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quarta-feira, 6 de março de 2013

Partilhar ou Compartilhar - 6 de Março de 2013

Do site: http://es.catholic.net/santoral

A força milagrosa de compartilhar
Cada um de nós pode pôr alguma das nossas virtudes ao serviço dos outros e o resultado pode ser espetacular.

 

Certo dia, chegou a uma aldeia um homem e pediu em várias casas para comer, mas as pessoas diziam-lhe  que não tinham nada para lhe dar. Ao ver que não conseguia seu objetivo, mudou de estratégia. Chamou uma dona de casa para que lhe desse algo de comer.


- "Boas tardes, minha Senhora. ¿Dá-me algo para comer, por favor?"
- "Sinto muito, mas neste momento não tenho nada em casa", disse ela.
- "Não faz mal. Eu tenho aqui uma pedra na minha mochila e se a Senhora me arranjar uma panela de água quente, eu faria a melhor sopa do mundo.
- ¿Com uma pedra vai fazer você. uma sopa? ¡Está a brincar comigo?

- Não, em absoluto, Senhora, prometo-lhe. Dê-me uma panela grande, por favor, e eu lhe mostrarei."


A mulher procurou a maior panela que tinha e colocou-a no meio do terraço. O estranho preparou uma fogueira e pôs em cima a panela com água. Quando a água começou a ferver já estava todo toda a vizinhança em volta do  estranho que, após deixar cair a pedra na água, provou coma colher exclamando:

- ¡Deliciosa! O único que necessita são unas batatas".


Uma mulher foi de imediato buscar algumas a casa. O homem provou de novo a sopa, que já sabia muito melhor, mas achou que faltava um pouco de carne.

Outra mulher correu a sua casa buscar um pouco de carne.

E com o mesmo entusiasmo e curiosidade se repetiu a cena ao pedir umas verduras e sal.

Por fim pediu: "¡Tragam-me uns pratos para todo o mundo!".


As pessoas foram a suas casas buscá-los e até trouxeram pão e frutas.

Logo se sentaram todos a saborear a esplêndida comida, sentindo-se extremamente felizes em compartilhar, pela primeira vez, sua comida.


E aquele homem estranho desapareceu deixando-lhes a milagrosa pedra, que poderiam usar sempre que quisessem fazer a mais deliciosa sopa do mundo.


Moralidade:

Com a cooperação se alcançam resultados notáveis, mesmo quando se parta de contribuições pequenas, ou inclusive insignificantes. Esta é a força milagrosa que tem o COMPARTILHAR.

Cada um de nós pode pôr alguma das nossas virtudes ao serviço dos outros e o resultado pode ser espetacular.

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Post colocado em 6-3-13  -  18H15

 

ANTÓNIO FONSECA

Nº 1581- (2) - O ANTIGO TESTAMENTO - DEUTERONÓMIO (11) - 6 de Março de 2013

6 de Março de 2013
antoniofonseca1940@hotmail.com
2013

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Distribuição das Tribos em ISRAEL

Nº 1581

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Caros Amigos:
Ver por favor a edição de, 12 de Novembro, deste Blogue.

Resolvi simplesmente começar a editar o ANTIGO TESTAMENTO que é composto pelos seguintes livros:
GÉNESIS, ÊXODO, LEVÍTICO, NÚMEROS (Estes já estão…) – Faltam apenas 1030 páginas…(mais ou menos) - Sejamos optimistas.
DEUTERONÓMIO, constantes do PENTATEUCO; JOSUÉ, JUÍZES, RUTE, 1º E 2º de SAMUEL, 1º e 2º Reis, (2) CRÓNICAS (paralipómenos), ESDRAS, NEEMIAS, TOBIAS, JUDITE, ESTER, 1º E 2. MACABEUS (Livros históricos); JOB, SALMOS, PROVÉRBIOS, ECLESIASTES, CÂNTICO DOS CÂNTICOS, SABEDORIA, ECLESIÁSTICO (Livros Sapienciais ); ISAÍAS, JEREMIAS, JEREMIAS – Lamentações, BARUC, EZEQUIEL, DANIEL, OSEIAS, JOEL, AMÓS, ABDIAS, JONAS, MIQUEIAS, NAUM, HABACUC, SOFONIAS, AGEU, ZACARIAS e MALAQUIAS (Profetas).
SÃO APENAS POUCO MAIS DE 40 LIVROS = 1260 PÁGINAS … (coisa pouca…)
Poderei porventura dar conta do recado? Se calhar, não!
Só Deus o sabe e decerto providenciará o que lhe aprouver!
SEI: que é uma tarefa ciclópica, impossível., etc., para os meus 73 anos (*) . Desconheço se conseguirei executar esta tarefa e sei os limites que poderão antepor-se-me, mas CREIO EM DEUS TODO-PODEROSO que não me desamparará em ocasião alguma.
Com Fé e perseverança tudo se consegue e portanto irei até onde Deus me permitir, rezando todos os dias para que eu possa Evangelizar com os meios que tenho à disposição, durante o tempo que Deus Nosso Senhor Jesus Cristo entender.
Se o conseguir, darei muitas Graças a Deus
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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos,o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:
IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.
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Nº 1581 - 2ª Página

6 de Março de 2013

ANTIGO TESTAMENTO

DEUTERONÓMIO
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Mapa antigo de Israel

DEUTERONÓMIO

Segundo Discurso de MOISÉS

11  -  PROMESSAS E AMEAÇAS – «Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, e observar+as sempre as Suas leis, os Seus regulamentos e preceitos. Reconhecei hoje, – porque não falo aos vossos filhos que nada conhecem e nada viram – (reconhecei) os ensinamentos do Senhor, vosso Deus, a Sua grandeza, o poder da Sua mão e o vigor do Seu braço; no Egipto, contra o Faraó, rei do Egipto, e contra todo o seu país; o que Ele fez ao exército egípcio, aos carros e à sua cavalaria, como os submergiu nas águas do mar dos Juncos, quando vos perseguiam, e o Senhor os fez desaparecer para sempre; o que Ele fez por vós no deserto, até chegardes a este lugar; o que fez a Dathan e Abiram, filhos de Eliab, descendentes de Ruben, quando a terra, abrindo o seu seio, os engoliu na presença de todo o Israel, com as suas famílias, as suas tendas e todos os seres vivos que os seguiam. Os vossos olhos viram todas as grandes obras realizadas pelo Senhor!

Guardai, pois, os mandamentos que hoje vos dou, para que sejais fortes e entreis na posse da terra que ides conquistar. Então, vivereis longos dias na terra que o Senhor jurou dar aos vossos antepassados, assim como à sua posteridade, terra onde corre o leite e mel. A terra em que vais entrar para a possuir não se parece com a terra do Egipto donde saíste; lá, tinhas de semear o teu grão e de o regar com a ajuda do teu pé, como se rega uma horta. A terra que ides conquistar é um país de montanhas e de vales, impregnado das chuvas do céu, Uma terra pela qual o Senhor, teu Deus, vela e sobre a qual os Seus olhos estão continuamente voltados desde o começo do ano até ao fim. Se obedecerdes às leis que vos imponho amando o Senhor, vosso Deus, servindo-O com todo o vosso coração e com toda a vossa alma, o Senhor derramará sobre a vossa terra a chuva no seu tempo, chuva de Primavera e chuva de fim de Outono, e farás a colheita do teu trigo, do teu vinho e do teu azeite (Tgo 5, 7). Fará crescer a erva no teu campo para o teu gado, e viverás na abundância. Cuidai para que o vosso coração não ceda à sedução e sejais infiéis a ponto de servir outros deuses e de lhes prestardes culto. A cólera do Senhor inflamar-se-ia contra vós e Ele fecharia os céus: a chuva deixaria de cair, a terra recusar-vos-ia o seu fruto e vós desapareceríeis rapidamente da boa terra que o Senhor vos destina (Ap, 11, 6).

Gravai, pois, as palavras no vosso coração e no vosso pensamento: atai-as aos vossos braços como um símbolo, e trazei-as como um frontal entre os vossos olhos. Ensinai-as aos vossos filhos, repetindo-as sem cessar quando estiverdes em casa ou de viagem, ao deitar e ao levantar. Escreve-as nos pilares da tua casa e nas tuas portas. Então, a durabilidade dos vossos dias e as dos vossos filhos, no solo que o Senhor jurou dar a vossos pais, será igual à durabilidade do céu que está por cima da terra.

Sim, se cumprirdes convenientemente toda esta lei que vos prescrevo, amando o Senhor, vosso Deus, andando sempre nos Seus caminhos e permanecendo-Lhe fiéis, o Senhor expulsará da vossa presença todas as nações e submetereis povos maiores e mais fortes do que vós. Toda a região que for pisada pela planta dos vossos pés, pertencer-vos-á: o vosso território estender-se-á desde o deserto até ao Líbano e desde o rio Eufrates até ao mar ocidental. Ninguém vos poderá resistir; o Senhor, vosso Deus, espalhará o terror por todos os lugares onde puserdes o pé como vos afirmou. Vede, proponho-vos hoje a bênção ou a maldição: a bênção, quando obedecerdes aos mandamentos do Senhor, vosso Deus, que hoje vos prescrevo; e a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Senhor, vosso Deus, e vos afastardes do caminho que hoje vos mostro, para seguirdes deuses estrangeiros que não conheceis.

Quando o Senhor, teu Deus, te instalar no país que vais conquistar, proclamarás a bênção sobre o monte Garizim e a maldição sobre o monte Hebai. Estas montanhas estão além do Jordão, do outro lado do caminho que desce para o ocidente, na província dos cananeus que habitam na Planície, em frente de Ghilgal, próximo dos carvalhos de Moré (Gn 12, 6). Ides, pois, passar o Jordão e conquistar a terra que o Senhor, vosso Deus, vos dará. Apossar-vos-eis dela e ali habitareis. Cuidareis, então, de pôr em prática todas as leis e todos os preceitos que hoje vos proponho».

 

Tábuas da Lei - Moisés

O Dez Mandamentos
 
 

Discursos de Moisés durante o Êxodo e Apêndice relatando a fim da sua atuação e a sua morte, antes de chegar à Terra Prometida

 

Textos do LivroDEUTERONÓMIOdo ANTIGO TESTAMENTO

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6 de MARÇO de 2013 – 10.15 h
ANTÓNIO FONSECA

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http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt; http://bibliaonline.com.br/acf
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Nº 1581-1 - (65-13) - SANTOS DE CADA DIA - 6 de Março de 2013

antoniofonseca1940@hotmail.com

Nº 1581

6 de MARÇO de 2013

Bom

ANO D E 2 0 1 3


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Quaresma

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Nº 1581-1 - (65-13)


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I-Am-Posters

E U S O U

AQUELE QUE SOU

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Nº 1581-1 – (65-13)


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CÓNON, o jardineiro, Santo

Mártir (251)

Cónon, originário da Galileia, tinha-se retirado para a Panfília, para Magudo, onde cultivava um jardinzinho. Em consequência do martírio dos Santos Pápias, Diodoro e Claudiano, durante a perseguição de Décio (250-253), o prefeito Públio veio à região, deteve-se à entrada da cidade e mandou dizer aos habitantes que deviam reunir-se à sua volta. Toda a gente correspondeu ao apelo; todavia, um tal Naodoro, com um dos anciãos da cidade, pediu auxiliares para explorar os locais onde houvesse desconfiança de estarem pessoas escondidas. Organizou-se um, grupo de que fez parte um homem chamado Orígenes. Essa gente chegou a uma localidade onde Cónon tratava do seu jardim. Depois de o saudar, Orígenes disse-lhe: “O prefeito chama-o”. “Mas, para que precisa ele de mim?” – perguntou Cónon. “Não sou senão um estrangeiro e, acima de tudo, um cristão. Procure ele antes os que lhe são semelhantes, mas não um pobre homem como eu, que sofre e cultiva a terra”.

Ouvido isto, Naodoro manda prender Cónon ao seu cavalo e leva-o. O bom do homem não opõe qualquer resistência.

E Naodoro disse a Orígenes: “A nossa caçada não ficou sem fruto; esse, mais que todos os outros cristãos, bem terá que se justificar!”. Depois, chegando diante do prefeito, Naodoro mostra-lhe a sua presa: “Pela vigilância dos deuses, disse, seguindo a ordem do Todo-Poderoso, e graças à vossa boa fortuna, acaba de ser descoberto aquele que os deuses mais amam, o homem mais sujeito às leis e à ordem do grande rei!”.

Nessa altura, elevando a voz, Cónon exclamou com todas as forças: “Não, não é assim, porque eu obedeço ao grande rei que é Cristo”. E Orígenes disse: “Excelente prefeito, dando volta à cidade, não conseguimos, encontrar senão este velho num jardim”. O prefeito, dirigindo-se a Cónon, perguntou-lhe: “Quais são o teu país, a tua família e o teu nome?».

Cónon respondeu: “Sou de Nazaré na Galileia, a minha família é a de Cristo, a quem sirvo desde a infância e a quem reconheço como Deus supremo”. – “Se conheces a Cristo, diz o prefeito, reconhece também os nossos deuses e presta-lhes homenagem”.

Cónon, suspirando, elevioyu os olhos para o céu e disse: “Impio, como podes blasfemar assim a Deus supremo? Não, tu não me persuadirás a fazer o que dizes”.

Então o tirano mandou colocar pregos debaixo da planta dos pés de Cónon e ordenou que se pusesse a correr diante do seu carro. O santo atleta, sem proferir uma só palavra, entoou o salmo 39: «Esperei no Senhor com toda a confiança e Ele atendeu-me». Quando as forças lhe vieram a faltar, caiu de joelhos e disse a Deus: “Senhor, recebei a minha alma”, e expirou. Isto sucedeu pelo ano de 251.

Não se encontra nenhum vestígio do culto de São Cónon na Panfília: mas parece ter sido popularíssimo, como o provam, diversos conventos a que foi dado o se nome. O martirológio romano, a 6 de Março , testemunha que ele era também honrado na ilha de Chipre. 

 

Transcrição direta através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

OLEGÁRIO, Santo

Bispo (1060-1136)
 
No tempo em que Raimundo Berengário, conde de Barcelona, primeiro deste nome, enobrecia o principado da Catalunha com as famosas vitórias que alcançou dos mouros, nasceu em Barcelona, no ano de 1060, santo Olegário. Foram seus pais Olegário e Gila. ambos muito ilustres pela nobreza e pela piedade. Querendo dar ao menino uma educação correspondente ao nascimento e à religiosidade que os nobilitava, proporcionaram-lhe sábios mestres, que o instruíssem, tanto nas letras como na virtude.
Tinha Deus enriquecido Olegário com as mais belas disposições da natureza e da graça; e por isso foram grandes os progressos que fez nas ciências humanas, e maiores ainda na dos santos. Manifestou o ilustre jovem a sua inclinação para o estado eclesiástico, que desejava abraçar para se entregar inteiramente ao serviço do Senhor; e não querendo seus pais contraruiar-lhe tão excelente vocação, ofereceram-no a Deus por intercessão da ilustre mártir santa Eulália, na catedral de Santa Cruz, á qual fizeram doação duma rica propriedade que possuíam no condado de Vich.
Admitido entre os cónegos da referida catedral, aos dezassete anos de idade, tão rara virtude patenteou que foi nomeado pouco depois deão daquele cabido – honroso cargo em que se houve com toda a gravidade, circunspecção e sabedoria. Desejando, porém, novos aumentos de virtude, pensou em vida mais retirada e resolveu entrar para o mosteiro de Santo Adrião, que D. Beltrão, bispo de Barcelona, acabava de fundar para cónegos regulares de Santo Agostinho. Não decorreu muito tempo sem que os seus excelsos merecimentos o elevassem a prior daquela santa casa.
Quando o ilustre prior não pensava senão em santificar-se a si e aos seus súbditos, deu-se a morte de D. Raimundo, bispo de Barcelona, que exercia o cargo de legado apostólico do papa Pascal II, na expedição da Cruzada que o conde Berengário fazia contra os mouros nas ilhas de Maiorca, Minorca e Ibiza. Tratou o clero e o povo de proceder à eleição do novo prelado; e preparando-se com jejuns e preces, como então era costume em tais ocasiões, concordaram todos que Olegário fosse o sucessor do defunto bispo. Esta escolha foi agradável aos condes, universalmente aceite pelo clero e tão a contento do povo, que houve as mais festivas demonstrações de regozijo.
Olegário reprovou tão aplaudida eleição; e, resolvido a não aceitar aquela dignidade, fugiu secretamente para França durante a noite. O sentimento que em Barcelona causou a fuga do santo cobriu a cidade de luto. Partiu o conde para Roma com o tríplice intuito da nomeação do novo legado, da visita aos Lugares Santos, e de obter do papa que obrigasse Olegário a aceitar o bispado. Recaiu a nomeação do legado apostólico, em substituição do falecido D. Raimundo, no cardeal Bosso, sendo-lhe cometido o encargo especial de sagrar bispo o santo prior.
Constou ao cardeal que o nosso santo estava oculto no mosteiro de São Rufo; fazendo-o comparecer na sua presença, intimou-lhe o preceito do papa e sagrou-o imediatamente , sem atender aos seus rogos e lágrimas. Olegário foi modelo perfeito de prelados.
Para apagar inteiramente a memória dos bárbaros, que em muitos pontos da sua diocese tinham deixado um rasto de relaxação de costumes dos cristãos, fez a visita a todo o bispado, da qual resultou, não apenas reforma, mas transformação completa.
Tendo o conde Berengário recuperado Tarragona, dominada pelos mouros, e convencido do zelo de Olegário, que o podia auxiliar muito na reedificação da cidade, doou-lha para si e seus sucessores, em 1 de Fevereiro de 1117, desejando ver reintegrada a sua Sé nos direitos de metropolitana, ficando arcebispo Santo Olegário.
Por este motivo o santo seguiu logo para Roma, a fim de obter de Gelásio II a confirmação daquela nova promoção. Chegado à capital do orbe católico, o papa recebeu-o com demonstração do maior apreço, e confirmando a eleição, condecorou-o com  o pálio, insígnia dos metropolitas. tendo regressado a Espanha, restabeleceu a destruída igreja, criou cónegos e dispôs o necessário para a defesa dos cidadãos. Morto o papa Gelásio II, o seu sucessor Calisto II convocou um concílio geral em Roma, que foi o primeiro de Latrão, no qual se tratou da Cruzada para a reconquista da Terra Santa.
Olegário assistiu ao concílio e, como o conde de Barcelona representasse por seu intermédio que a Cruzada não era menos importante na Espanha que na Palestina, atenta a opressão que ali padeciam os cristãos, o sumo pontífice nomeou seu legado apostólico o santo bispo, para que com a sua autoridade favorecesse as expedições de Tortosa, Lérida e muitas outras terras que os bárbaros ocupavam.
Livre dos encargos desta legacia, que desempenhou com todo o zelo, produzindo por isso felizes resultados, fez uma viagem a Jerusalém, de regresso da qual estabeleceu a Ordem dos Templários, que depois se estendeu por todo o reino. Apesar da sua avançada idade, acedeu ao convite de Inocêncio II, sucessor de Calisto II, para a assistir ao concílio que o pontífice convocou em Clairmont.
Celebrou dois sínodos diocesanos, um depois duma grave enfermidade que o acometeu, e o outro no ano seguinte, durante o qual, recaindo enfermo, recebeu os últimos sacramentos com grande edificação de todos os que assistiram, e dando-lhes a sua bênção descansou no Senhor no dia 6 de Março do ano de 1136, tendo 76 anos de idade. O seu corpo foi trasladado para Barcelona. Foi Olegário canonizado pro Inocêncio XI em 1675.
 
 
Transcrição direta através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt
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  • Nossa Senhora de Fátima, pediu aos Pastorinhos:
  • “REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS”



  • Tero1 - Cpia
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  • NOTA:
  • Como decerto hão-de ter reparado, são visíveis algumas mudanças na apresentação deste blogue (que vão continuar… embora não pretenda eu que seja um modelo a seguir, mas sim apenas a descrição melhorada daquilo que eu for pensando dia a dia para tentar modificar para melhor, este blogue). Não tenho a pretensão de ser um “Fautor de ideias” nem sequer penso ser melhor do que outras pessoas. Mas acho que não fica mal, cada um de nós, dar um pouco de si, todos os dias, para tentar deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos, quando nascemos e começamos depois a tomar consciência do que nos rodeia. No fim de contas, como todos sabemos, esta vida é uma passagem, e se Deus nos entregou o talento para o fazer frutificar e não para o guardar ou desbaratar, a forma que encontrei no “talento” de que usufruo, é tentar fazer o melhor que posso, aliás conforme diz o Evangelho.


    Assim, a principiar pela imagem principal, a partir de hoje, e se possível todos os dias, ela será modificada mediante o que eu for encontrando passível de aproveitamento para isso. A partir de Quarta-feira de Cinzas, acrescentei mais 2 páginas (uma que vigorará só na Quaresma e outra que será diária) – São elas VIVER A QUARESMA e ENCONTRO DIÁRIO COM DEUS e, por conseguinte haverá mais 2 números a incluir que serão o 7 e o 8.
  • (sendo a Pág. 1Vidas de Santos; Pág. 2O Antigo Testamento; e Pág. 3O Papado – 2000 anos de história). Além disso, semanalmente (ao Domingo e alguns dias santificados – quando for caso disso –) a Pág. 4A Religião de Jesus; e a Pág. 5 - Salmos) e, ainda, ao sábado, a Pág. 6In Memorian.
  • Outros assuntos que venham aparecendo emergentes dos acontecimentos que surjam tanto em Portugal, como no estrangeiro; e, ainda, alguns vídeos musicais (ou outros) que vão sendo recolhidos através do Youtube e foram transferidos para o meu canal “antónio0491” que se encontra inserido logo após o Título e sua descrição.

    Registe-se também que através de Blogs Católicos, União de Blogs Católicos, etc., estou inscrito em muitos blogs que se vão publicando em Portugal, Brasil, e outros países, que, por sua vez, também publicarão este blogue. Há ainda mais algumas alterações que já fiz e vou continuando a efetuar na parte lateral do blogue, retirando ou colocando vários complementos.

    Como também já deve ser do conhecimento de muitos, encontro-me inscrito na rede social, Google + Facebook, e outros, individualmente e, também ali poderão encontrar este blogue. O meu correio electrónico foi modificado e será inscrito no início de cada página (pelo menos na primeira, de cada dia).

    Para terminar, gostaria de que os meus leitores se manifestassem, bastando para tal marcar o quadrado que entendam, que segue sempre abaixo de cada publicação, como aliás eu faço, relativamente aos blogues que vou vendo sempre que me é possível, com o que ficaria muito grato
    Desculpem e Obrigado mais uma vez – António Fonseca

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    Localização geográfica da sede deste Blogue, no Porto
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    http://confernciavicentinadesopaulo.blogspot.com
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  • Meus endereços:
  • Nome do blogue: SÃO PAULO (e Vidas de Santos)
  • Endereço de Youtube: antonio0491@youtube.com
  • António Fonseca
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    ANO DA FÉ - Orações - 6 de Março de 2013

     

    SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS

    Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. E em Jesus Cristo, Seu Único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos Céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde hás-de vir julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na santa Igreja Católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados: na ressurreição da carne; na vida eterna. Ámen.

    CREDO NICENO-CONSTANTINAPOLITANO

    Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus. nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro do Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E por nós homens, e para nossa salvação desceu dos Céus. E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria e Se fez homem. Também por nós crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há-de vir em Sua glória,  para julgar os vivos e os mortos; e o Seu Reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou pelos Profetas. Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só Batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir. Ámen.

    CREIO, MEU DEUS

    Meu Deus, e creio, adoro, espero e amo-Vos.

    Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

    ORAÇÃO PELO ANO DA FÉ

    Senhor, nosso Pai, nós Vos pedimos: concedei a todos os vossos Filhos o dom de acolher a graça da fé num coração renovado, para que saibam reconhecer em Vós o único Deus e aquele que Vós enviastes: Jesus Cristo. Fazei com que se deixem guiar pelo Vosso Espírito Santo ao longo de todo este ano, Estrela de modo a avançarem no caminho da fé com um coração alegre e a serem para os seus irmãos e irmãs testemunhas do Vosso amor, atraindo para Vós novos filhos. Por Cristo Senhor Nosso. Ámen.

    Estrela Especialmente neste tempo de Sede Vacante, por renúncia ao Pontificado (em 28-2-2013) de Sua Santidade o Papa (emérito) Bento XVI

    ATO DE FÉ

    Meu Deus, verdade infalível, creio firmemente tudo quanto nos revelastes e a Igreja nos ensina. E expressamente creio em Vós, único e verdadeiro Deus, em três Pessoas iguais e distintas: Pai, Filho e Espírito Santo; e no Filho encarnado e morto por nós, Jesus Cristo, o qual dará a cada um, conforme os merecimentos, o prémio ou o castigo eterno. Conforme esta fé quero sempre viver. Senhor, aumentai a minha fé.

    ATO DE ESPERANÇA

    Meu Deus, espero da vossa bondade, por Vossas promessas e pelos merecimentos de Jesus Cristo, nosso Salvador, a vida eterna e as graças necessárias para merecê-la, pelas boas obras que devo e quero praticar. Senhor, que eu possa contemplar-Vos na eternidade.

    ATO DE CARIDADE

    Meu Deus, porque sois infinita bondade e nossa felicidade eterna, eu Vos amo de todo o meu coração e sobre todas as coisas, e por Vosso amor, amo também o meu próximo como a mim  mesmo e perdoo todas as ofensas recebidas. Senhor, fazei que eu Vos ame cada vez mais.

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    Post 6-2-13  -  11H25

    ANTÓNIO FONSECA

    Nº 1581-7 - REZAR NA QUARESMA - 3ª SDEMANA - 4ª feira - 6 de Março de 2013

    1581-7

    edisal@edisal.salesianos.pt

    http://www.edisal.salesianos.pt/

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    6 de MARÇO de 2013

    3ª SEMANA DA QUARESMA

    (Quarta feira)

    Mateus 5, 17-19

    Aquele que praticar estes mandamentos

    e os ensinar será grande no Reino dos Céus.

     

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    Somos alérgicos a regras e mandamentos,

    Gostamos, cada um, de fazer o que lhe apetece.

    E preferimos não ver que uma vida sem valores

    não vai a lado nenhum.

    Limita-se a andar à roda do seu próprio prazer

    enquanto usa e explora os outros.

     

    »»»»»»»»»»

    Ajuda-me a viver na Tua aliança.

    Guia-me com a luz da Tua Palavra

    e dos Teus mandamentos:

    só em Ti os meus pés avançarão

    para a felicidade.

     

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    NOTA:

    Adquiri no dia 11 de Fevereiro no JORNAL VOZ PORTUCALENSE, este livrinho “REZAR NA QUARESMA – Ano C” que menciona na sua pós-capa, o seguinte:

    A Quaresma é um tempo para dar mais qualidade à vida.

    Para encontrar de uma forma fresca e nova o Jesus dos evangelhos.

    Este livro é um convite a fazeres desta Quaresma um caminho que leva à mudança,

    à liberdade interior, a uma fé mais feliz.

    Em cada dia da Quaresma encontras duas páginas que contêm:

    • Uma citação bíblica usada na liturgia desse dia;
    • Uma frase bíblica em destaque;
    • Uma imagem para te ajudar a pensar;
    • Uma meditação que faz a ponte entre a Bíblia e a tua vida;
    • Uma proposta de oração.

    Não tenhas medo desta aventura da fé

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    Conforme tenho dito e escrito aqui neste 3 últimos anos, creio que não estou a ir além do permitido, ao incluir neste meu blogue as referidas leituras e imagens (que certamente não estarão tão bem impressas como no referido livro) – desde que faça alusão à sua publicação através das Edições Salesianas, mesmo até porque este blogue embora seja público, não deverá (com muita pena minha), alcançar grande número de leitores, apesar de servir talvez, por isso mesmo, para fazer um pouco de propaganda para o referido livro poder ser adquirido por mais gente… penso eu.

    Dai que, durante este período de Quaresma, eu tenha decidido efetuar aqui a transcrição dos textos diariamente, sob a forma acima expressa, pelo que solicito a devida vénia às Edições Salesianas.

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    António Fonseca

    Endereço principal: antoniofonseca1940@hotmail.com

    Endereço secundário: antoniofonseca40@gmail.com

    Endereço do blogue: http://confernciavicentinadesopaulo.blopgspot.com

    Nº 1580-8 - Encontro Diário com Deus - 6 de Março de 2013

     

    Nº 1580-8

    Do livro Encontro diário com Deus – Editora Vozes – Petrópolis - http://www.vozes.com.br

    Pensamento do Dia

    As cruzes são a escada mais certa para o céu.

    Bv. Eustáquio van Lieshout

    Há gente que tem a mania da perfeição. Fica arrasada quando erra. Isso é orgulho. Tal pessoa considera-se melhor do que as outras. Sua imagem perfeita não pode sofrer nenhum arranhão. Não seja perfeccionista. Aceite ser frágil como os outros. Errar é humano. «Quebrar a cara», às vezes, faz bem. Assim, quebra-se também o orgulho. Jesus nunca errou. No entanto, por amor, a nós, não fez questão de esconder sua imagem despedaçada, diante de amigos e de inimigos. Na cruz, passou por bandido e mentiroso. seja bom, simples e humilde. E sua imagem se fará por si mesma!

     

    Padre Luís Chechinato

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    NOTA:

    Este livro foi adquirido em 11-2-2013 por mim, e, apesar de:

    Todos os direitos reservados.

    Julgo não estar a utilizar abusivamente parte dos textos ali publicados, para os editar diariamente no meu blog.

    Se, no entanto, a Editora entender que não os devo publicar, agradeço que me informem de imediato, através do meu endereço:

    http://confernciavicentinadesopaulo.bloghspot.com – Blogue SÃO PAULO (e Vidas de Santos)

    Já que apenas tenho o intuito de dar a conhecer os Pensamentos do Dia, aos meus leitores, dando sempre o nome dos Autores dos mesmos, e, colocando sempre a hiperligação anunciada: http://www.vozes.com.br.

    Obrigado e desculpem.

    ANTÓNIO FONSECA

    Nº 1580 - (3) - A VIDA DOS PAPAS DA IGREJA CATÓLICA - 6 de Março de 2013

    Nº 1580 - (3)

    BOM ANO DE 2013

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    Caros Amigos:

    Desde o passado dia 11-12-12 que venho a transcrever as Vidas do Papas (e Antipapas)

    segundo textos do Livro O PAPADO – 2000 Anos de História.

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    NICOLAU V

    Nicolau V

    Nicolau V

    (1447-1455)

    O cardeal Parentucelli foi eleito papa no Concilio de Basileia, em 6 de Março de 1447 Estrela, tomando o nome de Nicolau V.

    Um dos cardeais presentes nesse concílio que o elegeu, o bispo do Porto, D. Antão Martin de Chaves, disse na altura: «Não foram os cardeais que o elegeram, mas o próprio Deus».

    Nicolau V foi um papa equilibrado que promoveu a paz com as potências europeias e em 1448 firmou com Frederico III, da Alemanha, a Concordata de Viena, que vigorou até 1803. Nela se regulava, sobretudo, o provimento dos bispados, que deveriam ser feitos por eleição canónica.

    Em 7 de Abril de 1449 conseguiu que o antipapa Félix V renunciasse, acabando com o cisma.

    Em 1450 festejou o Ano Santo, encontrando-se em Roma para a canonização de São Bernardino de Sena seis peregrinos que mais tarde conheceram a honra dos altares: São João de Capistrano, São João de Marca, São Diogo de Alcalá, São Pedro Regalado, Santa Catarina de Bolonha e Santa Rita de Cássia.

    O pontificado foi ensombrado por um  acontecimento que fez tremer a Europa. Depois de em 12 de Dezembro de 1452, na Basílica de Santa Sofia, em, Constantinopla, por ter sido proclamada a união com  a igreja de Roma, uma agitação provocada por monges fanáticos deitou tudo a perder. Em 29 de Maio de 1453 Constantinopla caía sob o domínio de Maomé II e o poderio turco espalhou-se até às portas de Viena.

    Nicolau V escreveu aos príncipes cristãos a propor uma nova cruzada, mas apenas Filipe, o Belo, de França, e o rei de Portugal D. Afonso V, o secundaram, pelo que a ideia se gorou, mas o papa, apreciando a adesão portuguesa, ofereceu a D. Afonso V a Rosa de Ouro.

    A verdade é que Portugal teve nessa época uma importância determinante com as conquistas no Norte de África, com os Descobrimentos impulsionados pelo Infante D. Henrique e com as vitórias alcançadas por Afonso de Albuquerque, D. João de Castro e D. Francisco de Almeida, entre outros.

    Por isso Nicolau V encheu de benesses e privilégios a corte portuguesa.

    Com a bula Romanus Pontifex, de 8 de Janeiro de 1454, Nicolau V, que se refere ao infante D. Henrique, escreve: “vivamente abrasado no amor da fé e no zelo da salvação das almas” e como “verdadeiro soldado de Cristo”, cuja inspiração era que “o nome gloriosíssimo do Criador fosse divulgado, exaltado e venerado por todo o universo, até aos mais remotos e desconhecidos lugares”, bem como trazer “ao grémio da fé os inimigos da cruz em que fomos remidos, os sarracenos e outros infiéis”.

    Antes de morrer, disse para os cardeais que rodeavam o leito: «Reformei e consolidei a Santa Igreja Romana, que encontrei devastada pela guerra e carregada de dúvidas. Não só as saldei como fiz construir, para a defesa, algumas fortalezas.

    Adornei a cidade com construções e com as mais belas formas de arte, livros, quadros, utensílios de oiro e prata e precioso mobiliário para o culto. E todos os tesoiros que juntei, não foi por avareza e com simonia. Antes exerci a mais magnânima liberalidade na compra de numerosos livros. Mandando copiar continuamente códices gregos e latinos e subsidiei homens doutos nas ciências. E tudo, fi-lo ajudado pela divina graça do Criador e graças à paz que reinou durante o meu pontificado».

    Nicolau V, o primeiro papa do renascimento, fazia-se acompanhar nas suas viagens pelos chamados libraril, que copiavam as obras que não podia adquirir, conseguindo reunir assim obras de Tertuliano, o De viribus illustribus, de Suetónio, o De Germania, de Tácito, as homilias de São Leão Magno e alguns comentários de São Tomás de Aquino.

    É-lhe atribuído o início da Biblioteca Vaticana, com mais de 5 000 códices.

    Com inteira razão, o epitáfio do seu túmulo exalta-o como «restaurador dos costumes, das muralhas, dos templos e dos edifícios», acrescentando: «Aqui repousam os ossos do papa Nicolau V, ilustre no engenho e mais ilustre na virtude. Ajudou os homens doutos, ele mais douto que todos».

    Estrela  Curiosamente hoje 6 de Março sai esta biografia, (neste blog) precisamente 566 anos depois

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    CALISTO III

    Calisto III

    Calisto III

    (1455-1458)

    O conclave, dividido pela rivalidade e os interesses das famílias Colonna e Orsini, acabou por decidir-se, em 4 de Abril de 1455, pela eleição do cardeal espanhol Alfonso Bórgia, que tomou o nome de Calisto III.

    O cardeal era um homem de vida austera, conhecido pela prudência e firmeza das suas decisões e o seu pontificado foi dominado pela preocupação de defender a Cristandade e a civilização europeia contra a ameaça turca, que depois de se apoderar de Constantinopla, ameaçava o Leste da Europa.

    O papa enviou emissários a Inglaterra, França, Alemanha, Portugal e Aragão, mas os monarcas europeus estavam ocupados com as suas lutas internas e não acederam ao seu pedido.

    Calisto III não desistiu, juntou um pequeno exército e os Húngaros venceram os Turcos em Belgrado, em Junho de 1456, o que o papa celebrou com um Te Deum, toque de sinos e festejos populares. Prosseguiu a luta e voltou-se para outras nações, agora a Etiópia, Pérsia, Arménia e comunidades cristãs da Geórgia, sendo o príncipe albanês Jorge Castriota, que obteve a grande vitória contra os Otomanos, em 2 de Setembro de 1456. Em memória deste triunfo, o papa instituiu a festa da Transfiguração de Cristo, fixando-a em 6 de Agosto.

    Um facto importante foi ter mandado rever o processo instaurado a Joana d’Arc, declarando-a inocente, o que lhe valeu o favor dos Franceses e, em 1920, a sua beatificação pelo papa Bento XV.

    Contra a sua atuação evidenciou-se o seu manifesto nepotismo, incorporando a família Bórgia em Roma, a disputar o poder com as tradicionais famílias romanas, pois nomeou cardeais, dois sobrinhos, um deles, Rodrigo, que, seria mais tarde o papa Alexandre VI; ao sobrinho Pedro entregou o comando do castelo de Santo Ângelo.

    Calisto III, além, do declarado nepotismo, foi um  papa movido pelo amor à Igreja e que lutou sempre contra a ameaça turca.

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    PIO II

    Pio II

    Pio II

    (1458-1464)

    Frequentou a Universidade de Siena, sendo depois escolhido para secretário do cardeal Caprânio, que era contrário ao papa Eugénio IV, passando, em seguida, ao serviço do bispo de Novara. levou uma juventude aventureira e dissoluta, chegando a colocar-se ao lado do antipapa Félix V.

    Passou depois ao serviço do imperador alemão Frederico III, mas acabou por colocar-se ao lado de Eugénio IV e enveredar pela carreira eclesiástica, recebendo ordens menores em 1446. No ano seguinte foi nomeado bispo de Trieste, escrevendo a seu respeito: «Errei muito, mas agora entro em mim arrependido».

    Diplomata sagaz, fez importantes legações na Boémia, Áustria e Hungria, e, em 1456, o papa Calisto III eleva-o ao cardinalato.

    Eleito a 19 de Agosto de 1458 foi consagrado papa, em 3 de Setembro de 1458, com o nome de Pio II, em memória  de Eneias, da epopeia de Virgílio.

    Erudito e humanista, deixou importante obra histórica e política, tendo escrito uma espécie de diário com o título Commentarii, três volumes em magnifico latim, com considerações sobre casos e pessoas e que, ao que se pensa, terá sido, possivelmente, a única autobiografia escrita por um  papa.

    Apoiou literatos e cientistas e fundou as universidades de Basileia, Nantes e Ingolstadt.

    Na sua primeira bula, em 1460, rejeita as ideias conciliaristas que defendera ao serviço do antipapa Félix V e os possíveis escândalos provocados pelos seus escritos. Em 1463, em nova bula, escreve: «Arrependo-me do antigo erro, envergonho-me do que então escrevi. Rejeitai Eneias e aceitai Pio».

    Vendo que as conquistas turcas prosseguiam em direção ao Ocidente, convoca os reis cristãos pra uma nova cruzada, mas não conseguiu que o escutassem e apoiassem.

    Amargurado, Pio II, um  grande papa, que ergueu a voz contra a escravatura e a perseguição aos judeus, faleceu, vítima por febres ardentes, em Ancona, no ano de 1464, e com ele a nova cruzada.

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    Continua:…

    Este Post era para ser colocado em 6-3-2013 – 10H30

    ANTÓNIO FONSECA