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domingo, 2 de junho de 2013

The Eucharist - Jesus is With us: Worldwide Eucharistic Adoration - Let us Join toge...

The Eucharist - Jesus is With us: Worldwide Eucharistic Adoration - Let us Join toge...: Join Pope Francis and Catholics throughout the world tomorrow 2nd June at 5pm (Time in Italy)   on the Solemnity of Corpus Christi  ...

Nº 1670-4 - A Religião de Jesus - DOMINGO - CORPO DE DEUS - 2 de Junho de 2013

Estrela Por imposição da TROIKA e anuência do Governo Português, a Conferência Episcopal Portuguesa, acedeu a transferir esta Festa para o 1º Domingo seguinte a partir do corrente ano de 2013 e durante 5 anos, contrariando assim o que está definido Pontificalmente desde há muitos anos e que é praticado, praticamente em todo o Mundo Católico.

Assim, e, porque pessoalmente não concordo com esta decisão, resolvi publicar o texto abaixo referido, hoje e no passado dia 30 de Maio. (Quinta-feira)
Nº 1670-4
Do livro A Religião de Jesus, de José Mª Castillo – Comentário ao Evangelho do dia – Ciclo A (2010-2011) – Edição de Desclée De Brouwer – Henao, 6 – 48009 Bilbaowww.edesclee.cominfo@edesclee.com: tradução de espanhol para português, por António Fonseca
Estrela O texto dos Evangelhos, que inicialmente estavam a ser transcritos e traduzidos de espanhol para português, diretamente através do livro acima citado, são agora copiados mediante a 12ª edição do Novo Testamento, da Difusora Bíblica dos Missionários Capuchinhos, (de 1982, salvo erro..). No que se refere às Notas de Comentários continuam a ser traduzidas como anteriormente.AF.
2 de Junho de 2013
DOMINGO - CORPO DE DEUS Estrela

Lc 9, 11b-17
«Jesus (…) pôs-se a falar-lhes do reino de Deus, curando os que necessitavam de cura. Ora, o dia começava a declinar, e os doze aproximaram-se e disseram-Lhe: «Despede a multidão, para que, indo pelas aldeias e casas em redor, encontre alimento e onde pernoitar, pois aqui estamos num lugar deserto». Disse-lhes Ele: «Dai-lhes vós mesmos de comer». Retorquiram: «Só temos cinco pães e dois peixes; a não ser que vamos nós mesmos comprar a comida para todo este povo!» Eram de facto, cerca de cinco mil homens. Disse Jesus aos discípulos: «Mandai-os sentar por grupos de cinquenta». Assim procederam e mandaram-nos sentar a todos. Tomando então os cinco pães e os dois peixes, Jesus ergueu os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e deu-os aos seus discípulos, para que os distribuíssem à multidão. Todos comeram e ficaram saciados; e ainda apanharam o que lhes tinha sobrado: doze cestos cheios de fragmentos.
1 – Há um facto indiscutível: a importância que este relato da multiplicação dos peixes e dos pães teve na Igreja nascente. Prova disso é que, como se já indicou, este relato repete-se até seis vezes nos evangelhos. Outra coisa é a interpretação que se fez deste episódio. Não há dúvida de que tem a ver com a Eucaristia. E nesse sentido é lógico que na festividade do Corpo de Deus a liturgia no-lo recorde. Mas, além da interpretação eucarística, com frequência se tem dado também a este facto uma interpretação social: Jesus saciando a fome dos pobres e provocando o milagre da abundância, quando se compartilha o que se tem, ainda que seja escasso.


2 Como é lógico, as duas leituras indicadas sobre o relato dos pães são inteiramente lógicas e de grande fundamento teológico e espiritual. Mas não esgotam todo o significado que entranha este episódio. Além do significado eucarístico e do significado social, este evangelho contém também um ensinamento profundamente humano. Antes de mais, porque há que o situar no contexto geral das muitas refeições de Jesus, das que falam os evangelhos; com quem e como comia, quando comia e os detalhes relativos ao posto que cada um ocupava na mesa. Tudo isso indica uma estratificação social que rompe todos os nossos esquemas relativos a privilégios, desigualdades e separações dos humanos e entre os humanos.

3 – Mas há algo no que se não pensa e que é de capital importância. A Igreja dos séculos III e IV cresceu vertiginosamente precisamente pela sua capacidade de acolhimento, expressa sobretudo nas suas refeições compartilhadas com todo o mundo, numa época de angústia (E. R. Dodds). A decadência da religião tradicional, naqueles tempos, foi alarmante, como está bem demonstrado pela história e arqueologia. Pois bem, numa crise assim, as pessoas buscavam consolo na religião. Mas queria uma religião diferente: menos culto e ritos antigos. E um interesse recente por uma religião mais pessoal (D. MacCuloch). As pessoas, desamparadas pela crise, encontravam no acolhimento das refeições (eucarísticas) a ajuda, a segurança e a proteção que lhes devolvia o respeito para com si próprios. Esta lição da história teria que nos motivar para abrir os olhos e darmos conta da verdadeira atualidade do antigo simpósio, o acolhimento sem condições de paróquias e as casas religiosas a toda a classe de desclassificados sem futuro e a oportunidade que nos oferece esta nova época de angústia).

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http://confernciavicentinadesopaulo.blogspot.com/
Compilação (e tradução dos comentários) por António Fonseca
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NOTA FINAL:
Continuo a esclarecer que os comentários aos textos do Evangelho, aqui expressos, são de inteira responsabilidade do autor do livro A RELIGIÃO DE JESUS e, creio eu… apenas retratam a sua opinião – e não a minha ou de qualquer dos meus leitores, que eventualmente possam não estar de acordo com ela. Eu apenas me limito a traduzir de espanhol para português os Comentários.
NEM EU NEM NINGUÉM ESTÁ OBRIGADO A ESTAR DE ACORDO.
Mais uma nota ainda:
Estes são os meus endereços atuais:
Para contatos normais: antoniofonseca1940@hotmail.com
e sobre o blogue: - antoniofonseca40@gmail.com
Hiperligações normais que utilizo para textos insertos no blogue:
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Post para publicação em 2-6-2013 - 11H00
Até lá, se Deus quiser.
António Fonseca
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Nº 1669 - 2ª Página - O ANTIGO TESTAMENTO - SAMUEL I - (18) - 2 de Junho de 2013


2 de Junho de 2013

Nº 1669 - 2ª Página
antoniofonseca1940@hotmail.com
2013

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Distribuição das Tribos em ISRAEL

Nº 1669
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Caros Amigos:
Ver por favor a edição de, 12 de Novembro de 2012, deste Blogue.

Resolvi simplesmente começar a editar o 
ANTIGO TESTAMENTO 
que é composto pelos seguintes livros:

GÉNESIS, ÊXODO, LEVÍTICO, NÚMEROS, DEUTERONÓMIO, constantes do PENTATEUCO, JOSUÉJUÍZES, RUTE,– (Estes já estão…)

Faltam apenas 875 páginas…(mais ou menos) - Sejamos optimistas.

  1º E 2º de SAMUEL, 1º e 2º Reis, (2) CRÓNICAS (paralipómenos), ESDRAS, NEEMIAS, TOBIAS, JUDITE, ESTER, 1º E 2. MACABEUS (Livros históricos); JOB, SALMOS, PROVÉRBIOS, ECLESIASTES, CÂNTICO DOS CÂNTICOS, SABEDORIA, ECLESIÁSTICO (Livros Sapienciais ); ISAÍAS, JEREMIAS, JEREMIAS – Lamentações, BARUC, EZEQUIEL, DANIEL, OSEIAS, JOEL, AMÓS, ABDIAS, JONAS, MIQUEIAS, NAUM, HABACUC, SOFONIAS, AGEU, ZACARIAS e MALAQUIAS (Profetas).

!!!SÃO APENAS POUCO MAIS DE 40 LIVROS = 1260 PÁGINAS …!!! (coisa pouca…)

Poderei porventura dar conta do recado? Se calhar, não! Só Deus o sabe e decerto providenciará o que lhe aprouver!
SEI: que é uma tarefa ciclópica, impossível., etc., para os meus 73 anos (*) .

Desconheço se conseguirei executar esta tarefa e sei os limites que poderão antepor-se-me, mas CREIO EM DEUS TODO-PODEROSO que não me desamparará em ocasião alguma. Com Fé e perseverança tudo se consegue e portanto irei até onde Deus me permitir, rezando todos os dias para que eu possa Evangelizar com os meios que tenho à disposição, durante o tempo que Deus Nosso Senhor Jesus Cristo entender.

Se o conseguir, darei muitas Graças a Deus

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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos, – o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:

IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.

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Nº 1669 - 2ª Página

2 de Junho de 2013

ANTIGO TESTAMENTO

SAMUEL
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Mapa antigo de Israel

1º Livro de SAMUEL


Rei David

(18)


18 - AMIZADE ENTRE DAVID E JÓNATAS -  Quanto David acabou de falar com Saul, a alma de Jónatas uniu-se estreitamente com a alma de David, e Jónatas começou a amá-lo como a si mesmo. Desde aquele dia Saul teve-o sempre em sua casa e não permitiu que voltasse para a casa do seu pai. 
David e Jónatas contraíram então grande amizade, pois este amava David como a si mesmo. Por isso, Jónatas tirou o seu manto, e deu-o a David, bem como a sua armadura, a sua espada, o seu arco e o seu cinto. Saul incumbiu David de diversas missões, o qual sempre se saiu delas com muita prudência. Colocou-o à frente dos seus guerreiros, e ele ganhou a simpatia de todo o povo, particularmente dos criados de Saul.



David decapitando Golias com a sua própria espada

Inimizade de Saul contra David - Voltando o exército, depois de David ter morto o filisteu, de todas as cidades de Israel as mulheres saíram ao encontro de Saul, cantando e dançando alegremente, ao som de tamborim e címbalos (Ex. 15, 20; Jz 11, 34). E, à medida que dançavam, diziam umas às outras: «Saul matou mil, e David matou dez mil». Saul irritou-se em extremo, e ficou sumamente desgostoso. E disse: «Dão dez mil a David, e a mim apenas mil! Só lhe falta a coroa!» A partir daquele dia, não olhou mais para David com bons olhos. No dia seguinte apoderou-se dele o espírito maligno e teve um acesso de delírio em sua casa. Como nos outros dias, David pôs-se a tocar harpa. Saul, segurando uma lança na mão, arremessou-a contra David, dizendo: «Vou pregar David na parede!» Mas David desviou-se por duas vezes e evitou o golpe. Saul temeu David, porque o Senhor estava com o jovem, e a ele o tinha desprezado. Afastou-o, então de si, estabelecendo-o chefe de mil homens, à frente dos quais marchava David, sempre bem sucedido em todas as suas empresas, porque o Senhor estava com ele. Saul vendo-o tão engenhoso, teve receio ele. Mas todos em Israel e Judá o amavam, porque David ia à frente deles em todas as expedições que se faziam. Saul disse a David: «Eis Merab, minha filha mais velha, que eu te darei por mulher, contanto que sejas valoroso e combatas nas guerras do Senhor». Saul pensava: «Não é bom que a minha mão o mate, antes seja a dos filisteus a fazê-lo». David respondeu: «Quem sou eu? E o que é a minha vida ou a família de meu pai em Israel, para que me torne genro do rei?» E tendo chegado o tempo em que Merab, filha de Saul, devia ser dada a David, deram-na a Hadriel, o molatita. Mas Micol, outra filha de Saul, amava David. E contaram-no a Saul, que se alegrou com isso. «Vou dar-lhe Micol, pensava Saul, para que ela lhe seja uma armadilha, e ele caía sob as mãos dos filisteus». Saul disse, pois, a David pela segunda vez: «Agora vais tornar-te meu genro». E ordenou aos seus servos que disseram em segredo a David: «Achaste graça diante do rei e todos os seus servos te amam. Torna-te genro do rei». Os servos de Saul referiram-lhe essas palavras aos ouvidos de David, mas este respondeu:  «Parece-vos pouca coisa ser genro do rei? Eu sou pobre e de condição humilde». Os servos de Saul referiram-lhe as palavras de David.  Respondeu Saul: «Dir-lhe-eis que o rei só pede como dote as cabeças de cem filisteus incircuncisos, para se vingar dos seus inimigos». O seu desígnio era entregar David nas mãos dos filisteus. Os servos transmitiram a David esta mensagem, o qual ficou satisfeito com a proposta de se tornar genro do rei. Antes que expirasse o prazo fixado, David partiu com os seus homens: matou duzentos filisteus, entregando ao rei este número de incircuncisos, a fim de se tornar seu genro. Saul deu-lhe, por mulher, sua filha Micol. Compreendeu, então, que o Senhor estava com David. Sua filha Micol amava-o. E Saul redobrou de medo. Durante todo o resto da sua vida ele detestou David. Cada vez que os príncipes dos filisteus saíam à guerra, David era bem mais sucedido do que todos os homens de Saul, o que tornou cada vez mais célebre o seu nome.


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Estes são os textos do 1º Livro de “SAMUEL” do ANTIGO TESTAMENTO 


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2 de JUNHO de 2013 – 10.15 h
ANTÓNIO FONSECA


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http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt; http://bibliaonline.com.br/acf
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CORPO DE DEUS - Domingo - 2 de Junho de 2013




Corpus Christi (ou CORPO DE DEUS)
Festa do Corpo e Sangue de Cristo, da presença de Jesus Cristo na Eucaristia. 30 de Maio de 2013

Jueves de Corpus Christi

Quinta-feira 
CORPO DE DEUS



Explicação da festa


Corpus Christi é a festa do Corpo e do Sangue de Cristo, da presença de Jesus Cristo na Eucaristia.

Neste dia recordamos a instituição da Eucaristia que se levou a cabo em Quinta-feira Santa durante a Última Ceia, ao converter Jesus o pão e o vinho em seu Corpo e em seu Sangue.

É uma festa muito importante porque a Eucaristia é a prenda maior que Deus nos deu, movido por querer ficar connosco depois da Ascensão.

Origem da festa:

Deus utilizou a santa Juliana de Mont Cornillon para propiciar esta festa. A santa nasce em Retines perto de Liège, Bélgica em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas monjas Agostinhas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Por diferentes intrigas teve que sair do convento. Morreu em 5 de Abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses em Fosses e foi enterrada em Villiers.

Juliana, desde jovem, teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre desejou que houvesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se intensificou por uma visão que ela teve da Igreja sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significava a ausência de esta solenidade.




Ela fez conhecer suas ideias a Roberto de Thorete, que era então bispo de Liège, também ao douto Dominicano Hugo, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos; a Jacques Pantaleão, nesse tempo arquidiácono de Liège, depois bispo de Verdun, Patriarca de Jerusalém e finalmente ao Papa Urbano IV. O bispo Roberto se impressionou favoravelmente e como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, invocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração se fizesse no ano seguinte; também o Papa ordenou, que um monge de nome João devia escrever o oficio para essa ocasião. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do oficio.

bispo Roberto não viveu para ver a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de Outubro de 1246, mas a festa se celebrou pela primeira vez pelos cânones de São Martinho em LiègeJacques Pantaleão chegou a ser Papa em 29 de Agosto de 1261. A eremita Eva, com quem Juliana havia passado um tempo e que também era fervorosa adoradora da Santa Eucaristia, insistiu com Enrique de Guelders, bispo de Liège, que pedisse ao Papa para estender a celebração ao mundo inteiro.

Urbano IV, sempre sendo admirador desta festa, publicou a bula “Transiturus” em 8 de Setembro de 1264, na qual, depois de ter exaltado o amor de nosso Salvador expresso na Santa Eucaristia, ordenou que se celebrasse a solenidade de “Corpus Christi” no dia de Quinta-feira depois do domingo da Santíssima Trindade, ao mesmo tempo outorgando muitas indulgências a todos os fiéis que assistissem à santa missa e ao ofício. Este ofício, composto pelo doutor angélico, Santo Tomás de Aquino, por petição do Papa, é um dos mais formosos no breviário Romano e tem sido admirado inclusive por Protestantes.

A morte do Papa Urbano IV (em 2 de Outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, obstaculizou que se difundisse a festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e no concilio geral de Viena (1311), ordenou uma vez mais a adopção desta festa. Publicou um novo decreto incorporando o de Urbano IV. João XXII, sucessor de Clemente V, instou a sua observância.

Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Sem embargo estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugénio IV e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.

A festa foi aceite em Cologne em 1306; em Worms adoptaram-na em 1315; em Estrasburgo em 1316. Em Inglaterra foi introduzida através da Bélgica entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e em outros países a solenidade celebra-se no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.(*)
(*) - (Aqui está possivelmente, a justificação para que a Conferência Episcopal Portuguesa, tenha acedido à imposição da mudança desta Festividade, de 5ª feira para Domingo, durante 5 anos, a partir deste ano?), o que quanto a mim, é um pouco rebuscada... mas que se há-de fazer? (A. Fonseca)

Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, arménios, coptas, melquitas e os rutínios de Galicia, Calábria e Sicília.

O Concilio de Trento declara que muito piedosa e religiosamente foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, determinado dia festivo, se celebre este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade, e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Nisto os cristãos atestam sua gratidão e recordação por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo que se faz novamente presente a vitória e triunfo da morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fonte: www.corazones.org

O milagre de Bolsena

No século XIII, o sacerdote alemão, Pedro de Praga, deteve-se na cidade italiana de Bolsena, enquanto realizava uma peregrinação a Roma. Era um sacerdote piedoso, mas duvidava nesse momento da presença real de Cristo na Hóstia consagrada. Quando estava celebrando a Missa junto à tumba de Santa Cristina, ao pronunciar as palavras da Consagração, começou a sair sangue da Hóstia consagrada e salpicou suas mãos, o altar e o corporal.

O sacerdote estava confundido. Quis esconder o sangue, mas não pôde. Interrompeu a Missa e foi a Orvieto, lugar donde residia o Papa Urbano IV.
O Papa escutou o sacerdote e mandou uns emissários a fazer uma investigação. Ante a certeza do acontecimento, o Papa ordenou ao bispo da diocese levar a Orvieto a Hóstia e o corporal com as gotas de sangue.


Organizou-se uma procissão com os arcebispos  cardeais e algumas autoridades da Igreja. A esta procissão, se uniu o Papa e pôs a Hóstia na Catedral. Actualmente, o corporal com as manchas de sangue exibe-se com reverência na Catedral de Orvieto.

A partir de então, milhares de peregrinos e turistas visitam a Igreja de Santa Cristina para conhecer onde ocorreu o milagre.

Em Agosto de 1964, setecentos anos depois da instituição da festa de Corpus Christi, o Papa Paulo VI celebrou Missa no altar da Catedral de Orvieto. Doze anos depois, o mesmo Papa visitou Bolsena e falou na televisão para o Congresso Eucarístico Internacional. Disse que a Eucaristia era “um maravilhoso e inacabável mistério”.

Tradições mexicanas de Corpus Christi

Esta festa tradicional data do ano 1526. É costume render culto ao Santíssimo Sacramento na Catedral de México. O centro da festividade era a celebração solene da Missa, seguida de uma imponente procissão que partia de Zócalo, em que a Sagrada Eucaristia, transportada pelo arcebispo sob o pálio, era escoltada por autoridades vice reais, cabido, confrarias, exército, clero e povo. Havia também representações teatrais alusivas, e música especial.

Os camponeses traziam em suas mulas alguns frutos de suas colheitas para as oferecer a Deus como sinal de agradecimento. Isto deu origem a uma grande feira que congregava artesãos e comerciantes de diferentes locais do país, que traziam mercadorias no lombo de mula (frutos da temporada e artefactos que transportavam em cestos).

Contam que um homem, chamado Ignácio, tinha dúvidas acerca de sua vocação sacerdotal e em Quinta-feira  de Corpus Christi pediu a Jesus Cristo que lhe enviasse um sinal. Ao passar o Santíssimo Sacramento frente a Ignácio na procissão, Ignácio pensou: "Se aí estivesse presente Deus, até as mulas se ajoelhariam" e, nesse mesmo instante, a mula do homem se ajoelhou. Ignácio interpretou isto como sinal e entregou sua vida a Deus no sacerdócio e se dedicou para sempre a transmitir aos outros as riquezas da Eucaristia.

Assim foi como surgiram as mulitas elaboradas com folhas de plátano secas com pequenos cestos de doces de coco ou de frutas, de diversos tamanhos.
Pôr-se uma mulita à entrada ou comprar uma mulita para adornar a casa, significa que, em igual à mula de Ignácio, nos ajoelhamos ante a Eucaristia, reconhecendo nela a presença de Deus.

Esta festa se celebra cada ano em QUINTA-FEIRA depois da Santíssima Trindade. Leva-se a cabo na Catedral e as crianças vestem-se de índios para agradecer a infinita ternura de Jesus. Se vendem mulitas com grande colorido.

Se desejas compartilhar connosco alguma tradição de Corpus Christi de teu país escreve-nos

Diversas maneiras de celebrar esta festa

Participar na procissão com o Santíssimo


A procissão com o Santíssimo consiste em fazer uma homenagem agradecida, pública e multitudinária da presença real de Cristo na Eucaristia.  É costume sair em procissão o Santíssimo Sacramento pelas ruas e praças ou dentro da paróquia ou Igreja, para afirmar o mistério de Deus connosco na Eucaristia.
Este costume ajuda a que os valores fundamentais da fé católica se acentuem com a presença real e pessoal de Cristo na Eucaristia.

A Hora Santa

É uma maneira prática e muito bela de adorar a Jesus Sacramentado. O Papa João Paulo II a celebrava, igual ao que a maioria das Paróquias de todo o mundo, à Quinta-feira ao anoitecer, para demonstrar a Cristo Eucaristia amor e agradecimento e reparar as atitudes de indiferença e as faltas de respeito que recebe de qualquer um e dos demais homens. 

Consiste em realizar uma pequena reflexão evangélica, em presença de Jesus Sacramentado e, no final, se rezam umas ladainhas especiais para lhe demonstrar a Jesus nosso amor.

Pode-se celebrar de maneira formal com o Santíssimo Sacramento solenemente exposto na custódia, com incenso e com cânticos, ou de maneira informal com a Hóstia dentro do Sacrário. Qualquer das duas maneiras agrada a Jesus.
Se inicia com a exposição do Santíssimo Sacramento ou, em sua substituição, com uma oração inicial a Jesus Cristo estando todos ajoelhados frente ao Sacrário.

Em continuação, se procede à leitura de uma passagem do Evangelho e ao comentário do mesmo por parte de algum dos participantes.
Logo depois, se reflecte adorando a Jesus, Rei do Universo, na Eucaristia.

Termina-se com as invocações a as ladainhas correspondentes e, no caso de que a Hora Eucarística se haja feito diante do Santíssimo solenemente exposto, o sacerdote dará a bênção com o Santíssimo; em caso contrário, se finaliza a Hora Santa com uma prece conhecida de agradecimento.

Recordar em família o que é a Eucaristia.

  1. ¿Que é a Eucaristia?
    Eucaristia é um dos Sete Sacramentos. Nos recorda o momento em que o pão e o vinho se convertem no Corpo e no Sangue de Cristo. Este é o alimento da alma. Assim como o nosso corpo necessita de comer para viver, nossa alma necessita comungar para estar sã. Cristo disse: "O que come Minha Carne e bebe Meu Sangue, tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia."

  2. ¿Em que nos ajuda a Eucaristia? 

    Todos queremos ser bons, ser santos e nos damos conta de que o caminho da santidade não é fácil, que não bastam nossas forças humanas para o conseguir.  Necessitamos da força divina, de Jesus.  Isto só será possível com a Eucaristia.  Ao comungar, nos podemos sentir outros, já que Cristo vai viver em nós. Poderemos dizer, com São Paulo: "Eu vivo, mas já não sou eu, é Cristo quem vive em mim."

  3. ¿Em que parte da Missa se realiza a Eucaristia? 

    Depois de rezar o Credo, levam-se a cabo: o ofertório, a consagração e a comunhão.

    Ofertório: É o momento em que o sacerdote oferece a Deus o pão e o vinho que serão convertidos no Corpo e no Sangue de Cristo. Nós podemos oferecer, com muito amor, toda nossa vida a Deus nesta parte da Missa.Consagração: É o momento da Missa em que Deus, através do sacerdote, converte o pão e o vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Neste momento nos ajoelhamos como sinal de amor e adoração a Jesus.  Deus feito homem, que se faz presente na Eucaristia.
    Comunhão: É receber a Cristo Eucaristia em nossa alma, o que produz certos efeitos em nós:

    1. nos une a Cristo e à sua Igreja,
    2. une aos cristãos entre si,
    3. alimenta nossa alma,
    4. aumenta em nós a vida de graça e a amizade com Deus,
    5. perdoa os pecados veniais,
    6. nos fortalece para resistir à tentação e não cometer pecado mortal.

  4. ¿Que condições põe a Igreja para poder comungar? 

    A Igreja nos pede duas condições para receber a comunhão:

    1. Estar em graça, com nossa alma limpa de todo o pecado mortal.
    2. Cumprir o jejum eucarístico: não comer nada uma hora antes de comungar.

  5. ¿Quando posso receber a Comunhão Sacramental? 

    A Igreja recomenda receber a Comunhão sempre que formos a Missa. É obrigação receber a Comunhão, ao menos, uma vez por ano no tempo de Páscoa  que são os 50 dias compreendidos entre o Domingo de Ressurreição e o Domingo de Pentecostes.

  6. ¿Que fazer depois de comungar?

    Se recomenda aproveitar a oportunidade para rogar a Deus, nosso Senhor,  todo o que queiramos: o que nos alegra, o que nos preocupa; dar-lhe graças por todo o bem que nos há dado; dizer-lhe o muito que o amamos e que queremos cumprir com sua vontade; pedir-lhe que nos ajude a nós e a todos os homens; oferecer-lhe cada acto que façamos em nossa vida.

  7. ¿Que fazer quando não se pode ir comungar?

    Se pode levar a cabo uma comunhão espiritual. Isto é receber a Jesus em tua alma, rezando a seguinte oração:

    "Creio, meu Jesus, que estás realmente presente no Santíssimo Sacramento do altar.
    Amo-Te sobre todas as coisas e desejo ardentemente receber-te dentro de minha alma,
    mas não o podendo fazer sacramentalmente,
    vem ao menos espiritualmente a meu coração.
    Fica comigo e não permitas que me separe de ti.
    Ámen"


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    ANTÓNIO FONSECA

Nº 1669 - (153-13) – 1ª Página - SANTOS DE CADA DIA - CORPO DE DEUS - 2 DE JUNHO DE 2013




CORPO DE DEUS


2 DE JUNHO DE 2013


Domingo

Ver Notas no final

e-mail: antoniofonseca1940@hotmail.com

Nº 1669 - (153-13) – 1ª Página

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Nº 1669-1 - (153-13)

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E U   S O U


AQUELE   QUE   SOU

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CORPO DE DEUS


Na sua viagem apostólica à Espanha, na visita à igreja da Adoração Nocturna em Madrid, no dia 31 de Outubro de 1982, proferiu o Santo Padre João Paulo II a seguinte homilia, seguida duma fervorosa oração:
«Encontro-me feliz, junto de Jesus Sacramentado, convosco, membros da Adoração Nocturna Espanhola que, com tantos outros cristãos unidos a vós em diversos rincões de Espanha, tendes profunda consciência da estreita relação existente entre a vitalidade espiritual e apostólica da Igreja e a Sagrada Eucaristia.
Com as vossas vigílias de adoração tributais homenagem de fé e amor ardentes à presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo neste Sacramento, com o seu Corpo e Sangue, Alma e Divindade, sob as espécies consagradas.
Esta presença recorda-nos que o Deus da nossa fé não é um ser distante, mas um Deus muito próximo, cujas delicias são estar com os filhos dos homens (cf. Prov 8, 31). Um  Pai que nos envia o seu Filho, para que tenhamos vida e tenhamos em abundância (cf Jo 10,10). Um Filho, e Irmão nosso que, mediante a sua Encarnação, se fez verdadeiramente Homem, sem deixar de ser Deus, e quis permanecer entre nós "até ao fim do mundo" (cf Mt 28, 20).
Compreende-se pela fé que a Sagrada Eucaristia constitui o maior dom que ofereceu Cristo e oferece continuamente à sua esposa. É a raiz e o ápice da vida cristã e de toda a actividade da Igreja. É o nosso maior tesouro que encerra "todo o bem espiritual da Igreja" (Presbyterorum ordinis, 5). Deve ela cuidar zelosamente de tudo o que se refere a este mistério e afirmá-lo na sua integridade, como ponto central e prova da autêntica renovação espiritual pelo último Concílio.
Nesta Hóstia consagrada compendiam-se as palavras de Cristo, a vida oferecida ao Pai por nós e a glória do Seu Corpo ressuscitado. Nas vossas horas diante da Hóstia santa compreendestes que esta presença do Emanuel, Deus connosco, é ao mesmo tempo mistério da fé, dom de esperança e a fonte da caridade com Deus e entre os homens.
Mistério de fé, porque o Senhor crucificado e ressuscitado está realmente presente na Eucaristia, não só durante a celebração do Santo Sacrifício, mas enquanto subsistem as espécies sacramentais.
O nosso louvor, adoração e acção de graças e petição à Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, enraízam-se neste mistério de fé.
Esta mesma presença do Corpo e Sangue de Cristo, sob as espécies do pão e do vinho, constituem uma articulação entre o tempo e a eternidade, e proporcionam-nos o dom  da esperança que anima o nosso caminhar.
A Sagrada Eucaristia, de facto, além de ser testemunho sacramental da primeira vinda de Cristo, é contemporaneamente constante anúncio da sua segunda vinda gloriosa, no fim dos tempos.
Dom da esperança futura e alento, também esperançoso, para a nossa caminhada rumo à vida eterna. Diante da Sagrada Hóstia voltamos a escutar as doces palavras: "Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, e aliviar-vos-ei" (Mt 11, 28).
A presença sacramental de Cristo é também fonte de amor. Porque "amor com amor se paga" dizeis nestas terras de Espanha.
Amor, em primeiro lugar, ao próprio Cristo. O encontro eucarístico é, de facto, encontro de amor. Por isso torna-se imprescindível aproximarmo-nos d'Ele com devoção e purificarmo-nos de todo o pecado  grave.
E amor aos nossos irmãos. Porque a autenticidade da nossa união com Jesus sacramentado deve traduzir-se no nosso verdadeiro amor a todos os homens, começando por aqueles que estão mais perto. Deverá ser notado no modo de tratar a própria família, companheiros e vizinhos; no empenho por viver em paz com todos; na prontidão para se reconciliar e perdoar quando for necessário. Deste modo, a Sagrada Eucaristia será fermento de caridade e vínculo da unidade da Igreja, desejada por Cristo e propugnada pelo Concilio Vaticano II.
Termino estimulando-vos, queridos adoradores e filhos todas da Espanha, à profunda piedade eucaristica. Esta aproxiumar-vos-á cada vez mais do Senhor. E pedir-vos-á o oportuno recurso à confissão sacramental, que leve à Eucaristia, como a Eucaristia conduz à confiussão. Quantas vezes a noite de adoração silenciosa poderá ser também o momento propicio do encontro com o perdão sacramental de Cristo!
Essa piedade eucaristica há-de centrarse principalmente na celebração da Ceia do Senhor, a qual pwerpetua o seu amor imolado na Cruz. Mas tem um lógico prolongamento - do qual vós sois testem unhas fiéis - na adoração a Cristo neste divin o Sacramento, na visita ao Santissimo, na oração diante do sacrário, alémn de outros exercicios de devoção, pessoais e colectivos, privados e públicos, que tendes praticado durante séculos. Esses, que o último Concilio ecumenico recomendava vivamente e aos quais repetidas vezes eiuu mesmo exortei (cf. por exemplo, Dominicae cenae, 3; Homilia em Dublin, 29.9.79).
"A Igreja e o mundo têm grande necessidade do culto eucaristico. JHesus espera-nos neste Sacramento d Amor. Não poupemos tempo para ir encontrá-Lo na adoraçao, na contemplaçao transbordante de fé e aberta a reparar as graves faltas e delitos do mundo. Jamais cesse a nossa adoraçao" (Dominicae cenae, 3). E nessas horas junto do Senhor, recomendo-vos que peçais particularmente pelos sacerdotes e religiosos, pelas vocações sacerdotais e à vida consagrada.
Louvado seja o Santissimo Sacramento da Eucaristia.




POTINO, BLANDINA e 46 companheiros, Santos

Mártir de Lião (177)


Eusébio (338) reproduz na sua História eclesiástica a circular que as Igrejas de Lião e de Viena dirigiram às da Ásia, a propósito destes mártires do ano de 177. Lê-se nela: «É impossível descrever-vos o que foi a raiva dos pagãos contra nós e os tormentos que nos infligiram. Começaram por nos perseguir nas casas, na praça e nos banhos públicos. Depois vieram as agressões,  as saraivadas de pedra, as espoliações e as encarcerações. Houve a seguir os interrogatórios na praça. E em seguida os suplícios a que assistiu multidão imensa, tripudiando de alegria, nos dois anfiteatros da cidade. Os nossos irmãos suportaram com facilidade sofrimentos que se poderiam interpretar como insuportáveis.  Alguns, infelizmente! apostataram - uns dez aproximadamente; escravos que, na tortura, nos foram apresentados como a praticar incestos e a comer carne de criança».

A circular, que cita vários confessores da fé, menciona em particular Blandina e Potino.
Este último, «o santo bispo de Lião, velho de 90 anos, foi levado de maca ao tribunal. Ao juiz, que lhe perguntava quem era o Deus dos cristãos, respondeu: «conhecê-Lo-ás quando te tornares digno d'Ele». Foi permitido aos presentes dar-lhe pontapés e atirar-lhe com tudo o que tinham à mão. Em seguida foi reconduzido à prisão, onde pouco depois deu o último suspiro.

Blandina, escrava muito jovem, despertava reduzida confiança em nós;  mas cansou os algozes que se revezavam atormentando-a; limitava-se a dizer: "Sou cristã, e nada de mal se faz entre nós". Suspendida pelos braços a um  poste, as alimárias nada quiseram com ela. Foi reconduzida à prisão, sendo reservada para o último dia das festas. Foi então, flagelada, descarnada, queimada a fogo lento, metida numa rede e lançada a um touro, que se divertiu atirando-a ao ar; por último, executaram-na à espada».


MARCELINO, PEDRO e ERASMO, Santos

Mártires (304)


Os nomes de São Marcelino e São Pedro, mártires, são mencionados no cânone romano da Missa. São Marcelino era sacerdote e São Pedro exorcista. Ambos sofreram o martírio na perseguição de Diocleciano. Pelo ano de 304 foram decapitados na via Cornélia, na aldeola chamada Selva Negra, onde primeiramente foram enterrados, com a intenção de os cristãos os não localizarem nem venerarem.

Mas Deus velou pelo culto dos seus mártires e revelou a uma piedosa mulher, chamada Lucila, o lugar em que jaziam. Foram recolhidos os restos e trasladados para o cemitério da Via Lavicana, no local chamado «entre os dois loureiros». Esse local ficou-se chamando desde então Selva Branca, e na Idade Média chegou a ser sé episcopal.

Os dados mais seguros do martírio dá-no-los São Dâmaso na inscrição que redigiu para o túmulo na Via Lavicana. É inscrição em verso, na qual indica, segundo confissão do verdugo mesmo, as circunstâncias do martírio:

«Marcelino e Pedro, escutai a história do vosso triunfo. Quando eu era menino, o próprio verdugo contou-me, a mim Dâmaso, que o perseguidor furioso ordenara que vos fossem cortadas as cabeças no meio dum bosque, para ninguém saber onde estavam os vossos corpos. Mas vós, triunfantes, com as vossas próprias mãos vos preparastes esta sepultura onde agora descansais. Depois de terdes descansado por breve tempo numa Selva Branca, revelastes a Lucila que teríeis gosto em descansar aqui».

A cripta de São Pedro e São Marcelino foi descoberta por Stevenson, no fim do século passado. A câmara é ampla e suficiente para receber muitos devotos. No meio, diante da ábside, há um pano de muralha conservado, onde estão os dois nichos dos corpos. Esta parte do muro respeitou-se intencionalmente, quando se derribaram as paredes a toda a volta para fazer o santuário. Não se quis remover a sepultura dos dois Santos e trasladar os seus corpos para outro sítio mais pomposo. Contentaram-se com revestir as paredes com pilastras de mármore. 

São Erasmo foi bispo e mártir em Fórmia, no principio do século IV. Desde bem cedo se difundiu o seu culto no Lácio e na Câmpania. Entrou também na liturgia romana, graças sobretudo à fama que obteve o mosteiro do Monte Célio, em Roma, dedicado ao seu nome. Este mosteiro remonta sem dúvida ao século VI, pois nele foi educado o Papa Adeolato, falecido em 619.

Não temos notícias certas sobre a forma do seu martírio. Mas o facto da morte por Cristo deve bastar-nos, uma vez que as circunstâncias são sempre secundárias. Nosso Senhor Jesus Cristo sofreu em Si mesmo uma vez e continua sofrendo muitas vezes no seus servos. Estas perseguições e mortes do justo são apenas aparentes e externas.  Como o vento revolve e atinge o mar apenas na superfície,  sem chegar nunca a remover as águas no interior do oceano, assim as torturas e a morte ficam na superfície do cristão, sem nunca chegarem à serenidade e vida do coração, do seu espírito imortal, que passa do patibulo ao trono, do desterro ao seio de Deus.


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  • Nossa Senhora de Fátima, pediu aos Pastorinhos
  • “REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS”
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  • NOTA:
  • Como decerto hão-de ter reparado, são visíveis algumas mudanças na apresentação deste blogue (que vão continuar… embora não pretenda eu que seja um modelo a seguir, mas sim apenas a descrição melhorada daquilo que eu for pensando dia a dia para tentar modificar para melhor, este blogue). Não tenho a pretensão de ser um “Fautor de ideias” nem sequer penso ser melhor do que outras pessoas. Mas acho que não fica mal, cada um de nós, dar um pouco de si, todos os dias, para tentar deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos, quando nascemos e começamos depois a tomar consciência do que nos rodeia. No fim de contas, como todos sabemos, esta vida é uma passagem, e se Deus nos entregou o talento para o fazer frutificar e não para o guardar ou desbaratar, a forma que encontrei no “talento” de que usufruo, é tentar fazer o melhor que posso, aliás conforme diz o Evangelho.
    A PARTIR DE HOJE AS PÁGINAS SERÃO NUMERADAS PELA ORDEM ABAIXO INDICADA:
    Pág. 1 – Vidas de SantosPág. 2 – O Antigo Testamento; e Pág. 3 – ENCONTRO DIÁRIO COM DEUS - Além disso, semanalmente (ao Domingo e alguns dias santificados – quando for caso disso –) a Pág. 4 – A Religião de Jesus; e a Pág. 5 - Salmos) e, ainda, ao sábado, a Pág. 6 – In Memoriam.


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  • Localização geográfica da sede deste Blogue, no Porto
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