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sexta-feira, 15 de março de 2013

Carta de um ex-homossexual aos jovens - 15 de Março de 2013

Do site

Blog do Beckman.™


Carta de um ex-homossexual aos jovens

Posted: 11 Mar 2013 10:30 AM PDT

Michael Glatze, americano, 35 anos, ex-diretor de uma importante revista LGBT dos E.U.A. e ex-homossexual, para a juventude:

A homossexualidade me veio fácil, pois eu já era fraco.

Minha mãe morreu quando eu tinha 19 anos. Meu pai morreu quando eu tinha 13. Bem novo, eu já estava confuso sobre quem eu era e como eu me sentia acerca dos outros.

Minha confusão sobre “desejo” e o fato de que eu percebia que me sentia “atraído” aos rapazes fez com que eu me colocasse na categoria “gay” com a idade de 14. Com 20 anos, saí do armário diante de todos ao redor de mim.

Com 22, me tornei editor da primeira revista dirigida ao público gay jovem. Seu conteúdo fotográfico era quase pornográfico, mas eu imaginava que eu poderia usá-la como plataforma para coisas maiores e melhores.

Em seguida, nasceu a revista Young Gay America (América Gay Jovem). Seu objetivo era preencher a lacuna que a outra revista (para a qual eu havia trabalhado) havia criado — isto é, qualquer coisa não tão pornográfica, dirigida à população de americanos gays jovens. A revista Young Gay America decolou.

Os gays reagiram com alegria à revista Young Gay America, que recebeu prêmios, reconhecimento, respeitabilidade e grandes honras, inclusive o Prêmio Nacional Papel Modelo da grande organização gay Equality Forum (Fórum da Igualdade) — que foi dado ao Primeiro Ministro do Canadá Jean Chrétien um ano depois — e muitas oportunidades para aparecer nos meios de comunicação, do canal da TV pública até a capa da revista Time.

Produzi, com a assistência da TV pública e do Fórum Igualdade, o primeiro filme documentário a lidar com a questão do suicídio entre adolescentes gays, “Jim In Bold”, que viajou o mundo e foi premiado em muitos festivais.

Young Gay America criou uma exposição de fotos e estórias de jovens gays da América do Norte, que foi levada em viagem pela Europa, Canadá e partes dos Estados Unidos.

Young Gay America lançou a Revista YGA em 2004, para fingir ser um complemento puro para as revistas de bancas dirigidas aos jovens gays. Eu digo “fingir” porque a verdade era, YGA era tão prejudicial como todas as outras revistas do tipo no mercado, mas era mais “respeitada”, porque não era explicitamente pornográfica.

Levou quase 16 anos para eu descobrir que o homossexualismo em si não é exatamente uma “virtude”. Era difícil eu explicar meus sentimentos acerca da questão, considerando que minha vida estava muito envolvida no homossexualismo.

O homossexualismo, apresentado às mentes jovens, é por sua própria natureza pornográfico. Destrói mentes facilmente influenciáveis e confunde sua sexualidade em desenvolvimento, porém só vim a reconhecer isso quando eu tinha 30 anos.

A Revista YGA esgotou a venda da sua primeira edição em várias cidades da América do Norte. Havia apoio extremo, de todos os lado, para a Revista YGA; escolas, grupos de pais, bibliotecas, associações governamentais, todo o mundo parecia querer a revista. Atingiu em cheio a tendência de “aceitar e promover” o homossexualismo, e eu era considerado líder. Fui convidado para dar palestra no prestigioso Fórum JFK Jr. na Faculdade Kennedy de Governo da Universidade de Harvard em 2005.

Foi depois de ver minhas palavras numa fita de vídeo dessa atuação que comecei a ter dúvidas sérias quanto ao que eu estava fazendo com minha vida e influência.

Não conhecendo ninguém de quem eu poderia me aproximar com meus questionamentos e dúvidas, voltei-me para Deus. Desenvolvi um relacionamento crescente com Deus, graças a uma crise debilitante de dores intestinais provocadas pelas condutas em que eu estava envolvido.

Logo, comecei a entender coisas que eu jamais tinha sabido que poderiam ser reais, tais como o fato de que eu estava liderando um movimento de pecado e perversão, e minha descoberta não foi baseada em dogmas religiosos.

Cheguei a essa conclusão por mim mesmo.

Ficou claro para mim, enquanto eu pensava sobre isso — e realmente orava sobre isso — que o homossexualismo nos impede de achar nossa verdadeira personalidade. Quando estamos na cegueira do homossexualismo, não conseguimos ver a verdade.

Cremos, sob a influência do homossexualismo, que a cobiça sexual não só é admissível, mas também que é uma virtude. Contudo, não existe nem um só desejo homossexual que seja desligado dessa cobiça sexual.

A fim de negar esse fato, eu havia lutado para apagar tal verdade custasse o que custasse. Eu me atirava às tentações da cobiça sexual e outras condutas usando as muitas desculpas populares que alegam que não somos responsáveis pelo que fazemos, mas somos vítimas de situações, ou nascemos assim, etc. Eu tinha plena convicção — graças ao clima social e aos líderes mundiais — de que eu estava fazendo a coisa certa.

Movido a buscar a verdade, pelo fato de que nada me fazia sentir bem, busquei dentro de mim mesmo.

O que eu descobri — o que aprendi — sobre o homossexualismo é estupendo. Minha “descoberta” inicial dos desejos homossexuais ocorreu no colégio, quando reparei que eu olhava para os outros rapazes. Minha cura ocorreu quando ficou decididamente claro que eu deveria — a fim de não arriscar prejudicar mais pessoas — prestar atenção a mim mesmo.

Toda vez que sentia a tentação de cobiçar outros homens, eu pegava a tentação e lidava com ela. Eu a chamava pelo seu nome, e então simplesmente a deixava sumir por si mesma. Existe uma diferença imensa e vital entre admiração artificial — de nós mesmos ou de outros — e admiração total. Ao nos amar completamente, não mais precisamos de nada do mundo “de fora” com seus desejos e cobiças sexuais, reconhecimento dos outros ou satisfação física. Nossos impulsos se tornam intrínsecos à nossa própria essência, sem os impedimentos provocados por nossas distrações obsessivas.

O homossexualismo permite que evitemos nos aprofundar em nós mesmos. Ficamos na superficialidade e atrações inspiradas por cobiças sexuais — pelo menos, enquanto a lei “aceita” o homossexualismo. Como consequência, um número grande de homossexuais não consegue achar sua personalidade mais real, sua personalidade em Cristo que é presente de Deus.

O homossexualismo, para mim, começou aos 13 anos e terminou logo que eu me isolei das influências externas e me concentrei intensamente na verdade interna — quando eu descobri, com a idade de 30, as profundezas da personalidade que Deus me deu.

Muitos que se encontram aprisionados ao homossexualismo ou a outras condutas lascivas vêem Deus como inimigo, pois Ele os faz lembrar quem e o que eles foram realmente criados para ser. Gente apanhada no ato de seu pecado preferiria permanecer numa “ignorância feliz” e silenciar a verdade e os que a falam, por meio de antagonismo, condenação e aplicando-lhes termos como “racista”, “insensível”, “perverso” e “discriminador”.

Não é fácil se curar das feridas que a homossexualidade provoca — obviamente, há pouco apoio para quem busca ajuda. O pouco de apoio que existe é debochado, ridicularizado e silenciado pela retórica ou criminalizado pela deturpação das leis. A fim de achar apoio, tive de investigar meu próprio estado de vergonha e as vozes “condenadoras” de todos os que eu havia conhecido. Parte da agenda homossexual é fazer com que as pessoas achem que nem vale a pena pensar em conversão — e muito menos pensar que a conversão funciona.

Em minha experiência, “sair do armário” da influência da mentalidade homossexual foi a coisa mais libertadora, bela e estupenda que já experimentei na minha vida inteira.

A cobiça sexual nos tira de nosso corpo, “ligando” nossa mente à forma física de outra pessoa. É por isso que jamais dá para se satisfazer o sexo homossexual — e todas as outras relações sexuais com base na cobiça sexual: É uma rotina de obsessão, não tendo nada de natural e normal. Normal é normal — e se chama normal por uma boa razão.

Anormal significa “aquilo que nos machuca, machuca o que é normal”. A homossexualidade nos tira de nosso estado normal, de nosso estado de união perfeita em todas as coisas, e nos divide, fazendo com que fiquemos eternamente obcecados por um objeto físico externo que jamais conseguimos possuir. Os indivíduos homossexuais — como todas as pessoas — anseiam o verdadeiro amor imaginário, que realmente não existe. O problema com o homossexualismo é que o verdadeiro amor só chega quando não há nada nos impedindo de deixá-lo brilhar do nosso interior. Não conseguimos ser nós mesmos quando nossas mentes estão presas num ciclo de mentalidade grupal de cobiça sexual sancionada, protegida e celebrada.

Deus me visitou quando eu estava confuso e perdido, sozinho, com medo e angustiado. Ele me disse — por meio da oração — que eu não tinha absolutamente nada a temer, e que eu estava “em casa”; tudo o que eu precisava era fazer uma limpeza geral em minha mente.

Creio que todas as pessoas, intrinsecamente, conhecem a verdade. Creio que é por isso que o Cristianismo deixa as pessoas tão assustadas — por fazê-las lembrar de sua consciência, que todos possuímos.

A consciência nos ajuda a fazer uma diferença entre certo e errado e é uma orientadora por meio da qual podemos crescer e nos tornar seres humanos mais fortes e livres. Ser curado do pecado e da ignorância é sempre possível, mas a primeira coisa que alguém deve fazer é sair das mentalidades que dividem e conquistam nossa essência humana.

Dá para se achar a verdade sexual, contanto que estejamos dispostos e motivados a aceitar que a sociedade em que vivemos permite condutas que prejudicam a vida. Não se deve deixar que o sentimento de culpa seja desculpa para evitar as perguntas difíceis.

O homossexualismo roubou quase 16 anos da minha vida e os comprometeu com uma mentira ou outra, perpetuada por meio dos meios de comunicação nacionais dirigidos às crianças. Nos países europeus, o homossexualismo é considerado tão normal que as crianças do primeiro grau estão recebendo livros sobre crianças “gays” como leitura obrigatória nas escolas públicas.

A Polônia, um país que conhece muito bem a experiência da destruição de seu próprio povo por forças externas, está corajosamente tentando impedir a União Européia de doutrinar suas crianças com a propaganda homossexual. Em resposta, a União Europeia chamou o primeiro ministro da Polônia de “repugnante”.

Por muito tempo, eu era repugnante. Eu ainda lido com toda a culpa que sinto por esse estilo de vida.

Como um dos líderes do movimento homossexual nos Estados Unidos, tive a oportunidade de me dirigir ao público muitas vezes. Se eu pudesse desfazer algumas das coisas que eu disse, eu desfaria.

Agora sei que a homossexualidade tem tudo a ver com a cobiça sexual e a pornografia. É um pacote completo. Por isso, jamais deixarei que alguém tente me convencer do contrário, não importa que suas estórias sejam doces ou tristes. Tenho experiência própria. Conheço a verdade.

Deus nos deu a verdade por um motivo. A verdade existe para que possamos ser nós mesmos. Existe para que possamos ter parte na nossa própria personalidade individual no mundo, para aperfeiçoar o mundo. Isso não é trama irreal ou ideal estranho — isso é a Verdade.

A nossa cura dos pecados do mundo não acontecerá num instante. Mas acontecerá — se não deixarmos que o orgulho a bloqueie. E, caso você não saiba, no final quem vence é Deus.

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Michael Glatze é um jornalista estadunidense, co-fundador da revista Young Gay America e antigo defensor dos direitos LGBT. Glatze recebeu cobertura da mídia após anunciar publicamente que deixou de se identificar como homossexual e passar a condenar a homossexualidade.

Michael Glatze nasceu em Olympia, capital do estado de Washington, nos Estados Unidos. Sua mãe era uma mulher cristã e seu pai, agnóstico.

Aos treze anos, Michael perdeu seu pai, vítima de uma doença cardíaca, e sua mãe faleceu quando ele tinha dezanove anos de idade. Glatze afirmou que ele experimentou um ambiente hostil ao cristianismo na faculdade. Aos vinte anos, quando ele se "se apresentou como gay" foi que ele foi reconhecido como parte da comunidade. Glatze obteve seu diploma de bacharel em Dartmouth College, onde se especializou em literatura inglesa e escrita criativa.

Enquanto trabalhava para a revista gay XY de São Francisco, Glatze conheceu Benjie Nycum, com quem teve um relacionamento por dez anos. Mais tarde, eles fundaram a sua própria publicação, a Young Gay America, direcionada para homossexuais masculinos jovens.

Descontente com a sua situação, Glatze procurou alguma resposta no taoísmo, no budismo, em leituras hinduísmo e do cristianismo. Segundo ele declarou, sua transformação se deu através de Jesus Cristo e começou em 2003 ao se voltar para a Bíblia. Em meados de 2005, Michael Glatze ele declarou ter desistido do estilo de vida homossexual, o qual ele classifica hoje como "errado e imoral". Em 2007, ele foi batizado na A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Porém, no mesmo ano, ele teria saído do mormonismo afirmando estar passando por um processo. Michael Glatze recebeu apoio de Matt Barber da organização Concerned Women for America. Ele próprio prefere não ser identificado como um ex-gay, mas como alguém que encontrou sua sexualidade em Deus.

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Post 15-3-13

 

ANTÓNIO FONSECA

Afinal o ATEÍSMO não é falta de FÉ, mas sim ter FÉ no ATEÍSMO (Em que ficamos ? - 15 de Março de 2013

Do site:

 

A VIDA SACERDOTAL


ATEÍSMO MILITANTE

Posted: 11 Mar 2013 04:40 PM PDT

Por Percival Puggina

 

Conheço muitos ateus. Gente da melhor qualidade e gente não tão boa assim, como em qualquer conjunto de indivíduos. Só recentemente, porém, passei a encontrar ateus militantes, engajados na tarefa de menosprezar e investir contra as crenças alheias. Ora, toda militância pressupõe o desejo de concretizar algum objetivo.

O que pretende a militância ateia?

1º) Dar sumiço à ideia de Deus. Provocar e proclamar a falência total dos órgãos divinos, como fez o ensandecido Nietzsche.

2º) Eliminar as religiões para produzir uma humanidade nova, sob o senhorio do barro de que somos feitos.

***

Outro dia, nosso talentoso Luiz Fernando Veríssimo escreveu uma crônica cujo eixo expositivo firmava-se na ideia de que Deus é uma hipótese. Fiquei a pensar. Se Deus é hipótese, mera conjetura, um olhar em volta de nós mesmos revelará, então, a indispensável existência de um nada (quase escrevo esse nada com "n" maiúsculo) criador de quanto vejo. E seremos levados a atribuir a esse insignificante nada um verdadeiro frenesi criador. Surgirá, então, quem afirme que esse nada deu origem a tudo em seis dias e que no sétimo descansou sobre uma almofada de nuvens. Outros, mais em conformidade com o cientificismo do século XXI, sustentarão que esse poderosíssimo nada, no exato milissegundo do Big Bang, de um até então inexistente tempo, fez explodir pequena bolinha de coisa nenhuma e... pronto! - estava criado o Universo.

Onde? Onde? No imenso e absoluto vazio no qual o nada preexistia. Bum!

É interessante constatar, portanto, que ambos, tanto os crentes em Deus quanto os ateus não prescindem, para suas convicções, de algum ato de fé. Ou em Deus, ou no nada. Os primeiros partem dessa fé para as respectivas opções religiosas. Elas levam à oração, ao encontro do sentido da vida, ao consolo dos aflitos, ao repouso da alma. No caso dos cristãos, ao conhecimento do amor de Deus, à encarnação de Jesus, ao Divino que irrompe docemente no humano e na História, aos sacramentos, à meditação, ao perdão, à misericórdia. Levam, também, aos tesouros guardados onde não os corroem as traças. E, ainda, ao amor ao próximo e ao inimigo, ao luminoso exemplo dos grandes santos, a um precioso conjunto de verdades, princípios e valores que, entre outras coisas, compõe o cerne do moderno constitucionalismo.

O leitor acha que é muita coisa? Pois isso tudo é apenas uma "palhinha". Há mais livros escritos sobre essa pauta do que a respeito de qualquer outro assunto de interesse humano.

A adesão vital ao hipotético nada, por sua vez, leva a coisa alguma. Ou por outra, leva o ser humano a deixar-se conduzir por um vórtice que se esgota em si mesmo. Organizado em militância, como vejo acontecer, compõe uma nova igreja, a igreja do non credo a que já me referi. Tal religião religa seus crentes a um hipotético nada onde não há perdão nem salvação. A fé no nada não mobiliza sequer um fio de cabelo. A esperança no nada é o próprio desespero. E tudo acaba sob sete palmos de terra. Se houver algum resíduo perceptível de espírito, algo assim como um ainda latejante fragmento de consciência, que disponham dele os vira-latas.

Como é grande o prejuízo nessa escolha!

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Ajude a divulgar o blogue: envie para um seminarista ou um sacerdote! Em CRISTO, A Edição.

 

Post colocado em 15-3-2013  -

 

ANTÓNIO FONSECA

Venezuela adonde vás? - 15-Março-2013

 

notalatina


Link to notalatina


Cuba transforma a Venezuela num condomínio fechado

Posted: 11 Mar 2013 04:46 PM PDT

Gloria al Bravo Pueblo que el yugo lanzó,

la ley respetando la virtud y honor.

¡Abajo cadenas! ¡Abajo cadenas! Gritaba el Señor

y el pobre en su choza libertad pidió

(...) A este santo nombre tembla de pavor

el vil egoísmo que otra vez triunfó!

"Heil, Chávez!" Consolida-se o culto à personalidade que transforma a Venezuela em um condomínio fechado onde só cabem os tiranos cubanos e seus eleitos

Assim começa e é o refrão do belo Hino Nacional da Venezuela, entretanto, desde as eleições daquele 7 de outubro de 2012, quando elegeram fraudulentamente Hugo Chávez como presidente, que ando à cata desse “bravo povo” que se deixou enganar e manipular pela traição de Henrique Capriles, que se calou sobre o crime constitucional da “continuidade do mandato” em 10 de janeiro último, e que permitiu - e referendou com seu silêncio - a usurpação de Nicolás Maduro como vice-presidente, presidente “encarregado” (que não é a mesma coisa de presidente interino) e agora candidato presidencial “por decreto testamentário do falecido”, segundo apresentou a presidente da Argentina Cristina Kirchner.

Não sei quantas pessoas assistiram à juramentação de Nicolás Maduro na última sexta-feira 8 de março. Eu assisti ao vivo, pela CNN em Espanhol. Durante 3 horas fiquei plantada na frente da televisão observando todos os detalhes. E me saltou aos olhos o que foi dito, primeiro por Diosdado Cabello alegando a “constitucionalidade” daquele ato obsceno ao qual foi efusivamente aplaudido, e depois no discurso de Maduro já como “presidente” empossado.

Segundo Cabello, antes de tomar o juramento de Maduro e após ler o Art. 233 da Constituição: “É público e constitucional que o presidente Chávez tinha 14 anos ininterruptos em posse do cargo. Isso não cabe dúvidas a ninguém”, referindo-se sobre a “continuidade administrativa” do governo, decretado pela presidente do TSJ. E acrescentou: “Não creio que esses setores da oposição não tenham se dado conta deste detalhe, porque levam 14 anos atacando e vilipendiando Chávez”. Entretanto, também é “público e constitucional” que Chávez juramentou-se novamente em 2006, inclusive pelas mãos da hoje “primeira dama”, Cilia Flores, que era a presidente da Assembléia Nacional na ocasião. Ora, se em 2006 ele teve que fazer novo juramento, assinar a ata e receber outra faixa presidencial, por que agora não, se era igualmente OUTRO período presidencial? Para que não restem dúvidas, vejam o vídeo abaixo da segunda tomada de posse de Chávez em 2006:

No seu juramento, Maduro disse: “Com a mão dura de um povo disposto a ser livre”. E quando recebeu a faixa presidencial: “Assumo esta faixa de Chávez, como presidente legítimo, para lançar adiante o socialismo bolivariano”. E em seu longo e enfadonho discurso, acrescentou: “Eu vou ser candidato presidencial, eu vou ser presidente da República e comandante-em-chefe da Força Armada, porque assim Chávez me ordenou que fosse e eu vou cumprir plenamente suas ordens”. Ora, nem o cargo, nem a faixa pertencem “a Chávez” mas ao Estado e ao Governo da Venezuela, mas nenhum dos presentes ao ato, inclusive uns 5 deputados da oposição e um membro da OEA viram nisso nada de anormal e aplaudiram! E lá estavam aplaudindo e sendo aplaudidos os ex-presidentes depostos LEGAL e CONSTITUCIONALMENTE, Manuel Zelaya e Fernando Lugo, por esta mesma malta que condenou como “golpe de Estado” ao Paraguai e Honduras.

Durante a transmissão Patricia Janiot, uma das âncoras de CNN em Espanhol, entrevistou um advogado constitucionalista (cujo nome não guardei e não publicaram o vídeo), apontou que TODA aquela situação estava irregular e inconstitucional. Segundo a análise desse advogado, em primeiro lugar o ato do TSJ em 10 de janeiro foi um arranjo inadmissível em qualquer país e um atentado ao Direito Constitucional. Em seguida, disse que aquele ato na Assembléia deveria ter sido convocado pelos parlamentares que informariam oficialmente ao CNE da vacância do cargo e só depois dar posse ao presidente da casa, como reza o Art. 233. Além disso, foi Maduro quem solicitou à presidente do CNE que marcasse a data para a convocação das eleições, numa total inversão de papéis. Aliás, dona Tibisay Lucena lá não apareceu e informou depois que não estava sabendo das novas eleições, marcando-as, finalmente, para o dia 14 de abril.

Além disso, transformar Maduro de vice-presidente em exercício, que já era ilegal, em presidente encarregado, foi outra manobra sórdida para dar-lhe o direito - aí sim, constitucional - a se candidatar ao cargo. Muitas pessoas no Brasil, que se metem a falar do que não conhecem, têm dito que Maduro estava como “presidente interino” mas este mesmo advogado explicou que não é a mesma coisa, uma vez que em todos os países democráticos o vice é votado pelo povo, através de uma composição feita com o candidato presidencial. Na Venezuela, conforme já expliquei em edições anteriores, ele é escolhido pelo presidente eleito e igualmente toma posse após a juramentação do mandatário. E como não foi eleito pelo povo, o presidente encarregado não é o comandante-em-chefe das Forças Armadas, não pode nomear ministros, embaixadores e demais membros do governo.

Após a cerimônia de posse Maduro nomeou Jorge Arreaza, genro de Chávez e ministro de Ciência e Tecnologia, para exercer a função de Vice-Presidente, o qual fez seu juramento por volta de 1 hora da manhã sob o ataúde de Chávez na Academia Militar. Não é apenas um culto à morbidez que move esta gente mas, sobretudo, um culto à personalidade em grau exponencial, pois imagino que nem Lenin nem Stalin tiveram algo parecido.

Através de amigos venezuelanos me chega uma correspondência de um militar que diz muito dessas atitudes bizarras que vimos nesses dias. Traduzo literalmente o que me foi enviado, dada a gravidade e que de certa forma confirma o que eu vinha apontando ao longo desse período.

“A ausência de Maria Gabriela Chávez no funeral de seu pai deveu-se a que ela se opôs à extensão e agora exposição de Chávez na urna de cristal, e para completar, deixá-lo fora do 23 de janeiro (Bairro onde Chávez se abrigou após sair da prisão em 1994 e onde se encontra seu maior reduto e bandas delinqüenciais que o apóiam. MG), porque Maduro o está utilizando para ganhar a indulgência de seus seguidores e chegar ao poder. Os comandos médios militares não o querem e na terça-feira pela manhã esses comandos, para pressionar o governo, ameaçaram tomar o poder e dizer a verdade da morte de Chávez.

Como tudo se soube pelos telefones celulares grampeados, Maduro, para ficar bem, culpou e expulsou ao IL Monaco para não culpar os militares daqui que já haviam se comunicado com ele, por isso lançaram o primeiro comunicado. Maduro acreditou que os ânimos se acalmariam e não foi assim. Ao meio-dia os militares se aborreceram mais e por isso lançaram a segunda emissão contando do falecimento, que foi tudo improvisado e não havia nenhum militar quando deram a notícia. E tanto foi a pressão e o susto, que nesse mesmo momento não disseram dos 7 dias de luto nem nada, senão quase 2 horas depois. E sabem por que? Porque tiveram que planejar o de velar Chávez na Academia Militar e assim poder acalmar os militares. Quer dizer, acalmar os militares internos e planejar depois.

Chávez faleceu sim em dezembro, em Cuba e já está embalsamado. O processo durou 70 dias e utilizaram o processo egípcio, por isso não o traziam. Mataram Chávez em Cuba, pela má praxis médica e tudo sob a lupa atenta de Maduro e Cabello, o traíram, do mesmo modo que a maior parte de sua família, por poder e dinheiro. Comandos militares médios do Exército venezuelano, inconformados e aborrecidos com Maduro e Diosdado por não ter revelado a morte de Chávez no mesmo 31 de dezembro de 2012, planejam um “Golpe de Estado”.

Bem, essa carta é muito reveladora porque confirma o que sempre afirmou o Padre José Palmar, que foi ameaçado de morte (e revelei na edição passada) mas também diz nas entrelinhas por quê Diosdado Cabello aceitou pacificamente a usurpação de um cargo que por direito era seu. Maduro não é bem visto nem respeitado no meio militar, ao contrário de Cabello. Esse, entretanto, deixou-se “imolar” em nome da revolução, pois assim foi determinado pelos pais da “revolução bolivariana”, Raúl e Fidel Castro, aos quais Chávez obedecia cegamente, e porque é esse o pensamento de todo comunista: as determinações do partido estão cima de aspirações pessoais ou legais, porque esses são conceitos “burgueses”.

Do mesmo modo que Cabello, o ministro da Defesa, Diego Molero - que é chavista, por mais esdrúxulo que pareça a um militar - também defendeu o “legado de Chávez”, e não a Constituição, embora a invoque: “Nos encontramos coesos para cumprir a vontade de nosso líder Hugo Chávez. Senhor vice-presidente Nicolás Maduro, senhor presidente da Assembléia Nacional Diosdado Cabello, e todos os poderes constituídos do Estado venezuelano, contem com sua Força Armada, que é do povo e para o povo, disposta a dar tudo pelo tudo para fazer cumprir a Constituição. Fica claro, portanto, que não é a Constituição, as Leis ou os poderes constituídos mas Chávez, sua revolução e seus apaniguados que determinam as diretrizes do país. É o condomínio fechado, o clube privê dos Castro em quê se transformou a Venezuela.

E tudo começa a fazer mais sentido quando se conhece o passado e as origens de Nicolás Maduro. Maduro deriva de um grupo guerrilheiro, o “Movimiento de Izquierda Revolucionaria” (MIR). Expulso do Liceu de Caracas, se incorpora aos grupos encapuzados da Universidade Central da Venezuela (UCV) que copiaram esse modelo da guerrilha urbana de El Salvador e lá consegue se tornar o presidente da Federação dos Estudantes de Educação Média de Caracas. Alguns desses encapuzados são presos pela DISIP que descobre seus rostos e anuncia à imprensa que eles seriam julgados como “desocupados e malfeitores”.

A Liga Socialista consegue um acordo para enviar um reduzido grupo de ativistas, dentre os quais está Maduro a Havana, para receber treinamento e formação político-militar no Partido Comunista. Maduro não se ressalta como dirigente mas como “quadro” de ação, por isso quando voltou foi admitido no Metro de Caracas não para trabalhar de fato, mas sim para obedecer a um plano político de se infiltrar nos sindicatos de serviços básicos, como o transporte, onde trabalhou como motorista de ônibus e vivia gozando de licenças médicas sucessivas.

De limitada capacidade intelectual, após o falido Golpe Militar de 1992 Maduro junta-se a outras pessoas que clamavam pela liberdade dos militares presos, dentre eles Chávez que foi o mentor, e acaba conhecendo Cilia Flores que na ocasião era advogada e sumariadora da Polícia Técnica Judicial (PTJ) o que lhe permite chegar ao “Comandante prisioneiro Chávez”. Dessa amizade, tão logo assumiu o poder do país Chávez dá a Maduro oportunidade de ascensão e este, conhecendo as próprias limitações, complexo de vira-lata e subserviência natural, agarra-se a Chávez e torna-se o mais fiel de todos os seus seguidores. Por isso foi o indicado como seu sucessor, com as bênçãos dos Castro e de Ramiro Valdés que é uma espécie de seu tutor, dá ordens e determina o que e quando deve fazer as coisas. É a fraqueza de Maduro que o torna forte por isso se iludem aqueles que o subestimam.

Comandante Ramiro Valdés, "tutor" de Maduro,
que segue suas ordens com um fiel cão de guarda

E o controle e domínio de Cuba sobre a Venezuela se ratifica nas palavras do próprio tirano Fidel Castro, no artigo escrito em homenagem a Chávez. Para ilustrar, copio apenas um trecho referindo-se à sua primeira visita à Venezuela após o início da revolução cubana, que resume TUDO o que a Venezuela vem e seguirá sofrendo nas mãos da ditadura mais longeva e criminosa da América Latina:

“Assim que, portanto, ao vir falar assim ao povo da Venezuela, faço-o pensando honradamente e fundamente, que se queremos salvar a América, se queremos salvar a liberdade de cada uma de nossas sociedades, que, ao fim e ao cabo são parte de uma grande sociedade da América Latina, se é que queremos salvar a revolução de Cuba, a revolução da Venezuela e a revolução de todo os países do nosso continente, temos que nos aproximar e temos que nos respaldar solidamente porque sós e divididos fracassamos.

E este ser abominável NUNCA tirou essa idéia da cabeça, tanto que fundou o Foro de São Paulo que hoje mostra seus frutos psicóticos, doentes, apodrecidos, a maldita Hidra Vermelha. Chávez se foi mas seu legado continua e só será exterminado definitivamente se a cabeça horrenda desta hidra for cortada. Por tudo isso creio que as eleições do dia 14 de abril já estão viciadas e a vitória será de Nicolás Maduro, o delfim ungido de Chávez, dos Castro e do Foro de São Paulo. Se a Mesa de Unidade Nacional (MUD), que até agora mostrou-se passiva em relação a todas estes crimes constitucionais não se impuser, não aproveitar o momento da campanha para provar que crimes foram cometidos contra o povo e o país, é melhor desistir desde já porque Maduro já é presidente da Venezuela. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

Post 15-3-13  -  20H50  -   AF

Nº 1588-8 - Encontro diário com Deus - 15 de Março de 2013

Nº 1588-8

Do livro Encontro diário com Deus – Editora Vozes – Petrópolis - http://www.vozes.com.br

Pensamento do Dia

Em lugar de orar “Oh! Deus, ajuda-me”, comece como David:

“O Senhor é meu Pastor, nada me faltará”

Philips Brooks

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Com ele você compra a comida, mas não compra o apetite.

Compra-se uma igreja, mas não compra um lugar no céu.

Compra-se uma testemunha, mas não se compra uma consciência.

Compra-se o remédio, mas não se compra a saúde.

Compra-se uma cama, mas não se compra o sono.

Compra-se a amizade, mas não se compra a lealdade.

Compra-se livros, mas não se compra a sabedoria.

Compra-se uma profissão, mas não se compra uma vocação.

Compra-se tudo para um  lar, mas não se compra o amor, o sorriso de uma criança, o desabrochar duma flor.

 

Autor desconhecido

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NOTA:

Este livro foi adquirido em 11-2-2013 por mim, e, apesar de:

Todos os direitos reservados.

Julgo não estar a utilizar abusivamente parte dos textos ali publicados, para os editar diariamente no meu blog.

Se, no entanto, a Editora entender que não os devo publicar, agradeço que me informem de imediato, através do meu endereço:

http://confernciavicentinadesopaulo.bloghspot.com – Blogue SÃO PAULO (e Vidas de Santos)

Já que apenas tenho o intuito de dar a conhecer os Pensamentos do Dia, aos meus leitores, dando sempre o nome dos Autores dos mesmos, e, colocando sempre a hiperligação anunciada: http://www.vozes.com.br.

Obrigado e desculpem.

ANTÓNIO FONSECA

Nº 1590-7 - REZAR NA QUARESMA - 4ª SEMANA - 6ª FEIRA - 15 de Março de 2013

1590-7

edisal@edisal.salesianos.pt

http://www.edisal.salesianos.pt/

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15 de MARÇO de 2013

4ª SEMANA DA QUARESMA

(6ª Feira)

João 7, 1-2. 10. 25-30

Não é este homem que procuram matar?

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As élites do tempo de Jesus procuram matar Jesus porque Ele punha em causa os seus esquemas mentais e as suas práticas.

Recusam-se a admitir a possibilidade que Ele seja realmente o Messias, a revelação plena que Deus nos oferece.

Tem o coração dominado pelos seus preconceitos, pelos seus interesses e não estão dispostos a perder tempo com a verdade.

 

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Perdão, meu Deus!

A minha fé ainda é frágil, Senhor.

Mas algumas coisas

vão ficando cada vez mais claras.

Tu, Jesus, és a presença de Deus

nesta nossa terra.

Tu és a Palavra de Deus

que Se toca com as mãos.

Tu és a luz do novo dia

que Se vê com os olhos.

Tu és o amor que Se baixa

para me lavar os pés.

Tu és alimento e energia

feito Pão repartido.

Ámen.

 

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NOTA:

Adquiri no dia 11 de Fevereiro no JORNAL VOZ PORTUCALENSE, este livrinho “REZAR NA QUARESMA – Ano C” que menciona na sua pós-capa, o seguinte:

A Quaresma é um tempo para dar mais qualidade à vida.

Para encontrar de uma forma fresca e nova o Jesus dos evangelhos.

Este livro é um convite a fazeres desta Quaresma um caminho que leva à mudança,

à liberdade interior, a uma fé mais feliz.

Em cada dia da Quaresma encontras duas páginas que contêm:

  • Uma citação bíblica usada na liturgia desse dia;
  • Uma frase bíblica em destaque;
  • Uma imagem para te ajudar a pensar;
  • Uma meditação que faz a ponte entre a Bíblia e a tua vida;
  • Uma proposta de oração.

Não tenhas medo desta aventura da fé

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Conforme tenho dito e escrito aqui neste 3 últimos anos, creio que não estou a ir além do permitido, ao incluir neste meu blogue as referidas leituras e imagens (que certamente não estarão tão bem impressas como no referido livro) – desde que faça alusão à sua publicação através das Edições Salesianas, mesmo até porque este blogue embora seja público, não deverá (com muita pena minha), alcançar grande número de leitores, apesar de servir talvez, por isso mesmo, para fazer um pouco de propaganda para o referido livro poder ser adquirido por mais gente… penso eu.

Dai que, durante este período de Quaresma, eu tenha decidido efetuar aqui a transcrição dos textos diariamente, sob a forma acima expressa, pelo que solicito a devida vénia às Edições Salesianas.

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António Fonseca

Endereço principal: antoniofonseca1940@hotmail.com

Endereço secundário: antoniofonseca40@gmail.com

Endereço do blogue: http://confernciavicentinadesopaulo.blopgspot.com

Nº 1589 - (3) - A VIDA DOS PAPAS DA IGREJA CATÓLICA - 15 de Março de 2013

Nº 1589 - (3)

BOM ANO DE 2013

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Caros Amigos:

Desde o passado dia 11-12-12 que venho a transcrever as Vidas do Papas (e Antipapas)

segundo textos do Livro O PAPADO – 2000 Anos de História.

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URBANO VIII

Urbano VIII

Urbano VIII

(1623-1644)

O Cardeal Barberini foi eleito em 6 de Agosto de 1623 e consagrado em 29 de Setembro seguinte, tomando o nome de Urbano VIII.

No seu primeiro dia como papa, emitiu as bulas de canonização de São Filipe Néri, Santo Inácio de Loiola e São Francisco Xavier, que Gregório XV deixara preparadas; reservou a designação de beatos para a Santa Sé e proibiu a representação com  o halo de santidade a pessoas não beatificadas ou canonizadas, assim com o a colocação de velas, retábulos e outros objetos de adoração ante os seus sepulcros, bem como a divulgação impressa de supostos milagres ou revelações.

A nível litúrgico, reduziu os dias de preceito a trinta e quatro, além dos domingos, introduziu novos ofícios e nomeou uma comissão para a reforma do Breviário de São Pio V, a qual se manteve até à reforma posterior de São Pio X.

Compôs o ofício de Santa Isabel e fixou os hinos para as festas de Santa Martinha, Santa Hermenegilda e Santa Isabel de Portugal, que canonizou em 1926.

Decretou, de acordo com o Concilio de Trento, que todos os bispos, incluindo cardeais, residissem na sua Sé.

Protegeu as ordens religiosas, aprovando, em 1626, a Ordem dos Sacerdotes da Missão ou Lazaristas, fundada por São Vicente de Paulo e várias congregações femininas.

Criou várias dioceses e vicariatos em países pagãos, para apoiar os missionários, alargou as atividades da Congregação da Propaganda Fide, fundou o Colégio Urbano, para preparar missionários com destino à China e Japão; proibiu a escravatura dos índios do Paraguai, Brasil e de todas as Índias Ocidentais. O seu interesse missionário foi recompensado em 1626, quando o Négus da Etiópia abdicou da crença monofisita para abraçar a fé católica, grandemente influenciado pelo jesuíta português patriarca Afonso Mendes.

Encarregou Bernini de várias obras monumentais, como o baldaquino na Basílica de São Pedro, e Maderno, dando início à construção da residência de férias dos papas em Castel Gandolfo.

Mandou fortificar vários pontos da cidade e do Vaticano, transformou Civita Vecchia em porto militar, erigiu várias igrejas e mosteiros e traçou passeios, ruas, praças e fontes públicas.

A nível político, ampliou os estados Pontifícios, quando o duque Francisco Maria della Rovere cedeu o ducado de Urbino à Igreja; não conseguiu trazer a Inglaterra ao catolicismo; teve um certo êxito na sua intervenção na Guerra dos Trinta Anos, com  a paz de 1644, cujos resultados finais se devem, em grande parte, à sua política, menos preocupado em restaurar o catolicismo na Europa do que em manter a sua independência e poder em Itália.

Foi acusado, e talvez com certa razão, de condescendência ante o absolutismo do cardeal Richelieu, em França.

Um caso muito falado e contestado ao seu pontificado foi a condenação de Galileu. O grande matemático e astrónomo adoptara a teoria heliocêntrica, defendida por Nicolau Copérnico em De revolutionibus orbium coelestium, de 1543, segundo a qual era o Sol e não a terra o centro do Universo, que era a Terra que girava à volta do Sol e não o inverso. Até o Papa Paulo V se interessara pela teoria e recebera Galileu em audiência.

Entretanto, outros cientistas, filósofos aristotélicos e exegetas bíblicos moviam uma campanha contra Galileu, dizendo que a teoria se encontrava em desacordo com a doutrina de Aristóteles e contradizia a própria Bíblia. Houve uma denúncia ao Santo Ofício e Galileu submeteu-se, mas entre 1622 e 1623, apareceram três cometas e, em 1632, Galileu publica Dialoghi sopra i due massimi sistemi… Tolemano e Copérnico, publicação que teve a aprovação eclesiástica e apoio de homens eminentes como o jesuíta Cavalleri e cientistas como Viviani e Castelli, mas a facção aristotélica conseguiu que o Santo Ofício, em 1633, abrisse um processo contra Galileu, que foi condenado como suspeito de heresia.

Galileu submeteu-se à sentença que o encarcerava por algum tempo, prisão que Urbano VIII suavizou, mandando que fosse cumprida na casa do Embaixador da Toscana. Daí passou a viver em Siena em casa de seu amigo Arcebispo Piccolomini e, finalmente, na sua própria residência, onde faleceu em 1642.

Um ponto contra Urbano VIII, foi o ter sido último para praticar o nepotismo em grande escala. Três dias depois da coroação fez cardeal o sobrinho Francisco Barberini, que nomeou bibliotecário do Vaticano e Vice-chanceler. Outro sobrinho, António Barberini, foi nomeado Cardeal, camareiro e comandante-chefe das tropas papais. Um terceiro sobrinho, Tadeu Barberini, foi nomeado príncipe da Palestina e prefeito de Roma, e até o seu irmão António, frade capuchinho, foi beneficiado com a diocese de Senigaglia, tornando-o Cardeal, grande penitenciário e bibliotecário do Vaticano.

Os sobrinhos envolveram-se numa luta com Odoardo Farnese, duque de Parma, por uma questão insignificante, e o papa acabou por excomungar o duque, privando-o de todos os seus feudos. O duque reagiu, acabando o papa por assinar uma paz vergonhosa, levantando a excomunhão e devolvendo os territórios ocupados pelas tropas papais.

Urbano VIII faleceu em Roma, dizendo-se na altura que a sua morte fora devida à tristeza pela sua derrota com o duque de Parma, na guerra inútil em que o tinham envolvido os seus favorecidos sobrinhos.

 

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INOCÊNCIO X

Inocencio X

Inocêncio X

(1644-1655)

O conclave demorou 37 dias para a eleição, porque os cardeais não queriam dar o voto a nenhum candidato pró-espannhol, mas acabaram por escolher, em 4 de Janeiro de 1644, o cardeal Pamphili, apesar da sua simpatia por Espanha, que tomou o nome de Inocêncio X, em honra de Inocêncio VIII, benfeitor dos Barberini.

Os dois cardeais e irmãos, Barberini, pensaram em extorquir-lhe concessões, mas o papa recusou e quis tomar ações legais, acusando-os de apropriação indevida dos re cursos públicos durante o pontificado anterior, mas eles refugiaram-se em Paris, protegidos pelo Cardeal Mazarino, adversário do papa.

Neste pontificado, a Guerra dos Trinta Anos, entre católicos e protestantes terminou com o Tratado de Vestefália de 1648, determinando a igualdade de cultos.

Inocêncio X viu diminuída a sua autoridade e protestou com a bula Zelus dominus Dei, declarando inválidos os artigos do tratado, como contrafios à Igreja de Cristo e à verdadeira religião e por não terem em conta nem as aspirações dos povos nem a moral, mas o seu protesto foi infrutífero.

O catolicismo começava a perder a hegemonia na Europa. A França mantinha-se essencialmente católica, mas não ajudava Roma, a Inglaterra era protestante, a Holanda calvinista e a Espanha entrava em declínio e verificava-se já supremacia do poder civil sobre o eclesiástico. Os papas já não podiam pensar em conter os reis dentro dos limites da justiça, por meio de sanções espirituais.

A nível internacional condenou, em 1653, o jansenismo baseado na doutrina do holandês Cornélio Jansen, bispo de Ypres.

Teve enérgica intervenção ao reprovar a chamada «heresia das duas cabeças», que pretendia para São Paulo uma autoridade igual à de São Pedro no governo da igreja.

Celebrou em 1650 mais um Ano Santo da Redenção, com grande influência de peregrinos a Roma.

Na Península Ibérica, Portugal vi via os primeiros anos da restauração da independência e Inocêncio X, fiel a Espanha, recusou-se a reconhecer o rei D. João IV e negou-lhe o direito de aprovar os bispos nomeados para Portugal. D. João IV recusou-se aceitar as nomeações de Inocêncio X, sem apreciação prévia da coroa, como era habitual.

A situação agravou-se a tal ponto que os três estados do reino dirigiram em 8 de Outubro de 1649, uma carta ao papa, pondo-o a par da gravidade do problema, pois as 13 dioceses do continente estavam todas vagas, com exceção de Elvas.

Inocêncio X morreu sem conseguir resolver os problemas do clero em Portugal.

 

 

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ALEXANDRE VII

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Alexandre VII

(1655-1667)

Depois de um conclave que durou cerca de quatro meses, devido à pressão dos cardeais franceses, o cardeal Fábio Chigi foi eleito por unanimidade e consagrado a 18 de Abril de 1655, tomando o nome de Alexandre VII, em atenção ao seu conterrâneo Alexandre III.

Logo no início do pontificado, e para acabar com o nepotismo, proibiu os seus parentes de se aproximarem do Vaticano, mas devido às pressões dos cardeais acabou por chamar um irmão e sobrinhos, cumulando-os de benefícios e dando-lhes importantes cargos eclesiásticos.

A nível internacional, condenou o Augustinus, de Cornélio Jansen, e as Cartas Provinciais, de Pascal, que atacavam ferozmente a Companhia de Jesus. Teve conflitos graves com o rei Luís XIV, de França, e o seu cardeal Mazarino, e assinou o Tratado de Pisa, em 1664, perdendo Avinhão. Na Península Ibérica continuaram os problemas com a corte espanhola dos Filipes, por causa da independência de Portugal.

A nível espiritual merece referência a bula Solicitudo, de 8 de Dezembro de 1661, sobre a Imaculada Conceição, cuja crença reafirmou.

Durante o seu pontificado deu-se a conversão da rainha Cristina, da Suécia, que foi viver para Roma, no Palácio Farnese. Nesta conversão tiveram grande influência o jesuíta português António Macedo, capelão da Embaixada de Portugal e, mais tarde, os padres da Companhia de Jesus, Francisco de Malinas e Paulo Casati.

Na altura da ida da Rainha para Roma, encontrava-se ali o padre António Vieira, e Cristina, impressionada com a sua eloquência, fez com que pregasse em italiano o sermão da quinta Terça Feira da Quaresma, em 1673, e os célebres sermões das cinco pedras da funda de David, em 1674.

Alexandre VI mandou construir a Bernini a grande colunata da Praça de São Pedro, cujas colunas são encimadas por 182 estátuas de santos.

Modernizou a Universidade de Roma, enriquecendo a sua biblioteca, e ordenou o restauro e decoração da Igreja de Santa Maria del Pópulo, da escada régia e da cadeira de São Pedro, na Basílica do Vaticano.

 

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Continua:…

Este Post era para ser colocado em 15-3-2013 – 10H30

ANTÓNIO FONSECA

Nº 1590 - 2ª Página - O ANTIGO TESTAMENTO - (20) - 15 de Março de 2013

15 de Março de 2013
antoniofonseca1940@hotmail.com
2013

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Distribuição das Tribos em ISRAEL

Nº 1590

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Caros Amigos:
Ver por favor a edição de, 12 de Novembro, deste Blogue.

Resolvi simplesmente começar a editar o ANTIGO TESTAMENTO que é composto pelos seguintes livros:
GÉNESIS, ÊXODO, LEVÍTICO, NÚMEROS (Estes já estão…) – Faltam apenas 1030 páginas…(mais ou menos) - Sejamos optimistas.
DEUTERONÓMIO, constantes do PENTATEUCO; JOSUÉ, JUÍZES, RUTE, 1º E 2º de SAMUEL, 1º e 2º Reis, (2) CRÓNICAS (paralipómenos), ESDRAS, NEEMIAS, TOBIAS, JUDITE, ESTER, 1º E 2. MACABEUS (Livros históricos); JOB, SALMOS, PROVÉRBIOS, ECLESIASTES, CÂNTICO DOS CÂNTICOS, SABEDORIA, ECLESIÁSTICO (Livros Sapienciais ); ISAÍAS, JEREMIAS, JEREMIAS – Lamentações, BARUC, EZEQUIEL, DANIEL, OSEIAS, JOEL, AMÓS, ABDIAS, JONAS, MIQUEIAS, NAUM, HABACUC, SOFONIAS, AGEU, ZACARIAS e MALAQUIAS (Profetas).
SÃO APENAS POUCO MAIS DE 40 LIVROS = 1260 PÁGINAS … (coisa pouca…)
Poderei porventura dar conta do recado? Se calhar, não!
Só Deus o sabe e decerto providenciará o que lhe aprouver!
SEI: que é uma tarefa ciclópica, impossível., etc., para os meus 73 anos (*) . Desconheço se conseguirei executar esta tarefa e sei os limites que poderão antepor-se-me, mas CREIO EM DEUS TODO-PODEROSO que não me desamparará em ocasião alguma.
Com Fé e perseverança tudo se consegue e portanto irei até onde Deus me permitir, rezando todos os dias para que eu possa Evangelizar com os meios que tenho à disposição, durante o tempo que Deus Nosso Senhor Jesus Cristo entender.
Se o conseguir, darei muitas Graças a Deus
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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos,o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:
IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.
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Nº 1590 - 2ª Página

15 de Março de 2013

ANTIGO TESTAMENTO

DEUTERONÓMIO
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Mapa antigo de Israel

DEUTERONÓMIO

Segundo Discurso de MOISÉS

20  -  AS LEIS DA GUERRA – «Quando avançares contra os teus inimigos a fim de os combateres, e vires a cavalaria, os carros de guerra e um exército mais numeroso que o teu, não te assustes, porque o Senhor, teu Deus, que te tirou do Egipto, está contigo. Quando se aproximar o momento do combate, o sacerdote avançará e falará ao povo. Dir-lhe-á: «Escuta Israel! Ides hoje dar batalha aos vossos inimigos; que a vossa coragem não desfaleça; não vos amedronteis e não vos deixeis desorientar ou aterrar por eles, porque o Senhor vosso Deus, acompanha-vos para combater os vossos inimigos e para vos dar vitória». A seguir os oficiais dirão ao povo: «Quem de entre vós construiu uma casa nova e ainda não tomou posse dela? Esse que parte e regresse à sua casa, pois poderia morrer na batalha, vir outro e apossar-se dela. Quem, de entre vós plantou uma vinha e ainda não se regozijou com os frutos? Esse que parta e regresse à sua casa; porque poderia morrer na batalha, vir outro e vindimá-la em seu lugar. Quem de entre vós prometeu casamento a uma mulher e a não desposou ainda? Esse que parta e regresse a sua casa; porque poderia morrer na batalha, e vir outro homem e desposá-la». Os oficiais dirão ainda ao povo: «Há alguém medroso e de coração desfalecido? Esse que se retire e regresse à sua casa para que o coração de seus irmãos não desfaleça como o seu». Quando os oficiais tiverem acabado de falar ao povo, os chefes das divisões colocar-se-ão à frente do povo.

Ao marchares sobre uma cidade para a atacares, oferecer-lhe-ás primeiro a paz. Se ela aceitar a paz e te abrir as portas toda a população se tornará tributária e te servirá. Mas, se não transigir e quiser entrar em guerra contigo, sitiá-la-ás. E quando o Senhor, teu Deus, a entregar nas tuas mãos, passarás todos os seus habitantes varões a fio da espada. Só poderás tomar para ti as mulheres, as crianças, o gado e tudo quanto se encontrar na cidade, como espólio, e aproveitarás os despojos dos teus inimigos, que o Senhor teu Deus, te entregar. Procederás assim com todas as cidades muito afastadas, que não fazem parte das cidades destas nações. Quanto às cidades daqueles povos que o Senhor, teu Deus, te há-de dar por herança, não deixarás subsistir nelas nem uma só alma. Votarás à interdição o heteu, o amorreu, o cananeu, o ferezeu, o heveu e o jebuseu, como te ordenou o Senhor, teu Deus, para que não vos ensinem, a imitar as abominações que praticam em honra dos seus deuses, e venhais a pecar contra o Senhor, vosso Deus.

Quando sitiares uma cidade durante muito tempo e a atacares para te apoderares dela, não destruirás as árvores a golpe de machado; alimentar-te-ás de seus frutos, mas não as derrubarás.Porque a árvore do campo não é um homem, para que a ataques durante o assédio. Somente poderás sacrificar e derrubar as árvores que não são de fruto, a fim de as utilizares nos trabalhos do cerco contra a cidade que está em guerra contigo até que ela sucumba».

 

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Os Dez Mandamentos

Discursos de Moisés durante o Êxodo e Apêndice relatando a fim da sua atuação e a sua morte,

antes de chegar à Terra Prometida

Textos do LivroDEUTERONÓMIOdo ANTIGO TESTAMENTO

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15 de MARÇO de 2013 – 10.15 h
ANTÓNIO FONSECA

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http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt; http://bibliaonline.com.br/acf
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