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sexta-feira, 7 de junho de 2013

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS - 7 DE JUNHO DE 2013

Oração ao Sagrado Coração Jesus.

by santavida
Oração para todos os dias
Ó Jesus no seu Sagrado Coração eu confio as minhas intenções nesta novena:sagrado coração
(Coloque a sua intenção agora)
Sagrado Coração de Jesus, fonte de todas as graças de merecimentos, onde procurarei a não ser no tesouro que contém todas as riquezas de Vossa clemência e bondade?
Onde baterei, a não ser à porta do Vosso Coração, pelo qual o próprio Pai vem a nós, e nós vamos a Ele?
A Vós pois, Sagrado Coração de Jesus, recorremos.
Em vós, Sagrado Coração de Jesus, encontro consolação quando aflito, proteção quando perseguido, força quando oprimido de tristeza.
No Teu Coração Jesus, encontro luz, quando envolto nas trevas da dúvida.
Sagrado Coração de Jesus, eu tenho confiança em vós.
Doce Coração de Jesus, sede o meu amor.
Doce Coração de Maria, sede a minha salvação.
Amado seja por toda a parte o Sagrado Coração de Jesus.
Sagrado Coração de Jesus, venha a nós o Vosso reino.
Sagrado Coração de Jesus, eu tenho confiança em Vós e por isso nesta novena e neste momento repito o meu pedido:
(Diga novamente sua intenção)
Sagrado Coração de Jesus, eu tenho confiança em Vós.
Sagrado Coração de Jesus, creio em Vosso amor para comigo.
Sagrado Coração de Jesus, coloque em nosso coração os sentimentos que tiveste: amor, paz, perdão e obediência ao Pai Eterno.
V:Jesus, manso e humilde de coração,
R: fazei o meu coração semelhante ao Vosso.
Amém.
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Post colocado em 7-6-13  -  18H40
ANTÓNIO FONSECA

Annales Historiæ: E a violência contra os católicos se espalha pela ...

Annales Historiæ: E a violência contra os católicos se espalha pela ...: Nos últimos meses, temos assistido admirados ao despertar de uma juventude engajada na defesa dos valores morais na outrora França católica...

Nº 1675-4 - A RELIGIÃO DE JESUS - SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS - Sexta-feira - 7 de Junho de 2013

Nº 1675-4
Do livro A Religião de Jesus, de José Mª Castillo – Comentário ao Evangelho do dia – Ciclo A (2010-2011) – Edição de Desclée De Brouwer – Henao, 6 – 48009 Bilbao – www.edesclee.com – info@edesclee.comtradução de espanhol para português, por António Fonseca
Estrela O texto dos Evangelhos, que inicialmente estavam a ser transcritos e traduzidos de espanhol para português, diretamente através do livro acima citado, são agora copiados mediante a 12ª edição do Novo Testamento, da Difusora Bíblica dos Missionários Capuchinhos, (de 1982, salvo erro..). No que se refere às Notas de Comentários continuam a ser traduzidas como anteriormente.AF.
7 de Junho de 2013

Sexta-feira - SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


Lc 15, 3-7
Jesus (…) propôs-lhes então esta parábola:
"Qual é o homem dentre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se havia perdido, até a encontrar? Ao encontrá-la, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha perdida. Digo-Vos eu: Haverá mais alegrai no Céu por um só pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento».


1 – Jesus pronunciou esta parábola como resposta à acusação, que lhe faziam os fariseus e letrados, de que «acolhia os descrentes e comia com eles» (Lc 15, 2). O puritanismo observador não tolera a convivência com as pessoas de má fama. Este foi um dos motivos que deu Jesus para que o criticassem. Mas é um facto que as pessoas não crentes, se afastam da religião e não querem saber nada de Deus e da Igreja, é porque os representantes e observadores da religião desprezam as más companhias e, como é lógico, ninguém se aproxima para onde se vê desprezado ou de quem o despreza.


2  Jesus responde a esta acusação com as três parábolas da misericórdia: a ovelha perdida, a moeda perdida, o filho perdido (o pródigo). Jesus não fala de "descrentes" ou "pecados", mas sim de "extraviados" ou "perdidos" e utiliza estas expressões de tal maneira que, na realidade  o que vem a dizer é que Deus quer tanto aos "extraviados" ou "descrentes", que não pode passar sem eles, não pode viver sem a ovelha, a moeda ou o filho que se extraviaram.  E por isso procura o perdido, com  o caso da ovelha ou da moeda. Acolhe-o com uma alegria indizível,  como conta a parábola do filho perdido. Deus não é como explicam os teólogos e pregadores, mas sim como se revelou em Jesus, na vida e na conduta de Jesus.

3 – Nesta festividade do Coração de Jesus, o primeiro que se poder destacar é que Deus, que se nos dá a conhecer em Jesus, na sua forma de viver, nos seus costumes, relações e amizades, é um Deus que não deixariam entrar em determinadas igrejas, conventos, seminários, casa de espiritualidade... O Jesus do Evangelho, segundo os critérios dominantes hoje em não poucos ambientes eclesiásticos, não teria vocação, não poderia entrar em mais de um noviciado. Nem poderia pertencer a certos grupos muito estritos e tradicionais. Será que não sabemos ler o Evangelho? Ou não será, pelo contrário, que andamos demasiado longe do Jesus histórico?

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Compilação (e tradução dos comentários) por António Fonseca
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NOTA FINAL:
Continuo a esclarecer que os comentários aos textos do Evangelho, aqui expressos, são de inteira responsabilidade do autor do livro A RELIGIÃO DE JESUS e, creio eu… apenas retratam a sua opinião – e não a minha ou de qualquer dos meus leitores, que eventualmente possam não estar de acordo com ela. Eu apenas me limito a traduzir de espanhol para português os Comentários.
NEM EU NEM NINGUÉM ESTÁ OBRIGADO A ESTAR DE ACORDO.
Mais uma nota ainda:
Estes são os meus endereços atuais:
Para contatos normais: antoniofonseca1940@hotmail.com
e sobre o blogue: - antoniofonseca40@gmail.com
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Post para publicação em 7-6-2013 - 11H00
Até lá, se Deus quiser.
António Fonseca
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A guerra dos Papas contra o diabo

Biblia Catolica News

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Posted: 05 Jun 2013 03:13 PM PDT
VATICANO, 05 Jun. 13 / 10:00 am (ACI/EWTN Noticias).- Na Missa que presidiu na manhã de ontem na Casa Santa Marta, o Papa Francisco assinalou que os cristãos não utilizam uma “linguagem socialmente educada”, propensa à hipocrisia, mas são porta-vozes da verdade do Evangelho com a mesma transparência das crianças. A hipocrisia é a linguagem preferida dos corruptos. [...]
Posted: 05 Jun 2013 08:58 AM PDT
Versão áudio Segundo as premissas aceitas pela sociedade atual, os homossexuais não estão errados em reivindicarem os mesmos direitos que os heterossexuais, a conclusão não pode ser outra: eles, de fato, têm os mesmos direitos. Mas, quais são essas premissas falsas? E como chegaram a ser assumidas? É o que Padre Paulo Ricardo explica neste [...]
Posted: 05 Jun 2013 08:44 AM PDT
GUATEMALA, 05 Jun. 13 / 08:58 am (ACI/EWTN Noticias).- Organizações defensoras da vida e da família da Guatemala denunciaram em um comunicado que no marco da 43ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), que se realiza nestes dias nesse país, estão tentando aprovar a ideologia gay e o aborto. Entre as 36 organizações assinantes figuram a Associação Vida [...]

Nº 1674 - 2ª Página - O ANTIGO TESTAMENTO - SAMUEL I - (23) - 7 de Junho de 2013


7 de Junho de 2013

Nº 1674 - 2ª Página
antoniofonseca1940@hotmail.com
2013

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Distribuição das Tribos em ISRAEL

Nº 1674
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Caros Amigos:
Ver por favor a edição de, 12 de Novembro de 2012, deste Blogue.

Resolvi simplesmente começar a editar o 
ANTIGO TESTAMENTO 
que é composto pelos seguintes livros:

GÉNESIS, ÊXODO, LEVÍTICO, NÚMEROS, DEUTERONÓMIO, constantes do PENTATEUCO, JOSUÉJUÍZES, RUTE,– (Estes já estão…)

Faltam apenas 875 páginas…(mais ou menos) - Sejamos optimistas.

  1º E 2º de SAMUEL, 1º e 2º Reis, (2) CRÓNICAS (paralipómenos), ESDRAS, NEEMIAS, TOBIAS, JUDITE, ESTER, 1º E 2. MACABEUS (Livros históricos); JOB, SALMOS, PROVÉRBIOS, ECLESIASTES, CÂNTICO DOS CÂNTICOS, SABEDORIA, ECLESIÁSTICO (Livros Sapienciais ); ISAÍAS, JEREMIAS, JEREMIAS – Lamentações, BARUC, EZEQUIEL, DANIEL, OSEIAS, JOEL, AMÓS, ABDIAS, JONAS, MIQUEIAS, NAUM, HABACUC, SOFONIAS, AGEU, ZACARIAS e MALAQUIAS (Profetas).

!!!SÃO APENAS POUCO MAIS DE 40 LIVROS = 1260 PÁGINAS …!!! (coisa pouca…)

Poderei porventura dar conta do recado? Se calhar, não! Só Deus o sabe e decerto providenciará o que lhe aprouver!
SEI: que é uma tarefa ciclópica, impossível., etc., para os meus 73 anos (*) .

Desconheço se conseguirei executar esta tarefa e sei os limites que poderão antepor-se-me, mas CREIO EM DEUS TODO-PODEROSO que não me desamparará em ocasião alguma. Com Fé e perseverança tudo se consegue e portanto irei até onde Deus me permitir, rezando todos os dias para que eu possa Evangelizar com os meios que tenho à disposição, durante o tempo que Deus Nosso Senhor Jesus Cristo entender.

Se o conseguir, darei muitas Graças a Deus

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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos, – o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:

IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.

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Nº 1674 - 2ª Página

7 de Junho de 2013

ANTIGO TESTAMENTO

SAMUEL
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Mapa antigo de Israel

1º Livro de SAMUEL


Rei David

(23)


23 - DAVID LIBERTA CEILA -  Depois disto, avisaram David, dizendo: «Os filisteus estão a atacar Ceila e a pilhar as eiras». David consultou o Senhor: «Poderei eu vencer os filisteus?» O Senhor respondeu: «Vai, porque tu derrotarás os filisteus e libertarás Ceila». Os homens de David, porém, disseram-lhe: «Mesmo aqui em Judá estamos cheios de medo; quanto mais se formos a Ceila contra as tropas dos filisteusDavid consultou novamente o Senhor, que lhe respondeu: «Vai, desce a Ceila, porque entregarei nas tuas mãos os filisteus». David foi para Ceila com os seus homens; atacou os filisteus, tomou-lhes o seu gado e infligiu-lhes pesada derrota. Assim libertou os habitantes de Ceila. Ora, quando Abiatar, filho de Aquimelec, se refugiou junto de David,  em Ceila, levava consigo o efod.

Saul persegue David  -  Logo que teve notícia da chegada de David a Ceila, Saul disse: «Deus entregou-o nas minhas mãos, pois foi esconder-se numa cidade com portas e ferrolhos». O rei convocou todo o povo às armas para descer a Ceila e sitiar David com a sua tropa. Mas, David, sabendo que a intenção de Saul era perdê-lo, disse ao sacerdote Abiatar: «Traze o efod» E ajuntou: «Senhor, Deus de Israel, Vosso servo David soube que Saul quer entrar em Ceila para destruir a cidade por minha causa. Será que os habitantes de Ceila me entregarão nas suas mãos? Saul virá, como o Vosso servo ouviu dizer?  Senhor, Deus de Israel, revelai-o ao Vosso servo». O Senhor respondeu: «Ele virá». E David acrescentou: «Os habitantes de Ceila entregar-me-ão, a mim e aos homens, nas mãos de Saul?» O Senhor respondeu: «Sim, entregar-te-ão». Então David partiu dali com a sua tropa em número de uns seiscentos homens, e saíram de Ceila, marchando ao acaso. Saul, informado de que David abandonara Ceila suspendeu a expedição. David permaneceu no deserto, em lugares bem protegidos, e habitou no monte do deserto de Zif, em Horscha. Saul, entretanto, procurava-o sem cessar, mas Deus não o entregou nas suas mãos. David sabendo que Saul tinha saído para lhe tirar a vida, ficou no deserto de Zif, em Horscha. Então, Jónatas, filho de Saul, foi ali ter com ele. E confortou-o em nome de Deus, dizendo: «Não temas, porque Saul meu pai, não te poderá prender. Tu reinarás sobre Israel e eu serei o segundo no teu reino; meu pai bem o sabe». Fizeram ambos aliança diante do Senhor.
David ficou em Horscha e Jónatas voltou para a sua casa.
Mas os de Zif foram ter com Saul a Gabaa, e disseram-lhe: «David está escondido entre nós na fortaleza de Horscha, sobre a colina de Haquila, à mão direita do deserto. Desce, pois, e nós nos encarregaremos de o entregar nas tuas mãos». Respondeu Saul: «Que o Senhor vos abençoe por vos compadecestes de mim. Ide, informai-vos diligentemente sobre o lugar onde se encontra, ou se alguém o viu, porque me foi dito que ele é muito astuto. Explorai e descobri todos os seus  esconderijos e trazei-me notícias seguras, a fim de eu ir ter convosco, pois mesmo que se esconda nas entranhas da terra eu o descobrirei com os batalhões de Judá». Despediram-se e partiram antes de Saul para Zif. Mas David e os seus estavam já no deserto de Maon, na planície ao sul de Jesimon. Saul partiu com  os seus homens à sua procura. David, informado disto, deixou o rochedo e permaneceu no deserto de Maon. Saul soube-o e perseguiu-o. Saul marchava por um flanco da montanha, e David com os seus pelo outro, sem esperança de escapar das mãos de Saul. No momento, porém, em que Saul com os seus homens iam lançar mão de David e da sua gente, chegou um mensageiro e disse ao rei: «Vem depressa, porque os filisteus invadiram o país». Ao ouvir isto, Saul deixou de perseguir David e foi combater os filisteus. Por isso àquele lugar foi dado o nome de Sela-Hamalegot.



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Estes são os textos do 1º Livro de “SAMUEL” do ANTIGO TESTAMENTO 


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7 de JUNHO de 2013 – 10.15 h
ANTÓNIO FONSECA


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http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt; http://bibliaonline.com.br/acf
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Nº 1674 (especial) - SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS - 1ª Sexta-feira após o CORPO DE DEUS - 7 de Junho de 2013

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Festividade na 1ª Sexta-feira a seguir à oitava do CORPO DE DEUS

O símbolo que melhor representa o amor é o coração, como mostra o nosso modo ordinário de lhe falar. Para expressar o amor que temos a uma pessoa, apontamos para o coração ou dizemos que a temos no coração. Para exprimir que uma pessoa é boa, compassiva, dizemos: «Que coração! Que bom coração! Que coração de mãe!» 
.
A devoção ao Coração de Jesus não é mais que a devoção (que quer dizer conhecimento, dedicação e entrega) ao amor de Jesus, manifestado no símbolo mais eloquente e claro desse mesmo amor, que é o coração.

Coração de Jesus é o Jesus autêntico do Evangelho, que tem um coração "bondoso e cheio de misericórdia", que é o "amigo dos pecadores", que nos amou desde o presépio à cruz e ficou por nosso amor no Sacrário.

Santo Afonso Maria de Ligório escreveu: «A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é a mais bela e mais sólida do cristianismo. A mais bela porque o mais belo atributo de Cristo é o seu amor, que nesta devoção honramos. A mais sólida porque é a devoção ao amor de Jesus, origem da Encarnação e de todos os seus actos. É, pois, maior que a devoção ao Menino Jesus, à Paixão ou ao Santíssimo Sacramento, porque nela veneramos o amor de Cristo, causa do seu nascimento, morte e da permanência eucarística».

Ter devoção ao Coração de Jesus é acreditar no seu amor e viver para Ele em doação completa e desinteressada. É repetir com o apóstolo São João: «Nós conhecemos e acreditamos no amor que Deus nos tem» (1 Jo 4, 16).

Assim julgaram este culto os últimos Pontífices:

«No Coração de Jesus se há-de colocar toda a esperança; a Ele há que pedir e d'Ele se há-de esperar a salvação dos homens» (Leão XIII, enc., Charitate Christi).

«Nesta devoção contém-se o resumo de toda a religião e ainda uma norma de vida mais perfeita, pois guia suavemente as almas ao conhecimento de Nosso Senhor e estimula-as eficazmente a amá-Lo com todo o coração e a imitá-Lo de perto» (Pio XI, enc . Miserentissimus Redemptor).

Pio XII expôs maravilhosamente o que é a devoção ao Coração de Jesus na sua magistral encíclica Haurietis Aquas, de 15 de Maio de 1956. Dela extraímos estas passagens:

«É digna, pois, da maior estima esta forma de culto, que permite ao homem honrar e amar a Deus mais intensamente, e consagrar-se com maior facilidade e prontidão à caridade divina; tanto mais quanto é certo que o nosso Redentor Se dignou propô-la e recomendá-la ao povo cristão, e os Sumos Pontífices confirmaram-na com grandes louvores. Por isso, coisa temerária e prejudicial seria e até ofensa de Deus, ter em menos estima tão insigne benefício, concedido por Jesus Cristo à sua Igreja.

«Sendo assim, não há dúvida que os fiéis, ao honrarem o Sacratíssimo Coração de Jesus, cumprem o gravíssimo dever que têm de servir a Deus, e ao mesmo tempo de consagrar ao Criador e Redentor as suas pessoas e actividades, tanto externas como internas, e cumprem desta forma o mandamento divino: "Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com  todo o espírito e com todas as tuas forças".

«Assim, incitamos a praticar com entusiasmo esta devoção a todos os Nossos filhos em Cristo...

«Para tantos males, que hoje como nunca, perturbam profundamente os indivíduos, as famílias, as nações e o mundo inteiro, onde ir buscar remédio, veneráveis Irmãos? Poder-se-á, porventura, encontrar forma de piedade superior ao culto do Coração de Jesus, que melhor corresponde à índole da fé católica e mais e adapte às necessidades hodiernas da Igreja e da humanidade

«Por isso, seguindo o exemplo do Nosso imediato Antecessor, apraz-Nos também a Nós repetir aqui aquela exortação que Leão XIII, de imortal memória, dirigia no fim do século XIX aos fiéis do mundo inteiro e a todas as pessoas sinceramente preocupadas com a salvação de si mesmas e da sociedade: "Eis que se oferece hoje, aos nossos olhos, outro sinal muito favorável e divino: o Coração Sacratíssimo de Jesus... brilhando entre chamas com esplêndido fulgor. N'Ele se devem colocar todas as esperanças; a Ele se há-de pedir e d'Ele esperar a salvação dos homens".

«É ainda ardentíssimo desejo Nosso que todos os que se gloriam do nome de cristãos e lutam extrenuamente pelo estabelecimento do Reino de Cristo no mundo, tenham a devoção ao Coração de Jesus como bandeira e principio de unidade, de salvação e de paz. E ninguém julgue que este culto prejudica em alguma coisa as outras formas de piedade, com que o povo cristão, dirigido pela Igreja honra o Divino Redentor. Pelo contrário, a fervorosa devoção ao Coração de Jesus há-de sem dúvida favorecer e promover sobretudo o culto da Santíssima Cruz e, do mesmo modo, o amor ao Augustíssimo Sacramento do Altar».

Paulo VI eleito Papa no dia da festa do Coração de Jesus do ano de 1963, repetidas vezes recomendou a devoção a este divino Coração. A 6 de Fevereiro de 1965 dirigiu ao Episcopado de todo o mundo uma Carta Apostólica, comemorativa do 2º Centenário da aprovação da festa do Coração de Jesus. Nela diz:

«Desejamos que a todas as categorias de fiéis sejam explicados, de maneira mais adaptada e completa, os profundos e íntimos princípios doutrinais que ilustram os infinitos tesouros de caridade do Sagrado Coração; e que se determinem especiais funções sagradas, que afervorem sempre cada vez mais a devoção para este culto, digno da mais alta consideração, a fim de se conseguir que todos os cristãos, animados de novas disposições de espírito, prestem as devidas homenagens ao mesmo Coração Divino e reparem os inumeráveis pecados com demonstrações  de veneração sempre mais fervorosas, conformando também a vida inteiras com os preceitos da verdadeira caridade, que é a plenitude da lei (cfr., Rom 13. 10)...

«Esta maneira de proceder parece-me muito idónea para conseguir que o culto do Sagrado Coração, em alguns um tanto entibiado (com dor o dizemos), volte a florescer cada vez mais, e seja por todos considerado como forma nobilíssima  e digna daquela piedade verdadeira, que no nosso tempo, particularmente por obra do Concilio Vaticano II, é insistentemente pedida  para com Jesus Cristo, Rei e centro de todos os corações, cabeça do Corpo que é a Igreja..., princípio e primogénito dentre os mortos, a fim de que em tudo tenha Ele o primado (Col 1, 18)».

Talvez nenhum Papa se tinha referido tantas vezes ao Coração de Jesus, como João Paulo II. Desde a sua eleição, a 16 de Outubro de 1978, até ao verão de 1982, nas suas alocuções, falou 39 vezes sobre este Divino Coração, ao qual consagrou também a Encíclica sobre a Misericórdia Divina, de 30 de Novembro de 1980.

A devoção ao Coração de Jesus cultiva-a o Papa desde a sua juventude, como ele declarou na homilia pronunciada na Paróquia Romana de Santa Maria de Trastavere, a 27 de Abril de 1980:

«Na solenidade Sagrado Coração de Jesus, a liturgia da Igreja concentra-se, com adoração e amor especial, em torno ao mistério do Coração de Cristo. Quero hoje dirigir juntamente convosco o olhar dos nossos corações para o mistério desse Coração. Ele falou-me desde a minha juventude. Cada ano volto a este mistério no ritmo litúrgico do tempo da Igreja».

A 31 de Março de 1984, dirigiu estas palavras a uma peregrinação do Apostolado da Oração de Itália

«Finalmente é dirigida uma calorosa palavra de apreço e felicitações aos associados do Apostolado da Oração. Da importância fundamental deste apostolado na Igreja em geral e na vida particular de cada fiel, o meu discurso deveria ser muito mais longo e profundo do que aquilo que é possível neste breve espaço de tempo. Referindo-me à mensagem do Sagrado Coração a Santa Margarida Maria e às grandes encíclicas dos meus predecessores, Leão XIII (Annum sacrum, 25 de maio de 1899). Pio XI (Miserentissimus Redemptor, 8 de Maio de 1928), Pio XII (Haurietis aquas, 15 de maio de 1956), Paulo VI (Investigables Divitias Christi, 6 de Fevereiro de 1965), (Diserti Interpretes Facti, 25 de Maio de 1965) e às minhas duas encíclicas Redemptor Hominis e Dives in misericordia, exorto-vos a estender e a aprofundar cada vez mais o raio do vosso apostolado em cada paróquia, comunidade e Diocese, inculcando a oração e oferecimento quotidiano pela conversão dos pecados, pelas necessidades da Igreja, pelos Governantes e Autoridades Civis, a fim de que  possuam verdadeira  e recta consciência no governo, e estimulando a autêntica devoção ao Coração de Jesus por meio da consagração das famílias, e sobretudo a celebração vivida da primeira Sexta-feira de cada  mês com  a confissão sacramental e a participação na Eucaristia».

Escreveu o Papa Leão XIII que a devoção ao Coração de Jesus se resume em dois actos: consagração e reparação.

A Consagração é o reconhecimento dos direitos soberanos de Jesus, a entrega ao seu amor e a confiança na sua misericórdia.

O Papa Leão XIII consagrou o mundo inteiro ao Coração de Jesus, a 9 de Junho de 1899. Pio XI renovou esta consagração e mandou que todos os anos se repetisse na festa de Cristo Rei, bem como um acto de desagravo na solenidade do Coração de Jesus.

Seguindo os exemplos e exortações dos Papas e dos Bispos, têm sido consagradas ao Coração de Jesus as nações, cidades, vilas, freguesias, instituições e sobretudo as famílias e os indivíduos.

A Reparação ocupa parte muito importante nesta devoção, «porque - como ensina o Papa Pio XI - os pecados e os delitos dos homens, cometidos em qualquer tempo, foram a causa de que o Filho de Deus fosse entregue à morte e, também no presente, causariam a morte de Cristo, acompanhada das mesmas dores e das mesmas angústias, visto cada pecado considerar-se renovação, de alguma maneira, da paixão do Senhor...». E por isso, ao manifestar-Se a Santa Margarida Maria, disse Jesus: «Eis o Coração que tanto tem amado os homens e os cumulou de benefícios, e em paga do seu amor infinito em vez de gratidão, encontra esquecimento, indiferença, ultrajes, e estes causados algumas vezes até pelas almas a Ele obrigadas pela dívida mais estrita de especial amor». Precisamente em reparação de tais culpas, entre muitas recomendações fez esta em particular, como a Si muito agradáveis: que os fiéis com intenção de desagravo se aproximassem da Sagrada Mesa para fazerem a «Comunhão Reparadora» e durante uma hora inteira realizassem actos de oração e de reparação, à qual com toda a propriedade dá o nome de "Hora Santa"»; devoções estas que a Igreja não só aprovou, mas também enriqueceu com copiosos favores espirituais...

Entre as práticas de devoção ao Coração de Jesus, e sobretudo de carácter reparador, sobressai o piedoso exercício das Primeiras Sextas-feiras, tão aprovado e recomendado pela Santa Igreja.
Por ordem do Papa Leão XIII, a Sagrada Congregação dos Ritos, a 21-7-1889, recomendou esta devoção. Outro tanto fez o mesmo Pontífice no ano seguinte, e Pio XI na encíclica Miserentissimus Redemptor, João XXIII no Sínodo Romano e João Paulo II, a 31-3-1984.

Bento XV introduziu as próprias palavras do Coração de Jesus sobre as primeiras sextas-feiras na Bula de Canonização de Santa Margarida Maria:

«O Senhor Jesus dignou-se falar à sua fiel esposa nestes termos: Na imensa misericórdia do meu Coração prometo, a todos aqueles que durante nove meses seguidos comungarem na primeira sexta-feira, a graça da penitência final: não morrerão em pecado grave contra mim e sem receberem os Santos Sacramentos. O meu Coração será o seu refúgio seguro nos últimos momentos».

A Santa Sé várias vezes indulgenciou esta piedosa prática e muitos Bispos do mundo inteiro aprovaram-na e recomendaram-na.

À devoção das primeiras sextas-feiras podem justamente aplicar-se as palavras do Concilio Vaticano II: «São muito de recomendar os actos de piedade do povo cristão, desde que estejam em conformidade com as leis da Igreja e, especialmente, quando aprovados pela Santa Sé».

As condições necessárias para nos tornarmos dignos da Grande Promessa, isto é, da salvação, são três:

1. A comunhão; que deve ser feita na 1ª Sexta-feira de cada mês e não noutro dia.
2. Deve fazer-se durante 9 meses seguidos.
3. A Comunhão há-de ser feita em estado de graça e com recta intenção.

Certeza absoluta de salvação não no-la dá, nem nunca poderemos ter. Mas dá-nos certeza moral, que é mais do que grande probabilidade. O notável moralista e insigne teólogo P. Vermeersch, longos anos professor da Universidade Gregoriana, de Roma, escreve:

«A Grande Promessa dá certeza moral suficiente para afastar toda a ansiedade, quanto à nossa salvação».

Segundo as palavras de Nosso Senhor, todos os que tiverem feito as nove primeiras Sextas-feiras podem ter fundada esperança de:

1. Morrer em estado de graça, isto é, de se salvar. É a principal recompensa anexa a esta devoção. É a realização da promessa de Jesus : «Quem comer deste pão viverá eternamente» (Jo 6, 51).

2. Se à hora da morte se encontrarem em pecado mortal receberão pela misericórdia de Deus, os últimos sacramentos a fim de se salvarem.

3. Se já estiverem em graça, pode ser que os não recebam. Também os não necessitam para entrar no céu, que é o grande prémio das nove primeiras sextas-feiras.
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4. O Coração de Jesus auxiliá-los-á nos últimos momentos com graças especiais.

Para merecer a Grande Promessa de Nosso Senhor, basta fazer uma vez as Primeiras Sextas-feiras. Não deve, porém, ser suficiente para o nosso amor.
Devemos desagravar e consolar o Coração de Jesus com comunhões cada vez mas fervorosas em todas as primeiras sextas-feiras da nossa vida.
É este o desejo manifestado por Jesus a Santa Margarida Maria: «Comungarás todas as primeiras sextas-feiras de cada mês.

ANTÓNIO FONSECA

Nº 1674 - (158-13) – 1ª Página - SANTOS DE CADA DIA - 7 DE JUNHO DE 2013




Nº 1674


7 DE JUNHO DE 2013


Sábado

Ver Notas no final

e-mail: antoniofonseca1940@hotmail.com

Nº 1674 - (158-13) – 1ª Página

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E U   S O U


AQUELE   QUE   SOU

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ANTÓNIO MARIA GIANELLI, Santo
Bispo (1789-1846)

Antonio María Gianelli, Santo
António María Gianelli, Santo

Bispo, fundador das Filhas de Maria Santíssima do Horto, dos Missionários de Santo Afonso de Ligório e dos Oblatos de Santo Afonso, nasceu em Cereta (Itália), a 12 de Abril de 1789. Seus pais eram agricultores caseiros muito pobres. O pároco da freguesia ensinou à piedosa criança os rudimentos das primeiras letras. Os pais não tinham meios para que o filho continuasse os estudos. Todavia, a Senhora Nicoletta Assereto, dona das terras que eles cultivavam, tomou o jovem à sua conta e assim pôde frequentar como aluno externo as aulas do seminário e depois entrar no mesmo e ordenar-se em 1812. Nomeado vigário de S. Mateus em Génova, inscreveu-se na Congregação dos Missionários Suburbanos, fundada em 1773, para se dedicar às pregações populares. Além disso ensinou, por uma dezena de anos, retórica no colégio de Carcare e depois no seminário de Génova. Em 1826 foi designado pároco de S, João Baptista em Chiavari. Ali foi professor de eloquência no seminário e membro da diretoria da sociedade económica que mantinha o Asilo de Caridade e trabalho para órfãs. O Padre Gianelli convidou um grupo de senhoras para ajudarem no Asilo e assim nasceu o Instituto das Filhas de Maria do Horto, Congregação de direito pontifício, que em 1974 contava 1475 professas e noviças, distribuídas por 160 casas. Fundou mais duas congregações, mas infelizmente extinguiram-se depois da morte de D. António Maria Gianelli, que em 1837 for nomeado Bispo de Bobbio. Desempenhou as suas funções episcopais com muito zelo apostólico, visitando todas as paróquias da diocese, visitas interrompidas havia 19 anos. Convocou dois sínodos e reorganizou o seminário. Morreu em Piacenza, a 7 de Junho de 1846. Foi beatificado por Pio XI em 1925 e canonizado por Pio XII em 1951. AAS 45 (1953) 124-35; DIP i, 709-10; 3, 1634. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também, www.es.catholic.net/santoral e www.santiebeati.it.

ANA DE SÃO BARTOLOMEU, Beata
Religiosa (1549-1626)

Ana de San Bartolomé, Beata
Ana de San Bartolomé, Beata

É um satélite que se move por completo na órbita de Santa Teresa de Jesus. Tem com ela um ponto de contacto excecional: a vida de ambas está dominada pelos fenómenos místicos, constituindo válido testemunho da existência do sobrenatural, prova patente da presença de Deus no mundo  das almas. Ambas nos descreveram as suas experiências. Teresa como mestra, com a exatidão e riqueza das suas minuciosas descrições; Ana com a simplicidade da sua mente inculta e campestre, mas com sinceridade encantadora. A Autobiografia da Beata está tão cheia de factos extraordinários, que se torna pouco atraente para os espíritos críticos e desconfiados do nosso século; mas o estilo tão directo e a força da convicção não podem deixar de a tornar aceite, pelo menos, como experiência vivida; basta que nos aproximemos dela com critério inclinado para o divino. Nasceu Ana em Almendral, aldeia da provincia de Toledo, em 1 de Outubro de 1549, duma família cristã e campestre, de costumes austeros e profunda piedade, sendo a sexta entre sete irmãos. Um vulgar episódio da sua infância parecer assinalar o destino da sua vida. Ela mesmo o conta na sua Autobiografia. Quando era ainda muito menina e mal se podia ter em pé, deixaram-na um dia sozinha as suas irmãs, para se habituar a andar. Passando por lá sua mãe, disse-lhes: –“ Cuidado, que a menina não vá cair, morreria”. Uma das irmãs replicou: – “Deixa-a, não morrerá: pois se viver poderá ser santa”. Mas a primeira objectou: – “Isto está ainda em dúvida, mas agora não tem perigo, pois chegando aos sete anos é que as crianças pecam”. Assegura-nos a beata que este diálogo, só vagamente compreendido, causou impressão terrível na sua alma. Ganhou horror ao pecado e, levantando os olhos ao céu, pareceu-lhe que se mostrava claramente a majestade divina. É possível que uma elaboração posterior fosse enchendo de conteúdo a primitiva impressão, mas o certo é que a sua vida fica marcada desde os alvores com o sinal do sobrenatural. E quando completou sete anos, encontravam-na com frequência chorando e, perguntada pelo motivo, respondia: «Porque tenho medo de pecar e condenar-me». Quando tinha apenas dez anos, perdeu os pais, e seus irmãos obrigaram-na a guardar o rebanho que a familia possuía. Ana aprendeu, contactando com a natureza, a relacionar-se com Deus, a quem via presente na criação. Gostava de passar as horas mortas com o pensamento no céu, absorta em contemplação, e já desde essa altura se entranhou em contínuos colóquios com Jesus Cristo, que, segundo ela nos assegura, lhe aparecia continuamente em figura de menino que lhe falava. Sentia-O junto de si e tornava-O participante dos seus pensamentos e preocupações. A Beata interpreta estas experiências como se se tratasse duma presença real e corporal de Cristo, mas talvez não passasse de visões imaginárias, produto da sua fantasia infantil excitada pelo pensamento de Cristo, para quem dirigia toda a capacidade sensitiva da sua alma. O certo é que vivia em contínua presença de Deus, nota que foi característica da sua vida toda, sob diversos aspectos, conforme o desenvolvimento da graça na sua alma e o diverso grau de maturidade espiritual.Ao chegar aos 21 anos, os irmãos quiseram casá-la e buscaram-lhe para marido um moço galhardo e de boa posição. A jovem estava decidida a consagrar-se ao Senhor e, com hábil estratagema, apresentou-se diante do suposto noivo tão desastradamente ataviada que não foi aceite. Durante muito tempo continuou a insistência dos seus familiares e foi tanta a guerra que lhe fizeram que faltou muito pouco para que se rendesse: «Se eu encontrasse um homem muito rico, muito agradável, muito santo e que me ajudasse para o serviço de Deus, gostaria de tal companhia». Mas Cristo, que na sua infância se lhe fazia sentir como menino, mostrou-Se-lhe agora com traços juvenis e sussurrou-lhe ao ouvido: «Eu sou quem tu queres e comigo de hás-de desposar»; e desapareceu. Desde então, todos os seus pensamento e desejos se encaminharam para o claustro e, por conselho do confessor, dirigiu-se para o convento de S. José de Ávila, pedindo ser admitida entre as filhas de Santa Teresa. Os seus irmãos tinham-se oposto no princípio. A Beata não sabia ler nem escrever, o que trazia grande inconveniente para ser admitida, não podendo tomar parte no coro. Mas a santa Madre, que nunca tinha querido admitir analfabetas nos seus conventos, fez uma exceção com ela, para não perder uma vocação tão privilegiada, e recebeu-a para ”freira”, como se dizia, sendo a primeira analfabeta entre as descalças. Questão económica não existiu, porque trouxe o dote correspondente. No convento impôs-lhe o Senhor duras provas espirituais, retirando-lhe o suave sentimento da sua presença e apresento-Se-lhe como Cristo doloroso que a convidava a caminhar pela senda da cruz. Numa visão mostrou-Se aflitíssimo e descarregou-lhe no coração a pena que sentia: «Olha para as almas que se Me perdem! Ajuda-Me”. “Mostrou-me a França como se estivesse presente ali, e milhões de almas que se perdiam nas heresias». Deus provou-a com graves doenças, efeito da sua vida de oração, em que passava mesmo as horas da noite, e não era muito robusta. Mas um dia a Madre Teresa, encontrando-se enferma a nossa Beata, ordenou-lhe por obediência que se transformasse em enfermeira das demais e, vencendo ela a sua debilidade, mostrou tal empenho no ofício que se transformou em «Prioresa das noviças», como gentilmente lhe chamava Santa Teresa. Foi a santa quem lhe moldou o espírito com ensinamentos e familiaridade, pois converteu-a em sua confidente, sua enfermeira, sua ajudante na cela e até sua secretária. Ela mesmo confessa: «A Santa estava já tão habituada aos meus pobres e grosseiros serviços, que não se podia ver sem mim». Como a Beata Ana não sabia escrever, lamentava-se Teresa disso, porque desejava que a ajudasse a despachar a sua abundante correspondência. Para dar gosto à Madre, empenhou-se com tal entusiasmo em aprender a escrever, que chegou a isso apenas copiando a letra da Santa,. E conseguiu-o com tal rapidez, que todos o tomaram como verdadeiro milagre. Quando em 1579 foi autorizado de novo a Santa Teresa retomar a visita dos seus conventos e a sua atividade de fundadora – depois do imposto repouso de dois anos em Ávila – quis levar como companheira a Beata Ana de S. Bartolomeu, que andou com ela nas últimas peregrinações, as mais duras e trabalhosas, através de todos os caminhos de Castela. À pena da Beata devemos as vivas descrições destes trabalhos, que são complemento dos que traça Teresa no Livro das FundaçõesAna acompanhou-a em três fundações, e a sua presença tornou-se tão necessária à Santa que esta não sabia pôr-se a caminho sem ter a sua companhia. Na última doença de Santa Teresa, a Beata não se apartou do seu lado, esquecendo-se de comer e dormir; e tal era a consolação que lhe dava ver-se por ela atendida que, ao apartarem-se, reclamava insistentemente a sua presença. Acompanhou-a na agonia e conservou reclinada nas suas mãos a cabeça da santa Madre, até que nelas expirou. Falecida a Santa, converteu-se Ana em oráculo para as descalças, que a ela acudiam na ambição de conhecer pormenores da vida e do ensino de sua Madre, que ela melhor que ninguém conhecia. Quando o Cardeal de Bèrulle veio a Espanha para levar a França um grupo de carmelitas, recordou-se Ana da revelação que, a respeito da França, lhe tinha comunicado o Senhor em tempos passados, e dos desejos de Santa Teresa. Acolheu ela a ida com entusiasmo, formando parte da primeira expedição. Na França, obrigaram-na os Superiores a tomar o véu preto de corista e nomearam-na prioresa, primeiro de Pontoise e depois de Paris. A madre Ana teve de habituar-se ao trato com as damas e as personagens da corte, que entraram na moda de visitar as descalças e sujeitar-se à direção das mesmas. As primeiras vocações francesas para o Carmo pertenciam à nobreza, e foi Ana encarregada da formação delas, transfundindo para as mesmas o espírito teresiano de que o seu transbordava. Grave dificuldade apresentava a permanência em França da descalcez. O cardeal de Bérulle, uma das maiores figuras da espiritualidade francesa, quis amoldar as carmelitas ao seu proprio espírito, embora seguindo a linha de Santa Teresa. As espanholas estavam habituadas à direção dos padres e não podiam  habituar-se a viver sem consultar o seu espírito com eles. A Beata Ana aguentou quanto pôde; mas não compreendeu bem o que podia o Carmo da França continuar com os seus próprios meios; aceitou por isso o convite a trasladar-se para a Bélgica, onde lhe seria possível dirigir-se com os descalços, já aí existentes. Chegou à Bélgica aos 63 anos de idade e foram os anos que lá viveu, até à morte, os mais fecundos que teve na vida. A sua recordação anda unida na Bélgica com a fundação de Antuérpia, por ela realizada, fundação que depressa se converteu  em potente fogo de irradiação espiritual. Da grade do locutório e através da correspondência, exerceu poderosa influência sobre a sociedade belga, colaborando no desenvolvimento da espiritualidade e vida de oração entre aquelas gentes, que se distinguiram sempre entre as mais dispostas para a vida sobrenatural. Quando Mauricio de Nassau intentou por três vezes tomar por surpresa a fortaleza de Antuérpia, a população atribuiu às orações da Beata e das suas religiosas a libertação, e a infanta e os generais vieram ao locutório agradecer-lhes a intervenção. Morreu a beata Ana de S. Bartolomeu a 7 de Junho de 1626, precisamente no dia da Santíssima Trindade, cuja presença sentiu de maneira especial na alma durante os últimos anos da existência. A memória dela perdura viva no Carmo e na cidade de Antuérpia, que nos dias terríveis da guerra mundial voltou a recomendar-se a ela, atribuindo à sua mediação protetora ter-se visto livre da destruição. Foi beatificada pelo papa Bento XV. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também, www.es.catholic.net/santoral e www.santiebeati.it.


Mártires
Isaac y compañeros, Mártires
Isaac e companheiros, Mártires

Na cidade os mouros estão cansados de matar; os cristãos que convivem ali estão cansados também de aguentar insolências e de sofrer humilhações com perigo. Bastantes vão preferindo a saída e se instalam nos arredores, ocupando as covas da montanha onde vivem como ermitãos. São mais do que se esperava; quase se pode dizer que formaram um cinturão cercando a cidade dos emires. Com frequência recebem a visita de Eulógio que os conforta com a palavra clara, forte e enérgica que deixa em suas almas registos de maior entrega a Deus, misturada com desejos de fidelidade à fé cristã e aos direitos da pátria. Grande parte deles avivam na alma desejos sinceros de perfeição. Passam o dia e a noite repetindo os costumes ascéticos dos antigos anacoretas entre a meditação e o louvor. As numerosas ermidas da montanha formam um grande mosteiro que segue a Regra dos antigos e passados reformadores visigóticos Leandro, Isidoro, Frutuoso e Valério que muito provavelmente recopiaram, adaptando-as, as primeiras regras cenobitas dos orientais recolhidas por Pacómio, Cassiano, Agostinho e Bento. O mais importante é o Tabanense. Estalou a tormenta com o martírio do sacerdote cordobês Perfeito que foi arrastado ao tribunal, condenado e degolado. Há revolta na cidade e protestos e indignação no campo. Há nascido um sentimento por muito tempo tapado; muitos, cheios de ânimo, se lançam em público a maldizer ao Profeta e se mostram desejosos de morrer pela justiça e a verdade. O próprio Eulógio pretendeu serenar os ânimos, mas de todos modos sustenta que «ninguém pode deter aqueles que vão ao martírio inspirados pelo Espírito Santo». Isaac é um jovem sacerdote de Tábanos, filho de família ilustre cordobesa; de boa educação, conhecedor excelente do árabe, hábil nos negócios, servidor na administração de Abderramán e de suas rendas. Mas amargurado em casa de seu amo pela insolência dos dominantes, por sua prepotência altaneira, ou talvez por escrúpulos de consciência, decidiu ir e entrar em Tábanos onde o tratou Eulógio. Agora, indignado pela perseguição dos muçulmanos, toma a decisão de se apresentar ao cádi com a intenção de ridiculizar a injustiça e acabar no martírio. Simula querer ter razões para aceitar a religião do Profeta e as pede com ironia e sarcasmo ao juiz que cai na ratoeira. Tão de plano recusa ante o público reunido a mentira do Profeta, a baixeza da vida do maometano e a falsidade da felicidade prometida que, ressaltando a verdade do Crucificado, a dignidade que pede a seus fieis e a verdade do único Céu prometido, que, fora de si o improvisado e teimoso mestre, esbofeteia a Isaac, contra a lei e os usos. A crónica do sucesso narrada por Eulógio coincide com a versão árabe relatada nas Histórias dos juízes de Córdoba, de Alioxaní, pelo que sabemos até o nome do cádi, Said-ben Soleiman el Gafaquí, que o julgou. Abderramán II mandou aplicar o rigor da lei a seu antigo servidor; e para que os cristãos não pudessem fazer de seu cadáver um estandarte dando-lhe veneração, o manteve dois dias na forca, o fez queimar e espalhar depois suas cinzas pelo rio Guadalquivir. Foi martirizado em 7 de Junho de 851. Isso sucedeu em quarta-feira 3 de Junho. Dois dias mais tarde, o mártir é Sancho, um jovem admirador de Eulógio, nascido perto dos Pirenéus, que era um escravo da guarda do sultão; a este, por ser culpado de alta traição além de ímpio, o estenderam no chão meteram o seu corpo numa comprida estaca, levantaram-no ao alto e assim morreu após longa agonia; essa era a morte dos empalados. Seis homens que vestiam cogula monacal se apresentaram no domingo, dia 7, ante o juiz muçulmano, dizendo-lhe: «Nós repetimos o mesmo que nossos irmãos Isaac e Sancho; muito nos pesa de vossa ignorância, mas devemos dizer-vos que sois uns iludidos, que viveis miseravelmente enganados por um homem malvado e perverso. Dita sentença, imagina tormentos, deita mão de todos teus verdugos para vingar a teu profeta». Eram Pedro, um jovem sacerdote e Walabonso, diácono, nascido em Niebla, ambos do mosteiro de Santa María de Cuteclara; outros dois, Sabiniano Wistremundo, pertenciam ao mosteiro de Armelata; Jeremias era um ancião cordobés que havia sido rico em seus bons tempos, mas havia sabido adaptar seu corpo aos rigores da penitência no mosteiro de Tábanos que ajudou a construir com sua fortuna pessoal e já só lhe restava esperar o Céu e, outro tabanense mais, Habêncio, morreram decapitados. Em uns dias, oito homens foram mártires de Cristo. Isaac,Sancho, Pedro, Walabonso, Sabiniano, WistremundoJeremias e Habêncio. Curiosamente no passado dia 3 do corrente mês esta biografia foi aqui publicada, mediante transcrição feita através do Livro Santos de Cada Dia, de www.jesuitas.pt

María Teresa de Soubiran, Santa
María Teresa de Soubiran, Santa
Estrela Devido à sua grande extensão, não me foi possível traduzir por completo esta biografia. Desculpem por favor e Obrigado. AF.

A familia Soubiran pertencia à antiga nobreza. Suas origens datam pelo menos do século XIII, e entre seus antecessores indiretos se contam São Luis de França, Santo Eleazar de Sabran e sua esposa a Beata DelfinaSanta Rosalina de VilleneuveSanta Isabel de Hungría e boa parte das famílias reais de Europa. No segundo quarto do século XIX, o chefe da família Soubiran era José de Soubiran la Louviere, que vivia em Castelnaudary, perto de Carcassone. José se casou com Noemí de Gélis de l´Isle d´Albi. Sofía Teresa Agustina María, segunda filha deste matrimónio, nasceu em 16 de Maio de 1835.  Os Soubiran mantinham as tradições religiosas da família, ainda que numa forma que refletia mais a severidade que a alegria do cristianismo. Sofía, dirigida por seu tio, o canónico Luis de Soubiran, se sentiu cedo chamada à vida religiosa. Na congregação mariana sob a direcção do canónico, havia outras jovens que se sentiam também chamadas por Deus. Quando Sofía tinha dezanove anos, Dom Luis determinou fundar uma comunidade de "beguinas", quer dizer, de mulheres que vivessem em comunidade com votos temporais de castidade e obediência. Mas Sofía não acreditava que essa fosse sua vocação, já que as "beguinas" gozavam de muita liberdade e podiam volver ao mundo no momento em que o desejassem. Ela se sentia mais inclinada à austeridade e à vida retirada do Carmelo. Sem embargo, ao cabo de um período de vacilações e de solicitar conselhos, decidiu finalmente juntar-se aos desejos de seu tio. Assim pois, se mudou para Gante para estudar o género de vida das "beguinas" e, à sua volta, foi nomeada superiora da comunidade de Castelnaudary, que então inaugurou seu tio o canónico. Estes acontecimentos tiveram lugar entre 1854 e 1855. En los años siguientes, la nueva fundación prosperó, aunque en una forma bastante diferente a la de los "beguinatos" belgas, ya que Sofía y sus compañeras renunciaron a sus propiedades, establecieron un orfelinato y practicaron, por regla la adoración nocturna al Santísimo Sacramento. A pesar de los progresos, fue aquélla una época tan difícil para la comunidad y su superiora, que la casa en que habitaban recibió el nombre de "el convento del sufrimiento". En 1863, la madre María Teresa, como la llamaremos en adelante, consultó acerca de su vocación a la superiora del convento de Nuestra Señora de la Caridad, en Toulouse y a algunas personas de su confianza, quienes le aconsejaron que hiciese los Ejercicios de San Ignacio. Así lo hizo bajo la dirección del famoso jesuita, P. Pablo Ginhac. Dios le manifestó entonces claramente que debía llevar adelante su propósito de fundar la congregación de María Auxilidaora, tal como lo tenía planeado. El fin de dicha congregación consistía en que sus miembros practicasen la vida religiosa en toda su plenitud y trabajasen por "la empresa más divina y más humana que existe: la salvación de las almas". Ningún trabajo debería parecer demasiado grande ni demasiado pequeño a las religiosas, sobre todo si otras congregaciones no podían o no querían tomarlo entre manos. El canónigo de Soubiran acabó por plegarse a los deseos de su sobrina. El "beguinato" no se disolvió; simplemente, en septiembre de 1864 la madre Maria Teresa y unas cuantas hermanas se mudaron al convento de la Rue des Buchers de Toulouse, que iba a ser la residencia de la nueva congregación. A partir del año siguiente, los escritos de la beata nos permiten seguir de cerca su evolución interior hasta su muerte, ocurrida un cuarto de siglo más tarde. Las nuevas religiosas siguieron dedicándose al cuidado de los huérfanos y a la instrucción de los niños pobres e inauguraron en Toulouse la primera casa de huéspedes para jóvenes trabajadoras a la que se dio el nombre de Maison de famille, porque era un verdadero hogar para las jóvenes que no lo tenían o que vivían lejos del suyo. Las auxiliadoras practicaban diariamente la adoración nocturna, en tanto que las "beguinas" sólo lo hacían una vez al mes. La madre Teresa calcó las constituciones de su congregación sobre las de la Compañía de Jesús. El P. Ginhac, que tomó parte muy activa en la nueva fundación se encargó de revisar las constituciones. En 1867, el arzobispo de Toulouse aprobó a las auxiliadoras y la Santa Sede publicó, en 1868, un breve laudatorio. En 1869, se inauguraron los conventos de Amiens y de Lyon, en los cuales las religiosas siguieron consagrándose al cuidado de las jóvenes trabajadoras. Durante la guerra franco-prusiana, las religiosas de los tres conventos se refugiaron primero en Southwark y después, en Brompton, donde los padres oratorianos las ayudaron mucho. Más tarde, establecieron una "casa de familia" en Kenington. Tal fue la primera fundación inglesa de las auxiliadoras. En 1868, ingresó en la congregación una novicia que tres años después fue elegida por voto casi unánime del capítulo, consejera y asistenta de la madre general. Se trataba de la madre Maria Francisca, una mujer muy hábil e inteligente, cinco años mayor que la madre María Teresa de Soubiran. A la vuelta de Inglaterra, la madre María Francisca presentó un proyecto sobre el desarrollo de la congregación; con "el brillo de sus discursos, la fuerza y claridad de sus argumentos, la precisión de sus juicios, su tacto, su habilidad el manejo de los negocios y su fe ardiente y avasalladora", consiguió que el plan fuese aprobado. La cita anterior procede de los escritos de la beata María Teresa y muestra claramente la influencia que ejercía sobre ella su asistenta. Desgraciadamente, la beata no se dio cuenta durante mucho tiempo de que la madre María Francisca era "dominadora, inestable y ambiciosa", como el tiempo había de probar. El hecho fue que la congregación se desarrolló demasiado rápidamente y se abrieron nuevas casas sin recursos suficientes. A principios de 1874, la madre María Francisca declaró que la situación económica de congregación era desesperada. (Actualmente sabemos que tal juicio era exagerado). Al principio, la madre María Francisca se echó a sí misma la culpa; pero pronto empezó a atacar a la madre María Teresa, acusándola de ser orgullosa, débil, vacilante y de poco espíritu religioso. Al poco tiempo, empezó a correr por todos los conventos de la congregación el rumor de que el mal estado de cosas se debía a la fundadora. La madre María Teresa recordó entonces que m poco antes le había parecido que el Señor le decía: "Tu misión ha terminado dentro de poco, no habrá sitio para ti en tu congregación. Pero mi poder mi bondad estarán contigo." Ella había respondido: "Amén". Desde entona estuvo dispuesta a repetir nuevamente su "amén", pero antes quiso consultar al P. Ginhac. Este quedó un tanto desconcertado e, inmediatamente, mandó llamar a la madre María Francisca, quien le expuso a su modo la situación. Entonces, el siervo de Dios aconsejó a la madre María Teresa que renunciase. Su consejera fue nombrada superiora general.  La casa madre de la congregación era entonces la de Bourges. La nueva superiora general no quiso que su predecesora retornase ni residiese en ninguno de los conventos de la congregación. Así pues, la madre María Teresa se retiró al convento de las Hermanas de la Caridad de Clermont, so pretexto de descansar algunas semanas. El descanso se prolongó siete meses -"siete meses de angustia"-, en tanto que la madre María Francisca determinaba su destino. No hay para qué narrar en detalle las desagradables medidas que la madre María Francisca tomó para evitar que la madre María Teresa reconquistase su antigua influencia y su autoridad. Baste con decir que esas medidas culminaron con la expulsión de la fundadora de la congregación. La beata tuvo que abandonar d convento de Clermont y el hábito religioso en septiembre de aquel año. A fines de 1874, la madre María Teresa, fundadora de la Compañía de María Auxiliadora, volvió a ser simplemente Sofía de Soubiran la Louviere.  Sofía estuvo veinte años en el convento y tuvo que empezar una nueva vida, una prueba muy dura para las personas que no viven "en el mundo", En vano solicitó ser admitida en la congregación de la Visitación y en la orden del Carmelo, "su primer amor". Entonces, pidió su admisión entre sus antiguas amigas del convento de Nuestra Señora de la Caridad en Toulouse, quienes se dedicaban a rescatar mujeres perdidas. Aquellas religiosas no le cerraron las puertas y comprendieron su deseo de ingresar más bien en el convento de París. Después de ciertas dilaciones debidas a algunas dificultades canónicas y a una enfermedad que casi costó la vida a la beata, ésta hizo finalmente la profesión en 1877, a los cuarenta y dos años de edad. Su diario muestra que entró entonces en un período de gran serenidad espiritual y que el poder y la bondad del Señor estaban con ella. El P. Hamon, su director espiritual, escribió: "La abnegación de la madre de Soubiran era tan extraordinaria, que consiguió olvidar completamente a su antigua familia religiosa, confiándola enteramente en manos de la providencia; en esa forma obligó al Divino Pastor a mirar por sus hijas huérfanas. La generosidad de ese sacrificio rayaba, a mi modo de ver, en el heroísmo."  En todo caso, la madre María Francisca no permitía ningún trato, epistolar ni personal, entre sus religiosas y la fundadora de la congregación. Sin embargo, al cabo de ocho años, el contacto se restableció de un modo dramático. La madre María Francisca despidió también de la congregación a la madre María Javier, hermana de la fundadora, pues temía que su presencia conservase vivo el recuerdo de la madre María Teresa. La madre María Javier ingresó también en el convento de Nuestra Señora de la Caridad de París y dio a su hermana noticias muy tristes sobre el estado de la congregación de María Auxiliadora. La madre María Teresa escribió por entonces: "Ahora sí que estoy segura de que esa pequeña compañía que Dios quiere tanto, sobre la cual ha velado tan amorosamente y en la cual había tantas almas fervorosas y verdaderamente virtuosas, estoy segura, digo, de que esa compañía está moralmente muerta, o sea que su fin, su forma y sus métodos han cesado de existir. Acepto amorosamente los planes de Dios, pues soy nada ante su santa e incomprensible voluntad." La Beata María Teresa había contraído la tuberculosis. La larga enfermedad la obligó a pasar en la enfermería los últimos siete meses de su vida. Murió el 7 de junio de 1889, al murmurar estas palabras: "Ven, Señor Jesús". Trató de hacer la señal de la cruz, pero no llegó a signarse. Fue sepultada en el cementerio de Montparnase, en la cripta del convento de Nuestra Señora de la Caridad. Actualmente, sus reliquias se hallan en la casa madre de las auxiliadoras en París. La madre María Teresa de Soubiran fue beatificada en 1946. La síntesis de su espíritu queda expresada en las palabras que escribió en una carta, poco después de su expulsión de la congregación de María Auxiliadora "Como podéis imaginaros, todo ello me ha hecho sufrir enormemente Dios es capaz de medir la intensidad y la profundidad de mi dolor y sabe hasta qué punto esa pena se ha convertido en una fuente de fe, esperanza y caridad. La gran verdad de que Dios es todo y el resto nada se va convirtiendo en la vida de mi alma y, sobre esa verdad me puedo apoyar seguridad, en medio de los incomprensibles misterios de este mundo. Es éste un bien superior a todos los bienes de la tierra, porque en el amor omnipotente podemos confiar durante la vida y por toda la eternidad. No sé si hubiese podido aprender esa gran lección sin pasar por tantas angustias; no lo creo. El tiempo pasa y pasa de prisa; pronto veremos la razón de tantas cosas que sorprenden y desconciertan a nuestra inteligencia débil y miope." La fiesta de la beata se celebra el 20 de octubre.  Dado que la fundación forma parte de la vida de un fundador, añadiremos unas palabras sobre la historia de la congregación que fundó la madre Soubiran. La beata había predicho que las cosas iban a cambiar totalmente en la compañía de María Auxiliadora, uno o dos años después de su muerte. Su profecía se verificó. La congregación estaba muy descontenta del gobierno de la madre María Francisca, y varias casas habían sido clausura das. A par 1884, la inestabilidad administrativa se hizo intolerable. Por ejemplo, en menos de cinco años, la sede del noviciado cambió siete veces. La crisis estalló 1889, cuando el capítulo general se negó a ratificar los nuevos cambios que la superiora proyectaba. El 13 de febrero de 1890, exactamente dieciséis después de la expulsión de la fundadora, la madre María Francisca dejó ser superiora y salió de la congregación.  El cardenal Richard, arzobispo de París, nombró a la madre Maria Isabel de Luppé superiora general. Bajo su gobierno, se hizo luz acerca de la verdadera historia de la fundadora, la madre María Javier ingresó nuevamente en la congregación y la compañía de María Auxiliadora recobró su forma original y empezó a adquirir las características que le han merecido el sitio tan distinguido que ocupa actualmente en la Iglesia.  Este corto artículo basta para probar que la historia de la Beata M Teresa de Soubiran fue realmente extraordinaria(1). Lo mismo puede decirse sobre la vida de la madre María Francisca, por más que no tenga cabida en una vida de santos. Nos limitaremos simplemente a observar que murió en 1921, cuando la causa de beatificación de la madre María Teresa ya estaba introducida. Después de la muerte de María Francisca, se descubrió que era casada y que para entrar en la congregación de María Auxiliadora había abandonado a su esposo. Como su marido vivía aún y ella lo sabía, María Francisca no pudo hacer votos válidos, de suerte que su generalato fue también inválido y, por consiguiente, todos sus actos fueron nulos. Por la misma razón, la madre María Teresa no dejó nunca de pertenecer, canónicamente, a la congregación que había fundado. Nada sabemos acerca de los últimos treinta años de la vida de María Francisca; según parece, poseía una fortuna personal y vivió sola en París.


Roberto de Newminster, Santo 
Abade cisterciense
Roberto de Newminster, Santo
Roberto de Newminster, Santo

Nasceu no distrito de Craven (Yorkshire), provavelmente no povo de Gargrave; morreu em 7 de Junho de 1159. Estudou na Universidade de París, onde se diz que compôs um comentário aos Salmos; se fez cura de Gargrave e logo beneditino em Whitby, desde onde se uniu, com a permissão do abade, aos fundadores do mosteiro cisterciense de Fountains. Em redor de 1138, encabeçou a primeira colónia mandada desde Fountains e estabeleceu a abadia de Newminster, perto do castelo de Ralph de Merlay, em Morpeth (Northumberland). No tempo que foi abade, se mandaram três colónias de monges e se fundaram mosteiros: Pipewell (1143), Roche (1147) e Sawley (1148). A vida de Capgrave nos diz que seus próprios monges o acusaram de má conduta e que viajou ao estrangeiro (1147-48) para defender-se ante são Bernardo; mas se dúvida da veracidade desta história, que pode ter surgido de um desejo de associar pessoalmente ao santo inglês com o máximo dos cistercienses. Sua tumba na igreja de Newminster se converteu em objecto de peregrinação.

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  • Nossa Senhora de Fátima, pediu aos Pastorinhos
  • “REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS”
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  • NOTA:
  • Como decerto hão-de ter reparado, são visíveis algumas mudanças na apresentação deste blogue (que vão continuar… embora não pretenda eu que seja um modelo a seguir, mas sim apenas a descrição melhorada daquilo que eu for pensando dia a dia para tentar modificar para melhor, este blogue). Não tenho a pretensão de ser um “Fautor de ideias” nem sequer penso ser melhor do que outras pessoas. Mas acho que não fica mal, cada um de nós, dar um pouco de si, todos os dias, para tentar deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos, quando nascemos e começamos depois a tomar consciência do que nos rodeia. No fim de contas, como todos sabemos, esta vida é uma passagem, e se Deus nos entregou o talento para o fazer frutificar e não para o guardar ou desbaratar, a forma que encontrei no “talento” de que usufruo, é tentar fazer o melhor que posso, aliás conforme diz o Evangelho.
    A PARTIR DE HOJE AS PÁGINAS SERÃO NUMERADAS PELA ORDEM ABAIXO INDICADA:
    Pág. 1 – Vidas de SantosPág. 2 – O Antigo Testamento; e Pág. 3 – ENCONTRO DIÁRIO COM DEUS - Além disso, semanalmente (ao Domingo e alguns dias santificados – quando for caso disso –) a Pág. 4 – A Religião de Jesus; e a Pág. 5 - Salmos) e, ainda, ao sábado, a Pág. 6 – In Memoriam.


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