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sábado, 8 de junho de 2013

Vice-presidente dos EUA diz que graças aos judeus temos um casamento gay - 8-6-13

sexta-feira, junho 07, 2013

Vice-presidente dos EUA diz que graças aos judeus temos um casamento gay

Traduzido e adaptado de Ecce Christianus:



“OS JUDEUS TEM IMPOSTO A HOMOSSEXUALIZAÇÃO ATRAVÉS DE SEUS MEIOS DE COMUNICAÇÃO”

O vice-presidente dos Estados Unidos da América, o católico Joe Biden, confirma sem nenhum tipo de rodeio a existência da Engenharia Social para a homossexualização. 

Em recentes declarações coletadas pela cadeia ABC, afirma que a arte e os meios de comunicação são vitais para mudar as atitudes das pessoas: “séries da NBC como Will and Grace fizeram mudar as opiniões das pessoas sobre a homossexualidade”. “Aposto que 85% da influência, seja através Hollywood, seja através dos meios de comunicação, se deve aos líderes judeus que dirigem estas indústrias”.

Ele disse isso na terça-feira passada em uma conferência perante um lobby judaico onde realçou que “os valores judaicos são essenciais para a cultura norte-americana”.

Não há melhor exemplo do que foi falado por Biden do que o último festival de Cannes onde deram o prêmio a um filme lesbianizador, justamente quando a cidadania francesa se levantava a favor do amor entre homem e mulher e rechaçando a Engenharia Social homossexualizante.

Para que vejam como é essa Engenharia, uma engenharia que se está repetindo ponto por ponto em todos os países, me contam que no Brasil a Rede Globo está emitindo atualmente uma série cujo protagonista é um homossexual (casado); a MTV estreia uma série sobre uma garota bissexual (”a garota sem qualidades”) e a 
televisão inteira está repleta de personagens com sua sexualidade invertida. “Casualmente”, o parlamento brasileiro [1] acaba de aprovar o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.

Exatamente o que aconteceu na Espanha a partir de 1999…

Paradoxalmente, com estas declarações a Conspiração para homossexualizar a população deixou de ser tal (algo secreto) e se converteu numa política de estado planetária, transparente.

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Nota da tradutora:
[1] Não foi o Parlamento Brasileiro que aprovou o tal “casamento gay”, mas sim o STF.

Leia também:
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ANTÓNIO FONSECA

Senhores, atenção: a França está mudando!

Nº 1675 - 2ª Página - O ANTIGO TESTAMENTO - SAMUEL I - (24) - 8 de Junho de 2013


8 de Junho de 2013

Nº 1675 - 2ª Página
antoniofonseca1940@hotmail.com
2013

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Distribuição das Tribos em ISRAEL

Nº 1675
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Caros Amigos:
Ver por favor a edição de, 12 de Novembro de 2012, deste Blogue.

Resolvi simplesmente começar a editar o 
ANTIGO TESTAMENTO 
que é composto pelos seguintes livros:

GÉNESIS, ÊXODO, LEVÍTICO, NÚMEROS, DEUTERONÓMIO, constantes do PENTATEUCO, JOSUÉJUÍZES, RUTE,– (Estes já estão…)

Faltam apenas 875 páginas…(mais ou menos) - Sejamos optimistas.

  1º E 2º de SAMUEL, 1º e 2º Reis, (2) CRÓNICAS (paralipómenos), ESDRAS, NEEMIAS, TOBIAS, JUDITE, ESTER, 1º E 2. MACABEUS (Livros históricos); JOB, SALMOS, PROVÉRBIOS, ECLESIASTES, CÂNTICO DOS CÂNTICOS, SABEDORIA, ECLESIÁSTICO (Livros Sapienciais ); ISAÍAS, JEREMIAS, JEREMIAS – Lamentações, BARUC, EZEQUIEL, DANIEL, OSEIAS, JOEL, AMÓS, ABDIAS, JONAS, MIQUEIAS, NAUM, HABACUC, SOFONIAS, AGEU, ZACARIAS e MALAQUIAS (Profetas).

!!!SÃO APENAS POUCO MAIS DE 40 LIVROS = 1260 PÁGINAS …!!! (coisa pouca…)

Poderei porventura dar conta do recado? Se calhar, não! Só Deus o sabe e decerto providenciará o que lhe aprouver!
SEI: que é uma tarefa ciclópica, impossível., etc., para os meus 73 anos (*) .

Desconheço se conseguirei executar esta tarefa e sei os limites que poderão antepor-se-me, mas CREIO EM DEUS TODO-PODEROSO que não me desamparará em ocasião alguma. Com Fé e perseverança tudo se consegue e portanto irei até onde Deus me permitir, rezando todos os dias para que eu possa Evangelizar com os meios que tenho à disposição, durante o tempo que Deus Nosso Senhor Jesus Cristo entender.

Se o conseguir, darei muitas Graças a Deus

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Como afirmei inicialmente, Envolvi-me nesta tarefa, pois considero ser um trabalho interessante, pois servirá para que vivamos mais intensamente a Vida de Jesus Cristo que se encontra sempre presente na nossa existência, mas em que poucos de nós (eu, inclusive) tomam verdadeira consciência da sua existência e apenas nos recordamos quando ouvimos essas palavras na celebração dominical e SOMENTE quando estamos muito atentos, – o que se calhar, é raro, porque não acontecendo assim, não fazemos a mínima ideia do que estamos ali a ouvir e daí, o desconhecimento da maior parte dos cristãos do que se deve fazer para seguir o caminho até Ele.
Como Jesus Cristo disse, aos Apóstolos, no dia da sua Ascensão ao Céu:

IDE POR TODO O MUNDO E ENSINAI TODOS OS POVOS”.

É apenas isto que eu estou tentando fazer. AF.

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Nº 1675 - 2ª Página

8 de Junho de 2013

ANTIGO TESTAMENTO

SAMUEL
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Mapa antigo de Israel

1º Livro de SAMUEL


Rei David

(24)


24 - DAVID NA CAVERNA DE ENGADI -  David, fugiu dali e foi viver para as cavernas de Engadi. Quando Saul voltou da guerra contra os filisteus, avisaram-no, dizendo: «David está no deserto de Engadi». Tomando pois Saul três mil homens escolhidos em todo o Israel, foi em busca de David e da sua gente pelos rochedos escarpados só acessíveis às cabras monteses.Chegando perto dos apriscos de ovelhas que encontrou ao longo do caminho, Saul entrou numa gruta para satisfazer as suas necessidades. No fundo desta gruta  encontrava-se David com os seus homens, os quais lhe disseram: «Eis o dia do qual o Senhor te disse: Eu entregarei o teu inimigo nas tuas mãos, para que faças dele o que quiseres». David, arrastando-se de mansinho, cortou furtivamente a ponta do manto de Saul. E logo o seu coração se encheu de remorsos por ter feito aquilo. E disse aos seus homens «Deus me guarde de jamais cometer este crime, estendendo a mão contra o ungido do meu Senhor, pois ele é consagrado ao Senhor!» (2 Sam 1, 14). David conteve os seus homens com estas palavras e impediu que agredissem Saul. O rei levantou-se, afastou-se da gruta e prosseguiu no seu caminho. David saiu também atrás de Saul, clamando: «Ó rei, meu senhorSaul voltou-se, e David, inclinando-se, fez-lhe uma profunda reverência. E disse a Saul: «Porque dás ouvidos ao que te dizem: David procura fazer-te mal? Viste hoje com os teus olhos que o Senhor te entregou nas minhas mãos, na gruta. Assaltou-me o pensamento de te matar, mas poupei-te, dizendo: Não levantarei a mão contra o meu senhor, porque é o ungido do Senhor. Olha, meu pai, e vê se é a ponta do teu manto que tenho na minha mão. Se eu cortei  este pano do teu manto e não te matei, reconhece que não há maldade nem revolta contra ti. Jamais pequei contra ti, e tu, ao contrário, procuras matar-me. Que o Senhor julgue entre mim e ti! O Senhor me vingará de ti, mas eu não levantarei minha mão contra ti. O mal vem dos perversos, como diz o provérbio; por isso não te tocará a minha mão. Mas a quem persegues, ó rei de Israel? A quem persegues? Um cão morto? Uma pulga? (2 Sam 9, 8). Pois bem! O Senhor julgará e sentenciará entre mim e ti. Que Ele julgue e defenda a minha causa, e me livre das tuas mãos». Logo que David acabou de falar, Saul disse-lhe: «É esta a tua voz, ó meu filho David?» E pôs-se a chorar. E disse a David: «Tu és mais justo do que eu; fizeste-me bem pelo mal que te fiz. Provaste hoje a tua bondade para comigo, pois o Senhor tinha-me colocado nas tuas mãos e não me mataste. Qual é o homem que, encontrando o seu inimigo, o deixa ir embora tranquilamente? Que o Senhor recompense o que hoje me deste! Agora eu seu que serás rei, e que nas tuas mãos será firmado o reino de Israel. Jura-me, pelo Senhor, que não eliminarás a minha posteridade, nem apagarás o meu nome da casa de meu pai». E David jurou-lho. Depois disto, Saul voltou para a sua casa e David com a sua gente refugiaram-se em lugares mais seguros.


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Estes são os textos do 1º Livro de “SAMUEL” do ANTIGO TESTAMENTO 


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8 de JUNHO de 2013 – 10.15 h
ANTÓNIO FONSECA


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http://es.catholic.net; http://santiebeati.it; http://jesuitas.pt; http://bibliaonline.com.br/acf
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IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA - 1º Sábado a seguir ao CORAÇÃO DE JESUS - 8 de Junho de 2013


IMACULADO  CORAÇÃO  DE  MARIA






Festividade no 1º Sábado a seguir à Festa do CORAÇÃO DE JESUS 
ou da Oitava do CORPO DE DEUS

A devoção ao Imaculado Coração de Maria não é nova na Igreja; tem as suas profundas raízes no Evangelho, que repetidamente chama a nossa atenção para o Coração da Mãe de Deus, qual tesouro dos divinos mistérios da Redenção (Lc 2, 19.51); nos mostra o seu amor e a sua gratidão para com Deus (Lc 1, 46 ss.), a sua compaixão e solicitude para com o próximo (Jo 2, 3 ss.), o seu martírio associado à Paixão do Redentor (Jo 19, 15 ss.); a sua imaculada pureza, a sua fé, a sua humildade, todas as suas virtudes (Lc 1, 28 ss. 45; Mt 1, 22 ss.). 
Esta mina preciosa foi explorada pelos Santos Padres e seria fácil aduzir numerosos passos em que eles celebram eloquentemente o Coração da Mãe de Deus, as suas prerrogativas e santidade incomparáveis. Mais tarde, entre os grandes Místicos da Idade Média e depois entre os Santos Teólogos e Ascetas dos séculos seguintes, não faltam insignes devotos do Coração de Maria, como do Coração de Jesus. Mas o culto litúrgico, que devia tornar a sua devoção património comum dos fiéis, começa com São João Eudes, (1601-1680), o qual «movido do grande amor que o inflamava, para com os Corações de Jesus e Maria, foi o primeiro que, não sem divina inspiração, pensou em tributar-lhes culto litúrgico. Da qual dulcíssima devoção deve considerar-se pai... doutor... e apóstolo». O Santo, já em 1643, vinte anos antes de celebrar a festa do Coração de Jesus, celebrava com os seus Religiosos a do Coração de Maria. Esta tornou-se pública em 1648, entrando assim na liturgia comum. 
A partir daquela data, muitos Bispos autorizaram nas próprias dioceses o culto do Coração de Maria e os Sumos Pontífices, concederam aprovação e favores a confrarias e a diversas práticas de piedade em sua honra. Os dois actos mais importantes da Santa Sé em favor do Imaculado Coração de Maria, foram a disposição de Pio VII (1805) de que a festa se pudesse conceder às Dioceses e Institutos religiosos que a pedissem, e a Missa e Ofício próprios aprovados por Pio IX (1855), mas unicamente pro aliquibus locis (para  algumas localidades). 
Entretanto, a devoção continuou a propagar-se, como prova o número sempre crescente de Institutos religiosos que tomaram o nome do Coração de Maria (uns vinte no século XIX); assim, pode-se dizer que, depois da devoção ao Coração de Jesus, conquistou posto relevante na piedade dos fiéis.
Foi sobretudo a partir das Aparições de Fátima que se divulgou pelo mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria, pois, como escreveu o Cardeal D. Manuel Gonçalves Cerejeira, a «missão especial de Fátima é a difusão no mundo do culto ao Imaculado Coração de Maria. À medida que a perspectiva do tempo nos permitir julgar melhor os acontecimentos de que fomos testemunhas, estou certo  que melhor se verá que Fátima será, para o culto do Coração de Maria, o que Paray-le-Monial foi para o culto do Coração de Jesus» (8-9-1946). 
E a 30 de Maio de 1948, disse o mesmo Prelado no Congresso Mariano de Madrid: «Qual é precisamente a mensagem de Fátima? Creio que poderá resumir-se nestes termos: a manifestação do Coração Imaculado de Maria ao mundo actual, para o salvar».
Deus bondoso e paternal, vem sempre em socorro da pobre humanidade, e a cada época oferece um meio especial para que ela obtenha o perdão dos próprios delitos, se evada aos castigos da sua justiça e alcance as suas graças. Para os nossos tempos, esse meio especial é, segundo as revelações de Fátima, o Imaculado Coração de Maria.
Os desígnios misericordiosos de Deus começaram a manifestar-se nas aparições de Junho e sobretudo de Julho de 1917, na Cova da Iria, e tiveram o seu magnifico epilogo em Espanha, nas visões de 1925 e 1926 em Pontevedra, e 1927 e 1929 em Tuy.

Em Fátima, no dia 13 de Junho, manifesta-se o Coração de Maria circundado de espinhos, pedindo reparação, enquanto a Senhora pronuncia estas palavras: «Jesus quer estabelecer no mundo a devoção o meu Imaculado Coração».
Na aparição seguinte, os destinos do mundo e das almas aparecem dependentes do Coração Imaculado de Maria:
«Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas, se não deixarem de ofender a Deus... começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros Sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia converter-se-á e terão paz; senão, espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja; os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer; várias nações serão aniquiladas. Por fim, o meu Coração Imaculado triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal conservar-se-á sempre o Dogma da Fé, etc.).

Tudo quanto Nossa Senhora predisse nesta aparição, realizou-se anos mais tarde, como adiante veremos.

Para bem da terra, mostra-se o Céu empenhado na difusão do culto ao Imaculado Coração de Maria.

Deus quer. Dizia Nossa Senhora aos pastorinhos na 3ª Aparição: «Vistes o inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no  mundo a devoção ao meu Imaculado Coração». A Jacinta repetia à Lúcia: «Já falta pouco para ir para o Céu. Tu ficas cá para dizeres que Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria».


Jesus quer também: «Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração» (Aparição de Junho). A Jacinta recomendava à Lúcia: «Diz a toda a gente ... que o Coração de Jesus quer que, a seu lado, se venere o coração Imaculado de Maria».

Tudo isto o temos profeticamente entrevisto nas palavras de despedida da Jacinta à sua prima Lúcia, que encerram o que há de mais íntimo na mensagem de Fátima:


«Já falta pouco para ir para o céu. Tu ficas cá para dizeres que Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Quando fores para dizer isso, não te escondas. Diz a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria, que lhas peçam a Ela, que o Coração de Jesus quer que, a seu lado, se venere o Coração Imaculado de Maria, que peçam a paz ao Coração Imaculado de Maria, que Deus lha entregou a Ela. Se eu pudesse meter no coração de toda a gente o lume que tenho cá dentro do peito a queimar-me e fazer-me gostar tanto do Coração de Jesus e do Coração de Maria!».



Temos aqui cinco afirmações de grande alcance:



1. «Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria.

2. Lúcia é encarregada de o dizer.
3. Deus concede todas as graças por meio do Coração Imaculado de Maria.
4.Coração de Jesus quer que q seu lado se venere o Coração de sua Mãe.
5. É no Coração de Maria que está a paz do mundo».


Podemos sintetizar desta forma as grandes graças que Deus concederá ao mundo por meio do Coração de sua Mãe.



1. Salvação das almas. Disse Nossa Senhora na aparição de 13 de Junho: «A quem abraçar esta devoção prometo a salvação e serão queridas de Deus estas almas como flores postas por mim a adornar o seu trono».

E na aparição de Julho: «Para salvar as almas, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas».
Aos que praticarem a devoção nos primeiros sábados,  promete Nossa Senhora «assistir-lhes na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação».


2. Refúgio. São para todos os devotos do Imaculado Coração de Maria as palavras que Nossa Senhora dirigiu à Lúcia: «O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus».



3. Todas as graças. Diversas vezes, na mensagem de Fátima, aparece-nos Nossa Senhora como Medianeira Universal. Vemo-lo de modo particular nestas palavras, atrás citadas, da despedida de Jacinta à sua prima Lúcia: «Diz a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Imaculado Coração de Maria, que lhas peçam a Ela».



4. A Paz. Nas aparições de 13 de Maio, 13 de Julho e 13 de Setembro manda Nossa Senhora rezar o terço para alcançar a paz. Em Julho diz também: «Se fizerem o que eu vos disser, terão paz». A Jacinta diz à Lúcia que temos de pedir a paz ao Imaculado Coração de Maria pois «Deus lha entregou a Ela».



5. Conversão da Rússia. Outro grande dom de Deus ao mundo por meio do Coração Imaculado de Maria. Escutemos a descrição da deslumbrante aparição em que é referida a conversão dessa grande nação: 

A 13 de Junho de 1929, na capela do convento das religiosas Doroteias, em Tuy, numa Hora Santa das 11 para a meia-noite, cumpriu se a promessa feita por Nossa Senhora no dia 13 de Julho em Fátima: «Virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração». A vidente encontrava-se em oração:
«A única luz era a da lâmpada. De repente, iluminou-se toda a  capela com uma luz sobrenatural e sobre o altar apareceu uma Cruz de luz que chega até ao tecto. Em uma luz mais clara, via-se na parte superior da Cruz, uma face de homem, com o corpo até à cinta (Pai), sobre o peito uma pomba também de luz (Espírito Santo), e pregado na Cruz, o corpo de outro homem (Filho).
Um pouco abaixo da cinta, suspenso no ar, via-se um cálix e uma hóstia grande sobre a qual caíam algumas gotas de sangue que corriam pelas faces do Crucificado  e de uma ferida do peito. Escorrendo pela hóstia, essas gotas caíam dentro do cálix. Sob o braço direito da Cruz estava Nossa Senhora (... era Nossa Senhora de Fátima com o seu Imaculado Coração... na mão esquerda... sem espada nem rosas, mas com uma coroa de espinhos e chamas...) com seu Imaculado Coração na mão... Sob o braço esquerdo (da Cruz), umas letras grandes, como se fossem de água cristalina que corressem para cima do altar, formavam estas palavras: Graça e Misericórdia.
Compreendi que me era mostrado o mistério da Santíssima Trindade, e recebi luzes sobre este mistério que me não é permitido revelar.
Depois Nossa Senhora disse-me:
«É chegado o momento em que Deus pede para o Santo Padre fazer, em união com todos os bispos do mundo, a consagração da Rússia ao meu Coração, prometendo salvá-la por este meio».
Esta deslumbrante manifestação, fecho de abóbada das aparições de Fátima, mostra-nos Maria, como Co-Redentora e Medianeira da Graça, ao lado do sacrifício da Cruz, renovado no altar.
Afirma o Papa Pio XI, na encíclica Miserentissimus Redemptor que a Consagração e a Reparação são as duas práticas fundamentais da devoção ao Coração de Jesus. O mesmo se pode aplicar ao Coração Imaculado de Maria.

Consagração. A consagração é o ápice de todos os actos de culto, pois consiste no reconhecimento do poder, grandeza, mérito e bondade de alguém, com a consequente submissão, dedicação e entrega a essa pessoa. Na devoção ao Imaculado Coração de Maria significa um acto de fé no amor e reconhecimento da transcendência de Maria na obra da salvação e na consciente entrega confiante a essa Mãe e Rainha.
Nossa Senhora em Fátima pediu a consagração - feita pelo Papa e pelos bispos em união com ele - do mundo e particularmente da Rússia.
Os Vigários de Cristo escutaram estes apelos.

Pio XII, na solene conclusão das Bodas de Prata das Aparições de Fátima, em radio-mensagem dirigida a Portugal, consagrou o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria e na festa seguinte da Imaculada  Conceição, 8 de Dezembro de 1942, renovou esse acto na Basílica de São Pedro no Vaticano com estas expressivas palavras:

«A Vós, ao Vosso Coração Imaculado, nesta hora trágica da  história humana confiamos, entregamos, consagramos não só a Santa Igreja mas todo o mundo».

A Rússia, para a qual neste acto de consagração havia um pedido de especial protecção, foi consagrada dez anos mais tarde, a 7 de Julho de 1952:

«Nós - para mais facilmente o ouvidas as Nossas e as vossas fervorosas preces e para darmos a esta singular prova da Nossa benevolência - assim como há alguns anos consagramos todo o género humano ao Coração Imaculado da Virgem Mãe de Deus, assim também agora, de modo especialíssimo dedicamos e consagramos todos os povos da Rússia ao mesmo Coração Imaculado».

Querendo Pio XII todo o mundo entregue ao Imaculado Coração de Maria, várias vezes estimulou as Dioceses, paróquias e sobretudo as famílias a imitarem o seu exemplo:

«Desejamos que, sempre que as circunstâncias o aconselharem, se faça esta Consagração (ao Imaculado Coração de Maria) tanto nas Dioceses como em cada uma das Paróquias e nas famílias. Temos confiança que desta Consagração particular e pública brotarão abundantes frutos e favores celestes» (Enc. Auspicia Quaedam, 1 de Maio de 1948).

«Que todas as famílias cristãs se consagrem ao Coração Imaculado de Maria. Tal acto de fé será, para os esposos, precioso auxilio espiritual no cumprimento dos deveres de castidade e fidelidade conjugal; manterá na sua pureza o ambiente do lar em que crescem os filhos; mais ainda, fará da família, amparada pela devoção mariana, célula viva para a transformação social e para conquista apostólica» (Enc Le Pèlerinage de Lourdes, 2 de Julho de 1957).

No seu breve pontificado, várias vezes se referiu João XXIII à Consagração ao Coração de Maria feito por Pio XII e à «Consagração da Nação Portuguesa ao Imaculado Coração de Maria» (8-3-1961). Encorajou e pediu orações pela Consagração de Itália ao Imaculado Coração de Maria (13.9.1959).
Paulo VI, na clausura da 3ª Sessão do Concilio Vaticano II, a 1 de Novembro de 1964, na presença do Episcopado do mundo inteiro, pronunciou estas palavras:

«O nosso olhar abre-se para os horizontes sem fim do mundo inteiro, objecto das atenções mais vivas do Concilio Ecuménico e que o nosso predecessor Pio XII, de veneranda memória, não sem inspiração do alto, solenemente consagrou ao Coração Imaculado de Maria. Esse acto de consagração julgamos oportuno recordá-lo hoje de modo particular... Ao teu Coração Imaculado, ó Maria, recomendamos finalmente o género humano inteiro».

Na Exortação «Signum Magnum», publicada no dia da sua visita a Fátima, 13 de maio de 1967, emite estes votos:

«Exortamos todos os filhos da Igreja a renovar pessoalmente  a sua própria consagração ao Coração Imaculado da Mãe da Igreja e a viver este nobilíssimo acto e culto com uma vida cada vez mais conforme à vontade divina, e em espírito de serviço filial e de devota imitação da sua Celeste rainha».

João Paulo II, o Papa de Maria (Totus tuus, todo teu, ó Maria), consagrou-lhe a Santa Igreja e cada uma das nações por onde peregrinou. Em Fátima, a 13 de maio de 1982, e em Roma, a 16 de Outubro de 1983, com os Padres Sinodais presentes na canonização do capuchinho São Leopoldo, e sobretudo a 25 de Março de 1984, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima da capelinha das Aparições, consagrou-lhe o  mundo inteiro.

«Estou aqui, unido com  todos os Pastores da Igreja, por aquele vinculo particular, pelo qual constituímos um corpo e um colégio... No vínculo desta unidade, pronuncio as palavras deste Acto, no qual desejo incluir, uma vez mais, as esperanças e as angústias da Igreja no mundo contemporâneo». 

Quanto à consagração da Rússia, pedida por Nossa Senhora, os diversos papas nunca a esqueceram.

A 31 de Dezembro de 1942, o Papa Pio XII consagrou o mundo inteiro o Imaculado Coração de Maria, com um pedido de especial protecção para a Rússia ao mesmo Imaculado Coração, como atrás ficou expresso.

Estava feita pelo Santo Padre a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Para se cumprirem inteiramente os desejos de Nossa Senhora, faltava que «todos os Bispos do mundo» a fizessem também «em união» com ele.

Isto procurou realizá-lo o Santo Padre João Paulo II.

Nas consagrações proferidas em Fátima e em Roma, depois de dizer: «Estamos aqui unidos com todos os Pastores da Igreja por um  vínculo particular pelo qual constituímos um corpo e um colégio», proferiu estas palavras: «De modo especial Vos entregamos e consagramos aqueles homens e aquelas nações que desta entrega e desta consagração têm particular necessidade». 

A 8 de Dezembro de 1983 dirigiu a todos os Bispos do mundo uma carta, na qual pedia que fizessem em união com ele a consagração no dia 24 ou 25 de Março: «Ficarei muito grato se nesse dia 24 de Março ou então no dia 25 quiserdes renovar este acto juntamente comigo».

O Santo Padre fez o acto de consagração no domingo, dia 25 de Março, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima da Capelinha das Aparições, ida propositadamente a Roma. Ao texto oficial impresso acrescentou espontâneamente esta frase: «Ilumina, de modo especial,  os povos em relação aos quais aguardas que a Ti os consagremos».

Reparação. Tem-se escrito que o ponto característico e mais «novo» das aparições do Coração de Jesus Santa Margarida Maria em Paray-le-Monial é a reparação. O mesmo se poderia afirmar acerca da mensagem de Fátima: uma das suas notas distintas é a reparação ao Coração de Maria.  Até Fátima, era costume representar o Coração de Nossa Senhora cercada de rosas. Em Fátima aparece circundado de espinhos, que ferem e magoam. São os nossos pecados, blasfémias e ingratidões. 
Logo na segunda Aparição viram os Pastorinhos o Coração de Maria «cercado de espinhos» que parecia estarem-lhe cravados. «Compreendemos - escreve Lúcia - que era o Imaculado Coração de Maria ultrajado pelos pecados da humanidade que queria reparação».

Na Aparição seguinte, anuncia a Mãe de Deus que virá mais tarde pedir a «Comunhão reparadora dos primeiros sábados» e ensina-lhes este oferecimento  que hão-de repetir muitas vezes, sobretudo quando fizerem algum sacrifício: «Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria».

Este carácter reparador aparece sobretudo nas Aparições de Pontevedra e de Tuy.

A 10 de Dezembro de 1925, estando a vidente Lúcia na primeira desta cidades - é ela própria que escreve em terceira pessoa - , apareceu-lhe  Santíssima Virgem e, ao lado, suspenso em uma nuvem  luminosa, um Menino. A Santíssima Virgem, pondo-lhe a mão no ombro, mostrou-lhe ao mesmo tempo um Coração que tinha na outra mão, cercado de espinhos. Ao mesmo tempo, disse o Menino:

«Tem pena do coração da tua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos, que os homens ingratos, a todos os momentos, lhe cravam, sem haver quem faça um acto de reparação para os tirar».

Em seguida, disse a Santíssima Virgem:

«Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos,  que os homens ingratos a todos os momentos me cravam com blasfémias e ingratidões. Tu, ao menos, procura consolar-me, e diz que todos aqueles que durante cinco meses no primeiro sábado, se confessarem, receberam a Sagrada Comunhão  rezarem um terço e me fizerem 15 minutos de companhia,  meditando nos 15 mistérios do Rosário com o fim de me desagravar, Eu prometo assistir-lhes na hora da morte com todas as graças necessárias para  a salvação dessas almas».

Cumpriu-se o que Nossa Senhora tinha dito na aparição de 13 de Julho em Fátima: «Virei pedir a devoção reparadora dos primeiros sábados».

A 15 de Fevereiro de 1926 e a 17 de Dezembro de 1927 é o próprio Jesus que insiste para que se estabeleça e propague esta devoção.

Perguntou o P. José Bernardo Gonçalves, um dos Directores espirituais da Irmã Lúcia, porque haviam  de ser cinco e não 9 ou 7 os Primeiros Sábados

A vidente respondeu:
«Ficando na Capela, com Nosso Senhor, parte da noite do dia 29 para 30 deste mês de Maio, 1930, e falando a Nosso Senhor das perguntas 4 e 5, senti-me de repente possuída de mais intimidade da Divina presença; e, se me não engano, foi-me revelado o seguinte: «Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfémias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:

1. - As blasfémias contra a Imaculada Conceição.
2. - Contra a sua Virgindade.
3. - Contra a Maternidade Divina, recusando ao mesmo tempo recebê-la como Mãe dos homens.
4. - Os que procuram infundir nos corações das crianças, a indiferença,  o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe.,
5. - Os que a ultrajam directamente nas suas sagradas imagens.

Eis, minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração de Maria Me levou a pedir esta pequena reparação: e de, em atenção a ela, mover a minha misericórdia ao perdão para com  essas almas que tiveram a desgraça de A ofender».

Tal é a transcendência desta devoção que a Vidente de Fátima pôde escrever:

«Da prática de devoção dos Primeiros Sábados unida à consagração ao Imaculado Coração de Maria depende a guerra ou a paz do mundo; por isso eu desejo tanto a sua propagação e sobretudo por ser essa a vontade do nosso Bom Deus e da nossa tão querida Mãe do Céu». (19-3-1939).

A devoção reparadora dos cinco primeiros sábados foi aprovada e tornada pública pelo Bispo de Leiria, Dom José Alves Correia da Silva, na Peregrinação de 13 de Setembro de 1939, treze dias depois de começada a segunda guerra mundial, que teve início no primeiro dia de Setembro desse ano.  

8-6-2013  -  10:05 horas

ANTÓNIO FONSECA

Nº 1675 - (159-13) – 1ª Página - SANTOS DE CADA DIA - 8 DE JUNHO DE 2013




Nº 1675


8 DE JUNHO DE 2013


Domingo

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E U   S O U


AQUELE   QUE   SOU

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MARIA DO DIVINO CORAÇÃO, Beata
Religiosa (1863-1899)

María del Divino Corazón de Jesús (Droste zu Vischering), Beata
María do Divino Coração de Jesus (Droste Zu Vischering), Beata(*) 

(*)(ver texto sobre o SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, editadoi neste blogue, ontem, dia 7/6)

No dia 1 de Novembro de 1975, o papa Paulo VI inscreveu mais um nome no Catálogo dos bem-aventurados: o de Maria Droste Zu Vischering, que em religião se chamou Irmã Maria do Divino Coração. As canonizações e beatificações dos homens e mulheres que viveram heroicamente a sua fé e irradiaram no seio da Igreja o amor de Deus na extraordinária vivência dos carismas do Espírito, próprios de cada um deles, têm-se multiplicado nos últimos tempos, a ponto de algumas delas nos passarem talvez despercebidas. Esta multiplicidade é na Igreja vivo testemunho da infalível assistência de Cristo, que nestes dias tão conturbados pelo ódio e as paixões humanas, desperta nelas almas tão ardentes e puras na prática heroica de todas as virtudes cristãs. Mas a beatificação da Irmã Maria do Divino Coração, lídima glória da tão benemérita Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, alemã por nascimento e portuguesa pelo coração, tem para Portugal especial significado. A Portugal dedicou ela, por chamamento divino, o melhor da sua curta vida. Viveu palpitantemente as alegrias e angústias da Igreja na nossa terra, num período bem agitado da sua história, nos últimos anos do século passado (ou melhor dizendo, do século XIX… e princípios do século XX, pois já estamos no século XXI…). Toda a sua espiritualidade, máscula e terna, altamente mística e profundamente humana ao mesmo tempo, hauriu-a ela no Coração de Jesus.
A Devoção ao Coração de Jesus
Coração designa o que há de mais íntimo e profundo no ser humano, a essência do mesmo ser. Quando o Senhor se nos mostra ostentando no peito o Coração abrasado em chamas, quer fazer-nos sentir ao vivo a palavra de S. João «Deus é Amor» (1 Jo 4, 16), e Jesus é a encarnação sensível desse amor; quer fazer-nos entrar pelos sentidos que toda a vitalidade, todo o dinamismo do seu ser humano radica no seu Coração todo amor; tudo n’Ele foi inspirado pelo amor infinito para com o Pai e para com os homens, seus irmãos. Quer mostrar-nos também que as nossas relações e toda a nossa atividade humana só podem ter valor aos seus olhos se irromperem dum Coração que ame. A Beata Maria Droste bebeu esta devoção com o leite materno. Já seus pais, profundamente cristãos, a viviam intensamente, e souberam-na comunicar aos seus filhos e familiares. Foi numa vida de felicidade, de pureza e austeridade que ela se preparou para a mais íntima e mística união esponsal com o Coração de Jesus. Numa manhã, festa do Coração de Jesus, na capela do solar de Darfeld, diante da estátua que lhe era tão querida, depois de comungar, ouviu distintamente «aquela voz interior que eu não conhecia ainda, mas que hoje me é tão familiar: “Tu serás a esposa do meu Coração”. Não posso dizer o que senti naquele momento. senti-me consternada, aniquilada, confundida, e ao mesmo tempo inundada nas ondas do seu amor. Que felizes momentos! Esposa do seu coração!… eu tão pobre e miserável!… A partir desse momento eu já não podia pensar senão no Coração de Jesus como meu esposo… Que intimidade entre nós! Vivia com Eledizia-lhe tudo, e Ele era sempre cheio de misericórdia e de bondade para comigo».
Consagração
A perfeita Caridade traduz-se pela entrega total da pessoa ao Coração de Jesus – a consagração. Fomos consagrados pelo Baptismo, mas aquilo que nos foi dado ontologicamente no Baptismo tem de se ir desenvolvendo, com o avivar da consciência e o esforço pessoal pela vida fora. A consagração ao Sagrado Coração é precisamente esta tomada de consciência da realidade cristã no ponto central da nossa pertença pessoal, por amor, a Jesus. A devoção ao seu Coração divino faz-nos descobrir as raízes mesmas do culto cristão, faz-nos cair na conta do que é a própria essência do Cristianismo. consagração é exigência primária desta devoção, é a expressão do amor pessoal de que se reveste o carisma que o Espírito Santo dá a cada um. Em Francisco de Assis converte-o no jogral enamorado de Deus, cantando os divinos louvores nos braços da Pobreza, sua Dama. A Inácio de Loyola transformou-o no soldado fiel, apaixonado da Maior Glória de Deus. Em Maria do Divino Coração, a consagração reveste o carácter esponsal da reparação amorosa: «Serás a esposa do meu Coração», do Coração que se lhe apresenta profundamente magoado pelos espinhos da ingratidão humana.
Reparação
Consagração e reparação são a exigência primária da devoção ao Coração de Jesus. Vivem-se em unidade – consagração reparadora: uma vida que se entrega para ser vivida com Cristo e em Cristo, numa mesma obra redentora e santificadora. Mas esta obra realizou-a Cristo pela cruz. E por isso toda a colaboração na obra redentora do Coração de Jesus tem de estar vinculada com a cruz. Uma tarde, passeando meditativamente pelas alamedas do jardim do seu solar «senti vivamente, escreveu ela, que o Senhor me dizia que teria de sofrer muito por Ele»… «Jesus falou-me dos sofrimentos porque passava, vendo-Se abandonado de todos , e pediu-me Lhe fizesse companhia. Disse-me que O aflige sobretudo mo abandono de muitos sacerdotes…» Como estes, encontramos inúmeros desabafos íntimos nas páginas da sua autobiografia, escritas em obediência ao seu Confessor – Teotónio Vieira de Castro, que foi mais tarde patriarca de Goa. Há momentos na história das almas que marcam uma vida toda; momentos em que a graça do Espírito irrompe sobre elas em avalanche, operando nelas uma nova conversão, de bem para melhor. Um desses golpes extraordinários do amor do Coração de Jesus, parece ter-se dado na Irmã Maria do Divino Coração ao passar por Manresa, a caminho de Portugal. Ia ela de viagem para o novo destino a que Deus a chamara, com o coração angustiado de saudades, na incerteza do desconhecido em que ia entrar, mas na decisão firme de se dar toda à realização dos desígnios misteriosos aonde Ele a levava. A 12 de Fevereiro de 1894, passa pela santa cueva de Manresa. A figura do grande penitente de Manresa – Santo Inácio – encantava-a e subjugava-a. Foi no ardor desta oblação para o sacrifício que ela entrou em Portugal. Ela amou-o porque era a terra aonde o Coração de Jesus a conduzira, era o altar aonde ela ia imolar-se por Deus e pelas almas. Voltando mais tarde a Munster, escrevia: «A viagem segue o curso normal, tranquilo. Mas no fundo do coração sinto saudades do nosso pobre Portugal, e especialmente da minha cela junto da querida capela. Nada no mundo pode substituir para mim aquele lugar». O sacrifício só tem valor se for revestido de carácter reparador. Só é Redentor se for levado por amor, em união com o sacrifício de Cristo. Vida reparadora é a vida do Redentor que tem de ser baptizado com um baptismo de sangue, e suspira por ele, embora em sua natureza humana sinta repugnâncias da morte. Vida do redentor que Se dá às almas pecadoras, e Se identifica de tal modo com elas que faz seus os pecados delas, por elas faz penitência, sofre e morre. Maria Droste vem a Portugal para sofrer, porque, consciente da sua vocação de Irmã do Bom Pastor, vem salvar as almas, colaborar com Cristo crucificado na salvação das almas que, em Lisboa e no Porto, Ele lhe quis confiar. E por isso a cama vai ser a sua cruz redentora, na maior parte do tempo passado na nossa terra, vai ser o altar do seu sacrifício. Perguntando ela ao Senhor porque é que prolongava os seus sofrimentos e a sua doença, ouviu esta resposta: «Resgatei o género humano pela cruz, e é pela cruz que santifico as almas. Quanto mais Eu ligo umas alma à cruz, e quanto mais semelhante Eu a torno a Mim, tanto mais estreitamente Me uno com ela. Os sofrimentos dos meus eleitos completam a obra da minha redenção». A cruz é pois o altar dos eleitos do Coração de Jesus. Mas este altar é para Maria Droste não só imolação duma vítima a consumir-se por amor, mas pregação viva, exercício ativo de apostolado a conquistar as almas. Por três longos anos, imóvel e afogada em dores, fazia-se transportar na sua cama portátil à sala de visitas, onde diariamente passava horas e horas a atender pessoas de todas as classes, que procuravam a “santinha Alemã” para receber dela consolação e alento. Dessa cama dirigia ainda toda a atividade e negócios da casa dumas 175 internadas, como uma energia e prudência extraordinárias. Sofrimento, oração, apostolado e atividade doméstica, eis a vivência real da consagração de Maria Droste ao Divino Coração.
Consagração do mundo ao Sagrado Coração
Mas não chegara ainda a hora para aquele corpo diáfano, e como que espiritualizado, pronunciar o seu consummatum est. Ainda não estava completada a sua missão. O Coração de Jesus queria, no dealbar do século XX, afogar o mundo numa avalanche de graça e de misericórdia. E para isso queria que o Papa, seu Vigário na terra, com os Bispos e todos os católicos, membros conscientes e responsáveis de toda a família humana, lhe fizessem solenemente a consagração do mundo inteiro. E é a Irmã Maria do Divino Coração a eleita de Deus para ser a apóstola desta consagração. É ela que tem de se dirigir ao Papa com uma missão divina para toda a Igreja, como outrora Santa Catarina de Sena. Mas o sinal de autenticidade da sua missão divina é precisamente o recrudescer dos seus padecimentos. E quando pela terceira vez o Coração divino se dirige à Irmã Maria a pedir a intervenção dela junto de Leão XIII, pergunta-lhe ainda «se estava disposta a suportar toda a espécie de sofrimentos, humilhações e desprezos». «Em verdade, em verdade vos digo, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, ficará só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-à; e quem neste mundo aborrece a sua vida, conservá-la-á para a vida eterna. se alguém quer servir-Me que Me siga: e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo» (Jo 12, 24-26).
De Munster até ao Porto
Para os leitores que desconheçam ainda a sua admirável figura, apresentamos a sua vida em traços muito esquemáticos: Filha dos condes Droste Zu Vischering, nasceu em Munster, na Vestefália (Alemanha), a 8 de Setembro de 1863. Passou a infância no castelo de Darfeld, não longe daquela cidade, no seio duma família profundamente cristã. «Desde a mais tenra idade, escreve ela, senti a dita de ser filha da Santa Igreja». No Natal de 1883 consagra-se a Deus pelo voto de castidade perpétua. E Ele apodera-Se dela e marca-lhe a consagração com o sinal da cruz, fazendo-a passar por dilatada e penosa doença. Com o espírito embalado por longo tempo em sonhos de heroísmo missionário, no dia 1 de Julho de 1888, esperando na Igreja paroquial a vez de se confessar, ouve subitamente a voz do Senhor: «Tens de entrar no convento do Bom Pastor». Com a vocação irrompe na sua alma inocente a ânsia de salvar a juventude extraviada, ânsia tão intensa quanto era intenso o horror por toda a impureza. A obra da regeneração ou da preservação da mulher em perigo, é com efeito, o campo especifico de apostolado da Congregação do Bom Pastor. A 10 de Janeiro de 1889 toma o hábito religioso no convento de Munster, no mesmo dia em que, no Carmelo de Lisieux, Teresa do Menino Jesus recebeu o dela. Professou a 19 de Janeiro de 1891. Após três anos de total dedicação ao apostolado das penitentes, próprio do seu Instituto, é enviada a Portugal em 1894. Tinha 31 anos de idade. Depois de três meses passados em Lisboa, chega ao Porto como Superiora do Recolhimento do Bom Pastor na Rua Vale Formoso (Paranhos), a 17 de Maio de 1894. De lá escreve ela pouco depois: «Vivemos numa situação angustiosa. A casa está em ruínas, devorada por dívidas que nos sufocam. vejo, porém, e sinto que Deus está comigo, e assim cresce, cada dia mais, a minha coragem, embora por vezes isto seja difícil de suportar… Só temos em caixa cinco ou seis marcos, e temos de alimentar 120 pessoas… Sinto-me tão portuguesa, que não me importo com tanto desconforto, tanto frio e tanta humildade…». E a sua tenacidade, aliada a uma absoluta confiança no Coração de Jesus, realiza o milagre de transformar aquela casa e comunidade em ruínas num florescente jardim de Deus. A 21 de Maio de 1896 cai da cama, esgotada de trabalho, para nunca mais se levantar: uma ostiomielite que a paralisa com dores atrozes constantes. É nesta longa, heroica crucifixão, que a Irmã Maria se imola pelos pecadores, pelos sacerdotes, pela Igreja, por Portugal. «Muitas vezes na minha doença, quando sentia ardentes desejos de morrer, Nosso Senhor, duma imagem dos Passos, me dizia: «Então queres que Eu leve sozinho a cruz de Portugal?» (Carta de 20.XI.1896). Às 3 horas da tarde do dia 8 de Junho de 1899, ao hino das primeiras vésperas da festa do Coração de Jesus, quando por todo o mundo católico se fazia o tríduo solene de preparação para a consagração ao mesmo divino Coração, a vítima de Paranhos consumava o seu sacrifício. No dia 11, o papa Leão XIII realiza aquilo que ele mesmo declarou ser o «acto mais grandioso do seu Pontificado» – a consagração do mundo inteiro ao Sagrado Coração de Jesus. Este acto foi-lhe pedido por Cristo. A mensageira transmissora da mensagem de Cristo foi a irmã Maria do Divino Coração.
Ermesinde


Repousam as suas venerandas relíquias em Ermesinde, na Igreja do Coração de Jesus, erecta pelas suas filhas em cumprimento do desejo ardente da Bem-aventurada, expresso por solene promessa. Na primeira sexta-feira de Julho (ou Agosto) de 1897, recebeu ela ordem do Senhor: «Deves erigir-Me aqui um lugar de reparação, e Eu erigirei nele um lugar de graças. depois disse-me que queria que esta Igreja fosse sobretudo um lugar de reparação pelos sacrilégios, e para atrair graças e bênçãos sobre o clero». A construção deste templo foi uma duas suas últimas preocupações. Ela mesma, no seu leito de dor, mal podendo segurar um lápis entre os dedos, traçou as linhas arquitectónicas. Não quis o Senhor dar-lhe em ida a alegria de ver realizado o seu sonho. Realizaram-no as suas filhas em Ermesinde. Este templo começaram a erguê-lo em Paranhos, junto à casa da rua de Vale Formoso, onde a Bem-aventurada falecera. A revolução de 1910 veio interromper a construção. Mas a premente recomendação da Irmã Maria não se apagou no coração das Irmãs do Bom Pastor: «No caso de morrer antes de ter edificado a Igreja, peço às minhas muito amadas Irmãs e Filhas espirituais… deem cumprimento à promessa que hoje faço para assim corresponder aos desejos de Nosso Senhor, e consolar o seu Divino Coração». E cumpriram. Em Ermesinde ergue-se majestosa a Igreja do Coração de Jesus. Sob as suas abóbadas repousam agora as relíquias da Bem-aventurada. Ali, diante da Hóstia consagrada em constante exposição, ajoelham perpetuamente almas em adoração reparadora. Ao vê-las sente-se ainda o palpitar ardente da irmã Maria do Divino Coração. «Deves erigir-Me aqui um lugar de reparação, e Eu erigirei nele um lugar de graças». O lugar de reparação está erecto. A palavra do Senhor não falhará! Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic.net/santoral e www.santiebeati.it.



 MARINHA, QUITÉRIA, GENEBRA, LIBERATA, EUFÉMIA, MARCIANA, BASÍLICA, GERMANA e VITÓRIA, Santas

NOVE IRMÃS GÉMEAS

Celebrando-se hoje na arquidiocese de Braga a memória facultativa de Santa Quitéria, transferimos para este dia a «notícia» geral que traz sobre as nove irmãs gémeas o “Ano Cristão” do Padre Croiset (tradução do Padre Matos Soares), no dia 18 de Julho, sob o título: «Santa Marinha, Virgem e Mártir». Damos, tirando-a da mesma obra, a «notícia» sobre Santa Quitéria, que pertence a 8 de Junho. O mesmo «Ano Cristão», no dia 16 de Agosto, acrescenta que as relíquias de Santa Eufémia, uma das nove irmãs, se encontram na cidade de Orense desde meados do século XII; e diz ainda, a 20 de Julho, que neste dia se comemorava Santa Liberata ou Vilgeforte.

Marinha de Orense (9 irmãs)
SANTA MARINHA, Virgem e Mártir (mais oito irmãs)
Estrela Ver 18 de Julho
Nenhum documento existe com valor histórico sobre a vida desta santa. O Martirológio Romano faz comemoração dela neste dia, dizendo que foi martirizada na Galiza. Os Bolandistas dizem que foi martirizada junto de Orense. Não queremos privar os leitores duma das mais interessantes criações da imaginação popular sobre hagiografia. Refere-se ela ao nascimento e vida de nove irmãs, uma das quais era Marinha. Reproduzimos o que em 1722 publicou o monge beneditino de Pombeiro, Frei Bento de Ascensão.
«Pelos anos da era de Cristo, 120, nasceu Santa Quitéria na cidade de Braga. Seu pai, Lúcio Caio Atílio Severo, era Régulo duma das muitas províncias, em que nesse tempo estava dividido o Império Romano, a qual se compunha de parte da antiga Lusitânia e de parte da Galiza. Residia este na cidade de Braga. Era casado com D. Cálcia Lúcia, ambos de famílias muito ilustres, porém idólatras e gentias. O Altíssimo, por um milagre da sua Providência, permitiu que Cálcia, depois de ser estéril por muitos anos, concebesse e trouxesse reclusas em seu ventre, nove meninas contra a ordem comum dos partos. Completos os nove meses, Cálcia (na ocasião em que seu marido estava ausente, fazendo corte ao Imperador Adriano, que andava viajando pela península) deu à luz as nove meninas, que nasceram tão perfeitas como esposas que haviam de ser do Cordeiro Imaculado. Vendo-se Cálcia mãe de nove filhas, dadas à luz dum só parto, dominada pela superstição, ou pelos prejuízos terríveis daqueles tempos, concebeu um projecto que só as fúrias infernais a quem adorava lho podiam inspirar; por isso, que causa horror até às mesmas feras. Para se subtrair às sátiras do mundo e à indignação de seu marido, Cálcia concebe a infernal resolução de mandar afogar as meninas, sem exceptuar nenhuma. Comunica o seu execrando projecto à única pessoa que lhe tinha assistido o parto, a Cita, devota donzela e cristã oculta, e, depois de a obrigar a guardar o mais rigoroso segredo, ordena-lhe que faça primeiro divulgar a notícia de que ela tivera infeliz sucesso no parto, e que, depois de a família estar recolhida, aproveitando-se do escuro da noite, saísse do paço e fosse mergulhar as nove meninas em um dos poços do rio Este, que corre nos subúrbios de Braga. Querendo, pois, e determinando a desumana mãe que morressem as inocentes filhas, o misericordioso Deus, que pela sua grande clemência costuma, muitas vezes, de grandes males tirar grandes bens, inspirou no coroação da virtuosa Cita o desejo de salvar a vida do corpo, e dar a vida às almas de tão belas e formosas meninas, e tendo oportunidade para pôr em execução o seu piedoso intento, ajudada da Divina Providência, foi levar as meninas a santo Ovídio, arcebispo de Braga, (ver 3 de Junho), o qual, administrando-lhes o sacramento do Baptismo, lhes pôs os nomes seguintes: Genebra, Vitória, Eufémia, Marinha, Marejana (ou Marciana), Germana, Basília (ou Basílica), Quitéria e Liberata (ou Vilgeforte), como outros lhe chamam. Depois que as santas meninas foram regeneradas na sagrada fonte do baptismo, a compassiva Cita procurou nos arrabaldes de Braga amas cristãs para as criarem e educarem na lei e religião de Cristo, incumbindo-se o santo Arcebispo de satisfazer toda a despesa. Cada uma destas amas procurava em religiosa emulação cumprir com os seus deveres, tanto pelo que respeitava ao alimento do corpo, como ao desenvolvimento do espírito. A religiosa educação, que as nove meninas receberam na sua infância, produziu um tão grande domínio em seus corações que, em todo o decurso da vida e até ao fim dela, sempre puseram em prática as santas virtudes, e calcaram aos pés as grandezas e vaidades do mundo, só com o fim de lucrarem a Jesus Cristo. A sua vida virtuosa e quase angélica era admirada nos subúrbios de Braga, e por todos os arredores se falava das raras virtudes e singular perfeição das nove meninas. Chegando ao conhecimento destas angélicas meninas o perigo a que tinham, estado expostas, quem eram, e qual fora o seu admirável nascimento e a bárbara determinação de sua ímpia mãe, de entregá-las à morte em tempo que apenas entravam na vida, e do modo como Deus, pela sua Divina Providência, as livrara da morte, não só do corpo mas também da alma, por meio do sagrado Baptismo; em agradecimento de tão grandes benefícios, resolveram estas gloriosas virgens, estas santas irmãs, deixar de todo o mundo e habitar juntas na mesma casa, como em clausura, para assim melhor servirem e agradarem a Deus, resistirem com maior fortaleza aos seus inimigos, e crescerem, mais na virtude e na castidade com o exemplo umas das outras. Obtida a aprovação e consentimento do Santo Arcebispo Ovídio, a quem respeitavam e obedeciam, como seu mestre, director e pai, viveram alguns anos, estas amantes esposas de Jesus Cristo, nos arrabaldes da cidade de Braga, recolhidas na sua casa, como em um convento, entregando-se ao exercício de todas as virtudes, sendo a vida de cada uma um raro espelho de santidade, para todos os cristãos daquela terra, não se falando, por todos aqueles arredores, em outra coisa, senão na sua santa vida, que aquelas tenras e delicadas donzelas passavam naquele retiro. Todos se admiravam de que – entre tanta formosura e outros dons da natureza – houvesse tanta virtude, tanto recolhimento, resguardo e cautela. Abrasadas estas santas meninas no fogo do amor divino, cada qual de per si, e umas na presença das outras, fizeram todas voto de castidade, consagrando a sua virginal pureza àquele soberano Senhor que as fizera nascer dum tão milagroso parto, e depois de nascidas as livrara da morte, que sua mãe lhes mandara dar, criando-as e sustentando-as até ali, com providência tão particular. Fechando pois os olhos ao mundo, e empregando-se só em seu Divino Esposo, Lhe sacrificaram as suas almas e juntamente com elas os seus corpos, vivendo, naquele tenra idade, estas esposas de Jesus Cristo, santas nos costumes, puras nos corpos, e abrasadas nas almas com as chamadas da caridade e com o fogo do Amor Divino.
Esta foi a criação e a virtuosa vida destas nove irmãs, nos arrabaldes de Braga, onde viveram nove ou dez anos, e com tanta perfeição, como se já estivessem no céu, imitando os anjos na pureza, os querubins no fervor e os serafins no amor, e finalmente todas cheias de fervorosos desejos de passarem a gozar da presença do seu Divino Esposo, por meio da ilustre palma do martírio, e para o conseguirem dirigiam ao céu fervorosas súplicas. Estas foram atendidas e os seus desejos satisfeitos. Foi por esta ocasião que se levantou uma cruel e terrível perseguição, renovando-se o cruel édito já principiado por Nero, cujo fim era extinguir totalmente do mundo o adorável Nome de Jesus Cristo. Em Braga e mais terras sujeitas ao Império Romano, se publicou solenemente, mandando-se nele com pena de morte, que se adorassem os ídolos e extinguisse o Cristianismo. Logo que este decreto chegou ás mãos do Régulo de Braga, mandou-o publicar em todas as cidades do seu domínio, enviando ministros para diferentes terras, com ordens terminantes para obrigarem os fieis a adorarem os falsos ídolos, e quando eles não quisessem, fossem conduzidos à sua presença, para lhes serem aplicados os castigos. Espalhando-se os infernais ministros da justiça pelos arrabaldes e becos de Braga, dirigiam-se à casa onde viviam as nove irmãs, e encontrando esta santa comunidade de virgens, certificados de que elas eram cristãs, levaram-nas presas à presença do Régulo Bracarense que então estava na antiga cidade de Tide, situada na margem esquerda do Rio Minho, a pequena distância da praça de Valença. Com muita alegria caminhavam as santas meninas ansiosas por serem apresentadas no tribunal, para serem julgadas e sentenciadas pelo Régulo, seu pai. Este, apesar de ainda as não reconhecer por suas filhas, ficou logo muito impressionado com a modéstia, humildade e rara formosura das nove donzelas, e tratando-as com brandura e afabilidade lhes fez diferentes perguntas relativas à sua pátria, pais e religião que professavam, e se estavam resolvidas a dar cumprimento ao que mandavam os imperadores, adorando os deuses imortais, conservadores do seu império. Santa genebra tomou a palavra e respondeu em nome de todas: «A nossa pátria, senhor, é a cidade de Braga; se desejais saber de onde descendemos, podereis acreditar que em nossas veias circula o sangue da principal nobreza desta província; pois que todas somos tuas filhas e de Cálcia, tua consorte… Enquanto à religião que professamos, sabe que todas adoramos Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, com quem nos desposamos pelo Baptismo; e que todas estamos resolvidas e prontas a dar o sangue das próprias veias pela confissão do seu Santo Nome, ainda que à custa dos maiores tormentos». Contou-lhe em seguida as circunstâncias do seu nascimento, e o modo porque escaparam à morte, a que a mãe as condenara. Fê-lo ciente da sua criação, dos seus propósitos e de resolução em que todas perseveravam firmes, e concluiu dizendo: «Aqui estamos na tua presença; dispõe de nós como melhor te parecer”. E tanto ela como as irmãs ficaram com uma aprazível e celeste serenidade. Não há termos com que se possa explicar a impressão que esta notícia produziu no coração do Régulo bracarense.
Recorda-se de algumas coisas passadas, que o movem a acreditar o que ouvira… Atílio muda de cor por diferentes vezes… Não pôde encobrir a inquietação que sente dentro do peito… Suspende logo o acto judicial, e manda retirar os ministros, ficando só com as meninas e com Cita, que as acompanhava. Tira-lhes dos pulsos as algemas e conduzindo-as ao interior do palácio, chama Cálcia, sua mulher, e conta-lhe tudo o que ouvira a Genebra. Cálcia fica cheia de confusão e medo, e ainda mais, quando ouve da boca de Cita, o modo como conservara a vida do corpo, e dera vida ás almas daquelas inocentes… Cálcia não se atreve a negar, antes confessa como tudo tinha sucedido. Logo que foram reconhecidas por filhas, tanto o pai como a mãe soltaram as rédeas aos afectos naturais… Abraçam, uma por uma, as ternas meninas, cobrem-nas de beijos, empregam toda a autoridade e arte para as persuadir que, abjurando o Cristianismo, adorassem os ídolos… Ponderou-lhes a alta qualidade dos seus ascendentes, a abundância das riquezas, o amor e desvelo com que procurariam, para cada uma, dignos esposos, com quem pudessem gozar, contentes, das prosperidades e bens do mundo. Porém, as nove meninas, com uma firmeza e constância inabalável, desprezaram todas as promessas, e permaneceram firmes na sua resolução. Vendo o Régulo frustrados todos os esforços que o amor de pai e a fé de idólatra lhe subministraram a fim de apartar as filhas da religião cristã, que tinham bebido com o leite, encheu-se de indignação, e parecendo-lhe que acabariam com ameaças, o que não podiam as carícias paternais, começou a prometer martírios, jurando pelos seus deuses que lhes tiraria a vida, à força dos tormentos mais esquisitos, se desprezassem as suas determinações, e se não se resolvessem de pronto a oferecer sacrifícios aos deuses do império. Serenou Cálcia estas furiosas iras de Atílio, e conseguiu dele, a poder de rogos, que se lhes desse algum tempo para considerarem aquilo que deviam escolher, esperando que, como meninas, tomariam outra resolução, depois de serem reconhecidas por suas filhas e destinadas para esposas dalguns mancebos nobres, formosos e ricos, e de comum acordo as deixaram sós, encerradas em um dos salões do seu palácio.
Depois que seus pais se retiraram, as nove meninas, prostradas ante a presença do Altíssimo, Lhe suplicaram com toda a candura das suas almas angélicas, que lhes inspirasse o modo como haviam de dirigir os seus passos no caminho da vida, e lhes desse constância e fortaleza, para nunca anuírem a tão detestáveis proposições; nem temerem a morte, que por instantes as esperava. As suas preces foram prontamente ouvidas e as fervorosas súplicas favoravelmente despachadas. Lá por entre a escuridão da noite, uma brilhante claridade vem iluminar aquela prisão; desce um Anjo do Senhor, que vem confortar as suas fieis esposas naquela tribulação, e, depois de lhes fazer conhecer o perigo, em que estão, de apostatar da religião santa, lhes intima da parte de Deus a ordem de fugirem, quanto antes, daquela casa, e de seguir cada uma a direcção que o Senhor lhe inspirar. O mesmo anjo, que lhes intimou a ordem do céu, lhes facilitou a saída do palácio, sem que alguém desse fé da ausência delas. Caminharam, todas juntas por algum tempo, por entre as trevas e silêncio da noite, até que assentaram entre si apartarem-se umas das outras, e antes de darem mutuamente o abraço de despedidas, santa Liberata, levantando as mãos e os olhos ao céu, proferiu a seguinte súplica: «Senhor meu, Jesus Cristo, que permitistes nascêssemos todas em um dia, e, livrando-nos do trânsito da morte, nos destes nova vida da graça, pedimo-Vos, Senhor, pela vossa divina misericórdia, e pelo eterno e incomparável amor com que nos amastes, sejais, meu Deus, servido levar-nos todas ao descanso eterno, e não consintais, meu bom Jesus, que se apartem do caminho da glória aquelas que tão unidas foram enquanto viveram na terra». Todas com o mesmo espírito e com a mesma fé responderam: Ámen.Deram os últimos abraços umas às outras, em sinal de recíproco amor, e como quem se despedia para se não tornar a ver na vida mortal, se despediram as angélicas meninas, dirigindo-se cada uma para onde o divino Esposo as encaminhou, e apesar dos esforços empregados pelo pai e pelos domésticos e vizinhos, que foram logo em procura delas, apenas puderam apanhar Santa Quitéria, com algumas pessoas que a acompanhavam: todas as mais conseguiram evadir-se para diferentes terras.

SANTA MARINHA

Marinha de Orense (9 irmãs)
Estrela Ver 18 de Julho
 Foi encaminhada pelo Divino Espírito para a Galiza. Aí, depois de ter servido a uma lavradeira, perto da cidade de Orense, foi depois perseguida por ser cristã. Primeiramente a açoutaram até lhe dilacerarem as carnes. Em seguida foi descarnada com pentes de ferro. depois encarcerada em uma escura masmorra, sendo aí visitada e curada por um anjo. Queimaram-lhe depois as costas e os peitos com ferros em brasa, e prendendo-a de pés e mãos a lançaram num tanque de água donde, saindo milagrosamente livre, foi metida em uma fornalha embravecida com chamas, as quais, separando-se para os lados, nem sequer a tocarem levemente. Foi por isso degolada em Águas Santas, perto da cidade de Orense, na Galiza, onde El-rei D. Afonso, o Magno, mandou edificar uma Igreja dedicada ao seu culto.
SANTA GENEBRA
Estrela Apesar de ter procurado não consegui encontrar nenhuma imagem figurativa desta Santa. AF
Esta santa padeceu pelo Divino Redentor e foi martirizada no ano 130. Diz-se que o seu martírio fora na antiquíssima cidade de Tide e que esta extinta cidade existiu perto de Valença do Minho e fora a capital dentre Lima e Minho. Nada se sabe do seu martírio.

SANTA LIBERATA (ou VIGELFORTE)
Liberata, Santa
Estrela Ver 20 de Julho
Esta santa retirou-se para o deserto e padeceu o martírio da cruz, uns dizem que em Miragaia, no Porto, outros que em Castelo Branco, e o padre Cardoso, no seu Dicionário Geográfico, diz que fora em Águas Santas, uma légua para o norte da cidade do Porto (e que actualmente pertence ao concelho da Maia…), no sítio onde rebentou uma fonte chamada santa, pelos efeitos milagrosos com que eram beneficiados os doentes que a ela concorriam.

SANTA EUFÉMIA

Eufémia di Orense (9 irmãs)
Estrela Ver 16 de Agosto
Retirou-se para as serras do Gerês, onde viveu dois anos. depois, sendo perseguida por causa de Cristo, foi presa, açoutada e em seguida encerrada em um cárcere e aí milagrosamente curada por um anjo. Depois, pendurada pelos cabelos numa figueira. Em seguida, precipitada duma alta penedia na mesma serra, e por fim degolada. As suas preciosas relíquias conservam-se na Sé de Orense.

SANTA MARCIANA (ou MAREJANA)
 EstrelaApesar de ter procurado não consegui encontrar nenhuma imagem figurativa desta Santa. AF
Diz-se que esta santa padecera o martírio na cidade de Toledo – Espanha, no ano de 155.

SANTA BASÍLICA (ou BASÍLIA) 
EstrelaApesar de ter procurado não consegui encontrar nenhuma imagem figurativa desta Santa. AF
São três as opiniões dos autores sobre o lugar do martírio desta santa. Uns afirmam que padecera em Sirmo, antiga cidade de Betisa; outros, que fora martirizada na Síria; e Cerqueira Pinto é de opinião que esta santa padecera o martírio com algumas das irmãs em Águas Santas, junto ao Porto.

SANTA GERMANA
EstrelaApesar de ter procurado não consegui encontrar nenhuma imagem figurativa desta Santa. AF
Uns dizem que esta santa fora martirizada na África, e outros, em Águas Santas. Nada se sabe a tal respeito.

SANTA QUITÉRIA
SANTA QUITÉRIA
Virgem e Mártir

 My beautiful picture
Estrela Ver 8 de Junho
Santa Quitéria nasceu em Braga. seu pai era pagão; por isso empregava todos os esforços para a afastar da religião cristã. Umas vezes eram carícias, outras ameaças. Tudo, porém, foi baldado. A jovem Quitéria, não podendo suportar por mais tempo os maus tratos de seu crudelíssimo pai, fugiu de casa, em direcção a uma montanha próxima, onde por muito tempo levou uma vida toda angélica, entregando-se à contemplação. Mereceu de Deus a graça de andar sempre visivelmente acompanhada do seu Anjo Custódio, com quem frequentemente falava. Além disso, tinha colóquios não menos frequentes com outros Anjos. Nesta feliz vida lhe ia decorrendo a existência, até que, finalmente, um Anjo lhe anunciou a aproximação do tempo suspirado em que emigraria para o Esposo. Exultando com a mensagem, Quitéria abandonou a montanha, asilo abençoado onde escapou ás tempestades do século, e, voltando à casa paterna, encontrou dois nobilíssimos jovens que pretendiam a sua mão. A santa menina, que tinha já consagrado a sua virgindade ao Esposo celeste, Jesus, recusou-se a tal. Por isso, mandada carregar de cadeias por seu cruel pai, foi empurrada para uma enxovia. Mas eis que um Anjo desce a confortá-la e, enquanto mutuamente se recreiam em suavíssimos colóquios, uma luz celeste e penetrante banha o cárcere. Era a Virgem-Mãe que, cortejada por níveos coros de virgens e radiante multidão de espíritos angélicos, trazia um vaso de aromáticos perfumes, derramando-os abundantemente sobre Quitéria. Ofereceu-lhe, além disso, uma cruz e um anel, significando aquela a vitória que dentro em breve ganharia sobre os inimigos, este os desposórios espirituais com Jesus. E Nossa Senhora desapareceu. Então o anjo manda-a sair do cárcere e oferece-se simultaneamente para a acompanhar ao monte columbário, lugar que o Senhor destinara para teatro do seu martírio. Saiu Quitéria e dirigiu-se para o Monte Pombeiro em (Margaride – Felgueiras) já atrás citado. No cume do mesmo havia uma capelinha dedicada ao Príncipe dos Apóstolos. Aí Quitéria, juntamente com outras virgens, entregou-se à oração e aos jejuns, dispondo-se desta forma para receber a coroa do martírio. Mas Atílio, seu pai, e Germano, um dos jovens pretendentes à sua mão, vendo-se iludidos pela fuga da virgem, enviaram servos a procurá-la, com ordens para, caso a encontrassem, lhe aconselharem o regresso à casa paterna e o casamento. Após muitas pesquisas, Quitéria foi encontrada. Seu pai, ardendo de ira, mandou-a decapitar por um tal Dumas, apóstata. O renegado trespassou com inúmeros golpes o corpo virginal de Quitéria. O seu corpo sagrado foi sepultado pelos cristãos na capela de S. Pedro. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic.net/santoral e www.santiebati.it




BEATO CARLOS SPÍNOLA
Estrela Ver 10 de Setembro
 Beato Carlos Spínola
e centenas de companheiros, entre os quais
ISABEL FERNANDES, mãe, INÁCIO, filho, SEBASTIÃO KIMURA, Beato,  ANTÓNIO KYUNI, GONÇALO FUSAI, TOMÁS AKABOSHI, PEDRO SAMPO, MIGUEL SAITÔ, LUÍS KAWARA e JOÃO TAMAGÚCHI (todos jesuítas), além de muitos outros não descriminados…
Estrela Ver 6 de Fevereiro,
Em Julho de 1867, beatificou Pio IX duzentas e cinco pessoas, glória das missões e cristandades das terras do Sol Nascente. Chegaram lá os primeiros portugueses em 1543, precisamente no ano seguinte ao da chegada de S. Francisco Xavier à Índia. Seis anos depois, entrava por aquelas ilhas a radiosa e quase impetuosa Missão Xaveriana que, em expansão sucessiva, sofreu, ao fim de meio século, o primeiro embate da perseguição que nos legou os primeiros vinte e seis mártires do Japão, a 5 de Fevereiro de 1597 (cf. 6 de Fevereiro). Mais ou menos solapada, e sempre instigada e soprada pelos bonzos, estarrecidos com os contínuos progressos do Cristianismo, a perseguição voltou a reacender-se e intensificar-se pelos primeiros anos de 600, ferindo com os seus golpes mais certeiros os missionários, geralmente não japoneses, e visando ao mais pronto extermínio de suas numerosas e florescentes cristandades. A grande tribulação prolongou-se por bom quarto de século. No ano de 1622, no mesmo lugar e no mesmo dia, obtiveram a gloriosíssima coroa do martírio, em Nagasáqui, no Japão, vinte e dois religiosos de diversas ordens e trinta cristãos seculares de todas as idades e condições. De tão luzido esquadrão era chefe o Beato Carlos Spínola, sacerdote da Companhia de Jesus, italiano de nação, oriundo da família dos marqueses de Tassarolo, uma das mais ilustres da cidade de Génova. Carlos Spínola, nascido em 1564, passou os primeiros anos em companhia de seu tio, o cardeal Filipe Spínola, bispo de Nola. Quando deliberava sobre o estado que devia abraçar, chegou à Europa a notícia do martírio do Beato Rodolfo Acquaviva e seus ditosos companheiros (ver mais abaixo neste mesmo blogue. AF.), a quem os gentios deram a morte na ilha de Salsete, junto à cidade de Goa. Inflamado Carlos Spínola no desejo de obter coroa igual à do glorioso filho dos duques de Átri, determinou entrar na Companhia de Jesus, cujo instituto em efeito abraçou aos 19 anos de idade.  Desde os primeiros dias de noviciado, levou vida de extraordinário fervor, para desse modo se preparar para o martírio, único objecto de suas santas ambições. Acabados os estudos em Milão, e ordenado sacerdote, alcançou , à força de instantes rogos, a graça de ser enviado às missões do Japão, para as quais se embarcou em Lisboa, a 10 de Abril de 1596. A sua viagem foi uma das mais trabalhosas que referem as crónicas da Companhia de Jesus. Arrojado por uma violentíssima tempestade às costas do Brasil, de lá dirigiu novamente o rumo para a Índia. Cativo dos piratas ingleses, foi levado a Inglaterra onde, durante algum tempo, o detiveram preso em um cárcere. Posto em liberdade, voltou a Lisboa e novamente embarcou para o Japão, aonde chegou depois de muitos trabalhos, no ano de 1602. Os sofrimentos da viagem em nada diminuíram, porém, as forças do seu espírito. Vinte anos empregou na evangelização das cristandades japonesas, já como simples missionário, já como Vigário-Geral do Bispo do Japão, até que, preso finalmente em 1618, foi lançado nos cárceres de Omura, onde durante quatro anos deu inúmeras provas de invicto sofrimento. Em 1622 foi levado a Nagasáqui, para aí ser martirizado em companhia de outros religiosos e de vários cristãos. O altar destinado ao holocausto dos mártires era uma colina junto à cidade, apelidada ainda hoje a colina dos mártires, por terem dado nela a vida em testemunho da fé grande número de cristãos de de missionários. Chegados ao lugar do suplício, o Padre Spínola, inflamado em zelo à vista do grande número não só de cristãos mas também de gentios que na colina se haviam reunido, levantou a voz e, dirigindo-se ao governador Goroneu, procurou desvanecer o rumor, que na corte corria, de que os missionários se dirigiam ao Japão com o intuito de preparar o caminho para a conquista daquelas ilhas pelos europeus. Voltando-se depois para os cristãos que lhe iam ser companheiros no martírio, com palavras cheias de ardor exortou a todos à constâncias na fé. Entre os mártires encontrava-se Isabel Fernandes, viúva dum português, (-Ambrósio Fernandes) senhora principal que muitas vezes hospedara o Padre Spinola, e cujo filhinho de quatro anos, o mesmo Padre batizara. Ao avistar pois Isabel Fernandes entre os cristãos que iam ser decapitados, perguntou-lhe onde estava o menino Inácio, ao qual não via por estar oculto pelos feixes de lenha que o rodeavam. Tomando então a mãe o pequenino ricamente vestido e levantando-o nos braços, disse para o Padre Spínola: – Ei-lo aqui, meu Padre, gozoso de morrer comigo. Com grande alegria sacrifico a Deus as duas coisas que mais amo neste mundo: a minha vida e o meu filho. Depois, dirigindo-se ao menino e apontando-lhe para o missionário, disse-lhe: – Olha meu filho, olha aquele Padre que te fez cristão e que te deu uma vida muito mais preciosa que esta que vamos terminar. Encomenda-te a ele e pede-lhe que te abençoe. Ajoelhou-se o menino e juntou as mãozinhas, obedecendo à mãe. Semelhante espetáculo enterneceu de tal modo a multidão dos espectadores, que prorromperam uníssonos em vivas e demonstrações de simpatia e e afecto para com os mártires. Temendo Goroneu alguma sedição, deu ordem aos verdugos que começassem as execuções. Uma das primeiras vítimas foi Isabel Fernandes, cuja cabeça veio a cair junto ao menino Inácio. Não se intimidou ele vendo a morte de sua mãe, antes compreendendo que se aproximava a sua vez, desapertou o vestido e intrépido ofereceu o pescoço ao algoz. Decapitados trinta soldados de Cristo, os demais, em número de 22, foram consumidos a fogo lento. O primeiro a sucumbir foi o Padre Carlos Spínola; seguiram-no seus 21 companheiros, sendo o último o beato Sebastião Kimura, jesuíta japonês que durante três horas suportou a força do fogo. Assim terminou aquele glorioso certame, no qual a Companhia de Jesus obteve dez coroas de glória. Na prisão morreu de doença o Irmão Ambrósio Fernandes (ver abaixo a sua biografia…) de que falamos a seguir. Os sete para se perfazer o número de dez jesuítas eram os japoneses recebidos a última hora pelo Padre Spínola, já na prisão: António Kiûni, Gonçalo Fusai, Tomás Akaboshi, Pedro Sampo, Miguel Saitô, Luís Kawara e João Yamagúchi. Todos eles foram beatificados em 1867 pelo papa Pio IX. Deste grupo, figuram nesta obra: a 22 de Maio, o beato Padre João Baptista Machado de Távora; a 20 de Junho, o Beato Padre Francisco Pacheco; a 7 de Julho, o beato padre Diogo de Carvalho; a 25 de Agosto, o Beato Padre Miguel de Carvalho; a 7 e 28 de Setembro, o Beato Padre Vicente de Santo António, O. S. A.; e a 18 de Novembro, o Beato Domingos Jorge. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

AMBRÓSIO FERNANDES, Beato
Mártir (1551-1620)

)Beato Ambrosio Fernandes
Estrela Ver (Beatos Carlos Spínola e companheiros)
(7 de Janeiro e 10 de Setembro)

Nasceu em Xisto (Porto), em 1551. Tendo sido soldado na Índia, dirigiu-se como mercador para o Japão, onde entrou na Companhia de Jesus, após um naufrágio, do qual escapou quase milagrosamente, com toda a mercadoria. Como homem experiente do mundo, desempenhou, na Ordem, alguns cargos de responsabilidade até que, sobrevindo a perseguição, foi preso juntamente com o beato Carlos Spínola, S. J.. Passavam de 30 os confessores da fé concentrados na prisão de Omura, onde sofreram quatro anos tormentos os que chegaram ao fim, antes que chegasse o martírio das covas, catanas, cruzes, lanças, fogo ou gelo. Em tão atrozes sofrimentos naquela prisão, o segundo a sucumbir foi o irmão Fernandes, com 69 anos de idade e 43 de vida religiosa e missionária. Assim conta, em resumo, o Beato Padre Carlos Spínola o trânsito do venerando ancião: «Com o vento desnevado daquele dia 7 de Janeiro de 1620, o Irmão caiu meio paralítico e sem fala. Tendo-se confessado e comungado aquele mesmo dia, perguntei-lhe se morria satisfeito por amor de Cristo. respondeu apenas que se fizesse, em tudo, a santíssima vontade de Deus. Mais lhe disse, se queria armar-se, para o último combate, com a santa unção dos doentes. respondeu com o seu último sim. Administrada esta já quase de noite, enquanto todos cantavam salmos e ladainhas, com semblante alegre e angélico voou o santo irmão para a companhia dos Anjos e dos Santos. Por fim, como melhor conclusão, entoámos ainda o salmo “Laudate Dominum”, admirando o termo e a coroa da vida tão santa e sacrificada dum irmão missionário, tão amável e amado de todos». Os mais que continuaram encarcerados, foram levados ao martírio em Nagasáqui, a 10 de Setembro de 1622, sendo uns queimados e outros decapitados.Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

JACOBO (TIAGO) BERTHIEU, Beato
Mártir (1838-1896)

Jacobo Berthieu, Beato
Jacobo Berthieu, (1838-1896)

Nasceu em 28 de Novembro de 1838, em Polminhac, França. Morreu enquanto estava acompanhando a refugiados que estavam intentando evitar ataques de outra tribo. Missionário francês em Madagáscar, desfrutou cinco anos pacíficos de atividade missionária antes de que os movimentos de independência e rebeliões de tribos rivais o obrigassem a mudar-se de lugar a lugar. Berthieu fue un sacerdote diocesano durante nueve años antes de que él decidiera entrar en los Jesuitas a los 35 años de edad. Él incluso se fijó hacer su misión en Madagascar antes de que él terminara noviciado. Él hizo sus votos justo antes de empezar su primera misión en la isla Sainte-Marie. Catequizó a niños, realizaba su ministerio sacramental y cuidó de los enfermos hasta que en marzo de 1880 el gobierno francés expulsó a los Jesuitas y los forzaron al destierro. Mientras Berthieu dedicaba su energía a cultivar un huerto o jardín que creció durante el tiempo que él no pudo ejercer ningún ministerio sacerdotal. En 1885 la paz volvió cuando un tratado fue firmado; Berthieu volvió a abrir la misión en Ambositra, Madagascar. Entonces en diciembre de 1891 que él empezó a evangelizar a las personas en el distrito de Anjozorofady, a corta distancia al norte de Tananarive. Berthieu tenía 18 misiones que visitar, pero su trabajo se interrumpió varios veces por nueva guerra. En 1895 la rebelión de Malagasy contra Francia lo forzó a irse lejos, poco después él pudo devolver pero otra rebelión se levantó entre las personas de Menalamba. Cuando las batallas estuvieron muy cerca, el coronel francés local el 25 de mayo pidió a las personas salieran del pueblo para sacarlos de peligro. En junio 6 Berthieu fue aconsejado de llevar a sus feligreses a la capital, Tananarive. Ellos empezaron el viaje pero fueron atacados por la tribu Menalamba y se separaron buscando resguardo en cualquier pueblo cualquier que ellos pudieran encontrar. Berthieu y algunas de sus acompañantes encontraron hospitalidad, pero al día siguiente los Menalamba llegaron al pueblo y arrestaron al misionero. Ellos lo despojaron de su indumentarioa y lo golpearon antes de obligarle a que caminara bajo la fría lluvia hacia el pueblo donde su vivía su jefe. Berthieu se negó a aceptar la oferta de aquel hombre, que prometió salvarle la vida y darle un puesto de counsejero en la tribu Menalamba, si él renunciara su fe. Berthieu contestó que él se moriría antes de abandodar su religión. Varios hombres lo atacaron con garrotes; un golpe a la cabeza lo mató. Sus secuestradores descargaron su cuerpo y luego lo arrojaron al río, nunca fue recuperado. Era el 8 de Junio de 1896. Fue beatificado el 17 de Octubre de 1965 por Pablo VI

BEATOS LEÃO MANGIN e 55 companheiros (entre mais de 20 mil…)
Mártires (1900)

Leone Ignazio (Léon-Ignace) Mangin
Estrela Ver 19 de Junho, 7 de Julho, 8 de Julho, 20 de Julho, 21 de Julho

Boxers ou Pugilistas foi o nome dado por um jornal inglês da China aos membros da associação revolucionária secreta «Punhos da Justiça e da Concórdia»: chamaram-se deste modo por causa do seu exercício diário de ginástica, reforçadora das almas (Ver também, 8 de Julho, Beatos Gregório Grassi e 28 companheiros). O anti-estrangeirismo dos Boxers revelou-se desde 1898. Em 1900, subiam a 741 562 os católicos chineses; e Leão XIII beatificara 19 mártires do Celeste Império. Dando-se profunda crise política, económica e administrativa, agravada em 1900 com a fome, e aumentando o descontentamento do «povo da cabeleira negra», devido à penetração da influência política e do capital estrangeiro, entraram em acção explosiva os Boxers. A  missão jesuitica, mais tarde chamada de Sien-Hsien, foi a primeira a ser atacada pelos Boxers. Começaram por limitar-se a molestar os cristãos. Mas perante a deslocação de tropas das 8 nações aliadas (europeias e estadunidense) destinada a proteger os seus súbditos e embaixadores, a luta dos Boxers estendeu-se a tudo o que fosse estrangeiro. São saqueados em Pequim os bairros europeus e cristãos. É declarada guerra às sobreditas nações aliadas, que felizmente se não generalizou. Mas no Shansi houve chacina de centenas de católicos. A paz só foi assinada em setembro de 1901. Entretanto, a Igreja Católica contara em 1900, martirizados pelos Boxers e pela organização feminina paralela, 5 bispos, 29 sacerdotes europeus, 9 irmãs europeias, 3 irmãos auxiliares, e 20 000 a 30 000 católicos chineses. O processo informativo na Congregação romana, então chamada dos Ritos, a respeito de 2055 destes heróis da fé, terminou em Agosto de 1930, tendo já Pio XII beatificado, entre eles, 4 padres franceses e 52 fiéis (3 dos quais catecúmenos). As florescentes missões protestantes honram-se, nessa altura, também com grande número de mártires,. Muito brevemente, vamos apresentar alguns dos 56 sobreditos mártires: Em U-i, na tarde de 19 de Junho de 1900, foram mortos na capela da residência os Padres Jesuítas Modesto Andlauer e Remígio Isoré. Em Tchou-kia-ho, os Boxers e tropas regulares chinesas penetraram na aldeia e depois na igreja, a 20 de Julho de 1900. Encontraram esta cheia de fiéis presididos por dois padres da Companhia de Jesus, acompanhados por catequistas. Depois de convites ao povo para que evitasse a morte saindo do templo, o Padre Paulo Denn entoou a confissão em chinês, a que todos se associaram. Já tinha havido um disparo geral contra a multidão. Em seguida, foram alvejados os dois Padres que se encontravam em frente do altar. O Padre Denn ainda conseguiu levantar-se e pôs-se de joelhos diante do Superior Inácio Mangin, para lhe pedir uma última absolvição: caiu à segunda descarga. E o Padre Mangin, estando ajoelhado diante da cruz e movendo ainda os lábios, foi atingido por um segundo projétil. Os Boxers lançaram depois contra os cristãos palha a arder, o que motivou um incêndio do tecto da igreja, enchendo-se tudo de chamas e fumo. Entre os que puderam escapar-se da igreja em chamas, contava-se um  rapaz de 19 anosPedro Tchou-Yeu-sinn. Um general apertou-lhe paternalmente os pulsos e insistiu muito para que renegasse a fé. Mas o rapaz acabou por dizer: «Grande homem, não podeis renegar o vosso pai nem a vossa mãe. Também eu não posso renegar o meu Deus». Então, o oficial, aborrecido, exclamou: «Vai-te daqui, estúpido, que não és outra coisa». E mandou decapitá-lo. Em Ma-kia-tchoang, a 21 de Julho, bastava aos cristãos entrar na casa onde estavam os soldados para serem julgados apóstatas da fé cristã. Ana Wang, de 14 anos, insistiu com a mãe e sobretudo com a madrasta para que não se expusessem voluntariamente; mas não conseguiu, nem duma ou doutra, o que tanto desejava. A noite foi de oração para os fieis perseverantes, oração sempre dirigida, aliás, por Ana; estavam todos virados para Weits-unn, onde estava o sacrário. No dia seguinte foram, com uma multidão de pagãos, para o local onde haviam de ser mortos. «Antes de nos matar, esperai um instante», disse Ana. E cantou, com as companheiras de martírio, algumas orações. Depois veio a execução, também de André Wang, de 9 anos, mantido carinhosamente pela mãe entre os mártires. Ana, a última, foi convidada pelo comandante: «Se apostatares, oferecer-te-ei um rico noivado e viverás feliz». – «O meu noivo já o tenho. Está em Weits-unn». Aludia a Jesus, que habitava lá no tabernáculo da igreja. O Boxer puxou da espada, Ana pôs-se de joelhos e repetiu com um sorriso de felicidade: «A porta do céu está aberta», e acrescentou «Jesus, Jesus». No instante seguinte, rolava-lhe no chão a cabeça, e a alma subia ao céu. Quando, sobrevindo em 1901 a paz religiosa, se quis desenterrar os cadáveres das vítimas, os olhares da grande  multidão reunida puderam ver, sem que tivessem apodrecido, os membros e as cabeças dos mártires. Os pagãos gritaram «Milagre, Milagre!», ao mesmo tempo que os cristãos choravam de alegria. Marco Ki, de 60 anos, descendente de antiga família cristã convertida em 1650, médico, administrador da cristandadezinha de Yet-tcheang-t’eu, fumava nada menos que ópio, e tinha-se resignado a sofrer a sua escravidão do maldito yinn (tirania do ópio). Resistiu, caiu, voltou a resistir, recaiu muitas vezes, até que o yinn o dominou. O missionário, no princípio, absolvera-o repetidamente; mas, por último, sendo grave o escândalo, proibiu-lhe receber a sagrada Comunhão. «Ah! – costumava repetir ele – tenho apenas uma esperança de salvação, o martírio!; sem o martírio, não conseguirei encontrar a porta do paraíso». Este comportamento, que se diria paradoxal, durou 30 anos; depois, o Senhor tomou-lhe a palavra. Na manhã de 7 de Julho de 1900, cerca de 200 Boxers entraram pela aldeia. Marcos e os seus, 13 pessoas, refugiaram-se num cemitério. Mas foram traídos e levados presos. Incitado por amigos a apostatar para defender a vida e os seus, respondeu: «Somos cristãos há dois séculos. O nosso Cristianismo vai tão longe como a dinastia Ming; preferimos a morte à apostasia; não podemos renegar a nossa fé». A resposta da autoridade consistiu numa folha vermelha com a sentença: «Estes pronunciaram palavras de soberba; sejam portanto levados à porta principal e decapitados». Num dos carros que os transportavam, o neto de oito anosFrancisco, pergunta a Marcos: «Para onde nos levam, avô?» O velho apontou para o céu e respondeu: «Voltamos a casa, meu menino!». Seguindo-se novo convite de apostasia, Marcos respondeu por todos: – É inútil voltar à nossa decisão; queremos todos subir ao paraíso!». Depois pediu, como favor único, ser decapitado em último lugar; queria estar certo de que nenhum tinha faltado ao reencontro no além. Quando os expectadores viram que até as crianças (desde os quatro anos) estendiam serenamente o pescoço ao fio da espada, disseram entre si: «Com certeza devem ter bebido!». Terminada a execução, foram-se embora os Boxers. E abriram-se três fossos: dois para os corpos e um par as cabeças cortadas. Paulo, que fugiu do cemitério, asseverava que todas as noites, na hora da oração, invocava com todos os seus a intercessão dos seus mártires de família, sobretudo de Marcos, seu pai e chefe dos Kis cristãos. O que muito resumidamente dissemos é a prova mais enérgica das palavras do bispo Lécroat: «Quando o mundo conhecer a história dos mártires da Boxe, ficará pasmado vendo assim renovada a história da Igreja primitiva». Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

BEATOS RODOLFO ACQUAVIVA, FRANCISCO ARANHA
e companheiros
AFONSO PACHECO, PEDRO BERNIO e PDE. ANTÓNIO FRANCISCO
Beato Rodolfo Acquaviva

BEATOS RODOLFO ACQUAVIVA e companheiros Francesco Aranha, coadiutores portoghese, (1550?-1583); Alfonso Pacheco, spagnolo di Castiglia (1551-1583); - Pietro Berno, altoatesino di Ascona (1553-1583); 4 sacerdoti e un coadiutore - Antonio Francisco, portoghese di Coimbra (1553-1583); – Mártires
Estrela Ver 15 de Julho

A península de Salsete está ao Sul de Panguim e tinha nos fins do século XVI uns 90 mil habitantes em 66 aldeias. A Companhia de Jesus começou aí a pregar o Evangelho, encontrando grandes dificuldades, por parte sobretudo dos numerosos brâmanes da região. Ainda assim, por 1570 havia já uns 2000 cristãos com cinco igrejas, a principal dedicada a Nossa Senhora, junto à fortaleza de Rachol. Desejando o vice-rei D. António de Noronha acabar com a idolatria na região, mandou arrasar os pagodes. E, em seguida, o Provincial da Companhia de Jesus enviou cinco religiosos para a implantação mais completa do Evangelho. Eram os PadresRodolfo Acquaviva e Afonso Pacheco, de conhecidas famílias, respectivamente da Itália e da Espanha; Pedro Berno, ítalo-suíço; e os portugueses Padre António Francisco e Irmão Francisco Aranha. Foram recebidos muito hostilmente. Rodolfo foi sujeito a cutiladas numa perna, no pescoço e no ombro, sendo-lhe em seguida o peito atravessado por uma estocada. Ao Irmão Francisco Aranha feriram-lhe o pescoço e deram-lhe uma lançada; mas foi o último a morrer, tendo sido muito tentado para que adorasse um ídolo. O Padre Pedro Berno foi também ferido na cabeça, alanceado e muito afrontado, em paga do que fizera aos ídolos. Mas o Padre Pacheco era quem mais aborreciam, por ter agenciado em Lisboa a proibição do restauro dos pagodes em Salsete. Foi agredido em último lugar o padre António Francisco, de 30 anos de idade e 12 de vida religiosa; um gentio partiu-lhe a cabeça e ele recebeu ainda outras feridas. Todos estes martírios foram infligidos a 15 de Julho de 1583. A semente dos mártires frutificou imediatamente: no mesmo ano converteram-se três aldeias juntas: 1 600 almas. Os cinco jesuítas foram beatificados em 1893, por Leão XIII. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt


Medardo, Santo
Medardo, Santo

Os dados históricos sobre sua pessoa e obra estão na penumbra, há penúria de história fiável e, pelo contrário, contamos com abundância de fábula. Uma antiga lenda conta que sendo menino Medardo foi protegido da chuva por uma águia gigante, facto que é usado frequentemente em sua iconografia. Por isso é que os franceses da Idade Média recorreram a ele para pedir chuva e ver-se livres de granizo, e posteriormente toda França o invocava contra a dor de dentes por o tomarem como protetor contra este mal; de facto, se o representa com um amplo sorriso que deixa ver seus formosos dentes, e ficou para a cultura popular o dito: «ris qui est de saint Médard - le coeur n’y prend pas grand part» (No riso de são Medardo - o coração não toma muita parte). Nasceu em Salency de pai franco e mãe galo-romana cujos nomes transportados pela imaginação posterior são Néctor e Protagia. Dizem que estudou na escola episcopal de Veromandrudum, lugar que situam perto da actual Bélgica, onde há recordações históricas para os hispanos pela vitória de Felipe II em são Quintín -Saint Quentin - que nos valeu o Escorial. Já como estudante se distinguiu - segundo as crónicas - por sua caridade esmoler dando a algum companheiro famélico sua comida e a um peregrino caminhante um cavalo da casa paterna. Com estes antecedentes se vê natural que se decida pela Igreja e não pelas armas. Se ordena sacerdote e de novo a fábula o adorna com coroa de actos exemplares, a leccionadores e moralizantes para doutrinar aos amigos do alheio sobre o respeito à propriedade: uns que roubaram uvas e não soupieron luego descubrir la salida de la viña sirven para demostrar que el pecado ciega; de los ladrones de miel en las colmenas propiedad de otros y que fueron atacados por el enjambre saca la conclusión que el pecado es dulce al principio, pero después castiga con dolor; de aquel que, merodeando, se llevó la vaca del vecino y cuyo campanillo no dejó de sonar día y noche hasta su devolución dirá que es el peso de la conciencia acusadora ante el mal. Y es que el tiempo de su vida entra dentro de las coordenadas del lejano mundo merovingio. Meroveo, rey de los francos, ha prestado un buen servicio a Roma peleando y venciendo a Atila (541), Childerico ha comenzado a poner las bases de un reino al que Clodoveo dará unidad política y religiosa cuando se convierta al catolicismo por ayuda de su esposa Clotilde y del obispo Remigio, después de las batallas de Tolbías (496) en la que venció a los francos ripuarios y alamanes y de Vouille (507) apoderándose de los territorios visigóticos con la expulsión de los arrianos.
Medardo, Santo
Medardo, Santo

Ni la conversión de Clodoveo -que siempre apreció los dictámenes de su talento político más que los de su conciencia- ni la de sus francos consiguió un súbito cambio al estilo de vida ristiana; hizo falta más bien la labor callada y paciente de muchos para mejorar a los reyes, al ejército y a los paisanos. A Medardo lo hacen obispo a la muerte de Alomer; con probabilidad lo consagra Remigio. Y se encuentra inmerso en el difícil y cruel mundo de restos de paganismo con resistencia a la fe; deberá luchar contra la superstición de sus gentes, contra la ignorancia, las duras costumbres, la haraganería, rapiña y asesinatos. A ese amplio trabajo evangelizador se presenta Medardo con las armas de la bondad y de la comprensión más que con el báculo, el anatema o el látigo. Por ello la fuente popular que describe graciosamente su persona y obra la adorna, agradecida, con el aumento de detalles que la fantasía atribuye al santo con la bien ganada fama de bondad. Detrás de la narración ampulosa que hacen los relatos se descubren, entre el follaje literario, los enormes esfuerzos evangelizadores de los -sin organización aún, ni derecho- primitivos francos. Murió en torno al año 560 y sus restos se trasladaron a la abadía de Soissons donde le veneraron durante toda la Edad Media los ya más y mejores creyentes francos.

Juan Rainuzzi, Beato
Juan Rainuzzi, Beato

Etimologicamente significa “ Deus é misericórdia”. Vem da língua hebraica. Sem uma ampla esperança humana, as novas gerações não se sentem estimuladas a participar na construção da família humana. Frente a um vazio, muitos jovens estão marcados por uma apatia, uma desilusão, buscando-se vias de escape que anestesiem uma angústia insuportável. A João não lhe ocorreu nada disso. Foi um confessor do século XIV. Era natural de Todi, Itália. Seu culto começou dois séculos mais tarde. Um dia de 1568, nesta cidade, na cripta da igreja de santa Margarita, se exorcizava a um homem porque diziam que estava endemoninhado. Em um certo momento sucedeu algo misterioso para que os assistiam atónitos. O possuído começou a gritar e a denunciar a presença naquele lugar de um santo, João o Limosnero. Se encontrou, efectivamente, a tumba do defunto e sua inscrição: "Este é o corpo de Juan Rainuzzi, que passou à casa do Pai no ano 1330". Então se expuseram seus restos ao público para que todos pudessem venerá-los. Lhe colocaram roupa e o título de “Juan o Limosnero” por sua grande caridade para com os pobres. De não haver sido pelo caso do endemoninhado, talvez houvesse tardado mais em conhecer a existência de Juan Rainuzzi, monge beneditino. ¡Felicidades a quem leve este nome!
Armando de Ziektkzee, Beato
Armando de Ziektkzee, Beato

Etimologicamente significa “estar armado”. Vem da língua alemã. Este jovem tem sua origem na Holanda. Quando o século XVI estava em sua metade, ele, movido pela vocação divina, entrou no convento dos franciscanos para seguir um caminho de maior perfeição cristã. Uma vez que o admitiram, passou longos anos estudando a Sagrada Escritura. Para isso teve sorte, já que sabia a língua grega, a hebraica e a caldeia. Com este bagagem cultural, não lhe foi muy difícil empezar a hacer comentarios bíblicos, aunque inéditos, pero no así tres obras completas que aparecieron en 1534. Su enseñanza tuvo un gran eco en todo el mundo cultural. El mismo padre benedictino Butzbach describe con palabras elogiosas a san Armando:"Profundo en la Biblia, no desconocedor de la filosofía secular, de estilo ingenioso, buen comunicador, piadoso en su vida, inferior tan sólo al Tritemio". Este joven, con su inquietud y su enorme corazón, quiso reformar la Orden de san Francisco, sin que hubiera necesidad de recurrir a las clásicas divisiones que se suscitan cuando alguien pretende hacer reformas. Este fue el ideal que movió su vida entera mientras estuvo como ministro en la región de Colonia. Pero, muy a pesar suyo, encontró muchas dificultades que le llevaron a renunciar de su cargo. Se vino abajo, se deprimió y se fue con aquellos que seguían la estricta observancia. Le encantaba la vida en común. Con tal de que esta marchara bien, estaba dispuesto a dejar toda clase de privilegios personales. Los últimos años de su vida loe empleó en escribir hasta que le sobrevino la muerte en el convento de Lovaina en el año 1524.  ¡Felicidades quien lleve este nombre!
Comentarios al P. Felipe Santos: 
 Santoral">fsantossdb@hotmail.com

Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, Beata
Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, Beata

Nasceu em 26 de Abril de 1876 em Puthenchira, no estado de Querala (Índia). Como escreveu em sua autobiografia, realizada por obediência a seu director espiritual, desde muito pequena sentiu um intenso desejo de amar a Deus, que a chamava a recitar o Rosário várias vezes ao dia. Sua mãe procurava dissuadi-la dessas severas mortificações, mas ela persistia neste gesto a fim de assemelhar-se cada vez mais a Cristo sofredor, e chegou a consagrar sua virgindade quando tinha apenas dez anos. Cuando ella tenía apenas doce años, murió su madre, lo cual fue también el fin de sus estudios escolares. Ella continuó muy interesada en el discernimiento de su vocación. Quería una vida escondida para dedicarse a la oración, y en 1891 decidió salir de casa para llevar una vida eremítica y de penitencia, más su proyecto fracasó.  Intensificó mientras tanto su colaboración en la parroquia, junto con tres compañeras, dedicando-se a los pobres, docentes, personas solas y huérfanos. Oraba por la conversión de los pecadores. Recibió de Dios muchos favores místicos, entre los cuales están visiones y estigmas, más permaneció siempre en el camino de la humildad. Su Obispo, dudando de la autenticidad de tales fenómenos místicos, la manda a someterse varias veces a exorcismos. En 1903 explicó al vicario apostólico de Trichur su deseo de fundar una casa de retiro y oración, más le fue sugerido entrar en el convento de las Clarisas Franciscanas. Después, habiendo sido enviada al convento de las Carmelitas de Ollur, también allí María Teresa percibió que no era esta su vocación. Finalmente, el Obispo comprendió que Dios deseaba una nueva congregación religiosa al servicio de la familia. El día 14 de Mayo de 1914 fue erigida canónicamente la nueva Orden que se denominó Congregación de la Sagrada Familia. Durante y después de los difíciles años de la primera guerra mundial, con indómita energía y total confianza en la Divina Providencia, dio vida a tres nuevos conventos, dos escuelas, una casa de estudios y un orfanato. Maria Teresa muere con una fama de santidad el 8 de Junio de 1926. El 9 de abril de 2000 S.S. Juan Pablo II la beatificó.

Nicolás de Gésturi (Juan Medda), Beato

Nicolás de Gésturi (Juan Medda), Beato

Juan Medda, em religião «Frei Nicolás», nasceu em Gésturi, província de Cagliari e arquidiocese de Oristano (Itália), em 5 de Agosto de 1882, numa família de humilde condição social, muito honrada e religiosa. Foi baptizado no dia seguinte depois de nascer na igreja paroquial de Santa Teresa de Ávila. Em 2 de Junho de 1886 recebeu o sacramento da confirmação. Muito cedo ficou órfão de pai e mãe. Foi acolhido em casa de sua irmã mais velha, já casada. Depois de concluir os estudos primários, começou a trabalhar no campo. Recebeu a primeira comunhão em 18 de Dezembro de 1896.
Desde muy joven sintió que tenía vocación religiosa, pero la pobreza le impidió seguirla. La curación de una dolorosa enfermedad reumática fue la ocasión para poder hacer realidad ese sueño. En 1911, a los 29 años, a impulsos del párroco de Gésturi, entró como terciario oblato en el convento capuchino de San Antonio de Cagliari. El 30 de octubre de 1913 vistió el hábito y tomó el nombre de fray Nicolás. Terminado el año de noviciado, emitió la primera profesión el 1 de noviembre de 1914, y el 16 de febrero de 1919 hizo la profesión solemne. Sus diez primeros años de vida religiosa los pasó en distintos conventos de Cerdeña, en los que desempeñó principalmente el oficio de cocinero. En 1924 fue trasladado a Cagliari, donde permaneció 34 años, cumpliendo el oficio de «limosnero». Muchísimos, al encontrarse con él, le hacían confidencias, le pedían consejo y oraciones para conseguir favores espirituales o materiales; nació así la costumbre de llamarlo junto al lecho de los enfermos, tanto en casa como en los hospitales. Sucedieron curaciones extraordinarias, que mostraban la mano de Dios a través del pobre hermano. Se extendió rápidamente su fama de santidad y su poder taumatúrgico. Su vida constituía para todos una llamada a la conversión, a la oración, al amor y al servicio del Señor y de los hermanos. Fray Nicolás se caracterizó por el silencio, la fidelidad inquebrantable, la piedad, el celo por las almas y la caridad hacia los necesitados que encontraba en su itinerario diario al pedir la limosna. Supo afrontar todas las dificultades con admirable paciencia y caridad, actuando con rectitud, valor y perseverancia. El eje fundamental de su personalidad moral y espiritual era su profundo espíritu de oración, que se manifestaba en su actitud contemplativa habitual, incluso en medio de las ocupaciones diarias. En su comportamiento se reflejaba la presencia de Dios y una constante unión con el Señor. Cada uno de sus actos y palabras se transformaba en oración ardiente y continua. Murió el 8 de junio de 1958, a los 76 años de edad, tras varios días de enfermedad. Con ocasión de su muerte aumentó la fama de santidad que por decenios lo había acompañado. Lo beatificó Juan Pablo II el 3 de octubre de 1999.

Guillermo (William) de York, Santo
Guillermo (William) de York, Santo
Filho do conde Herbert, tesoureiro do rei Henry I, e Emma, irmã do rei William. Foi tesoureiro da igreja em York, Inglaterra, enquanto que ainda era jovem, logo sacerdote e Capelão de Stephen King.  Arzobispo de York en 1140. Su selección fue impugnada por los reformistas, especialmente un grupo de cistercienses, y William fue acusado de simonía, de abusos sexuales, y de ser indebidamente influenciado por sus conexiones con la corte real. El Vaticano investigó, el Papa Inocencio le limpió de todos los cargos, y le confirmó como arzobispo el 26 de septiembre de 1143. Sin embargo, los cargos resurgieron unos pocos años más tarde bajo el Pontificado de Eugenio III, un cisterciense; William Eugene fue suspendido de su sede, y retirado en 1147 como arzobispo, lo sustituyó Murdac Henry cisterciense, abad de Fuentes. Algunos de los seguidores de William salieron a la calle para defenderlo, y durante un motín, atacaron y quemaron el monasterio de Fuentes. William, sin embargo, se retiró a Winchester, y se convirtió en un monje, siendo notorio por su austeridad y activa vida de oración.  En 1154, durante el reinado del papa Anastasio IV, William fue llamado de su reclusión, y una vez más ordenado arzobispo de York.  Falleció un mes más tarde. Hubo acusaciones de intoxicación, incluyendo veneno introducido en el vino sacramental. Hubo una investigación subsiguiente, pero los registros del resultado no han sobrevivido, y es más probable que muriera de fiebre. Fue canonizado por el Papa Honorio III el 18 de marzo de 1226. La investigación previa fue impulsada por los cistercienses entre ellos el Abad de Fuentes que apoyaba la canonización.


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  • Nossa Senhora de Fátima, pediu aos Pastorinhos
  • “REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS”
  • aos-ps-de-mARIA22222222222222
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  • NOTA:
  • Como decerto hão-de ter reparado, são visíveis algumas mudanças na apresentação deste blogue (que vão continuar… embora não pretenda eu que seja um modelo a seguir, mas sim apenas a descrição melhorada daquilo que eu for pensando dia a dia para tentar modificar para melhor, este blogue). Não tenho a pretensão de ser um “Fautor de ideias” nem sequer penso ser melhor do que outras pessoas. Mas acho que não fica mal, cada um de nós, dar um pouco de si, todos os dias, para tentar deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos, quando nascemos e começamos depois a tomar consciência do que nos rodeia. No fim de contas, como todos sabemos, esta vida é uma passagem, e se Deus nos entregou o talento para o fazer frutificar e não para o guardar ou desbaratar, a forma que encontrei no “talento” de que usufruo, é tentar fazer o melhor que posso, aliás conforme diz o Evangelho.
    A PARTIR DE HOJE AS PÁGINAS SERÃO NUMERADAS PELA ORDEM ABAIXO INDICADA:
    Pág. 1 – Vidas de SantosPág. 2 – O Antigo Testamento; e Pág. 3 – ENCONTRO DIÁRIO COM DEUS - Além disso, semanalmente (ao Domingo e alguns dias santificados – quando for caso disso –) a Pág. 4 – A Religião de Jesus; e a Pág. 5 - Salmos) e, ainda, ao sábado, a Pág. 6 – In Memoriam.


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