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domingo, 12 de maio de 2013

Nº 1648-4 - A Religião de Jesus - Domingo da ASCENSÃO DO SENHOR - 12 de Maio de 2013

Nº 1648-4
Do livro A Religião de Jesus, de José Mª Castillo – Comentário ao Evangelho do dia – Ciclo A (2010-2011) – Edição de Desclée De Brouwer – Henao, 6 – 48009 Bilbaowww.edesclee.cominfo@edesclee.com: tradução de espanhol para português, por António Fonseca
Estrela O texto dos Evangelhos, que inicialmente estavam a ser transcritos e traduzidos de espanhol para português, diretamente através do livro acima citado, são agora copiados mediante a 12ª edição do Novo Testamento, da Difusora Bíblica dos Missionários Capuchinhos, (de 1982, salvo erro..). No que se refere às Notas de Comentários continuam a ser traduzidas como anteriormente.AF.
12 de Maio de 2013
Domingo da ASCENSÃO DO SENHOR

Lc 24, 46-52
Jesus disse aos seus discípulos: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dentre os mortos ao terceiro dia, que havia de ser pregado, em Seu nome, o arrependimento e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas destas coisas. E eu vou mandar sobre vós O que Meu Pai prometeu. Entretanto, permanecei na cidade até serdes revestidos com a força lá do Alto».
Depois, levou-os até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, separou-Se deles e elevava-Se ao Céu. E eles, depois de O terem adorado, voltaram para Jerusalém com grande alegria. E estavam continuamente no Templo a bendizer a Deus.
1 – A festividade da Ascensão pode resultar, para algumas pessoas, uma comemoração enganadora. Por suposto, este dia recorda-nos a Exaltação de Jesus. Mas nunca se deve entender esta celebração como a superação do humano, para transcender a um plano superior, que seria o plano do divino. Jesus ressuscitado e glorificado segue sendo a plenitude do humano. E segue sendo a imagem do divino, encarnado no humano. Jesus segue sendo tão humano como divino. Mas, para nós, humanos, Jesus glorioso segue sendo a manifestação do Transcendente no imanente. Jesus não foi para o Céu para que nós levantemos os nossos olhos da terra. Mas é somente na terra e desde a nossa condição terrena que podemos pensar em Deus e falar de Deus, e isso é possível porque Jesus segue sendo humano.
2 Esta festa nos diz que Jesus é o centro dos tempos. O antigo já passou. Somente nos fica a força do Espírito que nos recorda e atualiza esta centralidade da presença humanizada de Deus em todo o humano, belo, feliz e grato que podemos encontrar neste mundo. Neste sentido – e só neste sentido – se pode afirmar que Jesus é o centro do tempo (H. Conzelmann).


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http://confernciavicentinadesopaulo.blogspot.com/
Compilação (e tradução dos comentários) por António Fonseca
http://bibliaonline.com.br/acf;
NOTA FINAL:
Continuo a esclarecer que os comentários aos textos do Evangelho, aqui expressos, são de inteira responsabilidade do autor do livro A RELIGIÃO DE JESUS e, creio eu… apenas retratam a sua opinião – e não a minha ou de qualquer dos meus leitores, que eventualmente possam não estar de acordo com ela. Eu apenas me limito a traduzir de espanhol para português os Comentários.
NEM EU NEM NINGUÉM ESTÁ OBRIGADO A ESTAR DE ACORDO.
Mais uma nota ainda:
Estes são os meus endereços atuais:
Para contatos normais: antoniofonseca1940@hotmail.com
e sobre o blogue: - antoniofonseca40@gmail.com
Hiperligações normais que utilizo para textos insertos no blogue:
- http://bibliaonline.com.br/acf; http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt
Post para publicação em 12-5-2013 - 11H00
Até lá, se Deus quiser.
António Fonseca
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Nº 1648-3 - Encontro diário com Deus - Domingo - 12 de Maio de 2013

Do livro – Encontro diário com Deus - Editora Vozes – Petrópolis - http://www.vozes.com.
 
 
Nº 1648-3
 
 
Domingo - 12 de Maio de 2013
 
Pensamento do Dia
 
 
O olhar dos olhos de nossa mãe é parte de nossa alma,
é o olhar que nos penetra por nossos olhos.
 

Alphonse de Lamartine
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Todas as coisas tendem a seu lugar próprio, movidas pelo seu peso.
Enquanto se acham na desordem estão inquietas, mas quando estão já ordenadas, estão em paz.
Meu peso é meu amor; e ele me leva para onde quer que eu vá.
Por bondade tua, Senhor, nos acendemos e tendemos para o alto;
abrasamo-nos e nos pomos a caminho.
Escalamos altos píncaros dentro de nosso coração e cantamos a canção das ascensões, incendiados pelo teu santo fogo.
Vamos em chamas, porque vamos subindo para Jerusalém e para a sua paz.
Enchi-me de alegria porque me disseram: «iremos à casa do Senhor» (Sl 121, 1).
Ali nos colocou a tua vontade, e ali permaneceremos por toda a eternidade.
 
 
 
Santo Agostinho de Hipona

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NOTA:
Este livro foi adquirido em 11-2-2013 por mim, e, apesar de:
Todos os direitos reservados.
Julgo não estar a utilizar abusivamente parte dos textos ali publicados, para os editar diariamente no meu blog.
Se, no entanto, a Editora entender que não os devo publicar, agradeço que me informem de imediato, através do meu endereço:

http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt; http://bibliaonline.com.br/acf

Nº 1648 - 2ª Página - O ANTIGO TESTAMENTO - JUÍZES - Apêndices - 12 de Maio de 2013



12 de Maio de 2013
Nº 1648 - 2ª Página
antoniofonseca1940@hotmail.com
2013

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Distribuição das Tribos em ISRAEL
Nº 1647
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Caros Amigos:
Ver por favor a edição de, 12 de Novembro, deste Blogue.
Resolvi simplesmente começar a editar o ANTIGO TESTAMENTO que é composto pelos seguintes livros:
GÉNESIS, ÊXODO, LEVÍTICO, NÚMEROS, DEUTERONÓMIO, constantes do PENTATEUCO, JOSUÉ,– (Estes já estão…)
Faltam apenas 879 páginas…(mais ou menos) - Sejamos optimistas.
JUÍZES, RUTE, 1º E 2º de SAMUEL, 1º e 2º Reis, (2) CRÓNICAS (paralipómenos), ESDRAS, NEEMIAS, TOBIAS, JUDITE, ESTER, 1º E 2. MACABEUS (Livros históricos); JOB, SALMOS, PROVÉRBIOS, ECLESIASTES, CÂNTICO DOS CÂNTICOS, SABEDORIA, ECLESIÁSTICO (Livros Sapienciais ); ISAÍAS, JEREMIAS, JEREMIAS – Lamentações, BARUC, EZEQUIEL, DANIEL, OSEIAS, JOEL, AMÓS, ABDIAS, JONAS, MIQUEIAS, NAUM, HABACUC, SOFONIAS, AGEU, ZACARIAS e MALAQUIAS (Profetas).
!!!SÃO APENAS POUCO MAIS DE 40 LIVROS = 1260 PÁGINAS …!!! (coisa pouca…)
Poderei porventura dar conta do recado? Se calhar, não! Só Deus o sabe e decerto providenciará o que lhe aprouver!
SEI: que é uma tarefa ciclópica, impossível., etc., para os meus 73 anos (*) .
Desconheço se conseguirei executar esta tarefa e sei os limites que poderão antepor-se-me, mas CREIO EM DEUS TODO-PODEROSO que não me desamparará em ocasião alguma. Com Fé e perseverança tudo se consegue e portanto irei até onde Deus me permitir, rezando todos os dias para que eu possa Evangelizar com os meios que tenho à disposição, durante o tempo que Deus Nosso Senhor Jesus Cristo entender.
Se o conseguir, darei muitas Graças a Deus
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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos, – o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:
IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.
É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.
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Nº 1648 - 2ª Página
12 de Maio de 2013
ANTIGO TESTAMENTO
JUÍZES
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Mapa antigo de Israel

JUÍZES

APÊNDICES


20 - GUERRA ENTRE ISRAEL E BENJAMIM – Movimentaram-se, pois, todos os filhos de Israel, como um só homem, desde Dan até Bersabeia, e até à terra de Galaad, e reuniram-se diante do Senhor em Mesfa. Todos os chefes do povo e todas as tribos de Israel apresentaram-se diante da assembleia do povo de Deus, em número de quatrocentos mil homens armados. E os filhos de Benjamim souberam que os filhos de Israel tinham subido a Mesfa. Os filhos de Israel disseram: «Dizei-nos de que modo se cometeu este crime» O levita, marido da mulher, respondeu: «Cheguei a Gabaa de Benjamim com minha mulher, para ali passar a noite. Os homens de Gabaa, porém, amotinaram-na contra mim e cercaram a casa, querendo matar-me; abusaram de minha mulher, e ela morreu. Tomei-a então e cortei-a em pedaços, que mandei distribuir por todo o território da herança de Israel, porque cometeram um crime infame em Israel. Todos vós, ó filhos de Israel, que estais aqui presentes, dai o vosso parecer e tomai uma decisão». Levantou-se então todo o povo como um só homem dizendo; «Não voltaremos às nossas tendas e ninguém voltará a sua casa. Eis o que vamos fazer contra Gabaa: Lancemos sortes contra ela! Tomaremos de todas as tribos de Israel, dez homens de cada cem, cem de cada mil e mil de cada dez mil, que irão procurara viveres para o exército a fim de nós podermos combater. Quando eles voltarem, trataremos a Gabaa de Benjamim como ela merece pela infâmia  que cometeu contra Israel». Assim se coligou todo o Israel, como se fora um só homem, contra esta cidade. Mandaram mensageiros a toda a tribo de Benjamim, para que lhe dissessem: «Que crime é este que se cometeu no meio de vós? Entregai-nos sem demora os celerados de Gabaa, para que os matemos e tiremos o mal do meio de Israel». Mas os benjamitas não quiseram dar ouvidos ao que lhes propunham seus irmãos, os filhos de Israel. Juntaram-se, e em Gabaa de todas as suas cidades para combater o povo de Israel. Alistaram-se, naquele dia, vinte e cinco mil benjamitas, todos armados para a guerra, sem contar com os habitantes de Gabaa. Entre todo o povo havia setecentos homens de escol que não se serviam da mão direita, e todos capazes de atirar pedras com a funda a um cabelo  sem errar o alvo. O número dos israelitas recenseados, excluindo os filhos de Benjamim, era de quatrocentos mil homens amados, todos aptos para o combate. Os israelitas subiram a Betel para consultar o Senhor, e disseram: «Quem de nós subirá primeiro para pelejar contra os benjamitas?» O Senhor respondeu-lhes: «Judá irá adiante!» Partiram os filhos de Israel, no dia seguinte de manhã, e acamparam perto de Gabaa. Começaram o combate contra os filhos de Benjamim, e puseram-se em ordem de batalha perto da cidade. Saindo os filhos de Benjamim  infligiram a Israel naquele dia uma perda de vinte e dois mil homens. Todos os filhos de Israel, recobrando coragem, puseram se outra vez em ordem de batalha no mesmo lugar onde estiveram na véspera. Mas, primeiro, clamaram ao Senhor e choraram diante d'Ele até à noite. Por fim, consultaram-no, dizendo: «Devemos continuar ainda a combater os filhos de Benjamim, nossos irmãos?» O Senhor respondeu: «Marchai contra eles e dai-lhes batalha». Os filhos de Israel avançaram, pois, segunda vez, contra os benjamitas, que saíram de Gabaa ao seu encontro e lançaram-nos de novo por terra, matando dezoito mil combatentes. Então, todos os filhos de Israel subiram a Betel,ali sentados, choraram diante do Senhor, jejuando desde manhã até à tarde, e ofereceram-Lhe holocaustos e vítimas pacificas. E consultaram o Senhor. Naquele tempo, a arca da aliança de Deus estava lá, com Fineias, filho de Eleazar, filho de Aarão, que presidia no santuário. Disseram, pois: «Devemos continuar ou cessar a guerra contra os filhos de Benjamim, nossos irmãos?» O Senhor respondeu: «Ide, porque amanhã Eu vo-los entregarei nas vossas mãos». Os filhos de Israel puseram emboscadas em volta e Gabaa, e, pelo terceiro dia, recomeçou o combate contra Benjamim na mesma ordem de batalha  que antes. Saindo contra eles, os benjamitas deixaram-se atrair para longe da cidade, e como das outras vezes, feriram e mataram alguns homens de Israel, uns trinta aproximadamente, nos caminhos que sobem para Betel e para Gabaa através do campo. Os filhos de Benjamim disseram: «Ei-los derrotados diante de nós como antes». Os filhos de Israel, porém, diziam: «Fujamos, a fim de os atrairmos  para longe da cidade por estes caminhos». Então saindo todos os filhos de Israel dos seus postos, colocaram-se em ordem de batalha em Baal-Tamar, enquanto os homens da emboscada deixavam os seus esconderijos na planície e Gabaa. Surgiram assim diante de Gabaa dez mil homens de escol do exército de Israel.  A batalha foi rude contra os filhos de Benjamim, os quais não advertiram que a morte os espreitava por todos os lados. O Senhor destruiu Benjamim à vista dois filhos de Israel, os quais mataram naquele dia vinte e cinco mil e cem homens, todos guerreiros e valentes  Os filhos de Benjamim foram, pois, derrotados.  Os filhos de Israel tinham-lhes cedido terreno para fugir, porque confiavam na emboscada, preparada de antemão, junto da cidade. Saindo, pois, os homens da emboscada, cercaram a cidade e passaram-na ao fio da espada. Ora, os homens de Israel tinham combinado com os da emboscada que fizessem subir da cidade uma nuvem de fumo, como sinal. Os filhos de Israel simularam a fuga no combate e Benjamim pôs-se a ferir e a matar cerca de trinta homens, dizendo: «Não há dúvida, estão derrotados diante de nós como no primeiro combate». Mas quando a nuvem de fumo começou a aparecer sobre a cidade, os filhos de Benjamim olharam para trás e viram Gabaa incendiada. Os filhos de Israel voltaram e os benjamitas ficaram horrorizados perante o desastre que os ameaçava. Fugiram diante dos israelitas em direcção ao deserto; o exército, porém, perseguiu-os de perto e os que ficaram na cidade foram massacrados cada um no seu próprio lugar. Cercaram os benjamitas, perseguiram-nos e esmagaram-nos em todas as suas paragens, até perto de Gabaa, para as bandas do levante. Desta sorte caíram dezoito mil homens guerreiros  Os restantes homens de Benjamim fugiram para o deserto e refugiaram-se no rochedo de Remon. Na fuga, foram ainda mortos cinco mil homens pelos caminhos  e, perseguindo-os de perto até Gedeão, mataram ainda mais dois mil. Naquele dia foram mortos vinte e cinco mil combatentes e Benjamim, homens, guerreiros e valentes. Seiscentos homens tinham escapado na sua fuga para o deserto, escondendo-se no rochedo de Remon, por espaço de quatro meses. Mas os filhos de Israel, voltando do combate, passaram ao fio da espada todo o resto da cidade, desde os homens até aos animais. Incendiaram também todas as cidades de Benjamim.


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Textos recolhidos do Livro “JUÍZES” do ANTIGO TESTAMENTO
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12 de MAIO de 2013 – 10.15 h
ANTÓNIO FONSECA
7map-1195aeac0b2f22222222222222222[2],
http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt; http://bibliaonline.com.br/acf
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Nº 1648 - (132-13) – 1ª Página - SANTOS DE CADA DIA - Domingo - 12 de Maio de 2013 - 5º ANO

Ver Notas no final

e-mail: antoniofonseca1940@hotmail.com

Nº 1648 - (132-13) – 1ª Página



Domingo - 12 de Maio de 2013

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Nº 1648-1 - (132-13)

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E U   S O U




AQUELE   QUE   SOU



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JOANA DE AVEIRO, Beato
Princesa (1452-1490)



Nasceu a Beata Joana em Lisboa, no ano de 1452. Era filha de D. Afonso V e de sua mulher, D. Isabel.
Logo desde criança começou a mostrar o gosto que tinha pelas coisas de Deus. Recolhia-se muitas vezes num oratório, lia e meditava as vidas dos santos.
A sua formosura era tanta que, segundo afirma Frei Luís de Sousa,  vieram pintores doutras nações para a retratar; o que se dava naqueles tempos, sobretudo quando qualquer príncipe desejava para esposa uma princesa estrangeira.
Sua mãe faleceu, tendo Joana quatro anos. Conhecendo D. Afonso V o grande talento da filha  ordenou que nada se alterasse no governo da casa real, ficando ela a substituir a sua falecida mãe.  A santa donzela soube aproveitar a nova situação para se entregar com mais liberdade à prática da penitência. Usava camisas de estamenha áspera, que trazia juntamente com um  cilício por debaixo das suas roupas reais.
Jejuava muitos dias a pão e água, particularmente às sextas-feiras, empregando vários meios para dissimular a sua abstinência.
Os pobres tinham nela uma protectora desvelada. Encarregou um homem muito virtuoso de distribuir as suas esmolas. Tinha um livro com os nomes dos necessitados, grau de pobreza de cada um e dia em que lhe devia ser dada esmola. Em quinta-feira santa mandava chamara doze mulheres pobres, das mais desamparadas, lavava-lhes os pés e despedia-as , depois de lhes ter dado roupas novas e dinheiro.
Várias vezes foi pretendida para esposa por príncipes estrangeiros. Conseguiu, porém, satisfazer o grande desejo que tinha de conservar sempre a Jesus como seu único esposo.
Um dos sonhos dourados da beata Joana era entrar para uma ordem religiosa  As dificuldades eram muitas  mas a sua confiança em Deus venceu-as todas  Em 1471 partiu D. Afonso V para África,  onde tomou Arzila e ocupou Tânger, que os mouros lhe abandonaram. A notícia desta vitória causou grande alegria em todo o reino. Logo que viu seu pai, correu para ele e saudou-o respeitosa e alegremente. Aproveitando a ocasião, disse-lhe que os monarcas da antiguidade costumavam oferecer sacrifícios aos deuses quando alcançavam qualquer vitória. Que ele também devia oferecer ao Deus verdadeiro o sacrifício da sua única filha. D. Afonso não pôde negar o que lhe pedia, consentindo que entrasse para um convento, apesar dos inconvenientes que nisso achavam o príncipe e as senhoras da corte.
Depois de estar algum tempo no mosteiro de Odivelas,  partiu para o convento de Jesus em Aveiro, onde, passado  algum tempo  recebeu o hábito de noviça. Desde que o vestiu  abandonou por completo todas as galas reais, querendo parecer se em tudo com a mais humilde noviça. Levou a sua humildade até ao ponto de lavar roupa,  amassar pão, varrer as casas, não querendo ser privilegiada em coisa alguma.  Aprendeu a fiar e a tecer, e do linho por ela preparado se faziam os corporais para a igreja.
Caindo gravemente doente, o rei mandou que tirasse o hábito. Consultado o vigário geral dos Dominicanos em Portugal e vários teólogos, estes foram de parecer que ela não devia professar, por causa dos seus poucos anos.
Estando reunida a comunidade,  declarou à Prioresa que, por obediência, desistia de professar. Tirou o  hábito e colocou-o sobre o altar; passadas algumas horas, tornou a vesti-lo dizendo que dali em diante o traria por devoção. Embora não estivesse obrigada à regra, cumpria-a com todo o esmero.
O Senhor pagou-lhe tanta generosidade, concedendo-lhe abundantes graças e inundando-lhe a alma de alegria, que se manifestava sobretudo quando recebia a Sagrada Comunhão.
Em 1479 começou uma peste a assolar o país.  A vila de Aveiro não foi poupada ao flagelo. O rei, vendo o perigo em que estava sua filha, ordenou que saísse da vila e do convento.  A santa obedeceu, dirigindo-se para o Alentejo, aonde a peste ainda não tinha chegado. Passados onze meses, voltou a Aveiro.
Em 1481 perdeu o seu querido pai, a quem sucedeu D. João II. Todas estas contrariedades foram aproximando mais de Deus a alma da Beata Joana. Nada havia neste mundo que a prendesse, suspirava pelo céu.
Em 1489 começou a ter febre contínua, acompanhada de vómitos. Foi piorando, até que em princípios de Maio de 1490 reconheceu estar próxima a sua última hora.  No dia 12 de maio, pelas 2 horas da madrugada, estando reunida a comunidade em volta do seu leito, começaram as religiosas a rezar o ofício da agonia e ao chegarem à invocação Omnes Sancti Innocentes, abriu os olhos e, levantando-os para um pequeno espaço para o céu, despediu a inocente alma em companhia dos santos inocentes.
Ao fim da manhã do mesmo dia realizou-se o funeral, cujas exéquias solenes se celebraram no dia seguinte. Em Aveiro chorou-se durante muito tempo a memória da beata Joana. Muitos milagres se operaram por sua intercessão. Em 4  de Abril de 1693 foi beatificada pelo papa Inocêncio XII. Depois da beatificação, D. Pedro II mandou construir um túmulo luxuoso para onde foram trasladadas e onde ainda hoje se conservam as relíquias da serva de Deus.
Paulo VI, a 5 de Janeiro de 1965, declarou a Beata especial protectora da cidade de Aveiro.


NEREU, AQUILEU e PANCRÁCIO, Santos
Mártires
Dos Santos Nereu e Aquileu há umas Actas do martírio do século V, que já Barónio considerava dignas de pouca fé. Não se pode determinar se estes dois morreram no tempo de Domiciano, que os desterrou para a ilha Pôncia, ou no tempo de Nerva, como dizem as Actas, ou ainda no tempo de Trajano.
Duas coisas certas conhecemos deles: o martírio e o lugar da sepultura. Parece que estavam ligados à casa de Domitila, a jovem, sobrinha de Flávia Domitila, casada com Flávio Clemente. Deportados para a dita ilha por serem cristãos, foram depois mudados para Terracina e aí decapitados. Os corpos foram levados para Roma e sepultados no cemitério de Domitila.
Efectivamente, aqui se encontraram os nomes dos dois mártires Aquileu e Nereu, escritos com letras do século IV, gravadas em colunas que formavam parte duma capela.
A vida deles antes do martírio pode deduzir-se do elogio métrico redigido por São Dâmaso, que também se encontrou. Os dois Santos parecem ter pertencido à coorte pretoriana de Nero. São distinguidos como valentes e assinalados como possuidores das mais altas condecorações romanas. Um dia sentiram-se atraídos pelos encantos da verdade cristã. Segundo as Actas, pela pregação mesma de São Pedro, mas isto não consta. Recebido no baptismo, Nereu e Aquileu deram baixa no exército e, com a subida ao poder da dinastia Flávia, uniram-se, não se sabe a que título, com a casa de Domitila.
São Pancrácio, rapaz de 14 anos, parece que veio do Oriente e morreu em Roma, decapitado no tempo do imperador Vespasiano, como dizem as suas Actas,  que foram revalorizadas pelas investigações de João Baptista Rossi. Conservamos também o texto latino da epígrafe que Honório I (625-638) mandou lavrar no sepulcro  do jovem mártir:
«Pelo insigne mérito e singulares graças do Bem-aventurado Pancrácio, o Bispo Honório, servo do Senhor, para bem do povo de Deus derribou o velho edifício que ameaçava ruína e estava privado do corpo do Santo por descuido dos antigos; mandou levantar de raiz outra igreja e nela colocou, dentro do altar adornado com preciosos mármores, as relíquias que antes estavam na parede exterior do edifício».
O culto a São Pancrácio foi, desde o principio  intenso. A Igreja gloria-se em todos os tempos dos seus mártires. O sangue, o heroísmo da fé e as flores das virtudes que mostraram, são neles o fruto mais sazonado e digno que se pode apresentar a Deus, com o prova do amor e gratidão que merecem a morte e o sangue de Cristo, derramado tão generosamente por nós.

EPIFÂNIO, Santo
Bispo (315-403)

Nasceu na Palestina pelo ano de 315; faleceu em 403. Judeu helenizante convertido, foi trinta e seis anos (376-403) bispo de Salamina, em Chipre. Entre numerosos escritos, o seu Panarion (caixa de medicamentos) continua indispensável para os historiadores da Igreja antiga. Epifânio dá cabo nele de 80 heresias, «precisamente tantas, diz ele, como há concubinas no Cântico dos Cânticos» (6, 8). Parecem heresias demais! Como polemista, não é agradável para se ler; primeiro, porque não escreve bem; depois, porque é demasiado áspero para com os opositores.


LÚCIA FILIPPINI, Santa
Educadora (1672-1732)

Veio ao mundo em Tarquínia (Itália), a 13 de Janeiro de 1672, no seio de uma nobre e cristã família. Aos poucos meses perdeu a mãe e aos sete anos, o pai. Recolhida pelos tios maternos, recebeu a educação própria dos nobres daquela época.
Em 1688, o cardeal Marcantónio Barbarigo, admirado com o comportamento exemplar de Lúcia, pediu licença aos parentes para levá-la com ele para Montefiascone, a fim de lhe proporcionar uma sólida formação. Hospedada como educanda no mosteiro de Santa Clara, em 1694 o Cardeal Barbarigo confiou-lhe a direcção das escolas populares femininas, abertas na diocese dois anos antes por Rosa Venerini.
Lúcia Filippini consolidou as escolas existentes, abriu outras novas e, associada ao cardeal Barbarigo  fundou o Instituto das Mestras Pias que mais tarde tomará o nome de Mestras Pias Filippini. A sua fama de educadora estendeu-se de tal forma que em 1707 o Papa Clemente XI convidou-a para fundar algumas escolas populares e um conservatório em Roma. Tonou-se assim a pioneira das escolas populares na cidade eterna e no Estado Pontifício.
Depois de uma longa e dolorosa enfermidade, morreu aos 60 anos, em Montefiascone (Viterbo), no dia 25 de Março de 1732. Pio XI, na alocução de 29 de Setembro de 1926, classificou-a: «A mestra santa».
DIP 5, 745-6



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MÊS DE MAIO, MÊS DE MARIA
  • Nossa Senhora de Fátima, pediu aos Pastorinhos
  • “REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS”
  • aos-ps-de-mARIA22222222222222
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  • NOTA:
  • Como decerto hão-de ter reparado, são visíveis algumas mudanças na apresentação deste blogue (que vão continuar… embora não pretenda eu que seja um modelo a seguir, mas sim apenas a descrição melhorada daquilo que eu for pensando dia a dia para tentar modificar para melhor, este blogue). Não tenho a pretensão de ser um “Fautor de ideias” nem sequer penso ser melhor do que outras pessoas. Mas acho que não fica mal, cada um de nós, dar um pouco de si, todos os dias, para tentar deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos, quando nascemos e começamos depois a tomar consciência do que nos rodeia. No fim de contas, como todos sabemos, esta vida é uma passagem, e se Deus nos entregou o talento para o fazer frutificar e não para o guardar ou desbaratar, a forma que encontrei no “talento” de que usufruo, é tentar fazer o melhor que posso, aliás conforme diz o Evangelho.
    A PARTIR DE HOJE AS PÁGINAS SERÃO NUMERADAS PELA ORDEM ABAIXO INDICADA:
    Pág. 1 – Vidas de SantosPág. 2 – O Antigo Testamento; e Pág. 3 – ENCONTRO DIÁRIO COM DEUS - Além disso, semanalmente (ao Domingo e alguns dias santificados – quando for caso disso –) a Pág. 4 – A Religião de Jesus; e a Pág. 5 - Salmos) e, ainda, ao sábado, a Pág. 6 – In Memoriam.
  • Para terminar, APELO NOVAMENTE aos meus eventuais leitores se manifestem, sobre o merecimento OU NÃO deste Blogue ou dos textos que venho colocando diariamente bastando para tal marcar o quadrado que entendam, que segue sempre abaixo de cada publicação, como aliás eu faço, relativamente aos blogues que vou vendo sempre que me é possível, com o que ficaria muito grato.

    António Fonseca
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    http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt; http://bibliaonline.com.br/acf