desayuno. Meditación, estudio, visitas. A la una la comida, sin apenas vino. Nunca tomó café ni licores. No fumaba y a los que fumaban les decía bromeando: «El que fume, fume de lo suyo; yo no pago vicios.» Vestía siempre el hábito de agustino. Tres veces al día visitaba al Santísimo con su familiar, a parte de sus visitas particulares. Recibía a los sacerdotes sin hacerles esperar y conversaba con ellos amigablemente. Los niños le acosaban para besarle el anillo. Les atraía su sonrisa y su bondad. En su corazón una espina: el “Arrabal”, barrio muy maleado por las doctrinas marxistas y que sufría las estrecheces de los trabajadores. Visitaba a las familias necesitadas y les resolvía problemas y la gente se admiraba de que, disponiendo de tan poco, llegara tan lejos en sus limosnas. Practicó la visita pastoral, realizada con el esmero que ponía en todo y confirió órdenes en la Catedral. Quiso que sus sacerdotes hicieran ejercicios espirituales, pero como no tenía medios para sufragarlos, escribió al doctor Irurita, obispo de Barcelona, después mártir como él, pidiéndole ayuda. Irurita le envió mil pesetas y se pudieron celebrar los Ejercicios, en los que participó y edificó a todos por su recogimiento y piedad. Uno de los asistentes comentó con su expresión aragonesa «¡El más majo de todos, el Obispo, maño!»
LA SITUACIÓN POLÍTICA DE ESPAÑA
El 16 de febrero de 1936 habría elecciones. El Padre Polanco orientó y animó a sus diocesanos. Antonio Montero, en su Historia de la persecución religiosa en España publicada por la BAC, cita y transcribe “La Carta colectiva de los Obispos españoles a los obispos del mundo entero” de 1 de julio de 1937, firmada por 49 prelados, entre ellos el de Teruel, Padre Polanco. De esa carta extraigo este párrafo: «Nuestro régimen de libertad democrática se desquició por arbitrariedad de la autoridad del Estado y por coacción gubernamental en pugna con la mayoría de la nación, dándose el caso de que con más de medio millón de votos de exceso sobre las izquierdas, obtuvieron las derechas 118 diputados menos que el Frente Popular, por haberse anulado las actas de provincias enteras». El padre Del Fueyo escribe: “Los otros obispos firmantes la firmaron con tinta y a buen recaudo; él la firmó en Teruel, primera línea de fuego, ciudad en peligro, y la rubricó después con la sangre propia en Can Tretze”. El 15 de agosto, fiesta de la Asunción de la Virgen, muere en Buenavista la madre del padre Polanco, asistida por él. Rige su diócesis con abnegada dedicación. En diciembre va a Burgos donde el Nuncio monseñor Antoniutti le ruega que no vuelva a su diócesis. Fray Anselmo le respondió: «yo no puedo faltar de allí.» «Mi trinchera y mi aprisco es Teruel. Dios y España así lo quieren.»
LA GUERRA CIVIL
Largo Caballero había dicho: «El día de la venganza no dejaremos piedra sobre piedra de esta España» y la diputada Margarita Nelken, gritaba en el Parlamento: «Pero ni la revolución rusa nos sirve de modelo porque necesitamos llamaradas gigantescas que se vean en todo el planeta y oleadas de sangre que enrojezcan los mares». Sólo en el mes y medio entre las elecciones de febrero hasta el 31 de marzo, fueron incendiadas o profanadas 411 iglesias. Hubo 74 muertos y 345 heridos en todos los alborotos y algaradas que se produjeron. Y siguieron los incendios y atropellos, los asaltos y las bombas, culminando con el asesinato del diputado de Acción Popular, José Calvo Sotelo y el levantamiento militar. Juan Pablo II con motivo del Gran Jubileo del Año 2000, solicitó el número y catálogo de los mártires cristianos del siglo XX. El historiador valenciano Vicente Cárcel Ortí catalogó diez mil mártires españoles asesinados: 12 obispos, un administrador apostólico, 7000 sacerdotes, religiosos y religiosas y 3000 mil seglares. Dijo Ortega que Roma no se hundió por los bárbaros, sino por la incapacidad de sus conductores políticos. Eso era entonces. En aquellos momentos y en estos, hay que añadir la maldad a la incapacidad. Les creen huérfanos de ideas, pero no. Las tienen. Las juzgan descabelladas, pero no. Son funestas.
TERUEL EN LA GUERRA
La ciudad de Teruel quedó en el bando de los nacionales. El 3 de agosto la aviación republicana bombardeó la basílica del Pilar de Zaragoza y allí están las bombas que milagrosamente no estallaron. En Teruel, el obispo Polanco presidió en su Catedral el canto del Te Deum y el himno a la Virgen del Pilar, en acción de gracias. Teruel quedaba rodeada por una línea de frente a pocos kilómetros de distancia. Por la parte de Corbalán, a sólo dos kilómetros. Poco a poco fue estrechándose el cerco. Cuando alguien sugería al obispo la conveniencia de abandonar la ciudad, repetía: «Yo soy el pastor, no puedo separarme de mi rebaño.» Los incendios de las iglesias, el asesinato de los sacerdotes de su diócesis y tantos crímenes y desolación le hacen sufrir indeciblemente. Teruel es atacada por columnas procedentes de Valencia, Cataluña y Cuenca, que estrangulan el cerco. El padre Polanco padecía las zozobras y sobresaltos de la guerra, pero mantenía su firme voluntad de cumplir con su deber.
LA CATEDRAL BOMBARDEADA
El bombardeo provocó el hundimiento de su nave izquierda de la Catedral. Allí se presentó de inmediato el obispo para prestar auxilio a los heridos. Dañado también el palacio episcopal tuvo que trasladarse al seminario, donde compartió con soldados y refugiados, la durísima vida de los asediados. Día a día llegaban párrocos de la diócesis que escapaban aterrados de la persecución. Allí tuvo ocasión de demostrar su amor y abnegación sin límites. Cuando fueron liberados los pueblos de la parte de Albarracín, fue a vistarlos sin reparar en los riesgos. Y cuando alguien se lo hizo notar, respondió: «Mayores peligros corren en las trincheras.»
GRAN EMBESTIDA
A finales de 1936 emprendió el ejército republicano una gran ofensiva por Corbalán, con una intensísima preparación artillera, secundada por millares de combatientes de las Brigadas Internacionales, pues a l Frente Popular le interesaba mucho la plaza y tenían hombres y armas en abundancia. Batalla tras la batalla, la ciudad fue cercada y horrorosamente asediada y bombardeada 312 veces. El obispo se refugiaba como todos en los refugios subterráneos y entre el polvo y los escombros, derrumbes y estruendo de minas, dirigía el rezo del Rosario con lo que la gente, que le llamaba «el Pararrayos», cobraba ánimos. En medio del peligro, siguió atendiendo a sus fieles en templos y hospitales.
CARTA PASTORAL
En marzo de 1937 escribió una carta pastoral, en la que hablaba de las penalidades de los sacerdotes perseguidos. Pide perdón para los perseguidores, siguiendo el ejemplo de Cristo en la cruz: «Padre, perdónalos, porque no saben lo que hacen.» Invita a no volver mal por mal a nadie, a tomar conciencia de la responsabilidad de cada uno en la reconstrucción de España, con el espíritu de los primeros cristianos en las Catacumbas, pobres y perseguidos, pero animosos en la tribulación. Insiste en que se debe rendir culto a Dios, aunque los templos hayan sido arrasados. Estudia el dolor como prueba y como castigo y se lamenta de la pérdida de los valores cristianos. En mayo de 1937 asiste al entierro del arzobispo de Valladolid y abraza a su madre en Buenavista, que le dice al despedirse: «Anselmo, tú, a ser bueno. La obligación ante todo.» Y a los presentes: «Su puesto es aquel.» Mujer de fe recia. El adagio latino nos dirá que”filii matrizant”, “los hijos se parecen a sus madres”.
LA OFENSIVA FINAL DEL EJERCITO ROJO
La ciudad, defendida por menos de cinco mil hombres, fue atacada por doce divisiones, con un total de 110.000 combatientes bien pertrechados. El 15 de diciembre de 1937, con un frío siberiano, se desencadenó la gigantesca ofensiva por tierra y aire. Tras durísimas batallas Teruel quedó rodeada. Se organizó la resistencia en el edificio del seminario, en donde se habían refugiado muchos vecinos. 1500 civiles y 1759 militares, con otros 1059, se prepararon para la defensa. La vida de los sitiados era durísima y el racionamiento estricto. El padre Polanco nunca aceptó privilegios y prodigó su caridad entre aquella población civil empavorecida por bombardeos y derrumbes y dio hasta su propio colchón. En la noche del 24 de diciembre celebró la misa del Gallo mientras retumbaban los cañonazos y el suelo retemblaba a cada explosión. Sin tregua el día de Navidad, continuó la lucha encarnizada. Días de terribles penalidades, sin comida, sin agua, sin medicinas y con un frío espantoso. A las 9 de la noche del día 7 el coronel Rey d´Harcourt firmaba el acta de rendición. El obispo Polanco fue evacuado entre cadáveres y escombros y conducido con otros presos a Valencia.
EN LAS CARCELES
En Valencia lo tuvieron ocho días en el penal de San Miguel de los Reyes. La prensa le denostaba. El 17 de enero lo llevaron a Barcelona, al «cuartel Pi y Margall», situado en el monasterio de las Dominicas de Monte Sión, en la Rambla de Cataluña-Rosellón. Continuaban las campañas difamatorias. En mayo de 1938 se le enjuició por haber firmado la carta colectiva del Episcopado Español. Sobre ella, manifestó al oratoniano padre Torrent, que ejerciendo en Barcelona las veces de Ordinario por haber sido martirizado el Dr. Irurita, le visitaba en su prisión, que en su juicio su defensa sería: « En punto a doctrina, nada puedo rectificar, es la doctrina de la Iglesia. En cuanto a hechos, si hay algún error, lo rectificaré con gusto, mas en el hueco del dato erróneo, eliminado y rectificado, yo puedo colocar otros de los que fui testigo, como los crímenes de los rojos de Albarracín, que no puedo ni debo silenciar.» Estuvo en prisión hasta finales de 1938, cuando, terminada la batalla del Ebro, comenzó la «ofensiva de Cataluña y los pueblos eran liberados por las fuerzas nacionales. El 25 de enero de 1939, víspera de la entrada de los nacionales en Barcelona, salieron con dirección a Puigcerdá. El obispo Polanco fue alojado en un cine, otros en la iglesia. La noche del 26 la pasaron en el tren, el día 27 fueron a Ripoll y desde allí a pie a San Juan de las Abadesas bajo un aguacero torrencial. El día 31 de enero los prisioneros mayores fueron conducidos a Figueras hasta Pont de Molins.
EL MARTIRIO
El día 7 de febrero, a las 10 de la mañana, llegó a Molíns un camión con treinta hombres armados con fusiles-ametralladores, un teniente y varios suboficiales que se hicieron cargo de los presos y, después de robarles lo que llevaban, los ataron de dos en dos por las muñecas con muy malos tratos. El camión tomó la carretera de Les Escaules. A unos 1200 metros se detuvo y los presos fueron obligados a subir monte arriba por el cauce seco del barranco. Allí fueron acribillados. El cadáver del obispo de Teruel tenía la llamada actitud del gladiador, de los que mueren quemados. Tal vez fue quemado vivo. El espectáculo macabro que ofrecían los restos destrozados y medio consumidos por el fuego de 42 víctimas, con sus pertenencias esparcidas alrededor, fue presenciado por el pastor Pere, de Can Salellas. Fue tal la impresión que recibió que cuando llegó a casa no podía articular palabra, demudado y tembloroso. Sólo pudo decir: «íCuántos muertos!»... Fueron enterrados en el cementerio de Molíns. El cadáver del padre Polanco no ofrecía señales de putrefacción y el forense quedó enormemente sorprendido al ver brotar sangre fresca de las encías cuando las punzó para reconocer la dentadura. A ruegos de las autoridades de Teruel, los restos mortales del padre Polanco fueron trasladados a la capital de su diócesis. Hoy reposan en la cripta de la catedral de Teruel

Ana María Adorni, Venerável

Fundadora

Ana María Adorni, Venerable

Ana María Adorni, Venerável

Fundadora de la Congregación de las Esclavas de María Inmaculada ydel Instituto del Buen Pastor

En Parma, Venerable Ana María Adorni, fundadora de la Congregación de las Esclavas de María Inmaculada y del Instituto del Buen Pastor ( 1893)

"Al ocaso de la vida seremos juzgados en la caridad". Así escribió el místico doctor S. Juan de la Cruz, comentando las palabras del Evangelio, en las que Cristo afirmó que en el último día considerará como suyos a los que lo hubieran reconocido con fe y rodeado de caridad a los más pequeños de sus hermanos, acogiéndolos como huéspedes, cubriendo al desnudo, visitando a los enfermos y a los presos, socorriéndolos en el hambre y en la sed. Esto, con santa e incansable actividad, obró hasta avanzada la Sierva de Dios Anna María Adorni, cuya vida fue una total e ininterrumpida entrega de amor a los miembros más humildes de Cristo.  Nacida el 19 de junio 1805 en Fivizzano, en territorio que hoy forma parte de la diócesis de Pontremoli, sus padres fueron a Matteo Adorni y Antonia Zanetti, cristianos piadosos, los que cuatro días después del nacimiento hicieron reengendrar en Cristo a su hija mediante el bautismo, educándola luego según las enseñanzas de la fe. Deseosa de anunciar el nombre de Cristo, con apenas siete años, dejó su casa con una compañera, con la intención de ir a las Indias para salvar almas. Afortunadamente la encontraron con rapidez y fue llevada de vuelta a casa, donde fue formada por su madre a orientar su vida según el Evangelio y encaminada a los trabajos femeninos, hasta que, muerto su padre en 1820, tuvo que trasladarse con su madre a Parma, donde fue elegida para el cargo de institutriz de la familia Ortalli. Ella deseaba abrazar la vida religiosa entre las monjas capuchinas, pero respetando la voluntad de su madre, que se oponía al piadoso deseo, se casó el 18 de octubre de 1826 con el distinguido Sr. Antonio Domenico Botti, empleado de la Casa Ducal de Parma, al que dio seis hijos, todos muertos a tierna edad, a excepción de Leopoldo que luego abrazó la vida monástica en de la Orden Benedictina. El 23 de marzo de 1844 quedó viuda del marido a quien amó verdaderamente. Lo lloró píamente, aceptando su muerte como voluntad de Dios, con la que su vida era conducida a consagrarse sólo a Dios. Sin embargo, por consejo del confesor, no entró en ningún Instituto religioso, emprendiendo un camino de caridad y alivio especialmente a las mujeres en la prisión, para las que fue su madre y hermana en Cristo. Se acercó a ellas con humildad, las escuchó con afable serenidad, las consoló con palabras y apoyo, las instruyó en las enseñanzas de la fe, haciéndoles conocer la esperanza y el poder celestial de la oración, de modo tal que la cárcel parecía haberse convertido en un convento. Muchas señoras se sintieron atraídas por el ejemplo de la Sierva de Dios, imitándola en el cumplimiento de su labor de caridad, con la Asociación, reconocida canónicamente por el obispo en 1847 y aprobada por la Duquesa de Parma, llamada "Pía Unión de Damas visitadoras de la cárcel bajo la protección de los Sagrados Corazones de Jesús y María". Pensando también en las mujeres que salían de la cárcel, Anna María pudo tomar en alquiler una casa para ellas y para las niñas huérfanas y en riesgo. La obra se inspiró en el "Buen Pastor" - como luego sería llamada - y para ella, superando innumerables dificultades, el 18 de enero de 1856, encontró un lugar adecuado para adaptarlo como sede: el antiguo convento de las monjas Agustinas, dedicado a San Cristóbal. Para proveer de manera más idónea la obra iniciada, pensó en fundar una familia religiosa, cuyos miembros alimentaran aquella llama de caridad que el Espíritu Santo encendió en su corazón. El 1 de mayo de 1857, con ocho compañeras, sentó las bases del nuevo Instituto; en el 1859 pronunció con ellas los sagrados votos privados de castidad, obediencia y pobreza y de consagrar su vida religiosa a la recuperación de las mujeres caídas, la tutela de quienes estuvieran en peligro, la materna asistencia de los desamparados y huérfanos. Fue nombrada superiora de las Hermanas. Las presidió con el ejemplo de todas sus virtudes y sobre todo con una intensa caridad, admirable por su actividad y la total entrega de sí misma aun en las actividades más difíciles y humildes. El 25 de marzo de 1876 el Obispo de Parma Domenico Villa erigió canónicamente el instituto del Buen Pastor en Congregación religiosa, bajo el título de "Piadosa Casa de las Pobres de María Inmaculada" y las Reglas fueron confirmadas el 28 de enero de 1893 por su sucesor, Andrés Miotti. La Sierva de Dios, siempre afrontó con ánimo juvenil las obras de caridad hasta el 7 de febrero de 1893, tras una breve parálisis, pasó de este mundo al Padre, con fama de santidad, para recibir el premio reservado a quienes ven, aman y ayudan a Cristo en los pobres y los infelices. Ella confesó en su vejez, que por muchos años Dios le concedió la gracia de no apartarla nunca de la íntima comunión con Él, de modo tal que, aunque estuviese llena de ocupaciones, entregada a la educación de las niñas, ocupada en pláticas y o en asuntos de todo género, nunca se olvidó de la presencia de Dios en ella. En efecto vivía en constante oración, realmente digna del nombre con el que la llamaban sus hijas: "Rosario viviente". La fama de santidad de la Sierva de Dios no se desvaneció después de la muerte y finalmente, en 1940, por orden del obispo, se instituyó en la Curia de Parma el proceso informativo sobre sus escritos y el "no culto" de la Sierva de Dios, las actas se llevaron a Roma para que allí sean estudiadas tal como señalan las normas.  El 15 de diciembre 1977, la Sagrada Congregación para las Causas de los Santos presentó el informe al Sumo Pontífice Pablo VI, quien ordenó publicar el decreto sobre las virtudes heroicas de la Sierva de Dios, quien fue declarada Venerable. El sábado 27 de marzo de 2010, S.S. Benedicto XVI firmó el decreto referente a un milagro atribuido a la intercesión de la Venerable Ana María Adorni, ahora sólo faltaría se señale la fecha para su beatificación.  responsable de la traducción: Xavier Villalta

Ricardo, Santo

Laico, 7 de febrero

Ricardo, Santo

Ricardo, Santo

Martirologio Romano: En Luca, de la Toscana, san Ricardo, padre de los santos Willibaldo y Waldburgis, el cual, peregrinando junto con sus hijos desde Inglaterra a Roma, falleció durante el viaje. (†720 )

En la primavera del año 720 un pequeño grupo de personas salió del Hamble para ir en peregrinación a Roma y Tierra Santa. Era una familia de Wessex, compuesta del padre, cuyo nombre no se menciona, y sus hijos Wilibaldo y Winebaldo. Hicieron la travesía por el Sena, desembocaron en Rouen visitaron varios santuarios franceses y salieron para Roma. Pero en Lucca el padre murió y fue sepultado en la iglesia de san Frediano. Se registraron milagros en su tumba, donde están todavía sus reliquias y donde se observa su fiesta con devoción.
Su hijo Wilibaldo se unió más tarde a san Bonifacio y llegó a ser el primer obispo de Eichstätt en Baviera. Los detalles anteriores los debemos a un documento llamado el «Hodoeporicon», escrito por una de sus parientes, monja de Heidenheim, quien anotó los recuerdos que tenía sobre la vida del santo, tal como él se las relató de palabra. Dicho documento es la fuente de todo lo que sabemos del padre de san Wilibaldo y san Winebaldo y su hermana santa Walburga: pero esto no era suficiente para los fieles de Lucca y de Eichstátt, que tanto veneraban al santo varón. Entonces le inventaron un nombre «Ricardo», una vida y una posición: «rey de los ingleses». En realidad en Inglaterra no hubo ningún rey Ricardo antes de Corazón de León, y nada se sabe de la condición del padre de Wilibaldo, excepto que tenía buena posición social, pues podía costear viajes de larga duración. Sin embargo, en el Martirologio Romano antiguo se inscribía como «sanctus Richardus rex Anglorum», aunque en el actual se ha retirado esa caracterización de «rey de los ingleses», que sólo permanece en la iconografía del santo. Lo poco que sabemos acerca de él queda compensado por los amplios informes dignos de confianza sobre sus hijos.

39860 > Beato Adalberto (Wojciech) Nierychlewski Sacerdote e martire 7 febbraio MR

 
91103 > Beata Anna Maria Adorni Fondatrice 7 febbraio


90145 > Beato Anselmo Polanco Fontecha Vescovo e martire 7 febbraio MR

 
92908 > Beato Antonio Vici da Stroncone Religioso 7 febbraio MR

 
39775 > Sant' Egidio Maria di San Giuseppe (Francesco Pontillo) Professo Frate Minore 7 febbraio MR

 
39900 > Beata Eugenia Smet (Maria della Provvidenza) 7 febbraio MR

 
91402 > Beato Filippo Ripoll Morata Sacerdote e martire 7 febbraio MR

 

92139 > Beato Giacomo Sales Gesuita, martire 7 febbraio MR

 
91384 > San Giovanni da Triora (Francesco Maria Lantrua) Sacerdote francescano, martire 7 febbraio MR

 
39840 > Santa Giuliana Vedova 7 febbraio MR

 
91885 > Beato Guglielmo di Morgex Sacerdote 7 febbraio


39925 > Beato Guglielmo Saultemouche Martire 7 febbraio MR

 
94527 > Beato Guglielmo Zucchi Sacerdote 7 febbraio

 
91920 > San Lorenzo Maiorano Vescovo di Siponto 7 febbraio MR

 
92721 > San Luca il Giovane Eremita 7 febbraio MR

 
93708 > Santi Martiri Mercedari d’Africa 7 febbraio

 
39810 > San Massimo di Nola Vescovo 7 febbraio MR

 
39830 > San Mosè I Eremita e vescovo dei Saraceni 7 febbraio MR

 
91279 > Beato Nivardo di Chiaravalle Monaco 7 febbraio


39820 > San Partenio Vescovo di Lampsaco 7 febbraio MR

 
93042 > San Patendo Vescovo 7 febbraio

 
92940 > Beato Pietro (Petro) Verhun Sacerdote e martire 7 febbraio MR

 
90012 > Beato Pio IX (Giovanni Maria Mastai Ferretti) Papa 7 febbraio MR

 
39850 > San Riccardo Re degli Inglesi 7 febbraio MR

 
90823 > Beato Rizziero della Muccia 7 febbraio MR

 
91833 > Beata Rosalia Rendu Vergine 7 febbraio MR

 
39800 > San Teodoro di Amasea Generale e martire 7 febbraio


39950 > Beato Tommaso Sherwood Martire in Inghilterra 7 febbraio MR

 
93593 > San Vedasto di Vercelli Vescovo 7 febbraio

 

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  • Nossa Senhora de Fátima, pediu aos Pastorinhos:
  • “REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS”




  • Tero1 - Cpia
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  • NOTA:
  • Como decerto hão-de ter reparado, são visíveis algumas mudanças na apresentação deste blogue (que vão continuar… embora não pretenda eu que seja um modelo a seguir, mas sim apenas a descrição melhorada daquilo que eu for pensando dia a dia para tentar modificar para melhor, este blogue). Não tenho a pretensão de ser um “Fautor de ideias” nem sequer penso ser melhor do que outras pessoas. Mas acho que não fica mal, cada um de nós, dar um pouco de si, todos os dias, para tentar deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos, quando nascemos e começamos depois a tomar consciência do que nos rodeia. No fim de contas, como todos sabemos, esta vida é uma passagem, e se Deus nos entregou o talento para o fazer frutificar e não para o guardar ou desbaratar, a forma que encontrei no “talento” de que usufruo, é tentar fazer o melhor que posso, aliás conforme diz o Evangelho.
    Assim, a principiar pela imagem principal, a partir de hoje, e se possível todos os dias, ela será modificada mediante o que eu for encontrando passível de aproveitamento para isso. Em conformidade com o que digo, na minha 1ª postagem de hoje (e a última de ontem, 31 de Dezembro) editarei diariamente, pelo menos, mais três páginas,
  • (sendo a Pág. 1Vidas de Santos; Pág. 2O Antigo Testamento; e Pág. 3O Papado – 2000 anos de história). Além disso, semanalmente (ao Domingo e alguns dias santificados – quando for caso disso –) a Pág. 4A Religião de Jesus; e a Pág. 5 - Salmos) e, ainda, ao sábado, a Pág. 6In Memorian.
    Outros assuntos que venham aparecendo emergentes dos acontecimentos que surjam tanto em Portugal, como no estrangeiro; e, ainda, alguns vídeos musicais (ou outros) que vão sendo recolhidos através do Youtube e foram transferidos para o meu canal “antónio0491” que se encontra inserido logo após o Título e sua descrição.
    Registe-se também que através de Blogs Católicos, União de Blogs Católicos, etc., estou inscrito em muitos blogs que se vão publicando em Portugal, Brasil, e outros países, que, por sua vez, também publicarão este blogue. Há ainda mais algumas alterações que já fiz e vou continuando a efetuar na parte lateral do blogue, retirando ou colocando vários complementos.
    Como também já deve ser do conhecimento de muitos, encontro-me inscrito na rede social, Google + Facebook, e outros, individualmente e, também ali poderão encontrar este blogue. O meu correio electrónico foi modificado e será inscrito no início de cada página (pelo menos na primeira, de cada dia).
    Para terminar, gostaria de que os meus leitores se manifestassem, bastando para tal marcar o quadrado que entendam, que segue sempre abaixo de cada publicação, como aliás eu faço, relativamente aos blogues que vou vendo sempre que me é possível, com o que ficaria muito grato
    Desculpem e Obrigado mais uma vez – António Fonseca

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