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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Nº 1570-1 - (54-13) - SANTOS DE CADA DIA - 22 de Fevereiro de 2013 - 5º ano


antoniofonseca1940@hotmail.com

Nº 1570

Bom

ANO D E 2 0 1 3



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Quaresma

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Nº 1570-1 - (54-13)





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Nº 1570-1 – (54-13)


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POLICARPO, SÃO
Bispo, Mártir (155)

Policarpo foi discípulo de São João Evangelista e foi Bispo de Esmirna, na Turquia, e Mártir.
«Policarpo, diz Santo Ireneu no Tratado das Heresias, não só foi ensinado pelos Apóstolos e conversou com muitos que tinha conhecido em vida a Jesus Cristo, mas deveu aos mesmos Apóstolos a sua eleição para Bispo de Esmirna, na Ásia.
«Eu mesmo o vi nos meus tenros anos; porque viveu muito tempo e estava extremamente velho quando saiu desta vida por meio dum gloriosíssimo e ilustre martírio. Ensinou sempre aquela mesma doutrina que havia aprendido dos Apóstolos; a que ensina a Igreja e que é a única verdadeira doutrina.
«Todas as Igrejas da Ásia, e todos os que até agora têm sido sucessores de Policarpo, dão testemunho de que foi inviolável pregador da verdade, mais digno de fé que Valentim, Marcião e todos os outros transviados que se deixaram levar pela mentira e pelo erro.
«No tempo de Aniceto veio a Roma, converteu à fé e reconciliou com a Igreja a muitos sequazes dos hereges, publicando que a doutrina que ele havia recebido dos Apóstolos era unicamente a que a Igreja ensinava».
Tem-se por certo que os elogios que o Santo Evangelista faz no seu Apocalipse ao Anjo, isto é, ao Bispo de Esmirna, se dirigiam a São Policarpo, o único dos sete bispos declarado irrepreensível pela boca de Jesus Cristo, nestas palavras: «Conheço a tua tribulação e a tua pobreza; mas tu és rico (em graça), e és caluniado por aqueles que se dizem judeus e o não são, mas são da sinagoga de Satanás. Não temas nada do que hás-de padecer. Eis que o demónio mandará prender alguns de vós, para serdes provados. Sê fiel até à morte e eu te darei a coroa da vida (Ap 2, 9-10).
Quando conduziram para Roma, Santo Inácio, Bispo de Antioquia, que fora condenado à morte pelo Imperador Trajano, teve este Santo a grande consolação de passar por Esmirna e de abraçar pela última vez a Policarpo.
Antes de chegar a Roma, Santo Inácio escreveu a São Policarpo, a quem não só tinha em conta de amigo, mas até em certo modo na de filho, por ser muito mais velho do que ele. Com esta liberdade lhe dá na carta conselhos semelhantes aos que São Paulo dava a seu discípulo Timóteo. E achando-se Santo Inácio em Filipos de Macedónia, escreveu outra carta a São Policarpo.
Este, como discípulo que havido de São João Evangelista, não é para admirar que dedicasse o mais profundo amor a Jesus Cristo e a devoção mais terna à Santíssima Virgem. Todas as Igrejas que lograram a ventura de ter por bispos os Apóstolos ou discípulos seus, conservaram sempre devoção muito especial à Mãe de Deus e Rainha dos Anjos.
Contava já São Policarpo cerca de oitenta anos, quando foi a Roma consultar o Papa Aniceto sobre alguns pontos de disciplina, especialmente no tocante ao dia em que os fiéis deviam celebrar a Páscoa. A sua estada em Roma foi utilíssima para alguns fiéis que estavam tocados do veneno das novas heresias. Encontrando-o um dia o heresiarca Marcião, perguntou a Policarpo se o conhecia. - «Sim, respondeu o Santo, bem sei que és filho primogénito de Satanás».
Tendo regressado à Ásia, não gozou por muito tempo da paz em que havia deixado a sua Igreja na ocasião de partir para Roma. O imperador Marco Aurélio, que sucedera a Antonino, considerando os cristãos como inimigos dos seus deuses, fez um caso de honra e de religião exterminá-los do mundo. Isto deu lugar à sexta perseguição, que foi uma das mais cruéis. À Igreja de Esmirna coube a sorte de ser um dos primeiros teatros dela.
O procônsul Estácio Quadrato deu princípio à perseguição, mandando lançar às feras doze cristãos de Filadélfia. Pertencia a este número São Garmânico, valoroso herói, cuja constância fez de tal sorte irritar os gentios que daí por diante só reclamavam a morte de todos os confessores de Cristo, pedindo em primeiro lugar a de Policarpo.
Quis o Santo conservar-se na cidade, sem fazer caso destes clamores; teve porém de ceder às reiteradas instâncias dos cristãos, que o esconderam numa casa de campo, onde afinal poucos dias esteve.
Três dias antes de o prenderem, teve o Santo Bispo uma visão em sonhos, na qual lhe pareceu arder a almofada sobre que reclinava a cabeça. Logo que despertou, fez juntar os fiéis e disse-lhes: - «Estai certos que dentro de poucos dias hei-de ser queimado vivo. Dêmos para todo o sempre graças ao nosso dulcíssimo Jesus, que nos quer fazer merecedor da coroa do martírio».
No dia seguinte apareceu a casa cercada de soldados. Achava-se o Santo em oração no andar superior, e, ouvindo o barulho dos guardas, ofereceu-se ao Senhor como vítima. Concluída esta súplica, desceu muito alegre e, saudando com extremada cortesia o oficial que comandava a força, declarou-lhe quem era e pediu-lhe que ele e a sua gente entrassem e descansassem um pouco. Depois ordenou que lhes servissem de comer e foi continuar a sua oração.
Ficaram atónitos o oficial e os soldados ao verem tanta serenidade e tanta doçura, e encantados pela majestosa presença daquele ancião venerando; todavia cumpriam ordens, e por isso, embora já com dor geral, tinham de desempenhar a sua missão. Ao amanhecer fizeram que o Santo montasse num jumento para ir a Esmirna.
Pouco antes de entrar na cidade, encontrou-se com o Corregedor e seu pai Nicetas, que iam de passeio. Instaram estes com ele, obrigando-o a subir para o coche em que iam. E tentaram persuadi-lo, com  as razões mais fortes, a sacrificar aos deuses e obedecer às ordens do Imperador.
O Santo Bispo indignado, respondeu-lhes tão resoluta e briosamente que eles o atiraram  fora do coche, e com tal violência que o feriram na queda.
Ao entrar no anfiteatro ouviu uma voz do céu que lhe dizia: «Ânimo, Policarpo, sê firme». Levaram-no perante o tribunal do Procônsul, o qual o exortou a que refletisse, que nem os seus anos nem a sua fraqueza poderiam tolerar o rigor dos tormentos e que o sujeitaria, se naquele mesmo instante não renegasse a Jesus Cristo.
Então o santo Velho, cobrando um vigor e tom de voz muito superior à sua avançada idade, respondeu: «Há 86 anos que sirvo o meu Senhor Jesus Cristo; como queres que eu O renegue a Ele, que me deu a vida, que é meu Criador, meu Salvador e meu Pai, árbitro da minha sorte eterna, que há-de julgar a todos os homens, e a quem devo todo o meu amor, todo o meu reconhecimento, todo o meu respeito?».
Irritado o Procônsul com uma resposta que não esperava, ameaçou-o em lançá-lo ás feras:
«Confiado no meu Senhor Jesus Cristo, respondeu o santo, não temo nem as feras,  nem o fogo, nem o ferro». Ouvindo o povo estas palavras, começou de gritar enfurecido: "Visto ele dizer que não teme o fogo, seja queimado vivo".
Prepararam logo uma fogueira e nela arrojaram Policarpo que com semblante alegre e olhos fitos no céu se oferecia a Deus em holocausto. As chamas, rodeando-o brandamente e erguendo-se por sobre a sua cabeça em forma de pavilhão, nenhum dano lhe causaram.
Mais irritados ainda os pagãos com este prodígio, feriram-no com uma espada. O sangue que manou da ferida apagou o fogo. deste modo acabou Policarpo a sua gloriosa carreira. Este martírio foi desde logo celebrado por toda a Igreja.
A  França venera-o como um dos seus apóstolos, pois a ele deve Santo Ireneu, bispo de Lião, São Benigno, bispo de Langres,  e ainda Santo Tirso e Santo Andéolo, que foram seus discípulos.
O glorioso martírio de São Policarpo foi pelo ano de 155.
 
 
Do Livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.
 
RAFAELA IBARRA, Beata
Fundadora (1843-1900)
 

A 30 de Setembro de 1984, o Santo Padre João Paulo II elevou às honras dos altares com o título de beata uma senhora espanhola chamada Rafaela Ibarra. Assistiram, à cerimónia civis e religiosas de Espanha, entre as quais, o Presidente e Vice-Presidente do Senado, o bispo e o Presidente da Câmara de Bilbau, terra da naturalidade desta heroína do bem. Estiveram também presentes muitos dos seus sucessores: netos, bisnetos e trinetos, que entregaram ao Santo padre uma rica caixa com relíquias da sua santa predecessora. Na concelebração participou um sobrinho-neto, Padre Afonso Urquijo, capuchinho, e fizeram a primeira comunhão, que receberam das mãos do papa, cinco trinetos!

Rafaela nasceu a 16 de Janeiro de 1843, em Bilbau, numa família de ricos industriais. Casou com D. José de Vilallonga, industrial ativo  e empreendedor, primeiro presidente dos Altos Fornos da Biscaia. Neste lar verdadeiramente feliz, onde todos eram um só coração e uma só alma, nasceram sete filhos.

O amor de Jesus levou D. Rafaela dar-se sem limites aos outros, segundo o pensamento da sua compatriota, santa Teresa de Jesus:

O sinal mais certo de que alguém possuí o amor de Deus, é ver se tem amor ao próximo. Estes dois amores nunca andam separados um do outro. Ah! Se compreendêssemos bem quanto importa esta virtude da  caridade para com o próximo, não teríamos outra preocupação a não ser a da caridade!”

O seu coração era o abrigo de todos os necessitados que a ela acudiam, chamando-lhe a Mãe. Visitava as cadeias de mulheres, maternidades e casas pobres.

Ao ver tantas raparigas perdidas e tantas mães solteiras, desamparadas, sem abrigo nem dinheiro, procurou uma Congregação Religiosa que se dedicasse a este apostolado. Não a tendo encontrado, em obediência aos seus diretores espirituais, fundou o Instituto dos Santos Anjos da Guarda. As Irmãs desta nova Congregação haviam de ser como Anjos da Guarda dessas pobres raparigas. A Obra depressa se propagou por Espanha, América Latina e Roma, devido ao zelo e iniciativa da «Santa Mãe», como lhe chamavam. Muito ansiava ela professar da sua Congregação, mas nunca o conseguiu. Foi fundadora de uma Obra, à qual não pertenceu.

O ano de 1898 foi dolorosíssimo para Rafaela. No curto espaço de um mês, faleceram-lhe o marido, animador e colaborador de todo o seu apostolado, e a nora, esposa do seu filho mais velho, Mariano, deixando-a com seis filhos, o menor com três meses. Para cuidar dos netos, uma vez mais o seu coração de mãe teve de renunciar a professar no seu instituto.

Mãe dos seus filhos, e agora também mãe dos netos, como já antes fora mãe dos sobrinhos, que ficaram órfãos da sua irmã Rosário: mãe das inúmeras jovens que ajudou e amparou; mãe das religiosas do seu Instituto.

Faleceu a 23 de fevereiro de 1900, na alvorada do novo século, na sua casa de La Cava.

Na homilia da beatificação disse o santo Padre: “ Quantas pessoas beneficiaram da sua capacidade de doação por Cristo! Quantas, diante da sua amabilidade para com o necessitado, não sabiam chamar-lhe senão A Mãe?

Ela, a partir da sua acomodada posição, soube olhar com sensibilidade humana e cristã para a sociedade do seu tempo. Daí nasceriam diversas iniciativas de carácter social e apostólico, que levam a sua ação a hospitais, casas de maternidade, cárceres de mulheres e jovens sem trabalho ou em perigo moral. Precisamente para a defesa e promoção humana e cristã das jovens, criara o Instituto dos Santos Anjos da Guarda”.

 
 
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  • Nossa Senhora de Fátima, pediu aos Pastorinhos:
  • “REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS”






  • Tero1 - Cpia
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  • NOTA:
  • Como decerto hão-de ter reparado, são visíveis algumas mudanças na apresentação deste blogue (que vão continuar… embora não pretenda eu que seja um modelo a seguir, mas sim apenas a descrição melhorada daquilo que eu for pensando dia a dia para tentar modificar para melhor, este blogue). Não tenho a pretensão de ser um “Fautor de ideias” nem sequer penso ser melhor do que outras pessoas. Mas acho que não fica mal, cada um de nós, dar um pouco de si, todos os dias, para tentar deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos, quando nascemos e começamos depois a tomar consciência do que nos rodeia. No fim de contas, como todos sabemos, esta vida é uma passagem, e se Deus nos entregou o talento para o fazer frutificar e não para o guardar ou desbaratar, a forma que encontrei no “talento” de que usufruo, é tentar fazer o melhor que posso, aliás conforme diz o Evangelho.

    Assim, a principiar pela imagem principal, a partir de hoje, e se possível todos os dias, ela será modificada mediante o que eu for encontrando passível de aproveitamento para isso. A partir de Quarta-feira de Cinzas, acrescentei mais 2 páginas (uma que vigorará só na Quaresma e outra que será diária) – São elas VIVER A QUARESMA e ENCONTRO DIÁRIO COM DEUS e, por conseguinte haverá mais 2 números a incluir que serão o 7 e o 8.
  • (sendo a Pág. 1Vidas de Santos; Pág. 2O Antigo Testamento; e Pág. 3O Papado – 2000 anos de história). Além disso, semanalmente (ao Domingo e alguns dias santificados – quando for caso disso –) a Pág. 4A Religião de Jesus; e a Pág. 5 - Salmos) e, ainda, ao sábado, a Pág. 6In Memorian.

  • Outros assuntos que venham aparecendo emergentes dos acontecimentos que surjam tanto em Portugal, como no estrangeiro; e, ainda, alguns vídeos musicais (ou outros) que vão sendo recolhidos através do Youtube e foram transferidos para o meu canal “antónio0491” que se encontra inserido logo após o Título e sua descrição.

    Registe-se também que através de Blogs Católicos, União de Blogs Católicos, etc., estou inscrito em muitos blogs que se vão publicando em Portugal, Brasil, e outros países, que, por sua vez, também publicarão este blogue. Há ainda mais algumas alterações que já fiz e vou continuando a efetuar na parte lateral do blogue, retirando ou colocando vários complementos.

    Como também já deve ser do conhecimento de muitos, encontro-me inscrito na rede social, Google + Facebook, e outros, individualmente e, também ali poderão encontrar este blogue. O meu correio electrónico foi modificado e será inscrito no início de cada página (pelo menos na primeira, de cada dia).


    Para terminar, gostaria de que os meus leitores se manifestassem, bastando para tal marcar o quadrado que entendam, que segue sempre abaixo de cada publicação, como aliás eu faço, relativamente aos blogues que vou vendo sempre que me é possível, com o que ficaria muito grato
    Desculpem e Obrigado mais uma vez – António Fonseca

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    Localização geográfica da sede deste Blogue, no Porto
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    http://confernciavicentinadesopaulo.blogspot.com
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  • Meus endereços:
  • Nome do blogue: SÃO PAULO (e Vidas de Santos)
  • Endereço de Youtube: antonio0491@youtube.com
  • António Fonseca
  • Nº 1569-3 - A VIDA DOS PAPAS DA IGREJA CATÓLICA - (67) - 23 de Fevereiro de 2013

    Nº 1569 - (3)

    BOM ANO DE 2013

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    Caros Amigos:

    Desde o passado dia 11-12-12 que venho a transcrever as Vidas do Papas (e Antipapas)

    segundo textos do Livro O PAPADO – 2000 Anos de História.

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    INOCÊNCIO IV

    Inocencio IV

    Inocêncio IV

    (1243-1254)

    Foram 21 meses de sede vacante, até que o imperador Frederico II manda libertar os dois cardeais que tinha aprisionado e o conclave reúne em Anagni, onde, em 25 de Junho de 1243, foi eleito por unanimidade o cardeal Sinibaldo, que tomou o nome de Inocêncio IV.

    Frederico II escreve ao papa a felicitá-lo pela eleição, tentando cativá-lo, mas Inocêncio IV não se deixa enganar e exige-lhe que ponha em liberdade os prelados que tinha em seu poder e suplicando que acabe com a guerra injusta que mantinha contra a Igreja. A atuação do papa foi coroada de êxito, pois em 31 de Março de 1244, os plenipotenciários imperiais vieram a Roma jurar solenemente a paz com a Igreja.

    Três meses depois, o imperador convida o papa para um encontro em Sutri, que Inocêncio aceita, mas ao chegar a Sutri verifica que se trata de uma armadilha para se apoderarem dele e vai imediatamente refugiar-se em França. Esta fuga comoveu todo o povo cristão e foi má para Frederico II pois a sua tentativa contra o papa demonstrou falta de honradez e dignidade.

    Em França, Inocêncio IV convoca um concílio para Lyon, que tem início a 23 de Junho de 1245, com a presença de 150 bispos, na sua maioria franceses e da Península Ibérica e alguns convidados de honra, entre eles o príncipe D. Afonso, irmão do rei de Portugal, Sancho I.

    O papa inicia a primeira sessão enumerando os cinco sofrimentos que o afligiam: os pecados dos eclesiásticos; a perda definitiva de Jerusalém; as angústias do Império Latino de Constantinopla: a entrada dos mongóis  na Europa Oriental; a perseguição de Frederico II contra a Igreja, acusando-o de heresia, aliança com os infiéis, desrespeito pelos tratados acordados e perjúrio.

    Depois de uma espera de alguns dias, Frederico II foi declarado incurso em excomunhão e destituído dos seus títulos de rei da Alemanha e de Imperador de Roma.

    Frederico reage brutalmente , como era seu hábito, e aumenta a perseguição à Igreja, principalmente contra os frades franciscanos e dominicanos, mas, pouco depois, vê-se deposto pelos príncipes alemães, que elegem, em seu lugar, Henrique Landgrave.

    Também o nosso rei D. Sancho II, que lutava encarniçadamente contra o clero e não respeitava a imunidade eclesiástica, se viu condenado pelo papa. Em, Fevereiro de 1245, Inocêncio IV ordena a separação de D. Sancho  e de D. Mécia Lopez de Haro, por terem casado sem dispensa de consanguinidade.

    D. Sancho não acata a sentença e continua a lutar com o clero, pelo que o papa publica, em Março de 1245, a bula Inter alia desiderabilis, responsabilizando o rei pela anarquia em Portugal. Depois, ouvidos alguns bispos portugueses, no Concílio de Lyon, declara D. Sancho II rex inutilis e publica uma bula em 21 de Julho de 1245, pela qual depõe D. Sancho e entrega o reino a seu irmão, D. Afonso, que estava, então, à frente do condado de Bolonha.

    Entretanto, durante a sua permanência em França, o próprio rei São Luís dispõe-se a chefiar a nova cruzada, para cumprir um voto que fizera.

    A cruzada sai de Marselha em Junho de 1248, dirige-se ao Egipto, reconquista Damieta, mas, logo a seguir, o rei é feito prisioneiro e tem de se pagar um elevado resgate para o soltarem. Dirigem-se depois para a Terra Santa, mas São Luís é surpreendido com a notícia da morte de sua mãe, D. Branca, que ficara como regente na sua ausência e vê-se obrigado a regressar em França.

    Finalmente, depois de três anos de ausência, Inocêncio IV, regressa a Roma, já pacificada, onde se dedicou aos problemas internos da Igreja e à ação missionária na Prússia, Rússia e Arménia.

    Pouco tempo teve para trabalhar, pois, chegado a Nápoles, onde foi recebido em triunfo, adoeceu, vindo a falecer nesta cidade.

    Com a sua capacidade de intelectual, escreveu um livro sobre as decretais e deixou vários escritos sobre os poderes da Igreja.

    O seu pontificado ficou, de certo modo, manchado por ter permitido, pela bula Ad extirpanda, o emprego de torturas contra os hereges, com a condição de serem aplicadas pelo «braço secular» e sem chegar à perda de nenhum membro e muito menos à morte.

    Durante o pontificado de Inocêncio IV deu-se a reconquista definitiva de Portugal aos mouros, com a campanha levada a efeito no Algarve, em 1249, com D. Afonso III a conquistar Faro, Albufeira, Porches e Silves.

     

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    ALEXANDRE IV

    Alexandre IV

    Alexandre IV

    (1254-1261)

    Os cardeais eleitores, reunidos em Nápoles, elegeram em 12 de Dezembro de 1254, o cardeal Rinaldo di Conti, que tom ou o nome de Alexandre IV.

    Homem piedoso, não tinha a energia do seu antecessor. Débil e vacilante, deixou diminuir a influência do papado. Gregorovius apresenta-o como «um papa avesso a guerras e bondoso, justo e temente a Deus, mas débil».

    Para dificultar a sua atuação, Roma era palco de tumultos devido à prepotência de Brancaleone, apoiado por Manfredo, filho bastardo de Frederico II. O papa, temeroso, vendo o perigo, refugia-se em Anagni e em Viterbo, de onde lança a excomunhão sobre Manfredo, que, entretanto, se tinha apoderado da Sicília, violando os direitos da Santa Sé.

    A seguir, dá-se a queda de Brancaleone e o papa regressa a Roma, mas vê-se obrigado a refugiar-se outra vez em Viterbo, onde veio a falecer.

    No seu pontificado surgiu em Perúsia o fenómeno místico dos flagelantes, que se estendeu a Roma e depois a quase toda a Itália, Alemanha e Polónia. Tratava-se de uma confraria que pretendia honrar a Paixão de Cristo e expiar os pecados do mundo.

    Quando o movimento começou a desaparecer, surgiram doutrinas extremistas e até heresias, advogando um falso misticismo, como o de Frei Gerardo de Borgo, que, ao escrever o Liber introductoris ad Evangelium Aeternum, foi condenado por Alexandre IV, e é a pedido do papa que Santo Alberto Magno escreve De unitate intelectus, contra a agitação provocada pelos escritos de Avicena. No mesmo intuito de lutar contra as heresias, autorizou a Inquisição em França, a pedido do rei São Luís.

    Durante o seu pontificado aprovou a nova Ordem Religiosa dos Servitas, fundada em 1233, em Florença, por sete ricos comerciantes que repartiram os seus bens pelos pobres e passaram uma vida de oração, vivendo de esmolas. O nome vem do facto de se terem consagrado de um modo especial a honrar as dores da Santíssima Virgem, como seus servos.

    Apareciam, por essa altura, diversas congregações de eremitas e Alexandre IV, para lhes dar unidade e estabilidade, reunia-as numa só ordem religiosa sobre a Regra de Santo Agostinho, dependendo diretamente da Santa Sé, com o nome de «Agostinha».

    Alexandre IV desenvolveu grande atividade missionária, procurando reatar a união com a Igreja do Oriente.

    Mesmo falho de energia no campo político, Alexandre IV teve ação positiva no campo espiritual e eclesiástico.

     

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    Continua:…

    Post colocado em 23-2-2013 – 10H30

    ANTÓNIO FONSECA

    Nº 1570-8 - Encontro diário com Deus - Sábado - 23 de Fevereiro de 2013

    Nº 1570-8

    Do livro Encontro diário com Deus – Editora Vozes – Petrópolis - http://www.vozes.com.br

    Pensamento do Dia

    Ajuda teu semelhante a levantar a carga, porém não a carregá-la.

    Pitágoras

     

    Bom Pai, como é bom voar e voar alto, livre do peso dos pecados e infidelidades!

    Como é gratificante ouvir sua voz, encorajando-nos a jogar longe os nossos erros!

    Como é gostoso mergulhar num céu de estrelas, longe dos pecados que trazem infelicidade e morte!

     

    Frei Felipe Gabriel Alves, OFM

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    NOTA:

    Este livro foi adquirido em 11-2-2013 por mim, e, apesar de:

    Todos os direitos reservados.

    Julgo não estar a utilizar abusivamente parte dos textos ali publicados, para os editar diariamente no meu blog.

    Se, no entanto, a Editora entender que não os devo publicar, agradeço que me informem de imediato, através do meu endereço:

    http://confernciavicentinadesopaulo.bloghspot.com – Blogue SÃO PAULO (e Vidas de Santos)

    Já que apenas tenho o intuito de dar a conhecer os Pensamentos do Dia, aos meus leitores, dando sempre o nome dos Autores dos mesmos, e, colocando sempre a hiperligação anunciada: http://www.vozes.com.br.

    Obrigado e desculpem.

    ANTÓNIO FONSECA

    Nº 1570-7 - REZAR NA QUARESMA - 2ª Semana - Sábado - 23 de Fevereiro de 2013

    1570-7

    edisal@edisal.salesianos.pt

    http://www.edisal.salesianos.pt/

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    23 de FEVEREIRO de 2013

    2º SEMANA DA QUARESMA

    (SÁBADO)

    Mateus 5, 43-48

    Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito.

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    Fomos educados a achar que isto da fé, da relação com deus, do amor à maneira de Jesus Cristo

    era bom mas não era para levar demasiado a sério.

    Fomo-nos resignando à mediania, a viver uma fé sem entusiasmo, uma fé periférica.

    Por isso nos choca tanto o apelo que Jesus faz a uma entrega radical à causa do Evangelho.

     

    »»»»»»»»»»

    Põe as tuas mãos sobre mim.

    Que o teu toque me cure

    da mediocridade, da resignação, da apatia.

    Que o teu amor me devolva

    a vontade de sonhar com uma vida

    mais cheia de amor e santidade, mais cheia de Ti.

     

    Digitalizar0014

    NOTA:

    Adquiri no dia 11 de Fevereiro no JORNAL VOZ PORTUCALENSE, este livrinho “REZAR NA QUARESMA – Ano C” que menciona na sua pós-capa, o seguinte:

    A Quaresma é um tempo para dar mais qualidade à vida.

    Para encontrar de uma forma fresca e nova o Jesus dos evangelhos.

    Este livro é um convite a fazeres desta Quaresma um caminho que leva à mudança,

    à liberdade interior, a uma fé mais feliz.

    Em cada dia da Quaresma encontras duas páginas que contêm:

    • Uma citação bíblica usada na liturgia desse dia;
    • Uma frase bíblica em destaque;
    • Uma imagem para te ajudar a pensar;
    • Uma meditação que faz a ponte entre a Bíblia e a tua vida;
    • Uma proposta de oração.

    Não tenhas medo desta aventura da fé

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    Conforme tenho dito e escrito aqui neste 3 últimos anos, creio que não estou a ir além do permitido, ao incluir neste meu blogue as referidas leituras e imagens (que certamente não estarão tão bem impressas como no referido livro) – desde que faça alusão à sua publicação através das Edições Salesianas, mesmo até porque este blogue embora seja público, não deverá (com muita pena minha), alcançar grande número de leitores, apesar de servir talvez, por isso mesmo, para fazer um pouco de propaganda para o referido livro poder ser adquirido por mais gente… penso eu.

    Dai que, durante este período de Quaresma, eu tenha decidido efetuar aqui a transcrição dos textos diariamente, sob a forma acima expressa, pelo que solicito a devida vénia às Edições Salesianas.

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    António Fonseca

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    Nº 1570–6 - IN MEMORIAN do Pde Mário Salgueirinho - 23 de Fevereiro de 2013

    Nº 1570-6
    (Post para publicação em 23 de Fevereiro de 2013 – 10,30 h).
    (Pde Mário Salgueirinho Barbosa)
    Padre Mário Salgueirinho foi para todos nós um ser humano exemplar, uma pessoa marcante e ficam definitivamente as nossas vidas mais pobres sem o seu carácter, bondade e sabedoria.
    Que descanse em paz com as honras do Senhor.
    18\06\1927 - 29\10\2011
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    Do livro “Caminhos da Felicidade”
    O PEQUENO COFRE
    Conta certo escritor que quando era criança lhe ofereceram um pequenino cofre encantador. Aí ia lançando as moedinhas que familiares e amigos lhe iam dando.
    Mas o mealheiro tinha uma particularidade caprichosa. Ninguém o podia abrir pela parte de fora. Só podia ser aberto por dentro. Uma insólita e refinada engenhoca fazia com que o cofre abrisse apenas quando estivesse totalmente cheio. As moedas iam caindo e enchendo, enchendo, até tocar um ponto que disparava e abria, despejando o dinheiro nas mãos inquietas da criança.
    Todos os dias o pequeno olhava com certa tristeza e curiosidade o seu cofrezito sobre o armário. E o pai do miúdo observava muitas vezes esse olhar ansioso do filho.
    Certo dia, o pequenito regressou da escola inesperadamente e deu com o pai debruçado sobre o mealheiro a meter moedas grandes e pequenas para enchê-lo mais rapidamente e antecipar o momento da abertura, a hora de alegria e felicidade para o filho cansado de esperar.
    E o filho nunca mais esqueceu aquele gesto de amor de seu pai…
    Nós temos um pai muito mais generoso e criativo que procede connosco de forma semelhante.
    Sem vermos, no silêncio da sua obra de amor, Deus vai enchendo o nosso cofrezinho da vida com dons e talentos e ajudas valiosas de toda a espécie, para proporcionar-nos momentos de felicidade, sobretudo a alegria de verificar um dia quanto de valor guardava a nossa vida.
    Só um dia descobriremos a generosidade espantosa de Deus na vida de cada um de nós.
    Só um dia compreenderemos que nossas palavras, nossos actos frágeis frutificaram  porque a mão de Deus invisivelmente colaborou connosco como aquele pai, para atingirmos a plenitude…
     

    Porto, Dezembro de 1998
    Mário Salgueirinho
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    Do livro “Dar é receber”
    FORÇA DE VONTADE
    As crianças têm por vezes atitudes e palavras excelentes como estas.
    Uma pequenita que anda muito bem de bicicleta queria que uma sua amiga mais velha aprendesse também. Perante o receio da amiga, a pequena disse: – Não tenhas medo. É preciso força de vontade. Vês estas marcas que tenho nos joelhos? Se não as tivesse não teria aprendido.
    Boa verdade! Nada se consegue de positivo, sem tombos, sem arranhões, sem luta, sem sacrifício.
    Quantas marcas negras, quantas cicatrizes lavradas no corpo ou na alma de tanta gente para conseguir um objetivo.
    Tantos esposos sacrificados um pelo outro para serem felizes. Tantos pais sacrificados pela educação dos filhos. Tantos amigos sacrificados pelos amigos!
    Quantas marcas negras de desilusões e fracassos, de quedas e recomeço; quantas cicatrizes na alma dos que tiraram os seus cursos com pouco dinheiro, com má alimentação, com viagens longas, com ambiente degradado.
    Quanta gente com a alma eivada de cicatrizes indestrutíveis, invisíveis aos nossos olhos, mas que são medalhas das suas vitórias em tantas e tantas batalhas da vida.
    Mas por detrás de todas essas marcas no corpo e na alma está a força da vontade para vencer o desanimo, que tantas vezes arrasa, para vencer o fracasso e recomeçar, para levantar das quedas dolorosas e frustrantes que vão surgindo ao longo do caminho da vida.
    Porto, Dezembro/2003
    Mário Salgueirinho
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    A publicar em:
    23-Fevereiro-2013 - 10,30 horas
    António Fonseca