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quinta-feira, 30 de maio de 2013

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Uma mulher na origem do “Corpus Christi” - 30 de Maio de 2013

QUARTA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2013

Uma mulher na origem do “Corpus Christi”


Este texto contém a catequese que o Papa Bento XVI dirigiu aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, na quarta-feira, 17 de novembro de 2010, para a audiência geral. Nesse mesmo dia, essa intervenção do Sumo Pontífice foi publicada pelo boletim diário de www.zenit.org.
***
Queridos irmãos e irmãs:
Também nesta manhã eu gostaria de vos apresentar uma figura feminina, pouco conhecida, à qual a Igreja, no entanto, deve um grande reconhecimento, não somente pela sua santidade de vida, mas também porque, com seu grande fervor, ela contribuiu para a instituição de uma das solenidades litúrgicas mais importantes do ano, a do Corpus Domini (em português, mais conhecida como Corpus Christi, N. da T.).
Estamos falando de Santa Juliana de Cornillon, conhecida também como Juliana de Liège. Possuímos alguns dados sobre sua vida, sobretudo por meio de uma biografia, escrita provavelmente por um contemporâneo seu, que recolhe vários testemunhos de pessoas que conheceram diretamente a santa.
Juliana nasceu entre 1191 e 1192, nas proximidades de Liège, na Bélgica. É importante sublinhar este lugar, porque naquela época a diocese de Liège era, por assim dizer, um verdadeiro "cenáculo eucarístico". Antes de Juliana, insignes teólogos haviam ilustrado lá o
valor supremo do sacramento da Eucaristia e, sempre em Liège, havia grupos femininos generosamente dedicados ao culto eucarístico e à comunhão fervente. Guiadas por sacerdotes exemplares, tais mulheres moravam juntas, dedicando-se à oração e às obras de caridade.
Órfã aos 5 anos de idade, Juliana, junto à sua irmã Inês, foi confiada aos cuidados das religiosas agostinianas do convento-leprosário de Mont-Cornillon. Foi educada sobretudo por uma freira cujo nome era Sabedoria e que acompanhou seu amadurecimento espiritual, até que a própria Juliana recebeu o hábito religioso e se converteu, também ela, em freira agostiniana. Adquiriu uma notável cultura, chegando até a ler as obras dos Padres da Igreja em latim, particularmente Santo Agostinho e São Bernardo. Além de uma inteligência vivaz, Juliana mostrava, desde o começo, uma propensão particular à contemplação; tinha um sentido profundo da presença de Cristo, que experimentava vivendo de maneira particularmente intensa o sacramento da Eucaristia e meditando com freqüência sobre as palavras de Jesus: "Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos" (Mt 28,20).
Aos 16 anos, teve uma primeira visão, que depois se repetiu muitas vezes em suas adorações eucarísticas. A visão apresentava a lua em seu pleno esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. O Senhor a fez compreender o significado do que lhe aparecera. A lua simbolizava a vida da Igreja na terra; a linha opaca representava, no entanto, a ausência de uma festa litúrgica, para cuja instituição se pedia a Juliana que trabalhasse de maneira eficaz, isto é, uma festa na qual os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar sua fé, crescer na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.
Durante cerca de 20 anos, Juliana - que, enquanto isso, havia se tornado a priora do convento - conservou em segredo esta revelação, que havia enchido seu coração de alegria. Depois contou a duas ferventes adoradoras da Eucaristia: a Beata Eva, que levava uma vida eremítica, e Isabel, que a havia seguido ao mosteiro de Mont-Cornillon. As três mulheres estabeleceram uma espécie de "aliança espiritual", com o propósito de glorificar o Santíssimo Sacramento. Também quiseram envolver um sacerdote muito estimado, João de Lausana, cônego da igreja de São Martinho de Liège, pedindo-lhe que interpelasse teólogos e eclesiásticos sobre o que elas carregavam no coração. As respostas foram positivas e motivadoras.
O que aconteceu com Juliana de Cornillon se repete frequentemente na vida dos santos: para ter a confirmação de que uma inspiração vem de Deus, é necessário sempre submergir-se na oração, saber esperar com paciência, buscar a amizade e aproximar-se de outras almas boas e submeter tudo ao juízo dos pastores da Igreja. Foi precisamente o bispo de Liège, Roberto de Thourotte, quem, depois das dúvidas iniciais, acolheu a proposta de Juliana e das suas companheiras e instituiu, pela primeira vez, a solenidade doCorpus Domini em sua diocese. Mais tarde, outros bispos o imitaram, estabelecendo a mesma festa nos territórios confiados aos seus cuidados pastorais.
Contudo, Deus frequentemente pede aos santos que superem provas, para que sua fé cresça. Isso aconteceu com Juliana, que teve de sofrer a dura oposição de alguns membros do clero e do próprio superior do qual seu mosteiro dependia. Então, por vontade própria, Juliana deixou o convento de Mont-Cornillon com algumas companheiras e, durante 10 anos, entre 1248 e 1258, foi hóspede de vários mosteiros de religiosas cistercienses. Ela edificava todos com sua humildade, nunca tinha palavras de crítica ou de reprovação para seus adversários, senão que continuava difundindo com zelo o culto eucarístico. Faleceu em 1258, em Fosses-La-Ville, na Bélgica. Na cela em que jazia, expuseram o Santíssimo Sacramento e, segundo as palavras do seu biógrafo, Juliana morreu contemplando, com um último arrebato de amor, Jesus Eucaristia, a quem sempre havia amado, honrado e adorado.
Para a boa causa da festa do Corpus Domini, foi conquistado também Tiago Pantaléon de Troyes, que havia conhecido a santa durante seu ministério de arquidiácono em Liège. Foi precisamente ele quem, ao tornar-se papa com o nome de Urbano IV, em 1264, quis instituir a solenidade do Corpus Domini como festa de preceito para a Igreja universal, na quinta-feira depois de Pentecostes. Na bula de instituição, intitulada Transiturus de hoc mundo (11 de agosto de 1264), o Papa Urbano também evoca com discrição as experiências místicas de Juliana, respaldando sua autenticidade, e escreve: "Ainda que a Eucaristia seja solenemente celebrada todos os dias, consideramos justo que, ao menos uma vez por ano, faça-se dela mais honrada e solene memória. As demais coisas, de fato, das quais fazemos memória, nós as apreendemos com o espírito e com a mente, mas não obtemos por isso sua presença real. No entanto, nesta comemoração sacramental de Cristo, ainda que sob outra forma, Jesus Cristo está presente conosco em sua própria substância. De fato, enquanto estava a ponto de ascender ao céu, disse: 'Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos' (Mt 28, 20)".
O próprio Pontífice quis dar exemplo, celebrando a solenidade do Corpus Domini em Orvieto, cidade em que então residia. Precisamente por ordem sua, na catedral da cidade se conservava - e se conserva ainda hoje - o célebre corporal com as marcas do milagre eucarístico ocorrido no ano anterior, em 1263, em Bolsena. Um sacerdote, enquanto consagrava o pão e o vinho, teve fortes dúvidas sobre a presença real do Corpo e do Sangue de Cristo no sacramento da Eucaristia. Milagrosamente, algumas gotas de sangue começaram a escorrer da Hóstia consagrada, confirmando, dessa forma, o que a nossa fé professa. Urbano IV pediu a um dos maiores teólogos da história, São Tomás de Aquino - que naquela época acompanhava o Papa e se encontrava em Orvieto - que compusesse os textos do ofício litúrgico desta grande festa. Tais textos, em uso ainda hoje na Igreja, são obras-primas nas quais se fundem teologia e poesia. São textos que fazem as cordas do coração vibrar, para expressar louvor e gratidão ao Santíssimo Sacramento, enquanto a inteligência, adentrando-se com estupor no mistério, reconhece na Eucaristia a presença viva e verdadeira de Jesus, do seu sacrifício de amor que nos reconcilia com o Pai e nos dá a salvação.
Ainda que, após a morte de Urbano IV, a celebração da festa do Corpus Domini tenha se limitado a algumas regiões da França, da Alemanha, da Hungria e da Itália Setentrional, o Papa João XXII, em 1317, restaurou-a para toda a Igreja. Desde então, a festa teve um desenvolvimento maravilhoso e ainda é muito especial para o povo cristão.
Eu gostaria de afirmar com alegria que hoje, na Igreja, há uma "primavera eucarística": quantas pessoas dedicam seu tempo a estar diante do Tabernáculo, silenciosas, para desfrutar de um diálogo de amor com Jesus! É consolador saber que muitos grupos de jovens redescobriram a beleza de rezar em adoração diante da Santíssima Eucaristia.
Rezo para que esta "primavera eucarística" se difunda cada vez mais em todas as paróquias, em particular na Bélgica, a pátria de Santa Juliana. O Venerável João Paulo II, na encíclica Ecclesia de Eucharistia, constatava que, "em muitos lugares, é dedicado amplo espaço à adoração do Santíssimo Sacramento, tornando-se fonte inesgotável de santidade. A devota participação dos fiéis na procissão eucarística da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo é uma graça do Senhor que anualmente enche de alegria quantos nela participam. E mais sinais positivos de fé e de amor eucarísticos se poderiam mencionar" (n. 10).
Recordando Santa Juliana de Cornillon, renovemos, também nós, a fé na presença real de Cristo na Eucaristia. Como nos ensina o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, "Jesus Cristo está presente na Eucaristia dum modo único e incomparável. De fato, está presente de modo verdadeiro, real, substancial: com o seu Corpo e o seu Sangue, com a sua Alma e a sua Divindade. Nela está presente em modo sacramental, isto é, sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho, Cristo completo: Deus e homem" (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 282).
Queridíssimos amigos, a fidelidade ao encontro com o Cristo Eucarístico na Santa Missa dominical é essencial para o caminho de fé, mas tentemos também visitar frequentemente o Senhor presente no Tabernáculo! Contemplando, em adoração, a Hóstia consagrada, encontramos o dom do amor de Deus, encontramos a Paixão e a Cruz de Jesus, assim como sua Ressurreição. Precisamente por meio do nosso olhar em adoração, o Senhor nos atrai a Si, dentro do seu mistério, para transformar-nos como transforma o pão e o vinho (cf. Bento XVI, homilia na solenidade do Corpus Domini, 15 de junho de 2006). Os santos sempre receberam força, consolo e alegria no encontro eucarístico. Com as palavras do hino eucarístico Adoro te devote, repitamos diante do Senhor, presente no Santíssimo Sacramento: "Fazei-me crer cada vez mais em vós, que em Vós eu tenha esperança, que eu vos ame!".
Obrigado.


         No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:
Queridos irmãos e irmãs:
Santa Juliana de Cornillon nasceu perto de Liège, na Bélgica, no último decênio do século doze. Tinha dezesseis anos, quando, numa visão, lhe apareceu a lua no máximo do seu esplendor mas cingida com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. O Senhor fez-lhe compreender que a lua simbolizava a vida da Igreja sobre a terra, a faixa negra exprimia a ausência duma festa litúrgica na qual os cristãos pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a sua fé e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento. Por outras palavras, faltava a Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, que hoje temos, instituída pelo Papa Urbano IV cinqüenta anos depois da referida visão e por influência dela; este Papa, durante o seu ministério de arquidiácono precisamente em Liège, tinha conhecido Santa Juliana e deixara-se conquistar para a boa causa da Festa do Corpo de Deus.
Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha saudação cordial a todos vós, em especial aos grupos brasileiros de Curitiba e de Propriá. O céu cubra de graças os passos da vossa vida e os preserve do pecado, para que os vossos corações possam, domingo a domingo, hospedar Jesus Eucaristia no meio dos homens. Sobre vós, vossos familiares e comunidades eclesiais, desça a minha bênção.
Tradução: Aline Banchier.
©Libreria Editrice Vaticana

Catequese do Papa Francisco

Blog Evangelizando


Posted: 29 May 2013 07:38 AM PDT
Catequese do Papa Francisco – A Igreja, família de Deus

Catequese
Praça de São Pedro, Vaticano
Quarta-feira, 29 de maio de 2013
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
 Quarta-feira passada eu abordei o vínculo profundo entre o Espírito Santo e a Igreja. Hoje gostaria de começar algumas reflexões sobre o mistério da Igreja, mistério que todos nós vivemos e do qual fazemos parte. Quero utilizar expressões contidas nos textos do Concílio Vaticano II.
Hoje, a primeira: a Igreja como Família de Deus.
 Nos últimos meses, mais de uma vez eu fiz referência à Parábola do Filho Pródigo, ou melhor, do Pai Misericordioso (cf. Lc 15:11-32). O filho mais novo deixa a casa do pai, desperdiça tudo e decide voltar porque percebe que cometeu um erro, mas já não é considerado digno de ser filho e pensa em poder ser recebido de volta como servo. Mas o pai corre ao seu encontro e o abraça, lhe restitui de volta sua dignidade de filho e faz festa. Esta parábola, como outras no Evangelho, mostra bem o desígnio de Deus para a humanidade.
Qual é este plano de Deus? É fazer de todos nós uma única família de filhos, em que cada um se sinta próximo e amado por Ele, como na parábola do Evangelho, sinta o calor de ser família de Deus. Neste grande projeto, encontra sua raiz na Igreja, que não é uma organização fundada por pessoas, mas – como nos recordou tantas vezes o Papa Bento XVI – é obra de Deus, nasceu exatamente deste plano de amor que se concretiza progressivamente na história. A Igreja nasce do desejo de Deus de chamar todo homem à comunhão com Ele, à Sua amizade e a participar como filhos de sua vida divina. A própria palavra “Igreja”, do grego ekklesia, significa “convocação”: Deus nos chama, nos impulsiona a sair do individualismo, da tendência de nos fechar em nós mesmos e nos chama a fazer parte de sua família. E este chamado tem origem na própria criação. Deus nos criou para que vivêssemos em uma relação de profunda amizade com Ele e até mesmo quando o pecado quebrou esta relação com Deus, com os outros e com a criação, Deus não nos abandonou. Toda a história da salvação é a história de Deus que busca o homem, oferece-lhe seu amor, o acolhe. Ele chamou Abraão para ser o pai de uma multidão, escolheu o povo de Israel para firmar uma aliança que abraçasse todas as nações e enviou, na plenitude dos tempos, seu Filho, para que seu plano de amor e salvação fosse realizado em uma nova e eterna aliança com toda a humanidade. Quando lemos os Evangelhos, vemos que Jesus reúne em torno de si uma pequena comunidade que acolhe a sua palavra, segue-o, compartilha sua jornada, se torna Sua família e com esta comunidade Ele prepara e constrói Sua Igreja.
Onde nasce a Igreja, então? Nasce do supremo ato de amor na Cruz, do lado trespassado de Jesus, de onde jorram sangue e água, símbolo dos sacramentos da Eucaristia e do Batismo. Na família de Deus, na Igreja, a seiva vital é o amor de Deus que se constitui em amá-Lo e amar os outros, todos, sem distinção e medida. A Igreja é uma família em que se ama e é amado.
Quando se manifesta a Igreja? Celebramos esse momento há dois domingos. Se manifesta quando o dom do Espírito Santo enche o coração dos Apóstolos e os impele a sair e começar o caminho para anunciar o Evangelho, espalhar o amor de Deus.
Mesmo hoje em dia, alguém diz: “Cristo sim, a Igreja não”. Como aqueles que dizem “eu acredito em Deus, mas não nos sacerdotes”. Mas é a Igreja que nos leva a Cristo, que nos leva a Deus, a Igreja é a grande família dos filhos de Deus. Claro que há também aspectos humanos, naqueles que a compõem, pastores e fiéis, há defeitos, imperfeições, pecados e o Papa também os tem e são muitos, mas o belo é que, quando nos damos conta de que somos pecadores, encontramos a misericórdia de Deus, que sempre perdoa. Não se esqueça: Deus sempre perdoa e nos recebe em seu amor de perdão e misericórdia. Alguns dizem que o pecado é uma ofensa a Deus, mas também uma oportunidade de humilhação para perceber que não há nada mais belo: a misericórdia de Deus. Pensemos nisso.
Nos perguntemos hoje: quanto amo a Igreja? Rezo por ela? Eu me sinto parte da família da Igreja? O que faço para que seja uma comunidade onde todos se sintam acolhidos e compreendidos, sintam a misericórdia e o amor de Deus que renova a vida? A fé é um dom e um ato que nos afeta pessoalmente, mas Deus nos chama a viver a nossa fé juntos, como família, como Igreja.
Peçamos ao Senhor, de maneira especial neste Ano da Fé, que as nossas comunidades, toda a Igreja, sejam cada vez mais verdadeiras famílias que vivem e levam o calor de Deus.

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Nº 1667-4 - A Religião de Jesus - QUINTA-FEIRA - CORPO DE DEUS (*) - 30 de Maio de 2013

Estrela  Por imposição da TROIKA e anuência do Governo Português, a Conferência Episcopal Portuguesa, acedeu a transferir esta Festa para o 1º Domingo seguinte a partir do corrente ano de 2013 e durante 5 anos, contrariando assim o que está definido Pontificalmente  desde há muitos anos e que é praticado, praticamente em todo o Mundo Católico.
Assim, e, porque pessoalmente não concordo com esta decisão, resolvi publicar o texto abaixo referido, hoje e no próximo Domingo, dia 2 de Junho.
 
Nº 1667-4
Do livro A Religião de Jesus, de José Mª Castillo – Comentário ao Evangelho do dia – Ciclo A (2010-2011) – Edição de Desclée De Brouwer – Henao, 6 – 48009 Bilbaowww.edesclee.cominfo@edesclee.com: tradução de espanhol para português, por António Fonseca
Estrela O texto dos Evangelhos, que inicialmente estavam a ser transcritos e traduzidos de espanhol para português, diretamente através do livro acima citado, são agora copiados mediante a 12ª edição do Novo Testamento, da Difusora Bíblica dos Missionários Capuchinhos, (de 1982, salvo erro..). No que se refere às Notas de Comentários continuam a ser traduzidas como anteriormente.AF.

30 de Maio de 2013

QUINTA-FEIRA  -  CORPO DE DEUS  Estrela

Lc 9, 11b-17

«Jesus (…) pôs-se a falar-lhes do reino de Deus, curando os que necessitavam de cura. Ora, o dia começava a declinar, e os doze aproximaram-se e disseram-Lhe: «Despede a multidão, para que, indo pelas aldeias e casas em redor, encontre alimento e onde pernoitar, pois aqui estamos num lugar deserto». Disse-lhes Ele: «Dai-lhes vós mesmos de comer». Retorquiram: «Só temos cinco pães e dois peixes; a não ser que vamos nós mesmos comprar a comida para todo este povo!» Eram de facto, cerca de cinco mil homens. Disse Jesus aos discípulos: «Mandai-os sentar por grupos de cinquenta». Assim procederam e mandaram-nos sentar a todos. Tomando então os cinco pães e os dois peixes, Jesus ergueu os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e deu-os aos seus discípulos, para que os distribuíssem à multidão. Todos comeram  e ficaram saciados; e ainda apanharam o que lhes tinha sobrado: doze cestos cheios de fragmentos.
 
1 – Há um facto indiscutível: a importância que este relato da multiplicação dos peixes e dos pães teve na Igreja nascente. Prova disso é que, como se já indicou, este relato repete-se até seis vezes nos evangelhos. Outra coisa é a interpretação que se fez deste episódio. Não há dúvida de que tem a ver com a Eucaristia. E nesse sentido é lógico que na festividade do Corpo de Deus a liturgia no-lo recorde. Mas, além da interpretação eucarística, com frequência se tem dado também a este facto uma interpretação social: Jesus saciando a fome dos pobres e provocando o milagre da abundância, quando se compartilha o que se tem, ainda que seja escasso.
 
 
2 Como é lógico, as duas leituras indicadas sobre o relato dos pães são inteiramente lógicas e de grande fundamento teológico e espiritual. Mas não esgotam todo o significado que entranha este episódio. Além do significado eucarístico e do significado social, este evangelho contém também um ensinamento profundamente humano. Antes de mais, porque há que o situar no contexto geral das muitas refeições de Jesus, das que falam os evangelhos; com quem e como comia, quando comia e os detalhes relativos ao posto que cada um ocupava na mesa. Tudo isso indica uma estratificação social que rompe todos os nossos esquemas relativos a privilégios, desigualdades e separações dos humanos e entre os humanos.
 

3 – Mas há algo no que se não pensa e que é de capital importância. A Igreja dos séculos III e IV cresceu vertiginosamente precisamente pela sua capacidade de acolhimento, expressa sobretudo nas suas refeições compartilhadas com todo o mundo, numa época de angústia (E. R. Dodds). A decadência da religião tradicional, naqueles tempos, foi alarmante, como está bem demonstrado pela história e arqueologia. Pois bem, numa crise assim, as pessoas buscavam consolo na religião. Mas queria uma religião diferente: menos culto e ritos antigos. E um interesse recente por uma religião mais pessoal (D. MacCuloch). As pessoas, desamparadas pela crise, encontravam no acolhimento das refeições (eucarísticas) a ajuda, a segurança e a proteção que lhes devolvia o respeito para com si próprios. Esta lição da história teria que nos motivar para abrir os olhos e darmos conta da verdadeira atualidade do antigo simpósio, o acolhimento sem condições de paróquias e as casas religiosas a toda a classe de desclassificados sem futuro e a oportunidade que nos oferece esta nova época de angústia).

 

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http://confernciavicentinadesopaulo.blogspot.com/
Compilação (e tradução dos comentários) por António Fonseca
http://bibliaonline.com.br/acf;
NOTA FINAL:
Continuo a esclarecer que os comentários aos textos do Evangelho, aqui expressos, são de inteira responsabilidade do autor do livro A RELIGIÃO DE JESUS e, creio eu… apenas retratam a sua opinião – e não a minha ou de qualquer dos meus leitores, que eventualmente possam não estar de acordo com ela. Eu apenas me limito a traduzir de espanhol para português os Comentários.
NEM EU NEM NINGUÉM ESTÁ OBRIGADO A ESTAR DE ACORDO.
Mais uma nota ainda:
Estes são os meus endereços atuais:
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Post para publicação em 30-5-2013 - 11H00
Até lá, se Deus quiser.
António Fonseca
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Nº 1666-3 - Encontro diário com Deus - Quinta-feira - 30 de Maio de 2013


Do livro – Encontro diário com Deus - Editora Vozes – Petrópolis - http://www.vozes.com.


Nº 1666-3


Quinta-feira - 30 de Maio de 2013

SANTISSIMO SACRAMENTO DO 
CORPO E SANGUE DE CRISTO (*)

Pensamento do Dia

A Eucaristia é Deus connosco, 
é Deus em nós, 
é Deus que 
se dá perenemente a nós, 
para amar, 
adorar, 
abraçar e possuir.


Bv. Charles de Foucald

(*) EMBORA EM TODO O MUNDO CATÓLICO, SEJA HOJE CELEBRADA ESTA FESTA, A PARTIR DE AGORA E DURANTE 5 ANOS, TEM LUGAR NO DOMINGO QUE SE SEGUE A ESTE DIA, POR IMPOSIÇÃO DA TROIKA, DO GOVERNO PORTUGUÊS e POR CEDÊNCIA DO CONSELHO EPISCOPAL PORTUGUÊS

_________________________________________________________




Ó grandeza maravilhosa,  
o Senhor do Universo,  
Deus e Filho de Deus, 
se humilha a ponto de se esconder, 
para nosso bem, 
na modesta aparência de pão! 
Vede, 
irmãos que humildade a de Deus!  
Derramai diante dele os vossos corações! 
Humilhai-vos para que Ele vos exalte! 
Nada de vós retenhais para vós mesmos, 
para que totalmente vos receba quem totalmente se vos dá! Ámen.



São Francisco de Assis

______________________________________________________________________________


NOTA:
Este livro foi adquirido em 11-2-2013 por mim, e, apesar de:
Todos os direitos reservados.
Julgo não estar a utilizar abusivamente parte dos textos ali publicados, para os editar diariamente no meu blog.
Se, no entanto, a Editora entender que não os devo publicar, agradeço que me informem de imediato, através do meu endereço:



http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt; http://bibliaonline.com.br/acf

Nº 1666 - 2ª Página - O ANTIGO TESTAMENTO - SAMUEL I - (15) - 30 de Maio de 2013



30 de Maio de 2013
Nº 1666 - 2ª Página
antoniofonseca1940@hotmail.com
2013

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Distribuição das Tribos em ISRAEL
Nº 1666
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Caros Amigos:
Ver por favor a edição de, 12 de Novembro, deste Blogue.
Resolvi simplesmente começar a editar o ANTIGO TESTAMENTO que é composto pelos seguintes livros:
GÉNESIS, ÊXODO, LEVÍTICO, NÚMEROS, DEUTERONÓMIO, constantes do PENTATEUCO, JOSUÉJUÍZES, RUTE,– (Estes já estão…)
Faltam apenas 875 páginas…(mais ou menos) - Sejamos optimistas.
  1º E 2º de SAMUEL, 1º e 2º Reis, (2) CRÓNICAS (paralipómenos), ESDRAS, NEEMIAS, TOBIAS, JUDITE, ESTER, 1º E 2. MACABEUS (Livros históricos); JOB, SALMOS, PROVÉRBIOS, ECLESIASTES, CÂNTICO DOS CÂNTICOS, SABEDORIA, ECLESIÁSTICO (Livros Sapienciais ); ISAÍAS, JEREMIAS, JEREMIAS – Lamentações, BARUC, EZEQUIEL, DANIEL, OSEIAS, JOEL, AMÓS, ABDIAS, JONAS, MIQUEIAS, NAUM, HABACUC, SOFONIAS, AGEU, ZACARIAS e MALAQUIAS (Profetas).

!!!SÃO APENAS POUCO MAIS DE 40 LIVROS = 1260 PÁGINAS …!!! (coisa pouca…)
Poderei porventura dar conta do recado? Se calhar, não! Só Deus o sabe e decerto providenciará o que lhe aprouver!
SEI: que é uma tarefa ciclópica, impossível., etc., para os meus 73 anos (*) .
Desconheço se conseguirei executar esta tarefa e sei os limites que poderão antepor-se-me, mas CREIO EM DEUS TODO-PODEROSO que não me desamparará em ocasião alguma. Com Fé e perseverança tudo se consegue e portanto irei até onde Deus me permitir, rezando todos os dias para que eu possa Evangelizar com os meios que tenho à disposição, durante o tempo que Deus Nosso Senhor Jesus Cristo entender.
Se o conseguir, darei muitas Graças a Deus
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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos, – o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:
IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.
É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.
+++++++++++++++++++++++
Nº 1666 - 2ª Página
30 de Maio de 2013
ANTIGO TESTAMENTO

SAMUEL
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Mapa antigo de Israel

1º Livro de SAMUEL

(15)


15 - DESOBEDIÊNCIA DE SAUL AO MANDATO DO SENHOR -  Samuel disse a Saul: «O Senhor enviou-me para que te ungisse rei do Seu povo de Israel. Ouve, pois, as palavras do Senhor. Isto diz o Senhor dos exércitos: Vou pedir contas a Amalec do que ele fez a Israel, opondo-se-lhe no caminho, quando saía do Egipto (Ex 17, 8-16). Vai, pois, agora, fere Amalec e vota ao anátema tudo o que lhe pertence, sem nada poupar. Matarás homens  e mulheres, crianças e meninos de peito, bois e ovelhas, camelos e asnos». Saul comunicou isto ao povo e passou-lhe revista em Telaim. Havia duzentos mil peões e dez mil homens de Judá. Saul avançou até à cidade de Amalec e pôs emboscadas na torrente. Disse aos cineus: «Retirai-vos, separai-vos do amalecitas, não suceda que eu vos destrua juntamente com eles, porque tratastes bem os filhos de Israel quando vinham do Egipto». E os cineus separaram-se dos amalecitas. E Saul foi destroçando os amalecitas desde Hévila até Sur, que está ao oriente do Egipto. Tomou vivo Agag, rei de Amalec, e passou ao fio da espada todo o povo. Mas Saul e os seus homens pouparam a Agag, assim como o melhor dos rebanhos de ovelhas e de vacas. Os animais cevados e os cordeiros e tudo o que havia de melhor. Nada disto quiseram destruir. Só exterminaram o que era ordinário e sem valor.

Saul reprovado por Deus - O Senhor disse a Samuel: «Arrependo-Me de ter feito rei a Saul, porque Me voltou as costas e não executou as Minhas ordens». Samuel comoveu-se e clamou ao Senhor durante toda a noite. Na manhã seguinte, indo ao encontro de Saul, foi avisado de que este tinha ido ao Carmelo e erigido ali um monumento, retomando em seguida o seu caminho para Gálgala. Samuel foi ter com ele e Saul disse-lhe: «O Senhor te abençoe! Cumpri a sua ordem». Samuel replicou-lhe: «Mas que balidos de ovelhas são esses que ressoam aos meus ouvidos, e esses mugidos de gado que ouço»?  Respondeu Saul: «É a presa tomada aos amalecitas, pois o povo poupou o melhor das ovelhas e dos bois para o sacrificar ao Senhor, teu Deus; destruímos o resto». Samuel disse-lhe: «Cala-te! Vou dizer-te o que o Senhor me disse esta noite.» «Fala», respondeu Saul. Samuel disse: «Por pequeno que foste aos teus próprios olhos,  acaso não te tornaste o chefe das tribos de Israel, e não te ungiu o Senhor, rei de Israel?  O Senhor enviou-te a essa empresa, dizendo: «Passa ao fio da espada os perversos amalecitas e combate contra eles até ao completo extermínio.  Porque não ouviste a Sua voz e te lançaste sobre os despojos, fazendo o que desagrada ao Senhor? Respondeu Saul a Samuel: «Eu obedeci à voz do Senhor, fui pelo caminho que Ele me traçou, trouxe Agag, rei de Amalec, e exterminei os amalecitas. O povo somente tomou dos despojos algumas ovelhas e bois, como primícias do que se devia destruir, para os sacrificar ao Senhor, teu Deus, em Gálgala». Mas Samuel replicou-lhe: «Porventura, o Senhor compraz-se tanto nos holocaustos e sacrifícios como na obediência à Sua palavra? A obediência vale mais do que todos os sacrifícios e a submissão vale mais do que a gordura dos carneiros (Mt 9, 13; 12, 7; Am, 5, 22). A desobediência é tão culpável como a superstição e a insubmissão  é como o pecado da idolatria. Portanto, já que rejeitaste a palavra do Senhor também Ele te rejeita e tira a realeza!» Saul disse: «Pequei, porque transgredi a ordem do Senhor e as tuas instruções, pois tive medo do povo e condescendi. Agora, peço-te, perdoa o meu pecado, e volta comigo para que eu adore o Senhor». Respondeu Samuel: «Não voltarei contigo porque rejeitaste a palavra do Senhor; por isso o Senhor te rejeita, e não quer mais que sejas rei de Israel». Samuel virou as costas para se retirar, mas Saul agarrou-o pela ponta do manto, o qual se rasgou. Samuel disse-lhe: «Desta forma o Senhor arrancou hoje de ti o trono de Israel,  a fim de o dar a outro melhor do que tu. Aquele que é a glória de Israel não mente, nem se arrepende, pois não é um homem para se arrepender». Saul respondeu: «Pequei. Mas rogo-te que me honres agora na presença dos anciãos do meu povo e diante de Israel.  Volta comigo, para adorar o Senhor, teu Deus Samuel voltou, pois, com Saul e este adorou o Senhor. Disse, então Samuel: «Trazei-me Agag, rei de Amalec». Aproximou-se Agag, cheio de alegria, dizendo: «Verdadeiramente a morte é amarga» Disse-lhe Samuel: «A tua espada privou as mulheres dos seus filhos; agora, será tua mãe que passará a ser uma mulher sem filhos». E Samuel fê-lo em pedaços diante do Senhor, em Gálgala. Depois disto Samuel retirou-se para Ramá, e Saul, para a sua casa em Gabaa. O profeta não tornou a ver mais Saul até ao dia da sua morte.
Samuel afligia-se por causa de Saul, porque o Senhor se arrependera de o ter feito rei de Israel.

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Estes são os textos do 1º Livro de “SAMUEL” do ANTIGO TESTAMENTO 


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30 de MAIO de 2013 – 10.15 h
ANTÓNIO FONSECA
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http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt; http://bibliaonline.com.br/acf
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CORPO DE DEUS - Quinta-feira - 30 DE MAIO DE 2013

Em virtude de hoje se celebrar em todo o Mundo católico (salvo algumas poucas excepções...) a Festa do Corpo de Deus, que este ano e nos próximos 4 anos, terá que ser celebrada no Domingo seguinte, por imposição absurda da Troika e do Governo Português (e com o beneplácito da CEP) - (alegando motivos económicos; produtividade, etc., desculpas aleatórias, que não têm qualquer fundo de realidade), resolvi de motu-próprio publicar neste dia, o texto abaixo, que irá ser re-publicado novamente no próximo Domingo dia 2 de Junho. Os meus cumprimentos a todos os leitores. AF.


Quinta-feira de Corpus Christi (ou CORPO DE DEUS)
Festa do Corpo e Sangue de Cristo, da presença de Jesus Cristo na Eucaristia. 30 de Maio de 2013

Jueves de Corpus Christi

Quinta-feira 
CORPO DE DEUS



Explicação da festa


Corpus Christi é a festa do Corpo e do Sangue de Cristo, da presença de Jesus Cristo na Eucaristia.

Neste dia recordamos a instituição da Eucaristia que se levou a cabo em Quinta-feira Santa durante a Última Ceia, ao converter Jesus o pão e o vinho em seu Corpo e em seu Sangue.

É uma festa muito importante porque a Eucaristia é a prenda maior que Deus nos deu, movido por querer ficar connosco depois da Ascensão.

Origem da festa:

Deus utilizou a santa Juliana de Mont Cornillon para propiciar esta festa. A santa nasce em Retines perto de Liège, Bélgica em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas monjas Agostinhas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Por diferentes intrigas teve que sair do convento. Morreu em 5 de Abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses em Fosses e foi enterrada em Villiers.

Juliana, desde jovem, teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre desejou que houvesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se intensificou por uma visão que ela teve da Igreja sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significava a ausência de esta solenidade.


Ela fez conhecer suas ideias a Roberto de Thorete, que era então bispo de Liège, também ao douto Dominicano Hugo, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos; a Jacques Pantaleão, nesse tempo arquidiácono de Liège, depois bispo de Verdun, Patriarca de Jerusalém e finalmente ao Papa Urbano IV. O bispo Roberto se impressionou favoravelmente e como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, invocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração se fizesse no ano seguinte; também o Papa ordenou, que um monge de nome João devia escrever o oficio para essa ocasião. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do oficio.

O bispo Roberto não viveu para ver a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de Outubro de 1246, mas a festa se celebrou pela primeira vez pelos cânones de São Martinho em Liège. Jacques Pantaleão chegou a ser Papa em 29 de Agosto de 1261. A eremita Eva, com quem Juliana havia passado um tempo e que também era fervorosa adoradora da Santa Eucaristia, insistiu com Enrique de Guelders, bispo de Liège, que pedisse ao Papa para estender a celebração ao mundo inteiro.

Urbano IV, sempre sendo admirador desta festa, publicou a bula “Transiturus” em 8 de Setembro de 1264, na qual, depois de ter exaltado o amor de nosso Salvador expresso na Santa Eucaristia, ordenou que se celebrasse a solenidade de “Corpus Christi” no dia de Quinta-feira depois do domingo da Santíssima Trindade, ao mesmo tempo outorgando muitas indulgências a todos os fiéis que assistissem à santa missa e ao ofício. Este ofício, composto pelo doutor angélico, Santo Tomás de Aquino, por petição do Papa, é um dos mais formosos no breviário Romano e tem sido admirado inclusive por Protestantes.

A morte do Papa Urbano IV (em 2 de Outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, obstaculizou que se difundisse a festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e no concilio geral de Viena (1311), ordenou uma vez mais a adopção desta festa. Publicou um novo decreto incorporando o de Urbano IV. João XXII, sucessor de Clemente V, instou a sua observância.

Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Sem embargo estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugénio IV e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.

A festa foi aceite em Cologne em 1306; em Worms adoptaram-na em 1315; em Estrasburgo em 1316. Em Inglaterra foi introduzida através da Bélgica entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e em outros países a solenidade celebra-se no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.(*)
(*) - (Aqui está possivelmente, a justificação para que a Conferência Episcopal Portuguesa, tenha acedido à imposição da mudança desta Festividade, de 5ª feira para Domingo, durante 5 anos, a partir deste ano?), o que quanto a mim, é um pouco rebuscada... mas que se há-de fazer? (A. Fonseca)

Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, arménios, coptas, melquitas e os rutínios de Galicia, Calábria e Sicília.

O Concilio de Trento declara que muito piedosa e religiosamente foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, determinado dia festivo, se celebre este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade, e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Nisto os cristãos atestam sua gratidão e recordação por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo que se faz novamente presente a vitória e triunfo da morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fonte: www.corazones.org

O milagre de Bolsena

No século XIII, o sacerdote alemão, Pedro de Praga, deteve-se na cidade italiana de Bolsena, enquanto realizava uma peregrinação a Roma. Era um sacerdote piedoso, mas duvidava nesse momento da presença real de Cristo na Hóstia consagrada. Quando estava celebrando a Missa junto à tumba de Santa Cristina, ao pronunciar as palavras da Consagração, começou a sair sangue da Hóstia consagrada e salpicou suas mãos, o altar e o corporal.

O sacerdote estava confundido. Quis esconder o sangue, mas não pôde. Interrompeu a Missa e foi a Orvieto, lugar donde residia o Papa Urbano IV.
O Papa escutou o sacerdote e mandou uns emissários a fazer uma investigação. Ante a certeza do acontecimento, o Papa ordenou ao bispo da diocese levar a Orvieto a Hóstia e o corporal com as gotas de sangue.


Organizou-se uma procissão com os arcebispos  cardeais e algumas autoridades da Igreja. A esta procissão, se uniu o Papa e pôs a Hóstia na Catedral. Actualmente, o corporal com as manchas de sangue exibe-se com reverência na Catedral de Orvieto.

A partir de então, milhares de peregrinos e turistas visitam a Igreja de Santa Cristina para conhecer onde ocorreu o milagre.

Em Agosto de 1964, setecentos anos depois da instituição da festa de Corpus Christi, o Papa Paulo VI celebrou Missa no altar da Catedral de Orvieto. Doze anos depois, o mesmo Papa visitou Bolsena e falou na televisão para o Congresso Eucarístico Internacional. Disse que a Eucaristia era “um maravilhoso e inacabável mistério”.

Tradições mexicanas de Corpus Christi

Esta festa tradicional data do ano 1526. É costume render culto ao Santíssimo Sacramento na Catedral de México. O centro da festividade era a celebração solene da Missa, seguida de uma imponente procissão que partia de Zócalo, em que a Sagrada Eucaristia, transportada pelo arcebispo sob o pálio, era escoltada por autoridades vice reais, cabido, confrarias, exército, clero e povo. Havia também representações teatrais alusivas, e música especial.

Os camponeses traziam em suas mulas alguns frutos de suas colheitas para as oferecer a Deus como sinal de agradecimento. Isto deu origem a uma grande feira que congregava artesãos e comerciantes de diferentes locais do país, que traziam mercadorias no lombo de mula (frutos da temporada e artefactos que transportavam em cestos).

Contam que um homem, chamado Ignácio, tinha dúvidas acerca de sua vocação sacerdotal e em Quinta-feira  de Corpus Christi pediu a Jesus Cristo que lhe enviasse um sinal. Ao passar o Santíssimo Sacramento frente a Ignácio na procissão, Ignácio pensou: "Se aí estivesse presente Deus, até as mulas se ajoelhariam" e, nesse mesmo instante, a mula do homem se ajoelhou. Ignácio interpretou isto como sinal e entregou sua vida a Deus no sacerdócio e se dedicou para sempre a transmitir aos outros as riquezas da Eucaristia.

Assim foi como surgiram as mulitas elaboradas com folhas de plátano secas com pequenos cestos de doces de coco ou de frutas, de diversos tamanhos.
Pôr-se uma mulita à entrada ou comprar uma mulita para adornar a casa, significa que, em igual à mula de Ignácio, nos ajoelhamos ante a Eucaristia, reconhecendo nela a presença de Deus.

Esta festa se celebra cada ano em QUINTA-FEIRA depois da Santíssima Trindade. Leva-se a cabo na Catedral e as crianças vestem-se de índios para agradecer a infinita ternura de Jesus. Se vendem mulitas com grande colorido.

Se desejas compartilhar connosco alguma tradição de Corpus Christi de teu país escreve-nos

Diversas maneiras de celebrar esta festa

Participar na procissão com o Santíssimo


A procissão com o Santíssimo consiste em fazer uma homenagem agradecida, pública e multitudinária da presença real de Cristo na Eucaristia.  É costume sair em procissão o Santíssimo Sacramento pelas ruas e praças ou dentro da paróquia ou Igreja, para afirmar o mistério de Deus connosco na Eucaristia.
Este costume ajuda a que os valores fundamentais da fé católica se acentuem com a presença real e pessoal de Cristo na Eucaristia.

A Hora Santa

É uma maneira prática e muito bela de adorar a Jesus Sacramentado. O Papa João Paulo II a celebrava, igual ao que a maioria das Paróquias de todo o mundo, à Quinta-feira ao anoitecer, para demonstrar a Cristo Eucaristia amor e agradecimento e reparar as atitudes de indiferença e as faltas de respeito que recebe de qualquer um e dos demais homens. 

Consiste em realizar uma pequena reflexão evangélica, em presença de Jesus Sacramentado e, no final, se rezam umas ladainhas especiais para lhe demonstrar a Jesus nosso amor.

Pode-se celebrar de maneira formal com o Santíssimo Sacramento solenemente exposto na custódia, com incenso e com cânticos, ou de maneira informal com a Hóstia dentro do Sacrário. Qualquer das duas maneiras agrada a Jesus.
Se inicia com a exposição do Santíssimo Sacramento ou, em sua substituição, com uma oração inicial a Jesus Cristo estando todos ajoelhados frente ao Sacrário.

Em continuação, se procede à leitura de uma passagem do Evangelho e ao comentário do mesmo por parte de algum dos participantes.
Logo depois, se reflecte adorando a Jesus, Rei do Universo, na Eucaristia.

Termina-se com as invocações a as ladainhas correspondentes e, no caso de que a Hora Eucarística se haja feito diante do Santíssimo solenemente exposto, o sacerdote dará a bênção com o Santíssimo; em caso contrário, se finaliza a Hora Santa com uma prece conhecida de agradecimento.

Recordar em família o que é a Eucaristia.

  1. ¿Que é a Eucaristia?
    Eucaristia é um dos Sete Sacramentos. Nos recorda o momento em que o pão e o vinho se convertem no Corpo e no Sangue de Cristo. Este é o alimento da alma. Assim como o nosso corpo necessita de comer para viver, nossa alma necessita comungar para estar sã. Cristo disse: "O que come Minha Carne e bebe Meu Sangue, tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia."

  2. ¿Em que nos ajuda a Eucaristia? 

    Todos queremos ser bons, ser santos e nos damos conta de que o caminho da santidade não é fácil, que não bastam nossas forças humanas para o conseguir.  Necessitamos da força divina, de Jesus.  Isto só será possível com a Eucaristia.  Ao comungar, nos podemos sentir outros, já que Cristo vai viver em nós. Poderemos dizer, com São Paulo: "Eu vivo, mas já não sou eu, é Cristo quem vive em mim."

  3. ¿Em que parte da Missa se realiza a Eucaristia? 

    Depois de rezar o Credo, levam-se a cabo: o ofertório, a consagração e a comunhão.

    Ofertório: É o momento em que o sacerdote oferece a Deus o pão e o vinho que serão convertidos no Corpo e no Sangue de Cristo. Nós podemos oferecer, com muito amor, toda nossa vida a Deus nesta parte da Missa.
    Consagração: É o momento da Missa em que Deus, através do sacerdote, converte o pão e o vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Neste momento nos ajoelhamos como sinal de amor e adoração a Jesus.  Deus feito homem, que se faz presente na Eucaristia.
    Comunhão: É receber a Cristo Eucaristia em nossa alma, o que produz certos efeitos em nós:

    1. nos une a Cristo e à sua Igreja,
    2. une aos cristãos entre si,
    3. alimenta nossa alma,
    4. aumenta em nós a vida de graça e a amizade com Deus,
    5. perdoa os pecados veniais,
    6. nos fortalece para resistir à tentação e não cometer pecado mortal.

  4. ¿Que condições põe a Igreja para poder comungar? 

    A Igreja nos pede duas condições para receber a comunhão:

    1. Estar em graça, com nossa alma limpa de todo o pecado mortal.
    2. Cumprir o jejum eucarístico: não comer nada uma hora antes de comungar.

  5. ¿Quando posso receber a Comunhão Sacramental? 

    A Igreja recomenda receber a Comunhão sempre que formos a Missa. É obrigação receber a Comunhão, ao menos, uma vez por ano no tempo de Páscoa  que são os 50 dias compreendidos entre o Domingo de Ressurreição e o Domingo de Pentecostes.

  6. ¿Que fazer depois de comungar?

    Se recomenda aproveitar a oportunidade para rogar a Deus, nosso Senhor,  todo o que queiramos: o que nos alegra, o que nos preocupa; dar-lhe graças por todo o bem que nos há dado; dizer-lhe o muito que o amamos e que queremos cumprir com sua vontade; pedir-lhe que nos ajude a nós e a todos os homens; oferecer-lhe cada acto que façamos em nossa vida.

  7. ¿Que fazer quando não se pode ir comungar?

    Se pode levar a cabo uma comunhão espiritual. Isto é receber a Jesus em tua alma, rezando a seguinte oração:

    "Creio, meu Jesus, que estás realmente presente no Santíssimo Sacramento do altar.
    Amo-Te sobre todas as coisas e desejo ardentemente receber-te dentro de minha alma,
    mas não o podendo fazer sacramentalmente,
    vem ao menos espiritualmente a meu coração.
    Fica comigo e não permitas que me separe de ti.
    Ámen"


    http://www.es.catholic.net/santoral

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    ANTÓNIO FONSECA