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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Nº 1568-8 - Encontro diário com Deus - 21 de Fevereiro de 2013

 

Nº 1568-8

Do livro Encontro diário com Deus – Editora Vozes – Petrópolis - http://www.vozes.com.br

Pensamento do Dia

Os defeitos, como as palhas, sobrenadam na superfície.

Aquele que deseja encontrar pérolas deve mergulhar.

John Driden

 

Às vezes nos perguntamos por que estamos passando por determinada provação.

Em vez de nos revoltarmos com a situação, vamos seguir o caminho da oração, oferecendo nosso sofrimento a deus e acreditando na Providência Divina.

 

Elam de Almeida Pimentel

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NOTA:

Este livro foi adquirido em 11-2-2013 por mim, e, apesar de:

Todos os direitos reservados.

Julgo não estar a utilizar abusivamente parte dos textos ali publicados, para os editar diariamente no meu blog.

Se, no entanto, a Editora entender que não os devo publicar, agradeço que me informem de imediato, através do meu endereço:

http://confernciavicentinadesopaulo.bloghspot.com – Blogue SÃO PAULO (e Vidas de Santos)

Já que apenas tenho o intuito de dar a conhecer os Pensamentos do Dia, aos meus leitores, dando sempre o nome dos Autores dos mesmos, e, colocando sempre a hiperligação anunciada: http://www.vozes.com.br.

Obrigado e desculpem.

ANTÓNIO FONSECA

Nº 1568-2 - O ANTIGO TESTAMENTO - NÚMEROS (34) - 21 de Fevereiro de 2013


antoniofonseca1940@hotmail.com

2013

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Mapa da Península do Sinai

Nº 1568

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Caros Amigos:
Ver por favor a edição de, 12 de Novembro, deste Blogue.

Resolvi simplesmente começar a editar o ANTIGO TESTAMENTO que é composto pelos seguintes livros:
– GÉNESIS, ÊXODO, LEVÍTICO, (Estes já estão…) – Faltam apenas 1080 páginas… sejamos optimistas.
NÚMEROS, DEUTERONÓMIO, constantes do PENTATEUCO; JOSUÉ, JUÍZES, RUTE, 1º E 2º de SAMUEL, 1º e 2º Reis, (2) CRÓNICAS (paralipómenos), ESDRAS, NEEMIAS, TOBIAS, JUDITE, ESTER, 1º E 2. MACABEUS (Livros históricos); JOB, SALMOS, PROVÉRBIOS, ECLESIASTES, CÂNTICO DOS CÂNTICOS, SABEDORIA, ECLESIÁSTICO (Livros Sapienciais ); ISAÍAS, JEREMIAS, JEREMIAS – Lamentações, BARUC, EZEQUIEL, DANIEL, OSEIAS, JOEL, AMÓS, ABDIAS, JONAS, MIQUEIAS, NAUM, HABACUC, SOFONIAS, AGEU, ZACARIAS e MALAQUIAS (Profetas).
– SÃO APENAS POUCO MAIS DE 40 LIVROS = 1260 PÁGINAS … (coisa pouca…)
Poderei porventura dar conta do recado? Se calhar, não!
Só Deus o sabe e decerto providenciará o que lhe aprouver!
SEI: que é uma tarefa ciclópica, impossível., etc., para os meus 72 anos. Desconheço se conseguirei executar esta tarefa e sei os limites que poderão antepor-se-me, mas CREIO EM DEUS TODO-PODEROSO que não me desamparará em ocasião alguma.
Com Fé e perseverança tudo se consegue e portanto irei até onde Deus me permitir, rezando todos os dias para que eu possa Evangelizar com os meios que tenho à disposição, durante o tempo que Deus Nosso Senhor Jesus Cristo entender.
Se o conseguir, darei muitas Graças a Deus
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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos, – o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:
IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.
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Nº 1568 - 2ª Página

21 de Fevereiro de 2013

ANTIGO TESTAMENTO

N Ú M E R O S
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Mapa com a distribuição das 12 tribos de Israel


VIDA DA TRIBO DE JACOB (ISRAEL), DURANTE 40 ANOS NO DESERTO

34 – AS FRONTEIRAS DO PAÍS O Senhor disse a Moisés: «Dá aos filhos de Israel as seguintes instruções: «como ides entrar no país de Canaã, eis o território que vos caberá em herança: o país de Canaã, segundo os seus limites. Tereis, pelo lado do sul, o deserto de Sin nos limites de Edom; esta fronteira do sul começará para vós na extremidade oriental do Mar Salgado. Depois, a fronteira irá para o lado do sul pela subida de Acrabim, tocará em Sin e chegará até ao sul de Cades-Barnea; continuará para Haçar-Adar e irá até Asmon; de Asmon alinha desviar se-á para a torrente do Egipto e terminará no mar. A vossa fronteira ocidental é o Grande Mar; esta será para vocês a fronteira ocidental. A vossa fronteira ao norte será esta: traçareis uma linha do Grande Mar até ao monte Hor; continuá-la-eis de Hor até Hamat, tocando em Cedad; depois atingirá Zifron e terminará em Haçar-Enan. Estes serão os vossos limites ao norte. Para a vossa fronteira oriental, estendereis uma linha de Haçar-Enan e Sefam; descerá de Sefam até Ribla, passando a oriente de Ain, e continuando a descer, seguirá a margem oriental do mar de Quineret. Descerá, enfim, ao longo do Jordão, terminando no Mar Salgado. Este será o vosso território em todo o perímetro das vossas fronteiras». Moisés transmitiu esta ordem aos filhos de Israel, dizendo: «Este é o território que dividireis à sorte e que o Senhor mandou dar às nove tribos e meia. Porque a tribo dos descendentes de Rúben, segundo suas famílias, a tribo dos descendentes de Gad, segundo suas famílias e a meia tribo de Manassés, já receberam a sua herança. Estas duas tribos e meia receberam a sua herança na margem do Jordão, defronte de Jericó, do lado do oriente». O Senhor falou a Moisés nestes termos: «Eis os nomes dos homens que dividirão a terra entre vós: o sacerdote Eleazar e Josué filho de Nun. Tomareis, além disso, um chefe por cada tribo, para proceder à divisão da terra. Eis os nomes desses homens; da tribo de Judá: Caleb, filho de Jefuné; da tribo dos filhos de Simeão: Samuel, filho de Amiud: da tribo de Benjamim: Elidad, filho de Caslon; da tribo dos filhos de Dan: um príncipe  Buqi, filho de Jogli; dos descendentes de José, da tribo dos filhos de Manassés, o chefe será Haniel, filho de Efod; e dos filhos de Efraim: Quemuel, filho de Siftan: chefe para a tribo dos filhos de Zabulão; Elisafan, filho de Farnac; chefe para a tribo dos filhos de Issacar; Paltiel, filho de Azan; chefe para a tribo dos filhos de Aser; Aiud, filho de Salomi; e para a tribo dos filhos de Neftali, o chefe será Fadal, filho de Amiud». Estes foram os que o Senhor designou para repartir o país de Canaã entre os filhos de Israel.

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Mapa em que figura o antigo território (KINGDOM DE) de Moab (atual Jordânia)

VIDA DA TRIBO DE JACOB, DURANTE 40 ANOS NO DESERTO
Textos do Livro “NÚMEROS” do ANTIGO TESTAMENTO

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21 de FEVEREIRO de 2013 – 10.15 h
ANTÓNIO FONSECA

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http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pthttp://bibliaonline.com.br/acf
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Nº 1568-7 - REZAR NA QUARESMA - 2ª Semana - (Quinta-feira) - 21 de Fevereiro de 2013

1568-7

edisal@edisal.salesianos.pt

http://www.edisal.salesianos.pt/

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21 de FEVEREIRO de 2013

2º SEMANA DA QUARESMA

(QUINTA-FEIRA)

Mateus 7, 7-12

“… procurai e encontrareis…” 

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Nos últimos tempos, a esperança parece ter saído da vida de muita gente.

Que as coisas andam más, estamos todos de acordo.

O que custa ver é como tanta gente desiste de lutar por um futuro melhor.

Não será hoje um bom dia para aceitar a esperança que vem de Deus?

Com Deus, podes procurar na certeza que irás encontrar.

 

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Nos dias bons

e nos dias tristes,

de manhã ou à noite…

Tu estás sempre aí,

como rocha firme,

como apoio seguro,

como abraço que me aquece.

 

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NOTA:

Adquiri no dia 11 de Fevereiro no JORNAL VOZ PORTUCALENSE, este livrinho “REZAR NA QUARESMA – Ano C” que menciona na sua pós-capa, o seguinte:

A Quaresma é um tempo para dar mais qualidade à vida.

Para encontrar de uma forma fresca e nova o Jesus dos evangelhos.

Este livro é um convite a fazeres desta Quaresma um caminho que leva à mudança,

à liberdade interior, a uma fé mais feliz.

Em cada dia da Quaresma encontras duas páginas que contêm:

  • Uma citação bíblica usada na liturgia desse dia;
  • Uma frase bíblica em destaque;
  • Uma imagem para te ajudar a pensar;
  • Uma meditação que faz a ponte entre a Bíblia e a tua vida;
  • Uma proposta de oração.

Não tenhas medo desta aventura da fé

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Conforme tenho dito e escrito aqui neste 3 últimos anos, creio que não estou a ir além do permitido, ao incluir neste meu blogue as referidas leituras e imagens (que certamente não estarão tão bem impressas como no referido livro) – desde que faça alusão à sua publicação através das Edições Salesianas, mesmo até porque este blogue embora seja público, não deverá (com muita pena minha), alcançar grande número de leitores, apesar de servir talvez, por isso mesmo, para fazer um pouco de propaganda para o referido livro poder ser adquirido por mais gente… penso eu.

Dai que, durante este período de Quaresma, eu tenha decidido efetuar aqui a transcrição dos textos diariamente, sob a forma acima expressa, pelo que solicito a devida vénia às Edições Salesianas.

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António Fonseca

Endereço principal: antoniofonseca1940@hotmail.com

Endereço secundário: antoniofonseca40@gmail.com

Endereço do blogue: http://confernciavicentinadesopaulo.blopgspot.com

Nº 1568-1 - (52-13) SANTOS DE CADA DIA - 21 de Fevereiro de 2013 - 5º ano

antoniofonseca1940@hotmail.com

Nº 1567

Bom

ANO D 2 0 1 3



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Quaresma

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Nº 1567-1 - (51-13)





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Nº 1567-1 – (50-13)


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Pedro Damião, Santo 
Bispo de Ostia, Cardeal e Doutor da Igreja
Pedro Damiani, Santo
Natural de Ravena, Itália, onde viu a luz no ano de 1007, este futuro cardeal e doutor da Igreja teve começos extremamente modestos. Sendo o último duma numerosa série de filhos, a mãe recusou-se a amamentá-lo. Morreu pouco depois e também o marido. Mais tarde, um irmão tomou conta de Pedro e encarregou-o de guardar porcos. Felizmente, outro, chamado Damião, veio a recolhê-lo e a pô-lo a estudar. Em sinal de reconhecimento, Pedro junto o nome deste irmão ao seu. Depois de exercer com brilho o magistério em Faença e Ravena, Pedro Damião, cuja saúde era delicada, entrou, cerca dos 28 anos de idade, na Ordem dos Camaldulenses, no mosteiro de Fonte Avellana, na Úmbria, onde religiosos austeros levavam vida de eremitas. Tornou-se muito querido deles e foi em breve erguido ao superiorado. Fundou eremitérios semelhantes ao de Fonte Avellana e dirigiu-os com mão firme. Teve discípulos que foram santos, como S. João de Lódi, que lhe escreveu a vida; S. Rodolfo, bispo de Gúbio; e S. Domingos, denominado o (Loricatus = couraçado). Ninguém teve mais amor à Santíssima Virgem nem falou dela em termos mais belos do que este asceta,. de zelo às vezes tão cheio de aspereza. Deixou escritas 158 cartas, 60 opúsculosvárias vidas de santos e bom número de admiráveis sermões. Com franqueza cheia de vigor, escrevia a papas, a antipapas, ao imperador, aos prelados, aos abades e às abadessas, nessa época em que infelizmente abundavam os escândalos em todas as classes da Igreja,
Pedro Damiani, Santo
Pedro Damiani, Santo
O seu Livro de Gomorra (de 1051), em que são fustigadas a incontinência e a simonia dos clérigos, inclusive da cúria romana, é sem dúvida a obra mais escabrosa que tenha saído da pena dum santo. Foi necessário ameaçá-lo de excomunhão para o convencer, em 1057, a deixar-se nomear cardeal. Desde então, foi encarregado das missões mais espinhosas, como legado do papa, mas apresentando constantemente a sua demissão do cardinalato. Passados cinco anos, conseguiu, no entanto, ver-se liberto da honra que tanto lhe pesava e voltou a Fonte Avellana. Faleceu a 22 de fevereiro de 1072, a caminho de Faença, no mosteiro de Santa Maria dos Anjos, e ai foi sepultado; voltava da sua Ravena, que tinha acabado de reconduzir à obediência ao verdadeiro papa. Sobre o túmulo colocaram o seguinte epitáfio, composto por ele próprio: “O que tu és, já eu fui; o que eu sou, tu o serás. Peço que te lembres de mim. Tem piedade das cinzas de Pedro, que jaz aqui. Reza, chora e pede a deus que se compadeça dele”. S. Pedro Damião, que sofria muito de insónia e de terríveis dores de cabeça, é invocado contra estes males. Não tinha igual na penitência. levava os seus eremitas a flagelarem-se mil vezes a seguir à reza de cada dezena de salmos. Segundo dizia, intentava a que se antecipassem ao juízo que Deus havia de pronunciar. Do Livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

Roberto Southwell, Santo 
Um dos 40 mártires de Inglaterra e País de Gales
Roberto Southwell, Santo
Roberto Southwell, Santo
Mártir Jesuíta
Martirológio Romano: Também em Londres, são Roberto Southwell, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que durante vários anos exerceu seu ministério na cidade e seus arredores e compôs escritos espirituais. Detido por ser sacerdote, por ordem da própria rainha foi duramente torturado, terminando seu martírio al ser pendurado em Tyburn (1595). Foi o mais novo de oito filhos. Educado em Douai. Viajou a París onde esteve sob a tutela de jesuíta Thomas Darbyshire. Em 1580 uniu-se à Companhia de Jesus depois de dois anos de estudos no Noviciado de Tournee. Mudou-se para Roma, onde pese a sua juventude foi Prefeito de estudos no Colégio Inglês de Roma dos jesuítas. Se ordenou de sacerdote em 1584. Foi enviado a Inglaterra em 1586 como missionário junto a Henry Garnett pese a estar em vigência o decreto da Rainha Isabel que proibia aos sacerdotes católicos permanecer mais de 40 dias em Inglaterra sob pena de morte. Fez trabalho missionário clandestino, foi capelão da Condessa de Arundel. Foi denunciado em 1595 e acusado de traição, e executado em 20 de Fevereiro de 1595 em Tyburn. Sua obra literária está publicada. Em 1872 se publicou a coleção completa de "Poemas" por Reprint Services Corp e em 1970 na coleção "The Fuller Worthies Library" por AMS Press. Beatificado em 1929 e canonizado por Paulo VI em 25 de Outubro de 1970 junto com os Quarenta Mártires de Inglaterra e Gales.

Eleonora o Leonor de Inglaterra 
Rainha e religiosa
Etimologicamente: Leonor Eleonor Eleonor = Aquela que é audaz, é de origem gálica. Nascida no ano 1222, morta em Amesbury, em vinte e cinco de Junho do ano mil duzentos noventa e um. Esta jovem veio ao mundo em França. Seus pais eram Berengário IV, conde de Provença e de Beatriz de Sabóia. A mãe era uma fervorosa cristã e muito dada às letras. Em 1236 contraiu matrimónio em Canterbury com o rei Enrique III de Inglaterra. Com ela se marcharam muitos familiares e conhecidos em busca de uma maior fortuna. Muitos chegaram a ocupar postos importantes na administração pública. Sem embargo, o favoritismo de Eleonora suscitou em seguida as invejas e uma impopularidade grande contra a rainha. A coisa se fez tão tensa que tiveram que encerrá-la na torre de Londres. A má sorte não só caía sobre suas costas, mas também seu marido foi feito prisioneiro durante a de Lewes. O sopro de Deus atravessou sua alma. Por isso se foi a uma abadia beneditina e se fez religiosa em 1276. Sua santidade cresceu a passos agigantados. Sua fama de santidade é enorme, ainda que nunca haja sido canonizada oficialmente. Todo o mundo, sem embargo, lhe tributa o culto que merece. Morreu santamente em 1291.

Eustaquio (Eustacio) de Antioquía, Santo 
Bispo
Martirológio Romano: Comemoração de santo Eustácio, bispo de Antioquia, que, célebre por sua doutrina, foi desterrado a Trajanópolis, em Trácia, em tempo do imperador ariano Constâncio, por causa de sua fé católica, e ali descansou no Senhor (c. 338).Santo Eustáquio nasceu em Side, em Panfilia. Segundo afirma Santo Atanásio, confessou ante os perseguidores a fé de Cristo. Era um homem sábio, eloquente e virtuoso. Eleito bispo de Bereia, na Síria, atraiu sobre si os olhares da Igreja. Mais tarde, foi trasladado para a sede de Antioquia, que só cedia em dignidade as de Roma e Alexandria e era a terceira do mundo. Pouco depois de ocupá-la, assistiu ao Concílio de Nicea, onde foi acolhido com grandes honras e se distinguiu por sua oposição ao arianismo. No meio de seus trabalhos pelos outros, não olvidou que a verdadeira caridade começa por si mesmo e trabalhou antes de tudo por sua própria santificação. Mas não por cuidar de seu jardim guardava para ele toda a água da graça, mas que a deixava correr também pelos hortos de seus próximos a fim de que levasse a fecundidade para outros. Nas dioceses que estava encarregado de governar, distribuiu homens capazes de instruir e sustentar aos fieis. O santo se alarmou ao inteirar-se de que Eusébio, o bispo de Cesareia, favorecia a nova heresia (se tratava de Eusébio conhecido como "o pai da história eclesiástica"). A desconfiança que mostrou Santo Eustáquio pela doutrina desse e outros bispos, assim como sua acusação no sentido de que haviam alterado o Credo de Nicea, provocaram contra ele as iras dos arianos, quem conseguiram depô-lo no ano 330. Antes de sair de Antioquia o pastor congregou a sua grei e a exortou a manter-se fiel à verdadeira doutrina. A exortação foi tão eficaz que se formou um grupo de "eustacianos" para preservar a pureza da fé e negar o reconhecimento a todos os bispos que enviassem os arianos. Desgraçadamente, esta lealdade degenerou mais tarde em sectarismo contra os prelados ortodoxos. Santo Eustáquio foi desterrado com alguns sacerdotes e diáconos a Trajanópolis de Trácia. Não sabemos com exatidão o sitio nem a data de sua morte. A maioria de seus copiosos escritos se perdeu. Entre as obras suas que se conservam, a principal é uma discussão contra Orígenes, em que critica os poderes da pitonisa de Endor (1 Re. 28:7-23). Sozomeno recomenda as obras de Santo Eustáquio por seu estilo e conteúdo. Mas nada mostra melhor a virtude do santo que a paciência com que sobrelevou as acusações caluniosas que se lhe fizeram em coisas de importância e, depois, a deposição e o desterro. Santo Eustáquio foi maior na desgraça do que havia sido quando suas virtudes brilhavam pacificamente no governo de sua sede. Seu nome aparece no Canon das missas síria e maronita.

BEATA MARIA HENRIQUETA DOMINICI
Religiosa (1829-1894)
María Enriqueta (Ana Catalina) Dominici, Beata
María Enriqueta (Henriqueta) (Ana Catalina) Dominici, Beata

Esta religiosa, Superiora Geral das Irmãs de Santa Ana e da Providência, nasceu em Borgo Salsasio a 10 de Outubro de 1829Paulo VI, na homilia de beatificação, a 7 de Maio de 1978, assim retratou o perfil da bem-aventurada: “Maria Henriqueta Dominici foi, primeiramente, uma mulher, uma religiosa que teve e experimentou de maneira forte e viva o sentimento da fragilidade essencial do ser humano e o sentimento da absoluta grandeza e transcendência de Deus… Sendo muito jovem ainda, compreende que vale a pena consagrar toda a sua vida a Deus, e – como ela mesma confessa – delicia-se ‘no desejo cada vez maior de se tornar boa e de servir o Senhor de maneira decidida’; e, repetindo as célebres palavras de Santo Agostinho, reconhece: ‘só o meu Deus podia encher e saciar o meu pobre coração; com tudo o mais não me importava’. Mas DEUS, que ela desde criança procurou e encontrou e a quem por toda a vida quis servir, apresentou-Se-lhe como o Pai de amor infinito. Na escola de Cristo ela – nos escritos, nas cartas e nas conversas – dirigir-se-á a Deus com o nome familiar de ‘Meu Papá’; e com uma simplicidade e segurança, que só as almas cheias de fé podem ter, escreverá: ‘Parecia-me estar completamente descansada no colo de Deus como criança no colo da mãe, a dormir sossegadamente: amava a Deus e quase diria, se não tivesse medo de exagerar, que saboreava a bondade d’Ele’. A entrega a Deus na vida religiosa comporta abandono absoluto à sua vontade. Maria Henriqueta decidiu cumprir sempre, a todo custo, a vontade de Deus: ‘Sou toda do meu Deus e Ele é todo meu. Que hei-de temer? – escreve. E que deixarei eu de poder fazer e sofrer por amor d’Ele, sendo toda sua?… Meu Deus, quero fazer a vossa vontade e nada mais’. Convencida do valor incomparável da ‘sabedoria da cruz’, escrevia: ‘Farei muitas vezes a minha morada no Jardim das Oliveiras e no Monte Calvário, onde se recebem lições importantíssimas e utilíssimas’”. Tendo sido recebida no instituto das Irmãs de Santa Ana e da Providência, fez os votos em 1853. Depois de desempenhar o cargo de Mestra de Noviças, em 1861 foi eleita Superiora Geral. Permaneceu no posto durante 33 anos, isto é, até à sua morte, a 21 de fevereiro de 1894. Deu tão grande incremento ao Instituto que a consideram co-fundadora do mesmo. AAS 67 (1975) 221-4; L’OSS. ROM. 14.5.1978; DIP 8, 757-9. Do Livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

BEATO NATAL ou NOEL PINOT
Pároco, mártir (1747-1794)
Noel Pinot nasceu em Angers (França) em 1747 e foi o último duma família de 16 filhos. Recebeu a ordenação sacerdotal em 1771, foi sucessivamente coadjutor de Bousse e de Corzé, capelão do hospital dos Incuráveis de Angers em 1781, e em 1788 nomearam-no pároco de Louroux-Béconnais. Quase tudo o que recebia desta paróquia fervorosa, dava-o em esmola aos pobres. Nos começos de 1791, a municipalidade de Louroux-Béconnais fez saber a Noel e ao seu coadjutor que deviam prestar o juramento de fidelidade à Constituição civil do clero. O coadjutor condescendeu, mas o pároco recusou-se. Logo que se instalou em Maine-et-Loire um bispo constitucional. Noel declarou do alto do púlpito que nunca lhe reconheceria autoridade, o que lhe valeu ser acusado de fomentar a revolta e receber ordem de prisão. O tribunal de Beaupréau condenou-o a que se retirasse para oito léguas de distância daquela paróquia. A sua existência passou então a ser a dos numerosíssimos padres chamados “refractários” que tinham de exercer o ministério clandestinamente e eram obrigados a mudar constantemente de refúgio. Noel escondia-se alternadamente em vários hospitais. O avanço dos Vendeianos permitiu-lhe que reaparecesse após eles em Louroux-Becónnais, mas a retirada dos mesmos obrigou-o outra vez a deixar a paróquia. Nem opor isso abandonou Noel o rebanho: de dia escondia-se, mas de noite ouvia confissões e celebrava missa em qualquer quinta isolada. Foi numa desta que foi descoberto na noite de 8 para 9 de fevereiro de 1794, no momento em que se preparava para subir ao altar. Levado em 21 de fevereiro ao tribunal revolucionário, que funcionava no paço episcopal de Angers, foi condenado à morte por se ter recusado ao juramento e por fanatismo. Executaram-no nesse mesmo dia, revestido dos paramentos sagrados com que estava quando foi preso. Nos últimos momentos tiraram-lhe, porém, a casula, com receio de que ela prejudicasse o bom funcionamento da guilhotina. Do Livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it Se houver informação relevante para a canonização do Beato Noel Pinot, por favor contacte a:

Diocèse d’Angers 8, Place Monseigneur-Rumeau B.P. 246 49002 Angers CEDEX 01, FRANCIA - o - Bénédictines de Notre-Dame du Calvaire 8, rue Vauvert 49100 Angers, FRANCIA

Beatos Baltasar, Antonio e Ignacio Uchibori, mártires
No monte Unzen, Nagasaki, Baltasar Uchibori, Antonio Uchibori, e Ignacio Uchibori, irmãos, mártires (1627).

93847 > Beato Claudio di Portacieli Cardinale 21 febbraio
42400 > San Felice di Metz Vescovo 21 febbraio 
São Germán,abade
No mosteiro de Granfeld,na região dos Helvécios, são Germán, abade, que ao tratar de defender com pacíficas palavras aos vizinhos do mosteiro do assalto de um grupo de salteadores, foi desnudado e atravessado com lanças, junto com o monge Randoaldo (c. 667).
42310 > Santi Germano e Randoaldo Abate e monaco 21 febbraio MR
92370 > San Pipino il Vecchio (o di Landen) 21 febbraio 
Beato Tomás Portmort, presbítero e mártir
Em Londres, em Inglaterra, beato Tomás Portmort, presbítero e mártir, que em tempo da rainha Isabel I foi encarcerado por ser sacerdote e depois pendurado perto da catedral de São Paulo, consumando assim seu martírio (1592).

42320 > Beato Tommaso Pormort Sacerdote e martire 21 febbraio  MR
 

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  • Nossa Senhora de Fátima, pediu aos Pastorinhos:
  • “REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS”






  • Tero1 - Cpia
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  • NOTA:
  • Como decerto hão-de ter reparado, são visíveis algumas mudanças na apresentação deste blogue (que vão continuar… embora não pretenda eu que seja um modelo a seguir, mas sim apenas a descrição melhorada daquilo que eu for pensando dia a dia para tentar modificar para melhor, este blogue). Não tenho a pretensão de ser um “Fautor de ideias” nem sequer penso ser melhor do que outras pessoas. Mas acho que não fica mal, cada um de nós, dar um pouco de si, todos os dias, para tentar deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos, quando nascemos e começamos depois a tomar consciência do que nos rodeia. No fim de contas, como todos sabemos, esta vida é uma passagem, e se Deus nos entregou o talento para o fazer frutificar e não para o guardar ou desbaratar, a forma que encontrei no “talento” de que usufruo, é tentar fazer o melhor que posso, aliás conforme diz o Evangelho.


    Assim, a principiar pela imagem principal, a partir de hoje, e se possível todos os dias, ela será modificada mediante o que eu for encontrando passível de aproveitamento para isso. A partir de Quarta-feira de Cinzas, acrescentei mais 2 páginas (uma que vigorará só na Quaresma e outra que será diária) – São elas VIVER A QUARESMA e ENCONTRO DIÁRIO COM DEUS e, por conseguinte haverá mais 2 números a incluir que serão o 7 e o 8.
  • (sendo a Pág. 1 – Vidas de SantosPág. 2 – O Antigo Testamento; e Pág. 3 – O Papado – 2000 anos de história). Além disso, semanalmente (ao Domingo e alguns dias santificados – quando for caso disso –) a Pág. 4 – A Religião de Jesus; e a Pág. 5 - Salmos) e, ainda, ao sábado, a Pág. 6 – In Memorian.

  • Outros assuntos que venham aparecendo emergentes dos acontecimentos que surjam tanto em Portugal, como no estrangeiro; e, ainda, alguns vídeos musicais (ou outros) que vão sendo recolhidos através do Youtube e foram transferidos para o meu canal “antónio0491” que se encontra inserido logo após o Título e sua descrição.

    Registe-se também que através de Blogs Católicos, União de Blogs Católicos, etc., estou inscrito em muitos blogs que se vão publicando em Portugal, Brasil, e outros países, que, por sua vez, também publicarão este blogue. Há ainda mais algumas alterações que já fiz e vou continuando a efetuar na parte lateral do blogue, retirando ou colocando vários complementos.

    Como também já deve ser do conhecimento de muitos, encontro-me inscrito na rede social, Google + Facebook, e outros, individualmente e, também ali poderão encontrar este blogue. O meu correio electrónico foi modificado e será inscrito no início de cada página (pelo menos na primeira, de cada dia).


    Para terminar, gostaria de que os meus leitores se manifestassem, bastando para tal marcar o quadrado que entendam, que segue sempre abaixo de cada publicação, como aliás eu faço, relativamente aos blogues que vou vendo sempre que me é possível, com o que ficaria muito grato
    Desculpem e Obrigado mais uma vez – António Fonseca

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    Localização geográfica da sede deste Blogue, no Porto
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    http://confernciavicentinadesopaulo.blogspot.com
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  • Meus endereços:
  • Nome do blogue: SÃO PAULO (e Vidas de Santos)
  • Email do blogue: antoniofonseca40@gmail.com
  • Endereço de Youtube: antonio0491@youtube.com
  • António Fonseca
  • Nº 1567-3 - A VIDA DOS PAPAS DA IGREJA CATÓLICA (65) - 21 de Fevereiro de 2013

    Nº 1567 - (3)

    BOM ANO DE 2013

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    Caros Amigos:

    Desde o passado dia 11-12-12 que venho a transcrever as Vidas do Papas (e Antipapas)

    segundo textos do Livro O PAPADO – 2000 Anos de História.

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    CELESTINO III

    Celestino III

    Celestino III

    (1191-1198)

    Já tinha 85 anos e queria renunciar, quando foi eleito em 30 de Março de 1191. Foi ordenado e depois consagrado a 14 de Abril e, no dia seguinte, já papa, coroou o imperador Henrique VI, que se deslocou propositadamente a Roma para este ato.

    Em 1195, Henrique VI declara-se disposto a promover nova cruzada para vingar a morte de seu pai, Frederico I, o Barba Roxa, tendo o apoio imediato de Celestino III, que escreve aos soberanos cristãos a pedir a sua colaboração, mas a cruzada não se realizou porque, para além de problemas surgidos no interior do Império, Henrique VI faleceu, inesperadamente, aos 32 anos de idade.

    O papa pouco sobreviveu ao imperador, falecendo aos 92 anos de idade. Ficou sepultado em São João de Latrão.

    Celestino III teve um pontificado positivo, pois esforçou-se por restabelecer a paz entre as repúblicas de Pisa e de Génova, para além de ter conseguido que a Cúria fosse o centro de todas as decisões jurídicas e com isso criou bons precedentes que viriam a ajudar os seus sucessores.

    Em relação a Portugal, Celestino III, declarou nulo, por serem parentes, o casamento da infanta D. Teresa, filha de D. Sancho I, com Afonso IX, de Leão. A infanta vestiu o hábito de Cister, no Mosteiro de Lorvão, e morreu em 1250 com fama de santidade, vindo o seu culto, bem como o de suas irmãs, Sancha e Mafalda, a ser reconhecidos canonicamente em 1705, por Clemente XI.

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    INOCÊNCIO III

    Inocencio III

    Inocêncio III

    (1198-1216)

    Tinha 37 anos quando foi escolhido para papa em 8 de Janeiro de 1198, no mesmo dia da morte de Celestino III. Lotário tomou o nome de Inocêncio III e viria a ser um dos papas mais insignes do século XIII, um imperador de reis, como lhe chamaram alguns historiadores, pois com ele o papado guindou-se à culminância da era medieval.

    Estudou Teologia em Paris e Direito em Bolonha e quando foi eleito cardeal já tinha escrito algumas obras de espiritualidade, que  demonstravam a sua inteligência.

    Começou por reformar, com espírito evangélico, a corte pontifícia, impondo normas de sobriedade e funcionamento mais simples, facilitando ao papa o seu acesso. Para isso estabeleceu audiências pontifícias semanais e restaurou o uso de presidir, três vezes por semana, às reuniões do Colégio Cardinalício.

    Impôs severas sanções aos falsificadores de documentos e regularizou a chancelaria. Ao mesmo tempo, conseguiu restabelecer na cidade a autoridade da Igreja, obrigando o senador responsável a dar-lhe conta dos seus atos.

    A seguir, na necessidade de evitar as prepotências estranhas, consolidou a união das diversas cidades da Toscana, à exceção de Pisa, sob a autoridade suprema da Igreja, para mutuamente se defenderem e, a partir daí, estabelecer uma federação de estados cristãos sob a autoridade espiritual da santa Sé.

    Quando morreu Henrique VI, a Alemanha dividiu-se entre três candidatos: seu filho Frederico, ainda criança, seu irmão Filipe e Otão, duque de Brunswick. Inocêncio III optou por Otão, que prestou juramento ante o legado papal e foi proclamado rei dos Romanos. Mas Otão IV não cumpriu o juramento e o prometido, pelo que o papa o excomungou e atribuiu a legitimidade a Frederico.

    Inocêncio III continuou a mostrar-se autoritário quando interveio em França para condenar a mancebia do rei Filipe Augusto, que repudiara a sua legitima esposa, e na Inglaterra, para reprimir as repetidas e odiosas ingerências do cruel e licencioso João Sem-Terra nos assuntos eclesiásticos.

    Interveio também na Hungria, nos pleitos duma guerra civil, na Dinamarca, na Bulgária e na Península Ibérica, para negar a Pedro II, de Aragão, a pretendida dissolução matrimonial.

    No campo doutrinal, a sua maior intervenção foi contra a heresia neomaniqueia, sobretudo em França.

    Este papa pregou a IV Cruzada, que, recrutada principalmente em França e na Flandres, veio a ser, contra a sua vontade, utilizada com outras finalidades. A verdade é que a tomada de Constantinopla, em 1204, foi conseguida à custa de tais violências que o povo ficou a odiar ainda mais os cristãos do Ocidente e Inocêncio III, ao saber do sucedido, mostrou-se desiludido pelos intentos da cruzada terem sido desvirtuados e tentou ainda organizar outra, mas não conseguiu, porque faleceu entretanto, quando tinha apenas 56 anos de idade.

    Neste pontificado, Inocêncio III mostrou-se empenhado na luta contra os mouros em terras de Espanha e na Terra Santa.

    Enquanto os reis iam conquistando Portugal aos mouros, estes desembarcavam em grande número no Sul da Península. Perante o perigo, os reis peninsulares uniram-se e D. Afonso VIII, de Castela, pediu ao papa a concessão de indulgências para a cruzada peninsular. O papa anuiu e os exércitos cristãos venceram os mouros a 16 de Julho de 1212, em Navas de Tolosa, com o Islão derrotado.

    Nesse mesmo ano, Gengis Khan atacava a China.

    Inocêncio III convocou o XII Concílio Ecuménico, o IV de Latrão, em 1215, onde o papa evidenciou a sua indesmentível categoria e capacidade de argumentação.

    Para a reformada Igreja Universal, escreveu, em 1213, cartas dirigidas a todo o episcopado e a resposta foi impressionante, pois compareceram mais de 400 bispos e 800 abades e priores.

    Das sessões saíram 70 decretos, sendo os principais: a) condenação dos cátaros, ou albigenses; b) refutação dos erros do monge italiano Joaquim de Flora sobre o influxo das Três Pessoas da Santíssima Trindade, nas três idades da história humana; c) estabelecimento da confissão e comunhão anuais obrigatórias; d) obrigação de sínodos anuais em todas as sedes metropolitanas; e) reforma dos costumes do clero e formação de pregadores e confessores idóneos; f) proibição de matrimónios clandestinos ou entre consanguíneos até ao quarto grau, ou entre muçulmanos e judeus.

    Estes decretos revelam bem a capacidade legislativa de Inocêncio III.

    O papa, por sua iniciativa, passou também a designar-se «vigário de Cristo» em vez de «vigário de Pedro», como até então se usava e com isso robusteceu a autoridade papal em toda a Cristandade.

    Preocupou-se com a expansão missionárias da Igreja, apoiando a evangelização da Prússia, Polónia, Estónia e Livónia pelos Cistercienses.

    Foi um verdadeiro homem de Deus, que aos sábados costumava lavar os pés a doze mendigos e socorrê-los com esmolas. A ele se ficou a dever a construção de um grande hospital em Roma.

    No seu pontificado nasceram duas importantes ordens eclesiásticas, a dos Frades Menores, ou Franciscanos, em 1209, e a dos Pregadores, ou Dominicanos, em 1215, e ainda, em 1198, a da Santíssima Trindade, para o resgate dos cativos, fundada por São João da Mata.

    O seu pontificado ficou a marcar o cume do domínio papal na Europa.

    Para Portugal, Inocêncio III ficou-lhe ligado por ter intervindo nos conflitos de D. Sancho I com os bispos do Porto e de Coimbra e com as princesas irmãs do rei. O maior significado, porem, está na confirmação do reino, pedida por D. Afonso II, por bula de 16 de Abril de 1212, na qual declara receber sob a sua proteção o nosso monarca, o reino e todas as terras que fossem libertadas dos infiéis, exigindo, contudo o pagamento do censo a que se vinculara D. Afonso Henriques e que durante o reinado de D. Sancho I deixara de ser pago à Santa Sé.

    Inocêncio III também criou uma cadeira de Teologia na metrópole primacial de Braga, para suprir a sua falta nos estudos superiores da época.

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    HONÓRIO III

    Honorio III

    Honório III

    (1216-1227)

    Homem de avançada idade, simples e piedoso, distribuindo pelos pobres todos os seus bens, foi acolhido com entusiasmo pelo povo, ao ser eleito, em 18 de Julho de 1216, em Perúsia, com o nome de Honório III, dois dias depois da morte de Inocêncio III.

    No seu pontificado teve problemas com o imperador alemão, Frederico II, que, tendo-se comprometido a chefiar nova cruzada, arranjava sempre pretextos para a adiar e, sem ouvir o papa, fez coroar seu filho Henrique como rei dos Romanos, só posteriormente dando conta do sucedido ao pontífice.

    A situação em Roma começou a deteriorar-se, pelo que o papa retirou-se para Viterbo, regressando apenas em Outubro de 1219.

    Em Novembro de 1220, Frederico II vem a Roma para ser coroado e, mais uma vez, compromete-se a iniciar a cruzada em Agosto.

    Entretanto, uma expedição chefiada pelo duque Leopoldo da Áustria conquistou Damieta, no Egipto, e aguardava reforços das tropas de Frederico II, para prosseguir, mas o imperador continuava a protelar a sua prometida ação e o exército cristão é dizimado pela peste no Egipto e retira para a Europa, perdendo-se o sonho da cruzada.

    Honório III empenhou-se na difusão da fé nos países escandinavos e eslavos e protegeu a cultura nas universidades de Paris e de Bolonha.

    Em relação a Portugal interveio no litígio da primazia das Sés de Braga e Toledo, num problema que já vinha do seu antecessor. Honório III mandou aos dois arcebispos que prescindissem da questão e não voltassem a levantá-la. Daí por diante, e até ao Concílio de Trento, voltaram a intitular-se primazes e sem ingerências mútuas.

    Interveio também nas lutas entre o rei de Portugal, D. Afonso II, e suas irmãs e refreou as violências do monarca contra alguns prelados, devido a disputa dos bens eclesiásticos. Mesmo assim, confirmou a D. Afonso II os privilégios de proteção do reino, concedidos aos seus antecessores.

    E de salientar o apoio dado a São Domingos e a São Francisco de Assis, aprovando as ordens religiosas por eles fundadas.

    Aprovou a Regra de São Domingos, na sua bula Religiosam vitam, de 22 de Dezembro de 1216; a de São Francisco na bula Solet annuere, de 23 de Novembro de 1223, e a Ordem das Carmelitas, na bula Ut vivendi norman, de 7 de Janeiro de 1226.

    São Francisco de Assis morreu em 1226 e Honório III pouco lhe sobreviveu, sendo sepultado em Santa Maria Maior.

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    Continua:…

    Post colocado em 21-2-2013 – 10H30

    ANTÓNIO FONSECA